Foram encontradas 140 questões.
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: UnB
Texto para o item.
Onde canta o sabiá
Minha terra tem palmeiras,
onde canta o sabiá;
As aves, que aqui gorjeiam,
Não gorjeiam como lá...
Que brasileiro nunca ouviu estes versos algum dia, saudando a terra onde as aves, os amores, as flores são melhores do que em qualquer outro lugar? Escrito por Gonçalves Dias, em 1843, durante o Romantismo, com suas preocupações com a terra natal e a origem da nação, o poema Canção do Exílio passou das antologias poéticas aos manuais escolares. Seus enunciados entraram em nossa história cotidiana desde meados do século XIX e ao longo do XX, de modo que certas imagens (o sabiá, a palmeira) e alguns versos soltos do poema (“nosso céu tem mais estrelas”; “não permita Deus que eu morra, sem que volte para lá”) se tornaram fatos comuns do imaginário brasileiro.
A Canção do Exílio é um dos textos-fundadores de nossa cultura. Criaram-se a partir dele imagens de identidade brasileira, num percurso que pode ser seguido através de várias linhas ou matrizes. A Canção do Expedicionário, de Guilherme de Almeida — ligado ao
contexto modernista dos anos 30 e 40 —, com certo tom tradicional, canta a natureza brasileira e retoma símbolos nacionais, como a Moema, a Iracema, o Sabiá, dialogando também com as modinhas do cancioneiro popular:
Deixei lá atrás meu terreiro,
28 meu limão, meu limoeiro,
meu pé de jacarandá
lá no alto da colina
31 onde canta o sabiá.
A partir do movimento modernista, a retratação otimista da paisagem tropical começou a alterar-se, conforme se tomava consciência dos problemas econômicos e culturais legados dos tempos coloniais. “Sabiás”, “palmeiras”, “minha terra” aparecem desestabilizando os valores e os sentidos consagrados pela tradição anterior. Assim, num segundo tipo de imagem, as releituras da Canção do Exílio vinculam natureza e cultura, relendo-se o poema-fundador com perspectiva crítica, que aponta para ruínas culturais, esquecimentos,
lacunas políticas e sociais.
Beatriz de Moraes Vieira. Internet:
<www.nossahistoria.net> (com adaptações).
Considerando o conteúdo e a expressão do texto, julgue o item a seguir.
No texto, defende-se a idéia de que, entre os versos originais de Canção do Exílio e suas “releituras”, há uma diferença tipológica: as releituras são textos críticos.
Provas
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: UnB
Texto para o item.
Onde canta o sabiá
Minha terra tem palmeiras,
onde canta o sabiá;
As aves, que aqui gorjeiam,
Não gorjeiam como lá...
Que brasileiro nunca ouviu estes versos algum dia, saudando a terra onde as aves, os amores, as flores são melhores do que em qualquer outro lugar? Escrito por Gonçalves Dias, em 1843, durante o Romantismo, com suas preocupações com a terra natal e a origem da nação, o poema Canção do Exílio passou das antologias poéticas aos manuais escolares. Seus enunciados entraram em nossa história cotidiana desde meados do século XIX e ao longo do XX, de modo que certas imagens (o sabiá, a palmeira) e alguns versos soltos do poema (“nosso céu tem mais estrelas”; “não permita Deus que eu morra, sem que volte para lá”) se tornaram fatos comuns do imaginário brasileiro.
A Canção do Exílio é um dos textos-fundadores de nossa cultura. Criaram-se a partir dele imagens de identidade brasileira, num percurso que pode ser seguido através de várias linhas ou matrizes. A Canção do Expedicionário, de Guilherme de Almeida — ligado ao
contexto modernista dos anos 30 e 40 —, com certo tom tradicional, canta a natureza brasileira e retoma símbolos nacionais, como a Moema, a Iracema, o Sabiá, dialogando também com as modinhas do cancioneiro popular:
Deixei lá atrás meu terreiro,
28 meu limão, meu limoeiro,
meu pé de jacarandá
lá no alto da colina
31 onde canta o sabiá.
A partir do movimento modernista, a retratação otimista da paisagem tropical começou a alterar-se, conforme se tomava consciência dos problemas econômicos e culturais legados dos tempos coloniais. “Sabiás”, “palmeiras”, “minha terra” aparecem desestabilizando os valores e os sentidos consagrados pela tradição anterior. Assim, num segundo tipo de imagem, as releituras da Canção do Exílio vinculam natureza e cultura, relendo-se o poema-fundador com perspectiva crítica, que aponta para ruínas culturais, esquecimentos,
lacunas políticas e sociais.
Beatriz de Moraes Vieira. Internet:
<www.nossahistoria.net> (com adaptações).
Considerando o conteúdo e a expressão do texto, julgue o item a seguir.
A partir do Movimento Tropicalista, na literatura brasileira, abandona-se a tendência de “retratação otimista da paisagem tropical” e substitui-se a paráfrase pela paródia, abordando-se os problemas culturais brasileiros.
Provas
Texto para o item.
Onde canta o sabiá
Minha terra tem palmeiras,
onde canta o sabiá;
As aves, que aqui gorjeiam,
Não gorjeiam como lá...
Que brasileiro nunca ouviu estes versos algum dia, saudando a terra onde as aves, os amores, as flores são melhores do que em qualquer outro lugar? Escrito por Gonçalves Dias, em 1843, durante o Romantismo, com suas preocupações com a terra natal e a origem da nação, o poema Canção do Exílio passou das antologias poéticas aos manuais escolares. Seus enunciados entraram em nossa história cotidiana desde meados do século XIX e ao longo do XX, de modo que certas imagens (o sabiá, a palmeira) e alguns versos soltos do poema (“nosso céu tem mais estrelas”; “não permita Deus que eu morra, sem que volte para lá”) se tornaram fatos comuns do imaginário brasileiro.
A Canção do Exílio é um dos textos-fundadores de nossa cultura. Criaram-se a partir dele imagens de identidade brasileira, num percurso que pode ser seguido através de várias linhas ou matrizes. A Canção do Expedicionário, de Guilherme de Almeida — ligado ao
contexto modernista dos anos 30 e 40 —, com certo tom tradicional, canta a natureza brasileira e retoma símbolos nacionais, como a Moema, a Iracema, o Sabiá, dialogando também com as modinhas do cancioneiro popular:
Deixei lá atrás meu terreiro,
28 meu limão, meu limoeiro,
meu pé de jacarandá
lá no alto da colina
31 onde canta o sabiá.
A partir do movimento modernista, a retratação otimista da paisagem tropical começou a alterar-se, conforme se tomava consciência dos problemas econômicos e culturais legados dos tempos coloniais. “Sabiás”, “palmeiras”, “minha terra” aparecem desestabilizando os valores e os sentidos consagrados pela tradição anterior. Assim, num segundo tipo de imagem, as releituras da Canção do Exílio vinculam natureza e cultura, relendo-se o poema-fundador com perspectiva crítica, que aponta para ruínas culturais, esquecimentos,
lacunas políticas e sociais.
Beatriz de Moraes Vieira. Internet:
<www.nossahistoria.net> (com adaptações).
Considerando o conteúdo e a expressão do texto, julgue o item a seguir.
De acordo com as idéias do texto, as “imagens de identidade brasileira” — o sabiá, a palmeira — garantem que o poema de Gonçalves Dias permaneça como cânone literário ao longo dos tempos.
Provas
Texto para o item.
Onde canta o sabiá
Minha terra tem palmeiras,
onde canta o sabiá;
As aves, que aqui gorjeiam,
Não gorjeiam como lá...
Que brasileiro nunca ouviu estes versos algum dia, saudando a terra onde as aves, os amores, as flores são melhores do que em qualquer outro lugar? Escrito por Gonçalves Dias, em 1843, durante o Romantismo, com suas preocupações com a terra natal e a origem da nação, o poema Canção do Exílio passou das antologias poéticas aos manuais escolares. Seus enunciados entraram em nossa história cotidiana desde meados do século XIX e ao longo do XX, de modo que certas imagens (o sabiá, a palmeira) e alguns versos soltos do poema (“nosso céu tem mais estrelas”; “não permita Deus que eu morra, sem que volte para lá”) se tornaram fatos comuns do imaginário brasileiro.
A Canção do Exílio é um dos textos-fundadores de nossa cultura. Criaram-se a partir dele imagens de identidade brasileira, num percurso que pode ser seguido através de várias linhas ou matrizes. A Canção do Expedicionário, de Guilherme de Almeida — ligado ao
contexto modernista dos anos 30 e 40 —, com certo tom tradicional, canta a natureza brasileira e retoma símbolos nacionais, como a Moema, a Iracema, o Sabiá, dialogando também com as modinhas do cancioneiro popular:
Deixei lá atrás meu terreiro,
28 meu limão, meu limoeiro,
meu pé de jacarandá
lá no alto da colina
31 onde canta o sabiá.
A partir do movimento modernista, a retratação otimista da paisagem tropical começou a alterar-se, conforme se tomava consciência dos problemas econômicos e culturais legados dos tempos coloniais. “Sabiás”, “palmeiras”, “minha terra” aparecem desestabilizando os valores e os sentidos consagrados pela tradição anterior. Assim, num segundo tipo de imagem, as releituras da Canção do Exílio vinculam natureza e cultura, relendo-se o poema-fundador com perspectiva crítica, que aponta para ruínas culturais, esquecimentos,
lacunas políticas e sociais.
Beatriz de Moraes Vieira. Internet:
<www.nossahistoria.net> (com adaptações).
Considerando o conteúdo e a expressão do texto, julgue o item a seguir.
O trecho “Criaram-se a partir dele imagens de identidade brasileira”permanece nos padrões da língua escrita culta caso o verbo seja empregado no singular.
Provas
Texto para o item.
Onde canta o sabiá
Minha terra tem palmeiras,
onde canta o sabiá;
As aves, que aqui gorjeiam,
Não gorjeiam como lá...
Que brasileiro nunca ouviu estes versos algum dia, saudando a terra onde as aves, os amores, as flores são melhores do que em qualquer outro lugar? Escrito por Gonçalves Dias, em 1843, durante o Romantismo, com suas preocupações com a terra natal e a origem da nação, o poema Canção do Exílio passou das antologias poéticas aos manuais escolares. Seus enunciados entraram em nossa história cotidiana desde meados do século XIX e ao longo do XX, de modo que certas imagens (o sabiá, a palmeira) e alguns versos soltos do poema (“nosso céu tem mais estrelas”; “não permita Deus que eu morra, sem que volte para lá”) se tornaram fatos comuns do imaginário brasileiro.
A Canção do Exílio é um dos textos-fundadores de nossa cultura. Criaram-se a partir dele imagens de identidade brasileira, num percurso que pode ser seguido através de várias linhas ou matrizes. A Canção do Expedicionário, de Guilherme de Almeida — ligado ao
contexto modernista dos anos 30 e 40 —, com certo tom tradicional, canta a natureza brasileira e retoma símbolos nacionais, como a Moema, a Iracema, o Sabiá, dialogando também com as modinhas do cancioneiro popular:
Deixei lá atrás meu terreiro,
28 meu limão, meu limoeiro,
meu pé de jacarandá
lá no alto da colina
31 onde canta o sabiá.
A partir do movimento modernista, a retratação otimista da paisagem tropical começou a alterar-se, conforme se tomava consciência dos problemas econômicos e culturais legados dos tempos coloniais. “Sabiás”, “palmeiras”, “minha terra” aparecem desestabilizando os valores e os sentidos consagrados pela tradição anterior. Assim, num segundo tipo de imagem, as releituras da Canção do Exílio vinculam natureza e cultura, relendo-se o poema-fundador com perspectiva crítica, que aponta para ruínas culturais, esquecimentos,
lacunas políticas e sociais.
Beatriz de Moraes Vieira. Internet:
<www.nossahistoria.net> (com adaptações).
Considerando o conteúdo e a expressão do texto, julgue o item a seguir.
O texto trata da valorização e da legitimação da riqueza poética de Canção do Exílio, conforme evidencia o trecho “passou das antologias poéticas aos manuais escolares”.
Provas
Texto para o item.
Onde canta o sabiá
Minha terra tem palmeiras,
onde canta o sabiá;
As aves, que aqui gorjeiam,
Não gorjeiam como lá...
Que brasileiro nunca ouviu estes versos algum dia, saudando a terra onde as aves, os amores, as flores são melhores do que em qualquer outro lugar? Escrito por Gonçalves Dias, em 1843, durante o Romantismo, com suas preocupações com a terra natal e a origem da nação, o poema Canção do Exílio passou das antologias poéticas aos manuais escolares. Seus enunciados entraram em nossa história cotidiana desde meados do século XIX e ao longo do XX, de modo que certas imagens (o sabiá, a palmeira) e alguns versos soltos do poema (“nosso céu tem mais estrelas”; “não permita Deus que eu morra, sem que volte para lá”) se tornaram fatos comuns do imaginário brasileiro.
A Canção do Exílio é um dos textos-fundadores de nossa cultura. Criaram-se a partir dele imagens de identidade brasileira, num percurso que pode ser seguido através de várias linhas ou matrizes. A Canção do Expedicionário, de Guilherme de Almeida — ligado ao
contexto modernista dos anos 30 e 40 —, com certo tom tradicional, canta a natureza brasileira e retoma símbolos nacionais, como a Moema, a Iracema, o Sabiá, dialogando também com as modinhas do cancioneiro popular:
Deixei lá atrás meu terreiro,
28 meu limão, meu limoeiro,
meu pé de jacarandá
lá no alto da colina
31 onde canta o sabiá.
A partir do movimento modernista, a retratação otimista da paisagem tropical começou a alterar-se, conforme se tomava consciência dos problemas econômicos e culturais legados dos tempos coloniais. “Sabiás”, “palmeiras”, “minha terra” aparecem desestabilizando os valores e os sentidos consagrados pela tradição anterior. Assim, num segundo tipo de imagem, as releituras da Canção do Exílio vinculam natureza e cultura, relendo-se o poema-fundador com perspectiva crítica, que aponta para ruínas culturais, esquecimentos,
lacunas políticas e sociais.
Beatriz de Moraes Vieira. Internet:
<www.nossahistoria.net> (com adaptações).
Considerando o conteúdo e a expressão do texto, julgue o item a seguir.
Na linha 5, inicia-se uma pergunta retórica, que pressupõe que todo brasileiro já ouviu os versos inseridos entre as linhas 1 e 4.
Provas
Texto para o item.
Onde canta o sabiá
Minha terra tem palmeiras,
onde canta o sabiá;
As aves, que aqui gorjeiam,
Não gorjeiam como lá...
Que brasileiro nunca ouviu estes versos algum dia, saudando a terra onde as aves, os amores, as flores são melhores do que em qualquer outro lugar? Escrito por Gonçalves Dias, em 1843, durante o Romantismo, com suas preocupações com a terra natal e a origem da nação, o poema Canção do Exílio passou das antologias poéticas aos manuais escolares. Seus enunciados entraram em nossa história cotidiana desde meados do século XIX e ao longo do XX, de modo que certas imagens (o sabiá, a palmeira) e alguns versos soltos do poema (“nosso céu tem mais estrelas”; “não permita Deus que eu morra, sem que volte para lá”) se tornaram fatos comuns do imaginário brasileiro.
A Canção do Exílio é um dos textos-fundadores de nossa cultura. Criaram-se a partir dele imagens de identidade brasileira, num percurso que pode ser seguido através de várias linhas ou matrizes. A Canção do Expedicionário, de Guilherme de Almeida — ligado ao
contexto modernista dos anos 30 e 40 —, com certo tom tradicional, canta a natureza brasileira e retoma símbolos nacionais, como a Moema, a Iracema, o Sabiá, dialogando também com as modinhas do cancioneiro popular:
Deixei lá atrás meu terreiro,
28 meu limão, meu limoeiro,
meu pé de jacarandá
lá no alto da colina
31 onde canta o sabiá.
A partir do movimento modernista, a retratação otimista da paisagem tropical começou a alterar-se, conforme se tomava consciência dos problemas econômicos e culturais legados dos tempos coloniais. “Sabiás”, “palmeiras”, “minha terra” aparecem desestabilizando os valores e os sentidos consagrados pela tradição anterior. Assim, num segundo tipo de imagem, as releituras da Canção do Exílio vinculam natureza e cultura, relendo-se o poema-fundador com perspectiva crítica, que aponta para ruínas culturais, esquecimentos,
lacunas políticas e sociais.
Beatriz de Moraes Vieira. Internet:
<www.nossahistoria.net> (com adaptações).
Considerando o conteúdo e a expressão do texto, julgue o item a seguir.
Após a citação dos versos iniciais da Canção do Exílio, apresenta-se no texto, entre as linhas 5 e 11, um resumo desse poema narrativo.
Provas
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: UnB
Texto para o item.
Estava num aposento vasto, com janelas para uma rua lateral, e todo ele era forrado de estantes de ferro. Havia perto de dez, com quatro prateleiras, fora as pequenas com os livros de maior tomo. Quem examinasse vagarosamente aquela grande coleção de livros havia de
espantar-se ao perceber o espírito que presidia a sua reunião.
Na ficção, havia unicamente autores nacionais ou tidos como tais: o Bento Teixeira, da Prosopopéia; o Gregório de Matos, o Basílio da Gama, o Santa Rita Durão, o José de Alencar (todo), o Macedo, o Gonçalves Dias (todo), além de muitos outros. Podia-se afiançar que nem um dos autores nacionais ou nacionalizados de oitenta ora lá faltava nas estantes do major. De História do Brasil, era farta a messe: os cronistas, Gabriel Rocha Pita, Frei Vicente do Salvador, Capistrano de Abreu, Southey, Varnhagen, além de outros mais raros ou menos famosos. Então no tocante a viagens e explorações, que riqueza! Lá estavam todos esses últimos viajantes que tocavam no Brasil, resumida ou amplamente. Além destes, havia livros subsidiários: dicionários, manuais, enciclopédias, compêndios, em vários idiomas.
Vê-se assim que a sua predileção pela poética de Porto Alegre e Magalhães não lhe vinha de uma irremediável ignorância das línguas literárias da Europa; ao contrário, o major conhecia bem sofrivelmente francês, inglês e alemão; e se não falava tais idiomas, lia-os e traduzia-os corretamente. A razão tinha que ser encontrada numa disposição particular de seu espírito, no forte sentimento que guiava sua vida. Policarpo era patriota.
Lima Barreto. Triste fim de Policarpo Quaresma.
Internet: <www.bibvirt .futuro.usp.br>.
A partir do fragmento de texto ao lado, extraído da obra Triste Fim de Policarpo Quaresma, de Lima Barreto, julgue o item a seguir.
Perpassa o romance Triste Fim de Policarpo Quaresma uma concepção de herói nacional profundamente comprometida com problemas sociais e políticos de seu tempo e com o idioma nacional.
Provas
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: UnB
Texto para o item.
Estava num aposento vasto, com janelas para uma rua lateral, e todo ele era forrado de estantes de ferro. Havia perto de dez, com quatro prateleiras, fora as pequenas com os livros de maior tomo. Quem examinasse vagarosamente aquela grande coleção de livros havia de
espantar-se ao perceber o espírito que presidia a sua reunião.
Na ficção, havia unicamente autores nacionais ou tidos como tais: o Bento Teixeira, da Prosopopéia; o Gregório de Matos, o Basílio da Gama, o Santa Rita Durão, o José de Alencar (todo), o Macedo, o Gonçalves Dias (todo), além de muitos outros. Podia-se afiançar que nem um dos autores nacionais ou nacionalizados de oitenta ora lá faltava nas estantes do major. De História do Brasil, era farta a messe: os cronistas, Gabriel Rocha Pita, Frei Vicente do Salvador, Capistrano de Abreu, Southey, Varnhagen, além de outros mais raros ou menos famosos. Então no tocante a viagens e explorações, que riqueza! Lá estavam todos esses últimos viajantes que tocavam no Brasil, resumida ou amplamente. Além destes, havia livros subsidiários: dicionários, manuais, enciclopédias, compêndios, em vários idiomas.
Vê-se assim que a sua predileção pela poética de Porto Alegre e Magalhães não lhe vinha de uma irremediável ignorância das línguas literárias da Europa; ao contrário, o major conhecia bem sofrivelmente francês, inglês e alemão; e se não falava tais idiomas, lia-os e traduzia-os corretamente. A razão tinha que ser encontrada numa disposição particular de seu espírito, no forte sentimento que guiava sua vida. Policarpo era patriota.
Lima Barreto. Triste fim de Policarpo Quaresma.
Internet: <www.bibvirt .futuro.usp.br>.
A partir do fragmento de texto ao lado, extraído da obra Triste Fim de Policarpo Quaresma, de Lima Barreto, julgue o item a seguir.
Lima Barreto caracteriza Policarpo valendo-se de alguns traços do ideário estético do Pré-Modernismo, entre eles, o da busca por uma expressão autenticamente brasileira.
Provas
Texto para o item.
Estava num aposento vasto, com janelas para uma rua lateral, e todo ele era forrado de estantes de ferro. Havia perto de dez, com quatro prateleiras, fora as pequenas com os livros de maior tomo. Quem examinasse vagarosamente aquela grande coleção de livros havia de
espantar-se ao perceber o espírito que presidia a sua reunião.
Na ficção, havia unicamente autores nacionais ou tidos como tais: o Bento Teixeira, da Prosopopéia; o Gregório de Matos, o Basílio da Gama, o Santa Rita Durão, o José de Alencar (todo), o Macedo, o Gonçalves Dias (todo), além de muitos outros. Podia-se afiançar que nem um dos autores nacionais ou nacionalizados de oitenta ora lá faltava nas estantes do major. De História do Brasil, era farta a messe: os cronistas, Gabriel Rocha Pita, Frei Vicente do Salvador, Capistrano de Abreu, Southey, Varnhagen, além de outros mais raros ou menos famosos. Então no tocante a viagens e explorações, que riqueza! Lá estavam todos esses últimos viajantes que tocavam no Brasil, resumida ou amplamente. Além destes, havia livros subsidiários: dicionários, manuais, enciclopédias, compêndios, em vários idiomas.
Vê-se assim que a sua predileção pela poética de Porto Alegre e Magalhães não lhe vinha de uma irremediável ignorância das línguas literárias da Europa; ao contrário, o major conhecia bem sofrivelmente francês, inglês e alemão; e se não falava tais idiomas, lia-os e traduzia-os corretamente. A razão tinha que ser encontrada numa disposição particular de seu espírito, no forte sentimento que guiava sua vida. Policarpo era patriota.
Lima Barreto. Triste fim de Policarpo Quaresma.
Internet: <www.bibvirt .futuro.usp.br>.
A partir do fragmento de texto ao lado, extraído da obra Triste Fim de Policarpo Quaresma, de Lima Barreto, julgue o item a seguir.
Nas linhas 27 e 28, entre as orações “se não falava tais idiomas” e “lia-os e traduzia-os corretamente”, há uma relação de oposição, que poderia estar expressa na reescritura da primeira dessas orações por embora não falasse tais idiomas.
Provas
Caderno Container