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Fragmento I
(OLIVEIRA, 2010, p. 92) Fernando: O revisor muitas vezes age como coautor [...] principalmente no caso em que o revisor tem algum conhecimento do assunto. A revisão não é só um trabalho mecânico que você olha assim e vai resolvendo problema a problema por uma técnica. Isso é um aspecto que se sobressai mais. Mas a ordem da frase, os hábitos, as características do estilo do autor têm que ser levados em consideração. [...] Todos nós temos experiência dessa ordem [...] pegar um texto muito confuso e conversar com o autor para enxugar, dar uma ordem mais objetiva. Principalmente quando se trata de um texto técnico, que visa passar informações com clareza.
Fragmento II
(OLIVEIRA, 2010, p. 92-93) Lígia: Analisar a superfície do texto é simples, basta desenvolver um olhar de lince... que a gente vai em cima. Mas o trabalho do revisor não é só isso. [...] Considerando, por exemplo, num texto acadêmico, que a pessoa quer defender uma tese, quer argumentar em torno daquela tese, e quer fazer com que o leitor se convença que o que ele faz é relevante [...]. Então, nesse sentido, o revisor entraria como coorientador para aperfeiçoar o projeto de dizer dessa pessoa. Nesse sentido, é importante salientar que, embora o olhar de lince do revisor para a superfície textual seja desenvolvido, é muito mais importante observar as relações discursivas, quais são as metas que essa pessoa tem, e para atingir essas metas, o que ela precisa preencher em termos de lacuna, de discurso.
Fragmento III
(OLIVEIRA, 2010, p. 93) Aurélio: [...] Eu tenho participado na revisão de alguns trabalhos e, quando vou contatar com alguns autores, eles não recebem muito bem as sugestões, eles não aceitam... Exemplo disso aconteceu com um médico. Quando sugeri algumas mudanças, ele taxativamente respondeu: “Coloque como eu coloquei”. Não é que esteja errado, mas é que poderia ser melhorado.
O pronome sublinhado, no Fragmento III, estabelece uma relação coesiva
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Fragmento I
(OLIVEIRA, 2010, p. 92) Fernando: O revisor muitas vezes age como coautor [...] principalmente no caso em que o revisor tem algum conhecimento do assunto. A revisão não é só um trabalho mecânico que você olha assim e vai resolvendo problema a problema por uma técnica. Isso é um aspecto que se sobressai mais. Mas a ordem da frase, os hábitos, as características do estilo do autor têm que ser levados em consideração. [...] Todos nós temos experiência dessa ordem [...] pegar um texto muito confuso e conversar com o autor para enxugar, dar uma ordem mais objetiva. Principalmente quando se trata de um texto técnico, que visa passar informações com clareza.
Fragmento II
(OLIVEIRA, 2010, p. 92-93) Lígia: Analisar a superfície do texto é simples, basta desenvolver um olhar de lince... que a gente vai em cima. Mas o trabalho do revisor não é só isso. [...] Considerando, por exemplo, num texto acadêmico, que a pessoa quer defender uma tese, quer argumentar em torno daquela tese, e quer fazer com que o leitor se convença que o que ele faz é relevante [...]. Então, nesse sentido, o revisor entraria como coorientador para aperfeiçoar o projeto de dizer dessa pessoa. Nesse sentido, é importante salientar que, embora o olhar de lince do revisor para a superfície textual seja desenvolvido, é muito mais importante observar as relações discursivas, quais são as metas que essa pessoa tem, e para atingir essas metas, o que ela precisa preencher em termos de lacuna, de discurso.
Fragmento III
(OLIVEIRA, 2010, p. 93) Aurélio: [...] Eu tenho participado na revisão de alguns trabalhos e, quando vou contatar com alguns autores, eles não recebem muito bem as sugestões, eles não aceitam... Exemplo disso aconteceu com um médico. Quando sugeri algumas mudanças, ele taxativamente respondeu: “Coloque como eu coloquei”. Não é que esteja errado, mas é que poderia ser melhorado.
A expressão “nesse sentido” aparece duas vezes no Fragmento II. A fim de evitar essa repetição, e mantendo o mesmo sentido pretendido por Lígia, é poss ível substituí-la por
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Fragmento I
(OLIVEIRA, 2010, p. 92) Fernando: O revisor muitas vezes age como coautor [...] principalmente no caso em que o revisor tem algum conhecimento do assunto. A revisão não é só um trabalho mecânico que você olha assim e vai resolvendo problema a problema por uma técnica. Isso é um aspecto que se sobressai mais. Mas a ordem da frase, os hábitos, as características do estilo do autor têm que ser levados em consideração. [...] Todos nós temos experiência dessa ordem [...] pegar um texto muito confuso e conversar com o autor para enxugar, dar uma ordem mais objetiva. Principalmente quando se trata de um texto técnico, que visa passar informações com clareza.
Fragmento II
(OLIVEIRA, 2010, p. 92-93) Lígia: Analisar a superfície do texto é simples, basta desenvolver um olhar de lince... que a gente vai em cima. Mas o trabalho do revisor não é só isso. [...] Considerando, por exemplo, num texto acadêmico, que a pessoa quer defender uma tese, quer argumentar em torno daquela tese, e quer fazer com que o leitor se convença que o que ele faz é relevante [...]. Então, nesse sentido, o revisor entraria como coorientador para aperfeiçoar o projeto de dizer dessa pessoa. Nesse sentido, é importante salientar que, embora o olhar de lince do revisor para a superfície textual seja desenvolvido, é muito mais importante observar as relações discursivas, quais são as metas que essa pessoa tem, e para atingir essas metas, o que ela precisa preencher em termos de lacuna, de discurso.
Fragmento III
(OLIVEIRA, 2010, p. 93) Aurélio: [...] Eu tenho participado na revisão de alguns trabalhos e, quando vou contatar com alguns autores, eles não recebem muito bem as sugestões, eles não aceitam... Exemplo disso aconteceu com um médico. Quando sugeri algumas mudanças, ele taxativamente respondeu: “Coloque como eu coloquei”. Não é que esteja errado, mas é que poderia ser melhorado.
Comparando-se as opiniões de Fernando e Lígia acerca da atuação do revisor de textos, é possível concluir que
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Fragmento I
(OLIVEIRA, 2010, p. 92) Fernando: O revisor muitas vezes age como coautor [...] principalmente no caso em que o revisor tem algum conhecimento do assunto. A revisão não é só um trabalho mecânico que você olha assim e vai resolvendo problema a problema por uma técnica. Isso é um aspecto que se sobressai mais. Mas a ordem da frase, os hábitos, as características do estilo do autor têm que ser levados em consideração. [...] Todos nós temos experiência dessa ordem [...] pegar um texto muito confuso e conversar com o autor para enxugar, dar uma ordem mais objetiva. Principalmente quando se trata de um texto técnico, que visa passar informações com clareza.
Fragmento II
(OLIVEIRA, 2010, p. 92-93) Lígia: Analisar a superfície do texto é simples, basta desenvolver um olhar de lince... que a gente vai em cima. Mas o trabalho do revisor não é só isso. [...] Considerando, por exemplo, num texto acadêmico, que a pessoa quer defender uma tese, quer argumentar em torno daquela tese, e quer fazer com que o leitor se convença que o que ele faz é relevante [...]. Então, nesse sentido, o revisor entraria como coorientador para aperfeiçoar o projeto de dizer dessa pessoa. Nesse sentido, é importante salientar que, embora o olhar de lince do revisor para a superfície textual seja desenvolvido, é muito mais importante observar as relações discursivas, quais são as metas que essa pessoa tem, e para atingir essas metas, o que ela precisa preencher em termos de lacuna, de discurso.
Fragmento III
(OLIVEIRA, 2010, p. 93) Aurélio: [...] Eu tenho participado na revisão de alguns trabalhos e, quando vou contatar com alguns autores, eles não recebem muito bem as sugestões, eles não aceitam... Exemplo disso aconteceu com um médico. Quando sugeri algumas mudanças, ele taxativamente respondeu: “Coloque como eu coloquei”. Não é que esteja errado, mas é que poderia ser melhorado.
Com relação ao verbo sublinhado no Fragmento I, é correto afirmar que
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AS CORRESPONDÊNCIAS DE CÂMARA CASCUDO E MÁRIO DE ANDRADE
Edna Maria Rangel de Sá
Humberto Hermenegildo de Araújo
Universidade Federal do Rio Grande do Norte
1 Manuela e Isaura: nomes do coração
Escrever cartas era uma atividade essencial à maioria dos intelectuais brasileiros até a segunda metade do século XX, quando ainda não era tão evidente o domínio da tecnologia informacional computadorizada nas comunicações interpessoais. Vista como uma memória cultural documentada, a produção epistolar pode se caracterizar também como um registro de dimensão não institucional, no contexto do espaço material, simbólico e funcional construído e gerido pela intelectualidade que historicamente se organiza em torno do poder, definido por Angel Rama (1985) como “cidade das letras”.
Nesse contexto, os indivíduos e as instituições implicados nas questões tratadas pelos autores das cartas podem ser vistos como agentes culturais que dão forma a universos de interesses distintos, revelando tensões implicadas nas relações sociais . Esses agentes culturais constituem, via de regra, uma elite cultural da sociedade, aspecto que interessa a uma pesquisa que analise as formas de filtragem das dominantes culturais de determinados períodos.
Se o mesmo texto houvesse sido publicado pelos autores como um artigo, no mesmo ano, no volume 3, número 2, ocupando da página 57 a 77, da revista Linguagem em (Dis)curso, editada pela Universidade do Sul de Santa Catarina (Unisul), em Tubarão, a referência correta seria
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AS CORRESPONDÊNCIAS DE CÂMARA CASCUDO E MÁRIO DE ANDRADE
Edna Maria Rangel de Sá
Humberto Hermenegildo de Araújo
Universidade Federal do Rio Grande do Norte
1 Manuela e Isaura: nomes do coração
Escrever cartas era uma atividade essencial à maioria dos intelectuais brasileiros até a segunda metade do século XX, quando ainda não era tão evidente o domínio da tecnologia informacional computadorizada nas comunicações interpessoais. Vista como uma memória cultural documentada, a produção epistolar pode se caracterizar também como um registro de dimensão não institucional, no contexto do espaço material, simbólico e funcional construído e gerido pela intelectualidade que historicamente se organiza em torno do poder, definido por Angel Rama (1985) como “cidade das letras”.
Nesse contexto, os indivíduos e as instituições implicados nas questões tratadas pelos autores das cartas podem ser vistos como agentes culturais que dão forma a universos de interesses distintos, revelando tensões implicadas nas relações sociais . Esses agentes culturais constituem, via de regra, uma elite cultural da sociedade, aspecto que interessa a uma pesquisa que analise as formas de filtragem das dominantes culturais de determinados períodos.
No final do artigo, o pesquisador apresentou a seguinte referência:
SÁ, Edna Maria Rangel de, e Humberto Hermenegildo de Araújo. As correspondências de Câmara Cascudo e Mário de Andrade. p. 119-142. In: História do Português Brasileiro no Rio Grande do Norte: análise linguística e textual da correspondência de Câmara Cascudo e Mário de Andrade – 1924 a 1944. Org. Marco Antonio Martins e Maria Alice Tavares. Natal: EDUFRN, 2012.
No entanto, tal referência ao capítulo de um livro está em desacordo com algumas determinações da ABNT. Assim, a fim de resolver esse problema, a referência deveria se apresentar da seguinte forma:
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| UNIVERSIDADE FEDERAL DO SERIDÓ POTIGUAR PRÓ-REITORIA DE ADMINISTRAÇÃO Mem. nº 45/2013 – PROAD/UFSP Caicó, 14 de Maio de 2013. Ao Senhor Chefe da Superintendência de Informática Assunto: Manutenção de computadores. 1. Solicitamos a Vossa Excelência a vinda de um técnico a essa Pró-Reitoria, a fim de que execute a manutenção periódica dos computadores desta unidade, bem como realize a configuração das impressoras multifuncionais recém -adquiridas. 2. Ainda com relação à manutenção dos computadores ressaltamos, ser necessário, trazer cópias de vários softwares como editor de textos, programa de tratamento de imagens entre outros, para reinstalação nos computadores da secretaria do gabinete. Atenciosamente, João da Silva Santos Pró-Reitor de Administração |
O 2º parágrafo do memorando apresenta alguns problemas de pontuação. De acordo com a variedade padrão da língua portuguesa, o trecho pode ser reescrito da seguinte forma:
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| UNIVERSIDADE FEDERAL DO SERIDÓ POTIGUAR PRÓ-REITORIA DE ADMINISTRAÇÃO Mem. nº 45/2013 – PROAD/UFSP Caicó, 14 de Maio de 2013. Ao Senhor Chefe da Superintendência de Informática Assunto: Manutenção de computadores. 1. Solicitamos a Vossa Excelência a vinda de um técnico a essa Pró-Reitoria, a fim de que execute a manutenção periódica dos computadores desta unidade, bem como realize a configuração das impressoras multifuncionais recém -adquiridas. 2. Ainda com relação à manutenção dos computadores ressaltamos, ser necessário, trazer cópias de vários softwares como editor de textos, programa de tratamento de imagens entre outros, para reinstalação nos computadores da secretaria do gabinete. Atenciosamente, João da Silva Santos Pró-Reitor de Administração |
Na expressão “essa Pró-Reitoria” (no 1º parágrafo), o emprego do pronome demonstrativo destacado constitui um problema de
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| UNIVERSIDADE FEDERAL DO SERIDÓ POTIGUAR PRÓ-REITORIA DE ADMINISTRAÇÃO Mem. nº 45/2013 – PROAD/UFSP Caicó, 14 de Maio de 2013. Ao Senhor Chefe da Superintendência de Informática Assunto: Manutenção de computadores. 1. Solicitamos a Vossa Excelência a vinda de um técnico a essa Pró-Reitoria, a fim de que execute a manutenção periódica dos computadores desta unidade, bem como realize a configuração das impressoras multifuncionais recém -adquiridas. 2. Ainda com relação à manutenção dos computadores ressaltamos, ser necessário, trazer cópias de vários softwares como editor de textos, programa de tratamento de imagens entre outros, para reinstalação nos computadores da secretaria do gabinete. Atenciosamente, João da Silva Santos Pró-Reitor de Administração |
As locuções “a fim de que” e “bem como” (destacadas no 1º parágrafo) apresentam, respectivamente, os valores semânticos de
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| UNIVERSIDADE FEDERAL DO SERIDÓ POTIGUAR PRÓ-REITORIA DE ADMINISTRAÇÃO Mem. nº 45/2013 – PROAD/UFSP Caicó, 14 de Maio de 2013. Ao Senhor Chefe da Superintendência de Informática Assunto: Manutenção de computadores. 1. Solicitamos a Vossa Excelência a vinda de um técnico a essa Pró-Reitoria, a fim de que execute a manutenção periódica dos computadores desta unidade, bem como realize a configuração das impressoras multifuncionais recém -adquiridas. 2. Ainda com relação à manutenção dos computadores ressaltamos, ser necessário, trazer cópias de vários softwares como editor de textos, programa de tratamento de imagens entre outros, para reinstalação nos computadores da secretaria do gabinete. Atenciosamente, João da Silva Santos Pró-Reitor de Administração |
O pronome “Vossa Excelência”, utilizado para se referir ao destinatário, está empregado inadequadamente, uma vez que seu uso deve ser restrito a algumas autoridades dos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário. O correto tratamento a ser empregado no memorando seria
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