Foram encontradas 350 questões.
Disciplina: Segurança e Saúde no Trabalho (SST)
Banca: UFRGS
Orgão: UFCSPA
Considere as afirmações abaixo sobre insalubridade.
I - A exposição ocupacional às radiações não ionizantes – micro-ondas, laser e ultravioleta – é classificada como insalubre em grau máximo.
II - As atividades de exumação de corpos são classificadas como insalubres em grau máximo.
III - Os agentes físicos – calor, frio, umidade e vibrações – são classificados como insalubres em grau médio.
Quais estão corretas?
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Quem me leva à residência de Menandro Olinda é o padre Pedro Paulo. Disse ao maestro que eu queria conhecê-lo pessoalmente e o pobre homem ficou lisonjeado. Subimos a velha e estreita escada que cheira a mofo de porão, e cujos degraus rangem ao passo dos que sobem ou descem. O professor nos recebe à sua porta, abraça-me como a um velho amigo, mas quando lhe quero apertar a mão ele sacode a cabeça negativamente: “Desculpe-me, mas não costumo apertar a mão de ninguém. Tenho de poupá-las. São a minha fortuna. Com elas quero ainda conquistar o mundo”. Dá-me outro abraço apertado do qual suas mãos não participam. “Entrem. Sentem-se. Esta é a vossa casa. Desculpem a desordem. É a caverna dum eremita”.
Curioso. Conheço esta sala. Talvez duma peça de teatro. Ou dum romance. Cheiro de bolor e tempo. O tapete, de tipo persa, muito poído e desbotado. Móveis antigos. O piano de cauda a um canto. Retratos de gente morta nas paredes. A máscara de gesso de Beethoven, copiada de bronze que está na escultura de Fernando Corona, na praça da Matriz de Porto Alegre. Poeira nos móveis. Num ângulo da sala, uma pilha de partituras de piano. Uma estante de tipo art noveau com livros. Um divã com uma coberta de veludo grená. Velhas cadeiras estofadas de brocado cor de ouro velho, mas já muito seboso e esfiapado.
– Venha ver a vista aqui da sacada! – convida-me o professor.
Aproximo-me dele. Um ranço de suor muitas vezes dormido exala-se do corpo deste homem alto e descarnado, de rosto longo, testa olímpica e pele alva. Seus cabelos, com grandes entradas, são ralos, já meio grisalhos, compridos e esfarripados.
Avisto a Praça da República, as paineiras floridas, as torres da Matriz, gente andando pelas calçadas, namorados sentados nos bancos, o fotógrafo lambe-lambe postado perto do coreto.
Voltamos para a sala. Os olhos do professor estão fitos em mim, como se ele estivesse procurando avaliar-me, tentando descobrir que espécie de homem sou.
Adaptado de VERISSIMO, E. Incidente em Antares. 49.ed. São Paulo: Globo, 1997.
O texto alterna parágrafos mais narrativos e parágrafos mais descritivos. Assinale a alternativa que traz apenas parágrafos de caráter predominantemente descritivo.
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Sífilis aumenta no Brasil.
Segundo dados do Ministério da Saúde, os casos de sífilis em adultos, gestantes e bebês cresceram 28% entre 2015 e 2016. Um dos maiores desafios das autoridades é a prevenção, pois a sífilis é uma doença sexualmente transmissível, que deixa o organismo da pessoa vulnerável. O uso de preservativos é uma das melhores alternativas para evitá-la. A sífilis pode ser passada de uma gestante contaminada para o seu bebê durante a gravidez. O ideal é que todas as grávidas façam exames de sífilis até o terceiro mês de gestação. Assim, o bebê já poderá ser tratado durante todo o período do pré-natal e não nascerá doente. Se a criança não for tratada pelo menos até um mês após seu nascimento, há grande risco de ela apresentar cegueira, surdez e retardo mental.
Fonte: adaptado de Zero Hora, Sua Vida, publicado em 01/11/2017.
Assinale V (verdadeiro) ou F (falso) para as afirmações, conforme as ideias contidas no texto.
( ) O texto relata que houve um aumento de casos de sífilis no Brasil e que as gestantes são as vítimas mais numerosas da doença.
( ) Crianças podem nascer com sífilis se forem contaminadas por suas mães durante a gravidez.
( ) Se a gestante souber, até o terceiro mês de gravidez, por um exame, que tem sífilis, a criança poderá ser tratada, mesmo antes de nascer.
( ) Depois de dois meses de vida, o bebê com sífilis, após o tratamento, tem maior risco de contrair doenças gestacionais.
A sequência correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é
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Considere as afirmações abaixo sobre o conceito de aprendizagem significativa.
I - É aquela em que ideias expressas simbolicamente interagem de maneira não arbitrária com aquilo que o aprendiz já sabe.
II - Caracteriza-se pela interação entre conhecimentos prévios e conhecimentos novos.
III - Ocorre quando os novos conhecimentos adquirem significado para o sujeito.
Quais estão corretas?
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Os alimentos funcionais estão cada vez mais presentes na vida dos consumidores. No que se refere a certos termos associados a esses alimentos, considere as afirmações abaixo.
I - Probióticos são microrganismos vivos que, administrados em quantidades adequadas, conferem benefícios à saúde do hospedeiro.
II - Prebióticos são ingredientes alimentícios, seletivamente fermentáveis, que permitem mudanças específicas na composição e/ou atividade da microbiota grastrointestinal, que conferem benefícios à saúde do hospedeiro.
III - Simbióticos são microrganismos probióticos que, combinados com a microbiota gastrointestinal, conferem benefícios à saúde do hospedeiro.
Quais estão corretas?
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Numere a segunda coluna de acordo com a primeira, associando o tipo de exame e o tubo com ou sem anticoagulante mais adequado para conservação da amostra de sangue.
(1) Hemograma
(2) Bioquímica sérica
(3) Teste de coagulação
(4) Glicemia
( ) Tubo com anticoagulante fluoreto
( ) Tubo com anticoagulante EDTA
( ) Tubo sem anticoagulante
( ) Tubo com anticoagulante citrato
A sequência numérica correta de preenchimento dos parênteses da segunda coluna, de cima para baixo, é
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Por volta das 6 horas da manhã de quinta-feira, 23 de abril de 1500, quando o sol nasceu na ampla em frente ao morro batizado de Monte Pascoal, a esquadra comandada por Pedro Álvares Cabral estava ancorada a 36 quilômetros da costa. Assim que o dia raiou, a frota se pôs cuidadosamente em marcha, avançando cerca de 30 quilômetros em três horas, no rumo daquelas praias banhadas de luz. Por volta das 10 da manhã, os navios lançaram âncoras, fundeando outra vez. Estavam agora a 3 quilômetros da praia, em frente foz de um pequeno rio, cujas águas se jogavam contra o mar, depois de serpentear em meio ao emaranhado de uma floresta densa.
Então, na areia, margens daquele regato, entre a mata e o mar, os portugueses viram “homens que andavam pela praia, obra de sete ou oito”. A um sinal do comandante-mor, os capitães dos outros navios embarcaram em batéis e esquifes e se dirigiram à nau capitânia para uma breve reunião. Logo após ela, Cabral decidiu enviar à terra o experiente Nicolau Coelho, que estivera na Índia com Vasco da Gama. Junto com ele, seguiram Gaspar da Gama – que, além do árabe, falava os dialetos hindus da costa do Malabar –, mais um grumete da Guiné e um escravo de Angola. Os portugueses conseguiram reunir, assim, homens dos três continentes conhecidos até então, e capazes de falar seis ou sete línguas diferentes.
Mas, quando o batel de Nicolau Coelho chegou à foz do pequeno rio, não foi possível travar diálogo algum com os nativos – agora já “cerca de 18 ou 20”. Os rugidos de um mar que começava a se encapelar impediram que houvesse “fala ou entendimento”. De todo modo, os tripulantes do batel concluíram que nunca haviam visto homens como aqueles, “pardos, todos nus, sem nenhuma coisa que lhes cobrisse suas vergonhas”.
Os nativos se aproximaram do bote, “todos rijamente, trazendo nas mãos arcos e setas. Nicolau Coelho fez sinal para que pousassem seus arcos. Eles os pousaram”. E então, mesmo que não pudessem ouvir o que gritavam uns para os outros, portugueses e indígenas fizeram sua primeira troca. Sem descer do barco, Coelho jogou à praia um gorro vermelho, típico dos marujos lusos, um sombreiro preto e a carapuça de linho que usava na própria cabeça. Os nativos retribuíram dando-lhe um cocar, além de um colar de contas brancas. De certa forma, estava iniciando-se ali uma aliança entre aquela tribo e os portugueses.
Adaptado de BUENO, E. A viagem do descobrimento: a verdadeira história da expedição de Cabral. Rio de Janeiro: Objetiva, 1998.
Assinale a alternativa que apresenta palavras que podem servir de sinônimos para as palavras fundeando, serpentear e pousassem, considerando o contexto em que foram empregadas.
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Por volta das 6 horas da manhã de quinta-feira, 23 de abril de 1500, quando o sol nasceu na ampla em frente ao morro batizado de Monte Pascoal, a esquadra comandada por Pedro Álvares Cabral estava ancorada a 36 quilômetros da costa. Assim que o dia raiou, a frota se pôs cuidadosamente em marcha, avançando cerca de 30 quilômetros em três horas, no rumo daquelas praias banhadas de luz. Por volta das 10 da manhã, os navios lançaram âncoras, fundeando outra vez. Estavam agora a 3 quilômetros da praia, em frente foz de um pequeno rio, cujas águas se jogavam contra o mar, depois de serpentear em meio ao emaranhado de uma floresta densa.
Então, na areia, margens daquele regato, entre a mata e o mar, os portugueses viram “homens que andavam pela praia, obra de sete ou oito”. A um sinal do comandante-mor, os capitães dos outros navios embarcaram em batéis e esquifes e se dirigiram à nau capitânia para uma breve reunião. Logo após ela, Cabral decidiu enviar à terra o experiente Nicolau Coelho, que estivera na Índia com Vasco da Gama. Junto com ele, seguiram Gaspar da Gama – que, além do árabe, falava os dialetos hindus da costa do Malabar –, mais um grumete da Guiné e um escravo de Angola. Os portugueses conseguiram reunir, assim, homens dos três continentes conhecidos até então, e capazes de falar seis ou sete línguas diferentes.
Mas, quando o batel de Nicolau Coelho chegou à foz do pequeno rio, não foi possível travar diálogo algum com os nativos – agora já “cerca de 18 ou 20”. Os rugidos de um mar que começava a se encapelar impediram que houvesse “fala ou entendimento”. De todo modo, os tripulantes do batel concluíram que nunca haviam visto homens como aqueles, “pardos, todos nus, sem nenhuma coisa que lhes cobrisse suas vergonhas”.
Os nativos se aproximaram do bote, “todos rijamente, trazendo nas mãos arcos e setas. Nicolau Coelho fez sinal para que pousassem seus arcos. Eles os pousaram”. E então, mesmo que não pudessem ouvir o que gritavam uns para os outros, portugueses e indígenas fizeram sua primeira troca. Sem descer do barco, Coelho jogou à praia um gorro vermelho, típico dos marujos lusos, um sombreiro preto e a carapuça de linho que usava na própria cabeça. Os nativos retribuíram dando-lhe um cocar, além de um colar de contas brancas. De certa forma, estava iniciando-se ali uma aliança entre aquela tribo e os portugueses.
Adaptado de BUENO, E. A viagem do descobrimento: a verdadeira história da expedição de Cabral. Rio de Janeiro: Objetiva, 1998.
Assinale V (verdadeiro) ou F (falso) nas afirmações a seguir.
( ) O sujeito da forma verbal foi é Nicolau Coelho.
( ) O sujeito da forma verbal houvesse é inexistente.
( ) O sujeito da forma verbal pudessem ouvir é indeterminado.
A sequência correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é
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Ser dono da bola dava a Ramon certos privilégios.
Um deles era o de determinar que o jogo só começasse após ele contar uma história de seu livro de autores latinos. Essa condição, muito antes de soar antipática, a Roberto sempre serviu de estímulo à sua curiosidade por aprender coisas novas. Ele havia sido acolhido pela família de Ramon quando, junto aos irmãos e mãe, chegou fugido do Brasil, no final dos anos 1960. A viagem levara horas até a cidade argentina de San António, na província de Misiones, divisa com o estado do Paraná, onde Roberto nascera e do qual partiram no meio da noite. “Conheci toda a América do Sul com aquele livro”, conta Roberto, que na época tinha menos de dez anos. Tudo ia bem até o momento em que ele foi convidado pelo dono da bola para falar alguma coisa sobre Monteiro Lobato, autor brasileiro que escrevera a história que ele escolhera para ler naquele dia. “Foi a primeira vergonha que eu passei. Eu não podia falar nada sobre Monteiro Lobato, nem sabia quem era”. Por outro lado, a partir daquele episódio, Roberto passou a ler tudo o que lhe passasse pela frente.
Quando voltaram para o Brasil, depois de dois anos e oito meses, foram morar num lugarejo no interior do Paraná, em Pranchita. A vontade de ler o acompanhava, mas os parcos recursos da família não permitiam que comprasse livros. Ele e um amigo, Romário, costumavam passar horas frente vitrine de uma livraria no centrinho da cidade, apreciando as capas de gibis e livros de literatura. Receosos de que os mandassem sair dali, poderiam estar sujando o vidro que era cuidadosamente esfregado por uma senhorinha, eles mantinham as mãos para trás. Até que certa manhã o dono da livraria, um italiano magro e alto, saiu e perguntou aos meninos o que eles queriam. A primeira reação foi sair correndo. Três dias depois, eles voltaram, e o proprietário do estabelecimento refez a pergunta. Então os garotos comentaram a respeito de um gibi que há seis meses estivera exposto na vitrine. Gentilmente foram convidados a entrar para ler o que quisessem – hábito que mantiveram ao longo de quatro anos.
“Ele nunca nos pediu nada em troca”, rememora Roberto. Antes abrissem o primeiro gibi, no entanto, receberam instruções minuciosas de como folhear sem deixar dobras ou marcas nas páginas; tudo deveria ficar como novo, pronto para a venda.
Hoje Roberto Sampaio tem pouco mais de 56 anos, é conselheiro tutelar em Taquara, no interior do Rio Grande do Sul, e pintor de parede por ofício, como gosta de dizer. Aos 32 anos começou a ficar decepcionado consigo mesmo por ainda não ter conseguido cumprir o sonho que acalentava desde os 12 anos de idade: montar uma biblioteca aberta ao público, quando tivesse um acervo de quatro mil livros. Depois de anos guardando em todas as peças da casa os títulos que conseguiu por meio de doações, no dia 28 de setembro de 1988 ele pendurou
na fachada de sua casa: Biblioteca Amigos do Livro. Eram 10 horas da noite, e Roberto estava realizado.
Adaptado de: O homem que não conhecia Machado de Assis e outras histórias. Jornal da Universidade. Caderno JU. n. 49, ed. 203, jul. 2017.
A alternativa que apresenta o sentido mais adequado para acalentava, de acordo com o texto, é
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Ser dono da bola dava a Ramon certos privilégios.
Um deles era o de determinar que o jogo só começasse após ele contar uma história de seu livro de autores latinos. Essa condição, muito antes de soar antipática, a Roberto sempre serviu de estímulo à sua curiosidade por aprender coisas novas. Ele havia sido acolhido pela família de Ramon quando, junto aos irmãos e mãe, chegou fugido do Brasil, no final dos anos 1960. A viagem levara horas até a cidade argentina de San António, na província de Misiones, divisa com o estado do Paraná, onde Roberto nascera e do qual partiram no meio da noite. “Conheci toda a América do Sul com aquele livro”, conta Roberto, que na época tinha menos de dez anos. Tudo ia bem até o momento em que ele foi convidado pelo dono da bola para falar alguma coisa sobre Monteiro Lobato, autor brasileiro que escrevera a história que ele escolhera para ler naquele dia. “Foi a primeira vergonha que eu passei. Eu não podia falar nada sobre Monteiro Lobato, nem sabia quem era”. Por outro lado, a partir daquele episódio, Roberto passou a ler tudo o que lhe passasse pela frente.
Quando voltaram para o Brasil, depois de dois anos e oito meses, foram morar num lugarejo no interior do Paraná, em Pranchita. A vontade de ler o acompanhava, mas os parcos recursos da família não permitiam que comprasse livros. Ele e um amigo, Romário, costumavam passar horas frente vitrine de uma livraria no centrinho da cidade, apreciando as capas de gibis e livros de literatura. Receosos de que os mandassem sair dali, poderiam estar sujando o vidro que era cuidadosamente esfregado por uma senhorinha, eles mantinham as mãos para trás. Até que certa manhã o dono da livraria, um italiano magro e alto, saiu e perguntou aos meninos o que eles queriam. A primeira reação foi sair correndo. Três dias depois, eles voltaram, e o proprietário do estabelecimento refez a pergunta. Então os garotos comentaram a respeito de um gibi que há seis meses estivera exposto na vitrine. Gentilmente foram convidados a entrar para ler o que quisessem – hábito que mantiveram ao longo de quatro anos.
“Ele nunca nos pediu nada em troca”, rememora Roberto. Antes abrissem o primeiro gibi, no entanto, receberam instruções minuciosas de como folhear sem deixar dobras ou marcas nas páginas; tudo deveria ficar como novo, pronto para a venda.
Hoje Roberto Sampaio tem pouco mais de 56 anos, é conselheiro tutelar em Taquara, no interior do Rio Grande do Sul, e pintor de parede por ofício, como gosta de dizer. Aos 32 anos começou a ficar decepcionado consigo mesmo por ainda não ter conseguido cumprir o sonho que acalentava desde os 12 anos de idade: montar uma biblioteca aberta ao público, quando tivesse um acervo de quatro mil livros. Depois de anos guardando em todas as peças da casa os títulos que conseguiu por meio de doações, no dia 28 de setembro de 1988 ele pendurou
na fachada de sua casa: Biblioteca Amigos do Livro. Eram 10 horas da noite, e Roberto estava realizado.
Adaptado de: O homem que não conhecia Machado de Assis e outras histórias. Jornal da Universidade. Caderno JU. n. 49, ed. 203, jul. 2017.
A expressão no entanto introduz, no período em que ocorre, uma relação de
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