Magna Concursos

Foram encontradas 6.725 questões.

3928780 Ano: 2025
Disciplina: Filosofia
Banca: INEP
Orgão: PND
E isto porque a experiência é conhecimento dos singulares, e a ciência, dos universais; e, por outro lado, porque as operações e as gerações todas dizem respeito ao singular. Não é o Homem, com efeito, a quem o médico cura, se não por acidente, mas Cálias ou Sócrates, ou a qualquer um outro assim designado, ao qual aconteceu também ser homem. Portanto, quem possua a noção sem a experiência, e conheça o universal ignorando o particular nele contido, enganar-se-á muitas vezes no tratamento, porque o objeto da cura é, de preferência, o singular.
ARISTÓTELES. Metafísica. São Paulo: Abril Cultural, 1973 (adaptado).

Esse trecho pode ser usado como modelo em sala de aula, visto que o ensino da filosofia
 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
3928779 Ano: 2025
Disciplina: Filosofia
Banca: INEP
Orgão: PND
A hermenêutica interna a uma religião não pode tender a se igualar a uma fenomenologia universal do fenômeno religioso senão a favor de uma extensão segunda, regida por um procedimento de transferência analogizante, conduzida aproximativamente, a partir do lugar em que se está no início. Oponho esse procedimento ao da história comparada das religiões, que supõe ao menos idealmente adoção de um lugar fora de lugar, de um lugar de onde o sujeito epistemológico não interessado consideraria com um olho neutro e simplesmente curioso o campo disperso das crenças religiosas. Se certa descrição externa é acessível a esse olhar de parte alguma, a compreensão do que se trata, do que está em jogo, do Woraufhin, é inacessível. Não entrarei aqui nessa via de transferência agonizante e da compreensão aproximativa que esta última permite. Limitar-me-ei a fundar a sua simples possibilidade sobre a atitude de suspense fenomenológico praticado a respeito de minhas próprias convicções. Pedem-me então que eu pratique, em relação às religiões diferentes da minha, a mesma assunção imaginativa e simpática que peço aos meus ouvintes quando procede diante deles a hermenêutica da fé hebraica e cristã.
RICOEUR, P. Leituras 3: nas fronteiras da filosofia. São Paulo: Loyola, 1996.

Conforme esse texto, ao promover um debate acerca da diversidade cultural religiosa em sala de aula, cabe ao professor de filosofia direcionar o debate para
 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
3928778 Ano: 2025
Disciplina: Filosofia
Banca: INEP
Orgão: PND
 Sem o reconhecimento da diversidade religiosa, em muitas escolas públicas, currículos, ritos e ritmos escolares colaboram para a manutenção dos rótulos e preconceitos perante algumas expressões religiosas e não religiosas. O calendário escolar restringe-se à comemoração das datas e festas previstas na liturgia cristã, contando, frequentemente, com a presença de seus líderes na realização de celebrações, comemorações e formaturas. A reprodução de tais relações e práticas perpetua uma cosmovisão padronizadora de comportamentos, ritmos, aprendizagens e identidades, em que a diversidade religiosa é caracterizada mais por ausências do que presenças.
CECCHETTI, E. Diversidade religiosa e currículo escolar: presenças, ausências e desafios.
Disponível em: www.ucs.br. Acesso em: 5 maio 2025 (adaptado).
Conduzindo um debate sobre o fundamentalismo religioso, um professor de filosofia observa que a realidade educacional da sociedade brasileira, registrada nesse texto, pode ser investigada criticamente pela Filosofia, em interdisciplinaridade com a História, na medida em que
 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
3928777 Ano: 2025
Disciplina: Filosofia
Banca: INEP
Orgão: PND
 Sem o reconhecimento da diversidade religiosa, em muitas escolas públicas, currículos, ritos e ritmos escolares colaboram para a manutenção dos rótulos e preconceitos perante algumas expressões religiosas e não religiosas. O calendário escolar restringe-se à comemoração das datas e festas previstas na liturgia cristã, contando, frequentemente, com a presença de seus líderes na realização de celebrações, comemorações e formaturas. A reprodução de tais relações e práticas perpetua uma cosmovisão padronizadora de comportamentos, ritmos, aprendizagens e identidades, em que a diversidade religiosa é caracterizada mais por ausências do que presenças.
CECCHETTI, E. Diversidade religiosa e currículo escolar: presenças, ausências e desafios.
Disponível em: www.ucs.br. Acesso em: 5 maio 2025 (adaptado).
Em uma escola onde as datas comemorativas ainda são majoritariamente vinculadas ao calendário cristão, uma professora de filosofia, dialogando com seus estudantes, ouve que muitos deles não reconhecem que suas crenças intimas estão representadas nos referidos eventos comemorativos. Como recurso didático, a professora apresenta fragmentos e aforismos de Kierkegaard e Nietzsche e conduz estudos e discussões problematizadoras a respeito da diversidade de práticas e crenças religiosas e não religiosas. Considerando que há uma grande diferença entre as práticas institucinalizadas e as vivências subjetivas, qual das assertivas corresponde conceitualmente às teorias de Kierkegaard e Nietzsche a respeito dos modelos de religiões institucionalizadas?
 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
3928775 Ano: 2025
Disciplina: Filosofia
Banca: INEP
Orgão: PND
 Educação após Auschwitz
Qualquer debate acerca de metas educacionais carece de significado e importância frente a essa meta: que Auschwitz não se repita. Ela foi a barbárie contra a qual se dirige toda a educação. Fala-se da ameaça de uma regressão à barbárie. Mas não se trata de uma ameaça, pois Auschwitz foi a regressão; a barbárie continuará existindo enquanto persistirem no que têm de fundamental as condições que geram esta regressão. É isto que apavora. Apesar da não visibilidade atual dos infortúnios, a pressão social continua se impondo. Ela impele as pessoas em direção ao que é indescritível e que, nos termos da história mundial, culminaria em Auschwitz. Dentre os conhecimentos proporcionados por Freud, efetivamente relacionados inclusive à cultura e à sociologia, um dos mais perspicazes parece-me ser aquele de que a civilização, por seu turno, origina e fortalece progressivamente o que é anticivilizatório. 
ADORNO, T. W. Educação e emancipação. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 199
As formas contemporâneas de barbárie expressam-se em novas linguagens, especialmente entre jovens. Redes sociais, fóruns e jogos on-line desempenham papel central na formação das subjetividades juvenis, favorecendo tanto a criatividade como a reprodução dos discursos autoritários. Entre os jovens do sexo masculino, movimentos como o dos incels contribuem para consolidar modelos regressivos de masculinidade. Qual alternativa evidencia essa regressão na subjetividade masculina contemporânea
 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
3928773 Ano: 2025
Disciplina: Filosofia
Banca: INEP
Orgão: PND
O método, entendido como o caminho que conduz ao objetivo, é fundamental para o exercício filosofico e desemprenha um papel crucial nas práticas de ensino de filosofia. Para o exercício, o método orienta por quais caminhos deve andar o pensamento; para o ensino, o método indica quais práticas devem ser utilizadas para o bom andamento das atividades e o cumprimento dos objetivos de aprendizagem. Destarte, a pergunta filosofica pelo método questiona justamente por onde caminha o pensamento quando se aprende e se ensina filosofia.

O processo de ensino-aprendizagem será favorecido se o professor adotar como método:
 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
3928772 Ano: 2025
Disciplina: Filosofia
Banca: INEP
Orgão: PND
Muitos estudiosos têm procurado fixar um método socrático. Fala-se de maiêutica, intelectualismo, diálogo, como princípios metodológicos que conformariam um modo socrático de exercer a posição docente. Porém, uma leitura atenta dos testemunhos mostra uma figura complexa, paradoxal, impossível de fechar numa figura monocórdia, uniforme, consistente. Com efeito, Sócrates transita por caminhos encontrados; diz que não sabe, mas sabe que não sabe e se o saber dos outros pode ou não ser sabido; diz que se investiga a si próprio, mas parece não aceitar ser confrontado; afirma o valor do exame, mas não parece disposto a examinar o que seus interlocutores não querem aceitar… enfim, não há um Sócrates, mas muitos modos, encontrados, de transitar o caminho da filosofia sob esse nome. Contudo, alguns princípios parecem subsistir para pensar, contemporaneamente, a questão metodológica do ensino de Filosofia. Eles se encontram no que poderíamos chamar de as principais possibilidades de pensar a metodologia do ensino de Filosofia.
GUIDO, H.; GALLO, S.; KOHAN, W. O. Princípios e possibilidades para uma metodologia filosófica do ensino de filosofia.
In: CARVALHO, M.; CORNELLI, G. (Orgs.). Ensinar filosofia. Cuiabá: Central de Textos, 2013.

Quais etapas teórico-metodológicas se fundamentam em princípios coerentes com a Filosofia socrática que subsidiam o ensino da filosofia na contemporaneidade?
 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
3928771 Ano: 2025
Disciplina: Filosofia
Banca: INEP
Orgão: PND
Os feeds, seja o feed algorítmico de vídeos do TikTok ou o feed de notícias do Facebook, evoluíram para um tipo de corrida armamentista onde o objetivo é o engajamento de usuários. Afinal, por causa dessa competição, os aplicativos exigem altos volumes de conteúdo que eles tentam customizar para desejos individuais. A atenção voluntária é associada à vontade, e é empregada para nos ajudar a alcançar nossos objetivos. Os feeds das redes sociais são pensados para distrair o usuário a ponto de frustrar sua vontade de fazer algo diferente ou ser produtivo. Sempre existe mais um vídeo fofinho de gato ou outra história política pensada para provocar revolta. Esses aplicativos estão aprendendo a como frustrar sua força de vontade, e cada vez que você clica no botão de “curtir” ou no ícone de coração, você está lhes ensinando como. As linhas do tempo se tornam irresistíveis, uma vez que exploram o vício comportamental, e metáforas digitais efetivas podem ser um componente crucial de tal engenharia comportamental. Parece que não são pessoas que carecem de força de vontade, mas que existem mil pessoas do outro lado da tela cujo trabalho é minar a autorregulação que você tem.
CHOWN, E.; NASCIMENTO, F. Tecnologias digitais que interferem no pensar e viver. São Paulo: Ideias & Letras, 2024 (adaptado).
Ao simular uma ágora, um professor discutiu o problema ético envolvendo o poder dos algoritmos e a liberdade humana nas redes sociais. Ao se considerar a ética aristotélica, o que as interações com as redes sociais revelam sobre a liberdade?
 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
3928770 Ano: 2025
Disciplina: Filosofia
Banca: INEP
Orgão: PND
Os feeds, seja o feed algorítmico de vídeos do TikTok ou o feed de notícias do Facebook, evoluíram para um tipo de corrida armamentista onde o objetivo é o engajamento de usuários. Afinal, por causa dessa competição, os aplicativos exigem altos volumes de conteúdo que eles tentam customizar para desejos individuais. A atenção voluntária é associada à vontade, e é empregada para nos ajudar a alcançar nossos objetivos. Os feeds das redes sociais são pensados para distrair o usuário a ponto de frustrar sua vontade de fazer algo diferente ou ser produtivo. Sempre existe mais um vídeo fofinho de gato ou outra história política pensada para provocar revolta. Esses aplicativos estão aprendendo a como frustrar sua força de vontade, e cada vez que você clica no botão de “curtir” ou no ícone de coração, você está lhes ensinando como. As linhas do tempo se tornam irresistíveis, uma vez que exploram o vício comportamental, e metáforas digitais efetivas podem ser um componente crucial de tal engenharia comportamental. Parece que não são pessoas que carecem de força de vontade, mas que existem mil pessoas do outro lado da tela cujo trabalho é minar a autorregulação que você tem.
CHOWN, E.; NASCIMENTO, F. Tecnologias digitais que interferem no pensar e viver. São Paulo: Ideias & Letras, 2024 (adaptado).
Ao refletir criticamente sobre a condição da realidade contemporânea, apresentada no texto, compreende-se um aspecto da ideia de poder expresso na seguinte sentença:
 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
3928769 Ano: 2025
Disciplina: Filosofia
Banca: INEP
Orgão: PND
Os feeds, seja o feed algorítmico de vídeos do TikTok ou o feed de notícias do Facebook, evoluíram para um tipo de corrida armamentista onde o objetivo é o engajamento de usuários. Afinal, por causa dessa competição, os aplicativos exigem altos volumes de conteúdo que eles tentam customizar para desejos individuais. A atenção voluntária é associada à vontade, e é empregada para nos ajudar a alcançar nossos objetivos. Os feeds das redes sociais são pensados para distrair o usuário a ponto de frustrar sua vontade de fazer algo diferente ou ser produtivo. Sempre existe mais um vídeo fofinho de gato ou outra história política pensada para provocar revolta. Esses aplicativos estão aprendendo a como frustrar sua força de vontade, e cada vez que você clica no botão de “curtir” ou no ícone de coração, você está lhes ensinando como. As linhas do tempo se tornam irresistíveis, uma vez que exploram o vício comportamental, e metáforas digitais efetivas podem ser um componente crucial de tal engenharia comportamental. Parece que não são pessoas que carecem de força de vontade, mas que existem mil pessoas do outro lado da tela cujo trabalho é minar a autorregulação que você tem.
CHOWN, E.; NASCIMENTO, F. Tecnologias digitais que interferem no pensar e viver. São Paulo: Ideias & Letras, 2024 (adaptado).
Embora esse texto não mencione nenhum filósofo ou corrente de pensamento, sua utilização seria adequada na perspectiva de um fundamento teórico-metodológico do ensino de filosofia dispondo que
 

Provas

Questão presente nas seguintes provas