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Leia o trecho a seguir, retirado da obra Letramento literário: teoria e prática, de Rildo Cosson, para responder à questão.
“Em uma sociedade letrada como a nossa, as possibilidades de exercício do corpo da linguagem pelo uso das palavras são inumeráveis. Há, entretanto, uma que ocupa lugar central. Trata-se da escrita. Praticamente todas as transações humanas da nossa sociedade letrada passam, de uma maneira ou de outra, pela escrita, mesmo aquelas que aparentemente são orais ou imagéticas. É assim com o jornal televisionado, com o locutor que lê um texto escrito. É assim com práticas culturais de origem oral como a literatura de cordel, cujos versos são registrados em folhetos para serem vendidos nas feiras. Também a tela do computador está repleta de palavras e os videogames cheios de imagens não dispensam as instruções escritas. Essa primazia da escrita se dá porque é por meio dela que armazenamos nossos saberes, organizamos nossa sociedade e nos libertamos dos limites impostos pelo tempo e pelo espaço. A escrita é, assim, um dos mais poderosos instrumentos de libertação das limitações físicas do ser humano.”
(COSSON, 2007, p. 16.)
Considerando que partes desse texto foram reescritas, com alterações, assinale a alternativa cujo trecho apresenta, em relação ao texto original, problemas concernentes à forma e / ou ao conteúdo.
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Leia o trecho a seguir, retirado da obra Letramento literário: teoria e prática, de Rildo Cosson, para responder à questão.
“Em uma sociedade letrada como a nossa, as possibilidades de exercício do corpo da linguagem pelo uso das palavras são inumeráveis. Há, entretanto, uma que ocupa lugar central. Trata-se da escrita. Praticamente todas as transações humanas da nossa sociedade letrada passam, de uma maneira ou de outra, pela escrita, mesmo aquelas que aparentemente são orais ou imagéticas. É assim com o jornal televisionado, com o locutor que lê um texto escrito. É assim com práticas culturais de origem oral como a literatura de cordel, cujos versos são registrados em folhetos para serem vendidos nas feiras. Também a tela do computador está repleta de palavras e os videogames cheios de imagens não dispensam as instruções escritas. Essa primazia da escrita se dá porque é por meio dela que armazenamos nossos saberes, organizamos nossa sociedade e nos libertamos dos limites impostos pelo tempo e pelo espaço. A escrita é, assim, um dos mais poderosos instrumentos de libertação das limitações físicas do ser humano.”
(COSSON, 2007, p. 16.)
É correto afirmar, com base nesse texto, que
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Leia o trecho a seguir, retirado da obra Perdida entre signos: literatura, artes e mídias, hoje, de Solange de Oliveira, para responder à questão.
“Para a avaliação da arte contemporânea, a relevância de tantas apropriações, releituras, transcrições, paródias e pastiches – diferentes formas de processos tradutórios – vem sendo objeto de múltiplos debates. Interessa-me sobretudo o sentido da obsessão pós-moderna pela recriação do passado. Formas de construção intertextual, que criam arte a partir da própria arte, paródia e pastiche distinguem-se, segundo alguns, pelo fato de que, ao contrário da paródia, o pastiche não visa a um efeito satírico. A esse respeito, entre os julgamentos negativos destacam-se os de Frederic Jameson e Jean Baudrillard, que denunciam o pastiche como forma ’cega‘ ou ’vazia‘ de paródia. Jameson o reduz a uma manifestação ’esquizofrênica‘, uma “reabilitação nostálgica do passado”, concluindo que, ’num mundo incapaz de renovação estilística, só resta a imitação de estilos mortos, a fala através das máscaras e com as vozes dos estilos do museu imaginário‘ [...] O pastiche seria assim inferior à paródia, já que lhe falta a intenção crítica, pouco requisitada num mundo esvaziado de padrões morais. Pelo abuso do pastiche, que ele atribui à falta de historicidade e à ’presentificação‘ da arte, Jameson critica não apenas a Literatura, mas outras artes, como o Cinema e a Arquitetura contemporâneos. Na mesma linha, Hal Foster vê no ecletismo do que ele considera ’estilo oficial do pós-moderno‘, ’uma ameaça ao próprio conceito de estilo, pelo menos enquanto expressão singular de uma época [...] um sinal de desintegração estilística e do colapso da história‘ – um sintoma, enfim, voltando a Jameson, de incapacidade para inovações formais, presentes no Modernismo.”
(OLIVEIRA, 2012, p. 73.)
As críticas apresentadas nesse trecho atribuem ao Pós-Modernismo a ausência de
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Leia o trecho a seguir, retirado da obra Perdida entre signos: literatura, artes e mídias, hoje, de Solange de Oliveira, para responder à questão.
“Para a avaliação da arte contemporânea, a relevância de tantas apropriações, releituras, transcrições, paródias e pastiches – diferentes formas de processos tradutórios – vem sendo objeto de múltiplos debates. Interessa-me sobretudo o sentido da obsessão pós-moderna pela recriação do passado. Formas de construção intertextual, que criam arte a partir da própria arte, paródia e pastiche distinguem-se, segundo alguns, pelo fato de que, ao contrário da paródia, o pastiche não visa a um efeito satírico. A esse respeito, entre os julgamentos negativos destacam-se os de Frederic Jameson e Jean Baudrillard, que denunciam o pastiche como forma ’cega‘ ou ’vazia‘ de paródia. Jameson o reduz a uma manifestação ’esquizofrênica‘, uma “reabilitação nostálgica do passado”, concluindo que, ’num mundo incapaz de renovação estilística, só resta a imitação de estilos mortos, a fala através das máscaras e com as vozes dos estilos do museu imaginário‘ [...] O pastiche seria assim inferior à paródia, já que lhe falta a intenção crítica, pouco requisitada num mundo esvaziado de padrões morais. Pelo abuso do pastiche, que ele atribui à falta de historicidade e à ’presentificação‘ da arte, Jameson critica não apenas a Literatura, mas outras artes, como o Cinema e a Arquitetura contemporâneos. Na mesma linha, Hal Foster vê no ecletismo do que ele considera ’estilo oficial do pós-moderno‘, ’uma ameaça ao próprio conceito de estilo, pelo menos enquanto expressão singular de uma época [...] um sinal de desintegração estilística e do colapso da história‘ – um sintoma, enfim, voltando a Jameson, de incapacidade para inovações formais, presentes no Modernismo.”
(OLIVEIRA, 2012, p. 73.)
O trecho cita recursos intertextuais, a exemplo da paródia e do pastiche. Na obra Ler e compreender os sentidos do texto, Koch e Elias discutem o conceito de “intertextualidade”.
Para as autoras, a intertextualidade, em strictu sensu, ocorre quando
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Leia o trecho a seguir, retirado da obra Perdida entre signos: literatura, artes e mídias, hoje, de Solange de Oliveira.
“Há que notar ainda as transposições entre a música e as outras artes no que diz respeito aos estilos de época, da antiguidade ao ecletismo radical do pós-modernismo. Para ficar num único exemplo, lembro os traços impressionistas na música e na pintura. Aos contornos imprecisos do desenho nos quadros impressionistas, correspondem, na música, os fragmentos melódicos, descontínuos, dissolvidos na massa harmônica. A mistura de cores na paleta do pintor assemelha-se à de timbres na composição musical. Se, na pintura, a precisão da linha cede a esboços sugeridos pela cor, na música, a linha melódica deriva da harmonia, da sequência de acordes, mais que de série de notas.”
(OLIVEIRA, 2012, p. 72.)
No processo de transposição artística, a precisão da linha, na pintura, é comparada, na música, à
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Leia o fragmento a seguir, da obra História concisa da literatura brasileira, de Alfredo Bosi para responder à questão.
No contexto da poesia brasileira, o Concretismo afirmou-se como antítese à vertente intimista e estetizante dos anos 40 e repropôs temas, formas e, não raro, atitudes peculiares ao Modernismo de 22 em sua fase mais polêmica e mais aderente às vanguardas europeias. Os poetas concretos entendem levar às últimas consequências certos processos estruturais que marcaram o futurismo (italiano e russo), o dadaísmo e, em parte, o surrealismo, ao menos no que este significa de exaltação do imaginário e do inventivo no fazer poético. São processos que visam atingir e explorar as camadas materiais do significante (o som, a letra impressa, a linha, a superfície da página; eventualmente, a cor, a massa) e, por isso, levam a rejeitar toda concepção que esgote, nos temas ou na realidade psíquica do emissor, o interesse e a valia da obra.
(BOSI, 1994, p. 476)
Por definição, o Concretismo se coloca como um movimento que recusa a(o)
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Leia o fragmento a seguir, da obra de Alfredo Bosi.
“As letras como instrumento de ação
Iniciado ao tempo das campanhas pela Abolição (v. Joaquim Nabuco) e pela República, e coincidindo com a mudança do regime e as agitações dos seus primeiros anos, o período realista conheceu amplamente o uso da palavra como forma de ação política. O que, em alguns casos, interessa à história literária, conforme a maneira pela qual se comunicam e se configuram os materiais ideológicos.”
BOSI, Alfredo. História concisa da literatura brasileira,
1994, p. 255.
A linha mestra de toda essa fase foi a
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Leia o fragmento a seguir, da obra de Alfredo Bosi.
“Se romantismo quer dizer, antes de mais nada, um progressivo dissolver-se de hierarquias (Pátria, Igreja, Tradição) em estados de alma individuais, então Álvares de Azevedo, Junqueira Freire e Fagundes Varela serão mais românticos do que Magalhães e do que o próprio Gonçalves Dias; estes ainda postulavam, fora de si, uma natureza e um passado para compor seus mitos poéticos: àqueles caberia fechar as últimas janelas a tudo o que não se perdesse no Narciso sagrado do próprio eu, a que conferiam o dom da eterna ubiquidade.
Dizia Obermann ao Senancour: ‘“Eu sinto: eis a única palavra do homem que exige verdades. Eu sinto, eu existo para me consumir em desejos indomáveis, para me embeber na sedução de um mundo fantástico, para viver aterrado com o seu voluptuoso engano’.”
BOSI, Alfredo. História concisa da literatura brasileira.
1994, p. 110.
Considere as afirmativas a seguir.
I. Caracterizam essa fase romântica a oclusão do sujeito em si próprio, a melancolia, o tédio, a autoironia masoquista.
II. O trecho cita poetas pertencentes à “geração byroniana”.
III. Para poetas como Álvares de Azevedo e Junqueira Freire, cuja linguagem remonta à situação adolescente, o eu é uma referência obsessiva.
IV. O período romântico a que o trecho faz referência é o início da segunda metade do século XIX.
Estão corretas as afirmativas
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Leia o trecho a seguir, retirado da obra de Ana Lúcia Souza Silva.
“Grafite
O grafite é um texto multissemiótico, que mescla o verbal e o não verbal, com diferentes técnicas e estilos para intencionalmente interferir na paisagem urbana. O grafiteiro ou a grafiteira pintam temáticas significativas do momento que se vive. Classicamente os trabalhos que se apropriam dos muros e fachadas são utilizados para “mandar sua mensagem”.
Até que o grafite fosse reconhecido como arte, muitos grafiteiros foram espancados, presos como ‘perturbadores da ordem’, mas mesmo tendo cerceadas suas escritas em forma de desenho, continuaram a buscar formas de sustentar sua arte subversiva. Atualmente, alguns grafiteiros, em sua maioria brancas e de classe média, expõem seus trabalhos em galerias ou são convidados para pintar em espaços públicos. Além disso, é interessante observar como a escola, por meio de oficinas ou nas aulas de artes, em tentativas de envolver alunos e comunidade, vem abraçando o grafite como uma expressão artística válida e relevante. Isso não significa que todos os desafios foram vencidos, uma vez que, devido ao custo de sua produção – sprays, suportes, rolos, pincéis –, muitos não têm como expressar sua arte de forma socialmente legítima.”
SOUZA, Ana Lúcia Silva. Letramentos de reexistência,
2011, p. 119.
De acordo com o texto, são definidos dois desafios concernentes ao grafite. Em primeiro lugar,
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Ana Lúcia Silva Souza, na obra Letramentos de reexistência, afirma que as origens do rap remontam a práticas culturais
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