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A respeito da utilização das técnicas e procedimentos mais apropriados nos trabalhos de auditoria, julgue o item seguinte.
Documentos elaborados por pessoas alheias à empresa auditada são evidências mais dignas de confiança quando enviados diretamente ao auditor ou mesmo enquanto mantidos em poder de terceiros. De forma semelhante, um documento elaborado internamente tem sua credibilidade aumentada quando circula fora da empresa auditada, devido à aceitação externa.
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Julgue o item a seguir, com base nas finalidades dos papéis de trabalho.
Os papéis de trabalho, apesar de indispensáveis à realização da auditoria, não podem ser utilizados para fins legais, não constituindo, assim, meio de prova para consubstanciar as conclusões do relatório do auditor.
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No item subseqüente, é apresentada uma situação hipotética, seguida de uma assertiva a ser julgada.
Determinada empresa comercial apresenta, na conta Fornecedores, obrigações que já foram quitadas e ainda não foram baixadas. Nessa situação, a existência do "passivo fictício" autoriza presumir que os recursos correspondentes aos pagamentos efetuados foram gerados internamente por meio de operações cujo registro foi omitido, o que estaria impedindo a baixa contábil das obrigações.
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Mal-estar civilizatório
A ausência de um Estado que cumpra seu papel mediador das vidas humanas e dos bens a elas relacionados vem contribuindo para o aumento, no Brasil, do que a psicanálise chama de mal-estar civilizatório. O conceito é relativo ao homem do mundo moderno e às angústias que ele vive. Aplica-se a uma cultura firmada em torno dos valores da razão científica e tecnológica, na qual inexiste a figura de um legislador central que concentre o poder e concilie os interesses do corpo social de uma forma democrática. A ausência dessa figura gera mal-estar ao criar um impasse permanente para cada indivíduo/sujeito: como conciliar as aspirações próprias de prazer e satisfação - o gozo, para a psicanálise - com os desejos dos outros?
Como o Estado e o conjunto de entidades a ele ligado - os responsáveis por essa mediação na atualidade - são incapazes de fazer essa conciliação entre as diferentes partes da sociedade, o mal-estar se instaura, trazendo, junto com a desigualdade, suas conseqüências: a possessão absoluta de bens por uma pequena parcela da população e a carência massiva da maior parte dela.
A falta de mecanismos de proteção para o último grupo, deixado ao léu pelo Estado, é, para Birman, prova de que estamos diante de uma instituição que promove o genocídio. Esse descaso a carreta o aumento da criminalidade, da violência e da delinqüência, não apenas nas classes populares, mas também nas dominantes. Como exemplo, o psicanalista aponta a corrupção que invade o meio político nos seus mais altos níveis hierárquicos.
Assim, enquanto instituições mediadoras - como as de previdência, assistência e bem-estar social - são progressivamente desarticuladas, " a economia vai ganhando uma espécie de autonomia". Essa carência na população vai levando, por um lado, ao aumento da barbárie que sustenta esse crescente grupo e, por outro, à privatização dos sistemas de segurança para proteger as classes mais privilegiadas dessa mesma barbárie.
Júlia Dias Carneiro. In: Ciência Hoje, vol. 30, p. 54 (com adaptações).
Com relação às idéias do texto I, julgue os itens a seguir.
Como o Estado carece de mecanismos que promovam a erradicação das diferenças sociais, a violência e a corrupção atingem a classe política brasileira.
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A recente divulgação pelo IBGE dos dados recolhidos nas Estatísticas do Século XX serviu para melhor balizar, daqui para a frente, as recorrentes discussões acadêmicas sobre a realidade brasileira.
No século passado, na economia brasileira, o Produto Interno Bruto (PIB) multiplicou-se cem vezes , o que transformou o Brasil no país que mais cresceu naquele período, destaca, na abertura da publicação, o economista Celso Furtado.
O ritmo mais intenso de crescimento ocorreu entre 1920 e 1980, quando o PIB praticamente dobrava a cada duas décadas
Mas, ao lado daquelas inegáveis conquistas, descobriuse que a desigualdade entre os brasileiros de maior e menor renda, que sempre foi considerável , aprofundou-se ainda mais. Em 1960, os 10% mais ricos da população embolsavam uma renda que correspondia a 34 vezes a renda reunida dos 10% mais pobres. Quarenta anos depois, a diferença tinha subido para 46 vezes.
Um dos fatores que mais concorreu para a concentração da renda brasileira foi a inflação, que chegou, nos cem anos do século XX, à astronômica cifra de um quintilhão. A média anual da inflação no período foi de 45%.
O estudo do IBGE mostra que o Brasil sofreu mudanças profundas em poucas décadas, em especial entre os anos 40 e 70. A industrialização acelerada - processo que ficou conhecido como substituição de importações - desencadeou, em uma ponta, a formalização do emprego e, na outra, o êxodo rural, além de favorecer o surgimento dos sindicatos. O mais importante meio de arrecadação do governo, nos ano s 4 0 e 50, era justamente o imposto de importação. Em 1949, a agricultura tinha uma participação de 44% no PIB. Trinta anos depois, em 1980, sua parcela tinha caído para 9,8%, patamar no qual se manteve estável pelo resto do século XX. Essa mudança levou a um êxodo rural de bíblicas proporções. Os moradores das cidades, que, em 1940, correspondiam a apenas 31% dos brasileiros, chegaram, ao final do século XX, a 81%. Enquanto isso, a população brasileira praticamente se decuplicou, saltando de 17,4 milhões, em 1900, para 169
milhões no ano 2000.

Lourenço Cazarré. In: UnB Revista, ano IV, n.º 9, dez./2003 - mar./2004 (com adaptações)
Considerando as informações e os dados estatísticos apresentados no texto II, julgue os itens que se seguem.
Com relação à educação , de acordo com os dados estatísticos apresentados, ocorreu, no período 1933-1970, a massificação do ensino médio, seguida de um grande aumento da população universitária.
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A polidez
É também a mais pobre, a mais superficial, a mais discutível. A polidez faz pouco caso da moral, e a moral, da polidez. Um nazista polido em que alteraria o nazismo? Em que altera o horror? Em nada, é claro, e a polidez está bem caracterizada por esse "nada". Virtude puramente formal, virtude de etiqueta, virtude de aparato! A aparência, pois, de uma virtude, e somente a aparência.
Se a polidez é um valor, o que não se pode negar, é um valor ambíguo, em si insuficiente - pode encobrir tanto o melhor, como o pior - e, como tal, quase suspeito. Esse trabalho sobre a forma deve ocultar alguma coisa, mas o quê? É um artifício, e desconfiamos dos artifícios. É um enfeite, e desconfiamos dos enfeites. Diderot evoca, em algum lugar, a "polidez insultante" dos grandes, e também deveríamos evocar aquela, obsequiosa ou servil, de muitos pequenos. Seriam preferíveis o desprezo sem frases e a obediência sem mesuras.
Um canalha polido não é menos ignóbil que outro, talvez seja até mais. Por causa da hipocrisia? É duvidoso, porque a polidez não tem pretensões morais. O canalha polido poderia facilmente ser cínico, aliás, sem por isso faltar nem com a polidez nem com a maldade. Mas, então, porque ele choca? Pelo contraste? Sem dúvida. O canalha polido é o contrário de uma fera, e ninguém quer mal às feras . É o contrário de um selvagem, e os selvagens são desculpados. É o contrário de um bruto crasso, grosseiro, inculto, que, decerto, é assustador, mas cuja violência nativa e bitolada pelo menos poderia ser explicada pela incultura.
André Comte-Sponvil le. Pequeno tratado das grandes virtudes. São Paulo: Martins Fontes, 1999 (com adaptações).
Julgue os fragmentos contidos nos itens subseqüentes, quanto à manutenção do sentido do trecho do terceiro parágrafo do texto III, indicado entre aspas, e quanto à pontuação e à regência.
"Um canalha (...) da hipocrisia?": À hipocrisia indaga-se, se não faz, de um canalha polido, menos ignóbil do que outro canalha?
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Considerando as prescrições gramaticais, julgue os fragmentos de texto contidos nos seguintes itens, extraídos e adaptados de uma notícia divulgada no sítio http://www.tcu.gov.br.
O Instituto Serzedello Corrêa (ISC), ligado ao Tribunal de Contas da União (TCU), deu início ao programa de formação de analistas de sistemas aprovados na primeira etapa do concurso público realizado no ano de 2002.
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Mal-estar civilizatório
A ausência de um Estado que cumpra seu papel mediador das vidas humanas e dos bens a elas relacionados vem contribuindo para o aumento, no Brasil, do que a psicanálise chama de mal-estar civilizatório. O conceito é relativo ao homem do mundo moderno e às angústias que ele vive. Aplica-se a uma cultura firmada em torno dos valores da razão científica e tecnológica, na qual inexiste a figura de um legislador central que concentre o poder e concilie os interesses do corpo social de uma forma democrática. A ausência dessa figura gera mal-estar ao criar um impasse permanente para cada indivíduo/sujeito: como conciliar as aspirações próprias de prazer e satisfação - o gozo, para a psicanálise - com os desejos dos outros?
Como o Estado e o conjunto de entidades a ele ligado - os responsáveis por essa mediação na atualidade - são incapazes de fazer essa conciliação entre as diferentes partes da sociedade, o mal-estar se instaura, trazendo, junto com a desigualdade, suas conseqüências: a possessão absoluta de bens por uma pequena parcela da população e a carência massiva da maior parte dela.
A falta de mecanismos de proteção para o último grupo, deixado ao léu pelo Estado, é, para Birman, prova de que estamos diante de uma instituição que promove o genocídio. Esse descaso acarreta o aumento da criminalidade, da violência e da delinqüência, não apenas nas classes populares, mas também nas dominantes. Como exemplo, o psicanalista aponta a corrupção que invade o meio político nos seus mais altos níveis hierárquicos.
Assim, enquanto instituições mediadoras - como as de previdência, assistência e bem-estar social - são progressivamente desarticuladas, " a economia vai ganhando uma espécie de autonomia". Essa carência na população vai levando, por um lado, ao aumento da barbárie que sustenta esse crescente grupo e, por outro, à privatização dos sistemas de segurança para proteger as classes mais privilegiadas dessa mesma barbárie.
Júlia Dias Carneiro. In: Ciência Hoje, vol. 30, p. 54 (com adaptações).
Com relação às ideias do texto I, julgue os itens a seguir.
Uma das ideias implícitas no texto é a de que a razão científica e a tecnologia não promovem a conciliação dos interesses sociais de forma democrática.
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Mal-estar civilizatório
A ausência de um Estado que cumpra seu papel mediador das vidas humanas e dos bens a elas relacionados vem contribuindo para o aumento, no Brasil, do que a psicanálise chama de mal-estar civilizatório. O conceito é relativo ao homem do mundo moderno e às angústias que ele vive. Aplica-se a uma cultura firmada em torno dos valores da razão científica e tecnológica, na qual inexiste a figura de um legislador central que concentre o poder e concilie os interesses do corpo social de uma forma democrática. A ausência dessa figura gera mal-estar ao criar um impasse permanente para cada indivíduo/sujeito: como conciliar as aspirações próprias de prazer e satisfação - o gozo, para a psicanálise - com os desejos dos outros?
Como o Estado e o conjunto de entidades a ele ligado - os responsáveis por essa mediação na atualidade - são incapazes de fazer essa conciliação entre as diferentes partes da sociedade, o mal-estar se instaura, trazendo, junto com a desigualdade, suas conseqüências: a possessão absoluta de bens por uma pequena parcela da população e a carência massiva da maior parte dela.
A falta de mecanismos de proteção para o último grupo, deixado ao léu pelo Estado, é, para Birman, prova de que estamos diante de uma instituição que promove o genocídio. Esse descaso a carreta o aumento da criminalidade, da violência e da delinqüência, não apenas nas classes populares, mas também nas dominantes. Como exemplo, o psicanalista aponta a corrupção que invade o meio político nos seus mais altos níveis hierárquicos.
Assim, enquanto instituições mediadoras - como as de previdência, assistência e bem-estar social - são progressivamente desarticuladas, " a economia vai ganhando uma espécie de autonomia". Essa carência na população vai levando, por um lado, ao aumento da barbárie que sustenta esse crescente grupo e, por outro, à privatização dos sistemas de segurança para proteger as classes mais privilegiadas dessa mesma barbárie.
Júlia Dias Carneiro. In: Ciência Hoje, vol. 30, p. 54 (com adaptações).
Com relação às idéias do texto I, julgue os itens a seguir.
Infere-se do primeiro parágrafo que as angústias do indivíduo/sujeito da modernidade se reduziriam, caso o Estado promovesse ações democráticas que compatibilizassem as aspirações individuais com as de interesse coletivo.
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Considerando as prescrições gramaticais, julgue os fragmentos de texto contidos nos seguintes itens, extraídos e adaptados de uma notícia divulgada no sítio http://www.tcu.gov.br.
O aproveitamento dos candidatos, ainda em prazo de validade deste concurso, apresentou-se como resultado da promulgação da Lei n.º 10.799/2003, que criou seiscentos cargos de Analista de Controle Externo no Quadro de Pessoal da Secretaria do TCU.
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