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2418252 Ano: 2011
Disciplina: Português
Banca: UFMT
Orgão: UNEMAT
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A busca de felicidade nas salas de aula

[...]

Em uma verdadeira revolução educacional, o Centro de Psicologia Positiva da Universidade da Pensilvânia, nos Estados Unidos, sustenta que os princípios para a busca de uma vida melhor podem e devem ser ensinados nas escolas. As habilitações tradicionais seriam insuficientes. “O que desejam os pais para seus filhos?” Felicidade, saúde, autoconfiança, equilíbrio emocional. E o que ensinam as escolas nos países desenvolvidos? Alfabetização, matemática, disciplina, raciocínio crítico. [...]. Para o criador da Psicologia Positiva, nunca houve tanta riqueza material e tão pouca satisfação emocional. Esse deslocamento revela o vazio existencial do homem moderno e a necessidade de ferramentas cognitivas para a busca de seu bem-estar desde criança. “Sou inteiramente a favor do bom desempenho, do sucesso, da disciplina e da alfabetização literária e numérica. Mas imagine se as escolas pudessem, além disso, oferecer a seus alunos os princípios e as limitações para a busca do bem-estar. Teríamos indivíduos e famílias mais felizes, melhores instituições e um mundo melhor.”

Os problemas brasileiros são bem mais primitivos, como ilustra a recente controvérsia em torno de um conteúdo educacional sancionado pelo Ministério da Educação. O episódio revela dificuldades de nosso sistema até na entrega de requisitos básicos para a empregabilidade futura das crianças.

Uma coisa é o respeito à preservação da autoestima dos alunos e de suas famílias que não tiveram oportunidade de frequentar salas de aula. É compreensível que não se expressem de forma correta. Outra coisa é o inarredável compromisso dos professores na correção dos erros, de modo a romper o círculo vicioso do despreparo na sociedade do conhecimento. E outra coisa ainda é a qualidade do conteúdo educacional. Pois se agora “nós pega os peixe”, depois “nós não acha os emprego”. Formas de comunicação inadequadas fecham as portas de empregos mais produtivos e com melhores salários nos mercados de trabalho.

(GUEDES, Paulo. Revista ÉPOCA, 30/05/2011.)

O produtor do texto citou o Centro de Psicologia Positiva da Universidade da Pensilvânia como um argumento

 

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2418251 Ano: 2011
Disciplina: Português
Banca: UFMT
Orgão: UNEMAT
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A busca de felicidade nas salas de aula

[...]

Em uma verdadeira revolução educacional, o Centro de Psicologia Positiva da Universidade da Pensilvânia, nos Estados Unidos, sustenta que os princípios para a busca de uma vida melhor podem e devem ser ensinados nas escolas. As habilitações tradicionais seriam insuficientes. “O que desejam os pais para seus filhos?” Felicidade, saúde, autoconfiança, equilíbrio emocional. E o que ensinam as escolas nos países desenvolvidos? Alfabetização, matemática, disciplina, raciocínio crítico. [...]. Para o criador da Psicologia Positiva, nunca houve tanta riqueza material e tão pouca satisfação emocional. Esse deslocamento revela o vazio existencial do homem moderno e a necessidade de ferramentas cognitivas para a busca de seu bem-estar desde criança. “Sou inteiramente a favor do bom desempenho, do sucesso, da disciplina e da alfabetização literária e numérica. Mas imagine se as escolas pudessem, além disso, oferecer a seus alunos os princípios e as limitações para a busca do bem-estar. Teríamos indivíduos e famílias mais felizes, melhores instituições e um mundo melhor.”

Os problemas brasileiros são bem mais primitivos, como ilustra a recente controvérsia em torno de um conteúdo educacional sancionado pelo Ministério da Educação. O episódio revela dificuldades de nosso sistema até na entrega de requisitos básicos para a empregabilidade futura das crianças.

Uma coisa é o respeito à preservação da autoestima dos alunos e de suas famílias que não tiveram oportunidade de frequentar salas de aula. É compreensível que não se expressem de forma correta. Outra coisa é o inarredável compromisso dos professores na correção dos erros, de modo a romper o círculo vicioso do despreparo na sociedade do conhecimento. E outra coisa ainda é a qualidade do conteúdo educacional. Pois se agora “nós pega os peixe”, depois “nós não acha os emprego”. Formas de comunicação inadequadas fecham as portas de empregos mais produtivos e com melhores salários nos mercados de trabalho.

(GUEDES, Paulo. Revista ÉPOCA, 30/05/2011.)

No artigo, o trecho inarredável compromisso dos professores pode ser entendido como:

 

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2418250 Ano: 2011
Disciplina: Português
Banca: UFMT
Orgão: UNEMAT
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A busca de felicidade nas salas de aula

[...]

Em uma verdadeira revolução educacional, o Centro de Psicologia Positiva da Universidade da Pensilvânia, nos Estados Unidos, sustenta que os princípios para a busca de uma vida melhor podem e devem ser ensinados nas escolas. As habilitações tradicionais seriam insuficientes. “O que desejam os pais para seus filhos?” Felicidade, saúde, autoconfiança, equilíbrio emocional. E o que ensinam as escolas nos países desenvolvidos? Alfabetização, matemática, disciplina, raciocínio crítico. [...]. Para o criador da Psicologia Positiva, nunca houve tanta riqueza material e tão pouca satisfação emocional. Esse deslocamento revela o vazio existencial do homem moderno e a necessidade de ferramentas cognitivas para a busca de seu bem-estar desde criança. “Sou inteiramente a favor do bom desempenho, do sucesso, da disciplina e da alfabetização literária e numérica. Mas imagine se as escolas pudessem, além disso, oferecer a seus alunos os princípios e as limitações para a busca do bem-estar. Teríamos indivíduos e famílias mais felizes, melhores instituições e um mundo melhor.”

Os problemas brasileiros são bem mais primitivos, como ilustra a recente controvérsia em torno de um conteúdo educacional sancionado pelo Ministério da Educação. O episódio revela dificuldades de nosso sistema até na entrega de requisitos básicos para a empregabilidade futura das crianças.

Uma coisa é o respeito à preservação da autoestima dos alunos e de suas famílias que não tiveram oportunidade de frequentar salas de aula. É compreensível que não se expressem de forma correta. Outra coisa é o inarredável compromisso dos professores na correção dos erros, de modo a romper o círculo vicioso do despreparo na sociedade do conhecimento. E outra coisa ainda é a qualidade do conteúdo educacional. Pois se agora “nós pega os peixe”, depois “nós não acha os emprego”. Formas de comunicação inadequadas fecham as portas de empregos mais produtivos e com melhores salários nos mercados de trabalho.

(GUEDES, Paulo. Revista ÉPOCA, 30/05/2011.)

No trecho Os problemas brasileiros são bem mais primitivos, o que, com base no texto, pode ser considerado problema mais primitivo?

 

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2418249 Ano: 2011
Disciplina: Português
Banca: UFMT
Orgão: UNEMAT
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A busca de felicidade nas salas de aula

[...]

Em uma verdadeira revolução educacional, o Centro de Psicologia Positiva da Universidade da Pensilvânia, nos Estados Unidos, sustenta que os princípios para a busca de uma vida melhor podem e devem ser ensinados nas escolas. As habilitações tradicionais seriam insuficientes. “O que desejam os pais para seus filhos?” Felicidade, saúde, autoconfiança, equilíbrio emocional. E o que ensinam as escolas nos países desenvolvidos? Alfabetização, matemática, disciplina, raciocínio crítico. [...]. Para o criador da Psicologia Positiva, nunca houve tanta riqueza material e tão pouca satisfação emocional. Esse deslocamento revela o vazio existencial do homem moderno e a necessidade de ferramentas cognitivas para a busca de seu bem-estar desde criança. “Sou inteiramente a favor do bom desempenho, do sucesso, da disciplina e da alfabetização literária e numérica. Mas imagine se as escolas pudessem, além disso, oferecer a seus alunos os princípios e as limitações para a busca do bem-estar. Teríamos indivíduos e famílias mais felizes, melhores instituições e um mundo melhor.”

Os problemas brasileiros são bem mais primitivos, como ilustra a recente controvérsia em torno de um conteúdo educacional sancionado pelo Ministério da Educação. O episódio revela dificuldades de nosso sistema até na entrega de requisitos básicos para a empregabilidade futura das crianças.

Uma coisa é o respeito à preservação da autoestima dos alunos e de suas famílias que não tiveram oportunidade de frequentar salas de aula. É compreensível que não se expressem de forma correta. Outra coisa é o inarredável compromisso dos professores na correção dos erros, de modo a romper o círculo vicioso do despreparo na sociedade do conhecimento. E outra coisa ainda é a qualidade do conteúdo educacional. Pois se agora “nós pega os peixe”, depois “nós não acha os emprego”. Formas de comunicação inadequadas fecham as portas de empregos mais produtivos e com melhores salários nos mercados de trabalho.

(GUEDES, Paulo. Revista ÉPOCA, 30/05/2011.)

Em que consiste, segundo o texto, uma verdadeira revolução educacional?

 

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2418248 Ano: 2011
Disciplina: Português
Banca: UFMT
Orgão: UNEMAT
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Por que condeno a lei contra a burca

Vi uma mulher de burca pela primeira vez no metrô de Londres, no verão de 1977. Eu tinha 22 anos, e senti pena, repulsa e impotência. Fazia calor nos vagões. Os homens que a acompanhavam falavam alto, ignorando-a. Eu tentava ver os olhos da mulher por trás da tela negra. Seria jovem, idosa? Seu olhar seria resignado ou um pedido mudo de socorro? Conseguiria respirar? Culpei os homens e o fanatismo islâmico. Ali estava uma mulher condenada a uma ausência de desejos.

Hoje, eu me vejo condenando a nova lei na França. O governo de Nicolas Sarkozy decidiu multar em 150 euros toda mulher que, num espaço público, se cobrir com dois tipos de véus muçulmanos: a burca e o niqab, que só insinuam ou mostram os olhos. Dirigir, ir a locais de culto e trabalhar com esses véus pode. Mas caminhar, ir a parques, museus, hospitais etc., não. A lei permite o xador e o hijab, que deixam a face exposta, e não cita o islamismo ou credos religiosos. Proíbe apenas a “dissimulação do rosto”. O slogan é: “A República se vive com o rosto descoberto”. [...]

Antes que o fundamentalismo católico, ateu ou feminista desabe sobre mim, vamos aos fatos, despidos de preconceitos. Há 5 milhões de muçulmanos na França. Menos de 2 mil mulheres usam burca ou niqab. Em Paris, não passam de 800. Elas se concentram em bairros de imigração árabe. Pela lei, policiais podem pedir que a mulher retire o véu para se identificar, mas não podem forçá-la a nada. Caso ela se recuse, eles a levarão à delegacia, e ela será multada. Essa minoria de muçulmanas já disse que não se opõe a mostrar o rosto ao pegar filhos na escola, ou à entrada de um banco ou museu. Mas se nega a abrir mão do véu.

Por trás da letra da lei, existe hipocrisia. Sarkozy precisa de medidas populares para melhorar suas chances de reeleição. A maioria dos franceses apoia o veto aos véus. Cita valores laicos e de liberdade da República francesa. São argumentos que soam legítimos. O véu integral, que não é pré-requisito no Alcorão, fere a dignidade da mulher por subtraí-la da sociedade. Muçulmanas obrigadas pelo marido a se cobrir estariam, enfim, livres para mostrar o rosto. É verdade. Mas e as que não abrem mão de se vestir assim? A França estaria violando seus direitos humanos. [...]

Um argumento hipócrita é o da segurança. Pessoas só com os olhos de fora podem ser terroristas disfarçados. Como se pessoas bombas, assassinos em série ou mártires fanáticos precisassem de burca para matar e morrer. [...]

Motociclistas de capacetes, cristãos carnavalescos ou mascarados em procissões religiosas, todos podem ocultar o rosto. [...] Sarkozy talvez personifique o sentimento nacional de aversão à imigração e ao diferente. [...].

(AQUINO, Ruth. Revista ÉPOCA, 18/04/2011.)

No título do artigo, a palavra porque é escrita separada e sem acento. Sobre esse fato linguístico, assinale a afirmativa correta.

 

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2418247 Ano: 2011
Disciplina: Português
Banca: UFMT
Orgão: UNEMAT
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Por que condeno a lei contra a burca

Vi uma mulher de burca pela primeira vez no metrô de Londres, no verão de 1977. Eu tinha 22 anos, e senti pena, repulsa e impotência. Fazia calor nos vagões. Os homens que a acompanhavam falavam alto, ignorando-a. Eu tentava ver os olhos da mulher por trás da tela negra. Seria jovem, idosa? Seu olhar seria resignado ou um pedido mudo de socorro? Conseguiria respirar? Culpei os homens e o fanatismo islâmico. Ali estava uma mulher condenada a uma ausência de desejos.

Hoje, eu me vejo condenando a nova lei na França. O governo de Nicolas Sarkozy decidiu multar em 150 euros toda mulher que, num espaço público, se cobrir com dois tipos de véus muçulmanos: a burca e o niqab, que só insinuam ou mostram os olhos. Dirigir, ir a locais de culto e trabalhar com esses véus pode. Mas caminhar, ir a parques, museus, hospitais etc., não. A lei permite o xador e o hijab, que deixam a face exposta, e não cita o islamismo ou credos religiosos. Proíbe apenas a “dissimulação do rosto”. O slogan é: “A República se vive com o rosto descoberto”. [...]

Antes que o fundamentalismo católico, ateu ou feminista desabe sobre mim, vamos aos fatos, despidos de preconceitos. Há 5 milhões de muçulmanos na França. Menos de 2 mil mulheres usam burca ou niqab. Em Paris, não passam de 800. Elas se concentram em bairros de imigração árabe. Pela lei, policiais podem pedir que a mulher retire o véu para se identificar, mas não podem forçá-la a nada. Caso ela se recuse, eles a levarão à delegacia, e ela será multada. Essa minoria de muçulmanas já disse que não se opõe a mostrar o rosto ao pegar filhos na escola, ou à entrada de um banco ou museu. Mas se nega a abrir mão do véu.

Por trás da letra da lei, existe hipocrisia. Sarkozy precisa de medidas populares para melhorar suas chances de reeleição. A maioria dos franceses apoia o veto aos véus. Cita valores laicos e de liberdade da República francesa. São argumentos que soam legítimos. O véu integral, que não é pré-requisito no Alcorão, fere a dignidade da mulher por subtraí-la da sociedade. Muçulmanas obrigadas pelo marido a se cobrir estariam, enfim, livres para mostrar o rosto. É verdade. Mas e as que não abrem mão de se vestir assim? A França estaria violando seus direitos humanos. [...]

Um argumento hipócrita é o da segurança. Pessoas só com os olhos de fora podem ser terroristas disfarçados. Como se pessoas bombas, assassinos em série ou mártires fanáticos precisassem de burca para matar e morrer. [...]

Motociclistas de capacetes, cristãos carnavalescos ou mascarados em procissões religiosas, todos podem ocultar o rosto. [...] Sarkozy talvez personifique o sentimento nacional de aversão à imigração e ao diferente. [...].

(AQUINO, Ruth. Revista ÉPOCA, 18/04/2011.)

O texto Por que condeno a lei contra a burca pode ser considerado do gênero artigo. Sobre as razões que justificam ser esse o gênero, marque V para as verdadeiras e F para as falsas.

( ) A autora apresenta um ponto de vista sobre um fato da atualidade, analisa-o e busca reação de concordância do leitor.

( ) A organização textual é argumentativa, a escrita respeita a norma padrão e é usado predominantemente o tempo presente do indicativo.

( ) O texto é escrito de forma impessoal, revela interação próxima com o leitor, trazendo-o para a aceitação dos argumentos apresentados.

( ) A autora expõe suas opiniões sobre um fato passado, usa argumentos de ordem subjetiva e moral.

Assinale a sequência correta.

 

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2418246 Ano: 2011
Disciplina: Português
Banca: UFMT
Orgão: UNEMAT
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Por que condeno a lei contra a burca

Vi uma mulher de burca pela primeira vez no metrô de Londres, no verão de 1977. Eu tinha 22 anos, e senti pena, repulsa e impotência. Fazia calor nos vagões. Os homens que a acompanhavam falavam alto, ignorando-a. Eu tentava ver os olhos da mulher por trás da tela negra. Seria jovem, idosa? Seu olhar seria resignado ou um pedido mudo de socorro? Conseguiria respirar? Culpei os homens e o fanatismo islâmico. Ali estava uma mulher condenada a uma ausência de desejos.

Hoje, eu me vejo condenando a nova lei na França. O governo de Nicolas Sarkozy decidiu multar em 150 euros toda mulher que, num espaço público, se cobrir com dois tipos de véus muçulmanos: a burca e o niqab, que só insinuam ou mostram os olhos. Dirigir, ir a locais de culto e trabalhar com esses véus pode. Mas caminhar, ir a parques, museus, hospitais etc., não. A lei permite o xador e o hijab, que deixam a face exposta, e não cita o islamismo ou credos religiosos. Proíbe apenas a “dissimulação do rosto”. O slogan é: “A República se vive com o rosto descoberto”. [...]

Antes que o fundamentalismo católico, ateu ou feminista desabe sobre mim, vamos aos fatos, despidos de preconceitos. Há 5 milhões de muçulmanos na França. Menos de 2 mil mulheres usam burca ou niqab. Em Paris, não passam de 800. Elas se concentram em bairros de imigração árabe. Pela lei, policiais podem pedir que a mulher retire o véu para se identificar, mas não podem forçá-la a nada. Caso ela se recuse, eles a levarão à delegacia, e ela será multada. Essa minoria de muçulmanas já disse que não se opõe a mostrar o rosto ao pegar filhos na escola, ou à entrada de um banco ou museu. Mas se nega a abrir mão do véu.

Por trás da letra da lei, existe hipocrisia. Sarkozy precisa de medidas populares para melhorar suas chances de reeleição. A maioria dos franceses apoia o veto aos véus. Cita valores laicos e de liberdade da República francesa. São argumentos que soam legítimos. O véu integral, que não é pré-requisito no Alcorão, fere a dignidade da mulher por subtraí-la da sociedade. Muçulmanas obrigadas pelo marido a se cobrir estariam, enfim, livres para mostrar o rosto. É verdade. Mas e as que não abrem mão de se vestir assim? A França estaria violando seus direitos humanos. [...]

Um argumento hipócrita é o da segurança. Pessoas só com os olhos de fora podem ser terroristas disfarçados. Como se pessoas bombas, assassinos em série ou mártires fanáticos precisassem de burca para matar e morrer. [...]

Motociclistas de capacetes, cristãos carnavalescos ou mascarados em procissões religiosas, todos podem ocultar o rosto. [...] Sarkozy talvez personifique o sentimento nacional de aversão à imigração e ao diferente. [...].

(AQUINO, Ruth. Revista ÉPOCA, 18/04/2011.)

Segundo a articulista, a lei contra o uso de véus pelas muçulmanas pode refletir

 

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2418245 Ano: 2011
Disciplina: Português
Banca: UFMT
Orgão: UNEMAT
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Por que condeno a lei contra a burca

Vi uma mulher de burca pela primeira vez no metrô de Londres, no verão de 1977. Eu tinha 22 anos, e senti pena, repulsa e impotência. Fazia calor nos vagões. Os homens que a acompanhavam falavam alto, ignorando-a. Eu tentava ver os olhos da mulher por trás da tela negra. Seria jovem, idosa? Seu olhar seria resignado ou um pedido mudo de socorro? Conseguiria respirar? Culpei os homens e o fanatismo islâmico. Ali estava uma mulher condenada a uma ausência de desejos.

Hoje, eu me vejo condenando a nova lei na França. O governo de Nicolas Sarkozy decidiu multar em 150 euros toda mulher que, num espaço público, se cobrir com dois tipos de véus muçulmanos: a burca e o niqab, que só insinuam ou mostram os olhos. Dirigir, ir a locais de culto e trabalhar com esses véus pode. Mas caminhar, ir a parques, museus, hospitais etc., não. A lei permite o xador e o hijab, que deixam a face exposta, e não cita o islamismo ou credos religiosos. Proíbe apenas a “dissimulação do rosto”. O slogan é: “A República se vive com o rosto descoberto”. [...]

Antes que o fundamentalismo católico, ateu ou feminista desabe sobre mim, vamos aos fatos, despidos de preconceitos. Há 5 milhões de muçulmanos na França. Menos de 2 mil mulheres usam burca ou niqab. Em Paris, não passam de 800. Elas se concentram em bairros de imigração árabe. Pela lei, policiais podem pedir que a mulher retire o véu para se identificar, mas não podem forçá-la a nada. Caso ela se recuse, eles a levarão à delegacia, e ela será multada. Essa minoria de muçulmanas já disse que não se opõe a mostrar o rosto ao pegar filhos na escola, ou à entrada de um banco ou museu. Mas se nega a abrir mão do véu.

Por trás da letra da lei, existe hipocrisia. Sarkozy precisa de medidas populares para melhorar suas chances de reeleição. A maioria dos franceses apoia o veto aos véus. Cita valores laicos e de liberdade da República francesa. São argumentos que soam legítimos. O véu integral, que não é pré-requisito no Alcorão, fere a dignidade da mulher por subtraí-la da sociedade. Muçulmanas obrigadas pelo marido a se cobrir estariam, enfim, livres para mostrar o rosto. É verdade. Mas e as que não abrem mão de se vestir assim? A França estaria violando seus direitos humanos. [...]

Um argumento hipócrita é o da segurança. Pessoas só com os olhos de fora podem ser terroristas disfarçados. Como se pessoas bombas, assassinos em série ou mártires fanáticos precisassem de burca para matar e morrer. [...]

Motociclistas de capacetes, cristãos carnavalescos ou mascarados em procissões religiosas, todos podem ocultar o rosto. [...] Sarkozy talvez personifique o sentimento nacional de aversão à imigração e ao diferente. [...].

(AQUINO, Ruth. Revista ÉPOCA, 18/04/2011.)

Quais os dois argumentos usados pela autora para condenar a nova lei na França?

 

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2418244 Ano: 2011
Disciplina: Português
Banca: UFMT
Orgão: UNEMAT
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Por que condeno a lei contra a burca

Vi uma mulher de burca pela primeira vez no metrô de Londres, no verão de 1977. Eu tinha 22 anos, e senti pena, repulsa e impotência. Fazia calor nos vagões. Os homens que a acompanhavam falavam alto, ignorando-a. Eu tentava ver os olhos da mulher por trás da tela negra. Seria jovem, idosa? Seu olhar seria resignado ou um pedido mudo de socorro? Conseguiria respirar? Culpei os homens e o fanatismo islâmico. Ali estava uma mulher condenada a uma ausência de desejos.

Hoje, eu me vejo condenando a nova lei na França. O governo de Nicolas Sarkozy decidiu multar em 150 euros toda mulher que, num espaço público, se cobrir com dois tipos de véus muçulmanos: a burca e o niqab, que só insinuam ou mostram os olhos. Dirigir, ir a locais de culto e trabalhar com esses véus pode. Mas caminhar, ir a parques, museus, hospitais etc., não. A lei permite o xador e o hijab, que deixam a face exposta, e não cita o islamismo ou credos religiosos. Proíbe apenas a “dissimulação do rosto”. O slogan é: “A República se vive com o rosto descoberto”. [...]

Antes que o fundamentalismo católico, ateu ou feminista desabe sobre mim, vamos aos fatos, despidos de preconceitos. Há 5 milhões de muçulmanos na França. Menos de 2 mil mulheres usam burca ou niqab. Em Paris, não passam de 800. Elas se concentram em bairros de imigração árabe. Pela lei, policiais podem pedir que a mulher retire o véu para se identificar, mas não podem forçá-la a nada. Caso ela se recuse, eles a levarão à delegacia, e ela será multada. Essa minoria de muçulmanas já disse que não se opõe a mostrar o rosto ao pegar filhos na escola, ou à entrada de um banco ou museu. Mas se nega a abrir mão do véu.

Por trás da letra da lei, existe hipocrisia. Sarkozy precisa de medidas populares para melhorar suas chances de reeleição. A maioria dos franceses apoia o veto aos véus. Cita valores laicos e de liberdade da República francesa. São argumentos que soam legítimos. O véu integral, que não é pré-requisito no Alcorão, fere a dignidade da mulher por subtraí-la da sociedade. Muçulmanas obrigadas pelo marido a se cobrir estariam, enfim, livres para mostrar o rosto. É verdade. Mas e as que não abrem mão de se vestir assim? A França estaria violando seus direitos humanos. [...]

Um argumento hipócrita é o da segurança. Pessoas só com os olhos de fora podem ser terroristas disfarçados. Como se pessoas bombas, assassinos em série ou mártires fanáticos precisassem de burca para matar e morrer. [...]

Motociclistas de capacetes, cristãos carnavalescos ou mascarados em procissões religiosas, todos podem ocultar o rosto. [...] Sarkozy talvez personifique o sentimento nacional de aversão à imigração e ao diferente. [...].

(AQUINO, Ruth. Revista ÉPOCA, 18/04/2011.)

Não existe contradição entre o que a autora do artigo pensava em 1977 e o que ela pensa em 2011, porque

 

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2418280 Ano: 2011
Disciplina: Direito Ambiental
Banca: UFMT
Orgão: UNEMAT
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A reforma do Código Florestal brasileiro (Lei n.º 4.771/65) é um tema relevante da atualidade e apresenta vários pontos polêmicos também para o Estado de Mato Grosso. Sobre tais pontos, analise as afirmativas.

I - Anistia para quem desmatou até julho de 2008: todas as multas aplicadas por desmatamento até 2008 serão suspensas caso o produtor faça adesão ao Programa de Regularização Ambiental (PRA). Se ele cumprir o programa, é anistiado. Se não cumprir, precisa pagar as multas.

II - Definição e recuperação das Áreas de Preservação Permanente (APP): os pequenos produtores que já desmataram suas APP em margem de rio poderão recompor a área em 15 metros a partir do rio. Os demais devem recompor em 30 metros.

III - Isenção aos pequenos produtores da obrigatoriedade de recompor reserva legal em propriedades de até quatro módulos fiscais: um módulo pode variar de 40 hectares a 100 hectares dependendo da região O governo era contra isenção aos pequenos, mas acabou abrindo mão após acordo para que o texto fosse aprovado na Câmara.

IV - Os ambientalistas e os ruralistas estão em lados opostos: enquanto os ambientalistas creem que as mudanças no Código vão favorecer os desmatamentos, os ruralistas alegam que a legislação vigente é muito rigorosa e prejudica a produção.

Está correto o que se afirma em

Questão Desatualizada

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