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Foram encontradas 50 questões.

2394123 Ano: 2010
Disciplina: Contabilidade Geral
Banca: UFMG
Orgão: UFMG
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A questão devem ser respondidas com base nas informações abaixo e a partir da elaboração das demonstrações contábeis previstas na legislação societária.
A Cia Araras apresentava os seguintes saldos em suas contas, nas datas destacadas:
Saldos 31/12/X9 21/12/X8
Capital Social 550.000,00 550.000,00
Clientes Curto Prazo 165.000,00 143.000,00
Custo das Mercadorias Vendidas 440.000,00 470.800,00
Depreciação Acumulada 88.000,00 66.000,00
Dividendos a Pagar 42.350,00
Despesas c/ Créditos de Liquidação Duvidosa 1.100,00 1.177,00
Fornecedores Curto Prazo 110.000,00 220.000,00
Despesas de Depreciação 55.000,00 58.850,00
Participações no Resultado a Pagar Curto Prazo 44.000,00 55.000,00
Receita de Vendas de Mercadorias 1.288.100,00 1.378.267,00
Despesas Financeiras 3.300,00 3.531,00
Estoques 550.000,00 330.000,00
Despesas IRPJ/CSLL 69.300,00 74.151,00
Empréstimos a Sócios Longo Prazo 220.000,00 330.000,00
Empréstimos a Pagar 550.000,00 495.000,00
Despesas de Salários e Encargos 220.000,00 235.400,00
Receitas Financeiras 5.500,00 5.885,00
Imobilizado 440.000,00 440.000,00
Impostos a Pagar Curto Prazo 33.000,00 44.000,00
Impostos Incidentes s/ Vendas 330.000,00 353.100,00
Investimentos 110.000,00 88.000,00
IR/ CSLL a Pagar Curto Prazo 33.000,00 55.000,00
Provisão Para Créditos de Liquidação Duvidosa 3.300,00 2.200,00
Prejuízos Acumulados 123.200,00
Caixa 66.000,00
Receita Venda Imobilizado 33.000,00 35.310,00
Salários e Encargos a Pagar Curto Prazo 44.000,00 33.000,00
Reserva de Lucros 42.350,00 -
Informações:
I. O valor do ICMS incidente sobre as vendas é R$ 210.850,75.
II. O valor do PIS e Cofins incidentes sobre as vendas é R$ 119.149,25.
III. Sobre as mercadorias compradas que foram vendidas, incidiram R$ 108.865,98 de ICMS.
IV. Sobre as mercadorias compradas que foram vendidas, incidiram R$ 55.474,57 de PIS e Cofins.
V. Das despesas com salários e encargos 30% referem-se aos encargos (2/3 INSS e 1/3 FGTS) e o restante (70%) aos salários.
VI. As despesas financeiras foram pagas e as receitas financeiras foram recebidas.
VII. O empréstimo contraído pela empresa foi depositado em caixa.
VIII. Os dividendos são constituídos após a compensação de possíveis prejuízos e constituição de reservas de lucros.
IX. O bem vendido a vista estava totalmente depreciado.
X. A empresa é optante pelo lucro real.
XI. Os empréstimos a pagar possuem carência de 24 meses para início do pagamento.
XII. Os investimentos são de natureza permanente.
O valor do ativo circulante em 31/12/X9 é de
 

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2393461 Ano: 2010
Disciplina: Contabilidade de Custos
Banca: UFMG
Orgão: UFMG
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Considere as afirmativas a seguir:

I. O Custo é também um gasto, só que reconhecido como tal, isto é, como custo no momento da utilização dos fatores de produção (bens e serviços), para a fabricação de um produto ou execução de um serviço.

II. A perda não se confunde com a despesa ou custo, exatamente pela sua característica de anormalidade e involuntariedade; não é um sacrifício feito com a intenção de obtenção de receita.

III. Custos de transformação é a soma de todos os custos de produção, exceto os relativos a matérias-primas e a outros eventuais adquiridos e a empregados sem nenhuma modificação pela empresa. Representa o valor do esforço da própria empresa no processo de elaboração de um determinado item (mão-deobra direta e indireta, energia, materiais de consumo industrial etc.).

IV. Custo da produção acabada é a soma dos custos contidos na produção acabada no período. Pode conter custos de produção de períodos anteriores existentes em unidades que só foram completadas no presente período.

Com base nas afirmativas, é CORRETO afirmar que

 

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2393380 Ano: 2010
Disciplina: Contabilidade de Custos
Banca: UFMG
Orgão: UFMG
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Considere as afirmativas a seguir:
I. Custeio por absorção é o método derivado dos princípios de contabilidade geralmente aceitos e consiste na apropriação de todos os custos de produção aos bens elaborados, e só os de produção; todos os gastos relativos ao esforço de produção são distribuídos para todos os produtos ou serviços feitos.
II. O custeio variável é um tipo de custeamento que consiste em considerar como custo de produção do período apenas os custos variáveis incorridos. Os custos fixos, pelo fato de existirem, mesmo que não haja produção, não são considerados como custos de produção e sim como despesas, sendo encerradas diretamente no resultado do período.
III. O custeio baseado em atividades pode ser aplicado, também, aos custos diretos, principalmente à mão-de-obra direta, e é recomendável que o seja, mas não haverá diferenças significativas em relação aos chamados sistemas tradicionais. A diferença fundamental está no tratamento dado aos custos indiretos.
Com base nas afirmativas, é CORRETO afirmar que
 

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2393146 Ano: 2010
Disciplina: Contabilidade Geral
Banca: UFMG
Orgão: UFMG
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A questão devem ser respondidas com base nas informações abaixo e a partir da elaboração das demonstrações contábeis previstas na legislação societária.
A Cia Araras apresentava os seguintes saldos em suas contas, nas datas destacadas:
Saldos 31/12/X9 21/12/X8
Capital Social 550.000,00 550.000,00
Clientes Curto Prazo 165.000,00 143.000,00
Custo das Mercadorias Vendidas 440.000,00 470.800,00
Depreciação Acumulada 88.000,00 66.000,00
Dividendos a Pagar 42.350,00
Despesas c/ Créditos de Liquidação Duvidosa 1.100,00 1.177,00
Fornecedores Curto Prazo 110.000,00 220.000,00
Despesas de Depreciação 55.000,00 58.850,00
Participações no Resultado a Pagar Curto Prazo 44.000,00 55.000,00
Receita de Vendas de Mercadorias 1.288.100,00 1.378.267,00
Despesas Financeiras 3.300,00 3.531,00
Estoques 550.000,00 330.000,00
Despesas IRPJ/CSLL 69.300,00 74.151,00
Empréstimos a Sócios Longo Prazo 220.000,00 330.000,00
Empréstimos a Pagar 550.000,00 495.000,00
Despesas de Salários e Encargos 220.000,00 235.400,00
Receitas Financeiras 5.500,00 5.885,00
Imobilizado 440.000,00 440.000,00
Impostos a Pagar Curto Prazo 33.000,00 44.000,00
Impostos Incidentes s/ Vendas 330.000,00 353.100,00
Investimentos 110.000,00 88.000,00
IR/ CSLL a Pagar Curto Prazo 33.000,00 55.000,00
Provisão Para Créditos de Liquidação Duvidosa 3.300,00 2.200,00
Prejuízos Acumulados 123.200,00
Caixa 66.000,00
Receita Venda Imobilizado 33.000,00 35.310,00
Salários e Encargos a Pagar Curto Prazo 44.000,00 33.000,00
Reserva de Lucros 42.350,00 -
Informações:
I. O valor do ICMS incidente sobre as vendas é R$ 210.850,75.
II. O valor do PIS e Cofins incidentes sobre as vendas é R$ 119.149,25.
III. Sobre as mercadorias compradas que foram vendidas, incidiram R$ 108.865,98 de ICMS.
IV. Sobre as mercadorias compradas que foram vendidas, incidiram R$ 55.474,57 de PIS e Cofins.
V. Das despesas com salários e encargos 30% referem-se aos encargos (2/3 INSS e 1/3 FGTS) e o restante (70%) aos salários.
VI. As despesas financeiras foram pagas e as receitas financeiras foram recebidas.
VII. O empréstimo contraído pela empresa foi depositado em caixa.
VIII. Os dividendos são constituídos após a compensação de possíveis prejuízos e constituição de reservas de lucros.
IX. O bem vendido a vista estava totalmente depreciado.
X. A empresa é optante pelo lucro real.
XI. Os empréstimos a pagar possuem carência de 24 meses para início do pagamento.
XII. Os investimentos são de natureza permanente.
O resultado após o IR e CSL em 31/12/X9 é de
 

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2392954 Ano: 2010
Disciplina: Português
Banca: UFMG
Orgão: UFMG
Tudo se regenera: tudo toma uma nova face. O jornal é um sintoma, um exemplo desta regeneração. A humanidade, como o vulcão, rebenta uma nova cratera quanto mais fogo lhe ferve no centro. A literatura tinha acaso nos moldes conhecidos em que preenchesse o fim do pensamento humano? Não; nenhum era vasto como o jornal, nenhum liberal, nenhum democrático, como ele. Foi a nova cratera do vulcão.
Tratemos do jornal, esta alavanca que Arquimedes pedia para abalar o mundo, e que o espírito humano, este Arquimedes de todos os séculos,encontrou.
O jornal matará o livro? O livro absorverá o jornal?
A humanidade desde os primeiros tempos tem caminhado em busca de um meio de propagar e perpetuar a idéia. Uma pedra convenientemente levantada era símbolo representativo de um pensamento. A geração que nascia vinha ali contemplar a idéia da geração aniquilada. [...]
Era preciso um gigante para fazer morrer outro gigante. Que novo parto do engenho humano veio nulificar uma arte que reinara por séculos? Evidentemente era mister uma revolução para apear a realeza de um sistema; mas essa revolução devia ser a expressão de um outro sistema de incontestável legitimidade. Era chegada a imprensa, era chegado o livro.
.........................................................................................................................
A humanidade perdia a arquitetura, mas ganhava a imprensa; perdia o edifício, mas ganhava o livro. O livro era um progresso; preenchia as condições do pensamento humano? Decerto; mas faltava ainda alguma coisa; não era ainda a tribuna comum, aberta à família universal, aparecendo sempre com o sol e sendo como ele o centro de um sistema planetário. A forma que correspondia a estas necessidades, a mesa popular para a distribuição do pão eucarístico da publicidade, é propriedade do espírito moderno: é o jornal.
O jornal é a verdadeira forma da república do pensamento. É a locomotiva intelectual em viagem para mundos desconhecidos, é a literatura comum, universal, altamente democrática, reproduzida todos os dias, levando em si a frescura das idéias e o fogo das convicções.
O jornal apareceu, trazendo em si o gérmen de uma revolução. Essa revolução não é só literária, é também social, é econômica, porque é um movimento da humanidade abalando todas as suas eminências, a reação do espírito humano sobre as fórmulas existentes do mundo literário, do mundo econômico e do mundo social.
Quem poderá marcar todas as consequências desta revolução?
.............................................................................................................................
lei eterna, a faculdade radical do espírito humano, é o movimento. Quanto maior for esse movimento mais ele preenche o seu fim, mais se aproxima desses pólos dourados que ele busca há séculos. O livro é um sintoma de movimento? Decerto. Mas estará esse movimento no grau do movimento da imprensa-jornal? Repugno afirmá-lo.
O jornal é reprodução diária do espírito do povo, o espelho comum de todos os fatos e de todos os talentos, onde se reflete, não a idéia de um homem, mas a idéia popular, esta fração da idéia humana.
O livro não está decerto nestas condições; — há aí alguma coisa de limitado e de estreito, se o colocarmos em face do jornal. Depois, o espírito humano tem necessidade de discussão, porque a discussão é movimento. Ora, o livro não se presta a essa necessidade, como o jornal. A discussão pela imprensa-jornal anima-se e toma fogo pela presteza e reprodução diária desta locomoção intelectual. A discussão pelo livro esfria pela morosidade, e esfriando decai, porque a discussão vive pelo fogo. O panfleto não vale um artigo de fundo.
.............................................................................................................................
Não faltará quem lance o nome de utopista. O que acabo, porém, de dizer me parece racional. Mas não confundam a minha idéia. Admitido o aniquilamento do livro pelo jornal, esse aniquilamento não pode ser total. Seria loucura admiti-lo.
.............................................................................................................................
Quem enxergasse na minha idéia uma idolatria pelo jornal teria concebido uma convicção parva. Se argumento assim, se procuro demonstrar a possibilidade do aniquilamento do livro diante do jornal, é porque o jornal é uma expressão, é um sintoma de democracia; e a democracia é o povo, é a humanidade. Desaparecendo as fronteiras sociais, a humanidade realiza o derradeiro passo, para entrar o pórtico da felicidade, essa terra de promissão.
ASSIS, Machado de. Obra Completa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, V.III,
1994. Publicado originalmente no Correio Mercantil, Rio de Janeiro, 10 e 12/01/1859. [Fragmento]
A ideia de plena regeneração, defendida pelo autor, está relativizada em:
 

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2392769 Ano: 2010
Disciplina: Contabilidade de Custos
Banca: UFMG
Orgão: UFMG
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A Industrial Sete Lagoas produz e vende três produtos diferentes que são processados em um único departamento. A seguir são apresentados alguns dados referentes aos produtos:
Produtos Preço de Venda Custo e Despesa
Variável
Tempo de
Produção
Alfa R$ 32,00/u R$ 17,00/u 0,30h/u
Beta R$ 34,00/u R$ 18,00/u 0,40h/u
Gama R$ 36,00/u R$ 15,00/u 0,50h/u
Em determinado mês, a empresa possui 420 horas disponíveis para a produção. Sabe-se que a demanda normal para esses produtos variam de 250 a 400 unidades mensais. Os custos e as despesas fixos para o período são de R$ 6.200,00.
Para obter o maior lucro possível, a quantidade de unidades de cada produto a ser fabricado e vendido no mês será de:
 

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2392762 Ano: 2010
Disciplina: Contabilidade Geral
Banca: UFMG
Orgão: UFMG
Provas:
A questão devem ser respondidas com base nas informações abaixo e a partir da elaboração das demonstrações contábeis previstas na legislação societária.
A Cia Araras apresentava os seguintes saldos em suas contas, nas datas destacadas:
Saldos 31/12/X9 21/12/X8
Capital Social 550.000,00 550.000,00
Clientes Curto Prazo 165.000,00 143.000,00
Custo das Mercadorias Vendidas 440.000,00 470.800,00
Depreciação Acumulada 88.000,00 66.000,00
Dividendos a Pagar 42.350,00
Despesas c/ Créditos de Liquidação Duvidosa 1.100,00 1.177,00
Fornecedores Curto Prazo 110.000,00 220.000,00
Despesas de Depreciação 55.000,00 58.850,00
Participações no Resultado a Pagar Curto Prazo 44.000,00 55.000,00
Receita de Vendas de Mercadorias 1.288.100,00 1.378.267,00
Despesas Financeiras 3.300,00 3.531,00
Estoques 550.000,00 330.000,00
Despesas IRPJ/CSLL 69.300,00 74.151,00
Empréstimos a Sócios Longo Prazo 220.000,00 330.000,00
Empréstimos a Pagar 550.000,00 495.000,00
Despesas de Salários e Encargos 220.000,00 235.400,00
Receitas Financeiras 5.500,00 5.885,00
Imobilizado 440.000,00 440.000,00
Impostos a Pagar Curto Prazo 33.000,00 44.000,00
Impostos Incidentes s/ Vendas 330.000,00 353.100,00
Investimentos 110.000,00 88.000,00
IR/ CSLL a Pagar Curto Prazo 33.000,00 55.000,00
Provisão Para Créditos de Liquidação Duvidosa 3.300,00 2.200,00
Prejuízos Acumulados 123.200,00
Caixa 66.000,00
Receita Venda Imobilizado 33.000,00 35.310,00
Salários e Encargos a Pagar Curto Prazo 44.000,00 33.000,00
Reserva de Lucros 42.350,00 -
Informações:
I. O valor do ICMS incidente sobre as vendas é R$ 210.850,75.
II. O valor do PIS e Cofins incidentes sobre as vendas é R$ 119.149,25.
III. Sobre as mercadorias compradas que foram vendidas, incidiram R$ 108.865,98 de ICMS.
IV. Sobre as mercadorias compradas que foram vendidas, incidiram R$ 55.474,57 de PIS e Cofins.
V. Das despesas com salários e encargos 30% referem-se aos encargos (2/3 INSS e 1/3 FGTS) e o restante (70%) aos salários.
VI. As despesas financeiras foram pagas e as receitas financeiras foram recebidas.
VII. O empréstimo contraído pela empresa foi depositado em caixa.
VIII. Os dividendos são constituídos após a compensação de possíveis prejuízos e constituição de reservas de lucros.
IX. O bem vendido a vista estava totalmente depreciado.
X. A empresa é optante pelo lucro real.
XI. Os empréstimos a pagar possuem carência de 24 meses para início do pagamento.
XII. Os investimentos são de natureza permanente.
O valor adicionado total a distribuir em 31/12/X9 é de
 

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2392716 Ano: 2010
Disciplina: Português
Banca: UFMG
Orgão: UFMG
Tudo se regenera: tudo toma uma nova face. O jornal é um sintoma, um exemplo desta regeneração. A humanidade, como o vulcão, rebenta uma nova cratera quanto mais fogo lhe ferve no centro. A literatura tinha acaso nos moldes conhecidos em que preenchesse o fim do pensamento humano? Não; nenhum era vasto como o jornal, nenhum liberal, nenhum democrático, como ele. Foi a nova cratera do vulcão.
Tratemos do jornal, esta alavanca que Arquimedes pedia para abalar o mundo, e que o espírito humano, este Arquimedes de todos os séculos,encontrou.
O jornal matará o livro? O livro absorverá o jornal?
A humanidade desde os primeiros tempos tem caminhado em busca de um meio de propagar e perpetuar a idéia. Uma pedra convenientemente levantada era símbolo representativo de um pensamento. A geração que nascia vinha ali contemplar a idéia da geração aniquilada. [...]
Era preciso um gigante para fazer morrer outro gigante. Que novo parto do engenho humano veio nulificar uma arte que reinara por séculos? Evidentemente era mister uma revolução para apear a realeza de um sistema; mas essa revolução devia ser a expressão de um outro sistema de incontestável legitimidade. Era chegada a imprensa, era chegado o livro.
.........................................................................................................................
A humanidade perdia a arquitetura, mas ganhava a imprensa; perdia o edifício, mas ganhava o livro. O livro era um progresso; preenchia as condições do pensamento humano? Decerto; mas faltava ainda alguma coisa; não era ainda a tribuna comum, aberta à família universal, aparecendo sempre com o sol e sendo como ele o centro de um sistema planetário. A forma que correspondia a estas necessidades, a mesa popular para a distribuição do pão eucarístico da publicidade, é propriedade do espírito moderno: é o jornal.
O jornal é a verdadeira forma da república do pensamento. É a locomotiva intelectual em viagem para mundos desconhecidos, é a literatura comum, universal, altamente democrática, reproduzida todos os dias, levando em si a frescura das idéias e o fogo das convicções.
O jornal apareceu, trazendo em si o gérmen de uma revolução. Essa revolução não é só literária, é também social, é econômica, porque é um movimento da humanidade abalando todas as suas eminências, a reação do espírito humano sobre as fórmulas existentes do mundo literário, do mundo econômico e do mundo social.
Quem poderá marcar todas as consequências desta revolução?
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lei eterna, a faculdade radical do espírito humano, é o movimento. Quanto maior for esse movimento mais ele preenche o seu fim, mais se aproxima desses pólos dourados que ele busca há séculos. O livro é um sintoma de movimento? Decerto. Mas estará esse movimento no grau do movimento da imprensa-jornal? Repugno afirmá-lo.
O jornal é reprodução diária do espírito do povo, o espelho comum de todos os fatos e de todos os talentos, onde se reflete, não a idéia de um homem, mas a idéia popular, esta fração da idéia humana.
O livro não está decerto nestas condições; — há aí alguma coisa de limitado e de estreito, se o colocarmos em face do jornal. Depois, o espírito humano tem necessidade de discussão, porque a discussão é movimento. Ora, o livro não se presta a essa necessidade, como o jornal. A discussão pela imprensa-jornal anima-se e toma fogo pela presteza e reprodução diária desta locomoção intelectual. A discussão pelo livro esfria pela morosidade, e esfriando decai, porque a discussão vive pelo fogo. O panfleto não vale um artigo de fundo.
.............................................................................................................................
Não faltará quem lance o nome de utopista. O que acabo, porém, de dizer me parece racional. Mas não confundam a minha idéia. Admitido o aniquilamento do livro pelo jornal, esse aniquilamento não pode ser total. Seria loucura admiti-lo.
.............................................................................................................................
Quem enxergasse na minha idéia uma idolatria pelo jornal teria concebido uma convicção parva. Se argumento assim, se procuro demonstrar a possibilidade do aniquilamento do livro diante do jornal, é porque o jornal é uma expressão, é um sintoma de democracia; e a democracia é o povo, é a humanidade. Desaparecendo as fronteiras sociais, a humanidade realiza o derradeiro passo, para entrar o pórtico da felicidade, essa terra de promissão.
ASSIS, Machado de. Obra Completa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, V.III,
1994. Publicado originalmente no Correio Mercantil, Rio de Janeiro, 10 e 12/01/1859. [Fragmento]
Leia este trecho.
Essa revolução não é só literária, é também social, é econômica, porque é um movimento da humanidade abalando todas as suas eminências, a reação do espírito humano sobre as fórmulas existentes do mundo literário, do mundo econômico e do mundo social.
Os termos destacados funcionam, respectivamente, como elementos
 

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2392422 Ano: 2010
Disciplina: Português
Banca: UFMG
Orgão: UFMG
Tudo se regenera: tudo toma uma nova face. O jornal é um sintoma, um exemplo desta regeneração. A humanidade, como o vulcão, rebenta uma nova cratera quanto mais fogo lhe ferve no centro. A literatura tinha acaso nos moldes conhecidos em que preenchesse o fim do pensamento humano? Não; nenhum era vasto como o jornal, nenhum liberal, nenhum democrático, como ele. Foi a nova cratera do vulcão.
Tratemos do jornal, esta alavanca que Arquimedes pedia para abalar o mundo, e que o espírito humano, este Arquimedes de todos os séculos,encontrou.
O jornal matará o livro? O livro absorverá o jornal?
A humanidade desde os primeiros tempos tem caminhado em busca de um meio de propagar e perpetuar a idéia. Uma pedra convenientemente levantada era símbolo representativo de um pensamento. A geração que nascia vinha ali contemplar a idéia da geração aniquilada. [...]
Era preciso um gigante para fazer morrer outro gigante. Que novo parto do engenho humano veio nulificar uma arte que reinara por séculos? Evidentemente era mister uma revolução para apear a realeza de um sistema; mas essa revolução devia ser a expressão de um outro sistema de incontestável legitimidade. Era chegada a imprensa, era chegado o livro.
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A humanidade perdia a arquitetura, mas ganhava a imprensa; perdia o edifício, mas ganhava o livro. O livro era um progresso; preenchia as condições do pensamento humano? Decerto; mas faltava ainda alguma coisa; não era ainda a tribuna comum, aberta à família universal, aparecendo sempre com o sol e sendo como ele o centro de um sistema planetário. A forma que correspondia a estas necessidades, a mesa popular para a distribuição do pão eucarístico da publicidade, é propriedade do espírito moderno: é o jornal.
O jornal é a verdadeira forma da república do pensamento. É a locomotiva intelectual em viagem para mundos desconhecidos, é a literatura comum, universal, altamente democrática, reproduzida todos os dias, levando em si a frescura das idéias e o fogo das convicções.
O jornal apareceu, trazendo em si o gérmen de uma revolução. Essa revolução não é só literária, é também social, é econômica, porque é um movimento da humanidade abalando todas as suas eminências, a reação do espírito humano sobre as fórmulas existentes do mundo literário, do mundo econômico e do mundo social.
Quem poderá marcar todas as consequências desta revolução?
.............................................................................................................................
lei eterna, a faculdade radical do espírito humano, é o movimento. Quanto maior for esse movimento mais ele preenche o seu fim, mais se aproxima desses pólos dourados que ele busca há séculos. O livro é um sintoma de movimento? Decerto. Mas estará esse movimento no grau do movimento da imprensa-jornal? Repugno afirmá-lo.
O jornal é reprodução diária do espírito do povo, o espelho comum de todos os fatos e de todos os talentos, onde se reflete, não a idéia de um homem, mas a idéia popular, esta fração da idéia humana.
O livro não está decerto nestas condições; — há aí alguma coisa de limitado e de estreito, se o colocarmos em face do jornal. Depois, o espírito humano tem necessidade de discussão, porque a discussão é movimento. Ora, o livro não se presta a essa necessidade, como o jornal. A discussão pela imprensa-jornal anima-se e toma fogo pela presteza e reprodução diária desta locomoção intelectual. A discussão pelo livro esfria pela morosidade, e esfriando decai, porque a discussão vive pelo fogo. O panfleto não vale um artigo de fundo.
.............................................................................................................................
Não faltará quem lance o nome de utopista. O que acabo, porém, de dizer me parece racional. Mas não confundam a minha idéia. Admitido o aniquilamento do livro pelo jornal, esse aniquilamento não pode ser total. Seria loucura admiti-lo.
.............................................................................................................................
Quem enxergasse na minha idéia uma idolatria pelo jornal teria concebido uma convicção parva. Se argumento assim, se procuro demonstrar a possibilidade do aniquilamento do livro diante do jornal, é porque o jornal é uma expressão, é um sintoma de democracia; e a democracia é o povo, é a humanidade. Desaparecendo as fronteiras sociais, a humanidade realiza o derradeiro passo, para entrar o pórtico da felicidade, essa terra de promissão.
ASSIS, Machado de. Obra Completa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, V.III,
1994. Publicado originalmente no Correio Mercantil, Rio de Janeiro, 10 e 12/01/1859. [Fragmento]
Leia este trecho.
A geração que nascia vinha ali contemplar a idéia da geração aniquilada. [...]
Assinale a alternativa em que o termo que exerce a mesma função sintática do termo destacado nesse fragmento.
 

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2392144 Ano: 2010
Disciplina: Contabilidade de Custos
Banca: UFMG
Orgão: UFMG
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A Industrial Esmeraldas Ltda, ao imprimir sua demonstração de resultado referente aos meses de setembro e outubro, verificou que não foram impressos alguns valores.
Demonstração de Resultado do Exercício Setembro Outubro
Receita R$ 52.000,00 R$ 60.000,00
Custo dos Produtos Vendidos R$ 33.800,00
Estoque Inicial de Produtos Acabados R$ 7.600,00 R$ 6.200,00
Custo da Produção Acabada R$ 37.200,00
Estoque Inicial de Produtos em Elaboração R$ 4.300,00
Custo da Produção do Período R$ 31.000,00
Materiais Diretos R$ 16.800,00
Mão-de-obra Direta R$ 8.700,00 R$ 8.700,00
Custos Indiretos de Produção R$ 5.500,00 R$ 5.500,00
Estoque Final de Produtos em Elaboração R$ 1.500,00
Estoque Final de Produtos Acabados R$ 5.800,00
Lucro R$ 18.200,00 R$ 22.400,00
Com base nos valores impressos, o valor do estoque final de produtos em elaboração do mês de setembro e o valor dos materiais diretos incorridos no mês de outubro, são, respectivamente,
 

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