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O texto a seguir apresenta uma descrição da mudança na compreensão sobre o DNA repetitivo ao longo de décadas:
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Club DNA REPETITIVO: A MATÉRIA DARK DO GENOMA IMPORTA
A partir do poder de sequenciamento do genoma, se estabeleceu bem que grandes componentes dos genomas dos humanos e muitos outros organismos são compostos por elementos repetitivos de DNA. A natureza dessas repetições, como elas surgem e o que elas fazem permanecem sub-investigados.
A repetitividade da maioria do nosso genoma foi inicialmente revelada há mais de 50 anos por experimentos pioneiros de reassociação de DNA, feitos por Britten e Kohne. A premissa daquele estudo era que, com o DNA aquecido e disassociado, a taxa de reassociação das fitas complementares deveria ser inversamente proporcional ao conteúdo de DNA haplóide por célula. Esse padrão serve para vírus e bactérias, mas se descobriu que, em eucariotos, uma fração significante do genoma reassociou muito mais rapidamente do que era esperado a partir do conteúdo de DNA celular. A revelação impressionante surgida a partir dessa observação era que, em muitos eucariotos, mais da metade do genoma era DNA repetitivo. Sequências de DNA repetitivo foram encontradas em centenas de milhares, e algumas vezes milhões, de cópias no genoma da maioria dos eucariotos. Enquanto amplamente espalhadas e evolucionariamente conservadas, a função dessas repetições era desconhecida. Provocativamente, Britten e Kohne concluíram “um conceito que é repugnante para nós é que cerca de metade do DNA em organismos superiores é trivial ou permanentemente inerte”.
Em 20 anos, lendo aquele artigo seminal para uma classe de pós-graduação, eu fiquei intrigado com a descoberta de que nossa compreensão sobre sequências repetitivas não avançaram relevantemente. Posteriormente, nós entendemos que algumas sequências repetitivas, tais como as repetições centroméricas e teloméricas, tiveram importante função estrutural, porém a maioria das demais sequências repetitivas foi considerada junk DNA, surgindo de elementos genéticos egoístas, cujo único propósito era perpertuar a si mesmos. Enquanto os elementos transponíveis parecem funcionar de tal forma, a ideia de que a maioria do genoma é lixo, mantida e perpetuada aleatoriamente, me pareceu amplamente insatisfatória como parecia para os autores pioneiros. Encantado pelo mistério do porquê metade do nosso genoma é repetitivo, eu segui esse campos de estudo desde então.
O início do interesse nas sequências repetitivas emergiu nos anos de 1990, direcionado pela necessidade de compreender a dinâmica evolutiva das repetições minisatélites e microssatélites, que formaram coletivamente a espinha dorsal da ecologia forense e molecular baseada no DNA ao longo de duas décadas. A dupla descoberta das devastadoras doenças de expansão de repetições e a associação das repetições teloméricas com o envelhecimento estimularam interesses adicionais, levando a avanços rápidos na nossa compreensão da dinâmica mutacional das sequências repetitivas. Mas após os anos 2000, com a completa elucidação da sequencia do genoma eucarioto, nós descobrimos que as regiões repetitivas não codificantes do nosso genoma ancoram um grande número de promotores, enhancers, sítios de ligação de fatores de transcrição e RNAs reguladores que controlam a expressão gênica. Recentemente, a importância do DNA repetitivo, tanto na estrutura quanto nos processos de regulação, foi elucidada, mas muita coisa permanece por ser descoberta e compreendida. É necessário lançar mais luz sobre a matéria dita dark do genoma.
GEMMELL, Neil J. Department of Anatomy, University of Otago, Dunedin, New Zealand, e- mail: neil.gemmell@otago.ac.nz. Original article Britten, R. J. & Kohne, D. E. Repeated sequences in DNA. Science 161, 529–540 (1968).
Gemmell NJ. Repetitive DNA: genomic dark matter matters. Nat Rev Genet 2021; v.22:p.342. https://doi.org/10.1038/s41576-021-00354-8. Adaptado
Sobre as sequências de DNA referidas no texto, verifica-se que:
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A dispersão de sementes é processo chave no ciclo de vida das plantas. Entender esse processo em comunidades naturais, de um ponto de vista ecológico e evolutivo, pode ajudar a prever fatores ambientais necessários para a reprodução e sobrevivência da vegetação, auxiliando trabalhos de conservação e recuperação de áreas degradadas, como aquelas presentes inclusive no bioma Cerrado. Sobre os fatores reprodutivos das plantas e suas interações, nota-se o seguinte:
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Nossa sociedade está simultaneamente convivendo com três emergências importantes: 1) a crise na saúde; 2) a crise de perda de biodiversidade; e 3) a crise climática. Salienta-se que essas crises têm ligações profundas entre si, e diferenças importantes, mas todas provocam impactos sociais e econômicos fortes e afetam nosso planeta globalmente.
ARTAXO, Paulo. As três emergências que nossa sociedade enfrenta: saúde, biodiversidade e mudanças climáticas. Estudos Avançados. v. 34, 2020.
Sobre a relação dessas crises e os diferentes fatores que as ocasionam, constata-se o seguinte:
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Conforme a Resolução nº 466/2012, o Conselho Nacional de Saúde atua de forma cooperativa com a Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (CONEP) e Comitês de Ética em Pesquisa (CEPs). Esse trabalho visa principalmente à proteção dos participantes de pesquisa do país. A figura a seguir ilustra a organização hierarquizada do Sistema CEP/CONEP:

Stapenhorst, Fernanda. Bioética e biossegurança aplicada. Disponível em: Minha Biblioteca, Grupo A, 2017. [Adaptado]. Acesso em: 2 fev. 2022.
Sobre as instâncias do Sistema CEP/CONEP, verifica-se que:
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A Lista Vermelha ou Lista de Espécies Ameaçadas de Extinção é um produto resultante do processo de Avaliação do Estado de Conservação da Fauna e Flora brasileira. Esse processo é desenvolvido com base em métodos globalmente reconhecidos, a partir de informações sobre a biologia, ecologia e distribuição geográfica das espécies. A lista classifica as espécies em categorias de ameaça em: nível global, nacional, estadual ou regional. Sobre essa lista e sua importância, verifica-se o seguinte:
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A Lei Estadual nº 20.756/20, que dispõe sobre o regime jurídico dos servidores públicos civis do estado de Goiás, das autarquias e fundações públicas estaduais, e dá outras providências, assevera que:
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De acordo com o Estatuto da Universidade Estadual de Goiás – UEG, aprovado pelo Decreto nº 9.593/20,
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A Lei nº 13.842/01 institui o Plano de Carreira e Vencimentos do Pessoal do Magistério Público Superior da Fundação Universidade Estadual de Goiás, a qual dispõe expressamente que
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A lei nº 18.971/15 representa importante avanço para a Universidade Estadual de Goiás – UEG, uma vez que dispõe sobre a autonomia dessa Instituição. De acordo com esse dispositivo legal,
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Leia o texto a seguir para responder às questões de 7 a 10.
TEXTO 2
Quarto de despejo
1 5 de julho... O Frei Luiz hoje nos visitou com o seu carro capela. Nos disse que vai ensinar o
2 catecismo as crianças para fazer a primeira comunhão. E aos sabados vem nos ensinar a conhecer os
3 trechos biblicos.
4 6 de julho Despertei as 4 horas e meia com a tosse da Neide. Percebi que aquela tosse não ia
5 deixar-me dormir. Levantei e dei-lhe um pouco de xarope porque fiquei com dó. Ela é orfã de pai. Quando
6 o pai estava doente a mãe deixou-as. São treis filhas. (...) A mãe da Neide é uma desalmada. Não prestou
7 para tratar do esposo enfermo e nem para criar as filhas que ficaram aos cuidados dos avós.
8 ... Esquentei o arroz e os peixes e dei para os filhos. Depois fui catar lenha. Parece que eu vim ao
9 mundo predestinada a catar. Só não cato a felicidade.
10 ... Estendi as roupas para quarar. Ao meu lado estava a mulher do nortista que dormia com a mulher
11 do Chó. Estava nervosa e falava tanto. Parece que tem a lingua eletrica. Parecia o Carlos Lacerda quando
12 falava do Getulio. Dizia que era ela quem lavava as roupas da mulher do Chó. E o seu esposo é quem lhe
13 dava dinheiro para ela lhe pagar.
14 ... É 5 e meia. O frei Luiz está chegando para passar o cinema aqui na favela. Já puzeram a tela e os
15 favelados estão presentes.
16 As pessoas de alvenaria que residem perto da favela diz que não sabe como é que as pessoas de
17 cultura dá atenção ao povo da favela.
18 As crianças da favela bradaram quando iniciaram o cinema, representando trechos da Biblia. O
19 nascimento de Cristo. Chegou o carro capela com o Frei Luiz. Um vigário que é util aos favelados. (...)
20 Quando passava uma tela o Frei explicava. Quando passou os Reis Magos o Frei explicou que a
21 denominação Magos é porque êles liam a sorte das pessoas nas estrelas. E se alguem sabia o nome dos
22 Reis Magos. Que um é muito conhecido e chamava Baltazar.
23 – E o outro Pelé* — respondeu um moleque.
24 Todos riram. Chegou o caminhão com os jogadores na hora que o padre estava rezando. Resolvi
25 tomar parte no coro. Os meus filhos chegaram do cinema e eu fui dar o jantar para eles. A Vera estava
26 contente e contava as travessuras de José Carlos. O João perdeu os 11 cruzeiros que eu dei-lhe para ir
27 no Rialto. Ele levava o dinheiro na carteira e foi com os meninos da favela. E alguns deles ja sabem bater
28 carteira.
30
31 * A brincadeira se justifica: Baltazar era o apelido do centroavante do Corinthians, e Pelé, ainda em
32 início de carreira no Santos, já se destacava como um grande jogador. (N. E.)
JESUS, Carolina Maria de. Quarto de despejo: diário de uma favelada. 10. ed. São Paulo: Ática, 2014. p. 81-82. (Adaptado).
Nas frases “Só não cato a felicidade” (linha 9) e “Parece que tem a lingua eletrica” (linha 11) ocorre a manifestação de qual figura de linguagem?
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