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1867838 Ano: 2010
Disciplina: Português
Banca: FUNIVERSA
Orgão: SEPLAG-DF

Texto XI, para responder às questões de 41 a 44.

1 O professor, o grande agente do processo

educacional, é a alma de qualquer instituição de ensino. Por

mais que se invista na equipagem das escolas, em

4 laboratórios, bibliotecas, anfiteatros, quadras esportivas,

piscinas, campos de futebol — sem negar a importância de

todo esse instrumental —, tudo isso não se configura mais do

7 que aspectos materiais, se comparados ao papel e à

importância do professor.

Podem existir, no computador, todos os poemas,

10 romances ou dados como há nos livros, nas bibliotecas; pode

até haver a possibilidade de se buscarem informações pela

Internet, cruzar dados num toque de teclas, mas falta o

13 essencial: a emoção humana, o olhar atento do professor,

sua gesticulação, a fala, a interrupção do aluno, a construção

coletiva do conhecimento, a interação com a dificuldade ou a

16 facilidade da aprendizagem.

Os temores de que a máquina possa vir a substituir

o professor só atingem aqueles que não têm

19 verdadeiramente a vocação do magistério, os que são meros

informadores desprovidos de emoção. Professor é muito

mais do que isso. Professor tem luz própria e caminha com

22 pés próprios. Não é possível que ele pregue a autonomia,

sem ser autônomo; que fale de liberdade, sem experimentar

a conquista da independência, que é o saber; que ele queira

25 que seu aluno seja feliz, sem demonstrar afeto. E, para que

possa transmitir afeto, é preciso que sinta afeto, que viva o

afeto. Ninguém dá o que não tem. O copo transborda,

28 quando está cheio; o mestre tem de transbordar afeto,

cumplicidade, participação no sucesso, na conquista de seu

educando; o mestre tem de ser o referencial, o líder, o

31 interventor seguro, capaz de auxiliar o aluno em seus

sonhos, seus projetos.

Gabriel Chalita. Educação: a solução está no afeto.

Internet: <www2.catho.com.br>.

Com relação ao texto XI, assinale a alternativa correta.

 

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1867836 Ano: 2010
Disciplina: Português
Banca: FUNIVERSA
Orgão: SEPLAG-DF

Texto XI, para responder às questões de 41 a 44.

1 O professor, o grande agente do processo

educacional, é a alma de qualquer instituição de ensino. Por

mais que se invista na equipagem das escolas, em

4 laboratórios, bibliotecas, anfiteatros, quadras esportivas,

piscinas, campos de futebol — sem negar a importância de

todo esse instrumental —, tudo isso não se configura mais do

7 que aspectos materiais, se comparados ao papel e à

importância do professor.

Podem existir, no computador, todos os poemas,

10 romances ou dados como há nos livros, nas bibliotecas; pode

até haver a possibilidade de se buscarem informações pela

Internet, cruzar dados num toque de teclas, mas falta o

13 essencial: a emoção humana, o olhar atento do professor,

sua gesticulação, a fala, a interrupção do aluno, a construção

coletiva do conhecimento, a interação com a dificuldade ou a

16 facilidade da aprendizagem.

Os temores de que a máquina possa vir a substituir

o professor só atingem aqueles que não têm

19 verdadeiramente a vocação do magistério, os que são meros

informadores desprovidos de emoção. Professor é muito

mais do que isso. Professor tem luz própria e caminha com

22 pés próprios. Não é possível que ele pregue a autonomia,

sem ser autônomo; que fale de liberdade, sem experimentar

a conquista da independência, que é o saber; que ele queira

25 que seu aluno seja feliz, sem demonstrar afeto. E, para que

possa transmitir afeto, é preciso que sinta afeto, que viva o

afeto. Ninguém dá o que não tem. O copo transborda,

28 quando está cheio; o mestre tem de transbordar afeto,

cumplicidade, participação no sucesso, na conquista de seu

educando; o mestre tem de ser o referencial, o líder, o

31 interventor seguro, capaz de auxiliar o aluno em seus

sonhos, seus projetos.

Gabriel Chalita. Educação: a solução está no afeto.

Internet: <www2.catho.com.br>.

Com base no texto XI, assinale a alternativa correta.

 

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1867835 Ano: 2010
Disciplina: Português
Banca: FUNIVERSA
Orgão: SEPLAG-DF

A vírgula pode ser uma pausa... Ou não. → Não, espere. Não espere.

Ela pode sumir com seu dinheiro. → 23,4 2,34

Pode ser delicada ou autoritária. → Aceito, obrigado. Aceito obrigado.

Pode indicar fraqueza ou fabricar heróis. → Isso só, ele resolve. Isso só ele resolve.

E pode criar vilões. → Esse, juiz, é corrupto. Esse juiz é corrupto.

Ela pode ser o lamento ou a solução. → Perdemos, nada foi resolvido.

Perdemos nada, foi resolvido.

A vírgula muda uma opinião. → Não queremos saber. Não, queremos saber.

Internet: <http://mais.uol.com.br> (com adaptações).

Acesso em 15/7/2010.

Conforme exemplificado no texto acima, as vírgulas exercem papel muito importante no sentido das frases a que pertencem. Com relação a esse assunto, assinale a alternativa correta.

 

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1867834 Ano: 2010
Disciplina: Português
Banca: FUNIVERSA
Orgão: SEPLAG-DF

Pois é. U purtuguêis é muito fáciu di aprender, purqui é uma língua qui a genti iscrevi ixatamenti cumu si fala. Num é cumu inglêis qui dá até vontadi di ri quandu a genti discobri cumu é qui si iscrevi algumas palavras. Im portuguêis, é só prestátenção. U alemão pur exemplu. Qué coisa mais doida? Num bate nada cum nada. Até nu espanhol qui é parecidu, si iscrevi muito diferenti. Qui bom qui a minha lingua é u purtuguêis. Quem soubé falá, sabi iscrevê.

Jô Soares. In: Veja, 28/11/1990.

Com base no texto acima, assinale a alternativa correta.

 

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1867833 Ano: 2010
Disciplina: Português
Banca: FUNIVERSA
Orgão: SEPLAG-DF

Texto X, para responder às questões 37 e 38.

1 [...] por um lado, prazer e trabalho formam, de fato, uma

velha oposição, atribuída desde a Antiguidade ao conceito

de experiência estética. medida que o prazer estético se

4 libera da obrigação prática do trabalho e das necessidades

naturais do cotidiano, funda uma função social que sempre

caracterizou a experiência estética. Por outro lado, a

7 experiência estética não era, desde o princípio, oposta ao

conhecimento e à ação.

Jauss. A estética da recepção: colocações gerais. In: L. C Lima. (Coord,

sel., notas) A literatura e o leitor: textos de estética da recepção.

2.ª ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2002.

É comum ouvir queixas de professores a respeito da dificuldade da leitura do texto literário e do desinteresse por parte dos alunos, sobretudo no ensino médio. Reconhecendo que o trabalho com o texto literário é colocado como um grande desafio, o professor deve

 

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1867832 Ano: 2010
Disciplina: Português
Banca: FUNIVERSA
Orgão: SEPLAG-DF

Texto X, para responder às questões 37 e 38.

1 [...] por um lado, prazer e trabalho formam, de fato, uma

velha oposição, atribuída desde a Antiguidade ao conceito

de experiência estética. medida que o prazer estético se

4 libera da obrigação prática do trabalho e das necessidades

naturais do cotidiano, funda uma função social que sempre

caracterizou a experiência estética. Por outro lado, a

7 experiência estética não era, desde o princípio, oposta ao

conhecimento e à ação.

Jauss. A estética da recepção: colocações gerais. In: L. C Lima. (Coord,

sel., notas) A literatura e o leitor: textos de estética da recepção.

2.ª ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2002.

Nos dias atuais, é comum opor as disciplinas que tratam das artes àquelas que focam com mais objetividade conteúdos relacionados ao conhecimento técnico. Entendendo a arte como objeto estético e reconhecendo na literatura uma de suas realizações, sua permanência nos currículos escolares, em uma sociedade cada vez mais preocupada com o mercado de trabalho, justifica-se porque

 

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1867831 Ano: 2010
Disciplina: Português
Banca: FUNIVERSA
Orgão: SEPLAG-DF

Texto IX, para responder às questões 35 e 36.

Aninha e suas pedras

1 Não te deixes destruir...

Ajuntando novas pedras

e construindo novos poemas.

4 Recria tua vida, sempre, sempre.

Remove pedras e planta roseiras e faz doces. Recomeça.

Faz de tua vida mesquinha

7 um poema.

E viverás no coração dos jovens

e na memória das gerações que hão de vir.

10 Esta fonte é para uso de todos os sedentos.

Toma a tua parte.

Vem a estas páginas

13 e não entraves seu uso

aos que têm sede.

Cora Coralina. Out./1981.

A metáfora é um recurso bastante utilizado para a criação de imagens poéticas. No poema de Cora Coralina, texto IX, é possível fazer a seguinte relação:

 

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1867830 Ano: 2010
Disciplina: Português
Banca: FUNIVERSA
Orgão: SEPLAG-DF

Texto IX, para responder às questões 35 e 36.

Aninha e suas pedras

1 Não te deixes destruir...

Ajuntando novas pedras

e construindo novos poemas.

4 Recria tua vida, sempre, sempre.

Remove pedras e planta roseiras e faz doces. Recomeça.

Faz de tua vida mesquinha

7 um poema.

E viverás no coração dos jovens

e na memória das gerações que hão de vir.

10 Esta fonte é para uso de todos os sedentos.

Toma a tua parte.

Vem a estas páginas

13 e não entraves seu uso

aos que têm sede.

Cora Coralina. Out./1981.

No poema Aninha e suas pedras, Cora Coralina trata de questões muito importantes no que se refere à relação entre sujeito e literatura: a criação e a recepção. Com relação a essas questões e com base em informações teóricas acerca de literatura, é correto afirmar que

 

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1867829 Ano: 2010
Disciplina: Português
Banca: FUNIVERSA
Orgão: SEPLAG-DF

[...]

1 — Farei o que puder. Nenhuma imaginação?

— Nenhuma; antes faze correr o boato de que um tal dom é

ínfimo.

4 — Nenhuma filosofia?

— Entendamo-nos: no papel e na língua alguma, na

realidade nada. "Filosofia da história", por exemplo, é uma

7 locução que deves empregar com frequência, mas proíbo-te

que chegues a outras conclusões que não sejam as já

achadas por outros. Foge a tudo que possa cheirar a

10 reflexão, originalidade, etc., etc.

— Também ao riso?

— Como ao riso?

13 — Ficar sério, muito sério...

— Conforme. Tens um gênio folgazão, prazenteiro, não hás

de sofreá-lo nem eliminá-lo; podes brincar e rir alguma vez.

16 Medalhão não quer dizer melancólico. Um grave pode ter

seus momentos de expansão alegre. Somente, — e este

ponto é melindroso...

19 — Diga...

Somente não deves empregar a ironia, esse

movimento ao canto da boca, cheio de mistérios,

22 inventado por algum grego da decadência, contraído por

Luciano, transmitido a Swift e Voltaire, feição própria dos

cépticos e desabusados. Não. Usa antes a chalaça, a

25 nossa boa chalaça amiga, gorducha, redonda, franca, sem

biocos, nem véus, que se mete pela cara dos outros, estala

como uma palmada, faz pular o sangue nas veias, e

28 arrebentar de riso os suspensórios. Usa a chalaça. (...)

Meia-noite? Entras nos teus vinte e dois anos, meu peralta;

estás definitivamente maior. Vamos dormir, que é tarde.

31 Rumina bem o que te disse, meu filho. Guardadas as

proporções, a conversa desta noite vale O Príncipe de

Machiavelli. Vamos dormir.

FIM

Machado de Assis. A teoria do medalhão. In: Obra completa.

Rio de Janeiro: Nova Aguilar, v. II, 1994 (com adaptações).

Além de expressar declaradamente o conceito de ironia no conto A teoria do Medalhão, Machado de Assis faz uso desse recurso linguístico recorrentemente, de maneira que a ironia passa a ser um traço marcante em sua obra. Acerca do recurso da ironia, como figura de sentido, na obra de Machado de Assis, assinale a alternativa incorreta.

 

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1867828 Ano: 2010
Disciplina: Português
Banca: FUNIVERSA
Orgão: SEPLAG-DF

Na segunda metade do século XIX, o Brasil encontra-se em crise. A decadência da economia açucareira e o germinar da ruptura do regime escravocrata abalam as bases que sustentavam a ideologia romântica. É nesse contexto que surgem narrativas que revelam criticamente as mazelas da sociedade do Segundo Império. A respeito das obras e das características literárias que irão vigorar no Brasil nesse momento, assinale a alternativa correta.

 

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