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3039036 Ano: 2013
Disciplina: Biblioteconomia
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: STF

Foi sempre uma das aspirações da moderna historiografia e da ciência política brasileiras conhecer a estrutura, a organização, o funcionamento, o papel político e administrativo do Conselho de Estado. Mas esse conhecimento não se podia limitar aos estudos jurídicos de direito público constitucional e administrativo desenvolvidos pelo Marquês de São Vicente,¹ pelo Visconde do Uruguai,² por Zacarias de Goes e Vasconcelos,3 [...] ou ainda pelos divulgadores didáticos, como Fernando Machado4.

Era necessário conhecer sua história, sua criação, suas fases, sua ascensão, sua decadência, seu renascimento, sua supressão, suas figuras, membros ordinários e extraordinários, e tudo isso foi, de certo modo, feito por Tavares de Lyra.

O estudo desse eminente homem público, ministro, deputado, historiador, é pioneiro no campo da nossa historiografia, e dá uma visão sumária satisfatória de organização, funcionamento, papel e desempenho das principais figuras, traçando-lhes a biografia. Seu ensaio ressente-se da deficiência dos recursos documentais, da falta de auxílio indispensável para o levantamento completo de uma instituição tão importante na vida nacional imperial de 1822 até 1889.

1 Direito Público Brasileiro e Análise da Constituição do Império, Rio de Janeiro, [1857].
2 Ensaio sobre o Direito Administrativo, Rio de Janeiro, 1862.
3 Da Natureza e Limites do Poder Moderador, Rio de Janeiro, 1862.
4 Do Poder Moderador. Ensaio de Direito Constitucional contendo a Análise do Tit. V Cap. I da Constituição Política do Brasil, Recife, 1864.

BRASIL. Senado Federal. “Conselho dos Procuradores- Gerais das Províncias do Brasil 1822-1823”. Atas do Conselho de Estado (com adaptações).

Em relação às normas de produção editorial e às referências destacadas no texto acima, julgue o item.

As referências de 1 a 2 estão de acordo com os padrões da Normas da ABNT.

 

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3039035 Ano: 2013
Disciplina: Biblioteconomia
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: STF

Foi sempre uma das aspirações da moderna historiografia e da ciência política brasileiras conhecer a estrutura, a organização, o funcionamento, o papel político e administrativo do Conselho de Estado. Mas esse conhecimento não se podia limitar aos estudos jurídicos de direito público constitucional e administrativo desenvolvidos pelo Marquês de São Vicente,¹ pelo Visconde do Uruguai,² por Zacarias de Goes e Vasconcelos,3 [...] ou ainda pelos divulgadores didáticos, como Fernando Machado4.

Era necessário conhecer sua história, sua criação, suas fases, sua ascensão, sua decadência, seu renascimento, sua supressão, suas figuras, membros ordinários e extraordinários, e tudo isso foi, de certo modo, feito por Tavares de Lyra.

O estudo desse eminente homem público, ministro, deputado, historiador, é pioneiro no campo da nossa historiografia, e dá uma visão sumária satisfatória de organização, funcionamento, papel e desempenho das principais figuras, traçando-lhes a biografia. Seu ensaio ressente-se da deficiência dos recursos documentais, da falta de auxílio indispensável para o levantamento completo de uma instituição tão importante na vida nacional imperial de 1822 até 1889.

1 Direito Público Brasileiro e Análise da Constituição do Império, Rio de Janeiro, [1857].
2 Ensaio sobre o Direito Administrativo, Rio de Janeiro, 1862.
3 Da Natureza e Limites do Poder Moderador, Rio de Janeiro, 1862.
4 Do Poder Moderador. Ensaio de Direito Constitucional contendo a Análise do Tit. V Cap. I da Constituição Política do Brasil, Recife, 1864.

BRASIL. Senado Federal. “Conselho dos Procuradores- Gerais das Províncias do Brasil 1822-1823”. Atas do Conselho de Estado (com adaptações).

Em relação às normas de produção editorial e às referências destacadas no texto acima, julgue o item.

Conforme previsto nas Normas da ABNT, o emprego das aspas é uma opção, no texto, para a referência dos títulos das obras citadas.

 

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3039034 Ano: 2013
Disciplina: Biblioteconomia
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: STF

Foi sempre uma das aspirações da moderna historiografia e da ciência política brasileiras conhecer a estrutura, a organização, o funcionamento, o papel político e administrativo do Conselho de Estado. Mas esse conhecimento não se podia limitar aos estudos jurídicos de direito público constitucional e administrativo desenvolvidos pelo Marquês de São Vicente,¹ pelo Visconde do Uruguai,² por Zacarias de Goes e Vasconcelos,3 [...] ou ainda pelos divulgadores didáticos, como Fernando Machado4.

Era necessário conhecer sua história, sua criação, suas fases, sua ascensão, sua decadência, seu renascimento, sua supressão, suas figuras, membros ordinários e extraordinários, e tudo isso foi, de certo modo, feito por Tavares de Lyra.

O estudo desse eminente homem público, ministro, deputado, historiador, é pioneiro no campo da nossa historiografia, e dá uma visão sumária satisfatória de organização, funcionamento, papel e desempenho das principais figuras, traçando-lhes a biografia. Seu ensaio ressente-se da deficiência dos recursos documentais, da falta de auxílio indispensável para o levantamento completo de uma instituição tão importante na vida nacional imperial de 1822 até 1889.

1 Direito Público Brasileiro e Análise da Constituição do Império, Rio de Janeiro, [1857].
2 Ensaio sobre o Direito Administrativo, Rio de Janeiro, 1862.
3 Da Natureza e Limites do Poder Moderador, Rio de Janeiro, 1862.
4 Do Poder Moderador. Ensaio de Direito Constitucional contendo a Análise do Tit. V Cap. I da Constituição Política do Brasil, Recife, 1864.

BRASIL. Senado Federal. “Conselho dos Procuradores- Gerais das Províncias do Brasil 1822-1823”. Atas do Conselho de Estado (com adaptações).

Em relação às normas de produção editorial e às referências destacadas no texto acima, julgue o item.

Nas linha 2, a translineação da palavra conhecimento está de acordo com as normas de editoração, apesar de não ser a forma mais usual de fazê-la.

 

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3039033 Ano: 2013
Disciplina: Biblioteconomia
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: STF

Foi sempre uma das aspirações da moderna historiografia e da ciência política brasileiras conhecer a estrutura, a organização, o funcionamento, o papel político e administrativo do Conselho de Estado. Mas esse conhecimento não se podia limitar aos estudos jurídicos de direito público constitucional e administrativo desenvolvidos pelo Marquês de São Vicente,¹ pelo Visconde do Uruguai,² por Zacarias de Goes e Vasconcelos,3 [...] ou ainda pelos divulgadores didáticos, como Fernando Machado4.

Era necessário conhecer sua história, sua criação, suas fases, sua ascensão, sua decadência, seu renascimento, sua supressão, suas figuras, membros ordinários e extraordinários, e tudo isso foi, de certo modo, feito por Tavares de Lyra.

O estudo desse eminente homem público, ministro, deputado, historiador, é pioneiro no campo da nossa historiografia, e dá uma visão sumária satisfatória de organização, funcionamento, papel e desempenho das principais figuras, traçando-lhes a biografia. Seu ensaio ressente-se da deficiência dos recursos documentais, da falta de auxílio indispensável para o levantamento completo de uma instituição tão importante na vida nacional imperial de 1822 até 1889.

1 Direito Público Brasileiro e Análise da Constituição do Império, Rio de Janeiro, [1857].
2 Ensaio sobre o Direito Administrativo, Rio de Janeiro, 1862.
3 Da Natureza e Limites do Poder Moderador, Rio de Janeiro, 1862.
4 Do Poder Moderador. Ensaio de Direito Constitucional contendo a Análise do Tit. V Cap. I da Constituição Política do Brasil, Recife, 1864.

BRASIL. Senado Federal. “Conselho dos Procuradores- Gerais das Províncias do Brasil 1822-1823”. Atas do Conselho de Estado (com adaptações).

Em relação às normas de produção editorial e às referências destacadas no texto acima, julgue o item.

Caso se optasse por citar o nome do autor no corpo do texto e entre parênteses, esse nome deveria ser grafado com letras maiúsculas.

 

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3039032 Ano: 2013
Disciplina: Biblioteconomia
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: STF

Foi sempre uma das aspirações da moderna historiografia e da ciência política brasileiras conhecer a estrutura, a organização, o funcionamento, o papel político e administrativo do Conselho de Estado. Mas esse conhecimento não se podia limitar aos estudos jurídicos de direito público constitucional e administrativo desenvolvidos pelo Marquês de São Vicente,¹ pelo Visconde do Uruguai,² por Zacarias de Goes e Vasconcelos,3 [...] ou ainda pelos divulgadores didáticos, como Fernando Machado4.

Era necessário conhecer sua história, sua criação, suas fases, sua ascensão, sua decadência, seu renascimento, sua supressão, suas figuras, membros ordinários e extraordinários, e tudo isso foi, de certo modo, feito por Tavares de Lyra.

O estudo desse eminente homem público, ministro, deputado, historiador, é pioneiro no campo da nossa historiografia, e dá uma visão sumária satisfatória de organização, funcionamento, papel e desempenho das principais figuras, traçando-lhes a biografia. Seu ensaio ressente-se da deficiência dos recursos documentais, da falta de auxílio indispensável para o levantamento completo de uma instituição tão importante na vida nacional imperial de 1822 até 1889.

1 Direito Público Brasileiro e Análise da Constituição do Império, Rio de Janeiro, [1857].
2 Ensaio sobre o Direito Administrativo, Rio de Janeiro, 1862.
3 Da Natureza e Limites do Poder Moderador, Rio de Janeiro, 1862.
4 Do Poder Moderador. Ensaio de Direito Constitucional contendo a Análise do Tit. V Cap. I da Constituição Política do Brasil, Recife, 1864.

BRASIL. Senado Federal. “Conselho dos Procuradores- Gerais das Províncias do Brasil 1822-1823”. Atas do Conselho de Estado (com adaptações).

Em relação às normas de produção editorial e às referências destacadas no texto acima, julgue o item.

A data da referência número 1 está entre colchetes, o que indica que a data não é exata, mas aproximada.

 

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3039030 Ano: 2013
Disciplina: Biblioteconomia
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: STF

Antes de me despedir deles, fui ver a biblioteca. Era uma vasta sala, dando para a chácara, por meio de seis janelas de grade de ferro, abertas de um só lado. Todo o lado oposto estava forrado de estantes, pejadas de livros. Estes eram, pela maior parte, antigos, e muitos in-fólio; livros de história, de política, de teologia, alguns de letras e filosofia, não raros em latim e italiano. Eu via-os, tirava e abria um ou outro, dizia alguma palavra, que o Félix, que ia comigo, ouvia com muito prazer, porque as minhas reflexões redundavam em elogio do pai, ao mesmo tempo que lhe davam de mim maior ideia. Esta ideia cresceu ainda, quando casualmente dei com os olhos na Storia Fiorentina, de Varchi, edição de 1721. Confesso que nunca tinha lido esse livro, nem mesmo o li mais tarde; mas um padre italiano, que eu visitara no Hospício de Jerusalém, na antiga Rua dos Barbonos, possuía a obra e falara-me da última página, que, em alguns exemplares, faltava, e tratava do modo descomunalmente sacrílego e brutal com que um dos Farneses tratara o bispo de Fano.

— Será o exemplar truncado? disse eu.
— Truncado? repetiu Félix.
— Vamos ver, continuei eu, correndo ao fim. Não, cá está; é o cap. 16 do liv. XVI, pág. 398. Uma coisa indigna! “In questanno modesimo nacque un caso...” Não vale a pena ler; é imundo.

Pus o livro no lugar. Sem olhar para o Félix, senti-o subjugado.

Machado de Assis. Casa velha. Rio de Janeiro-Belo Horizonte: Garnier, 1991 (com adaptações).

Com base no texto acima, julgue o item subsequente, acerca das normas de produção editorial.

O nome Varchi, por ser de origem estrangeira, deveria ter sido grafado, no corpo do texto, em itálico ou isolado por aspas.

 

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3039029 Ano: 2013
Disciplina: Biblioteconomia
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: STF

Antes de me despedir deles, fui ver a biblioteca. Era uma vasta sala, dando para a chácara, por meio de seis janelas de grade de ferro, abertas de um só lado. Todo o lado oposto estava forrado de estantes, pejadas de livros. Estes eram, pela maior parte, antigos, e muitos in-fólio; livros de história, de política, de teologia, alguns de letras e filosofia, não raros em latim e italiano. Eu via-os, tirava e abria um ou outro, dizia alguma palavra, que o Félix, que ia comigo, ouvia com muito prazer, porque as minhas reflexões redundavam em elogio do pai, ao mesmo tempo que lhe davam de mim maior ideia. Esta ideia cresceu ainda, quando casualmente dei com os olhos na Storia Fiorentina, de Varchi, edição de 1721. Confesso que nunca tinha lido esse livro, nem mesmo o li mais tarde; mas um padre italiano, que eu visitara no Hospício de Jerusalém, na antiga Rua dos Barbonos, possuía a obra e falara-me da última página, que, em alguns exemplares, faltava, e tratava do modo descomunalmente sacrílego e brutal com que um dos Farneses tratara o bispo de Fano.

— Será o exemplar truncado? disse eu.
— Truncado? repetiu Félix.
— Vamos ver, continuei eu, correndo ao fim. Não, cá está; é o cap. 16 do liv. XVI, pág. 398. Uma coisa indigna! “In questanno modesimo nacque un caso...” Não vale a pena ler; é imundo.

Pus o livro no lugar. Sem olhar para o Félix, senti-o subjugado.

Machado de Assis. Casa velha. Rio de Janeiro-Belo Horizonte: Garnier, 1991 (com adaptações).

Com base no texto acima, julgue o item subsequente, acerca das normas de produção editorial.

Não seria necessário especificar o meio físico da fonte do trecho acima, caso esse fragmento tivesse sido extraído de publicação em meio eletrônico.

 

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3039028 Ano: 2013
Disciplina: Biblioteconomia
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: STF

Antes de me despedir deles, fui ver a biblioteca. Era uma vasta sala, dando para a chácara, por meio de seis janelas de grade de ferro, abertas de um só lado. Todo o lado oposto estava forrado de estantes, pejadas de livros. Estes eram, pela maior parte, antigos, e muitos in-fólio; livros de história, de política, de teologia, alguns de letras e filosofia, não raros em latim e italiano. Eu via-os, tirava e abria um ou outro, dizia alguma palavra, que o Félix, que ia comigo, ouvia com muito prazer, porque as minhas reflexões redundavam em elogio do pai, ao mesmo tempo que lhe davam de mim maior ideia. Esta ideia cresceu ainda, quando casualmente dei com os olhos na Storia Fiorentina, de Varchi, edição de 1721. Confesso que nunca tinha lido esse livro, nem mesmo o li mais tarde; mas um padre italiano, que eu visitara no Hospício de Jerusalém, na antiga Rua dos Barbonos, possuía a obra e falara-me da última página, que, em alguns exemplares, faltava, e tratava do modo descomunalmente sacrílego e brutal com que um dos Farneses tratara o bispo de Fano.

— Será o exemplar truncado? disse eu.
— Truncado? repetiu Félix.
— Vamos ver, continuei eu, correndo ao fim. Não, cá está; é o cap. 16 do liv. XVI, pág. 398. Uma coisa indigna! “In questanno modesimo nacque un caso...” Não vale a pena ler; é imundo.

Pus o livro no lugar. Sem olhar para o Félix, senti-o subjugado.

Machado de Assis. Casa velha. Rio de Janeiro-Belo Horizonte: Garnier, 1991 (com adaptações).

Com base no texto acima, julgue o item subsequente, acerca das normas de produção editorial.

A obra citada no texto, Storia Fiorentina, pode ser considerada um periódico

 

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3039027 Ano: 2013
Disciplina: Português
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: STF

A Modernidade, para designar o período histórico pós-renascentista, é a expressão do próprio espírito de um tempo ansioso pela superação dos dogmas e das limitações medievais. O século XVII é, portanto, o momento de eclosão de vários desses anseios, que, sob condições peculiares, permitiu o florescimento de uma nova dimensão social e econômica, especialmente na Europa, onde o espírito da modernidade vem associado à ideia de progresso.

Ao termo modernidade pode ser associada uma variedade de outros termos, que, em seu conjunto, acabam por traçar as características semânticas que contornam as dificuldades de se definir modernidade: progresso; ciência; razão; saber; técnica; ordem; soberania; controle; unidade; Estado; indústria; centralização; economia; acumulação; individualismo; liberalismo; universalismo.

Ora, esses termos não estão aleatoriamente vinculados à ideia do moderno, pois surgiram com a modernidade e foram sustentados, em seu nascimento, por ideologias e práticas sociais que se afirmam como sustentáculos dos novos tempos, saudados, com muita efusividade, pelas gerações ambiciosas pela sensação (hoje tida como ilusória) da liberdade prometida pela modernidade.

É exatamente isso que faz com que a associação entre o que é dito “moderno” e o que é dito “progressista” se costure, visto que esses termos se misturam no contexto de formação, estruturação e avanço da modernidade.

Andytas Soares de Moura Costa. Filosofia do direito e justiça na obra de Hans Kelsen. Belo Horizonte: Del Rey, 2006, p. 23-4 (com adaptações

Acerca do texto acima, julgue o item que se segue.

Mantendo-se a correção gramatical e a coerência do texto, o trecho “visto que esses (...) da modernidade” poderia ser reescrito da seguinte forma: porquanto esses termos se misturam nos contextos de formação, de estruturação e de avanço da modernidade.

 

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3039026 Ano: 2013
Disciplina: Português
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: STF

A Modernidade, para designar o período histórico pós-renascentista, é a expressão do próprio espírito de um tempo ansioso pela superação dos dogmas e das limitações medievais. O século XVII é, portanto, o momento de eclosão de vários desses anseios, que, sob condições peculiares, permitiu o florescimento de uma nova dimensão social e econômica, especialmente na Europa, onde o espírito da modernidade vem associado à ideia de progresso.

Ao termo modernidade pode ser associada uma variedade de outros termos, que, em seu conjunto, acabam por traçar as características semânticas que contornam as dificuldades de se definir modernidade: progresso; ciência; razão; saber; técnica; ordem; soberania; controle; unidade; Estado; indústria; centralização; economia; acumulação; individualismo; liberalismo; universalismo.

Ora, esses termos não estão aleatoriamente vinculados à ideia do moderno, pois surgiram com a modernidade e foram sustentados, em seu nascimento, por ideologias e práticas sociais que se afirmam como sustentáculos dos novos tempos, saudados, com muita efusividade, pelas gerações ambiciosas pela sensação (hoje tida como ilusória) da liberdade prometida pela modernidade.

É exatamente isso que faz com que a associação entre o que é dito “moderno” e o que é dito “progressista” se costure, visto que esses termos se misturam no contexto de formação, estruturação e avanço da modernidade.

Andytas Soares de Moura Costa. Filosofia do direito e justiça na obra de Hans Kelsen. Belo Horizonte: Del Rey, 2006, p. 23-4 (com adaptações

Acerca do texto acima, julgue o item que se segue.

A retirada da expressão “Ora” preservaria as relações semânticas e coesivas do texto, mas alteraria o efeito discursivo do terceiro parágrafo.

 

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