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Mulher de 48 anos procura atendimento médico para avaliação
de rotina. Refere ganho ponderal progressivo nos últimos anos,
com aumento da circunferência abdominal. Nega consumo
regular de bebidas alcoólicas (consome esporadicamente em
festas, não ultrapassando 20g de etanol/semana). Não faz uso de
medicações hepatotóxicas.
Ao exame físico: IMC 32 kg/m², circunferência abdominal 96 cm, pressão arterial 138 x 88 mmHg; restante do exame físico sem particularidades.
Exames laboratoriais:
• glicemia de jejum 118 mg/dL (VR: 70-99 mg/dL)
• hemoglobina glicada 6,2% (VR: <5,7%)
• AST 48 U/L (VR: 10-40 U/L)
• ALT 62 U/L (VR: 10-40 U/L)
• relação AST/ALT 0,77
• fosfatase alcalina 88 U/L (VR: 40-150 U/L)
• GGT 72 U/L (VR: 8-61 U/L)
• bilirrubina total 0,8 mg/dL (VR: 0,3-1,2 mg/dL)
• albumina 4,2 g/dL (VR: 3,5-5,0 g/dL)
• colesterol total 238 mg/dL
• HDL 38 mg/dL (VR: >40 mg/dL em mulheres)
• triglicerídeos 185 mg/dL (VR: <150 mg/dL)
• Plaquetas 220.000/mm³ (VR: 150.000-400.000/mm³)
• sorologias para hepatites B e C negativas
• ferritina 180 ng/mL (VR: 15-150 ng/mL em mulheres)
• anticorpos antinucleares (FAN) negativo
• anticorpo antimitocôndria (AMA) negativo
Ultrassonografia de abdômen superior: fígado com dimensões aumentadas e ecotextura difusamente hiperecogênica, compatível com esteatose hepática moderada a acentuada; vesícula biliar, vias biliares, pâncreas e baço sem alterações. Escore FIB-4 calculado: 1,33.
A conduta apropriada para essa paciente é:
Ao exame físico: IMC 32 kg/m², circunferência abdominal 96 cm, pressão arterial 138 x 88 mmHg; restante do exame físico sem particularidades.
Exames laboratoriais:
• glicemia de jejum 118 mg/dL (VR: 70-99 mg/dL)
• hemoglobina glicada 6,2% (VR: <5,7%)
• AST 48 U/L (VR: 10-40 U/L)
• ALT 62 U/L (VR: 10-40 U/L)
• relação AST/ALT 0,77
• fosfatase alcalina 88 U/L (VR: 40-150 U/L)
• GGT 72 U/L (VR: 8-61 U/L)
• bilirrubina total 0,8 mg/dL (VR: 0,3-1,2 mg/dL)
• albumina 4,2 g/dL (VR: 3,5-5,0 g/dL)
• colesterol total 238 mg/dL
• HDL 38 mg/dL (VR: >40 mg/dL em mulheres)
• triglicerídeos 185 mg/dL (VR: <150 mg/dL)
• Plaquetas 220.000/mm³ (VR: 150.000-400.000/mm³)
• sorologias para hepatites B e C negativas
• ferritina 180 ng/mL (VR: 15-150 ng/mL em mulheres)
• anticorpos antinucleares (FAN) negativo
• anticorpo antimitocôndria (AMA) negativo
Ultrassonografia de abdômen superior: fígado com dimensões aumentadas e ecotextura difusamente hiperecogênica, compatível com esteatose hepática moderada a acentuada; vesícula biliar, vias biliares, pâncreas e baço sem alterações. Escore FIB-4 calculado: 1,33.
A conduta apropriada para essa paciente é:
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Homem de 58 anos, com diagnóstico recente de adenocarcinoma
de pâncreas localmente avançado não ressecável, comparece à
consulta de oncologia clínica para discussão de tratamento
quimioterápico paliativo. Paciente relata emagrecimento de
11 kg nos últimos três meses, astenia progressiva e desconforto
abdominal vago. Nega história pessoal ou familiar de trombose
venosa profunda ou embolia pulmonar. Nega tabagismo, etilismo
ou uso de outras medicações.
Ao exame físico: paciente emagrecido, pressão arterial 128 x 82 mmHg, frequência cardíaca 76 bpm, IMC 26 kg/m2; abdômen: palpável massa em região epigástrica, indolor, sem sinais de irritação peritoneal; membros inferiores sem edema, sem sinais de trombose venosa; pulsos periféricos palpáveis e simétricos.
Exames laboratoriais pré-quimioterapia:
• hemoglobina 10,2 g/dL (VR: 13,5-17,5 g/dL)
• volume corpuscular médio 88 fL (VR: 80-100 fL)
• leucócitos 12.800/mm³ (VR: 4.000-10.000/mm³)
• plaquetas 420.000/mm³ (VR: 150.000-450.000/mm³)
• função renal e hepática normais
• bilirrubina total 0,8 mg/dL
• albumina 3,4 g/dL
Tomografia computadorizada de abdômen com contraste: massa pancreática de 4,2 centímetros em corpo pancreático com invasão de tronco celíaco e artéria mesentérica superior, múltiplas lesões hepáticas sugestivas de metástases. Estadiamento: doença metastática.
Paciente será submetido a quimioterapia com esquema FOLFIRINOX modificado ambulatorial com ciclos a cada 14 dias.
Durante a consulta, o oncologista discute com o paciente o risco aumentado de tromboembolismo venoso associado ao câncer de pâncreas e à quimioterapia.
A conduta apropriada para profilaxia primária de tromboembolismo venoso nesse paciente ambulatorial é:
Ao exame físico: paciente emagrecido, pressão arterial 128 x 82 mmHg, frequência cardíaca 76 bpm, IMC 26 kg/m2; abdômen: palpável massa em região epigástrica, indolor, sem sinais de irritação peritoneal; membros inferiores sem edema, sem sinais de trombose venosa; pulsos periféricos palpáveis e simétricos.
Exames laboratoriais pré-quimioterapia:
• hemoglobina 10,2 g/dL (VR: 13,5-17,5 g/dL)
• volume corpuscular médio 88 fL (VR: 80-100 fL)
• leucócitos 12.800/mm³ (VR: 4.000-10.000/mm³)
• plaquetas 420.000/mm³ (VR: 150.000-450.000/mm³)
• função renal e hepática normais
• bilirrubina total 0,8 mg/dL
• albumina 3,4 g/dL
Tomografia computadorizada de abdômen com contraste: massa pancreática de 4,2 centímetros em corpo pancreático com invasão de tronco celíaco e artéria mesentérica superior, múltiplas lesões hepáticas sugestivas de metástases. Estadiamento: doença metastática.
Paciente será submetido a quimioterapia com esquema FOLFIRINOX modificado ambulatorial com ciclos a cada 14 dias.
Durante a consulta, o oncologista discute com o paciente o risco aumentado de tromboembolismo venoso associado ao câncer de pâncreas e à quimioterapia.
A conduta apropriada para profilaxia primária de tromboembolismo venoso nesse paciente ambulatorial é:
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Mulher de 32 anos, com diagnóstico prévio de transtorno bipolar
tipo I em uso irregular de lítio e olanzapina, é trazida ao
pronto-socorro por familiares devido a quadro de mutismo,
imobilidade e recusa alimentar há quatro dias. Familiares relatam
que, duas semanas antes, a paciente apresentou episódio de
exaltação do humor, aceleração do pensamento, diminuição da
necessidade de sono e gastos excessivos, tendo sido aumentada
a dose de olanzapina de 10 mg para 20 mg ao dia pelo psiquiatra
assistente. Há quatro dias, apresentou piora súbita com
surgimento de imobilidade progressiva, permanecendo sentada
na mesma posição por horas, recusando-se a falar, comer ou
beber. Não apresentou febre ou alterações autonômicas
significativas. Negam uso de outras medicações além do lítio e
olanzapina. Ao exame físico: paciente vigil, tem olhar fixo sem
acompanhamento visual, não responde a comandos verbais,
mantém postura sentada com braço direito elevado em posição
incomum há vários minutos; pressão arterial 118 x 76 mmHg,
frequência cardíaca 88 bpm, frequência respiratória 16 incursões
por minuto, temperatura axilar 36,8 °C. Exame neurológico:
pupilas isocóricas e fotorreagentes; quando o examinador tenta
posicionar passivamente os membros da paciente, há resistência
leve e constante com manutenção da posição imposta
(flexibilidade cérea), ausência de movimentos espontâneos,
reflexos tendinosos profundos normais e simétricos, reflexo
cutâneo-plantar em flexão bilateral, ausência de rigidez em roda
denteada ou tremor de repouso.
Exames laboratoriais: hemograma completo normal, função renal e hepática normais, eletrólitos séricos normais incluindo cálcio e magnésio, glicemia 92 mg/dL, creatinoquinase 180 UI/L (VR: 26-192 UI/L), hormônio estimulante da tireoide normal.
Tomografia computadorizada de crânio sem contraste não evidencia lesões agudas, hemorragias ou efeito de massa. Eletrocardiograma: ritmo sinusal, frequência cardíaca 88 bpm, intervalo QTc 410 ms, sem outras alterações.
A conduta inicial apropriada para diagnóstico e tratamento dessa paciente é:
Exames laboratoriais: hemograma completo normal, função renal e hepática normais, eletrólitos séricos normais incluindo cálcio e magnésio, glicemia 92 mg/dL, creatinoquinase 180 UI/L (VR: 26-192 UI/L), hormônio estimulante da tireoide normal.
Tomografia computadorizada de crânio sem contraste não evidencia lesões agudas, hemorragias ou efeito de massa. Eletrocardiograma: ritmo sinusal, frequência cardíaca 88 bpm, intervalo QTc 410 ms, sem outras alterações.
A conduta inicial apropriada para diagnóstico e tratamento dessa paciente é:
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Mulher de 62 anos, com diagnóstico de adenocarcinoma gástrico
avançado em cuidados paliativos domiciliares, é trazida ao
pronto-socorro por familiares devido a quadro de confusão
mental progressiva há cinco dias. Familiares relatam que a
paciente vem apresentando náuseas persistentes e vômitos
frequentes nas últimas três semanas, com piora após tentativas
de alimentação, tendo perdido aproximadamente 8 kg nesse
período. Relata inapetência acentuada e consegue ingerir apenas
pequenas quantidades de líquidos. Possui gastrostomia para
drenagem que tem drenado volumes de 800 a 1200 mL
diariamente. Não recebe nutrição enteral ou parenteral. Nega
uso de bebidas alcoólicas. Nas últimas 48 horas, apresentou
desorientação
progressiva,
inicialmente temporal e posteriormente também espacial, com dificuldade para
reconhecer familiares.
Ao exame físico: paciente confusa, desorientada no tempo e espaço, Glasgow 13 (abertura ocular espontânea, resposta verbal confusa, obediência a comandos), emagrecida com perda acentuada de massa muscular, desidratada com mucosas secas, pressão arterial 96 x 58 mmHg, frequência cardíaca 102 bpm, frequência respiratória 18 incursões por minuto, temperatura axilar 36,4 °C.
Exame neurológico: pupilas isocóricas e fotorreagentes mas com resposta lentificada, nistagmo horizontal bilateral evocado pelo olhar lateral, oftalmoparesia do músculo reto lateral bilateral mais acentuada à direita, paciente acamada sem condições de deambulação, incoordenação de membros superiores à prova índex-nariz bilateralmente, reflexos patelares e aquileus diminuídos simetricamente, sensibilidade tátil preservada, mas com hipoestesia distal em membros inferiores.
Exames laboratoriais:
• hemoglobina 9,2 g/dL (VR: 12-16 g/dL)
• volume corpuscular médio 102 fL (VR: 80-100 fL)
• leucócitos 6.800/mm³ sem desvio
• plaquetas 165.000/mm³
Função renal:
• ureia 52 mg/dL (VR: 10-50 mg/dL)
• creatinina 1,2 mg/dL (VR: 0,7-1,2 mg/dL)
Eletrólitos:
• sódio 132 mEq/L
• potássio 3,2 mEq/L
• cloreto 96 mEq/L
• magnésio 1,4 mEq/L (VR: 1,5-2,5 mEq/L)
Glicemia 88 mg/dL.
Albumina sérica 2,4 g/dL (VR: 3,5-5,0 g/dL).
Gasometria venosa: pH 7,38, bicarbonato 22 mEq/L.
Tomografia computadorizada de crânio sem contraste realizada na emergência não evidencia lesões agudas, hemorragias ou efeito de massa.
Eletrocardiograma: taquicardia sinusal, frequência cardíaca 102 bpm, sem outras alterações agudas.
O tratamento inicial apropriado para a condição neurológica que acomete essa paciente é:
Ao exame físico: paciente confusa, desorientada no tempo e espaço, Glasgow 13 (abertura ocular espontânea, resposta verbal confusa, obediência a comandos), emagrecida com perda acentuada de massa muscular, desidratada com mucosas secas, pressão arterial 96 x 58 mmHg, frequência cardíaca 102 bpm, frequência respiratória 18 incursões por minuto, temperatura axilar 36,4 °C.
Exame neurológico: pupilas isocóricas e fotorreagentes mas com resposta lentificada, nistagmo horizontal bilateral evocado pelo olhar lateral, oftalmoparesia do músculo reto lateral bilateral mais acentuada à direita, paciente acamada sem condições de deambulação, incoordenação de membros superiores à prova índex-nariz bilateralmente, reflexos patelares e aquileus diminuídos simetricamente, sensibilidade tátil preservada, mas com hipoestesia distal em membros inferiores.
Exames laboratoriais:
• hemoglobina 9,2 g/dL (VR: 12-16 g/dL)
• volume corpuscular médio 102 fL (VR: 80-100 fL)
• leucócitos 6.800/mm³ sem desvio
• plaquetas 165.000/mm³
Função renal:
• ureia 52 mg/dL (VR: 10-50 mg/dL)
• creatinina 1,2 mg/dL (VR: 0,7-1,2 mg/dL)
Eletrólitos:
• sódio 132 mEq/L
• potássio 3,2 mEq/L
• cloreto 96 mEq/L
• magnésio 1,4 mEq/L (VR: 1,5-2,5 mEq/L)
Glicemia 88 mg/dL.
Albumina sérica 2,4 g/dL (VR: 3,5-5,0 g/dL).
Gasometria venosa: pH 7,38, bicarbonato 22 mEq/L.
Tomografia computadorizada de crânio sem contraste realizada na emergência não evidencia lesões agudas, hemorragias ou efeito de massa.
Eletrocardiograma: taquicardia sinusal, frequência cardíaca 102 bpm, sem outras alterações agudas.
O tratamento inicial apropriado para a condição neurológica que acomete essa paciente é:
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Homem de 68 anos é trazido ao pronto-socorro por familiares
devido a quadro de confusão mental, sonolência progressiva e
vômitos há três dias. Familiares relatam que o paciente vem
apresentando emagrecimento de aproximadamente 12 kg nos
últimos quatro meses, astenia progressiva, dor óssea em região
lombar e tosse seca persistente. Nega tabagismo ou etilismo.
Nega uso de suplementos vitamínicos, antiácidos contendo cálcio
ou diuréticos. Ao exame físico: paciente letárgico mas responsivo
a estímulos verbais, Glasgow 14 (abertura ocular espontânea,
resposta verbal confusa, obediência a comandos), desidratado
com mucosas secas, pressão arterial 102 x 68 mmHg, frequência
cardíaca 96 bpm, frequência respiratória 16 incursões por
minuto, temperatura axilar 36,8 °C, saturação periférica de
oxigênio 94% em ar ambiente. Exame cardiovascular e pulmonar
sem alterações significativas à ausculta. Abdômen flácido,
indolor, sem massas ou visceromegalias.
Exames laboratoriais iniciais:
• hemograma com hemoglobina 10,2 g/dL (VR: 13-17 g/dL)
• volume corpuscular médio 88 fL (VR: 80-100 fL)
• leucócitos 9.200/mm³ sem desvio
• plaquetas 185.000/mm³
Função renal:
• ureia 78 mg/dL (VR: 10-50 mg/dL)
• creatinina 2,1 mg/dL (VR: 0,7-1,2 mg/dL)
Eletrólitos:
• sódio 136 mEq/L
• potássio 3,8 mEq/L
• cloreto 98 mEq/L
Cálcio total 15,2 mg/dL (VR: 8,5-10,5 mg/dL).
Albumina sérica 3,2 g/dL (VR: 3,5-5,0 g/dL).
Fósforo 2,1 mg/dL (VR: 2,5-4,5 mg/dL).
Magnésio 1,8 mEq/L (VR: 1,5-2,5 mEq/L).
Cálcio corrigido pela albumina: 15,6 mg/dL.
Fosfatase alcalina 420 UI/L (VR: 30-120 UI/L).
Gasometria venosa: pH 7,42, bicarbonato 26 mEq/L.
Glicemia 118 mg/dL.
Eletrocardiograma: ritmo sinusal, frequência cardíaca 94 bpm, intervalo PR 160 ms, intervalo QT 360 ms, intervalo QTc 420 ms (VR: até 440 ms em homens).
Radiografia de tórax evidencia massa em lobo superior direito de aproximadamente 4 cm com espiculação e pequeno derrame pleural à direita.
A conduta inicial apropriada para investigação etiológica da hipercalcemia e tratamento da condição que acomete o paciente é:
Exames laboratoriais iniciais:
• hemograma com hemoglobina 10,2 g/dL (VR: 13-17 g/dL)
• volume corpuscular médio 88 fL (VR: 80-100 fL)
• leucócitos 9.200/mm³ sem desvio
• plaquetas 185.000/mm³
Função renal:
• ureia 78 mg/dL (VR: 10-50 mg/dL)
• creatinina 2,1 mg/dL (VR: 0,7-1,2 mg/dL)
Eletrólitos:
• sódio 136 mEq/L
• potássio 3,8 mEq/L
• cloreto 98 mEq/L
Cálcio total 15,2 mg/dL (VR: 8,5-10,5 mg/dL).
Albumina sérica 3,2 g/dL (VR: 3,5-5,0 g/dL).
Fósforo 2,1 mg/dL (VR: 2,5-4,5 mg/dL).
Magnésio 1,8 mEq/L (VR: 1,5-2,5 mEq/L).
Cálcio corrigido pela albumina: 15,6 mg/dL.
Fosfatase alcalina 420 UI/L (VR: 30-120 UI/L).
Gasometria venosa: pH 7,42, bicarbonato 26 mEq/L.
Glicemia 118 mg/dL.
Eletrocardiograma: ritmo sinusal, frequência cardíaca 94 bpm, intervalo PR 160 ms, intervalo QT 360 ms, intervalo QTc 420 ms (VR: até 440 ms em homens).
Radiografia de tórax evidencia massa em lobo superior direito de aproximadamente 4 cm com espiculação e pequeno derrame pleural à direita.
A conduta inicial apropriada para investigação etiológica da hipercalcemia e tratamento da condição que acomete o paciente é:
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Homem de 38 anos é trazido ao pronto-socorro por familiares
com história de ter participado de evento social há
aproximadamente 18 horas, no qual consumiu bebida alcoólica
destilada de procedência desconhecida. Familiares relatam que o
paciente retornou para casa apresentando quadro de embriaguez
habitual, tendo dormido normalmente durante a noite. Acordou
pela manhã queixando-se de cefaleia intensa, náuseas e dor
abdominal difusa, sintomas que inicialmente foram atribuídos a
ressaca alcoólica. Ao longo do dia, apresentou piora progressiva
do estado geral, com vômitos repetidos, confusão mental e
queixas de visão turva com dificuldade para enxergar. Ao exame
físico na admissão: paciente confuso, Glasgow 13 (abertura
ocular espontânea, resposta verbal confusa, obediência a
comandos), desidratado, mucosas secas, pressão arterial
98 x 62 mmHg, frequência cardíaca 118 bpm, frequência
respiratória 28 incursões por minuto profundas e regulares
(padrão de Kussmaul), temperatura axilar 36,2 °C, saturação
periférica de oxigênio 98% em ar ambiente; pupilas isocóricas e
fotorreagentes, com midríase bilateral discreta; abdômen
difusamente doloroso à palpação sem sinais de irritação
peritoneal. Exame neurológico com reflexos tendinosos
profundos globalmente diminuídos.
Exames laboratoriais iniciais:
• hemograma com hemoglobina 14,2 g/dL
• leucócitos 11.800/mm³ com 78% de neutrófilos
• plaquetas 198.000/mm³
Função renal:
• ureia 58 mg/dL (VR: 10-50 mg/dL)
• creatinina 1,8 mg/dL (VR: 0,7-1,2 mg/dL)
Eletrólitos:
• sódio 138 mEq/L
• potássio 4,2 mEq/L
• cloreto 98 mEq/L
Glicemia 168 mg/dL.
Função hepática:
• transaminase glutâmico-oxalacética 78 UI/L
• transaminase glutâmico-pirúvica 82 UI/L
• bilirrubinas totais 0,9 mg/dL
Amilase sérica 420 UI/L (VR: até 100 UI/L).
Osmolaridade sérica medida 348 mOsm/kg (VR: 280-295 mOsm/kg).
Gasometria arterial: pH 7,18, PaCO2 18 mmHg, PaO2 102 mmHg, bicarbonato 6,8 mEq/L, excesso de bases menos 20 mEq/L, lactato 2,8 mmol/L (VR: 0,5-2,2 mmol/L).
Eletrocardiograma com taquicardia sinusal sem outras alterações agudas.
A conduta apropriada para o manejo desse paciente é:
Exames laboratoriais iniciais:
• hemograma com hemoglobina 14,2 g/dL
• leucócitos 11.800/mm³ com 78% de neutrófilos
• plaquetas 198.000/mm³
Função renal:
• ureia 58 mg/dL (VR: 10-50 mg/dL)
• creatinina 1,8 mg/dL (VR: 0,7-1,2 mg/dL)
Eletrólitos:
• sódio 138 mEq/L
• potássio 4,2 mEq/L
• cloreto 98 mEq/L
Glicemia 168 mg/dL.
Função hepática:
• transaminase glutâmico-oxalacética 78 UI/L
• transaminase glutâmico-pirúvica 82 UI/L
• bilirrubinas totais 0,9 mg/dL
Amilase sérica 420 UI/L (VR: até 100 UI/L).
Osmolaridade sérica medida 348 mOsm/kg (VR: 280-295 mOsm/kg).
Gasometria arterial: pH 7,18, PaCO2 18 mmHg, PaO2 102 mmHg, bicarbonato 6,8 mEq/L, excesso de bases menos 20 mEq/L, lactato 2,8 mmol/L (VR: 0,5-2,2 mmol/L).
Eletrocardiograma com taquicardia sinusal sem outras alterações agudas.
A conduta apropriada para o manejo desse paciente é:
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Questão presente nas seguintes provas
Homem de 52 anos em acompanhamento oncológico por
adenocarcinoma de cólon estadio IIIB tratado com ressecção
cirúrgica há 18 meses e quimioterapia adjuvante concluída há
12 meses, atualmente em remissão com marcadores tumorais
normais e tomografia de controle recente sem evidências de
recidiva tumoral ou metástases. Durante o tratamento
quimioterápico, iniciou uso de morfina de liberação prolongada
para controle de dor abdominal relacionada ao procedimento
cirúrgico e toxicidade gastrointestinal da quimioterapia. Após
conclusão da quimioterapia, manteve uso de morfina para
controle de dor abdominal crônica relacionada a aderências
pós-operatórias, com dose estável de 30 mg a cada 12 horas por
quatro meses. Nas últimas 16 semanas, apresentou escalada
progressiva da dose de morfina, atualmente em 240 mg a cada
12 horas, sem obtenção de analgesia satisfatória. Retorna ao
ambulatório referindo piora paradoxal da dor abdominal apesar
dos aumentos sequenciais de dose nas últimas consultas,
descrevendo a dor atual como difusa, mal definida, com
irradiação para região lombar bilateral e membros inferiores,
diferentemente da dor localizada original. Relata que pequenos
estímulos táteis na parede abdominal desencadeiam desconforto
desproporcional. Refere também redução da frequência
evacuatória, passando de evacuações diárias para evacuações a
cada dois a três dias com fezes endurecidas, mas sem parada
completa de eliminação de flatos ou fezes. Nega náuseas,
vômitos, distensão abdominal progressiva, febre, perda ponderal
recente ou outros sintomas sistêmicos. Ao exame físico:
IMC 24 kg/m²,
lúcido
e
orientado,
pressão
arterial
118 x 76 mmHg, frequência cardíaca 72 bpm, eupneico. Abdômen
globoso, ruídos hidroaéreos presentes e normais, timpânico à
percussão, indolor à palpação superficial mas com hiperalgesia
tátil difusa à palpação mais profunda sem defesa ou sinais de
irritação peritoneal, sem massas ou visceromegalias palpáveis.
Exame neurológico dos membros inferiores com sensibilidade
preservada mas com resposta exagerada a estímulos dolorosos
leves. Exames laboratoriais recentes: hemograma completo
normal, função renal e hepática normais, eletrólitos normais,
antígeno carcinoembrionário 2,8 ng/mL (VR: menor que
5,0 ng/mL). Radiografia simples de abdômen com distribuição
gasosa normal, presença de fezes em cólon descendente e
sigmoide sem dilatação de alças e ausência de níveis hidroaéreos.
A conduta apropriada para o manejo dessa condição é:
A conduta apropriada para o manejo dessa condição é:
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Questão presente nas seguintes provas
Mulher de 62 anos procura atendimento ambulatorial por quadro
de dispepsia pós-prandial há aproximadamente seis meses com
as seguintes características: desconforto epigástrico após as
refeições, plenitude precoce e ocasionais episódios de náuseas.
Refere história de diabetes mellitus tipo 1, diagnosticado aos
28 anos, em uso regular de insulina, e hipotireoidismo em
tratamento com levotiroxina 100 mcg por dia. Nega tabagismo,
etilismo ou uso de anti-inflamatórios não esteroidais. Ao exame
físico, apresenta IMC 24 kg/m², palidez cutaneomucosa discreta,
glossite atrófica e ausência de outras alterações significativas.
Exames laboratoriais:
• hemoglobina 10,2 g/dL (VR: 12-16 g/dL)
• volume corpuscular médio 102 fL (VR: 80-100 fL)
• leucócitos 4.800/mm³
• plaquetas 165.000/mm³
• ferritina 88 ng/mL (VR: 15-150 ng/mL)
• vitamina B12 sérica 145 pg/mL (VR: 200-900 pg/mL)
• ácido metilmalônico elevado
• gastrina sérica em jejum 850 pg/mL (VR: menor que 100 pg/mL).
Endoscopia digestiva alta evidencia mucosa gástrica com aspecto atrófico difuso no corpo e fundo, com visibilidade aumentada da vascularização submucosa e múltiplas pequenas lesões polipoides menores que um centímetro. Anatomopatológico de biópsias do corpo gástrico demonstra atrofia glandular acentuada com perda de células parietais e principais, substituição por epitélio metaplásico pseudopilórico e intestinal, infiltrado inflamatório linfoplasmocitário em profundidade e hiperplasia de células enterocromafins-like. Biópsias de antro mostram mucosa preservada sem atrofia. Pesquisa de Helicobacter pylori negativa.
A conduta apropriada para o caso descrito é:
Exames laboratoriais:
• hemoglobina 10,2 g/dL (VR: 12-16 g/dL)
• volume corpuscular médio 102 fL (VR: 80-100 fL)
• leucócitos 4.800/mm³
• plaquetas 165.000/mm³
• ferritina 88 ng/mL (VR: 15-150 ng/mL)
• vitamina B12 sérica 145 pg/mL (VR: 200-900 pg/mL)
• ácido metilmalônico elevado
• gastrina sérica em jejum 850 pg/mL (VR: menor que 100 pg/mL).
Endoscopia digestiva alta evidencia mucosa gástrica com aspecto atrófico difuso no corpo e fundo, com visibilidade aumentada da vascularização submucosa e múltiplas pequenas lesões polipoides menores que um centímetro. Anatomopatológico de biópsias do corpo gástrico demonstra atrofia glandular acentuada com perda de células parietais e principais, substituição por epitélio metaplásico pseudopilórico e intestinal, infiltrado inflamatório linfoplasmocitário em profundidade e hiperplasia de células enterocromafins-like. Biópsias de antro mostram mucosa preservada sem atrofia. Pesquisa de Helicobacter pylori negativa.
A conduta apropriada para o caso descrito é:
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Homem de 58 anos, com diabetes mellitus tipo 2 diagnosticado
há oito anos, em uso regular de metformina 850 mg três vezes ao
dia e glimepirida 4 mg por dia, procura consulta de rotina
trazendo resultados de exames solicitados na consulta anterior,
há três meses. Refere aderência adequada ao tratamento
medicamentoso e relata que realiza automonitorização glicêmica
capilar diariamente, em jejum e pré-prandial, com valores
habitualmente entre 110 e 140 mg/dL. Nega episódios de
hipoglicemia, alterações visuais ou sintomas de neuropatia. Ao
exame físico, apresenta IMC 28 kg/m² e pressão arterial de
128 x 82 mmHg, sem outras alterações significativas.
Exames laboratoriais atuais:
• hemoglobina glicada 9,2% (VR: menor que 5,7%)
• glicemia de jejum 128 mg/dL (VR: 70-99 mg/dL)
• hemoglobina 10,8 g/dL (VR: 13-17 g/dL)
• volume corpuscular médio 108 fL (VR: 80-100 fL)
• leucócitos 5.200/mm³
• plaquetas 180.000/mm³
Exames de três meses atrás:
• hemoglobina glicada 8,8%
• glicemia de jejum 132 mg/dL
• hemoglobina 11,2 g/dL
• volume corpuscular médio 106 fL
• creatinina 0,9 mg/dL
• taxa de filtração glomerular estimada 88 mL/min/1,73m².
A explicação mais provável para a discordância entre os valores da hemoglobina glicada e as glicemias capilares, de jejum e pré-prandiais descritos é:
Exames laboratoriais atuais:
• hemoglobina glicada 9,2% (VR: menor que 5,7%)
• glicemia de jejum 128 mg/dL (VR: 70-99 mg/dL)
• hemoglobina 10,8 g/dL (VR: 13-17 g/dL)
• volume corpuscular médio 108 fL (VR: 80-100 fL)
• leucócitos 5.200/mm³
• plaquetas 180.000/mm³
Exames de três meses atrás:
• hemoglobina glicada 8,8%
• glicemia de jejum 132 mg/dL
• hemoglobina 11,2 g/dL
• volume corpuscular médio 106 fL
• creatinina 0,9 mg/dL
• taxa de filtração glomerular estimada 88 mL/min/1,73m².
A explicação mais provável para a discordância entre os valores da hemoglobina glicada e as glicemias capilares, de jejum e pré-prandiais descritos é:
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Paciente masculino, 64 anos, apresenta febre diária há quatro
semanas, fadiga intensa, perda ponderal de 7 kg e sudorese
noturna. Ao exame: palidez, esplenomegalia moderada e
linfadenopatia cervical.
Hemograma:
• hemoglobina 8,8 g/dL
• leucócitos 3.100/mm³ (neutrófilos 1.300/mm³)
• plaquetas 82.000/mm³.
Bioquímica:
• ferritina 5.200 ng/mL
• triglicerídeos 420 mg/dL
• fibrinogênio 1,2 g/L
• LDH 1.350 U/L
• AST 180 U/L
Sorologias:
• HIV negativo
• hepatites A, B e C negativas
• dengue, CMV e toxoplasmose negativas
• sorologia para EBV com IgG elevado e IgM negativo.
Tomografia de tórax e abdômen evidencia esplenomegalia e linfonodos aumentados em região mediastinal e abdominal. Biópsia de linfonodo cervical está em processamento, diante da suspeita de doença linfoproliferativa.
Considerando os achados clínicos, laboratoriais e sorológicos apresentados, conclui-se que os métodos complementares e a abordagem terapêutica apropriados são, respectivamente:
Hemograma:
• hemoglobina 8,8 g/dL
• leucócitos 3.100/mm³ (neutrófilos 1.300/mm³)
• plaquetas 82.000/mm³.
Bioquímica:
• ferritina 5.200 ng/mL
• triglicerídeos 420 mg/dL
• fibrinogênio 1,2 g/L
• LDH 1.350 U/L
• AST 180 U/L
Sorologias:
• HIV negativo
• hepatites A, B e C negativas
• dengue, CMV e toxoplasmose negativas
• sorologia para EBV com IgG elevado e IgM negativo.
Tomografia de tórax e abdômen evidencia esplenomegalia e linfonodos aumentados em região mediastinal e abdominal. Biópsia de linfonodo cervical está em processamento, diante da suspeita de doença linfoproliferativa.
Considerando os achados clínicos, laboratoriais e sorológicos apresentados, conclui-se que os métodos complementares e a abordagem terapêutica apropriados são, respectivamente:
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