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Foram encontradas 40 questões.

1627359 Ano: 2018
Disciplina: Português
Banca: UFRGS
Orgão: UFRGS

Instrução: A questão refere-se ao texto abaixo.

O jovem Haubert estava secando ao sol várias peças de metal previamente mergulhadas em uma infusão de aguarrás quando Ana Maria Hoffstätter o encontrou. Ela trazia um grande cesto de roupas para serem penduradas no varal e decidira-se a cumprir seu dever com a maior rapidez possível, pois a pequena Aurélia chorava desde manhã com a garganta envolta num pano embebido em cânfora. Cruzou pelo jovem Haubert e baixou a cabeça, rumando para os fundos do pátio. Com o canto dos olhos percebeu que ele desviava a atenção do seu trabalho e a observava. Apressou o passo, quase corria com a cesta amparada cintura.

– Não vá cair – disse Haubert – senão vou ter que te levantar.

Ana Maria estacou, voltando-se. O jovem Haubert sorria, os braços cruzados. O sol de inverno batia de lado nos cabelos revoltos, erguendo reverberações de cobre.

– Sei me levantar sozinha – ela disse, inundada por um prazer até então desconhecido.

– É pena. eu gosto de ajudar.

– Sei. Gosta de ajudar a todas as moças – Ana Maria sentiu um inesperado despeito.

– As velhas eu deixo que se levantem por si mesmas

– ele ria, caminhando em sua direção.

Ana Maria contraiu-se. Ao mesmo tempo queria e não queria sair dali. Quando ele ia pegar o cesto de roupas, ela deu-se conta de que nunca havia enxergado traços tão perfeitos, lábios tão frescos e pele tão branca, onde despontava uma barba juvenil, de fios dourados e macios.

– Te ajudo com isso – ele repetiu.

Ela passou-lhe o cesto, que Haubert ergueu como se fosse uma pluma, levando-o aos ombros largos.

Seguiram caminhando lado a lado.

– Como é que você aguenta tanto serviço? Você precisa de uma ajudante.

– Estou acostumada. Sempre fiz todo o trabalho de casa.

O jovem Haubert ficou sério.

– Melhor isso do que ser amante do Inspetor Lehn.

Aquilo, dito de forma tão crua, fez com que Ana Maria emudecesse. Não imaginava que o assunto fosse do conhecimento geral.

Adaptado de ASSIS BRASIL, L. A.

Videiras de cristal. O romance dos Muckers. 5ª ed. Porto Alegre: Mercado Aberto, 1997.

Assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas das linhas 07, 12 e 21, nessa ordem.

 

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1616737 Ano: 2018
Disciplina: Português
Banca: UFRGS
Orgão: UFRGS

Instrução: A questão refere-se ao texto abaixo.

Os preconceitos linguísticos no discurso de quem vê nos estrangeirismos uma ameaça têm aspectos comuns a todo tipo de posição purista, mas têm também matizes próprios. As línguas humanas estão em constante movimento, por variação e mudança dentro da comunidade linguística, de uma geração para outra, sendo o contato entre os dialetos e línguas uma força motriz comum e de grande relevância nesse processo. Ou seja, empréstimos, sempre houve e sempre haverá.

Embora seja insustentável, a crença de que o empréstimo possa conservar para sempre o seu caráter insidiosamente alienígena, distinguindo os colaboracionistas dos patriotas, é uma face do raciocínio pseudolinguístico que é crucial para o caráter aparentemente progressista do discurso antiestrangeirismos. Se, por um lado, associamos o preconceito ao conservadorismo, a ideia de que o uso de estrangeirismos significaria uma estratégia deliberada de exclusão faz com que seu combate se justifique como parte de uma militância política crítica, progressista, de inclusão democrática. O raciocínio é o de que o cidadão que usa estrangeirismos – ao convidar para uma happy hour, por exemplo – estaria excluindo quem não entende inglês, sendo que aqueles que não tiveram a oportunidade de aprender inglês, como a vastíssima maioria da população brasileira, estariam assim excluídos do convite. Expandindo o processo, por analogia, para outras tantas situações de maior consequência, o uso de estrangeirismos seria um meio linguístico de exclusão social.

O equívoco desse raciocínio linguisticamente preconceituoso não está em dizer que esse pode ser um processo de exclusão. O equívoco está, por um lado, em não ver que usamos a linguagem, com ou sem estrangeirismos, o tempo todo, para demarcarmos quem é de dentro ou de fora do nosso círculo de interlocução, de dentro ou de fora dos grupos sociais aos quais queremos nos associar ou dos quais queremos nos diferenciar. Há, pois, diversas maneiras de fazer exclusão pelo uso da linguagem, dentre elas o uso de estrangeirismos – possivelmente, uma das menos eficazes, porque muito evidente (parece bem mais eficaz uma outra estratégia: a exigência de uso da variedade da língua falada pelas classes dominantes como única forma legítima de acesso à mobilidade social e ao poder!).

Adaptado de: GARCEZ, P. M; ZILLES, A. M. S.

Estrangeirismos: desejos e ameaças. In: FARACO, C. A. Estrangeirismos: guerras em torno da língua. 3ª ed. São Paulo: Parábola, 2004.

Assinale a alternativa que apresenta sinônimos das palavras matizes, insidiosamente e deliberada, tais como foram empregadas no texto.

 

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1611327 Ano: 2018
Disciplina: Administração Geral
Banca: UFRGS
Orgão: UFRGS
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Considere as afirmativas abaixo sobre a Gestão da Mudança nas Organizações.

I - Mesmo quando são apresentados dados aos funcionários que sugiram que eles precisam de mudanças, eles se apegam a qualquer informação que encontram que indique que estão bem e que não precisam mudar.

II - Quando uma organização confronta-se com a mudança, a inércia estrutural age como um contrapeso para manter o equilíbrio e a estabilidade.

III - As mudanças nos padrões organizacionais tendem a não afetar os grupos especializados.

Quais estão corretas?

 

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1569140 Ano: 2018
Disciplina: Português
Banca: UFRGS
Orgão: UFRGS

Instrução: A questão refere-se ao texto abaixo.

Os preconceitos linguísticos no discurso de quem(a) vê nos estrangeirismos uma ameaça têm aspectos comuns a todo tipo de posição purista, mas têm também matizes próprios. As línguas humanas estão em constante movimento, por variação e mudança dentro da comunidade linguística, de uma geração para outra, sendo o contato entre os dialetos e línguas uma força motriz comum e de grande relevância nesse processo. Ou seja, empréstimos(b), sempre houve e sempre haverá.

Embora seja insustentável, a crença de que o empréstimo possa conservar para sempre o seu caráter insidiosamente alienígena(c), distinguindo os colaboracionistas dos patriotas, é uma face do raciocínio pseudolinguístico que é crucial para o caráter aparentemente progressista do discurso antiestrangeirismos. Se, por um lado, associamos o preconceito ao conservadorismo, a ideia de que o uso de estrangeirismos significaria uma estratégia deliberada de exclusão faz com que seu combate se justifique como parte de uma militância política crítica, progressista, de inclusão democrática. O raciocínio é o de que o cidadão que usa estrangeirismos(d) – ao convidar para uma happy hour, por exemplo – estaria excluindo quem não entende inglês, sendo que aqueles que não tiveram a oportunidade de aprender inglês, como a vastíssima maioria da população brasileira, estariam assim excluídos do convite. Expandindo o processo, por analogia, para outras tantas situações de maior consequência, o uso de estrangeirismos seria um meio linguístico de exclusão social.

O equívoco desse raciocínio linguisticamente preconceituoso não está em dizer que esse pode ser um processo de exclusão. O equívoco está, por um lado, em não ver que usamos a linguagem, com ou sem estrangeirismos, o tempo todo, para demarcarmos quem é de dentro ou de fora do nosso círculo de interlocução, de dentro ou de fora dos grupos sociais aos quais queremos nos associar ou dos quais queremos nos diferenciar. Há, pois, diversas maneiras de fazer exclusão pelo uso da linguagem, dentre elas o uso de estrangeirismos – possivelmente, uma das menos eficazes, porque muito evidente (parece bem mais eficaz uma outra estratégia(e): a exigência de uso da variedade da língua falada pelas classes dominantes como única forma legítima de acesso à mobilidade social e ao poder!).

Adaptado de: GARCEZ, P. M; ZILLES, A. M. S.

Estrangeirismos: desejos e ameaças. In: FARACO, C. A. Estrangeirismos: guerras em torno da língua. 3ª ed. São Paulo: Parábola, 2004.

Assinale a única alternativa que NÃO apresenta um termo que desempenha a função sintática de sujeito dentro da sua oração.

 

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1543597 Ano: 2018
Disciplina: Português
Banca: UFRGS
Orgão: UFRGS

Instrução: A questão refere-se ao texto abaixo.

Os preconceitos linguísticos no discurso de quem vê nos estrangeirismos(a) uma ameaça têm aspectos comuns a todo tipo de posição purista(a), mas têm também matizes próprios. As línguas humanas estão em constante movimento, por variação e mudança dentro da comunidade linguística, de uma geração para outra, sendo o contato entre os dialetos e línguas uma força motriz comum e de grande relevância nesse processo. Ou seja, empréstimos, sempre houve e sempre haverá.

Embora seja insustentável(b), a crença de que o empréstimo possa conservar para sempre o seu caráter insidiosamente alienígena, distinguindo os colaboracionistas dos patriotas, é uma face do raciocínio pseudolinguístico(d) que é crucial para o caráter aparentemente progressista do discurso antiestrangeirismos(d). Se, por um lado, associamos o preconceito ao conservadorismo, a ideia de que o uso de estrangeirismos significaria uma estratégia deliberada de exclusão(c) faz com que seu combate se justifique como parte de uma militância política crítica, progressista, de inclusão(c) democrática(d). O raciocínio é o de que o cidadão que usa estrangeirismos – ao convidar para uma happy hour, por exemplo – estaria excluindo quem não entende inglês, sendo que aqueles que não tiveram a oportunidade de aprender inglês, como a vastíssima(c) maioria da população brasileira, estariam assim excluídos do convite. Expandindo(e) o processo, por analogia(b), para outras tantas situações de maior consequência, o uso de estrangeirismos seria um meio linguístico de exclusão social.

O equívoco desse raciocínio linguisticamente(a) preconceituoso(e) não está em dizer que esse pode ser um processo de exclusão. O equívoco(c) está, por um lado, em não ver que usamos a linguagem, com ou sem estrangeirismos, o tempo todo, para demarcarmos(e) quem é de dentro ou de fora do nosso círculo de interlocução, de dentro ou de fora dos grupos sociais aos quais queremos nos associar ou dos quais queremos nos diferenciar. Há, pois, diversas maneiras de fazer exclusão pelo uso da linguagem, dentre elas o uso de estrangeirismos – possivelmente, uma das menos eficazes, porque muito evidente (parece bem mais eficaz uma outra estratégia: a exigência de uso da variedade da língua falada pelas classes dominantes como única forma legítima de acesso à mobilidade social e ao poder!).

Adaptado de: GARCEZ, P. M; ZILLES, A. M. S.

Estrangeirismos: desejos e ameaças. In: FARACO, C. A. Estrangeirismos: guerras em torno da língua. 3ª ed. São Paulo: Parábola, 2004.

Assinale a alternativa que apresenta apenas palavras formadas por derivação sufixal.

 

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1515934 Ano: 2018
Disciplina: Português
Banca: UFRGS
Orgão: UFRGS

Instrução: A questão refere-se ao texto abaixo.

Os preconceitos linguísticos no discurso de quem vê nos estrangeirismos uma ameaça têm aspectos comuns a todo tipo de posição purista, mas têm também matizes próprios. As línguas humanas estão em constante movimento, por variação e mudança dentro da comunidade linguística, de uma geração para outra, sendo o contato entre os dialetos e línguas uma força motriz comum e de grande relevância nesse processo. Ou seja, empréstimos, sempre houve e sempre haverá.

Embora seja insustentável, a crença de que o empréstimo possa conservar para sempre o seu caráter insidiosamente alienígena, distinguindo os colaboracionistas dos patriotas, é uma face do raciocínio pseudolinguístico que é crucial para o caráter aparentemente progressista do discurso antiestrangeirismos. Se, por um lado, associamos o preconceito ao conservadorismo, a ideia de que o uso de estrangeirismos significaria uma estratégia deliberada de exclusão faz com que seu combate se justifique como parte de uma militância política crítica, progressista, de inclusão democrática. O raciocínio é o de que o cidadão que usa estrangeirismos – ao convidar para uma happy hour, por exemplo – estaria excluindo quem não entende inglês, sendo que aqueles que não tiveram a oportunidade de aprender inglês, como a vastíssima maioria da população brasileira, estariam assim excluídos do convite. Expandindo o processo, por analogia, para outras tantas situações de maior consequência, o uso de estrangeirismos seria um meio linguístico de exclusão social.

O equívoco desse raciocínio linguisticamente preconceituoso não está em dizer que esse pode ser um processo de exclusão. O equívoco está, por um lado, em não ver que usamos a linguagem, com ou sem estrangeirismos, o tempo todo, para demarcarmos quem é de dentro ou de fora do nosso círculo de interlocução, de dentro ou de fora dos grupos sociais aos quais queremos nos associar ou dos quais queremos nos diferenciar. Há, pois, diversas maneiras de fazer exclusão pelo uso da linguagem, dentre elas o uso de estrangeirismos – possivelmente, uma das menos eficazes, porque muito evidente (parece bem mais eficaz uma outra estratégia: a exigência de uso da variedade da língua falada pelas classes dominantes como única forma legítima de acesso à mobilidade social e ao poder!).

Adaptado de: GARCEZ, P. M; ZILLES, A. M. S.

Estrangeirismos: desejos e ameaças. In: FARACO, C. A. Estrangeirismos: guerras em torno da língua. 3ª ed. São Paulo: Parábola, 2004.

Assinale a alternativa que apresenta uma versão gramaticalmente correta do trecho de fora dos grupos sociais aos quais queremos nos associar ou dos quais queremos nos diferenciar, caso as formas verbais associar e diferenciar fossem substituídas, respectivamente, por entrar e pertencer.

 

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1263982 Ano: 2018
Disciplina: Português
Banca: UFRGS
Orgão: UFRGS

Instrução: A questão refere-se ao texto abaixo.

O jovem Haubert estava secando ao sol várias peças de metal previamente mergulhadas em uma infusão de aguarrás quando Ana Maria Hoffstätter o encontrou. Ela trazia um grande cesto de roupas para serem penduradas no varal e decidira-se a cumprir seu dever com a maior rapidez possível, pois a pequena Aurélia chorava desde a manhã com a garganta envolta num pano embebido em cânfora. Cruzou pelo jovem Haubert e baixou a cabeça, rumando para os fundos do pátio. Com o canto dos olhos percebeu que ele desviava a atenção do seu trabalho e a observava. Apressou o passo, quase corria com a cesta amparada à cintura.

– Não vá cair – disse Haubert – senão vou ter que te levantar.

Ana Maria estacou, voltando-se. O jovem Haubert sorria, os braços cruzados. O sol de inverno batia de lado nos cabelos revoltos, erguendo reverberações de cobre.

– Sei me levantar sozinha – ela disse, inundada por um prazer até então desconhecido.

– É pena. Porque eu gosto de ajudar.

– Sei. Gosta de ajudar a todas as moças – Ana Maria sentiu um inesperado despeito.

– As velhas eu deixo que se levantem por si mesmas

– ele ria, caminhando em sua direção.

Ana Maria contraiu-se. Ao mesmo tempo queria e não queria sair dali. Quando ele ia pegar o cesto de roupas, ela deu-se conta de que nunca havia enxergado traços tão perfeitos, lábios tão frescos e pele tão branca, onde despontava uma barba juvenil, de fios dourados e macios.

– Te ajudo com isso – ele repetiu.

Ela passou-lhe o cesto, que Haubert ergueu como se fosse uma pluma, levando-o aos ombros largos.

Seguiram caminhando lado a lado.

– Como é que você aguenta tanto serviço? Você precisa de uma ajudante.

– Estou acostumada. Sempre fiz todo o trabalho de casa.

O jovem Haubert ficou sério.

– Melhor isso do que ser amante do Inspetor Lehn.

Aquilo, dito de forma tão crua, fez com que Ana Maria emudecesse. Não imaginava que o assunto fosse do conhecimento geral.

Adaptado de ASSIS BRASIL, L. A.

Videiras de cristal. O romance dos Muckers. 5ª ed. Porto Alegre: Mercado Aberto, 1997.

Considere o trecho abaixo.

Ana Maria contraiu-se. Ao mesmo tempo queria e não queria sair dali. Quando ele ia pegar o cesto de roupas, ela deu-se conta de que nunca havia enxergado traços tão perfeitos, lábios tão frescos e pele tão branca, onde despontava uma barba juvenil, de fios dourados e macios.

Se o nome Ana Maria fosse substituído pelo substantivo as meninas, quantas outras palavras teriam de ser modificadas para fins de correção gramatical nesse trecho?

 

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638233 Ano: 2018
Disciplina: Português
Banca: UFRGS
Orgão: UFRGS

Instrução: A questão refere-se ao texto abaixo.

O jovem Haubert estava secando ao sol várias peças de metal previamente mergulhadas em uma infusão de aguarrás quando Ana Maria Hoffstätter o encontrou. Ela trazia um grande cesto de roupas para serem penduradas no varal e decidira-se a cumprir seu dever com a maior rapidez possível, pois a pequena Aurélia chorava desde a manhã com a garganta envolta num pano embebido em cânfora. Cruzou pelo jovem Haubert e baixou a cabeça, rumando para os fundos do pátio. Com o canto dos olhos percebeu que ele desviava a atenção do seu trabalho e a observava. Apressou o passo, quase corria com a cesta amparada à cintura.

– Não vá cair – disse Haubert – senão vou ter que te levantar.

Ana Maria estacou, voltando-se. O jovem Haubert sorria, os braços cruzados. O sol de inverno batia de lado nos cabelos revoltos, erguendo reverberações de cobre.

– Sei me levantar sozinha – ela disse, inundada por um prazer até então desconhecido.

– É pena. Porque eu gosto de ajudar.

– Sei. Gosta de ajudar a todas as moças – Ana Maria sentiu um inesperado despeito.

– As velhas eu deixo que se levantem por si mesmas

– ele ria, caminhando em sua direção.

Ana Maria contraiu-se. Ao mesmo tempo queria e não queria sair dali. Quando ele ia pegar o cesto de roupas, ela deu-se conta de que nunca havia enxergado traços tão perfeitos, lábios tão frescos e pele tão branca, onde despontava uma barba juvenil, de fios dourados e macios.

– Te ajudo com isso – ele repetiu.

Ela passou-lhe o cesto, que Haubert ergueu como se fosse uma pluma, levando-o aos ombros largos.

Seguiram caminhando lado a lado.

– Como é que você aguenta tanto serviço? Você precisa de uma ajudante.

– Estou acostumada. Sempre fiz todo o trabalho de casa.

O jovem Haubert ficou sério.

– Melhor isso do que ser amante do Inspetor Lehn.

Aquilo, dito de forma tão crua, fez com que Ana Maria emudecesse. Não imaginava que o assunto fosse do conhecimento geral.

Adaptado de ASSIS BRASIL, L. A.

Videiras de cristal. O romance dos Muckers. 5ª ed. Porto Alegre: Mercado Aberto, 1997.

Assinale V (verdadeiro) ou F (falso) nas afirmações a seguir.

( ) Poderíamos unir as duas frases das linhas 32 e 34 com o nexo mas, mantendo o sentido original do trecho.

( ) Poderíamos unir as duas frases das linhas 35 a 36 com o nexo se, mantendo o sentido original do trecho.

( ) Poderíamos unir as duas frases das linhas 37 a 38 com o nexo já que, mantendo o sentido original do trecho.

A sequência correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é

 

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636144 Ano: 2018
Disciplina: Direito Constitucional
Banca: UFRGS
Orgão: UFRGS

Considere as afirmações abaixo, segundo a Constituição da República Federativa do Brasil.

I - A organização político-administrativa da República Federativa do Brasil, típica do federalismo dual, compreende a União, como ente primário e hierarquicamente superior, e os Estados, como entes secundários e vinculados à União, nos termos da Constituição.

II - Os Territórios Federais integram a União, e sua criação, transformação em Estado ou reintegração ao Estado de origem serão reguladas em lei complementar.

III - Os Estados são unitários e lhes é vedada a incorporação, subdivisão ou desmembramento a qualquer título, dada a natureza federal da República Federativa do Brasil.

IV - Os Municípios, que não integram a federação, somente podem ser criados por decreto presidencial, ouvidas a Assembleia Legislativa do Estado em que estejam localizados.

Quais estão corretas?

 

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509365 Ano: 2018
Disciplina: Português
Banca: UFRGS
Orgão: UFRGS

Instrução: A questão refere-se ao texto abaixo.

O jovem Haubert estava secando ao sol várias peças de metal previamente mergulhadas em uma infusão de aguarrás quando Ana Maria Hoffstätter o encontrou. Ela trazia um grande cesto de roupas para serem penduradas no varal e decidira-se a cumprir seu dever com a maior rapidez possível, pois a pequena Aurélia chorava desde a manhã com a garganta envolta num pano embebido em cânfora. Cruzou pelo jovem Haubert e baixou a cabeça, rumando para os fundos do pátio. Com o canto dos olhos percebeu que ele desviava a atenção do seu trabalho e a observava. Apressou o passo, quase corria com a cesta amparada à cintura.

– Não vá cair – disse Haubert – senão vou ter que te levantar.

Ana Maria estacou, voltando-se. O jovem Haubert sorria, os braços cruzados. O sol de inverno batia de lado nos cabelos revoltos, erguendo reverberações de cobre.

– Sei me levantar sozinha – ela disse, inundada por um prazer até então desconhecido.

– É pena. Porque eu gosto de ajudar.

– Sei. Gosta de ajudar a todas as moças – Ana Maria sentiu um inesperado despeito.

– As velhas eu deixo que se levantem por si mesmas

– ele ria, caminhando em sua direção.

Ana Maria contraiu-se. Ao mesmo tempo queria e não queria sair dali. Quando ele ia pegar o cesto de roupas, ela deu-se conta de que nunca havia enxergado traços tão perfeitos, lábios tão frescos e pele tão branca, onde despontava uma barba juvenil, de fios dourados e macios.

– Te ajudo com isso – ele repetiu.

Ela passou-lhe o cesto, que Haubert ergueu como se fosse uma pluma, levando-o aos ombros largos.

Seguiram caminhando lado a lado.

– Como é que você aguenta tanto serviço? Você precisa de uma ajudante.

– Estou acostumada. Sempre fiz todo o trabalho de casa.

O jovem Haubert ficou sério.

– Melhor isso do que ser amante do Inspetor Lehn.

Aquilo, dito de forma tão crua, fez com que Ana Maria emudecesse. Não imaginava que o assunto fosse do conhecimento geral.

Adaptado de ASSIS BRASIL, L. A.

Videiras de cristal. O romance dos Muckers. 5ª ed. Porto Alegre: Mercado Aberto, 1997.

Assinale com 1 os pronomes que retomam ou fazem referência a Ana Maria Hoffstäter e com 2 os pronomes que retomam ou se referem a Haubert.

( ) o

( ) se

( ) a

( ) te

( ) lhe

A sequência numérica correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é

 

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