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Texto XI, para responder às questões de 41 a 44.
1 O professor, o grande agente do processo
educacional, é a alma de qualquer instituição de ensino. Por
mais que se invista na equipagem das escolas, em
4 laboratórios, bibliotecas, anfiteatros, quadras esportivas,
piscinas, campos de futebol — sem negar a importância de
todo esse instrumental —, tudo isso não se configura mais do
7 que aspectos materiais, se comparados ao papel e à
importância do professor.
Podem existir, no computador, todos os poemas,
10 romances ou dados como há nos livros, nas bibliotecas; pode
até haver a possibilidade de se buscarem informações pela
Internet, cruzar dados num toque de teclas, mas falta o
13 essencial: a emoção humana, o olhar atento do professor,
sua gesticulação, a fala, a interrupção do aluno, a construção
coletiva do conhecimento, a interação com a dificuldade ou a
16 facilidade da aprendizagem.
Os temores de que a máquina possa vir a substituir
o professor só atingem aqueles que não têm
19 verdadeiramente a vocação do magistério, os que são meros
informadores desprovidos de emoção. Professor é muito
mais do que isso. Professor tem luz própria e caminha com
22 pés próprios. Não é possível que ele pregue a autonomia,
sem ser autônomo; que fale de liberdade, sem experimentar
a conquista da independência, que é o saber; que ele queira
25 que seu aluno seja feliz, sem demonstrar afeto. E, para que
possa transmitir afeto, é preciso que sinta afeto, que viva o
afeto. Ninguém dá o que não tem. O copo transborda,
28 quando está cheio; o mestre tem de transbordar afeto,
cumplicidade, participação no sucesso, na conquista de seu
educando; o mestre tem de ser o referencial, o líder, o
31 interventor seguro, capaz de auxiliar o aluno em seus
sonhos, seus projetos.
Gabriel Chalita. Educação: a solução está no afeto.
Internet: <www2.catho.com.br>.
Com relação ao texto XI, assinale a alternativa correta.
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Texto XI, para responder às questões de 41 a 44.
1 O professor, o grande agente do processo
educacional, é a alma de qualquer instituição de ensino. Por
mais que se invista na equipagem das escolas, em
4 laboratórios, bibliotecas, anfiteatros, quadras esportivas,
piscinas, campos de futebol — sem negar a importância de
todo esse instrumental —, tudo isso não se configura mais do
7 que aspectos materiais, se comparados ao papel e à
importância do professor.
Podem existir, no computador, todos os poemas,
10 romances ou dados como há nos livros, nas bibliotecas; pode
até haver a possibilidade de se buscarem informações pela
Internet, cruzar dados num toque de teclas, mas falta o
13 essencial: a emoção humana, o olhar atento do professor,
sua gesticulação, a fala, a interrupção do aluno, a construção
coletiva do conhecimento, a interação com a dificuldade ou a
16 facilidade da aprendizagem.
Os temores de que a máquina possa vir a substituir
o professor só atingem aqueles que não têm
19 verdadeiramente a vocação do magistério, os que são meros
informadores desprovidos de emoção. Professor é muito
mais do que isso. Professor tem luz própria e caminha com
22 pés próprios. Não é possível que ele pregue a autonomia,
sem ser autônomo; que fale de liberdade, sem experimentar
a conquista da independência, que é o saber; que ele queira
25 que seu aluno seja feliz, sem demonstrar afeto. E, para que
possa transmitir afeto, é preciso que sinta afeto, que viva o
afeto. Ninguém dá o que não tem. O copo transborda,
28 quando está cheio; o mestre tem de transbordar afeto,
cumplicidade, participação no sucesso, na conquista de seu
educando; o mestre tem de ser o referencial, o líder, o
31 interventor seguro, capaz de auxiliar o aluno em seus
sonhos, seus projetos.
Gabriel Chalita. Educação: a solução está no afeto.
Internet: <www2.catho.com.br>.
Com base no texto XI, assinale a alternativa correta.
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A vírgula pode ser uma pausa... Ou não. → Não, espere. Não espere.
Ela pode sumir com seu dinheiro. → 23,4 2,34
Pode ser delicada ou autoritária. → Aceito, obrigado. Aceito obrigado.
Pode indicar fraqueza ou fabricar heróis. → Isso só, ele resolve. Isso só ele resolve.
E pode criar vilões. → Esse, juiz, é corrupto. Esse juiz é corrupto.
Ela pode ser o lamento ou a solução. → Perdemos, nada foi resolvido.
Perdemos nada, foi resolvido.
A vírgula muda uma opinião. → Não queremos saber. Não, queremos saber.
Internet: <http://mais.uol.com.br> (com adaptações).
Acesso em 15/7/2010.
Conforme exemplificado no texto acima, as vírgulas exercem papel muito importante no sentido das frases a que pertencem. Com relação a esse assunto, assinale a alternativa correta.
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Pois é. U purtuguêis é muito fáciu di aprender, purqui é uma língua qui a genti iscrevi ixatamenti cumu si fala. Num é cumu inglêis qui dá até vontadi di ri quandu a genti discobri cumu é qui si iscrevi algumas palavras. Im portuguêis, é só prestátenção. U alemão pur exemplu. Qué coisa mais doida? Num bate nada cum nada. Até nu espanhol qui é parecidu, si iscrevi muito diferenti. Qui bom qui a minha lingua é u purtuguêis. Quem soubé falá, sabi iscrevê.
Jô Soares. In: Veja, 28/11/1990.
Com base no texto acima, assinale a alternativa correta.
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Texto X, para responder às questões 37 e 38.
1 [...] por um lado, prazer e trabalho formam, de fato, uma
velha oposição, atribuída desde a Antiguidade ao conceito
de experiência estética. medida que o prazer estético se
4 libera da obrigação prática do trabalho e das necessidades
naturais do cotidiano, funda uma função social que sempre
caracterizou a experiência estética. Por outro lado, a
7 experiência estética não era, desde o princípio, oposta ao
conhecimento e à ação.
Jauss. A estética da recepção: colocações gerais. In: L. C Lima. (Coord,
sel., notas) A literatura e o leitor: textos de estética da recepção.
2.ª ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2002.
É comum ouvir queixas de professores a respeito da dificuldade da leitura do texto literário e do desinteresse por parte dos alunos, sobretudo no ensino médio. Reconhecendo que o trabalho com o texto literário é colocado como um grande desafio, o professor deve
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Texto X, para responder às questões 37 e 38.
1 [...] por um lado, prazer e trabalho formam, de fato, uma
velha oposição, atribuída desde a Antiguidade ao conceito
de experiência estética. medida que o prazer estético se
4 libera da obrigação prática do trabalho e das necessidades
naturais do cotidiano, funda uma função social que sempre
caracterizou a experiência estética. Por outro lado, a
7 experiência estética não era, desde o princípio, oposta ao
conhecimento e à ação.
Jauss. A estética da recepção: colocações gerais. In: L. C Lima. (Coord,
sel., notas) A literatura e o leitor: textos de estética da recepção.
2.ª ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2002.
Nos dias atuais, é comum opor as disciplinas que tratam das artes àquelas que focam com mais objetividade conteúdos relacionados ao conhecimento técnico. Entendendo a arte como objeto estético e reconhecendo na literatura uma de suas realizações, sua permanência nos currículos escolares, em uma sociedade cada vez mais preocupada com o mercado de trabalho, justifica-se porque
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Texto IX, para responder às questões 35 e 36.
Aninha e suas pedras
1 Não te deixes destruir...
Ajuntando novas pedras
e construindo novos poemas.
4 Recria tua vida, sempre, sempre.
Remove pedras e planta roseiras e faz doces. Recomeça.
Faz de tua vida mesquinha
7 um poema.
E viverás no coração dos jovens
e na memória das gerações que hão de vir.
10 Esta fonte é para uso de todos os sedentos.
Toma a tua parte.
Vem a estas páginas
13 e não entraves seu uso
aos que têm sede.
Cora Coralina. Out./1981.
A metáfora é um recurso bastante utilizado para a criação de imagens poéticas. No poema de Cora Coralina, texto IX, é possível fazer a seguinte relação:
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Texto IX, para responder às questões 35 e 36.
Aninha e suas pedras
1 Não te deixes destruir...
Ajuntando novas pedras
e construindo novos poemas.
4 Recria tua vida, sempre, sempre.
Remove pedras e planta roseiras e faz doces. Recomeça.
Faz de tua vida mesquinha
7 um poema.
E viverás no coração dos jovens
e na memória das gerações que hão de vir.
10 Esta fonte é para uso de todos os sedentos.
Toma a tua parte.
Vem a estas páginas
13 e não entraves seu uso
aos que têm sede.
Cora Coralina. Out./1981.
No poema Aninha e suas pedras, Cora Coralina trata de questões muito importantes no que se refere à relação entre sujeito e literatura: a criação e a recepção. Com relação a essas questões e com base em informações teóricas acerca de literatura, é correto afirmar que
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[...]
1 — Farei o que puder. Nenhuma imaginação?
— Nenhuma; antes faze correr o boato de que um tal dom é
ínfimo.
4 — Nenhuma filosofia?
— Entendamo-nos: no papel e na língua alguma, na
realidade nada. "Filosofia da história", por exemplo, é uma
7 locução que deves empregar com frequência, mas proíbo-te
que chegues a outras conclusões que não sejam as já
achadas por outros. Foge a tudo que possa cheirar a
10 reflexão, originalidade, etc., etc.
— Também ao riso?
— Como ao riso?
13 — Ficar sério, muito sério...
— Conforme. Tens um gênio folgazão, prazenteiro, não hás
de sofreá-lo nem eliminá-lo; podes brincar e rir alguma vez.
16 Medalhão não quer dizer melancólico. Um grave pode ter
seus momentos de expansão alegre. Somente, — e este
ponto é melindroso...
19 — Diga...
— Somente não deves empregar a ironia, esse
movimento ao canto da boca, cheio de mistérios,
22 inventado por algum grego da decadência, contraído por
Luciano, transmitido a Swift e Voltaire, feição própria dos
cépticos e desabusados. Não. Usa antes a chalaça, a
25 nossa boa chalaça amiga, gorducha, redonda, franca, sem
biocos, nem véus, que se mete pela cara dos outros, estala
como uma palmada, faz pular o sangue nas veias, e
28 arrebentar de riso os suspensórios. Usa a chalaça. (...)
Meia-noite? Entras nos teus vinte e dois anos, meu peralta;
estás definitivamente maior. Vamos dormir, que é tarde.
31 Rumina bem o que te disse, meu filho. Guardadas as
proporções, a conversa desta noite vale O Príncipe de
Machiavelli. Vamos dormir.
FIM
Machado de Assis. A teoria do medalhão. In: Obra completa.
Rio de Janeiro: Nova Aguilar, v. II, 1994 (com adaptações).
Além de expressar declaradamente o conceito de ironia no conto A teoria do Medalhão, Machado de Assis faz uso desse recurso linguístico recorrentemente, de maneira que a ironia passa a ser um traço marcante em sua obra. Acerca do recurso da ironia, como figura de sentido, na obra de Machado de Assis, assinale a alternativa incorreta.
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Na segunda metade do século XIX, o Brasil encontra-se em crise. A decadência da economia açucareira e o germinar da ruptura do regime escravocrata abalam as bases que sustentavam a ideologia romântica. É nesse contexto que surgem narrativas que revelam criticamente as mazelas da sociedade do Segundo Império. A respeito das obras e das características literárias que irão vigorar no Brasil nesse momento, assinale a alternativa correta.
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Caderno Container