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Leia o texto a seguir e responda a questão.
Texto 4
Na hora do lobo
Quando um homem consome a madrugada
rabiscando umas folhas de papel
e ele sabe que a vida é tonelada
oscilando na ponta de um cordel;
ele sabe que o fim de toda estrada
não desagua no inferno nem no céu,
e ele pensa na feira, na empregada,
água e luz, condomínio e aluguel;
quando um homem fatiga a voz cansada
com palavras da Torre de Babel
e ele entende que a coisa mais amada
se transmuda na coisa mais cruel;
quando a taça em que bebe está quebrada,
tanto vidro a boiar em tanto fel
e no peito uma dor desatinada
essa dor que é tão nítida e fiel;
quando um homem de boca tão calada
sente a mente girar num carrossel,
ele escreve através da madrugada
com cuidados de abelha que faz mel:
sua vida, talvez, foi destinada
a salvar estas folhas de papel.
Braulio Tavares, O homem artificial.
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Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: EDUCA
Orgão: Pref. Umbuzeiro-PB
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Texto 3

Fonte: Dik Browne. Disponível em:
https://www.maisbolsas.com.br/enem/lingua-port
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Texto 3

Fonte: Dik Browne. Disponível em:
https://www.maisbolsas.com.br/enem/lingua-port
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"O segredo da felicidade é uma preocupação cada vez mais importante na era moderna, já que o aumento da estabilidade financeira proporciona a muitos a oportunidade de se concentrar no crescimento pessoal."
Quanto a sua colocação, o pronome “se” é classificado como:
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“Em um estudo de 2007, os psicólogos do estado do Colorado Todd Kashdan e Michael Steger monitoraram as atividades diárias de estudantes e como eles se sentiam durante 21 dias.” (parágrafo 11).
Com base nesse período, analise as afirmativas a seguir:
I. O verbo “monitoraram” está no pretérito perfeito do modo indicativo e indica uma ação concluída no passado.
II. A forma verbal “se sentiam” está no pretérito imperfeito do modo indicativo, expressando uma ação habitual ou contínua no passado.
III. O uso dos tempos verbais nesse período contribui para a construção de um relato objetivo de pesquisa, característico da linguagem científica.
IV. Os dois verbos estão no mesmo tempo e modo verbal.
V. O uso do pretérito imperfeito em “se sentiam” marca uma ação simultânea à ação expressa por “monitoraram”.
Assinale a alternativa CORRETA:
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Texto 1
Bebês reborn e a infância em crise
A cena parece inofensiva: um -realista adulto empurrando
um carrinho de bebê com um boneco hiper, de silicone,
vestido com roupas de recém-nascido, com nome, certidão
de nascimento e... identidade afetiva. Mas por trás do que
aparenta ser apenas um hobby curioso, cresce um
fenômeno que desafia a psicologia, interroga a sociedade
e exige respostas da educação: a “adoção” emocional de
bebês reborn por adultos como substitutos de vínculos
reais.
Reportagens recentes têm trazido à tona casos extremos —
como pessoas que tentam registrar os bonecos como filhos,
brigam por sua guarda e os levam a consultas médicas. O
que parece inusitado, é na verdade o sintoma de uma
sociedade cada vez mais marcada pelo esvaziamento das
relações humanas, pela solidão e pela substituição do afeto
por objetos.
Essa realidade acontece em paralelo a transformações
profundas nas estruturas familiares. Dados do IBGE
mostram que a taxa de fecundidade no Brasil caiu de 2,
filhos, por mulher, em 2000, para apenas 1,57, em 2023,
com projeção de 1,44 até 2041. O tamanho médio das
famílias também encolheu: de 3,62 pessoas por domicílio,
em 2008, para 3,07 em 2018. Crescem os lares unipessoais
e as famílias com um único filho.
São modelos de vínculos que estão se reconfigurando.
Com menos filhos, mais autonomia infantil precoce e mais
presença digital que física, muitos adultos vivem hoje uma
maternidade/paternidade emocional frustrada, silenciosa.
Em vez de enfrentar o vazio, substituem o vínculo pela
ilusão do controle: o bebê reborn não chora fora de hora,
não cresce, não contesta. Ele é a fantasia da relação sem
conflito e, portanto, sem verdade.
Profissionais da saúde mental já apontam o alerta.
Psicólogos têm observado que a “rebornização” das
relações é uma tentativa inconsciente de anestesiar
frustrações, lutos não elaborados, desejos não realizados.
A Organização Mundial da Saúde já havia identificado o
isolamento social como um dos fatores mais graves na
piora da saúde mental global, agravada após a pandemia.
Mas o que podemos e devemos fazer como profissionais
da educação? A escola é, por excelência, o lugar da
experiência coletiva. É onde a criança aprende a negociar,
a dividir, a esperar, a ouvir o outro e a entender que o
mundo não gira ao seu redor. É onde se aprende que a
amizade exige paciência. Que o colega é diferente. Que
nem sempre o lanche virá na hora exata, nem o jogo
terminará com vitória.
O papel da escola, então, não é apenas ensinar conteúdo.
É reconstruir o lugar das relações verdadeiras. É frear a
lógica do consumo afetivo onde o carinho é terceirizado, a
infância é estetizada e o afeto é substituído por
performance. A “geração reborn” precisa reencontrar a dor
e a beleza da convivência. Precisa voltar a conviver com o
inesperado, o outro, o mundo real, imperfeito, barulhento,
humano. E a escola é um dos poucos espaços sociais
capazes de fazer essa travessia. Porque o afeto não se
fabrica. Se vive. Se constrói.
Tatiana Santana é diretora do Colégio Externato São José e coordenadora regional da ANEC (Associação Nacional de Educação Católica do Brasil). Fonte: Gazeta da Semana. Disponível em: https://gazetadasemana.com.br/noticia/229113/artigo-de-opiniao-bebes-reborne-a-infancia-em-crise.
“São modelos de vínculos que estão se reconfigurando. Com menos filhos, mais autonomia infantil precoce e mais presença digital que física, muitos adultos vivem hoje uma maternidade/paternidade emocional frustrada, silenciosa.” (4º parágrafo)
A relação de sentido estabelecida entre as duas frases se dá, sobretudo, por:
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Texto 1
Bebês reborn e a infância em crise
A cena parece inofensiva: um -realista adulto empurrando um carrinho de bebê com um boneco hiper, de silicone, vestido com roupas de recém-nascido, com nome, certidão de nascimento e... identidade afetiva. Mas por trás do que aparenta ser apenas um hobby curioso, cresce um fenômeno que desafia a psicologia, interroga a sociedade e exige respostas da educação: a “adoção” emocional de bebês reborn por adultos como substitutos de vínculos reais.
Reportagens recentes têm trazido à tona casos extremos — como pessoas que tentam registrar os bonecos como filhos, brigam por sua guarda e os levam a consultas médicas. O que parece inusitado, é na verdade o sintoma de uma sociedade cada vez mais marcada pelo esvaziamento das relações humanas, pela solidão e pela substituição do afeto por objetos.
Essa realidade acontece em paralelo a transformações profundas nas estruturas familiares. Dados do IBGE mostram que a taxa de fecundidade no Brasil caiu de 2,32 filhos, por mulher, em 2000, para apenas 1,57, em 2023, com projeção de 1,44 até 2041. O tamanho médio das famílias também encolheu: de 3,62 pessoas por domicílio, em 2008, para 3,07 em 2018. Crescem os lares unipessoais e as famílias com um único filho.
São modelos de vínculos que estão se reconfigurando. Com menos filhos, mais autonomia infantil precoce e mais presença digital que física, muitos adultos vivem hoje uma maternidade/paternidade emocional frustrada, silenciosa. Em vez de enfrentar o vazio, substituem o vínculo pela ilusão do controle: o bebê reborn não chora fora de hora, não cresce, não contesta. Ele é a fantasia da relação sem conflito e, portanto, sem verdade.
Profissionais da saúde mental já apontam o alerta. Psicólogos têm observado que a “rebornização” das relações é uma tentativa inconsciente de anestesiar frustrações, lutos não elaborados, desejos não realizados. A Organização Mundial da Saúde já havia identificado o isolamento social como um dos fatores mais graves na piora da saúde mental global, agravada após a pandemia.
Mas o que podemos e devemos fazer como profissionais da educação? A escola é, por excelência, o lugar da experiência coletiva. É onde a criança aprende a negociar, a dividir, a esperar, a ouvir o outro e a entender que o mundo não gira ao seu redor. É onde se aprende que a amizade exige paciência. Que o colega é diferente. Que nem sempre o lanche virá na hora exata, nem o jogo terminará com vitória.
O papel da escola, então, não é apenas ensinar conteúdo. É reconstruir o lugar das relações verdadeiras. É frear a lógica do consumo afetivo onde o carinho é terceirizado, a infância é estetizada e o afeto é substituído por performance. A “geração reborn” precisa reencontrar a dor e a beleza da convivência. Precisa voltar a conviver com o inesperado, o outro, o mundo real, imperfeito, barulhento, humano. E a escola é um dos poucos espaços sociais capazes de fazer essa travessia. Porque o afeto não se fabrica. Se vive. Se constrói.
Tatiana Santana é diretora do Colégio Externato São José e coordenadora regional da ANEC (Associação Nacional de Educação Católica do Brasil). Fonte: Gazeta da Semana. Disponível em: https://gazetadasemana.com.br/noticia/229113/artigo-de-opiniao-bebes-reborne-a-infancia-em-crise.
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Leia o texto a seguir e responda a questão.
Texto 1
Bebês reborn e a infância em crise
A cena parece inofensiva: um -realista adulto empurrando um carrinho de bebê com um boneco hiper, de silicone, vestido com roupas de recém-nascido, com nome, certidão de nascimento e... identidade afetiva. Mas por trás do que aparenta ser apenas um hobby curioso, cresce um fenômeno que desafia a psicologia, interroga a sociedade e exige respostas da educação: a “adoção” emocional de bebês reborn por adultos como substitutos de vínculos reais.
Reportagens recentes têm trazido à tona casos extremos — como pessoas que tentam registrar os bonecos como filhos, brigam por sua guarda e os levam a consultas médicas. O que parece inusitado, é na verdade o sintoma de uma sociedade cada vez mais marcada pelo esvaziamento das relações humanas, pela solidão e pela substituição do afeto por objetos.
Essa realidade acontece em paralelo a transformações profundas nas estruturas familiares. Dados do IBGE mostram que a taxa de fecundidade no Brasil caiu de 2,32 filhos, por mulher, em 2000, para apenas 1,57, em 2023, com projeção de 1,44 até 2041. O tamanho médio das famílias também encolheu: de 3,62 pessoas por domicílio, em 2008, para 3,07 em 2018. Crescem os lares unipessoais e as famílias com um único filho.
São modelos de vínculos que estão se reconfigurando. Com menos filhos, mais autonomia infantil precoce e mais presença digital que física, muitos adultos vivem hoje uma maternidade/paternidade emocional frustrada, silenciosa. Em vez de enfrentar o vazio, substituem o vínculo pela ilusão do controle: o bebê reborn não chora fora de hora, não cresce, não contesta. Ele é a fantasia da relação sem conflito e, portanto, sem verdade.
Profissionais da saúde mental já apontam o alerta. Psicólogos têm observado que a “rebornização” das relações é uma tentativa inconsciente de anestesiar frustrações, lutos não elaborados, desejos não realizados. A Organização Mundial da Saúde já havia identificado o isolamento social como um dos fatores mais graves na piora da saúde mental global, agravada após a pandemia.
Mas o que podemos e devemos fazer como profissionais da educação? A escola é, por excelência, o lugar da experiência coletiva. É onde a criança aprende a negociar, a dividir, a esperar, a ouvir o outro e a entender que o mundo não gira ao seu redor. É onde se aprende que a amizade exige paciência. Que o colega é diferente. Que nem sempre o lanche virá na hora exata, nem o jogo terminará com vitória.
O papel da escola, então, não é apenas ensinar conteúdo. É reconstruir o lugar das relações verdadeiras. É frear a lógica do consumo afetivo onde o carinho é terceirizado, a infância é estetizada e o afeto é substituído por performance. A “geração reborn” precisa reencontrar a dor e a beleza da convivência. Precisa voltar a conviver com o inesperado, o outro, o mundo real, imperfeito, barulhento, humano. E a escola é um dos poucos espaços sociais capazes de fazer essa travessia. Porque o afeto não se fabrica. Se vive. Se constrói.
Tatiana Santana é diretora do Colégio Externato São José e coordenadora regional da ANEC (Associação Nacional de Educação Católica do Brasil). Fonte: Gazeta da Semana. Disponível em: https://gazetadasemana.com.br/noticia/229113/artigo-de-opiniao-bebes-reborne-a-infancia-em-crise.
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