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Foram encontradas 140 questões.

4003173 Ano: 2025
Disciplina: Filosofia
Banca: UECE
Orgão: UECE
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“A burguesia despojou de sua auréola todas as atividades até então reputadas como dignas e encaradas com piedoso respeito. Fez do médico, do jurista, do sacerdote, do poeta, do sábio seus servidores assalariados. A burguesia não pode existir sem revolucionar incessantemente os instrumentos de produção, por conseguinte, as relações de produção e, com isso, todas as relações sociais. E isto se refere tanto à produção material como à produção intelectual.”

MARX, Karl; ENGELS, Friedrich. Manifesto Comunista. Trad. Manifesto Álvaro Pina e Ivana Jinkings. São Paulo: Boitempo, 2010., p. 42s (Adaptado).

A compreensão da produção intelectual é parte considerável da teoria marxista da reprodução social, sendo inalienável da reflexão da Teoria Crítica. A produção artística, nesse sentido, não passa despercebida. Diante disso, é correto afirmar que
 

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4003172 Ano: 2025
Disciplina: Filosofia
Banca: UECE
Orgão: UECE
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“O panteísmo grego, representado pela Escola Eleática, explica, em virtude da doutrina adotada por esta, uma das fases mais progressistas, senão a mais progressista, do pensamento helênico. Seu aspecto crítico à orientação que seguia, até então, a filosofia pré-socrática, traduz o início da resistência objetiva ao caráter mítico-religioso que inspirava as ideias da época, apesar de algumas transformações já havidas.”

NOGUEIRA, Alcantara. Ideias vivas e ideias mortas. Rio de Janeiro: Simões Editora, 1957. p. 88. (Adaptado).

A Escola Eleática, representada por Parmênides, Zenão e Melisso, se notabiliza por uma doutrina que separa o saber da verdade (alétheia) do saber da opinião (dóxa). O saber da verdade é aquele que busca aquilo que é, ou seja, o Ser, que é uno, imutável, eterno e incorruptível. A opinião se sustenta no conhecimento sensível e na concepção de mudança e movimento das coisas. Portanto, a crítica ganha um caráter central na doutrina dos eleatas. Isso posto, na perspectiva de Nogueira,
 

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4003171 Ano: 2025
Disciplina: Filosofia
Banca: UECE
Orgão: UECE
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“A referência à arte pode, então, ser estrategicamente utilizada tanto como exemplo de um ato de resistência contra os dispositivos de poder em ação, isto é, acentuando a dimensão crítica do gesto criador, seja como observação, em contraposição, daquilo em que se concentrou e se tornou tangível, a episteme de uma época.”

RAVEL, Judith. Dicionário Foucault. Trad. Anderson Alexandre da Silva. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 2011., p. 14. (Adaptado).

A arte é um tema recorrente da primeira fase do pensamento de Foucault, sendo inseparável de sua teoria da disciplina. Diante disso, a arte é entendida como
 

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4003170 Ano: 2025
Disciplina: Filosofia
Banca: UECE
Orgão: UECE
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“Corre à boca pequena que Lilith, após assaltar o paraíso, vive em todos os lugares, em todos os espíritos livres e em todos os sonhos de liberdade. Lilith é a festa que não dorme nos céus, na terra e nos infernos, o que seria alegria de viver o que é DEUS.”

BRAGA, Eduardo Nobre. O fascismo para além da circunscrição ética. 2018. Dissertação (Mestrado em Filosofia) – Curso de Mestrado Acadêmico em Filosofia, Universidade Estadual do Ceará, Fortaleza, 2018., p. 34. (Adaptado).

Eduardo Braga apresenta uma alegoria da liberdade em seu texto, onde subjaz uma compreensão marxista da divisão do trabalho masculino e feminino. Lilith, a primeira mulher na Kabbalah judaica, que vinda do pó como Adão, não se submeteu ao domínio patriarcal e se rebelou, simboliza, nessa proposta narrativa, a liberdade. Com base nessa alegoria, assinale a afirmação verdadeira.
 

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4003169 Ano: 2025
Disciplina: Sociologia
Banca: UECE
Orgão: UECE
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“Ora, na medida em que nós negros estamos na lata de lixo da sociedade brasileira, pois assim o determina a lógica da dominação, caberia uma indagação: por que o negro é isso que a lógica da dominação tenta (e consegue muitas vezes, nós o sabemos) domesticar? E o risco que assumimos aqui é o ato de falar com todas as implicações. Exatamente porque temos sido falados, infantilizados, que neste trabalho assumimos nossa própria fala. Ou seja, o lixo vai falar, e numa boa.”

GONZALEZ, Lélia. Racismo e sexismo na cultura brasileira. In: Lélia Gonzalez. Primavera para as rosas negras: Lélia Gonzalez em primeira pessoa. Diáspora Africana: Editora Filhos da África, 2018., p. 193. (Adaptado).

Lélia Gonzalez (1935-1994) propõe, no trecho acima, uma contranarrativa sobre a emancipação dos negros no Brasil, com a compreensão de que
 

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4003168 Ano: 2025
Disciplina: Filosofia
Banca: UECE
Orgão: UECE
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No Banquete (203b-204a), Platão nos remete à concepção de Amor (Eros) proposta pela filósofa Diotima de Mantineia, que ensinou Sócrates sobre tal assunto: “porque filho do Diligente (Póros) e da Pobreza (Pênia), tocaram-lhe os seguintes predicados: tendo herdado a natureza da mãe, é companheiro eterno da indigência. Por outro lado, como filho de tal pai, vive a cogitar ardis para apanhar tudo o que é belo e bom; é bravo, audaz, expedito, excelente caçador de homens, fértil em artifícios, amigo da sabedoria, sagaz, mágico e sofista. Por natureza, nem é mortal nem imortal, porém num só dia floresce e vive, ou morre para renascer logo depois. O que adquire hoje, perde amanhã, de forma que Amor nunca é rico nem pobre e se encontra sempre a meio caminho da sabedoria e da ignorância”.

PLATÃO. O banquete. Trad. Carlos Alberto Nunes. Belém: Ed.UFPA, 2018., p. 145ss. (Adaptado).

Sobre a perspectiva de Diotima, segundo Platão, é correto afirmar que o amor é
 

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4003167 Ano: 2025
Disciplina: Filosofia
Banca: UECE
Orgão: UECE
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Judá Abravanel (1460-1530), também conhecido como Leão Hebreu, foi um judeu sefardita nascido em Lisboa e reconhecido por seu Diálogo sobre o Amor, onde afirma que “o mundo é produzido à maneira de um filho, a partir da beleza suprema do pai e da sabedoria suprema da mãe, que gera o belo universo. E este é o significado do enamoramento de que fala Salomão no Cântico dos Cânticos: a sabedoria ama o belo, pois é produzida e inferior ao pai, portanto você verá que ela sempre o chama de ‘meu amado’ como inferior, e ele nunca a chama de ‘amada’, mas ‘minha companheira, minha pomba, minha perfeita, minha irmã’, como superior. Mas com seu amor ela se torna plena; e remove a esterilidade ao engravidar, e dá à luz a perfeição do universo: mas o amor nele não é para adquirir a perfeição, porque ele não pode alcançá-la, mas para adquiri-la para o universo, gerando-o como filho de ambos”.

ABRAVANEL, Judá. Dialoghi d'amore. Roma: Gius. Laterza & Figli, 2008., p. 342. (Adaptado).

Abravanel reconstrói a concepção platônica de amor, juntando isso com o Ketuvim (Escritos) do Tanah (Bíblia Judaica). Isso posto, é correto dizer que
 

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4003166 Ano: 2025
Disciplina: Filosofia
Banca: UECE
Orgão: UECE
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“O conhecimento de causa e efeito que surge da empiria não é, em nenhum caso, alcançado por meio de raciocínios analíticos a priori (necessários), mas provém inteiramente da experiência, sendo sintéticos a posteriori (contingentes).”

HUME, David. Investigações sobre o entendimento humano e sobre os princípios morais. Trad. José Oscar de Almeida Marques. São Paulo: Ed.UNESP, 2004., p. 55. (Adaptado).

Marcondes Falcão Maia, cantor, compositor e humorista cearense, conhecido nacionalmente como Falcão, costuma usar redundâncias e tautologias (A=A) em suas músicas, com fins cômicos. Os exemplos (i) “homem é homem, menino é menino” e (ii) “a minha mãe é a mulher do meu pai” são, respectivamente, juízos afirmativos dos tipos
 

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4003165 Ano: 2025
Disciplina: Direito Internacional Público
Banca: UECE
Orgão: UECE
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“234. De acordo com a Convenção sobre Genocídio, um Estado-Parte é obrigado a prevenir o genocídio, a não cometer ou incitar a prática de genocídio e a punir. Um Estado é responsável por um ato ou omissão de um órgão cuja conduta lhe seja imputável, por sua falha em prevenir o genocídio, pela prática ou incitação ao genocídio, ou por sua falha em punir a prática de genocídio. (...) 240. A Comissão conclui, portanto, que o Estado de Israel é responsável pela prática de genocídio contra os palestinos em Gaza como um grupo, nomeadamente pelos atos enumerados nos artigos II(a)-(d) da Convenção sobre Genocídio: (a) matar membros do grupo; (b) causar danos físicos ou mentais graves aos membros do grupo; (c) impor deliberadamente ao grupo condições de vida calculadas para provocar sua destruição física, no todo ou em parte; e (d) impor medidas destinadas a impedir nascimentos dentro do grupo”.

UN, HUMAN RIGHTS COUNCIL. Legal analysis of the conduct of Israel in Gaza pursuant to the Convention on the Prevention and Punishment of the Crime of Genocide. In: Conference room paper of the Independent International Commission of Inquiry on the Occupied Palestinian Territory, including East Jerusalem, and Israel. 16 September 2025., §234, §240. (Adaptado).

“Se o Direito internacional e o Direito nacional formam um sistema unitário, então a relação entre eles tem de ajustar-se a uma das duas formas expostas. O Direito internacional tem de ser concebido, ou como uma ordem jurídica delegada pela ordem jurídica estatal e, por conseguinte, como incorporada nesta, ou como uma ordem jurídica total que delega nas ordens jurídicas estatais, supraordenada a estas e abrangendo-as a todas como ordens jurídicas parciais. Ambas estas interpretações da relação que intercede entre o Direito internacional e o Direito nacional representam uma construção monista. A primeira significa o primado da ordem jurídica de cada Estado, a segunda traduz o primado da ordem jurídica internacional”.

KELSEN, Hans. Teoria Pura do Direito. Trad. João Baptista Machado. São Paulo: Martins Fontes, 2003., p. 369s. (Adaptado).

Acima, o primeiro texto estabelece as linhas de um caso particular em que o Estado e a Lei internacional se encontram em conflito. O segundo texto traz duas interpretações segundo as quais os Direitos internacional e nacional constituem uma unidade normativa. Com base nos textos, é correto dizer, sobre a eficácia do Direito internacional (Declaração dos Direitos Humanos, Convenção sobre o Genocídio etc.) e os Estados particulares, que
 

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4003164 Ano: 2025
Disciplina: Filosofia
Banca: UECE
Orgão: UECE
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Sobre a Guerra Civil que levou à decapitação do Rei Charles (o primeiro do seu nome) e o início da República da Inglaterra, Thomas Hobbes (1588-1679) afirma: “se aqueles soldados e todos os súditos tivessem agido sob o comando de Sua Majestade, a paz e a felicidade deixadas pelo Rei James teriam permanecido. Mas o povo estava corrompido, e os desobedientes eram considerados os melhores patriotas. Mas como o povo se corrompeu tanto? E que tipo de pessoas eram aquelas que os seduziram assim? Os sedutores eram de diversos tipos. Uns eram ministros de Cristo, como se autodenominavam; e, às vezes, em seus sermões ao povo, embaixadores de Deus; fingindo ter o direito, concedido por Deus, de governar cada um a sua paróquia, a sua assembleia e a nação inteira”.

HOBBES, Thomas. Behemoth. In: Thomas Hobbes. The english work of Thomas Hobbes. Vol. VI. London: John Bohn, 1840., p. 166s. (Adaptado).

Sobre a relação da vontade pública e a retórica do patriotismo e do uso de Deus no discurso político, é correto afirmar que
 

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