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Foram encontradas 50 questões.

Mort. Ed Mort. Detetive particular. Está na plaqueta. Durante meses ninguém entrara no meu escri – escritório é uma palavra grande demais para descrevê-lo – a não ser cobradores, que eram expulsos sob ameaças de morte ou coisa pior. De repente, começou o movimento. Entrava gente o dia inteiro. Gente diferente. Até as baratas estranharam e fizeram bocas. Não levei muito tempo para saber o que tinha havido. Alguém trocou minha plaqueta com a da escola de cabeleireiros, ao lado. A escola de cabeleireiros passou o dia vazia. Voltaire, o ratão albino, que subloca um canto da minha sala, emigrou para lá. Quando recoloquei a plaqueta no lugar, Voltaire voltou. Ele gosta de sossego. Mort. Ed Mort. Está na plaqueta certa.

Eu estava pensando no meu jantar da noite passada – isto é, em nada – quando ela entrou. Nem abri os olhos. Disse: “A escola de cabeleireiros é ao lado”. Mas quando ela falou, abri os olhos depressa. Se sua voz pudesse ser engarrafada seria vendida como afrodisíaco. Ela não queria a escola de cabeleireiros.

– Preciso encontrar meu marido.

– Claro – disse eu. – Vá falando que eu tomo nota.

Meu bloco de notas fora levado pelas baratas. Uma ação de efeito psicológico. O bloco não lhes serviria para nada. Só queriam me desmoralizar. Peguei o cartão que um dos pretendentes a cabeleireiro deixara em cima da minha mesa, com um olhar insinuante, no dia anterior. Tenho um certo charme rude, não nego. Sou violento. Sorrio para o lado. Uso costeletas. No cartão estava escrito Joli Decorações e um nome, Dorilei. Virei do outro lado. Comecei a escrever enquanto ela falava. A Bic era alugada.

(VERÍSSIMO, Luis Fernando. As cem melhores crônicas brasileiras / Joaquim Ferreira dos Santos, organização e introdução. – Rio de Janeiro: Objetiva, 2007. Fragmento.)

No 2º parágrafo, é possível observar atitudes do narrador que se contrapõem; a mudança de atitude pode ser compreendida como:
 

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Os horizontes da ciência

A chegada do homem à Lua é possivelmente o feito científico e tecnológico que mais impactou o imaginário popular na era moderna. Tanto parecia um feito inatingível que até hoje circulam teorias conspiratórias de que tudo não passou de uma montagem norte-americana para capturar corações e mentes ameaçados pelo regime socialista.

Acredite-se ou não, há quase 50 anos a cápsula de pouso Águia descia no mar da Tranquilidade, na face visível da Lua, e dois astronautas davam seus primeiros passos, ou pulos, no único satélite natural da Terra. Um conjunto de fatores levou a humanidade a esse feito, como disputas políticas, militares e tecnológicas entre nações, [...] Inspiradora da curiosidade humana, a exploração espacial fascina pessoas no mundo todo e permite a junção de três atividades essencialmente científicas – a descoberta, a compreensão e a aplicação desse conhecimento para alcançar um determinado fim.

Sem pisar lá desde 1972, os Estados Unidos querem voltar, agora com a colaboração de outros países. Com orçamento menor do que na época da Guerra Fria, a Nasa conta hoje com a Agência Espacial Europeia e o Canadá. Outros atores têm a mesma ambição. A China, com um programa espacial em ascensão, planeja, sozinha, colocar um taikonauta na Lua.

(Alexandra Ozório de Almeida – Diretora da Redação. Carta da Editora, edição 280 – Junho 2019. Pesquisa FAPESP. Fragmento.)

De acordo com o texto:
 

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Mort. Ed Mort. Detetive particular. Está na plaqueta.Durante meses ninguém entrara no meu escri – escritório éuma palavra grande demais para descrevê-lo – a não sercobradores, que eram expulsos sob ameaças de morte oucoisa pior. De repente, começou o movimento. Entravagente o dia inteiro. Gente diferente. Até as baratasestranharam e fizeram bocas. Não levei muito tempo parasaber o que tinha havido. Alguém trocou minha plaquetacom a da escola de cabeleireiros, ao lado. A escola decabeleireiros passou o dia vazia. Voltaire, o ratão albino, quesubloca um canto da minha sala, emigrou para lá. Quandorecoloquei a plaqueta no lugar, Voltaire voltou. Ele gosta desossego. Mort. Ed Mort. Está na plaqueta certa.

Eu estava pensando no meu jantar da noite passada –isto é, em nada – quando ela entrou. Nem abri os olhos.Disse: “A escola de cabeleireiros é ao lado”. Mas quando elafalou, abri os olhos depressa. Se sua voz pudesse serengarrafada seria vendida como afrodisíaco. Ela não queriaa escola de cabeleireiros.

– Preciso encontrar meu marido.

– Claro – disse eu. – Vá falando que eu tomo nota.

Meu bloco de notas fora levado pelas baratas. Umaação de efeito psicológico. O bloco não lhes serviria paranada. Só queriam me desmoralizar. Peguei o cartão que um dos pretendentes a cabeleireiro deixara em cima da minhamesa, com um olhar insinuante, no dia anterior. Tenho umcerto charme rude, não nego. Sou violento. Sorrio para olado. Uso costeletas. No cartão estava escrito Joli Decorações e um nome, Dorilei. Virei do outro lado. Comecei aescrever enquanto ela falava. A Bic era alugada.

(VERÍSSIMO, Luis Fernando. As cem melhores crônicas brasileiras /Joaquim Ferreira dos Santos, organização e introdução. – Rio deJaneiro: Objetiva, 2007. Fragmento.)

Seriam mantidas a correção gramatical e a coerência do texto se
 

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Os horizontes da ciência

A chegada do homem à Lua é possivelmente o feito científico e tecnológico que mais impactou o imaginário popular na era moderna. Tanto parecia um feito inatingível que até hoje circulam teorias conspiratórias de que tudo não passou de uma montagem norte-americana para capturar corações e mentes ameaçados pelo regime socialista.

Acredite-se ou não, há quase 50 anos a cápsula de pouso Águia descia no mar da Tranquilidade, na face visível da Lua, e dois astronautas davam seus primeiros passos, ou pulos, no único satélite natural da Terra. Um conjunto de fatores levou a humanidade a esse feito, como disputas políticas, militares e tecnológicas entre nações, [...] Inspiradora da curiosidade humana, a exploração espacial fascina pessoas no mundo todo e permite a junção de três atividades essencialmente científicas – a descoberta, a compreensão e a aplicação desse conhecimento para alcançar um determinado fim.

Sem pisar lá desde 1972, os Estados Unidos querem voltar, agora com a colaboração de outros países. Com orçamento menor do que na época da Guerra Fria, a Nasa conta hoje com a Agência Espacial Europeia e o Canadá. Outros atores têm a mesma ambição. A China, com um programa espacial em ascensão, planeja, sozinha, colocar um taikonauta na Lua.

(Alexandra Ozório de Almeida – Diretora da Redação. Carta da Editora, edição 280 – Junho 2019. Pesquisa FAPESP. Fragmento.)

Alguns verbos são classificados como verbos impessoais, apresentando-se na terceira pessoa do singular. Em “Acredite-se ou não, há quase 50 anos a cápsula de pouso Águia descia no mar da Tranquilidade, [...]” (2º§), a expressão “há quase 50 anos” seria corretamente substituída por:
 

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Mort. Ed Mort. Detetive particular. Está na plaqueta. Durante meses ninguém entrara no meu escri – escritório é uma palavra grande demais para descrevê-lo – a não ser cobradores, que eram expulsos sob ameaças de morte ou coisa pior. De repente, começou o movimento. Entrava gente o dia inteiro. Gente diferente. Até as baratas estranharam e fizeram bocas. Não levei muito tempo para saber o que tinha havido. Alguém trocou minha plaqueta com a da escola de cabeleireiros, ao lado. A escola de cabeleireiros passou o dia vazia. Voltaire, o ratão albino, que subloca um canto da minha sala, emigrou para lá. Quando recoloquei a plaqueta no lugar, Voltaire voltou. Ele gosta de sossego. Mort. Ed Mort. Está na plaqueta certa.

Eu estava pensando no meu jantar da noite passada – isto é, em nada – quando ela entrou. Nem abri os olhos. Disse: “A escola de cabeleireiros é ao lado”. Mas quando ela falou, abri os olhos depressa. Se sua voz pudesse ser engarrafada seria vendida como afrodisíaco. Ela não queria a escola de cabeleireiros.

– Preciso encontrar meu marido.

– Claro – disse eu. – Vá falando que eu tomo nota.

Meu bloco de notas fora levado pelas baratas. Uma ação de efeito psicológico. O bloco não lhes serviria para nada. Só queriam me desmoralizar. Peguei o cartão que um dos pretendentes a cabeleireiro deixara em cima da minha mesa, com um olhar insinuante, no dia anterior. Tenho um certo charme rude, não nego. Sou violento. Sorrio para o lado. Uso costeletas. No cartão estava escrito Joli Decorações e um nome, Dorilei. Virei do outro lado. Comecei a escrever enquanto ela falava. A Bic era alugada.

(VERÍSSIMO, Luis Fernando. As cem melhores crônicas brasileiras / Joaquim Ferreira dos Santos, organização e introdução. – Rio de Janeiro: Objetiva, 2007. Fragmento.)

No segmento “Durante meses ninguém entrara no meu escri – escritório é uma palavra grande demais para descrevê-lo (...)”, a forma verbal destacada indica:
 

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Acredite-se ou não, há quase 50 anos a cápsula de pouso Águia descia no mar da Tranquilidade, na face visível da Lua, e dois astronautas davam seus primeiros passos, ou pulos, no único satélite natural da Terra. Um conjunto de fatores levou a humanidade a esse feito, como disputas políticas, militares e tecnológicas entre nações, [...] Inspiradora da curiosidade humana, a exploração espacial fascina pessoas no mundo todo e permite a junção de três atividades essencialmente científicas – a descoberta, a compreensão e a aplicação desse conhecimento para alcançar um determinado fim.

Sem pisar lá desde 1972, os Estados Unidos querem voltar, agora com a colaboração de outros países. Com orçamento menor do que na época da Guerra Fria, a Nasa conta hoje com a Agência Espacial Europeia e o Canadá. Outros atores têm a mesma ambição. A China, com um programa espacial em ascensão, planeja, sozinha, colocar um taikonauta na Lua.

(Alexandra Ozório de Almeida – Diretora da Redação. Carta da Editora, edição 280 – Junho 2019. Pesquisa FAPESP. Fragmento.)

Quanto aos aspectos da linguagem utilizada no texto apresentado está correto o que se afirma em:
 

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2717945 Ano: 2019
Disciplina: Engenharia de Transportes e Trânsito
Banca: Consulplan
Orgão: Pref. Suzano-SP
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Os modelos clássicos de perseguição buscam traduzir a variação da velocidade de um veículo (chamado seguidor) como resposta ao estímulo representado pela velocidade relativa entre ele e o veículo que se desloca à sua frente em uma corrente de tráfego (chamado líder). O Modelo de Gipps é um deles. NÃO é assumido como pressuposto do Modelo de Gipps:
Questão Anulada

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Uma turma formada por 3 desembargadoras – Ana, Paula e Cláudia – irá julgar um réu acerca de determinado delito cometido. Consultando o histórico de julgamentos relacionados ao delito em questão, sabe-se que a cada 7 votos dados por Ana, 3 são a favor da condenação do réu; Paula tem 2 de cada 5 votos a favor da condenação do réu; e, Cláudia tem 1 a cada 3 votos a favor da condenação. Supondo que os votos de cada uma dessas desembargadoras seja aleatório e independente dos demais, a probabilidade de um réu ser absolvido (não ser condenado) em um julgamento pelas três desembargadoras está compreendida entre:
Questão Anulada

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2717941 Ano: 2019
Disciplina: Engenharia de Transportes e Trânsito
Banca: Consulplan
Orgão: Pref. Suzano-SP
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Um gráfico largamente utilizado na análise de tráfego é o gráfico espaço-tempo. Nele, tenta-se representar o deslocamento de um veículo fictício, considerando elementos da via.
enunciado 3252595-1
Com base no gráfico, é possível afirmar que as representações de tempo de tráfego indicados pelos números 1 e 2 são, respectivamente:
Questão Anulada

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2717940 Ano: 2019
Disciplina: Engenharia de Transportes e Trânsito
Banca: Consulplan
Orgão: Pref. Suzano-SP
Provas:
Há recomendações que engenheiros de tráfego adotem, para correção de acidentes, colisão 90 graus, frente, traseira e angular. Deve ser executado para corrigir tais tipos de acidentes:
Questão Anulada

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