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Foram encontradas 120 questões.

3763767 Ano: 2025
Disciplina: Português
Banca: Legalle
Orgão: Pref. Vacaria-RS
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Para responder às questões 01 a 10, leia o texto abaixo.

Literacura

1 ___Antipatizo com trocadilhos, mas não pude evitar a

2 pérola que dá título a esta crônica. Conheci a

3 expressão "literacura" através do professor Silvio

4 Volpato, de Parobé, e agora o comentário de um leitor

5 me fez colocá-la em uso. Disse o rapaz que não

6 entende a razão de nos mobilizarmos pelo setor livreiro

7 do Rio Grande do Sul quando há categorias mais

8 importantes a socorrer, como hospitais.

9 ___É o mesmo assunto, caro leitor. Se na sua mesa

10 de cabeceira, ao lado da cama, há remédios para

11 colesterol, pressão alta e ansiolíticos que ajudam a

12 pegar no sono, coloque também um livro, pois uma

13 hora você terá que acordar.

14 ___Não há saúde mental, espiritual e mesmo física

15 que prescinda da literatura.

16 ___Livro combate a arrogância, um dos males do

17 século. O leitor tem acesso aos sofrimenlos dos

18 personagens, se identifica com suas dores e percebe

19 que é tão miserável quanto. Menos um nariz em pé no

20 mundo.

21 ___Livro é perfeito contra o narcisismo, outra praga

22 moderna. O leitor é capturado pela história de uma

23 escravizada ou pela biografia de um atleta, e claro que

24 cairá no delírio de julgar sua própria história mais

25 interessante, mas, pelo menos por meia hora, se

26 manterá focado na leitura em vez de tagarelar sobre si

27 mesmo.

28 ___Aliás, livro protege contra calos nas cordas

29 vocais. Bendito hábito silencioso.

30 ___Vivemos uma pandemia de depressão, que tem

31 atacado jovens sem perspectiva, com a moral em

32 baixa, já que a tecnologia os instiga a se comparar com

33 um monte de boçais comunicativos. A vacina se chama

34 literatura, que os reconecta com seus valores,

35 preenche a alma em vez dos lábios e resgata a

36 autoconfiança, salvando-os de sucumbirem a

37 amostragens superficiais de popularidade.

38 ___Dor de colovelo não se cura em balcão de bar,

39 mas ler poesia empodera, você passa a ser uma

40 pessoa que vale a pena - azar de quem te deixou.

41 Enxugue as lágrimas e, se voltar para o balcão do bar,

42 repare no milagre: sua aura intelectual fará mais por

43 você do que o hálito da cachaça.

44 ___Livro minimiza a solidâo. Enquanto lemos, um

45 povaréu nos habita. Livro reduz o estresse. Você

46 desliga dos problemas mundanos. Livro evita fraturas:

47 excetuando uma amiga que prefere ler em pé,

48 costuma-se ler sentado ou deitado. Se acaso

49 adormecer com o livro em mãos, aleluia. Pior seria a

50 insônia, que provoca ansiedade.

51 ___Livro salva até da morte, sem exagero. Deu no

52 Jornal Nacional, anos atrás. Um cidadão escapou de

53 um tiro no peito por carregar um exemplar de capa

54 dura por debaixo do terno.

55 ___Portanto, doem livros para bibliotecas arrasadas

56 pela enchente do sul, comprem livros das editoras

57 gaúchas que ficaram com o estoque submerso e

58 ajudem a manter a cabeça dos gaúchos à tona.

Autora: Martha Medeiros (GZH)

Em qual das seguintes frases a classificaçâo gramatical entre parênteses está INCORRETA em relação ao termo sublinhado?

 

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3763766 Ano: 2025
Disciplina: Português
Banca: Legalle
Orgão: Pref. Vacaria-RS
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Para responder às questões 01 a 10, leia o texto abaixo.

Literacura

1 ___Antipatizo com trocadilhos, mas não pude evitar a

2 pérola que dá título a esta crônica. Conheci a

3 expressão "literacura" através do professor Silvio

4 Volpato, de Parobé, e agora o comentário de um leitor

5 me fez colocá-la em uso. Disse o rapaz que não

6 entende a razão de nos mobilizarmos pelo setor livreiro

7 do Rio Grande do Sul quando há categorias mais

8 importantes a socorrer, como hospitais.

9 ___É o mesmo assunto, caro leitor. Se na sua mesa

10 de cabeceira, ao lado da cama, há remédios para

11 colesterol, pressão alta e ansiolíticos que ajudam a

12 pegar no sono, coloque também um livro, pois uma

13 hora você terá que acordar.

14 ___Não há saúde mental, espiritual e mesmo física

15 que prescinda da literatura.

16 ___Livro combate a arrogância, um dos males do

17 século. O leitor tem acesso aos sofrimenlos dos

18 personagens, se identifica com suas dores e percebe

19 que é tão miserável quanto. Menos um nariz em pé no

20 mundo.

21 ___Livro é perfeito contra o narcisismo, outra praga

22 moderna. O leitor é capturado pela história de uma

23 escravizada ou pela biografia de um atleta, e claro que

24 cairá no delírio de julgar sua própria história mais

25 interessante, mas, pelo menos por meia hora, se

26 manterá focado na leitura em vez de tagarelar sobre si

27 mesmo.

28 ___Aliás, livro protege contra calos nas cordas

29 vocais. Bendito hábito silencioso.

30 ___Vivemos uma pandemia de depressão, que tem

31 atacado jovens sem perspectiva, com a moral em

32 baixa, já que a tecnologia os instiga a se comparar com

33 um monte de boçais comunicativos. A vacina se chama

34 literatura, que os reconecta com seus valores,

35 preenche a alma em vez dos lábios e resgata a

36 autoconfiança, salvando-os de sucumbirem a

37 amostragens superficiais de popularidade.

38 ___Dor de colovelo não se cura em balcão de bar,

39 mas ler poesia empodera, você passa a ser uma

40 pessoa que vale a pena - azar de quem te deixou.

41 Enxugue as lágrimas e, se voltar para o balcão do bar,

42 repare no milagre: sua aura intelectual fará mais por

43 você do que o hálito da cachaça.

44 ___Livro minimiza a solidâo. Enquanto lemos, um

45 povaréu nos habita. Livro reduz o estresse. Você

46 desliga dos problemas mundanos. Livro evita fraturas:

47 excetuando uma amiga que prefere ler em pé,

48 costuma-se ler sentado ou deitado. Se acaso

49 adormecer com o livro em mãos, aleluia. Pior seria a

50 insônia, que provoca ansiedade.

51 ___Livro salva até da morte, sem exagero. Deu no

52 Jornal Nacional, anos atrás. Um cidadão escapou de

53 um tiro no peito por carregar um exemplar de capa

54 dura por debaixo do terno.

55 ___Portanto, doem livros para bibliotecas arrasadas

56 pela enchente do sul, comprem livros das editoras

57 gaúchas que ficaram com o estoque submerso e

58 ajudem a manter a cabeça dos gaúchos à tona.

Autora: Martha Medeiros (GZH)

Considere a frase Vivemos uma pandemia de depressão (l.30). Qual das seguintes alternativas está CORRETA a respeito do sujeito da oração?

 

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3763765 Ano: 2025
Disciplina: Português
Banca: Legalle
Orgão: Pref. Vacaria-RS
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Para responder às questões 01 a 10, leia o texto abaixo.

Literacura

1 ___Antipatizo com trocadilhos, mas não pude evitar a

2 pérola que dá título a esta crônica. Conheci a

3 expressão "literacura" através do professor Silvio

4 Volpato, de Parobé, e agora o comentário de um leitor

5 me fez colocá-la em uso. Disse o rapaz que não

6 entende a razão de nos mobilizarmos pelo setor livreiro

7 do Rio Grande do Sul quando há categorias mais

8 importantes a socorrer, como hospitais.

9 ___É o mesmo assunto, caro leitor. Se na sua mesa

10 de cabeceira, ao lado da cama, há remédios para

11 colesterol, pressão alta e ansiolíticos que ajudam a

12 pegar no sono, coloque também um livro, pois uma

13 hora você terá que acordar.

14 ___Não há saúde mental, espiritual e mesmo física

15 que prescinda da literatura.

16 ___Livro combate a arrogância, um dos males do

17 século. O leitor tem acesso aos sofrimenlos dos

18 personagens, se identifica com suas dores e percebe

19 que é tão miserável quanto. Menos um nariz em pé no

20 mundo.

21 ___Livro é perfeito contra o narcisismo, outra praga

22 moderna. O leitor é capturado pela história de uma

23 escravizada ou pela biografia de um atleta, e claro que

24 cairá no delírio de julgar sua própria história mais

25 interessante, mas, pelo menos por meia hora, se

26 manterá focado na leitura em vez de tagarelar sobre si

27 mesmo.

28 ___Aliás, livro protege contra calos nas cordas

29 vocais. Bendito hábito silencioso.

30 ___Vivemos uma pandemia de depressão, que tem

31 atacado jovens sem perspectiva, com a moral em

32 baixa, já que a tecnologia os instiga a se comparar com

33 um monte de boçais comunicativos. A vacina se chama

34 literatura, que os reconecta com seus valores,

35 preenche a alma em vez dos lábios e resgata a

36 autoconfiança, salvando-os de sucumbirem a

37 amostragens superficiais de popularidade.

38 ___Dor de colovelo não se cura em balcão de bar,

39 mas ler poesia empodera, você passa a ser uma

40 pessoa que vale a pena - azar de quem te deixou.

41 Enxugue as lágrimas e, se voltar para o balcão do bar,

42 repare no milagre: sua aura intelectual fará mais por

43 você do que o hálito da cachaça.

44 ___Livro minimiza a solidâo. Enquanto lemos, um

45 povaréu nos habita. Livro reduz o estresse. Você

46 desliga dos problemas mundanos. Livro evita fraturas:

47 excetuando uma amiga que prefere ler em pé,

48 costuma-se ler sentado ou deitado. Se acaso

49 adormecer com o livro em mãos, aleluia. Pior seria a

50 insônia, que provoca ansiedade.

51 ___Livro salva até da morte, sem exagero. Deu no

52 Jornal Nacional, anos atrás. Um cidadão escapou de

53 um tiro no peito por carregar um exemplar de capa

54 dura por debaixo do terno.

55 ___Portanto, doem livros para bibliotecas arrasadas

56 pela enchente do sul, comprem livros das editoras

57 gaúchas que ficaram com o estoque submerso e

58 ajudem a manter a cabeça dos gaúchos à tona.

Autora: Martha Medeiros (GZH)

Sobre as informaçôes implícitas no texto, pode-se afirmar que:

 

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3763764 Ano: 2025
Disciplina: Português
Banca: Legalle
Orgão: Pref. Vacaria-RS
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Para responder às questões 01 a 10, leia o texto abaixo.

Literacura

1 ___Antipatizo com trocadilhos, mas não pude evitar a

2 pérola que dá título a esta crônica. Conheci a

3 expressão "literacura" através do professor Silvio

4 Volpato, de Parobé, e agora o comentário de um leitor

5 me fez colocá-la em uso. Disse o rapaz que não

6 entende a razão de nos mobilizarmos pelo setor livreiro

7 do Rio Grande do Sul quando há categorias mais

8 importantes a socorrer, como hospitais.

9 ___É o mesmo assunto, caro leitor. Se na sua mesa

10 de cabeceira, ao lado da cama, há remédios para

11 colesterol, pressão alta e ansiolíticos que ajudam a

12 pegar no sono, coloque também um livro, pois uma

13 hora você terá que acordar.

14 ___Não há saúde mental, espiritual e mesmo física

15 que prescinda da literatura.

16 ___Livro combate a arrogância, um dos males do

17 século. O leitor tem acesso aos sofrimenlos dos

18 personagens, se identifica com suas dores e percebe

19 que é tão miserável quanto. Menos um nariz em pé no

20 mundo.

21 ___Livro é perfeito contra o narcisismo, outra praga

22 moderna. O leitor é capturado pela história de uma

23 escravizada ou pela biografia de um atleta, e claro que

24 cairá no delírio de julgar sua própria história mais

25 interessante, mas, pelo menos por meia hora, se

26 manterá focado na leitura em vez de tagarelar sobre si

27 mesmo.

28 ___Aliás, livro protege contra calos nas cordas

29 vocais. Bendito hábito silencioso.

30 ___Vivemos uma pandemia de depressão, que tem

31 atacado jovens sem perspectiva, com a moral em

32 baixa, já que a tecnologia os instiga a se comparar com

33 um monte de boçais comunicativos. A vacina se chama

34 literatura, que os reconecta com seus valores,

35 preenche a alma em vez dos lábios e resgata a

36 autoconfiança, salvando-os de sucumbirem a

37 amostragens superficiais de popularidade.

38 ___Dor de colovelo não se cura em balcão de bar,

39 mas ler poesia empodera, você passa a ser uma

40 pessoa que vale a pena - azar de quem te deixou.

41 Enxugue as lágrimas e, se voltar para o balcão do bar,

42 repare no milagre: sua aura intelectual fará mais por

43 você do que o hálito da cachaça.

44 ___Livro minimiza a solidâo. Enquanto lemos, um

45 povaréu nos habita. Livro reduz o estresse. Você

46 desliga dos problemas mundanos. Livro evita fraturas:

47 excetuando uma amiga que prefere ler em pé,

48 costuma-se ler sentado ou deitado. Se acaso

49 adormecer com o livro em mãos, aleluia. Pior seria a

50 insônia, que provoca ansiedade.

51 ___Livro salva até da morte, sem exagero. Deu no

52 Jornal Nacional, anos atrás. Um cidadão escapou de

53 um tiro no peito por carregar um exemplar de capa

54 dura por debaixo do terno.

55 ___Portanto, doem livros para bibliotecas arrasadas

56 pela enchente do sul, comprem livros das editoras

57 gaúchas que ficaram com o estoque submerso e

58 ajudem a manter a cabeça dos gaúchos à tona.

Autora: Martha Medeiros (GZH)

Sobre os efeitos de sentido, a expressão Enquanto lemos, um povaréu nos habita (l.44-45) significa que:

 

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Questão presente nas seguintes provas
3763763 Ano: 2025
Disciplina: Português
Banca: Legalle
Orgão: Pref. Vacaria-RS
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Para responder às questões 01 a 10, leia o texto abaixo.

Literacura

1 ___Antipatizo com trocadilhos, mas não pude evitar a

2 pérola que dá título a esta crônica. Conheci a

3 expressão "literacura" através do professor Silvio

4 Volpato, de Parobé, e agora o comentário de um leitor

5 me fez colocá-la em uso. Disse o rapaz que não

6 entende a razão de nos mobilizarmos pelo setor livreiro

7 do Rio Grande do Sul quando há categorias mais

8 importantes a socorrer, como hospitais.

9 ___É o mesmo assunto, caro leitor. Se na sua mesa

10 de cabeceira, ao lado da cama, há remédios para

11 colesterol, pressão alta e ansiolíticos que ajudam a

12 pegar no sono, coloque também um livro, pois uma

13 hora você terá que acordar.

14 ___Não há saúde mental, espiritual e mesmo física

15 que prescinda da literatura.

16 ___Livro combate a arrogância, um dos males do

17 século. O leitor tem acesso aos sofrimenlos dos

18 personagens, se identifica com suas dores e percebe

19 que é tão miserável quanto. Menos um nariz em pé no

20 mundo.

21 ___Livro é perfeito contra o narcisismo, outra praga

22 moderna. O leitor é capturado pela história de uma

23 escravizada ou pela biografia de um atleta, e claro que

24 cairá no delírio de julgar sua própria história mais

25 interessante, mas, pelo menos por meia hora, se

26 manterá focado na leitura em vez de tagarelar sobre si

27 mesmo.

28 ___Aliás, livro protege contra calos nas cordas

29 vocais. Bendito hábito silencioso.

30 ___Vivemos uma pandemia de depressão, que tem

31 atacado jovens sem perspectiva, com a moral em

32 baixa, já que a tecnologia os instiga a se comparar com

33 um monte de boçais comunicativos. A vacina se chama

34 literatura, que os reconecta com seus valores,

35 preenche a alma em vez dos lábios e resgata a

36 autoconfiança, salvando-os de sucumbirem a

37 amostragens superficiais de popularidade.

38 ___Dor de colovelo não se cura em balcão de bar,

39 mas ler poesia empodera, você passa a ser uma

40 pessoa que vale a pena - azar de quem te deixou.

41 Enxugue as lágrimas e, se voltar para o balcão do bar,

42 repare no milagre: sua aura intelectual fará mais por

43 você do que o hálito da cachaça.

44 ___Livro minimiza a solidâo. Enquanto lemos, um

45 povaréu nos habita. Livro reduz o estresse. Você

46 desliga dos problemas mundanos. Livro evita fraturas:

47 excetuando uma amiga que prefere ler em pé,

48 costuma-se ler sentado ou deitado. Se acaso

49 adormecer com o livro em mãos, aleluia. Pior seria a

50 insônia, que provoca ansiedade.

51 ___Livro salva até da morte, sem exagero. Deu no

52 Jornal Nacional, anos atrás. Um cidadão escapou de

53 um tiro no peito por carregar um exemplar de capa

54 dura por debaixo do terno.

55 ___Portanto, doem livros para bibliotecas arrasadas

56 pela enchente do sul, comprem livros das editoras

57 gaúchas que ficaram com o estoque submerso e

58 ajudem a manter a cabeça dos gaúchos à tona.

Autora: Martha Medeiros (GZH)

No texto, a autora afiíma que a lileratura "reduz o estresse" e "minimiza a solidão". Esses benefícios são atribuídos ao fato de que a leitura:

 

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3763762 Ano: 2025
Disciplina: Português
Banca: Legalle
Orgão: Pref. Vacaria-RS
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Para responder às questões 01 a 10, leia o texto abaixo.

Literacura

1 ___Antipatizo com trocadilhos, mas não pude evitar a

2 pérola que dá título a esta crônica. Conheci a

3 expressão "literacura" através do professor Silvio

4 Volpato, de Parobé, e agora o comentário de um leitor

5 me fez colocá-la em uso. Disse o rapaz que não

6 entende a razão de nos mobilizarmos pelo setor livreiro

7 do Rio Grande do Sul quando há categorias mais

8 importantes a socorrer, como hospitais.

9 ___É o mesmo assunto, caro leitor. Se na sua mesa

10 de cabeceira, ao lado da cama, há remédios para

11 colesterol, pressão alta e ansiolíticos que ajudam a

12 pegar no sono, coloque também um livro, pois uma

13 hora você terá que acordar.

14 ___Não há saúde mental, espiritual e mesmo física

15 que prescinda da literatura.

16 ___Livro combate a arrogância, um dos males do

17 século. O leitor tem acesso aos sofrimenlos dos

18 personagens, se identifica com suas dores e percebe

19 que é tão miserável quanto. Menos um nariz em pé no

20 mundo.

21 ___Livro é perfeito contra o narcisismo, outra praga

22 moderna. O leitor é capturado pela história de uma

23 escravizada ou pela biografia de um atleta, e claro que

24 cairá no delírio de julgar sua própria história mais

25 interessante, mas, pelo menos por meia hora, se

26 manterá focado na leitura em vez de tagarelar sobre si

27 mesmo.

28 ___Aliás, livro protege contra calos nas cordas

29 vocais. Bendito hábito silencioso.

30 ___Vivemos uma pandemia de depressão, que tem

31 atacado jovens sem perspectiva, com a moral em

32 baixa, já que a tecnologia os instiga a se comparar com

33 um monte de boçais comunicativos. A vacina se chama

34 literatura, que os reconecta com seus valores,

35 preenche a alma em vez dos lábios e resgata a

36 autoconfiança, salvando-os de sucumbirem a

37 amostragens superficiais de popularidade.

38 ___Dor de colovelo não se cura em balcão de bar,

39 mas ler poesia empodera, você passa a ser uma

40 pessoa que vale a pena - azar de quem te deixou.

41 Enxugue as lágrimas e, se voltar para o balcão do bar,

42 repare no milagre: sua aura intelectual fará mais por

43 você do que o hálito da cachaça.

44 ___Livro minimiza a solidâo. Enquanto lemos, um

45 povaréu nos habita. Livro reduz o estresse. Você

46 desliga dos problemas mundanos. Livro evita fraturas:

47 excetuando uma amiga que prefere ler em pé,

48 costuma-se ler sentado ou deitado. Se acaso

49 adormecer com o livro em mãos, aleluia. Pior seria a

50 insônia, que provoca ansiedade.

51 ___Livro salva até da morte, sem exagero. Deu no

52 Jornal Nacional, anos atrás. Um cidadão escapou de

53 um tiro no peito por carregar um exemplar de capa

54 dura por debaixo do terno.

55 ___Portanto, doem livros para bibliotecas arrasadas

56 pela enchente do sul, comprem livros das editoras

57 gaúchas que ficaram com o estoque submerso e

58 ajudem a manter a cabeça dos gaúchos à tona.

Autora: Martha Medeiros (GZH)

Com base nas ideias do texto, analise as assertivas que seguem:

l. A leitura, segundo a autora, é uma prática que combate o narcisismo e a solidão, promovendo uma maior empatia e um maior autoconhecimenlo nos leitores.

ll. A autora enfatiza que a literatura é essencial para a formação moral e psicológica, podendo agir como um "antídoto" contra os males do século.

lll. A leitura é apresentada no texto como uma forma de desconectar-se das questões mundanas e focar em algo que preenche a alma.

Está(ão) CORRETA(S):

 

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3763761 Ano: 2025
Disciplina: Português
Banca: Legalle
Orgão: Pref. Vacaria-RS
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Literacura

1 ___Antipatizo com trocadilhos, mas não pude evitar a

2 pérola que dá título a esta crônica. Conheci a

3 expressão "literacura" através do professor Silvio

4 Volpato, de Parobé, e agora o comentário de um leitor

5 me fez colocá-la em uso. Disse o rapaz que não

6 entende a razão de nos mobilizarmos pelo setor livreiro

7 do Rio Grande do Sul quando há categorias mais

8 importantes a socorrer, como hospitais.

9 ___É o mesmo assunto, caro leitor. Se na sua mesa

10 de cabeceira, ao lado da cama, há remédios para

11 colesterol, pressão alta e ansiolíticos que ajudam a

12 pegar no sono, coloque também um livro, pois uma

13 hora você terá que acordar.

14 ___Não há saúde mental, espiritual e mesmo física

15 que prescinda da literatura.

16 ___Livro combate a arrogância, um dos males do

17 século. O leitor tem acesso aos sofrimenlos dos

18 personagens, se identifica com suas dores e percebe

19 que é tão miserável quanto. Menos um nariz em pé no

20 mundo.

21 ___Livro é perfeito contra o narcisismo, outra praga

22 moderna. O leitor é capturado pela história de uma

23 escravizada ou pela biografia de um atleta, e claro que

24 cairá no delírio de julgar sua própria história mais

25 interessante, mas, pelo menos por meia hora, se

26 manterá focado na leitura em vez de tagarelar sobre si

27 mesmo.

28 ___Aliás, livro protege contra calos nas cordas

29 vocais. Bendito hábito silencioso.

30 ___Vivemos uma pandemia de depressão, que tem

31 atacado jovens sem perspectiva, com a moral em

32 baixa, já que a tecnologia os instiga a se comparar com

33 um monte de boçais comunicativos. A vacina se chama

34 literatura, que os reconecta com seus valores,

35 preenche a alma em vez dos lábios e resgata a

36 autoconfiança, salvando-os de sucumbirem a

37 amostragens superficiais de popularidade.

38 ___Dor de colovelo não se cura em balcão de bar,

39 mas ler poesia empodera, você passa a ser uma

40 pessoa que vale a pena - azar de quem te deixou.

41 Enxugue as lágrimas e, se voltar para o balcão do bar,

42 repare no milagre: sua aura intelectual fará mais por

43 você do que o hálito da cachaça.

44 ___Livro minimiza a solidâo. Enquanto lemos, um

45 povaréu nos habita. Livro reduz o estresse. Você

46 desliga dos problemas mundanos. Livro evita fraturas:

47 excetuando uma amiga que prefere ler em pé,

48 costuma-se ler sentado ou deitado. Se acaso

49 adormecer com o livro em mãos, aleluia. Pior seria a

50 insônia, que provoca ansiedade.

51 ___Livro salva até da morte, sem exagero. Deu no

52 Jornal Nacional, anos atrás. Um cidadão escapou de

53 um tiro no peito por carregar um exemplar de capa

54 dura por debaixo do terno.

55 ___Portanto, doem livros para bibliotecas arrasadas

56 pela enchente do sul, comprem livros das editoras

57 gaúchas que ficaram com o estoque submerso e

58 ajudem a manter a cabeça dos gaúchos à tona.

Autora: Martha Medeiros (GZH)

Qual das seguintes alternativas apresenta a tese central do texto de Martha Medeiros?

 

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Questão presente nas seguintes provas
3763760 Ano: 2025
Disciplina: Português
Banca: Legalle
Orgão: Pref. Vacaria-RS

Para responder às questões 01 a 10, leia o texto abaixo.

O diminutivo cruel "gentinha" estigmatizou meio mundo

1 Também achei divertido o recente lançamento de

2 Tati Bernardi, "A Boba da Corte", mas é desonesto

3 resumi-lo apenas a isso. O livro é um retrato tocante

4 da distinção de classe e abala os leitores que têm um

5 músculo batendo dentro do tórax. A gente se

6 reconhece o tempo todo, seja se colocando no lugar

7 da Tati, seja assumindo os outros lugares da mesa em

8 que ela instala a elite intelectual e social brasileira.

9 Enquanto eu avançava na leitura, lembrei de uma

10 palavra que, quando criança, escutava com frequência

11 em rodas de adultos. Era um diminutivo cruel usado

12 sem parcimônia. Como se fossem aristocratas de

13 novela, ninguém se inibia de classificar como "gentinha"

14 a pessoa — preferencialmente um jovem — que

15 revelasse indícios de habitar a parte inferior da maldita

16 pirâmide. E esses indícios podiam ser abundantes:

17 o bairro periférico onde a colega de aula morava;

18 a profissão do pai do namorado: se não é doutor, faz

19 o quê?; o forte sotaque de quem chegava do interior;

20 o tom da pele, claro; andar de ônibus, saltar na

21 parada; ser sócio de um clube fuleiro; ter um nome

22 americanizado, de estrela de cinema: a bandeira

23 indiscutível de que a pessoa não era bem-nascida.

24 O que era ser bem-nascida? Era fazer parte do

25 "nós" e não do "eles". Ser João e não Michael. Mas um

26 João com pedigree. Ser filho de um conhecido da

27 família, ser neto de alguém cujo nome estaria numa

28 placa de bronze em alguma parede de empresa.

29 Eu me arrepiava a cada vez que ouvia a sentença:

30 "Fulana é gentinha". E a análise crítica vinha com a

31 benevolência de quem não tinha o intuito de ofender.

32 "Coitada da Fulana, não era culpa dela."

33 Até o gênio Millôr Fernandes caiu na tentação de

34 escrever que quem gostava de viajar era gentinha, e

35 entendi que ele estava fazendo uma piada (ruim) sobre

36 o turista que não busca conhecimento e imersão, e sim

37 que percorre 10 países em uma semana, como se

38 todos tivessem oportunidade de voltar à Europa várias

39 vezes numa vida; e assim a palavra foi expandindo

40 seus significados e estigmatizando meio mundo: quem

41 dança com os braços para cima, quem coloca gelo na

42 taça de vinho, quem fala "gratidão" e mais uma lista

43 interminável de pecadilhos.

44 É só dar um rolê pelas redes sociais e você vai

45 descobrir aquilo que também torna você gentinha

46 — mesmo que, entre "nós", estigmas não colem, entra

47 tudo para a caixa das excentricidades.

48 O ótimo livro da Tati não usa esta palavra

49 medonha nem uma única vez. Ninguém mais usa,

50 espero. A Odete Roitman versão 2025 talvez a

51 desenterre, e pagará mico, pois está vindo de um

52 passado em que adorávamos odiar os esnobes —

53 hoje, os desprezamos, o que é muito mais letal.

54 Que os humilhantes diminutivos desapareçam, e

55 viva a Tati, que escreveu um livraço.

Autora: Martha Medeiros.

Considere o trecho É só dar um rolê pelas redes sociais e você vai descobrir aquilo que também torna você gentinha — mesmo que, entre “nós”, estigmas não colem, entra tudo para a caixa das excentricidades (/.44-47). Nesse parágrafo, a autora faz uso de estruturas linguísticas e estratégias discursivas que revelam uma crítica sutil, porém incisiva, a certos comportamentos sociais. A partir disso, analise as seguintes afirmativas:

I. O uso de marcas de oralidade e gírias, como rolê, gentinha e não colem atenua a força da crítica social e indica que a autora prioriza um efeito humorístico.

III. Há, no trecho, uma denúncia da falsa neutralidade presente nas redes sociais, em que a aparência de diversidade esconde um julgamento velado.

III. A conjunção conformativa mesmo que introduz um contraste entre o discurso de aceitação do grupo e a prática sutil de rotular comportamentos.

IV. A expressão entra tudo para a caixa das excentricidades sugere um gesto de acolhimento aos diferentes estilos de vida, rompendo com os antigos estigmas sociais.

Considerando que cada afirmativa correta vale dois pontos e cada afirmativa incorreta vale um ponto, qual é a soma total da pontuação atribuída às quatro afirmativas?

 

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Questão presente nas seguintes provas
3763759 Ano: 2025
Disciplina: Português
Banca: Legalle
Orgão: Pref. Vacaria-RS

Para responder às questões 01 a 10, leia o texto abaixo.

O diminutivo cruel "gentinha" estigmatizou meio mundo

1 Também achei divertido o recente lançamento de

2 Tati Bernardi, "A Boba da Corte", mas é desonesto

3 resumi-lo apenas a isso. O livro é um retrato tocante

4 da distinção de classe e abala os leitores que têm um

5 músculo batendo dentro do tórax. A gente se

6 reconhece o tempo todo, seja se colocando no lugar

7 da Tati, seja assumindo os outros lugares da mesa em

8 que ela instala a elite intelectual e social brasileira.

9 Enquanto eu avançava na leitura, lembrei de uma

10 palavra que, quando criança, escutava com frequência

11 em rodas de adultos. Era um diminutivo cruel usado

12 sem parcimônia. Como se fossem aristocratas de

13 novela, ninguém se inibia de classificar como "gentinha"

14 a pessoa — preferencialmente um jovem — que

15 revelasse indícios de habitar a parte inferior da maldita

16 pirâmide. E esses indícios podiam ser abundantes:

17 o bairro periférico onde a colega de aula morava;

18 a profissão do pai do namorado: se não é doutor, faz

19 o quê?; o forte sotaque de quem chegava do interior;

20 o tom da pele, claro; andar de ônibus, saltar na

21 parada; ser sócio de um clube fuleiro; ter um nome

22 americanizado, de estrela de cinema: a bandeira

23 indiscutível de que a pessoa não era bem-nascida.

24 O que era ser bem-nascida? Era fazer parte do

25 "nós" e não do "eles". Ser João e não Michael. Mas um

26 João com pedigree. Ser filho de um conhecido da

27 família, ser neto de alguém cujo nome estaria numa

28 placa de bronze em alguma parede de empresa.

29 Eu me arrepiava a cada vez que ouvia a sentença:

30 "Fulana é gentinha". E a análise crítica vinha com a

31 benevolência de quem não tinha o intuito de ofender.

32 "Coitada da Fulana, não era culpa dela."

33 Até o gênio Millôr Fernandes caiu na tentação de

34 escrever que quem gostava de viajar era gentinha, e

35 entendi que ele estava fazendo uma piada (ruim) sobre

36 o turista que não busca conhecimento e imersão, e sim

37 que percorre 10 países em uma semana, como se

38 todos tivessem oportunidade de voltar à Europa várias

39 vezes numa vida; e assim a palavra foi expandindo

40 seus significados e estigmatizando meio mundo: quem

41 dança com os braços para cima, quem coloca gelo na

42 taça de vinho, quem fala "gratidão" e mais uma lista

43 interminável de pecadilhos.

44 É só dar um rolê pelas redes sociais e você vai

45 descobrir aquilo que também torna você gentinha

46 — mesmo que, entre "nós", estigmas não colem, entra

47 tudo para a caixa das excentricidades.

48 O ótimo livro da Tati não usa esta palavra

49 medonha nem uma única vez. Ninguém mais usa,

50 espero. A Odete Roitman versão 2025 talvez a

51 desenterre, e pagará mico, pois está vindo de um

52 passado em que adorávamos odiar os esnobes —

53 hoje, os desprezamos, o que é muito mais letal.

54 Que os humilhantes diminutivos desapareçam, e

55 viva a Tati, que escreveu um livraço.

Autora: Martha Medeiros.

Acerca de aspectos gramaticais diversos, analise as partes que seguem:

(1a parte): pirâmide (/.76) é uma proparoxitona; análise (l.30) é uma paroxitona; ninguém (/.13) é uma oxitona. (2a parte): a palavra moderação é um sinônimo de parcimônia (/.12). (3a parte): À linha 14, os travessões poderiam ser substituídos por vírgulas. (4a parte): A palavra livraço (/.55) está no grau superlativo absoluto analítico de superioridade.

Das partes, NÃO se pode afirmar que:

 

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3763758 Ano: 2025
Disciplina: Português
Banca: Legalle
Orgão: Pref. Vacaria-RS

Para responder às questões 01 a 10, leia o texto abaixo.

O diminutivo cruel "gentinha" estigmatizou meio mundo

1 Também achei divertido o recente lançamento de

2 Tati Bernardi, "A Boba da Corte", mas é desonesto

3 resumi-lo apenas a isso. O livro é um retrato tocante

4 da distinção de classe e abala os leitores que têm um

5 músculo batendo dentro do tórax. A gente se

6 reconhece o tempo todo, seja se colocando no lugar

7 da Tati, seja assumindo os outros lugares da mesa em

8 que ela instala a elite intelectual e social brasileira.

9 Enquanto eu avançava na leitura, lembrei de uma

10 palavra que, quando criança, escutava com frequência

11 em rodas de adultos. Era um diminutivo cruel usado

12 sem parcimônia. Como se fossem aristocratas de

13 novela, ninguém se inibia de classificar como "gentinha"

14 a pessoa — preferencialmente um jovem — que

15 revelasse indícios de habitar a parte inferior da maldita

16 pirâmide. E esses indícios podiam ser abundantes:

17 o bairro periférico onde a colega de aula morava;

18 a profissão do pai do namorado: se não é doutor, faz

19 o quê?; o forte sotaque de quem chegava do interior;

20 o tom da pele, claro; andar de ônibus, saltar na

21 parada; ser sócio de um clube fuleiro; ter um nome

22 americanizado, de estrela de cinema: a bandeira

23 indiscutível de que a pessoa não era bem-nascida.

24 O que era ser bem-nascida? Era fazer parte do

25 "nós" e não do "eles". Ser João e não Michael. Mas um

26 João com pedigree. Ser filho de um conhecido da

27 família, ser neto de alguém cujo nome estaria numa

28 placa de bronze em alguma parede de empresa.

29 Eu me arrepiava a cada vez que ouvia a sentença:

30 "Fulana é gentinha". E a análise crítica vinha com a

31 benevolência de quem não tinha o intuito de ofender.

32 "Coitada da Fulana, não era culpa dela."

33 Até o gênio Millôr Fernandes caiu na tentação de

34 escrever que quem gostava de viajar era gentinha, e

35 entendi que ele estava fazendo uma piada (ruim) sobre

36 o turista que não busca conhecimento e imersão, e sim

37 que percorre 10 países em uma semana, como se

38 todos tivessem oportunidade de voltar à Europa várias

39 vezes numa vida; e assim a palavra foi expandindo

40 seus significados e estigmatizando meio mundo: quem

41 dança com os braços para cima, quem coloca gelo na

42 taça de vinho, quem fala "gratidão" e mais uma lista

43 interminável de pecadilhos.

44 É só dar um rolê pelas redes sociais e você vai

45 descobrir aquilo que também torna você gentinha

46 — mesmo que, entre "nós", estigmas não colem, entra

47 tudo para a caixa das excentricidades.

48 O ótimo livro da Tati não usa esta palavra

49 medonha nem uma única vez. Ninguém mais usa,

50 espero. A Odete Roitman versão 2025 talvez a

51 desenterre, e pagará mico, pois está vindo de um

52 passado em que adorávamos odiar os esnobes —

53 hoje, os desprezamos, o que é muito mais letal.

54 Que os humilhantes diminutivos desapareçam, e

55 viva a Tati, que escreveu um livraço.

Autora: Martha Medeiros.

Relativamente à classificação gramatical de palavras do texto, analise as assertivas que seguem:

I. classificar (/.13), escrever (l.34) e descobrir (/.45) são verbos da 1a, 2a e 3a conjugação, respectivamente. Il. Na frase O bairro periférico onde a colega de aula morava (/.17), a palavra periférico exerce a função de substantivo, acompanhando o nome bairro.

III. Na frase mas é desonesto resumi-lo apenas a isso (1.2-3), a palavra apenas consiste em uma conjunção que modifica o verbo resumir, restringindo a ação a uma única dimensão do livro.

IV. Na frase ser neto de alguém cujo nome estaria numa placa de bronze (/.27-28), a palavra cujo é um pronome relativo.

Das assertivas, NÃO se pode afirmar que:

 

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