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3061168 Ano: 2022
Disciplina: Biologia
Banca: FUVEST
Orgão: USP

O trecho a seguir foi retirado do artigo “Construindo conhecimento científico na sala de aula”, publicado na Revista Química Nova na Escola, em 1999.

“A princípio, o professor Michael convidou a classe a pensar sobre a luz da sala de aula, e todas as crianças concordaram que se tratava da luz do sol. A seguir ele explorou com elas essa noção um pouco mais, perguntando de onde vem a luz do sol.

Aluno 1: Do sol.

Michael: Quer dizer que a luz que está entrando naquela janela veio do sol? (várias respostas simultâneas)

Aluno 2: Vem do calor, porque é tão quente que faz uma luz brilhante.

Michael: Então como é que ela chega aqui? Se é a luz do sol, como é que pode estar aqui também? Martyn?

Aluno 3: Porque o sol está brilhando sobre nós.

Michael: Mas ele está a 93 milhões de milhas daqui – então como é que a luz do Sol pode estar aqui nesta mesa?

Aluno 4: É por causa da camada de ozônio? (Seguiu-se uma curta interação entre eles, em que vários alunos deram suas ideias sobre o buraco na camada de ozônio que permitia que mais luz do sol passasse, e então Michael recolocou sua pergunta).

Michael: Mas como é que a luz do sol chega até aqui?

Aluno 5: Ela viaja até aqui.

Michael: Coulton disse, e essas são suas palavras exatas, que “ela viaja até aqui”. Em outras palavras, a luz se move do Sol até aqui...

Aluno 5: Sim.

Michael: 93 milhões de milhas. Está certo?

Alunos: Sim (coro de muitas vozes)

(...)

Quando todas as crianças haviam feito pelo menos uma previsão, todas as lâmpadas foram acesas simultaneamente na sala escura. O efeito espetacular causou certa empolgação e não pouca surpresa, quando as crianças perceberam que, em vez de percorrer apenas uma distância curta, os raios de luz continuaram por toda a folha, podendo ser vistos, num plano vertical, quando chegavam a uma superfície como a parede ou os corpos das crianças.

Michael reuniu a turma para discutir suas observações. Ele desenhou, no quadro, o plano da caixa octogonal. Traçando uma linha para representar a trajetória da luz, ele comentou que todos haviam feito previsões sobre a posição da linha que estavam de acordo com o que eles tinham visto, mas acrescentou que várias pessoas na sala acharam que a luz iria parar.

Michael: Está certo?

Aluno 1: Não, ela continua.

Michael: Ela continua. Quanto mais ela continuaria?

Aluno 2: Até o final. Ela continua toda a vida.

Aluno 3: Continua toda a vida, isto...

Aluno 4: Ela não pode parar. Você não pode parar a luz sem desligá-la.

Nessa sequência, a noção de que a luz “continua toda a vida” novamente é interpretada como um discurso compartilhado.

Michael então convidou as crianças a desenhar mais linhas sobre o seu desenho a fim de mostrar para onde vai a luz.

Depois que elas terminaram, Michael começou a usar as palavras raio de luz para descrever a trajetória da luz.”

Driver, R., Asoko, H., Leach, J., Mortimer, E. F., & Scott, P. (1999). Construindo conhecimento

científico na sala de aula. Química Nova Na Escola, 31–40.

De acordo com Sasseron e Machado (2017), as perguntas realizadas pelo docente são importantes para que estudantes reflitam e interajam entre si e com os objetos.

Assinale a alternativa correta a respeito disso:

 

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3061167 Ano: 2022
Disciplina: Biologia
Banca: FUVEST
Orgão: USP

O trecho a seguir foi retirado do artigo “Construindo conhecimento científico na sala de aula”, publicado na Revista Química Nova na Escola, em 1999.

“A princípio, o professor Michael convidou a classe a pensar sobre a luz da sala de aula, e todas as crianças concordaram que se tratava da luz do sol. A seguir ele explorou com elas essa noção um pouco mais, perguntando de onde vem a luz do sol.

Aluno 1: Do sol.

Michael: Quer dizer que a luz que está entrando naquela janela veio do sol? (várias respostas simultâneas)

Aluno 2: Vem do calor, porque é tão quente que faz uma luz brilhante.

Michael: Então como é que ela chega aqui? Se é a luz do sol, como é que pode estar aqui também? Martyn?

Aluno 3: Porque o sol está brilhando sobre nós.

Michael: Mas ele está a 93 milhões de milhas daqui – então como é que a luz do Sol pode estar aqui nesta mesa?

Aluno 4: É por causa da camada de ozônio? (Seguiu-se uma curta interação entre eles, em que vários alunos deram suas ideias sobre o buraco na camada de ozônio que permitia que mais luz do sol passasse, e então Michael recolocou sua pergunta).

Michael: Mas como é que a luz do sol chega até aqui?

Aluno 5: Ela viaja até aqui.

Michael: Coulton disse, e essas são suas palavras exatas, que “ela viaja até aqui”. Em outras palavras, a luz se move do Sol até aqui...

Aluno 5: Sim.

Michael: 93 milhões de milhas. Está certo?

Alunos: Sim (coro de muitas vozes)

(...)

Quando todas as crianças haviam feito pelo menos uma previsão, todas as lâmpadas foram acesas simultaneamente na sala escura. O efeito espetacular causou certa empolgação e não pouca surpresa, quando as crianças perceberam que, em vez de percorrer apenas uma distância curta, os raios de luz continuaram por toda a folha, podendo ser vistos, num plano vertical, quando chegavam a uma superfície como a parede ou os corpos das crianças.

Michael reuniu a turma para discutir suas observações. Ele desenhou, no quadro, o plano da caixa octogonal. Traçando uma linha para representar a trajetória da luz, ele comentou que todos haviam feito previsões sobre a posição da linha que estavam de acordo com o que eles tinham visto, mas acrescentou que várias pessoas na sala acharam que a luz iria parar.

Michael: Está certo?

Aluno 1: Não, ela continua.

Michael: Ela continua. Quanto mais ela continuaria?

Aluno 2: Até o final. Ela continua toda a vida.

Aluno 3: Continua toda a vida, isto...

Aluno 4: Ela não pode parar. Você não pode parar a luz sem desligá-la.

Nessa sequência, a noção de que a luz “continua toda a vida” novamente é interpretada como um discurso compartilhado.

Michael então convidou as crianças a desenhar mais linhas sobre o seu desenho a fim de mostrar para onde vai a luz.

Depois que elas terminaram, Michael começou a usar as palavras raio de luz para descrever a trajetória da luz.”

Driver, R., Asoko, H., Leach, J., Mortimer, E. F., & Scott, P. (1999). Construindo conhecimento

científico na sala de aula. Química Nova Na Escola, 31–40.

No livro Alfabetização científica na prática, Sasseron e Machado (2017) definem explicação e argumentação, ressaltando a importância dos dois processos em salas de aula de ciências.

Acerca do tema, assinale a alternativa correta:

 

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3061166 Ano: 2022
Disciplina: Biologia
Banca: FUVEST
Orgão: USP

O trecho a seguir foi retirado do artigo “Construindo conhecimento científico na sala de aula”, publicado na Revista Química Nova na Escola, em 1999.

“A princípio, o professor Michael convidou a classe a pensar sobre a luz da sala de aula, e todas as crianças concordaram que se tratava da luz do sol. A seguir ele explorou com elas essa noção um pouco mais, perguntando de onde vem a luz do sol.

Aluno 1: Do sol.

Michael: Quer dizer que a luz que está entrando naquela janela veio do sol? (várias respostas simultâneas)

Aluno 2: Vem do calor, porque é tão quente que faz uma luz brilhante.

Michael: Então como é que ela chega aqui? Se é a luz do sol, como é que pode estar aqui também? Martyn?

Aluno 3: Porque o sol está brilhando sobre nós.

Michael: Mas ele está a 93 milhões de milhas daqui – então como é que a luz do Sol pode estar aqui nesta mesa?

Aluno 4: É por causa da camada de ozônio? (Seguiu-se uma curta interação entre eles, em que vários alunos deram suas ideias sobre o buraco na camada de ozônio que permitia que mais luz do sol passasse, e então Michael recolocou sua pergunta).

Michael: Mas como é que a luz do sol chega até aqui?

Aluno 5: Ela viaja até aqui.

Michael: Coulton disse, e essas são suas palavras exatas, que “ela viaja até aqui”. Em outras palavras, a luz se move do Sol até aqui...

Aluno 5: Sim.

Michael: 93 milhões de milhas. Está certo?

Alunos: Sim (coro de muitas vozes)

(...)

Quando todas as crianças haviam feito pelo menos uma previsão, todas as lâmpadas foram acesas simultaneamente na sala escura. O efeito espetacular causou certa empolgação e não pouca surpresa, quando as crianças perceberam que, em vez de percorrer apenas uma distância curta, os raios de luz continuaram por toda a folha, podendo ser vistos, num plano vertical, quando chegavam a uma superfície como a parede ou os corpos das crianças.

Michael reuniu a turma para discutir suas observações. Ele desenhou, no quadro, o plano da caixa octogonal. Traçando uma linha para representar a trajetória da luz, ele comentou que todos haviam feito previsões sobre a posição da linha que estavam de acordo com o que eles tinham visto, mas acrescentou que várias pessoas na sala acharam que a luz iria parar.

Michael: Está certo?

Aluno 1: Não, ela continua.

Michael: Ela continua. Quanto mais ela continuaria?

Aluno 2: Até o final. Ela continua toda a vida.

Aluno 3: Continua toda a vida, isto...

Aluno 4: Ela não pode parar. Você não pode parar a luz sem desligá-la.

Nessa sequência, a noção de que a luz “continua toda a vida” novamente é interpretada como um discurso compartilhado.

Michael então convidou as crianças a desenhar mais linhas sobre o seu desenho a fim de mostrar para onde vai a luz.

Depois que elas terminaram, Michael começou a usar as palavras raio de luz para descrever a trajetória da luz.”

Driver, R., Asoko, H., Leach, J., Mortimer, E. F., & Scott, P. (1999). Construindo conhecimento

científico na sala de aula. Química Nova Na Escola, 31–40.

No livro Alfabetização científica na prática, Sasseron e Machado (2017) discutem a importância das interações discursivas na construção do conhecimento científico.

Sobre esse assunto, assinale a alternativa correta:

 

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3061165 Ano: 2022
Disciplina: Biologia
Banca: FUVEST
Orgão: USP

Sasseron e Machado (2017) propõem tipos de atividades para promover aspectos da Alfabetização Científica: a demonstração investigativa, o laboratório investigativo, o problema aberto e a leitura investigativa.

Os exemplos dados no livro são da área da Física e, ao transpor para as ciências biológicas, concluímos o seguinte:

 

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3061164 Ano: 2022
Disciplina: Biologia
Banca: FUVEST
Orgão: USP

Fiuza e colaboradores apresentam, no livro História da Ciência e Ensino: Fontes Primárias e Propostas Para Sala de Aula, o texto “Genética: uma proposta cronológica através da discussão contínuo vs discreto” com uma sequência de atividades com enfoque histórico sobre o embate entre mendelistas e biometricistas. Na reportagem “Mendel que não era mendelista”, da “Genética na Escola”, consta:

“Os pesquisadores que seguiram pesquisando na mesma linha que Galton ficaram conhecidos como “biometricistas”, exatamente por adotarem a postura de medir características biológicas.

Enquanto os biometricistas desenvolviam a sua teoria para a hereditariedade, ocorreu, em 1900, a redescoberta das leis de Mendel, feita por três pesquisadores, Vries, Tschermak e Correns. A partir do cruzamento entre variedades de plantas, as leis de Mendel que se referiam a fatores hereditários de natureza particulada pareciam ser gerais. Começou nesse momento aquilo que se configurou como a grande disputa científica pela hereditariedade que durou quase duas décadas no começo do século XX.”

Relacionando a abordagem histórica proposta por Fiuza e colaboradores ao ensino de ciências por investigação, assinale a correta:

 

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3061163 Ano: 2022
Disciplina: Biologia
Banca: FUVEST
Orgão: USP

No texto “Cotas raciais, genes e política: uma questão sociocientífica para o ensino de ciências”, presente no livro Questões sociocientíficas: fundamentos, propostas de ensino e perspectivas para ações sociopolíticas. Dias e colaboradores constroem uma proposta didática sobre genética e cotas raciais. Em um dos trechos, indicam: “O debate sobre implementação de políticas de ações afirmativas é um exemplo que pode indicar como conhecimentos científicos da nova genômica são apropriados ideologicamente por alguns grupos sociais e geram tensões entre demandas sociais diversas. A polêmica se dá, principalmente, no que diz respeito à definição de critérios indicados para definir quem deve ser beneficiado por tais políticas, levando em consideração a relativização e a negação do conceito de raça como categoria de distinção biológica.” (p.307).

Sobre esse tema, assinale a afirmativa correta:

 

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3061162 Ano: 2022
Disciplina: Biologia
Banca: FUVEST
Orgão: USP

No livro Ensino de Biologia: histórias e práticas em diferentes espaços educativos, Marandino e colaboradoras comentam sobre a origem da disciplina escolar Biologia e a conexão com o histórico de unificação das Ciências Biológicas, fundamentado principalmente em torno da Evolução Biológica.

Sobre esse tema, é correto afirmar que:

 

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2873192 Ano: 2022
Disciplina: Sociologia
Banca: FUVEST
Orgão: USP
Provas:
Para Anthony Giddens (2008, p. 671): “Todas as sociedades envolvem provavelmente um certo tipo de acordo geral sobre valores e certamente todas implicam conflitos”. Mas, no âmbito do pensamento sociológico clássico, as teorias elaboradas por Karl Marx e Émile Durkheim fundamentaram-se em perspectivas distintas que enfatizaram o “conflito” ou o “consenso”. Com base nessa análise, é correto afirmar que a sociedade é,
 

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2873191 Ano: 2022
Disciplina: Sociologia
Banca: FUVEST
Orgão: USP
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O sociólogo Émile Durkheim analisou como a solidariedade se modifica segundo o modelo de organização social e se torna responsável pela coesão (QUINTANEIRO; OLIVEIRA; OLIVEIRA, 2005). Para isso, ele articulou na análise os conceitos de solidariedade, formas de consciência e divisão social do trabalho. Com base na abordagem conceitual durkheimiana, a solidariedade
 

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2873190 Ano: 2022
Disciplina: Sociologia
Banca: FUVEST
Orgão: USP
Provas:
O materialismo histórico elaborado pela teoria social marxista corresponde a um “método de abordagem da vida social”, que é analisada a partir de uma perspectiva dialética (QUINTANEIRO; OLIVEIRA; OLIVEIRA, 2005). De acordo com os fundamentos teóricos do materialismo histórico, é correto afirmar que:
 

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