X, de 70 anos, ao descobrir a traição do namorado Y, com
outra mulher, decide matá-lo, consumando o intento, ao
decepar um de seus membros. X é denunciada por homicídio
qualificado (art. 121, § 2° , inciso I, CP) (motivo torpe)
e por vilipêndio a cadáver (art. 212, CP). A acusação
é recebida pelo MM. Juízo da Vara do Tribunal do Júri,
iniciando-se a fase de instrução preliminar. Encerrada a
instrução, o Juiz pronuncia X, pelo homicídio qualificado
(art. 121, § 2° , inciso I, CP). Entretanto, relativamente
ao crime de vilipêndio a cadáver, o Juiz declara extinta
a punibilidade de X, com fulcro no art. 61 do CPP, ante
a prescrição em abstrato do delito. Da decisão de extinção da punibilidade, X apela, alegando inexistir vilipêndio
a cadáver, já que o membro do namorado foi decepado
enquanto Y ainda estava vivo, tanto que morreu por hemorragia.
O processo é suspenso e enviado ao Tribunal
de Justiça, o qual dá provimento ao recurso, reformando
a decisão para absolver X, com fulcro no artigo 386, I, do
CPP (restar provada a inexistência do fato).
Acerca da questão descrita, pode-se elencar como correta
a alternativa:
X e Y, maiores de idade, empreendem assalto a banco,
armados (art. 157, § 2° , I e II). Logo ao saírem do local,
em poucos minutos, a polícia chega ao recinto e passa
à perseguição dos criminosos, que são presos em flagrante,
na posse de armas de fogo e de grande quantidade
de dinheiro em espécie. O delegado arbitra fiança
a X, mas não para Y, por este ser reincidente. Em juízo,
é convertida em preventiva a prisão de Y, sendo imediatamente
impetrado habeas corpus no Tribunal de Justiça.
A ordem é concedida, revogando-se a prisão preventiva,
pois cabíveis medidas alternativas, sendo, desde logo,
imposta a obrigatoriedade de comparecimento periódico,
em Juízo. Uma vez solto, Y descumpre a medida, sendo
decretada, de ofício, nova prisão preventiva.
A respeito do caso, assinale a alternativa correta.
A prisão temporária é uma espécie de prisão cautelar, decretada em casos específicos, com
duração máxima de cinco dias ou de trinta dias em casos de crimes hediondos. Segundo a
Lei 7.960/89, caberá prisão temporária quando
Em processo no juizado especial criminal, superada a fase
preliminar em razão da ausência do autor do fato, o MP ofereceu
denúncia oral pela prática de crime de ameaça. Não tendo o oficial
de justiça encontrado o autor para citá-lo nos endereços constantes
dos autos, o juiz determinou a sua citação por hora certa. Concluída
a citação por hora certa sem que o autor do fato tivesse sido
encontrado ou tivesse comparecido à audiência designada, foi-lhe
nomeado DP, e sobreveio condenação.
Nessa situação hipotética, conforme a legislação penal processual
e a jurisprudência dos tribunais superiores, é correto afirmar que a
citação realizada foi