Foram encontradas 6.725 questões.
A crítica de Sócrates ao saber, aparentemente negativa,
tem dupla significação. De um lado, supõe que o saber e
a verdade devem ser engendrados pelo próprio indivíduo.
Por isso Sócrates afirma que se contenta, na discussão com
outrem, em desempenhar o papel de parteiro. Ele mesmo não
sabe nada e não ensina nada, mas contenta-se em questionar,
e são suas questões, suas interrogações, que auxiliam seus
interlocutores a parir “sua” verdade. Essa imagem nos permite
entender bem que é na alma que se encontra o saber e que
ao indivíduo cabe descobri-la, até que ele descubra, graças
a Sócrates, que seu saber era vazio. Na perspectiva de seu
próprio pensamento, Platão exprimirá miticamente essa ideia,
dizendo que todo conhecimento é reminiscência de uma visão
que a alma teve em uma existência anterior.
HADOT, P. O que é a filosofia antiga? São Paulo: Loyola, 1999 (adaptado).
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A crítica de Sócrates ao saber, aparentemente negativa,
tem dupla significação. De um lado, supõe que o saber e
a verdade devem ser engendrados pelo próprio indivíduo.
Por isso Sócrates afirma que se contenta, na discussão com
outrem, em desempenhar o papel de parteiro. Ele mesmo não
sabe nada e não ensina nada, mas contenta-se em questionar,
e são suas questões, suas interrogações, que auxiliam seus
interlocutores a parir “sua” verdade. Essa imagem nos permite
entender bem que é na alma que se encontra o saber e que
ao indivíduo cabe descobri-la, até que ele descubra, graças
a Sócrates, que seu saber era vazio. Na perspectiva de seu
próprio pensamento, Platão exprimirá miticamente essa ideia,
dizendo que todo conhecimento é reminiscência de uma visão
que a alma teve em uma existência anterior.
HADOT, P. O que é a filosofia antiga? São Paulo: Loyola, 1999 (adaptado).
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E se lhe fosse necessário julgar daquelas sombras em
competição com os que tinham estado sempre prisioneiros,
no período em que ainda estava ofuscado, antes de adaptar
a vista – e o tempo de se habituar não seria pouco – acaso
não causaria o riso, e não diriam dele que, por ter subido ao
mundo superior, estragara a vista, e que não valia a pena tentar
a ascensão? E a quem tentasse soltá-los e conduzi-los até em
cima, se pudessem agarrá-lo e matá-lo, não o matariam?
PLATÃO. A República. São Paulo: Fundação Calouste Gulbenkian, 1987.
Com base no Mito da caverna, um professor propôs uma atividade em que os estudantes deveriam responder à seguinte problemática: libertar-se ou ser libertado? As respostas seriam postadas em uma plataforma interativa e expostas em tempo real perante toda a turma, a fim de suscitar interação, debate e embate de ideias. Ao relacionar o pensamento de Platão ao uso de TDICs, esse professor
PLATÃO. A República. São Paulo: Fundação Calouste Gulbenkian, 1987.
Com base no Mito da caverna, um professor propôs uma atividade em que os estudantes deveriam responder à seguinte problemática: libertar-se ou ser libertado? As respostas seriam postadas em uma plataforma interativa e expostas em tempo real perante toda a turma, a fim de suscitar interação, debate e embate de ideias. Ao relacionar o pensamento de Platão ao uso de TDICs, esse professor
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TEXTO 1
A razão é que uma relativa intensificação das forças produtivas
já não representa eo ipso um potencial excedente e com
consequências emancipadoras, em virtude do qual entrem em
colapso as legitimações de uma ordem de dominação vigente.
Pois agora, a primeira força produtiva, a saber, o progresso
técnico-científico submetido a controle, tornou-se o fundamento
da legitimação. Esta nova forma de legitimação perdeu, sem
dúvida, a velha forma de ideologia. A consciência tecnocrática
é, por um lado, “menos ideológica” do que todas as ideologias
precedentes; pois não tem o poder opaco de uma ofuscação que
apenas sugere falsamente a realização dos interesses. Por outro
lado, a ideologia de fundo, um tanto vítrea, hoje dominante,
que faz da ciência um feitiço, e mais irresistível e de maior alcance
do que as ideologias de tipo antigo, já que com a dissimulação
das questões não só justifica o interesse parcial de dominação
de uma determinada classe e reprime a necessidade parcial de
emancipação por parte de outra classe, mas também afeta o
interesse emancipador como tal do gênero humano.
HABERMAS, J. Técnica e ciência como ideologia.
Lisboa: Edições 70, 1968 (adaptado).
TEXTO 2
Há centenas de narrativas de povos que estão vivos, contam
histórias, cantam, viajam, conversam e nos ensinam mais do que
aprendemos nessa humanidade. Nós não somos as únicas pessoas
interessantes no mundo, somos parte do todo. Isso talvez tire um
pouco da vaidade dessa humanidade que nós pensamos ser, além
de diminuir a falta de reverência que temos o tempo todo com as
outras companhias que fazem essa viagem cósmica com a gente.
KRENAK, A. Ideias para adiar o fim do mundo.
São Paulo: Cia. das Letras, 2019
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TEXTO 1
A razão é que uma relativa intensificação das forças produtivas
já não representa eo ipso um potencial excedente e com
consequências emancipadoras, em virtude do qual entrem em
colapso as legitimações de uma ordem de dominação vigente.
Pois agora, a primeira força produtiva, a saber, o progresso
técnico-científico submetido a controle, tornou-se o fundamento
da legitimação. Esta nova forma de legitimação perdeu, sem
dúvida, a velha forma de ideologia. A consciência tecnocrática
é, por um lado, “menos ideológica” do que todas as ideologias
precedentes; pois não tem o poder opaco de uma ofuscação que
apenas sugere falsamente a realização dos interesses. Por outro
lado, a ideologia de fundo, um tanto vítrea, hoje dominante,
que faz da ciência um feitiço, e mais irresistível e de maior alcance
do que as ideologias de tipo antigo, já que com a dissimulação
das questões não só justifica o interesse parcial de dominação
de uma determinada classe e reprime a necessidade parcial de
emancipação por parte de outra classe, mas também afeta o
interesse emancipador como tal do gênero humano.
HABERMAS, J. Técnica e ciência como ideologia.
Lisboa: Edições 70, 1968 (adaptado).
TEXTO 2
Há centenas de narrativas de povos que estão vivos, contam
histórias, cantam, viajam, conversam e nos ensinam mais do que
aprendemos nessa humanidade. Nós não somos as únicas pessoas
interessantes no mundo, somos parte do todo. Isso talvez tire um
pouco da vaidade dessa humanidade que nós pensamos ser, além
de diminuir a falta de reverência que temos o tempo todo com as
outras companhias que fazem essa viagem cósmica com a gente.
KRENAK, A. Ideias para adiar o fim do mundo.
São Paulo: Cia. das Letras, 2019
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As relações interpessoais, as relações intersubjetivas e as
relações grupais aparecem com a função de ocultar ou
de dissimular as relações sociais enquanto sociais e as
relações políticas enquanto políticas, uma vez que a marca
das relações sociais e políticas é serem determinadas
pelas instituições sociais e políticas, ou seja, são relações
mediatas, diferentemente das relações pessoais, que são
imediatas, isto é, definidas pelo relacionamento direto entre
pessoas, e por isso mesmo nelas os sentimentos, as emoções,
as preferências e os gostos têm papel decisivo.
CHAUÍ, M. Simulacro e poder: uma análise da mídia.
São Paulo: Fundação Perseu Abramo, 2006.
Um professor que pretende abordar criticamente o conteúdo desse texto em sala de aula escolhe a seguinte metodologia didático-pedagógica:
CHAUÍ, M. Simulacro e poder: uma análise da mídia.
São Paulo: Fundação Perseu Abramo, 2006.
Um professor que pretende abordar criticamente o conteúdo desse texto em sala de aula escolhe a seguinte metodologia didático-pedagógica:
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TEXTO 1
E por que, não obstante, constitui a guerra um problema? Porque ela não é somente o homicídio institucionalizado; mais exatamente porque o homicídio do inimigo coincide com o sacrifício do indivíduo à sobrevivência física de seu próprio Estado. É com efeito nesse ponto que a guerra propõe aquilo que eu chamaria o problema de uma “ética da angústia”. Se a guerra só me pusesse em face de um problema: matarei o inimigo ou não o matarei? – só o medo e a idolatria de um Estado divinizado explicariam minha submissão ao Estado maléfico, e esses dois motivos me condenariam totalmente; meu dever estrito seria ser objetante de consciência. Mas a guerra também me propõe uma outra questão: deverei arriscar minha vida para que meu Estado sobreviva? A guerra é essa situação-limite, essa situação absurda, que faz coincidir o homicídio com o sacrifício. Promover a guerra é, para o indivíduo, ao mesmo tempo matar o próximo, o cidadão de outro Estado, e pôr sua vida em jogo para que o Estado respectivo continue a existir.
RICOEUR, P. História e verdade.
Rio de Janeiro: Forense, 1968.
TEXTO 2
O Estado somos nós, ele não é nada mais do que o representante e promotor da rousseauniana vontade geral, e cabe ao conjunto da sociedade fazer com que o Estado promova e implemente a educação pública que queremos.
GALLO, S. A escola pública numa perspectiva
anarquista. Verve, n. 1, 2002 (adaptado).
O Texto 1 remete ao conflito entre interesses individuais e interesses públicos em uma situação de guerra. Esse conflito, porém, pode ser constatado em situações menos dramáticas que a guerra, como a tensão entre o comportamento dos estudantes e as regras da escola, como apontado no Texto 2. Com base na angústia mencionada com a situação de guerra abordada no Texto 1, do ponto de vista institucional, como se interpreta o Texto 2 numa situação conflituosa no ambiente escolar?
E por que, não obstante, constitui a guerra um problema? Porque ela não é somente o homicídio institucionalizado; mais exatamente porque o homicídio do inimigo coincide com o sacrifício do indivíduo à sobrevivência física de seu próprio Estado. É com efeito nesse ponto que a guerra propõe aquilo que eu chamaria o problema de uma “ética da angústia”. Se a guerra só me pusesse em face de um problema: matarei o inimigo ou não o matarei? – só o medo e a idolatria de um Estado divinizado explicariam minha submissão ao Estado maléfico, e esses dois motivos me condenariam totalmente; meu dever estrito seria ser objetante de consciência. Mas a guerra também me propõe uma outra questão: deverei arriscar minha vida para que meu Estado sobreviva? A guerra é essa situação-limite, essa situação absurda, que faz coincidir o homicídio com o sacrifício. Promover a guerra é, para o indivíduo, ao mesmo tempo matar o próximo, o cidadão de outro Estado, e pôr sua vida em jogo para que o Estado respectivo continue a existir.
RICOEUR, P. História e verdade.
Rio de Janeiro: Forense, 1968.
TEXTO 2
O Estado somos nós, ele não é nada mais do que o representante e promotor da rousseauniana vontade geral, e cabe ao conjunto da sociedade fazer com que o Estado promova e implemente a educação pública que queremos.
GALLO, S. A escola pública numa perspectiva
anarquista. Verve, n. 1, 2002 (adaptado).
O Texto 1 remete ao conflito entre interesses individuais e interesses públicos em uma situação de guerra. Esse conflito, porém, pode ser constatado em situações menos dramáticas que a guerra, como a tensão entre o comportamento dos estudantes e as regras da escola, como apontado no Texto 2. Com base na angústia mencionada com a situação de guerra abordada no Texto 1, do ponto de vista institucional, como se interpreta o Texto 2 numa situação conflituosa no ambiente escolar?
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Examinei todas as outras coisas que estão abaixo de vós. Por um lado, provêm de vós; por outro, não existem, pois não são
aquilo que vós sois. Já vi claramente que todas as coisas que se corrompem são boas; não se poderiam corromper se fossem
sumamente boas. De que modo criastes o céu e a terra, se não procedesses como o artífice que forma um corpo de outro
corpo, impondo-lhe, segundo a concepção de sua mente, a imagem que vê com os olhos do espírito? É necessário concluir que
falastes e os seres foram criados. Vemos o homem, criado à vossa imagem e semelhança, constituído em dignidade acima de
todos os viventes irracionais. E assim como na sua alma há uma parte que impera por sua reflexão e outra que se submete para
obedecer, assim também a mulher foi criada, quanto ao corpo, para o homem.
AGOSTINHO. Confissões. São Paulo: Nova Cultural, 2000.
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Examinei todas as outras coisas que estão abaixo de vós. Por um lado, provêm de vós; por outro, não existem, pois não são
aquilo que vós sois. Já vi claramente que todas as coisas que se corrompem são boas; não se poderiam corromper se fossem
sumamente boas. De que modo criastes o céu e a terra, se não procedesses como o artífice que forma um corpo de outro
corpo, impondo-lhe, segundo a concepção de sua mente, a imagem que vê com os olhos do espírito? É necessário concluir que
falastes e os seres foram criados. Vemos o homem, criado à vossa imagem e semelhança, constituído em dignidade acima de
todos os viventes irracionais. E assim como na sua alma há uma parte que impera por sua reflexão e outra que se submete para
obedecer, assim também a mulher foi criada, quanto ao corpo, para o homem.
AGOSTINHO. Confissões. São Paulo: Nova Cultural, 2000.
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Examinei todas as outras coisas que estão abaixo de vós. Por um lado, provêm de vós; por outro, não existem, pois não são
aquilo que vós sois. Já vi claramente que todas as coisas que se corrompem são boas; não se poderiam corromper se fossem
sumamente boas. De que modo criastes o céu e a terra, se não procedesses como o artífice que forma um corpo de outro
corpo, impondo-lhe, segundo a concepção de sua mente, a imagem que vê com os olhos do espírito? É necessário concluir que
falastes e os seres foram criados. Vemos o homem, criado à vossa imagem e semelhança, constituído em dignidade acima de
todos os viventes irracionais. E assim como na sua alma há uma parte que impera por sua reflexão e outra que se submete para
obedecer, assim também a mulher foi criada, quanto ao corpo, para o homem.
AGOSTINHO. Confissões. São Paulo: Nova Cultural, 2000.
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