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Foram encontradas 40 questões.

3264476 Ano: 2014
Disciplina: Português
Banca: UFPR
Orgão: UNILA
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O texto a seguir é referência para a questão abaixo.

Um texto se constitui enquanto tal no momento em que os parceiros de uma atividade comunicativa global, diante de uma manifestação linguística, pela atuação conjunta de uma complexa rede de fatores de ordem situacional, cognitiva, sociocultural e interacional, são capazes de construir, para ela, determinado sentido.

Portanto, à concepção de texto aqui apresentada subjaz o postulado básico de que o sentido não está no texto, mas se constrói a partir dele, no curso de uma interação. Para ilustrar essa afirmação, tem-se recorrido com frequência à metáfora do iceberg: como este, todo texto possui apenas uma pequena superfície exposta e uma imensa área imersa subjacente. Para se chegar às profundezas do implícito e dele extrair um sentido, faz-se necessário o recurso a vários sistemas de conhecimento e a ativação de processos e estratégias cognitivas e interacionais.

Uma vez construído um e não o sentido, adequado ao contexto, às imagens recíprocas dos parceiros da comunicação, ao tipo de atividade em curso, a manifestação verbal será considerada coerente pelos interactantes.

(KOCH, I. V. O texto e a construção do sentido. São Paulo: Contexto, 1997, p. 25)

Considere as seguintes afirmativas sobre o conceito de coerência assumido por Koch no texto acima.

1. Para o leitor/ouvinte reconhecer que um texto é coerente, o fundamental é identificar o sentido pretendido pelo autor/falante.

2. O julgamento de coerência de um texto depende de uma série de fatores, entre os quais estão o contexto, os conhecimentos dos interlocutores e a interpretação dos elementos implícitos.

3. Um texto coerente deve ser suficientemente claro e explícito para que o leitor não tenha necessidade de recorrer ao não dito para sua interpretação.

4. Se houver diferenças na interpretação de um mesmo texto, isso não significa que ele seja incoerente.

Com base no texto, assinale a alternativa correta.

 

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3264475 Ano: 2014
Disciplina: Português
Banca: UFPR
Orgão: UNILA
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A questão abaixo focaliza a revisão ou interpretação de trechos de um mesmo texto, adaptado de artigo “Sobre literatura infantil e a questão racial”, de Keila Grinberg (Ciência Hoje On line, 16 nov. 2010).

Há quem veja nisso a expressão da racializaçāo da sociedade brasileira, como teria acontecido com a sociedade norte-americana. Existe outros que advoga ser esse processo parte do amadurecimento do exercício da cidadania no Brasil. Talvez até sejam um pouco das duas coisas. Mais da segunda do que da primeira, espero. Seja como for, o que não dá mais para fazer, hoje em dia, é tampar o ouvido e fingir que não ouviu.

Ao fazer a revisão desse parágrafo, quantas formas verbais devem ser alteradas para adequar o texto às normas da escrita?

 

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3264474 Ano: 2014
Disciplina: Português
Banca: UFPR
Orgão: UNILA
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A questão abaixo focaliza a revisão ou interpretação de trechos de um mesmo texto, adaptado de artigo “Sobre literatura infantil e a questão racial”, de Keila Grinberg (Ciência Hoje On line, 16 nov. 2010).

O que esses casos da semana passada a mim sugerem mesmo com seus excessos e exageros é que diferentemente do que acontecia há várias décadas hoje temos alunos de todas as cores nas salas de aula do país e novidade também são alunos que reclamam e alto quando se sentem incomodados.

Considere as seguintes reformulações do excerto com inserção dos sinais de pontuação:

1. O que esses casos da semana passada mim sugerem, mesmo com seus excessos e exageros, é que, diferentemente do que acontecia várias décadas, hoje temos alunos de todas as cores nas salas de aula do país. E, novidade também, são alunos que reclamam (e alto) quando se sentem incomodados.

2. O que esses casos da semana passada, mim sugerem – mesmo com seus excessos, e exageros – é que diferentemente do que acontecia, várias décadas, hoje temos alunos de todas as cores, nas salas de aula do país. E novidade também são alunos, que reclamam e alto, quando se sentem incomodados.

3. O que esses casos da semana passada mim sugerem – mesmo com seus excessos e exageros – é que, diferentemente do que acontecia várias décadas, hoje temos alunos de todas as cores nas salas de aula do país. E – novidade também – são alunos que reclamam, e alto, quando se sentem incomodados.

4. O que esses casos da semana passada mim sugerem, mesmo com seus excessos e exageros; é que, diferentemente do que acontecia várias décadas, hoje temos alunos de todas as cores nas salas de aula do país; e novidade também, são alunos, que reclamam, e alto: quando se sentem incomodados.

Apresenta(m) pontuação adequada ao sentido do texto e às normas da escrita o(s) item(ns):

 

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3264473 Ano: 2014
Disciplina: Português
Banca: UFPR
Orgão: UNILA
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A questão abaixo focaliza a revisão ou interpretação de trechos de um mesmo texto, adaptado de artigo “Sobre literatura infantil e a questão racial”, de Keila Grinberg (Ciência Hoje On line, 16 nov. 2010).

O que esses casos da semana passada mim sugerem mesmo com seus excessos e exageros é que diferentemente do que acontecia várias décadas hoje temos alunos de todas as cores nas salas de aula do país e novidade também são alunos que reclamam e alto quando se sentem incomodados.

As lacunas do excerto devem ser preenchidas respectivamente por:

 

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3264472 Ano: 2014
Disciplina: Português
Banca: UFPR
Orgão: UNILA
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A questão abaixo focaliza a revisão ou interpretação de trechos de um mesmo texto, adaptado de artigo “Sobre literatura infantil e a questão racial”, de Keila Grinberg (Ciência Hoje On line, 16 nov. 2010).

É indiscutível que Monteiro Lobato SER o autor maior da literatura infantil brasileira. Sou, como todo mundo, apaixonada por seus livros. Não acho que eles DEVER ser banidos das escolas. Entretanto, ao mesmo tempo, não posso deixar de compreender quem se incomoda em ouvir, em sala de aula, termos como “negra beiçuda”, como várias vezes foi chamada a Tia Nastácia. Atribuir o incômodo apenas a um excesso de sensibilidade de quem reclama talvez SER falta de sensibilidade de quem vê, nesse fenômeno, apenas o lado do autor e do texto. Tem o leitor também. Ou melhor, os leitores, que LER o texto de Lobato de infinitas maneiras, inclusive aquela em que não se gosta dos estereótipos. Desqualificar pura e simplesmente essa chave de leitura, acusando-a de simplista, SER o mesmo que desqualificar esse leitor.

O gramático José Carlos de Azevedo (Fundamentos de Gramática do Português, p. 130-131) aponta como distinção fundamental entre os modos indicativo e subjuntivo o fato de o primeiro ser usado para expressar uma certeza do enunciador, enquanto o segundo é usado tipicamente para expressar uma dúvida ou suposição. A partir desse critério, devem ser usados no subjuntivo os verbos que estão no infinitivo e em maiúsculas no texto:

 

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3264471 Ano: 2014
Disciplina: Português
Banca: UFPR
Orgão: UNILA
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A questão abaixo focaliza a revisão ou interpretação de trechos de um mesmo texto, adaptado de artigo “Sobre literatura infantil e a questão racial”, de Keila Grinberg (Ciência Hoje On line, 16 nov. 2010).

É indiscutível que Monteiro Lobato SER o autor maior da literatura infantil brasileira. Sou, como todo mundo, apaixonada por seus livros. Não acho que eles DEVER ser banidos das escolas. , ao mesmo tempo, não posso deixar de compreender quem se incomoda em ouvir, em sala de aula, termos como “negra beiçuda”, como várias vezes foi chamada a Tia Nastácia. Atribuir o incômodo apenas a um excesso de sensibilidade de quem reclama talvez SER falta de sensibilidade de quem vê, nesse fenômeno, apenas o lado do autor e do texto. Tem o leitor também. , os leitores, que LER o texto de Lobato de infinitas maneiras, inclusive aquela em que não se gosta dos estereótipos. Desqualificar pura e simplesmente essa chave de leitura, acusando-a de simplista, SER o mesmo que desqualificar esse leitor.

Para expressar adequadamente as relações de sentido no texto, as lacunas existentes devem ser preenchidas, respectivamente, por:

 

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3264470 Ano: 2014
Disciplina: Português
Banca: UFPR
Orgão: UNILA
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A questão abaixo focaliza a revisão ou interpretação de trechos de um mesmo texto, adaptado de artigo “Sobre literatura infantil e a questão racial”, de Keila Grinberg (Ciência Hoje On line, 16 nov. 2010).

Isso aconteceu na mesma semana em que jornais de todo o Brasil noticiaram o parecer do Conselho Nacional de Educação no qual o livro Caçadas de Pedrinho, de Monteiro Lobato, um dos maiores clássicos da literatura infantil do Brasil, foi considerado inadequado para uso em sala de aula, por ter conteúdo racista.

A semelhança entre os dois casos não pode ser mera coincidência. Tanto aqui quanto nos Estados Unidos, a discussão sobre como falar de “raça” e racismo nas escolas está na ordem do dia. E provoca reações apaixonadas. O próprio ministro da Educação se manifestou contra o veto a Caçadas de Pedrinho e favorável a uma explicação, em nota, sobre o conteúdo racista de passagens do livro. Os dois episódios parecem ser excessos de um tempo em que tudo parece poder ser rotulado como racismo.

Compartilho do desconforto de muitos com o uso indiscriminado da palavra “raça”, como, aliás, tão bem definiu Monica Grin em seu livro “Raça”: debate público no Brasil, também lançado na semana passada. Ela advoga o uso do termo entre aspas, para não correr o risco de ser confundido com o uso naturalizado daqueles que acreditam que, de fato, existem entre nós, humanos, mais de uma raça.

O uso de aspas na palavra “raça”:

 

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3264469 Ano: 2014
Disciplina: Português
Banca: UFPR
Orgão: UNILA
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A questão abaixo focaliza a revisão ou interpretação de trechos de um mesmo texto, adaptado de artigo “Sobre literatura infantil e a questão racial”, de Keila Grinberg (Ciência Hoje On line, 16 nov. 2010).

Isso aconteceu na mesma semana em que jornais de todo o Brasil noticiaram o parecer do Conselho Nacional de Educação no qual o livro Caçadas de Pedrinho, de Monteiro Lobato, um dos maiores clássicos da literatura infantil do Brasil, foi considerado inadequado para uso em sala de aula, por ter conteúdo racista.

A semelhança entre os dois casos não pode ser mera coincidência. Tanto aqui quanto nos Estados Unidos, a discussão sobre como falar de “raça” e racismo nas escolas está na ordem do dia. E provoca reações apaixonadas. O próprio ministro da Educação se manifestou contra o veto a Caçadas de Pedrinho e favorável a uma explicação, em nota, sobre o conteúdo racista de passagens do livro. Os dois episódios parecem ser excessos de um tempo em que tudo parece poder ser rotulado como racismo.

Compartilho do desconforto de muitos com o uso indiscriminado da palavra “raça”, como, aliás, tão bem definiu Monica Grin em seu livro “Raça”: debate público no Brasil, também lançado na semana passada. Ela advoga o uso do termo entre aspas, para não correr o risco de ser confundido com o uso naturalizado daqueles que acreditam que, de fato, existem entre nós, humanos, mais de uma raça.

Considere as seguintes afirmativas sobre as citações do discurso alheio feitas nesse excerto.

1. O trecho contém três citações, todas em discurso indireto.

2. Se o verbo “advoga”, utilizado para introduzir a afirmação de Monica Grin, fosse substituído por uma forma do verbo “dizer”, haveria uma expressão mais marcada da avaliação da autora sobre o discurso citado.

3. Entre as citações feitas, a que é apresentada com maior neutralidade é a que corresponde ao parecer do Conselho Nacional de Educação.

4. Ao citar a manifestação do ministro da Educação, a autora expressa sua discordância em relação a essa autoridade.

Assinale a alternativa correta.

 

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3264468 Ano: 2014
Disciplina: Português
Banca: UFPR
Orgão: UNILA
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A questão abaixo focaliza a revisão ou interpretação de trechos de um mesmo texto, adaptado de artigo “Sobre literatura infantil e a questão racial”, de Keila Grinberg (Ciência Hoje On line, 16 nov. 2010).

Saiu outro dia no jornal norte-americano The Washington Post: pai de uma estudante negra do 5º ano da região de Detroit, nos Estados Unidos, está processando a escola que a menina estuda por considerá-la racialmente assediada. Motivo: o professor teria lido em voz alta trechos de um livro infantil sobre escravidão, durante uma aula que os alunos preparavam-se para celebrar o Black History Month (mês da celebração da história e cultura negra, comemorado tradicionalmente em fevereiro naquele país). Os pais reclamam que a leitura, recheada com termos supostamente considerados racistas, teria prejudicado o aprendizado da filha.

O livro em questão, From Slave Ship to Freedom Road (Do navio negreiro à estrada da liberdade), foi escrito pelo celebrado autor negro Julius Lester, autor do best-seller infantil To be a slave (Ser um escravo) e professor de estudos afro-americanos da Universidade de Massachusetts. Trata-se de uma narrativa sobre a escravidão do ponto de vista de um escravo.

Na versão final do texto, a forma adequada de apresentar as expressões sublinhadas nas linhas 1, 4, 6 e 7 é:

 

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3264467 Ano: 2014
Disciplina: Português
Banca: UFPR
Orgão: UNILA
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A questão abaixo focaliza a revisão ou interpretação de trechos de um mesmo texto, adaptado de artigo “Sobre literatura infantil e a questão racial”, de Keila Grinberg (Ciência Hoje On line, 16 nov. 2010).

Saiu outro dia no jornal norte-americano The Washington Post: pai de uma estudante negra do 5º ano da região de Detroit, nos Estados Unidos, está processando a escola que a menina estuda por considerá-la racialmente assediada. Motivo: o professor teria lido em voz alta trechos de um livro infantil sobre escravidão, durante uma aula que os alunos preparavam-se para celebrar o Black History Month (mês da celebração da história e cultura negra, comemorado tradicionalmente em fevereiro naquele país). Os pais reclamam que a leitura, recheada com termos supostamente considerados racistas, teria prejudicado o aprendizado da filha.

O livro em questão, From Slave Ship to Freedom Road (Do navio negreiro à estrada da liberdade), foi escrito pelo celebrado autor negro Julius Lester, autor do best-seller infantil To be a slave (Ser um escravo) e professor de estudos afro-americanos da Universidade de Massachusetts. Trata-se de uma narrativa sobre a escravidão do ponto de vista de um escravo.

Assinale a alternativa que apresenta revisões adequadas para os trechos “que a menina estuda”, “por considerá-la racialmente assediada” e “que os alunos preparavam-se”, respectivamente.

 

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