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Para um grupo de pensadores e intelectuais, desde o final
do século XX, tem persistido um colonialismo, demonstrado em
efeitos práticos, materiais e simbólicos, que precisa ser
combatido e superado, mesmo após o fim das colonizações
formais ao redor do mundo. Esses intelectuais representam o
pensamento decolonial que se opõe à hegemonia do
pensamento ocidental e eurocêntrico que ressignifica ainda
opressões com base em argumentos como “progresso” e “avanço
civilizacional”. “O pensamento decolonial rejeita a análise
dominante de que os europeus produziram conhecimentos pretensamente universais que foram espalhados pelo mundo,
reconhecendo a diversidade de perspectivas e saberes
produzidos por grupos historicamente silenciados”.
MODERNA PLUS – Sociologia em Movimento. 1ª ed. São Paulo: Moderna, 2024.
Acerca do pensamento decolonial, assinale a afirmação verdadeira.
MODERNA PLUS – Sociologia em Movimento. 1ª ed. São Paulo: Moderna, 2024.
Acerca do pensamento decolonial, assinale a afirmação verdadeira.
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“Enquanto as gangues e quadrilhas de traficantes se
moviam em territórios estáticos, e enquanto cada grupo
dominava seu pedaço, matando sem mexer no pedaço do outro,
as facções invadem, matam, ocupam e expulsam moradores de
suas casas. Os líderes de gangues e os traficantes locais sempre
tiveram um peso dentro da comunidade, mas sua capacidade de
agência era limitada, e as negociações com eles eram
consideradas como algo “tranquilo”. Em muitas comunidades,
prevaleciam apenas os acordos tácitos de não delação dos
esquemas ilegais. Desde as facções, esse equilíbrio foi quebrado,
e os moradores relatam que as pessoas que fazem o crime
querem “botar moral” e determinar o que pode e não pode ser
feito na comunidade. [...]. É possível hoje falar de uma
socialização pela violência que, desde os tempos das gangues,
perdura como meio de fazer o crime e, consequentemente, fazer
a própria vida nas periferias de Fortaleza. Obviamente, existem
muitas outras coisas que compõem as periferias da cidade. Isso
não impede de observar, entretanto, que o homicídio não é um
elemento estranho a pessoas que sofrem e praticam crimes
cruéis contra a própria população com a qual compartilham as
dores e os sofrimentos sociais. [...]. Por isso, acredito que existe
algo de insurgente no fenômeno das facções, mas também
profundas conexões com as modalidades de dominação que
impõem o governo dos mais pobres para geração de variadas
maneiras de cooperação, atualizando discriminações, desigualdades e injustiças em larga escala.”
PAIVA, Luíz Fábio S. “Aqui não tem gangue, tem facção”: as transformações sociais do crime em Fortaleza. Cadernos CRH, Salvador, v. 32, nº 85, p. 165-184, jan/abr 2019.
Considerando esse enunciado, assinale a afirmação verdadeira.
PAIVA, Luíz Fábio S. “Aqui não tem gangue, tem facção”: as transformações sociais do crime em Fortaleza. Cadernos CRH, Salvador, v. 32, nº 85, p. 165-184, jan/abr 2019.
Considerando esse enunciado, assinale a afirmação verdadeira.
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“A comunicação de massa se modela mediante a
autocomunicação de massa através da Internet [...]. A dinâmica
de construção de uma mensagem simples e facilmente debatível
em um universo multiforme conduz à personalização da política.
É em torno da liderança possível de alguém que se constrói a
confiança na bondade de um projeto. Assim, a forma de luta
política mais eficaz é a destruição dessa confiança através da
destruição moral e da imagem de quem se postula como líder. As
mensagens negativas são cinco vezes mais eficazes em sua
influência do que as positivas. [...]. Daí a prática de operadores
políticos profissionais no sentido de buscar materiais prejudiciais
para determinados líderes políticos, manipulando-os e até
fabricando-os para aumentar o efeito destrutivo. [...]. Tal prática
gera um efeito secundário devastador: o de inspirar o sentimento
de desconfiança e reprovação moral sobre o conjunto dos
políticos e da política, contribuindo assim para a crise da
legitimidade.”
CASTELLS, Manuel. Ruptura: a crise da democracia liberal. Rio de Janeiro: Zahar, 2018.
Assim, pensando com Castells (2018), é correto afirmar que essa crise na legitimidade da política é, também, uma crise
CASTELLS, Manuel. Ruptura: a crise da democracia liberal. Rio de Janeiro: Zahar, 2018.
Assim, pensando com Castells (2018), é correto afirmar que essa crise na legitimidade da política é, também, uma crise
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Conforme Giiddens (2012), uma distinção importante entre
as diferentes perspectivas teóricas da Sociologia envolve o nível
de análise a que cada uma é direcionada. Este autor trata da
distinção entre o que denomina de microssociologia e de
macrossociologia. Em resumo, a análise micro, nos estudos
sociológicos, foca no comportamento cotidiano das pessoas em
situações de interação social e a análise macro concentra-se, de
outro modo, nos sistemas sociais de grande escala como as
relações socioeconômicas e as estruturas institucionais e políticas
de uma sociedade. Apesar de serem distintos, Giddens afirma
que esses dois níveis estão intimamente conectados em qualquer
realidade social estudada.
GIDDENS, Anthony. Sociologia. 6ª ed. Porto Alegre: Penso, 2012.
No que diz respeito a esses níveis de análise sociológica, assinale a afirmação verdadeira.
GIDDENS, Anthony. Sociologia. 6ª ed. Porto Alegre: Penso, 2012.
No que diz respeito a esses níveis de análise sociológica, assinale a afirmação verdadeira.
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Nos últimos anos, uma onda cultural oriunda do Leste
Asiático conquistou milhões de fãs ao redor do mundo. Essa
tendência se manifesta em diversas formas, mas uma das mais
marcantes e populares é o dorama. A palavra, originada do inglês
“drama”, refere-se a séries televisivas ou web-séries produzidas
principalmente na Coreia do Sul, Japão, China e Taiwan. Estas
narrativas têm como característica principal explorar temas
humanos universais, como amor, amizade, conflitos familiares e
superação, além de tratarem temas como o bullying escolar e a
violência doméstica. [...]. Os doramas não são apenas
entretenimento; eles são uma janela para culturas distintas e
uma maneira de entender as complexidades sociais e emocionais
que transcendem fronteiras geográficas. Sua popularidade
crescente reflete uma mudança no consumo de conteúdo global
fazendo frente à hegemonia das grandes indústrias ocidentais,
como a dos EUA e Europa. [...]. Entender o que é dorama vai
além de analisar suas características técnicas e narrativas; é
necessário considerar seu impacto cultural e social tanto nas
regiões de origem quanto em escala global. Essas produções têm
se tornado verdadeiros fenômenos culturais, influenciando
comportamentos, modas e até mesmo políticas públicas.
SILVA, Roniel Sampaio. O que é Dorama? Entenda esse fenômeno cultural. Blog Café com Sociologia, Campo Maior-Pi, s/d. Disponível em: https://cafecomsociologia.com/o-que-e-dorama-entenda-essefenomeno-cultural/ acesso em:09/10/2025. Adaptado.
De acordo com o trecho apresentado, é correto depreender-se que
SILVA, Roniel Sampaio. O que é Dorama? Entenda esse fenômeno cultural. Blog Café com Sociologia, Campo Maior-Pi, s/d. Disponível em: https://cafecomsociologia.com/o-que-e-dorama-entenda-essefenomeno-cultural/ acesso em:09/10/2025. Adaptado.
De acordo com o trecho apresentado, é correto depreender-se que
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Uma das conquistas mais importantes para a cidadania no
Brasil após a promulgação da Constituição Federal de 1988 foi a
criação do Sistema Único de Saúde (SUS). O SUS é uma conquista
da luta por direitos empreendida por variados setores da
sociedade civil brasileira desde, pelo menos, os anos 1970, mas
teve a decisiva contribuição da 8ª Conferência Nacional de Saúde,
que ocorreu na cidade de Brasília em março de 1986 com mais de
4 mil participantes e 135 grupos de trabalho. Dentre as
conclusões e os direcionamentos desta Conferência estavam as
seguintes: a criação de um sistema que universalizasse o
atendimento em saúde de forma gratuita; que não focasse
apenas na assistência, mas na promoção da saúde da população
de modo amplo; e que fosse descentralizada a administração
desse serviço para todos os entes governamentais da Federação
(União, estados e munícipios). Antes do SUS, praticamente,
apenas quem possuía carteira de trabalho assinada e aqueles que
podiam contribuir com entidades privadas tinham como cuidar
da saúde; já a grande massa da população pobre dependia da
filantropia e da caridade.
Partindo do exposto, avalie as seguintes afirmações:
I. O SUS foi criado com a Constituição Federal de 1988, em artigo que busca garantir o direito civil de escolha entre saúde pública e privada.
II. Dentre os amplos serviços do SUS hoje, estão assistência, vacinação, exames preventivos e educação permanente em saúde.
III. Com o SUS, a organização e a gerência dos serviços públicos de saúde são responsabilidade de todas as três esferas de governo no Brasil.
IV. Os serviços filantrópicos de saúde, como os das Santas Casas de Misericórdia no Brasil, foram excluídos para os pobres com a criação do SUS.
É correto o que se afirma em
Partindo do exposto, avalie as seguintes afirmações:
I. O SUS foi criado com a Constituição Federal de 1988, em artigo que busca garantir o direito civil de escolha entre saúde pública e privada.
II. Dentre os amplos serviços do SUS hoje, estão assistência, vacinação, exames preventivos e educação permanente em saúde.
III. Com o SUS, a organização e a gerência dos serviços públicos de saúde são responsabilidade de todas as três esferas de governo no Brasil.
IV. Os serviços filantrópicos de saúde, como os das Santas Casas de Misericórdia no Brasil, foram excluídos para os pobres com a criação do SUS.
É correto o que se afirma em
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“O que desgarra e separa os brasileiros em componentes
opostos é a estratificação de classes. Mas é ela que, do lado de
baixo, unifica e articula, como brasileiros, as imensas massas
predominantemente escuras, [...]. O ruim aqui, e efetivo fator
causal do atraso, é o modo de ordenação da sociedade,
estruturada contra os interesses da população, desde sempre
sangrada para servir a desígnios alheios e opostos aos seus. Não
há, nunca houve, aqui um povo livre, regendo seu destino na
busca de sua própria prosperidade. O que houve e o que há é
uma massa de trabalhadores explorada, humilhada e ofendida
por uma minoria dominante, espantosamente eficaz na
formulação e manutenção de seu próprio projeto de
prosperidade, sempre pronta a esmagar qualquer ameaça de
reforma da ordem social vigente.”
RIBEIRO, Darcy. O Povo Brasileiro: a formação e o sentido do Brasil. São Paulo: Companhia das Letras, 2006.
Partindo do que Darcy Ribeiro demonstra, assinale com V o que for verdadeiro e com F o que for falso.
( ) O povo brasileiro, mestiçado de matrizes africanas, europeias e indígenas, mesmo dividido em classes dominantes, convive em todas esses estratos sociais com mais homogeneidade racial.
( ) Os brasileiros, forjados no quadro de dominação social de classes e da mestiçagem, formam um povo que ainda se depara com o desafio de realizar uma emancipação social abrangente.
( ) O povo brasileiro, mestiço na carne e no espírito, é um povo novo e motivado a realizar uma missão civilizatória, sem impedimentos para cumprir seu destino de ordem e progresso.
A sequência correta, de cima para baixo, é:
RIBEIRO, Darcy. O Povo Brasileiro: a formação e o sentido do Brasil. São Paulo: Companhia das Letras, 2006.
Partindo do que Darcy Ribeiro demonstra, assinale com V o que for verdadeiro e com F o que for falso.
( ) O povo brasileiro, mestiçado de matrizes africanas, europeias e indígenas, mesmo dividido em classes dominantes, convive em todas esses estratos sociais com mais homogeneidade racial.
( ) Os brasileiros, forjados no quadro de dominação social de classes e da mestiçagem, formam um povo que ainda se depara com o desafio de realizar uma emancipação social abrangente.
( ) O povo brasileiro, mestiço na carne e no espírito, é um povo novo e motivado a realizar uma missão civilizatória, sem impedimentos para cumprir seu destino de ordem e progresso.
A sequência correta, de cima para baixo, é:
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O surgimento da Sociologia está ligado a um duplo
processo que envolveu variantes epistemológicas e sóciohistóricas (Sell, 2015). Por variantes epistemológicas, entenda-se
as transformações que ocorreram com as maneiras de pensar e
abordar as realidades humana e natural com o advento das
ciências na Europa da época moderna. Já as variantes sóciohistóricas dizem respeito às mudanças nas estruturas sociais e
político-econômicas das sociedades europeias, principalmente
durante o século XIX, período de emergência da ciência
sociológica.
SELL, Carlos Eduardo. Sociologia Clássica: Marx, Durkheim e Weber. 7ª ed. Petrópolis-RJ: Vozes, 2015.
No que concerne ao surgimento da Sociologia, é correto afirmar que
SELL, Carlos Eduardo. Sociologia Clássica: Marx, Durkheim e Weber. 7ª ed. Petrópolis-RJ: Vozes, 2015.
No que concerne ao surgimento da Sociologia, é correto afirmar que
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Existe, neste mundo contemporâneo afetado pelas
tecnologias de comunicação e informação, com a popularização
do uso da Internet e do uso massivo das chamadas “redes
sociais” (Facebook, Instagram, TikTok), uma “espetacularização
do eu”. A intimidade e a vida privada hoje se tornam um show,
um espetáculo, como comprovam as milhões de selfies
(autorretratos) tiradas cotidianamente por milhões de pessoas e
postadas nos seus perfis virtuais. Mas não só de imagens se faz
esse show, pois as opiniões, as preferências políticas e os gostos
artísticos e gastronômicos de cada pessoa são parte, também,
importante desse espetáculo. O essencial é que imagens, gostos
e opiniões pessoais sejam publicizados para que todos possam
ver, curtir e compartilhar. O show, afinal, sou “eu” e este é um
fenômeno socioantropológico desses tempos de muita conexão
sociodigital.
SIBILIA, Paula. O Show do Eu: a intimidade como espetáculo. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2008.
Considerando essa “espetacularização do eu” como fenômeno socioantropológico, assinale a afirmação verdadeira.
SIBILIA, Paula. O Show do Eu: a intimidade como espetáculo. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2008.
Considerando essa “espetacularização do eu” como fenômeno socioantropológico, assinale a afirmação verdadeira.
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Portugueses e espanhóis quando colonizaram as Américas
enxergavam os povos nativos como “bichos selvagens”,
rejeitando mesmo a humanidade deles. Em outras ocasiões,
conforme os relatos históricos, os povos indígenas das Américas
eram retratados por esses colonizadores como animais,
demônios e idolatras de “deuses pagãos” (Vainfas, 1995). Os
espanhóis, diferentes dos portugueses, se depararam com
populações detentoras de arrojadas estruturas religiosas com
templos, cultos e rituais complexos, hierarquias e imagens. Os
portugueses, de outro modo, não consideravam que os indígenas
que encontraram tinham religião, pois eram “selvagens sem fé”.
Em comum, ambos os povos colonizadores, no início da
colonização, se dedicaram à tarefa de trazer a religião católica
cristã para aqueles nativos na intenção de salvar, segundo eles,
as almas daquelas gentes, que estavam perdidas da “verdadeira e
única” fé religiosa.
VAINFAS, Ronaldo. A heresia dos índios: catolicismo e rebeldia no Brasil colonial. São Paulo: Companhia das Letras, 1995.
Considerando o enunciado, é correto concluir-se que
VAINFAS, Ronaldo. A heresia dos índios: catolicismo e rebeldia no Brasil colonial. São Paulo: Companhia das Letras, 1995.
Considerando o enunciado, é correto concluir-se que
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