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A respeito da variação linguística do português brasileiro, assinale a alternativa correta.
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No que se refere à fonologia do português brasileiro, assinale a alternativa correta.
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Em relação à análise sintática das sentenças que se seguem, assinale a alternativa correta.
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O termo “língua portuguesa” é bastante ambíguo e aplica-se a diversas variedades nitidamente diferenciáveis. Por exemplo, todos podemos distinguir claramente a fala de um português de Lisboa da de um brasileiro de Belo Horizonte; podemos igualmente distinguir a fala de um indivíduo criado na cidade, com segundo grau completo, da de uma pessoa criada no campo e analfabeta. E podemos também distinguir entre um texto escrito e a transcrição literal de um texto falado. Como exemplo desta última distinção, leia os dois textos a seguir.
(1) A tarefa de lançar as bases da nova gramática é muito longa e complexa; devemos, portanto, deixá-la para a próxima semana.
(2) A nova gramática do português, ela vai ser muito difícil a gente escrever. Melhor a gente deixar ela pra semana que vem.
PERINI, Mário. Gramática descritiva do português. São Paulo: Ática, 2005, p. 23, com adaptações.
Considerando o texto apresentado e as formas linguísticas nele presentes, assinale a alternativa correta.
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Bom era ouvir o mom das vacas devendo seu leite. Mas, passarinho de bilo no desvéu da madrugada, para toda tristeza que o pensamento da gente quer, ele repergunta e finge resposta. Tal, de tarde, o bento-vieira tresvoava, em vai sobrevem sob, rebicando de voo todo bichinhozinho de finas asas; pássaro esperto. Ia dechover mais em mais. Tardinha que enche as árvores de cigarras – então, não chove. Assovios que fechavam o dia: o papa-banana, o azulejo, a garricha-do-brejo, o suiriri, o sabiá-ponga, o grunhatá-do-coqueiro... Eu estava todo o tempo quase com Diadorim. Diadorim e eu, nós dois. A gente dava passeios. Com assim, a gente se diferenciava dos outros – porque jagunço não é muito de conversa continuada nem de amizades estreitas: abem eles se misturam e desmisturam, de acaso. De nós dois juntos, ninguém nada não falava. Tinham a boa prudência. Dissesse um, caçoasse, digo – podia morrer. Se acostumavam de ver a gente parmente. Que nem mais maldavam.
ROSA, Guimarães. Grande sertão veredas. São Paulo: Nova Aguilar, 1994.
No que se refere ao processo de formação de palavras na língua portuguesa e aos seus usos no texto apresentado, assinale a alternativa correta.
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Bom era ouvir o mom das vacas devendo seu leite. Mas, passarinho de bilo no desvéu da madrugada, para toda tristeza que o pensamento da gente quer, ele repergunta e finge resposta. Tal, de tarde, o bento-vieira tresvoava, em vai sobrevem sob, rebicando de voo todo bichinhozinho de finas asas; pássaro esperto. Ia dechover mais em mais. Tardinha que enche as árvores de cigarras – então, não chove. Assovios que fechavam o dia: o papa-banana, o azulejo, a garricha-do-brejo, o suiriri, o sabiá-ponga, o grunhatá-do-coqueiro... Eu estava todo o tempo quase com Diadorim. Diadorim e eu, nós dois. A gente dava passeios. Com assim, a gente se diferenciava dos outros – porque jagunço não é muito de conversa continuada nem de amizades estreitas: abem eles se misturam e desmisturam, de acaso. De nós dois juntos, ninguém nada não falava. Tinham a boa prudência. Dissesse um, caçoasse, digo – podia morrer. Se acostumavam de ver a gente parmente. Que nem mais maldavam.
ROSA, Guimarães. Grande sertão veredas. São Paulo: Nova Aguilar, 1994.
O prefixo no vocábulo “desmisturam” tem sentido equivalente ao de
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Ferdinand de Saussure é considerado o pai da linguística moderna. Em seu Curso de Linguística Geral, propôs o conceito de dicotomia para explicar o funcionamento e a organização das línguas naturais e usou analogias com o jogo de xadrez para explicar suas propostas. O jogo de xadrez é evocado, por exemplo, para contrapor os inúmeros desenvolvimentos que se podem prever a partir da “regra do jogo” ao conjunto sempre limitado de jogadas que efetivamente se realizam quando o jogo acontece. A ideia de que, no jogo de xadrez, são possíveis certas jogadas, mas não outras, leva a valorizar o que não se observa, ou seja, a regra do jogo encarada como condição de possibilidade do jogo.
SAUSSURE, Ferdinand de. Curso de linguística geral. São Paulo: Cultrix, 1984, com adaptações.
Assinale a alternativa que representa a dicotomia proposta por Saussure, aludida no texto.
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Ser adotada por Estados nacionais distintos (o que confere a multiplicidade dos centros);
abranger diferentes variedades (centros normatizadores diferentes: norma do português europeu, norma do português brasileiro, norma do português moçambicano, e assim sucessivamente);
ter reconhecimento dos e pelos falantes das outras variedades; localizar-se por diversos espaços de circulação;
dispor de instrumentos e dispositivos linguísticos regularizadores dessas variedades (dicionários, vocabulários ortográficos, gramáticas descritivas).
Disponível em: <https://www.museudalinguaportuguesa.org.br/portugueslingua- pluricentrica-artigo-de-regina-pires-de-brito/>. Acesso em: 28 jul. 2022, com adaptações.
Tendo em vista o caráter pluricêntrico da língua portuguesa, assinale a alternativa correta.
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A corte divertia-se, como sempre se divertiu, mais ou menos, e para os que transpuseram a linha dos cinquenta divertia-se mais do que hoje, eterno reparo dos que já não dão à vida toda a flor dos seus primeiros anos. Para os varões maduros, nunca a mocidade folga como no tempo deles, o que é natural dizer, porque cada homem vê as coisas com os olhos da sua idade. Os recreios da juventude não são decerto igualmente nobres, nem igualmente frívolos, em todos os tempos; mas a culpa ou o merecimento não é dela, — a pobre juventude, — é sim do tempo que lhe cai em sorte. A corte divertia-se, apesar dos recentes estragos do cólera —; bailava-se, cantava-se, passeava-se, ia-se ao teatro.”
ASSIS, Machado de. A mão e a luva. São Paulo: Ática, 1997.
Acerca das formas linguísticas utilizadas nesse texto, assinale a alternativa correta.
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A linguística moderna é considerada uma ciência por atender a requisitos desse modelo de produção de conhecimento. Lobato explica um deles: “o linguista parte de alguns dados iniciais sobre a língua, formulando hipóteses teóricas a partir desses dados. Essas hipóteses, por sua vez, terão de ser empiricamente comprovadas não só pelos dados iniciais, mas também por quaisquer outros que se revelarem relevantes. Da verificação empírica é que resultarão (ou não) a validade científica das hipóteses. Não sendo confirmadas as hipóteses iniciais, estas são reformuladas, até que se chegue a uma hipótese que cubra todos os fenômenos em análise.
LOBATO, Lucia. Da teoria padrão à teoria da regência e ligação. Belo Horizonte: Vigília, 1985, p. 27, com adaptações.
A propriedade da linguística como ciência, a que a autora faz referência no texto apresentado, remete ao caráter
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