Foram encontradas 370 questões.
Texto I
E SE ... FÔSSEMOS VEGETARIANOS?
Se nossos ancestrais não tivessem um dia preferido o bife à alface, você não estaria lendo esta revista. Aliás, a revista nem existiria, porque ainda seríamos macacos. Foi o aumento no consumo de gordura e proteína animal, ocorrido há 2 milhões de anos, que possibilitou o crescimento do nosso cérebro poderoso até chegar ao tamanho atual, segundo Rui Murrieta, professor de antropologia biológica da Universidade de São Paulo. O cérebro humano consome um quinto da energia que ingerimos diariamente. Sem carne, que é uma fonte rica e instantânea de calorias, não conseguiríamos alimentar esse órgão gastador. Detalhe: isso era verdade naqueles tempos. Hoje em dia conhecemos vegetais que substituem a carne.
Mas não é só isso. Se não fosse pelo filé, o pessoal que hoje defende o direito dos animais e prega o fim do consumo de carne nem saberia como se mobilizar para reivindicar algo. Nem eles nem ninguém. É que a caça foi um dos maiores incentivos para que o homem aprendesse a se organizar socialmente. Afinal, para caçar um búfalo era preciso reunir o pessoal, dividir tarefas e estabelecer hierarquias.
Na verdade, devemos até a agricultura ao consumo de carne. O homem começou a plantar há cerca de 10 mil anos, o que o fixou em um local e acabou com a vida nômade. Mas o pastoreio foi o primeiro passo para manter as pessoas em um mesmo lugar. Já que não precisavam sair toda manhã para ir atrás da caça, que estava no quintal, nossos ancestrais tinham mais tempo para cuidar da terra.
Mas e se decidíssemos abandonar o consumo de carne depois de evoluídos e assentados em cidades? [...]
O corpo humano sofreria alterações? Difícil dizer. É fato que somos onívoros por natureza, ou seja, nosso corpo digere vegetais e carne. Mas não dá para saber, com certeza, se a dieta vegetariana limita ou expande o crescimento, a saúde e a longevidade. Vegetarianos e defensores do bife têm as próprias verdades e é difícil achar pontos consensuais. “O vegetarianismo restringe o acesso a um grupo de nutrientes importantes que estão concentrados na carne. O homem foi feito para comer carne”, afirma o nutrólogo Mauro Fisberg. Mas, para os vegetarianos, o ferro e a proteína da carne podem ser substituídas por vegetais. “Uma dieta vegetariana reduziria o risco de doenças”, diz o nutricionista vegetariano George Guimarães.
[...]
AQUINO, Manuela. In: Superinteressante, out. 2003. (com adaptações).
Em qual opção a palavra até está usada com o mesmo sentido e apresenta a mesma classe gramatical que ocorre em “...nosso cérebro poderoso até chegar ao tamanho atual,’’?
Provas
Texto I
E SE ... FÔSSEMOS VEGETARIANOS?
Se nossos ancestrais não tivessem um dia preferido o bife à alface, você não estaria lendo esta revista. Aliás, a revista nem existiria, porque ainda seríamos macacos. Foi o aumento no consumo de gordura e proteína animal, ocorrido há 2 milhões de anos, que possibilitou o crescimento do nosso cérebro poderoso até chegar ao tamanho atual, segundo Rui Murrieta, professor de antropologia biológica da Universidade de São Paulo. O cérebro humano consome um quinto da energia que ingerimosA) diariamente. Sem carne, que é uma fonteB) rica e instantânea de calorias, não conseguiríamos alimentar esse órgão gastador. Detalhe: isso era verdade naqueles tempos. Hoje em dia conhecemos vegetais que substituem a carneC).
Mas não é só isso. Se não fosse pelo filé, o pessoal que hoje defende o direito dos animais e prega o fim do consumo de carne nem saberia como se mobilizar para reivindicar algo. Nem eles nem ninguém. É que a caça foi um dos maiores incentivos para que o homem aprendesse a se organizar socialmente. Afinal, para caçar um búfalo era preciso reunir o pessoal, dividir tarefas e estabelecer hierarquias.
Na verdade, devemos até a agricultura ao consumo de carne. O homem começou a plantar há cerca de 10 mil anos, o que o fixou em um local e acabou com a vida nômade. Mas o pastoreio foi o primeiro passo para manter as pessoas em um mesmo lugar. Já que não precisavam sair toda manhã para ir atrás da caça, que estava no quintal,D) nossos ancestrais tinham mais tempo para cuidar da terra.
Mas e se decidíssemos abandonar o consumo de carne depois de evoluídos e assentados em cidades? [...]
O corpo humano sofreria alterações? Difícil dizer. É fato que somos onívorosE) por natureza, ou seja, nosso corpo digere vegetais e carne. Mas não dá para saber, com certeza, se a dieta vegetariana limita ou expande o crescimento, a saúde e a longevidade. Vegetarianos e defensores do bife têm as próprias verdades e é difícil achar pontos consensuais. “O vegetarianismo restringe o acesso a um grupo de nutrientes importantes que estão concentrados na carne. O homem foi feito para comer carne”, afirma o nutrólogo Mauro Fisberg. Mas, para os vegetarianos, o ferro e a proteína da carne podem ser substituídas por vegetais. “Uma dieta vegetariana reduziria o risco de doenças”, diz o nutricionista vegetariano George Guimarães.
[...]
AQUINO, Manuela. In: Superinteressante, out. 2003. (com adaptações).
Indique a opção na qual a palavra que, destacada na coluna da esquerda, NÃO substitui, no Texto I, a palavra que a antecede, transcrita na coluna da direita.
Provas
Texto I
E SE ... FÔSSEMOS VEGETARIANOS?
Se nossos ancestrais não tivessem um dia preferido o bife à alface, você não estaria lendo esta revista. Aliás, a revista nem existiria, porque ainda seríamos macacos. Foi o aumento no consumo de gordura e proteína animal, ocorrido há 2 milhões de anos, que possibilitou o crescimento do nosso cérebro poderoso até chegar ao tamanho atual, segundo Rui Murrieta, professor de antropologia biológica da Universidade de São Paulo. O cérebro humano consome um quinto da energia que ingerimos diariamente. Sem carne, que é uma fonte rica e instantânea de calorias, não conseguiríamos alimentar esse órgão gastador. Detalhe: isso era verdade naqueles tempos. Hoje em dia conhecemos vegetais que substituem a carne.
Mas não é só isso. Se não fosse pelo filé, o pessoal que hoje defende o direito dos animais e prega o fim do consumo de carne nem saberia como se mobilizar para reivindicar algo. Nem eles nem ninguém. É que a caça foi um dos maiores incentivos para que o homem aprendesse a se organizar socialmente. Afinal, para caçar um búfalo era preciso reunir o pessoal, dividir tarefas e estabelecer hierarquias.
Na verdade, devemos até a agricultura ao consumo de carne. O homem começou a plantar há cerca de 10 mil anos, o que o fixou em um local e acabou com a vida nômade. Mas o pastoreio foi o primeiro passo para manter as pessoas em um mesmo lugar. Já que não precisavam sair toda manhã para ir atrás da caça, que estava no quintal, nossos ancestrais tinham mais tempo para cuidar da terra.
Mas e se decidíssemos abandonar o consumo de carne depois de evoluídos e assentados em cidades? [...]
O corpo humano sofreria alterações? Difícil dizer. É fato que somos onívoros por natureza, ou seja, nosso corpo digere vegetais e carne. Mas não dá para saber, com certeza, se a dieta vegetariana limita ou expande o crescimento, a saúde e a longevidade. Vegetarianos e defensores do bife têm as próprias verdades e é difícil achar pontos consensuais. “O vegetarianismo restringe o acesso a um grupo de nutrientes importantes que estão concentrados na carne. O homem foi feito para comer carne”, afirma o nutrólogo Mauro Fisberg. Mas, para os vegetarianos, o ferro e a proteína da carne podem ser substituídas por vegetais. “Uma dieta vegetariana reduziria o risco de doenças”, diz o nutricionista vegetariano George Guimarães.
[...]
AQUINO, Manuela. In: Superinteressante, out. 2003. (com adaptações).
De acordo com o Texto I, “...pontos consensuais.” são pontos
Provas
Texto I
E SE ... FÔSSEMOS VEGETARIANOS?
Se nossos ancestrais não tivessem um dia preferido o bife à alface, você não estaria lendo esta revista. Aliás, a revista nem existiria, porque ainda seríamos macacos. Foi o aumento no consumo de gordura e proteína animal, ocorrido há 2 milhões de anos, que possibilitou o crescimento do nosso cérebro poderoso até chegar ao tamanho atual, segundo Rui Murrieta, professor de antropologia biológica da Universidade de São Paulo. O cérebro humano consome um quinto da energia que ingerimos diariamente. Sem carne, que é uma fonte rica e instantânea de calorias, não conseguiríamos alimentar esse órgão gastador. Detalhe: isso era verdade naqueles tempos. Hoje em dia conhecemos vegetais que substituem a carne.
Mas não é só isso. Se não fosse pelo filé, o pessoal que hoje defende o direito dos animais e prega o fim do consumo de carne nem saberia como se mobilizar para reivindicar algo. Nem eles nem ninguém. É que a caça foi um dos maiores incentivos para que o homem aprendesse a se organizar socialmente. Afinal, para caçar um búfalo era preciso reunir o pessoal, dividir tarefas e estabelecer hierarquias.
Na verdade, devemos até a agricultura ao consumo de carne. O homem começou a plantar há cerca de 10 mil anos, o que o fixou em um local e acabou com a vida nômade. Mas o pastoreio foi o primeiro passo para manter as pessoas em um mesmo lugar. Já que não precisavam sair toda manhã para ir atrás da caça, que estava no quintal, nossos ancestrais tinham mais tempo para cuidar da terra.
Mas e se decidíssemos abandonar o consumo de carne depois de evoluídos e assentados em cidades? [...]
O corpo humano sofreria alterações? Difícil dizer. É fato que somos onívoros por natureza, ou seja, nosso corpo digere vegetais e carne. Mas não dá para saber, com certeza, se a dieta vegetariana limita ou expande o crescimento, a saúde e a longevidade. Vegetarianos e defensores do bife têm as próprias verdades e é difícil achar pontos consensuais. “O vegetarianismo restringe o acesso a um grupo de nutrientes importantes que estão concentrados na carne. O homem foi feito para comer carne”, afirma o nutrólogo Mauro Fisberg. Mas, para os vegetarianos, o ferro e a proteína da carne podem ser substituídas por vegetais. “Uma dieta vegetariana reduziria o risco de doenças”, diz o nutricionista vegetariano George Guimarães.
[...]
AQUINO, Manuela. In: Superinteressante, out. 2003. (com adaptações).
A agricultura...
Aponte a opção que NÃO completa adequadamente a sentença acima, de acordo com o terceiro parágrafo do Texto I.
Provas
Texto I
E SE ... FÔSSEMOS VEGETARIANOS?
Se nossos ancestrais não tivessem um dia preferido o bife à alface, você não estaria lendo esta revista. Aliás, a revista nem existiria, porque ainda seríamos macacos. Foi o aumento no consumo de gordura e proteína animal, ocorrido há 2 milhões de anos, que possibilitou o crescimento do nosso cérebro poderoso até chegar ao tamanho atual, segundo Rui Murrieta, professor de antropologia biológica da Universidade de São Paulo. O cérebro humano consome um quinto da energia que ingerimos diariamente. Sem carne, que é uma fonte rica e instantânea de calorias, não conseguiríamos alimentar esse órgão gastador. Detalhe: isso era verdade naqueles tempos. Hoje em dia conhecemos vegetais que substituem a carne.
Mas não é só isso. Se não fosse pelo filé, o pessoal que hoje defende o direito dos animais e prega o fim do consumo de carne nem saberia como se mobilizar para reivindicar algo. Nem eles nem ninguém. É que a caça foi um dos maiores incentivos para que o homem aprendesse a se organizar socialmente. Afinal, para caçar um búfalo era preciso reunir o pessoal, dividir tarefas e estabelecer hierarquias.
Na verdade, devemos até a agricultura ao consumo de carne. O homem começou a plantar há cerca de 10 mil anos, o que o fixou em um local e acabou com a vida nômade. Mas o pastoreio foi o primeiro passo para manter as pessoas em um mesmo lugar. Já que não precisavam sair toda manhã para ir atrás da caça, que estava no quintal, nossos ancestrais tinham mais tempo para cuidar da terra.
Mas e se decidíssemos abandonar o consumo de carne depois de evoluídos e assentados em cidades? [...]
O corpo humano sofreria alterações? Difícil dizer. É fato que somos onívoros por natureza, ou seja, nosso corpo digere vegetais e carne. Mas não dá para saber, com certeza, se a dieta vegetariana limita ou expande o crescimento, a saúde e a longevidade. Vegetarianos e defensores do bife têm as próprias verdades e é difícil achar pontos consensuais. “O vegetarianismo restringe o acesso a um grupo de nutrientes importantes que estão concentrados na carne. O homem foi feito para comer carne”, afirma o nutrólogo Mauro Fisberg. Mas, para os vegetarianos, o ferro e a proteína da carne podem ser substituídas por vegetais. “Uma dieta vegetariana reduziria o risco de doenças”, diz o nutricionista vegetariano George Guimarães.
[...]
AQUINO, Manuela. In: Superinteressante, out. 2003. (com adaptações).
No segundo parágrafo do Texto I, mobilizar-se pressupõe
Provas
Texto I
E SE ... FÔSSEMOS VEGETARIANOS?
Se nossos ancestrais não tivessem um dia preferido o bife à alface, você não estaria lendo esta revista. Aliás, a revista nem existiria, porque ainda seríamos macacos. Foi o aumento no consumo de gordura e proteína animal, ocorrido há 2 milhões de anos, que possibilitou o crescimento do nosso cérebro poderoso até chegar ao tamanho atual, segundo Rui Murrieta, professor de antropologia biológica da Universidade de São Paulo. O cérebro humano consome um quinto da energia que ingerimos diariamente. Sem carne, que é uma fonte rica e instantânea de calorias, não conseguiríamos alimentar esse órgão gastador. Detalhe: isso era verdade naqueles tempos. Hoje em dia conhecemos vegetais que substituem a carne.
Mas não é só isso. Se não fosse pelo filé, o pessoal que hoje defende o direito dos animais e prega o fim do consumo de carne nem saberia como se mobilizar para reivindicar algo. Nem eles nem ninguém. É que a caça foi um dos maiores incentivos para que o homem aprendesse a se organizar socialmente. Afinal, para caçar um búfalo era preciso reunir o pessoal, dividir tarefas e estabelecer hierarquias.
Na verdade, devemos até a agricultura ao consumo de carne. O homem começou a plantar há cerca de 10 mil anos, o que o fixou em um local e acabou com a vida nômade. Mas o pastoreio foi o primeiro passo para manter as pessoas em um mesmo lugar. Já que não precisavam sair toda manhã para ir atrás da caça, que estava no quintal, nossos ancestrais tinham mais tempo para cuidar da terra.
Mas e se decidíssemos abandonar o consumo de carne depois de evoluídos e assentados em cidades? [...]
O corpo humano sofreria alterações? Difícil dizer. É fato que somos onívoros por natureza, ou seja, nosso corpo digere vegetais e carne. Mas não dá para saber, com certeza, se a dieta vegetariana limita ou expande o crescimento, a saúde e a longevidade. Vegetarianos e defensores do bife têm as próprias verdades e é difícil achar pontos consensuais. “O vegetarianismo restringe o acesso a um grupo de nutrientes importantes que estão concentrados na carne. O homem foi feito para comer carne”, afirma o nutrólogo Mauro Fisberg. Mas, para os vegetarianos, o ferro e a proteína da carne podem ser substituídas por vegetais. “Uma dieta vegetariana reduziria o risco de doenças”, diz o nutricionista vegetariano George Guimarães.
[...]
AQUINO, Manuela. In: Superinteressante, out. 2003. (com adaptações).
Uma motivação para a organização social foi a(o)
Provas
Texto I
E SE ... FÔSSEMOS VEGETARIANOS?
Se nossos ancestrais não tivessem um dia preferido o bife à alface, você não estaria lendo esta revista. Aliás, a revista nem existiria, porque ainda seríamos macacos. Foi o aumento no consumo de gordura e proteína animal, ocorrido há 2 milhões de anos, que possibilitou o crescimento do nosso cérebro poderoso até chegar ao tamanho atual, segundo Rui Murrieta, professor de antropologia biológica da Universidade de São Paulo. O cérebro humano consome um quinto da energia que ingerimos diariamente. Sem carne, que é uma fonte rica e instantânea de calorias, não conseguiríamos alimentar esse órgão gastador. Detalhe: isso era verdade naqueles tempos. Hoje em dia conhecemos vegetais que substituem a carne.
Mas não é só isso. Se não fosse pelo filé, o pessoal que hoje defende o direito dos animais e prega o fim do consumo de carne nem saberia como se mobilizar para reivindicar algo. Nem eles nem ninguém. É que a caça foi um dos maiores incentivos para que o homem aprendesse a se organizar socialmente. Afinal, para caçar um búfalo era preciso reunir o pessoal, dividir tarefas e estabelecer hierarquias.
Na verdade, devemos até a agricultura ao consumo de carne. O homem começou a plantar há cerca de 10 mil anos, o que o fixou em um local e acabou com a vida nômade. Mas o pastoreio foi o primeiro passo para manter as pessoas em um mesmo lugar. Já que não precisavam sair toda manhã para ir atrás da caça, que estava no quintal, nossos ancestrais tinham mais tempo para cuidar da terra.
Mas e se decidíssemos abandonar o consumo de carne depois de evoluídos e assentados em cidades? [...]
O corpo humano sofreria alterações? Difícil dizer. É fato que somos onívoros por natureza, ou seja, nosso corpo digere vegetais e carne. Mas não dá para saber, com certeza, se a dieta vegetariana limita ou expande o crescimento, a saúde e a longevidade. Vegetarianos e defensores do bife têm as próprias verdades e é difícil achar pontos consensuais. “O vegetarianismo restringe o acesso a um grupo de nutrientes importantes que estão concentrados na carne. O homem foi feito para comer carne”, afirma o nutrólogo Mauro Fisberg. Mas, para os vegetarianos, o ferro e a proteína da carne podem ser substituídas por vegetais. “Uma dieta vegetariana reduziria o risco de doenças”, diz o nutricionista vegetariano George Guimarães.
[...]
AQUINO, Manuela. In: Superinteressante, out. 2003. (com adaptações).
“Se nossos ancestrais não tivessem um dia preferido o bife à alface, você não estaria lendo esta revista.”
A afirmativa só é verdadeira porque o(s)
Provas
Texto I
E SE ... FÔSSEMOS VEGETARIANOS?
Se nossos ancestrais não tivessem um dia preferido o bife à alface, você não estaria lendo esta revista. Aliás, a revista nem existiria, porque ainda seríamos macacos. Foi o aumento no consumo de gordura e proteína animal, ocorrido há 2 milhões de anos, que possibilitou o crescimento do nosso cérebro poderoso até chegar ao tamanho atual, segundo Rui Murrieta, professor de antropologia biológica da Universidade de São Paulo. O cérebro humano consome um quinto da energia que ingerimos diariamente. Sem carne, que é uma fonte rica e instantânea de calorias, não conseguiríamos alimentar esse órgão gastador. Detalhe: isso era verdade naqueles tempos. Hoje em dia conhecemos vegetais que substituem a carne.
Mas não é só isso. Se não fosse pelo filé, o pessoal que hoje defende o direito dos animais e prega o fim do consumo de carne nem saberia como se mobilizar para reivindicar algo. Nem eles nem ninguém. É que a caça foi um dos maiores incentivos para que o homem aprendesse a se organizar socialmente. Afinal, para caçar um búfalo era preciso reunir o pessoal, dividir tarefas e estabelecer hierarquias.
Na verdade, devemos até a agricultura ao consumo de carne. O homem começou a plantar há cerca de 10 mil anos, o que o fixou em um local e acabou com a vida nômade. Mas o pastoreio foi o primeiro passo para manter as pessoas em um mesmo lugar. Já que não precisavam sair toda manhã para ir atrás da caça, que estava no quintal, nossos ancestrais tinham mais tempo para cuidar da terra.
Mas e se decidíssemos abandonar o consumo de carne depois de evoluídos e assentados em cidades? [...]
O corpo humano sofreria alterações? Difícil dizer. É fato que somos onívoros por natureza, ou seja, nosso corpo digere vegetais e carne. Mas não dá para saber, com certeza, se a dieta vegetariana limita ou expande o crescimento, a saúde e a longevidade. Vegetarianos e defensores do bife têm as próprias verdades e é difícil achar pontos consensuais. “O vegetarianismo restringe o acesso a um grupo de nutrientes importantes que estão concentrados na carne. O homem foi feito para comer carne”, afirma o nutrólogo Mauro Fisberg. Mas, para os vegetarianos, o ferro e a proteína da carne podem ser substituídas por vegetais. “Uma dieta vegetariana reduziria o risco de doenças”, diz o nutricionista vegetariano George Guimarães.
[...]
AQUINO, Manuela. In: Superinteressante, out. 2003. (com adaptações).
Qual a idéia principal do Texto I?
Provas
Cláudio estava no 6º degrau de uma escada. Desceu 4 degraus e, depois, subiu 6. Para atingir o 7º degrau, Cláudio deve
Provas
Se João está cansado, então vai dormir. Se João vai dormir, Maria não assiste à TV. Se Maria não assiste à TV, então, faz a janta. Certo dia, Maria não fez a janta, logo,
Provas
Caderno Container