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Foram encontradas 618 questões.

202503 Ano: 2012
Disciplina: Português
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: TJ-RR

Os idosos que participam do projeto Cabelos de Prata,

mantido pela Prefeitura de Boa Vista, estão sendo estimulados a

assistir sessões de cinema.

O objetivo dessa atividade é fortalecer o vínculo

comunitário do idoso, por meio de ações integrativas como a

participação em manifestações artísticas e culturais.

Segundo o coordenador do projeto, esses eventos são

importantes para a valorização da terceira idade no meio social e

familiar. O coordenador ressalta, ainda, que os principais objetivos

desse projeto são, além de proporcionar momentos de lazer e

entretenimento aos participantes, fazer que eles exercitem a

cidadania e contribuir para a elevação da autoestima, autonomia e

independência diante da comunidade — o que reverterá em

melhoria da qualidade de vida dessa população.

Internet: www.bvnews.com.br (com adaptações)



Em relação às ideias e às estruturas gramaticais do texto acima, julgue
os itens a seguir.
Não haveria prejuízo para os sentidos do texto se a forma “reverterá em” (L.13) fosse substituída por redundará.

 

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202502 Ano: 2012
Disciplina: Português
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: TJ-RR

A dependência do mundo virtual é inevitável, pois

grande parte das tarefas do nosso dia a dia são transferidas para

a rede mundial de computadores. A vivência nesse mundo tem

consequências jurídicas e econômicas, assim como ocorre no

mundo físico. Uma das questões suscitadas pelo uso da Internet

diz respeito justamente aos efeitos dessa transposição de fatos

do mundo real para o mundo virtual, sobretudo no que se refere

à sua interpretação jurídica. Como exemplos de situações

problemáticas, podemos citar a aplicação das normas

comerciais e de consumo nas transações realizadas pela

Internet, o recebimento indesejado de mensagens por email

(spam), a validade jurídica do documento eletrônico, o conflito

de marcas com os nomes de domínio, a propriedade intelectual

e industrial, a privacidade, a responsabilidade dos provedores

de acesso, de conteúdo e de terceiros na Web bem como os

crimes de informática.

Renato M. S. Opice Blum. Internet: www.ibpbrasil.com.br (com adaptações)

O emprego da forma verbal “podemos” (L.9), no plural, evidencia que o texto foi escrito por mais de um autor

 

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Ouvir a voz da rua, por meio da literatura, constitui

um bom começo para a apreensão dos espaços de interação das

pessoas destinatárias do texto literário com o direito e com o

seu fenômeno de expressão mais notável, que é a lei. A leitura

do texto literário que narra a perplexidade das pessoas em

relação à lei pode interferir positivamente na compreensão

do problema da adesão aos centros de tutela que nela se

estabelecem.

A dialética própria do conhecimento aplica-se

especialmente ao direito como grande cena da cultura humana

e lugar de residência ou de visibilidade do conflito. O texto

literário pode mudar o leitor, pode confrontar suas crenças e

fazê-lo pensar. Ele pode, também, fazer o apostolado das

necessidades. Esse, porém, não é um processo automático e

não prescinde de uma mobilização por aqueles que detêm as

ferramentas operacionais de geração do direito — legisladores,

professores, teóricos e agentes máximos da informação pelo

argumento, como os juízes, os advogados, os promotores etc.

— para chamar a atenção do leitor acerca do conteúdo

proposto no texto literário.

O texto literário pode mudar o leitor, dar-lhe voz,

chamar-lhe a atenção para algo não percebido

espontaneamente, preencher-lhe as lacunas com o alívio de

ouvir o que queria que fosse dito. Esse texto pode abrir uma

vereda para a expansão do conhecimento por meio das

promessas e perguntas que faz.

Mônica Sette Lopes. A imagem do direito e da justiça no Machado de Assis cronista. Internet: (com adaptações)



Com relação às ideias do texto, julgue os itens de 1 a 4.
Infere-se do texto que o texto literário é um dos agentes capazes de garantir que o cidadão comum tome conhecimento de seus direitos estabelecidos em lei.

 

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202500 Ano: 2012
Disciplina: Português
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: TJ-RR

Os magistrados não governam. O que eles fazem é

evitar o desgoverno, quando para tanto são provocados. Não

mandam propriamente na massa dos governados e

administrados, mas impedem os eventuais desmandos dos que

têm esse originário poder. Não controlam permanentemente e

de forma imediatista a população, mas têm a força de controlar

os controladores, em processo aberto para esse fim. Os

magistrados não protagonizam relações jurídicas privadas, na

qualidade de magistrados, porém se disponibilizam para o

equacionamento jurisdicional de todas elas. Por isso justifica-se

a menção do Poder Judiciário em terceiro e último lugar no rol

dos poderes estatais (em primeiro, o Legislativo; em segundo,

o Executivo), para facilitar essa compreensão final de que o

poder que evita o desgoverno, o desmando e o descontrole

eventual dos outros dois não pode, ele mesmo, se desgovernar,

se desmandar, se descontrolar. Mais que impor respeito, o

Judiciário tem que se impor o respeito.

Discurso de posse do Ministro Carlos Ayres Brito. Internet: www.osconstitucionalistas.com.br (com adaptações).

Com base nos sentidos e nas estruturas linguísticas do texto, julgue os itens a seguir.


As expressões “impor respeito” (L.16) e “se impor o respeito” (L.17) estão sendo empregadas com significado equivalente, ou seja, são sinônimas.

 

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202499 Ano: 2012
Disciplina: Português
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: TJ-RR

A Constituição é alicerce de toda a nossa ordem

jurídica. É diploma inaugural do nosso direito positivo. A

Constituição é a primeira e a mais importante voz do direito

aos ouvidos do povo. Constitui, a um só tempo, caráter

estruturante do Estado e da própria sociedade. É certidão de

nascimento e carteira de identidade do Estado, projeto de vida

global da sociedade. Esse diploma jurídico de nome

Constituição provém diretamente da nação brasileira, única

instância de poder que é anterior, exterior e superior ao próprio

Estado. É por isso que, pela sua filha unigênita que é a

Constituição mesma, a nação governa permanentemente

quem governa transitoriamente. E o faz do modo mais

intrinsecamente meritório; do modo mais cristalinamente

legítimo, pois o fato é que a menina dos olhos da nossa

Constituição é a democracia. Democracia que nos confere o

status de país juridicamente civilizado. Nossa Constituição é

primeiro-mundista, pois os focos estruturais de fragilidade do

país não estão em nosso arcabouço normativo, mas no abismo

que se rasga entre a excelência da Constituição de 1988 e sua

concreta incidência sobre a nossa realidade socioeconômica e

política. Democracia, enfim, que se enlaça tão intimamente

à liberdade de imprensa que romper esse cordão umbilical é

matar as duas: a imprensa e a democracia. Com efeito, o mais

refinado toque de sapiência política da nossa última

Assembleia Nacional Constituinte foi erigir a democracia como

sua principal ideia-força.

Discurso de posse do Ministro Carlos Ayres Brito. Internet: www.osconstitucionalistas.com.br (com adaptações).

O emprego de vírgulas na linha 4 justifica-se por isolar adjunto adverbial deslocado de sua posição padrão.

 

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O exercício da advocacia criminal constitui

instrumento de equilíbrio social. Não haveria paz e

tranquilidade se os julgamentos fossem realizados sem leis

antecipadamente organizadas e se os réus — por mais graves

que fossem os crimes cometidos — pudessem ser condenados

sumariamente sem defesa.

Quando se fala em defesa, trata-se da ampla defesa,

que abrange o direito de recorrer, quando a decisão não for

favorável. O recurso ampara-se em dois fundamentos de

natureza psicológica. De um lado, o sentimento inato, inerente

ao gênero humano, de inconformidade com a derrota. De outro,

a certeza universal da falibilidade humana. Daí o impulso

existencial legítimo de ver um julgamento desfavorável

reexaminado, de preferência por quem lhe pareça mais

qualificado por melhores dotes de sabedoria e experiência, e

mesmo, ainda que por simples presunção, por melhores

valores culturais e morais.

Se, na vida, recorrer ao amparo dos nossos

semelhantes é uma necessidade, a lei não poderia deixar de

acolher a utilização de recursos para o seu trato diário, como

uma forma de ver-se prestigiada, ou seja, para que as partes

envolvidas no processo se sintam amparadas, com a sensação

de que a decisão foi, tanto quanto possível, devidamente

apreciada, imparcial e justa.

Tales Castelo Branco. Todo réu deve ter defesa. Internet: http://super.abril.com.br (com adaptações).



Considerando as ideias e a tipologia do texto apresentado, julgue os itens subsequentes.
De acordo com o texto, a previsão em lei do direito de recorrer contra decisão judicial contribui tanto para a manutenção da reputação do sistema judicial quanto para a promoção do bem-estar do réu.

 

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202497 Ano: 2012
Disciplina: Português
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: TJ-RR

Os magistrados não governam. O que eles fazem é

evitar o desgoverno, quando para tanto são provocados. Não

mandam propriamente na massa dos governados e

administrados, mas impedem os eventuais desmandos dos que

têm esse originário poder. Não controlam permanentemente e

de forma imediatista a população, mas têm a força de controlar

os controladores, em processo aberto para esse fim. Os

magistrados não protagonizam relações jurídicas privadas, na

qualidade de magistrados, porém se disponibilizam para o

equacionamento jurisdicional de todas elas. Por isso justifica-se

a menção do Poder Judiciário em terceiro e último lugar no rol

dos poderes estatais (em primeiro, o Legislativo; em segundo,

o Executivo), para facilitar essa compreensão final de que o

poder que evita o desgoverno, o desmando e o descontrole

eventual dos outros dois não pode, ele mesmo, se desgovernar,

se desmandar, se descontrolar. Mais que impor respeito, o

Judiciário tem que se impor o respeito.

Discurso de posse do Ministro Carlos Ayres Brito. Internet: www.osconstitucionalistas.com.br (com adaptações).

A forma verbal “têm” em “têm esse originário poder” (L.5) está empregada no plural porque faz parte de uma cadeia coesiva cujos elementos se referem a “magistrados” (L.1).

 

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202496 Ano: 2012
Disciplina: Português
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: TJ-RR

Os magistrados não governam. O que eles fazem é

evitar o desgoverno, quando para tanto são provocados. Não

mandam propriamente na massa dos governados e

administrados, mas impedem os eventuais desmandos dos que

têm esse originário poder. Não controlam permanentemente e

de forma imediatista a população, mas têm a força de controlar

os controladores, em processo aberto para esse fim. Os

magistrados não protagonizam relações jurídicas privadas, na

qualidade de magistrados, porém se disponibilizam para o

equacionamento jurisdicional de todas elas. Por isso justifica-se

a menção do Poder Judiciário em terceiro e último lugar no rol

dos poderes estatais (em primeiro, o Legislativo; em segundo,

o Executivo), para facilitar essa compreensão final de que o

poder que evita o desgoverno, o desmando e o descontrole

eventual dos outros dois não pode, ele mesmo, se desgovernar,

se desmandar, se descontrolar. Mais que impor respeito, o

Judiciário tem que se impor o respeito.

Discurso de posse do Ministro Carlos Ayres Brito. Internet: www.osconstitucionalistas.com.br (com adaptações).

O termo “esse fim” (L.7) retoma o antecedente “controlar os controladores” (L.6-7).

 

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202495 Ano: 2012
Disciplina: Português
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: TJ-RR

O avanço da educação dos trabalhadores brasileiros

explica 60% da queda na informalidade do mercado de trabalho

entre 2002 e 2009. Para o economista Barbosa Filho, “apesar da

baixa qualidade da nossa educação, diversos efeitos positivos que

estão acontecendo na economia estão atrelados ao processo de

universalização da educação no país”.

O Estado de S.Paulo, 8/7/2012, p. B7 (com adaptações)



Considerando as ideias do texto acima e tomando o tema nele
abordado como referência inicial no que se refere a aspectos da
realidade educacional brasileira atual, julgue os itens seguintes.
O grande problema da educação básica brasileira é a falta de escolas na maior parte do país.

 

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O exercício da advocacia criminal constitui

instrumento de equilíbrio social. Não haveria paz e

tranquilidade se os julgamentos fossem realizados sem leis

antecipadamente organizadas e se os réus — por mais graves

que fossem os crimes cometidos — pudessem ser condenados

sumariamente sem defesa.

Quando se fala em defesa, trata-se da ampla defesa,

que abrange o direito de recorrer, quando a decisão não for

favorável. O recurso ampara-se em dois fundamentos de

natureza psicológica. De um lado, o sentimento inato, inerente

ao gênero humano, de inconformidade com a derrota. De outro,

a certeza universal da falibilidade humana. Daí o impulso

existencial legítimo de ver um julgamento desfavorável

reexaminado, de preferência por quem lhe pareça mais

qualificado por melhores dotes de sabedoria e experiência, e

mesmo, ainda que por simples presunção, por melhores

valores culturais e morais.

Se, na vida, recorrer ao amparo dos nossos

semelhantes é uma necessidade, a lei não poderia deixar de

acolher a utilização de recursos para o seu trato diário, como

uma forma de ver-se prestigiada, ou seja, para que as partes

envolvidas no processo se sintam amparadas, com a sensação

de que a decisão foi, tanto quanto possível, devidamente

apreciada, imparcial e justa.

Tales Castelo Branco. Todo réu deve ter defesa. Internet: http://super.abril.com.br (com adaptações).



Julgue os próximos itens com base na estrutura morfossintática do texto.
Na linha 11, se fosse empregado o termo espécie humana em lugar de “gênero humano”, a substituição de “ao” por à seria obrigatória para a manutenção da correção gramatical do texto.

 

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