Foram encontradas 120 questões.
Para responder às questões 01 a 10, leia o texto abaixo.
Literacura
1 ___Antipatizo com trocadilhos, mas não pude evitar a
2 pérola que dá título a esta crônica. Conheci a
3 expressão "literacura" através do professor Silvio
4 Volpato, de Parobé, e agora o comentário de um leitor
5 me fez colocá-la em uso. Disse o rapaz que não
6 entende a razão de nos mobilizarmos pelo setor livreiro
7 do Rio Grande do Sul quando há categorias mais
8 importantes a socorrer, como hospitais.
9 ___É o mesmo assunto, caro leitor. Se na sua mesa
10 de cabeceira, ao lado da cama, há remédios para
11 colesterol, pressão alta e ansiolíticos que ajudam a
12 pegar no sono, coloque também um livro, pois uma
13 hora você terá que acordar.
14 ___Não há saúde mental, espiritual e mesmo física
15 que prescinda da literatura.
16 ___Livro combate a arrogância, um dos males do
17 século. O leitor tem acesso aos sofrimenlos dos
18 personagens, se identifica com suas dores e percebe
19 que é tão miserável quanto. Menos um nariz em pé no
20 mundo.
21 ___Livro é perfeito contra o narcisismo, outra praga
22 moderna. O leitor é capturado pela história de uma
23 escravizada ou pela biografia de um atleta, e claro que
24 cairá no delírio de julgar sua própria história mais
25 interessante, mas, pelo menos por meia hora, se
26 manterá focado na leitura em vez de tagarelar sobre si
27 mesmo.
28 ___Aliás, livro protege contra calos nas cordas
29 vocais. Bendito hábito silencioso.
30 ___Vivemos uma pandemia de depressão, que tem
31 atacado jovens sem perspectiva, com a moral em
32 baixa, já que a tecnologia os instiga a se comparar com
33 um monte de boçais comunicativos. A vacina se chama
34 literatura, que os reconecta com seus valores,
35 preenche a alma em vez dos lábios e resgata a
36 autoconfiança, salvando-os de sucumbirem a
37 amostragens superficiais de popularidade.
38 ___Dor de colovelo não se cura em balcão de bar,
39 mas ler poesia empodera, você passa a ser uma
40 pessoa que vale a pena - azar de quem te deixou.
41 Enxugue as lágrimas e, se voltar para o balcão do bar,
42 repare no milagre: sua aura intelectual fará mais por
43 você do que o hálito da cachaça.
44 ___Livro minimiza a solidâo. Enquanto lemos, um
45 povaréu nos habita. Livro reduz o estresse. Você
46 desliga dos problemas mundanos. Livro evita fraturas:
47 excetuando uma amiga que prefere ler em pé,
48 costuma-se ler sentado ou deitado. Se acaso
49 adormecer com o livro em mãos, aleluia. Pior seria a
50 insônia, que provoca ansiedade.
51 ___Livro salva até da morte, sem exagero. Deu no
52 Jornal Nacional, anos atrás. Um cidadão escapou de
53 um tiro no peito por carregar um exemplar de capa
54 dura por debaixo do terno.
55 ___Portanto, doem livros para bibliotecas arrasadas
56 pela enchente do sul, comprem livros das editoras
57 gaúchas que ficaram com o estoque submerso e
58 ajudem a manter a cabeça dos gaúchos à tona.
Autora: Martha Medeiros (GZH)
Em qual das seguintes frases a classificaçâo gramatical entre parênteses está INCORRETA em relação ao termo sublinhado?
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Para responder às questões 01 a 10, leia o texto abaixo.
Literacura
1 ___Antipatizo com trocadilhos, mas não pude evitar a
2 pérola que dá título a esta crônica. Conheci a
3 expressão "literacura" através do professor Silvio
4 Volpato, de Parobé, e agora o comentário de um leitor
5 me fez colocá-la em uso. Disse o rapaz que não
6 entende a razão de nos mobilizarmos pelo setor livreiro
7 do Rio Grande do Sul quando há categorias mais
8 importantes a socorrer, como hospitais.
9 ___É o mesmo assunto, caro leitor. Se na sua mesa
10 de cabeceira, ao lado da cama, há remédios para
11 colesterol, pressão alta e ansiolíticos que ajudam a
12 pegar no sono, coloque também um livro, pois uma
13 hora você terá que acordar.
14 ___Não há saúde mental, espiritual e mesmo física
15 que prescinda da literatura.
16 ___Livro combate a arrogância, um dos males do
17 século. O leitor tem acesso aos sofrimenlos dos
18 personagens, se identifica com suas dores e percebe
19 que é tão miserável quanto. Menos um nariz em pé no
20 mundo.
21 ___Livro é perfeito contra o narcisismo, outra praga
22 moderna. O leitor é capturado pela história de uma
23 escravizada ou pela biografia de um atleta, e claro que
24 cairá no delírio de julgar sua própria história mais
25 interessante, mas, pelo menos por meia hora, se
26 manterá focado na leitura em vez de tagarelar sobre si
27 mesmo.
28 ___Aliás, livro protege contra calos nas cordas
29 vocais. Bendito hábito silencioso.
30 ___Vivemos uma pandemia de depressão, que tem
31 atacado jovens sem perspectiva, com a moral em
32 baixa, já que a tecnologia os instiga a se comparar com
33 um monte de boçais comunicativos. A vacina se chama
34 literatura, que os reconecta com seus valores,
35 preenche a alma em vez dos lábios e resgata a
36 autoconfiança, salvando-os de sucumbirem a
37 amostragens superficiais de popularidade.
38 ___Dor de colovelo não se cura em balcão de bar,
39 mas ler poesia empodera, você passa a ser uma
40 pessoa que vale a pena - azar de quem te deixou.
41 Enxugue as lágrimas e, se voltar para o balcão do bar,
42 repare no milagre: sua aura intelectual fará mais por
43 você do que o hálito da cachaça.
44 ___Livro minimiza a solidâo. Enquanto lemos, um
45 povaréu nos habita. Livro reduz o estresse. Você
46 desliga dos problemas mundanos. Livro evita fraturas:
47 excetuando uma amiga que prefere ler em pé,
48 costuma-se ler sentado ou deitado. Se acaso
49 adormecer com o livro em mãos, aleluia. Pior seria a
50 insônia, que provoca ansiedade.
51 ___Livro salva até da morte, sem exagero. Deu no
52 Jornal Nacional, anos atrás. Um cidadão escapou de
53 um tiro no peito por carregar um exemplar de capa
54 dura por debaixo do terno.
55 ___Portanto, doem livros para bibliotecas arrasadas
56 pela enchente do sul, comprem livros das editoras
57 gaúchas que ficaram com o estoque submerso e
58 ajudem a manter a cabeça dos gaúchos à tona.
Autora: Martha Medeiros (GZH)
Considere a frase Vivemos uma pandemia de depressão (l.30). Qual das seguintes alternativas está CORRETA a respeito do sujeito da oração?
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1 ___Antipatizo com trocadilhos, mas não pude evitar a
2 pérola que dá título a esta crônica. Conheci a
3 expressão "literacura" através do professor Silvio
4 Volpato, de Parobé, e agora o comentário de um leitor
5 me fez colocá-la em uso. Disse o rapaz que não
6 entende a razão de nos mobilizarmos pelo setor livreiro
7 do Rio Grande do Sul quando há categorias mais
8 importantes a socorrer, como hospitais.
9 ___É o mesmo assunto, caro leitor. Se na sua mesa
10 de cabeceira, ao lado da cama, há remédios para
11 colesterol, pressão alta e ansiolíticos que ajudam a
12 pegar no sono, coloque também um livro, pois uma
13 hora você terá que acordar.
14 ___Não há saúde mental, espiritual e mesmo física
15 que prescinda da literatura.
16 ___Livro combate a arrogância, um dos males do
17 século. O leitor tem acesso aos sofrimenlos dos
18 personagens, se identifica com suas dores e percebe
19 que é tão miserável quanto. Menos um nariz em pé no
20 mundo.
21 ___Livro é perfeito contra o narcisismo, outra praga
22 moderna. O leitor é capturado pela história de uma
23 escravizada ou pela biografia de um atleta, e claro que
24 cairá no delírio de julgar sua própria história mais
25 interessante, mas, pelo menos por meia hora, se
26 manterá focado na leitura em vez de tagarelar sobre si
27 mesmo.
28 ___Aliás, livro protege contra calos nas cordas
29 vocais. Bendito hábito silencioso.
30 ___Vivemos uma pandemia de depressão, que tem
31 atacado jovens sem perspectiva, com a moral em
32 baixa, já que a tecnologia os instiga a se comparar com
33 um monte de boçais comunicativos. A vacina se chama
34 literatura, que os reconecta com seus valores,
35 preenche a alma em vez dos lábios e resgata a
36 autoconfiança, salvando-os de sucumbirem a
37 amostragens superficiais de popularidade.
38 ___Dor de colovelo não se cura em balcão de bar,
39 mas ler poesia empodera, você passa a ser uma
40 pessoa que vale a pena - azar de quem te deixou.
41 Enxugue as lágrimas e, se voltar para o balcão do bar,
42 repare no milagre: sua aura intelectual fará mais por
43 você do que o hálito da cachaça.
44 ___Livro minimiza a solidâo. Enquanto lemos, um
45 povaréu nos habita. Livro reduz o estresse. Você
46 desliga dos problemas mundanos. Livro evita fraturas:
47 excetuando uma amiga que prefere ler em pé,
48 costuma-se ler sentado ou deitado. Se acaso
49 adormecer com o livro em mãos, aleluia. Pior seria a
50 insônia, que provoca ansiedade.
51 ___Livro salva até da morte, sem exagero. Deu no
52 Jornal Nacional, anos atrás. Um cidadão escapou de
53 um tiro no peito por carregar um exemplar de capa
54 dura por debaixo do terno.
55 ___Portanto, doem livros para bibliotecas arrasadas
56 pela enchente do sul, comprem livros das editoras
57 gaúchas que ficaram com o estoque submerso e
58 ajudem a manter a cabeça dos gaúchos à tona.
Autora: Martha Medeiros (GZH)
Sobre as informaçôes implícitas no texto, pode-se afirmar que:
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Para responder às questões 01 a 10, leia o texto abaixo.
Literacura
1 ___Antipatizo com trocadilhos, mas não pude evitar a
2 pérola que dá título a esta crônica. Conheci a
3 expressão "literacura" através do professor Silvio
4 Volpato, de Parobé, e agora o comentário de um leitor
5 me fez colocá-la em uso. Disse o rapaz que não
6 entende a razão de nos mobilizarmos pelo setor livreiro
7 do Rio Grande do Sul quando há categorias mais
8 importantes a socorrer, como hospitais.
9 ___É o mesmo assunto, caro leitor. Se na sua mesa
10 de cabeceira, ao lado da cama, há remédios para
11 colesterol, pressão alta e ansiolíticos que ajudam a
12 pegar no sono, coloque também um livro, pois uma
13 hora você terá que acordar.
14 ___Não há saúde mental, espiritual e mesmo física
15 que prescinda da literatura.
16 ___Livro combate a arrogância, um dos males do
17 século. O leitor tem acesso aos sofrimenlos dos
18 personagens, se identifica com suas dores e percebe
19 que é tão miserável quanto. Menos um nariz em pé no
20 mundo.
21 ___Livro é perfeito contra o narcisismo, outra praga
22 moderna. O leitor é capturado pela história de uma
23 escravizada ou pela biografia de um atleta, e claro que
24 cairá no delírio de julgar sua própria história mais
25 interessante, mas, pelo menos por meia hora, se
26 manterá focado na leitura em vez de tagarelar sobre si
27 mesmo.
28 ___Aliás, livro protege contra calos nas cordas
29 vocais. Bendito hábito silencioso.
30 ___Vivemos uma pandemia de depressão, que tem
31 atacado jovens sem perspectiva, com a moral em
32 baixa, já que a tecnologia os instiga a se comparar com
33 um monte de boçais comunicativos. A vacina se chama
34 literatura, que os reconecta com seus valores,
35 preenche a alma em vez dos lábios e resgata a
36 autoconfiança, salvando-os de sucumbirem a
37 amostragens superficiais de popularidade.
38 ___Dor de colovelo não se cura em balcão de bar,
39 mas ler poesia empodera, você passa a ser uma
40 pessoa que vale a pena - azar de quem te deixou.
41 Enxugue as lágrimas e, se voltar para o balcão do bar,
42 repare no milagre: sua aura intelectual fará mais por
43 você do que o hálito da cachaça.
44 ___Livro minimiza a solidâo. Enquanto lemos, um
45 povaréu nos habita. Livro reduz o estresse. Você
46 desliga dos problemas mundanos. Livro evita fraturas:
47 excetuando uma amiga que prefere ler em pé,
48 costuma-se ler sentado ou deitado. Se acaso
49 adormecer com o livro em mãos, aleluia. Pior seria a
50 insônia, que provoca ansiedade.
51 ___Livro salva até da morte, sem exagero. Deu no
52 Jornal Nacional, anos atrás. Um cidadão escapou de
53 um tiro no peito por carregar um exemplar de capa
54 dura por debaixo do terno.
55 ___Portanto, doem livros para bibliotecas arrasadas
56 pela enchente do sul, comprem livros das editoras
57 gaúchas que ficaram com o estoque submerso e
58 ajudem a manter a cabeça dos gaúchos à tona.
Autora: Martha Medeiros (GZH)
Sobre os efeitos de sentido, a expressão Enquanto lemos, um povaréu nos habita (l.44-45) significa que:
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Para responder às questões 01 a 10, leia o texto abaixo.
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2 pérola que dá título a esta crônica. Conheci a
3 expressão "literacura" através do professor Silvio
4 Volpato, de Parobé, e agora o comentário de um leitor
5 me fez colocá-la em uso. Disse o rapaz que não
6 entende a razão de nos mobilizarmos pelo setor livreiro
7 do Rio Grande do Sul quando há categorias mais
8 importantes a socorrer, como hospitais.
9 ___É o mesmo assunto, caro leitor. Se na sua mesa
10 de cabeceira, ao lado da cama, há remédios para
11 colesterol, pressão alta e ansiolíticos que ajudam a
12 pegar no sono, coloque também um livro, pois uma
13 hora você terá que acordar.
14 ___Não há saúde mental, espiritual e mesmo física
15 que prescinda da literatura.
16 ___Livro combate a arrogância, um dos males do
17 século. O leitor tem acesso aos sofrimenlos dos
18 personagens, se identifica com suas dores e percebe
19 que é tão miserável quanto. Menos um nariz em pé no
20 mundo.
21 ___Livro é perfeito contra o narcisismo, outra praga
22 moderna. O leitor é capturado pela história de uma
23 escravizada ou pela biografia de um atleta, e claro que
24 cairá no delírio de julgar sua própria história mais
25 interessante, mas, pelo menos por meia hora, se
26 manterá focado na leitura em vez de tagarelar sobre si
27 mesmo.
28 ___Aliás, livro protege contra calos nas cordas
29 vocais. Bendito hábito silencioso.
30 ___Vivemos uma pandemia de depressão, que tem
31 atacado jovens sem perspectiva, com a moral em
32 baixa, já que a tecnologia os instiga a se comparar com
33 um monte de boçais comunicativos. A vacina se chama
34 literatura, que os reconecta com seus valores,
35 preenche a alma em vez dos lábios e resgata a
36 autoconfiança, salvando-os de sucumbirem a
37 amostragens superficiais de popularidade.
38 ___Dor de colovelo não se cura em balcão de bar,
39 mas ler poesia empodera, você passa a ser uma
40 pessoa que vale a pena - azar de quem te deixou.
41 Enxugue as lágrimas e, se voltar para o balcão do bar,
42 repare no milagre: sua aura intelectual fará mais por
43 você do que o hálito da cachaça.
44 ___Livro minimiza a solidâo. Enquanto lemos, um
45 povaréu nos habita. Livro reduz o estresse. Você
46 desliga dos problemas mundanos. Livro evita fraturas:
47 excetuando uma amiga que prefere ler em pé,
48 costuma-se ler sentado ou deitado. Se acaso
49 adormecer com o livro em mãos, aleluia. Pior seria a
50 insônia, que provoca ansiedade.
51 ___Livro salva até da morte, sem exagero. Deu no
52 Jornal Nacional, anos atrás. Um cidadão escapou de
53 um tiro no peito por carregar um exemplar de capa
54 dura por debaixo do terno.
55 ___Portanto, doem livros para bibliotecas arrasadas
56 pela enchente do sul, comprem livros das editoras
57 gaúchas que ficaram com o estoque submerso e
58 ajudem a manter a cabeça dos gaúchos à tona.
Autora: Martha Medeiros (GZH)
No texto, a autora afiíma que a lileratura "reduz o estresse" e "minimiza a solidão". Esses benefícios são atribuídos ao fato de que a leitura:
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Para responder às questões 01 a 10, leia o texto abaixo.
Literacura
1 ___Antipatizo com trocadilhos, mas não pude evitar a
2 pérola que dá título a esta crônica. Conheci a
3 expressão "literacura" através do professor Silvio
4 Volpato, de Parobé, e agora o comentário de um leitor
5 me fez colocá-la em uso. Disse o rapaz que não
6 entende a razão de nos mobilizarmos pelo setor livreiro
7 do Rio Grande do Sul quando há categorias mais
8 importantes a socorrer, como hospitais.
9 ___É o mesmo assunto, caro leitor. Se na sua mesa
10 de cabeceira, ao lado da cama, há remédios para
11 colesterol, pressão alta e ansiolíticos que ajudam a
12 pegar no sono, coloque também um livro, pois uma
13 hora você terá que acordar.
14 ___Não há saúde mental, espiritual e mesmo física
15 que prescinda da literatura.
16 ___Livro combate a arrogância, um dos males do
17 século. O leitor tem acesso aos sofrimenlos dos
18 personagens, se identifica com suas dores e percebe
19 que é tão miserável quanto. Menos um nariz em pé no
20 mundo.
21 ___Livro é perfeito contra o narcisismo, outra praga
22 moderna. O leitor é capturado pela história de uma
23 escravizada ou pela biografia de um atleta, e claro que
24 cairá no delírio de julgar sua própria história mais
25 interessante, mas, pelo menos por meia hora, se
26 manterá focado na leitura em vez de tagarelar sobre si
27 mesmo.
28 ___Aliás, livro protege contra calos nas cordas
29 vocais. Bendito hábito silencioso.
30 ___Vivemos uma pandemia de depressão, que tem
31 atacado jovens sem perspectiva, com a moral em
32 baixa, já que a tecnologia os instiga a se comparar com
33 um monte de boçais comunicativos. A vacina se chama
34 literatura, que os reconecta com seus valores,
35 preenche a alma em vez dos lábios e resgata a
36 autoconfiança, salvando-os de sucumbirem a
37 amostragens superficiais de popularidade.
38 ___Dor de colovelo não se cura em balcão de bar,
39 mas ler poesia empodera, você passa a ser uma
40 pessoa que vale a pena - azar de quem te deixou.
41 Enxugue as lágrimas e, se voltar para o balcão do bar,
42 repare no milagre: sua aura intelectual fará mais por
43 você do que o hálito da cachaça.
44 ___Livro minimiza a solidâo. Enquanto lemos, um
45 povaréu nos habita. Livro reduz o estresse. Você
46 desliga dos problemas mundanos. Livro evita fraturas:
47 excetuando uma amiga que prefere ler em pé,
48 costuma-se ler sentado ou deitado. Se acaso
49 adormecer com o livro em mãos, aleluia. Pior seria a
50 insônia, que provoca ansiedade.
51 ___Livro salva até da morte, sem exagero. Deu no
52 Jornal Nacional, anos atrás. Um cidadão escapou de
53 um tiro no peito por carregar um exemplar de capa
54 dura por debaixo do terno.
55 ___Portanto, doem livros para bibliotecas arrasadas
56 pela enchente do sul, comprem livros das editoras
57 gaúchas que ficaram com o estoque submerso e
58 ajudem a manter a cabeça dos gaúchos à tona.
Autora: Martha Medeiros (GZH)
Com base nas ideias do texto, analise as assertivas que seguem:
l. A leitura, segundo a autora, é uma prática que combate o narcisismo e a solidão, promovendo uma maior empatia e um maior autoconhecimenlo nos leitores.
ll. A autora enfatiza que a literatura é essencial para a formação moral e psicológica, podendo agir como um "antídoto" contra os males do século.
lll. A leitura é apresentada no texto como uma forma de desconectar-se das questões mundanas e focar em algo que preenche a alma.
Está(ão) CORRETA(S):
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Para responder às questões 01 a 10, leia o texto abaixo.
Literacura
1 ___Antipatizo com trocadilhos, mas não pude evitar a
2 pérola que dá título a esta crônica. Conheci a
3 expressão "literacura" através do professor Silvio
4 Volpato, de Parobé, e agora o comentário de um leitor
5 me fez colocá-la em uso. Disse o rapaz que não
6 entende a razão de nos mobilizarmos pelo setor livreiro
7 do Rio Grande do Sul quando há categorias mais
8 importantes a socorrer, como hospitais.
9 ___É o mesmo assunto, caro leitor. Se na sua mesa
10 de cabeceira, ao lado da cama, há remédios para
11 colesterol, pressão alta e ansiolíticos que ajudam a
12 pegar no sono, coloque também um livro, pois uma
13 hora você terá que acordar.
14 ___Não há saúde mental, espiritual e mesmo física
15 que prescinda da literatura.
16 ___Livro combate a arrogância, um dos males do
17 século. O leitor tem acesso aos sofrimenlos dos
18 personagens, se identifica com suas dores e percebe
19 que é tão miserável quanto. Menos um nariz em pé no
20 mundo.
21 ___Livro é perfeito contra o narcisismo, outra praga
22 moderna. O leitor é capturado pela história de uma
23 escravizada ou pela biografia de um atleta, e claro que
24 cairá no delírio de julgar sua própria história mais
25 interessante, mas, pelo menos por meia hora, se
26 manterá focado na leitura em vez de tagarelar sobre si
27 mesmo.
28 ___Aliás, livro protege contra calos nas cordas
29 vocais. Bendito hábito silencioso.
30 ___Vivemos uma pandemia de depressão, que tem
31 atacado jovens sem perspectiva, com a moral em
32 baixa, já que a tecnologia os instiga a se comparar com
33 um monte de boçais comunicativos. A vacina se chama
34 literatura, que os reconecta com seus valores,
35 preenche a alma em vez dos lábios e resgata a
36 autoconfiança, salvando-os de sucumbirem a
37 amostragens superficiais de popularidade.
38 ___Dor de colovelo não se cura em balcão de bar,
39 mas ler poesia empodera, você passa a ser uma
40 pessoa que vale a pena - azar de quem te deixou.
41 Enxugue as lágrimas e, se voltar para o balcão do bar,
42 repare no milagre: sua aura intelectual fará mais por
43 você do que o hálito da cachaça.
44 ___Livro minimiza a solidâo. Enquanto lemos, um
45 povaréu nos habita. Livro reduz o estresse. Você
46 desliga dos problemas mundanos. Livro evita fraturas:
47 excetuando uma amiga que prefere ler em pé,
48 costuma-se ler sentado ou deitado. Se acaso
49 adormecer com o livro em mãos, aleluia. Pior seria a
50 insônia, que provoca ansiedade.
51 ___Livro salva até da morte, sem exagero. Deu no
52 Jornal Nacional, anos atrás. Um cidadão escapou de
53 um tiro no peito por carregar um exemplar de capa
54 dura por debaixo do terno.
55 ___Portanto, doem livros para bibliotecas arrasadas
56 pela enchente do sul, comprem livros das editoras
57 gaúchas que ficaram com o estoque submerso e
58 ajudem a manter a cabeça dos gaúchos à tona.
Autora: Martha Medeiros (GZH)
Qual das seguintes alternativas apresenta a tese central do texto de Martha Medeiros?
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Para responder às questões 01 a 10, leia o texto abaixo.
O diminutivo cruel "gentinha" estigmatizou meio mundo
1 Também achei divertido o recente lançamento de
2 Tati Bernardi, "A Boba da Corte", mas é desonesto
3 resumi-lo apenas a isso. O livro é um retrato tocante
4 da distinção de classe e abala os leitores que têm um
5 músculo batendo dentro do tórax. A gente se
6 reconhece o tempo todo, seja se colocando no lugar
7 da Tati, seja assumindo os outros lugares da mesa em
8 que ela instala a elite intelectual e social brasileira.
9 Enquanto eu avançava na leitura, lembrei de uma
10 palavra que, quando criança, escutava com frequência
11 em rodas de adultos. Era um diminutivo cruel usado
12 sem parcimônia. Como se fossem aristocratas de
13 novela, ninguém se inibia de classificar como "gentinha"
14 a pessoa — preferencialmente um jovem — que
15 revelasse indícios de habitar a parte inferior da maldita
16 pirâmide. E esses indícios podiam ser abundantes:
17 o bairro periférico onde a colega de aula morava;
18 a profissão do pai do namorado: se não é doutor, faz
19 o quê?; o forte sotaque de quem chegava do interior;
20 o tom da pele, claro; andar de ônibus, saltar na
21 parada; ser sócio de um clube fuleiro; ter um nome
22 americanizado, de estrela de cinema: a bandeira
23 indiscutível de que a pessoa não era bem-nascida.
24 O que era ser bem-nascida? Era fazer parte do
25 "nós" e não do "eles". Ser João e não Michael. Mas um
26 João com pedigree. Ser filho de um conhecido da
27 família, ser neto de alguém cujo nome estaria numa
28 placa de bronze em alguma parede de empresa.
29 Eu me arrepiava a cada vez que ouvia a sentença:
30 "Fulana é gentinha". E a análise crítica vinha com a
31 benevolência de quem não tinha o intuito de ofender.
32 "Coitada da Fulana, não era culpa dela."
33 Até o gênio Millôr Fernandes caiu na tentação de
34 escrever que quem gostava de viajar era gentinha, e
35 entendi que ele estava fazendo uma piada (ruim) sobre
36 o turista que não busca conhecimento e imersão, e sim
37 que percorre 10 países em uma semana, como se
38 todos tivessem oportunidade de voltar à Europa várias
39 vezes numa vida; e assim a palavra foi expandindo
40 seus significados e estigmatizando meio mundo: quem
41 dança com os braços para cima, quem coloca gelo na
42 taça de vinho, quem fala "gratidão" e mais uma lista
43 interminável de pecadilhos.
44 É só dar um rolê pelas redes sociais e você vai
45 descobrir aquilo que também torna você gentinha
46 — mesmo que, entre "nós", estigmas não colem, entra
47 tudo para a caixa das excentricidades.
48 O ótimo livro da Tati não usa esta palavra
49 medonha nem uma única vez. Ninguém mais usa,
50 espero. A Odete Roitman versão 2025 talvez a
51 desenterre, e pagará mico, pois está vindo de um
52 passado em que adorávamos odiar os esnobes —
53 hoje, os desprezamos, o que é muito mais letal.
54 Que os humilhantes diminutivos desapareçam, e
55 viva a Tati, que escreveu um livraço.
Autora: Martha Medeiros.
Considere o trecho É só dar um rolê pelas redes sociais e você vai descobrir aquilo que também torna você gentinha — mesmo que, entre “nós”, estigmas não colem, entra tudo para a caixa das excentricidades (/.44-47). Nesse parágrafo, a autora faz uso de estruturas linguísticas e estratégias discursivas que revelam uma crítica sutil, porém incisiva, a certos comportamentos sociais. A partir disso, analise as seguintes afirmativas:
I. O uso de marcas de oralidade e gírias, como rolê, gentinha e não colem atenua a força da crítica social e indica que a autora prioriza um efeito humorístico.
III. Há, no trecho, uma denúncia da falsa neutralidade presente nas redes sociais, em que a aparência de diversidade esconde um julgamento velado.
III. A conjunção conformativa mesmo que introduz um contraste entre o discurso de aceitação do grupo e a prática sutil de rotular comportamentos.
IV. A expressão entra tudo para a caixa das excentricidades sugere um gesto de acolhimento aos diferentes estilos de vida, rompendo com os antigos estigmas sociais.
Considerando que cada afirmativa correta vale dois pontos e cada afirmativa incorreta vale um ponto, qual é a soma total da pontuação atribuída às quatro afirmativas?
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- OrtografiaPontuação
- FonologiaTonicidadeOxítonas
- FonologiaTonicidadeParoxítonas
- FonologiaTonicidadeProparoxítonas
- MorfologiaSubstantivosGrau (Substantivo)
- SemânticaSinônimos e Antônimos
Para responder às questões 01 a 10, leia o texto abaixo.
O diminutivo cruel "gentinha" estigmatizou meio mundo
1 Também achei divertido o recente lançamento de
2 Tati Bernardi, "A Boba da Corte", mas é desonesto
3 resumi-lo apenas a isso. O livro é um retrato tocante
4 da distinção de classe e abala os leitores que têm um
5 músculo batendo dentro do tórax. A gente se
6 reconhece o tempo todo, seja se colocando no lugar
7 da Tati, seja assumindo os outros lugares da mesa em
8 que ela instala a elite intelectual e social brasileira.
9 Enquanto eu avançava na leitura, lembrei de uma
10 palavra que, quando criança, escutava com frequência
11 em rodas de adultos. Era um diminutivo cruel usado
12 sem parcimônia. Como se fossem aristocratas de
13 novela, ninguém se inibia de classificar como "gentinha"
14 a pessoa — preferencialmente um jovem — que
15 revelasse indícios de habitar a parte inferior da maldita
16 pirâmide. E esses indícios podiam ser abundantes:
17 o bairro periférico onde a colega de aula morava;
18 a profissão do pai do namorado: se não é doutor, faz
19 o quê?; o forte sotaque de quem chegava do interior;
20 o tom da pele, claro; andar de ônibus, saltar na
21 parada; ser sócio de um clube fuleiro; ter um nome
22 americanizado, de estrela de cinema: a bandeira
23 indiscutível de que a pessoa não era bem-nascida.
24 O que era ser bem-nascida? Era fazer parte do
25 "nós" e não do "eles". Ser João e não Michael. Mas um
26 João com pedigree. Ser filho de um conhecido da
27 família, ser neto de alguém cujo nome estaria numa
28 placa de bronze em alguma parede de empresa.
29 Eu me arrepiava a cada vez que ouvia a sentença:
30 "Fulana é gentinha". E a análise crítica vinha com a
31 benevolência de quem não tinha o intuito de ofender.
32 "Coitada da Fulana, não era culpa dela."
33 Até o gênio Millôr Fernandes caiu na tentação de
34 escrever que quem gostava de viajar era gentinha, e
35 entendi que ele estava fazendo uma piada (ruim) sobre
36 o turista que não busca conhecimento e imersão, e sim
37 que percorre 10 países em uma semana, como se
38 todos tivessem oportunidade de voltar à Europa várias
39 vezes numa vida; e assim a palavra foi expandindo
40 seus significados e estigmatizando meio mundo: quem
41 dança com os braços para cima, quem coloca gelo na
42 taça de vinho, quem fala "gratidão" e mais uma lista
43 interminável de pecadilhos.
44 É só dar um rolê pelas redes sociais e você vai
45 descobrir aquilo que também torna você gentinha
46 — mesmo que, entre "nós", estigmas não colem, entra
47 tudo para a caixa das excentricidades.
48 O ótimo livro da Tati não usa esta palavra
49 medonha nem uma única vez. Ninguém mais usa,
50 espero. A Odete Roitman versão 2025 talvez a
51 desenterre, e pagará mico, pois está vindo de um
52 passado em que adorávamos odiar os esnobes —
53 hoje, os desprezamos, o que é muito mais letal.
54 Que os humilhantes diminutivos desapareçam, e
55 viva a Tati, que escreveu um livraço.
Autora: Martha Medeiros.
Acerca de aspectos gramaticais diversos, analise as partes que seguem:
(1a parte): pirâmide (/.76) é uma proparoxitona; análise (l.30) é uma paroxitona; ninguém (/.13) é uma oxitona. (2a parte): a palavra moderação é um sinônimo de parcimônia (/.12). (3a parte): À linha 14, os travessões poderiam ser substituídos por vírgulas. (4a parte): A palavra livraço (/.55) está no grau superlativo absoluto analítico de superioridade.
Das partes, NÃO se pode afirmar que:
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Para responder às questões 01 a 10, leia o texto abaixo.
O diminutivo cruel "gentinha" estigmatizou meio mundo
1 Também achei divertido o recente lançamento de
2 Tati Bernardi, "A Boba da Corte", mas é desonesto
3 resumi-lo apenas a isso. O livro é um retrato tocante
4 da distinção de classe e abala os leitores que têm um
5 músculo batendo dentro do tórax. A gente se
6 reconhece o tempo todo, seja se colocando no lugar
7 da Tati, seja assumindo os outros lugares da mesa em
8 que ela instala a elite intelectual e social brasileira.
9 Enquanto eu avançava na leitura, lembrei de uma
10 palavra que, quando criança, escutava com frequência
11 em rodas de adultos. Era um diminutivo cruel usado
12 sem parcimônia. Como se fossem aristocratas de
13 novela, ninguém se inibia de classificar como "gentinha"
14 a pessoa — preferencialmente um jovem — que
15 revelasse indícios de habitar a parte inferior da maldita
16 pirâmide. E esses indícios podiam ser abundantes:
17 o bairro periférico onde a colega de aula morava;
18 a profissão do pai do namorado: se não é doutor, faz
19 o quê?; o forte sotaque de quem chegava do interior;
20 o tom da pele, claro; andar de ônibus, saltar na
21 parada; ser sócio de um clube fuleiro; ter um nome
22 americanizado, de estrela de cinema: a bandeira
23 indiscutível de que a pessoa não era bem-nascida.
24 O que era ser bem-nascida? Era fazer parte do
25 "nós" e não do "eles". Ser João e não Michael. Mas um
26 João com pedigree. Ser filho de um conhecido da
27 família, ser neto de alguém cujo nome estaria numa
28 placa de bronze em alguma parede de empresa.
29 Eu me arrepiava a cada vez que ouvia a sentença:
30 "Fulana é gentinha". E a análise crítica vinha com a
31 benevolência de quem não tinha o intuito de ofender.
32 "Coitada da Fulana, não era culpa dela."
33 Até o gênio Millôr Fernandes caiu na tentação de
34 escrever que quem gostava de viajar era gentinha, e
35 entendi que ele estava fazendo uma piada (ruim) sobre
36 o turista que não busca conhecimento e imersão, e sim
37 que percorre 10 países em uma semana, como se
38 todos tivessem oportunidade de voltar à Europa várias
39 vezes numa vida; e assim a palavra foi expandindo
40 seus significados e estigmatizando meio mundo: quem
41 dança com os braços para cima, quem coloca gelo na
42 taça de vinho, quem fala "gratidão" e mais uma lista
43 interminável de pecadilhos.
44 É só dar um rolê pelas redes sociais e você vai
45 descobrir aquilo que também torna você gentinha
46 — mesmo que, entre "nós", estigmas não colem, entra
47 tudo para a caixa das excentricidades.
48 O ótimo livro da Tati não usa esta palavra
49 medonha nem uma única vez. Ninguém mais usa,
50 espero. A Odete Roitman versão 2025 talvez a
51 desenterre, e pagará mico, pois está vindo de um
52 passado em que adorávamos odiar os esnobes —
53 hoje, os desprezamos, o que é muito mais letal.
54 Que os humilhantes diminutivos desapareçam, e
55 viva a Tati, que escreveu um livraço.
Autora: Martha Medeiros.
Relativamente à classificação gramatical de palavras do texto, analise as assertivas que seguem:
I. classificar (/.13), escrever (l.34) e descobrir (/.45) são verbos da 1a, 2a e 3a conjugação, respectivamente. Il. Na frase O bairro periférico onde a colega de aula morava (/.17), a palavra periférico exerce a função de substantivo, acompanhando o nome bairro.
III. Na frase mas é desonesto resumi-lo apenas a isso (1.2-3), a palavra apenas consiste em uma conjunção que modifica o verbo resumir, restringindo a ação a uma única dimensão do livro.
IV. Na frase ser neto de alguém cujo nome estaria numa placa de bronze (/.27-28), a palavra cujo é um pronome relativo.
Das assertivas, NÃO se pode afirmar que:
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