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E isto porque a experiência é conhecimento dos singulares, e a ciência, dos universais; e, por outro lado, porque as operações
e as gerações todas dizem respeito ao singular. Não é o Homem, com efeito, a quem o médico cura, se não por acidente,
mas Cálias ou Sócrates, ou a qualquer um outro assim designado, ao qual aconteceu também ser homem. Portanto, quem
possua a noção sem a experiência, e conheça o universal ignorando o particular nele contido, enganar-se-á muitas vezes no
tratamento, porque o objeto da cura é, de preferência, o singular.
ARISTÓTELES. Metafísica. São Paulo: Abril Cultural, 1973 (adaptado).
Esse trecho pode ser usado como modelo em sala de aula, visto que o ensino da filosofia
ARISTÓTELES. Metafísica. São Paulo: Abril Cultural, 1973 (adaptado).
Esse trecho pode ser usado como modelo em sala de aula, visto que o ensino da filosofia
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A hermenêutica interna a uma religião não pode tender a se igualar a uma fenomenologia universal do fenômeno religioso senão
a favor de uma extensão segunda, regida por um procedimento de transferência analogizante, conduzida aproximativamente,
a partir do lugar em que se está no início. Oponho esse procedimento ao da história comparada das religiões, que supõe ao
menos idealmente adoção de um lugar fora de lugar, de um lugar de onde o sujeito epistemológico não interessado consideraria
com um olho neutro e simplesmente curioso o campo disperso das crenças religiosas. Se certa descrição externa é acessível
a esse olhar de parte alguma, a compreensão do que se trata, do que está em jogo, do Woraufhin, é inacessível. Não entrarei
aqui nessa via de transferência agonizante e da compreensão aproximativa que esta última permite. Limitar-me-ei a fundar a
sua simples possibilidade sobre a atitude de suspense fenomenológico praticado a respeito de minhas próprias convicções.
Pedem-me então que eu pratique, em relação às religiões diferentes da minha, a mesma assunção imaginativa e simpática que
peço aos meus ouvintes quando procede diante deles a hermenêutica da fé hebraica e cristã.
RICOEUR, P. Leituras 3: nas fronteiras da filosofia. São Paulo: Loyola, 1996.
Conforme esse texto, ao promover um debate acerca da diversidade cultural religiosa em sala de aula, cabe ao professor de filosofia direcionar o debate para
RICOEUR, P. Leituras 3: nas fronteiras da filosofia. São Paulo: Loyola, 1996.
Conforme esse texto, ao promover um debate acerca da diversidade cultural religiosa em sala de aula, cabe ao professor de filosofia direcionar o debate para
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Sem o reconhecimento da diversidade religiosa, em muitas escolas públicas, currículos, ritos e ritmos escolares colaboram
para a manutenção dos rótulos e preconceitos perante algumas expressões religiosas e não religiosas. O calendário escolar
restringe-se à comemoração das datas e festas previstas na liturgia cristã, contando, frequentemente, com a presença de
seus líderes na realização de celebrações, comemorações e formaturas. A reprodução de tais relações e práticas perpetua
uma cosmovisão padronizadora de comportamentos, ritmos, aprendizagens e identidades, em que a diversidade religiosa é
caracterizada mais por ausências do que presenças.
CECCHETTI, E. Diversidade religiosa e currículo escolar: presenças, ausências e desafios.
Disponível em: www.ucs.br. Acesso em: 5 maio 2025 (adaptado).
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Sem o reconhecimento da diversidade religiosa, em muitas escolas públicas, currículos, ritos e ritmos escolares colaboram
para a manutenção dos rótulos e preconceitos perante algumas expressões religiosas e não religiosas. O calendário escolar
restringe-se à comemoração das datas e festas previstas na liturgia cristã, contando, frequentemente, com a presença de
seus líderes na realização de celebrações, comemorações e formaturas. A reprodução de tais relações e práticas perpetua
uma cosmovisão padronizadora de comportamentos, ritmos, aprendizagens e identidades, em que a diversidade religiosa é
caracterizada mais por ausências do que presenças.
CECCHETTI, E. Diversidade religiosa e currículo escolar: presenças, ausências e desafios.
Disponível em: www.ucs.br. Acesso em: 5 maio 2025 (adaptado).
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Educação após Auschwitz
Qualquer debate acerca de metas educacionais carece de significado e importância frente a essa meta: que Auschwitz não
se repita. Ela foi a barbárie contra a qual se dirige toda a educação. Fala-se da ameaça de uma regressão à barbárie. Mas não
se trata de uma ameaça, pois Auschwitz foi a regressão; a barbárie continuará existindo enquanto persistirem no que têm
de fundamental as condições que geram esta regressão. É isto que apavora. Apesar da não visibilidade atual dos infortúnios,
a pressão social continua se impondo. Ela impele as pessoas em direção ao que é indescritível e que, nos termos da história
mundial, culminaria em Auschwitz. Dentre os conhecimentos proporcionados por Freud, efetivamente relacionados inclusive
à cultura e à sociologia, um dos mais perspicazes parece-me ser aquele de que a civilização, por seu turno, origina e fortalece
progressivamente o que é anticivilizatório.
ADORNO, T. W. Educação e emancipação. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 199
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O método, entendido como o caminho que conduz ao objetivo, é fundamental para o exercício filosofico e desemprenha um
papel crucial nas práticas de ensino de filosofia. Para o exercício, o método orienta por quais caminhos deve andar o pensamento;
para o ensino, o método indica quais práticas devem ser utilizadas para o bom andamento das atividades e o cumprimento dos
objetivos de aprendizagem. Destarte, a pergunta filosofica pelo método questiona justamente por onde caminha o pensamento
quando se aprende e se ensina filosofia.
O processo de ensino-aprendizagem será favorecido se o professor adotar como método:
O processo de ensino-aprendizagem será favorecido se o professor adotar como método:
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Muitos estudiosos têm procurado fixar um método socrático. Fala-se de maiêutica, intelectualismo, diálogo, como princípios
metodológicos que conformariam um modo socrático de exercer a posição docente. Porém, uma leitura atenta dos testemunhos
mostra uma figura complexa, paradoxal, impossível de fechar numa figura monocórdia, uniforme, consistente. Com efeito,
Sócrates transita por caminhos encontrados; diz que não sabe, mas sabe que não sabe e se o saber dos outros pode ou
não ser sabido; diz que se investiga a si próprio, mas parece não aceitar ser confrontado; afirma o valor do exame, mas não
parece disposto a examinar o que seus interlocutores não querem aceitar… enfim, não há um Sócrates, mas muitos modos,
encontrados, de transitar o caminho da filosofia sob esse nome. Contudo, alguns princípios parecem subsistir para pensar,
contemporaneamente, a questão metodológica do ensino de Filosofia. Eles se encontram no que poderíamos chamar de as
principais possibilidades de pensar a metodologia do ensino de Filosofia.
GUIDO, H.; GALLO, S.; KOHAN, W. O. Princípios e possibilidades para uma metodologia filosófica do ensino de filosofia.
In: CARVALHO, M.; CORNELLI, G. (Orgs.). Ensinar filosofia. Cuiabá: Central de Textos, 2013.
Quais etapas teórico-metodológicas se fundamentam em princípios coerentes com a Filosofia socrática que subsidiam o ensino da filosofia na contemporaneidade?
GUIDO, H.; GALLO, S.; KOHAN, W. O. Princípios e possibilidades para uma metodologia filosófica do ensino de filosofia.
In: CARVALHO, M.; CORNELLI, G. (Orgs.). Ensinar filosofia. Cuiabá: Central de Textos, 2013.
Quais etapas teórico-metodológicas se fundamentam em princípios coerentes com a Filosofia socrática que subsidiam o ensino da filosofia na contemporaneidade?
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Os feeds, seja o feed algorítmico de vídeos do TikTok ou o feed de notícias do Facebook, evoluíram para um tipo de corrida
armamentista onde o objetivo é o engajamento de usuários. Afinal, por causa dessa competição, os aplicativos exigem
altos volumes de conteúdo que eles tentam customizar para desejos individuais. A atenção voluntária é associada à
vontade, e é empregada para nos ajudar a alcançar nossos objetivos. Os feeds das redes sociais são pensados para distrair
o usuário a ponto de frustrar sua vontade de fazer algo diferente ou ser produtivo. Sempre existe mais um vídeo fofinho
de gato ou outra história política pensada para provocar revolta. Esses aplicativos estão aprendendo a como frustrar sua
força de vontade, e cada vez que você clica no botão de “curtir” ou no ícone de coração, você está lhes ensinando como.
As linhas do tempo se tornam irresistíveis, uma vez que exploram o vício comportamental, e metáforas digitais efetivas
podem ser um componente crucial de tal engenharia comportamental. Parece que não são pessoas que carecem de força
de vontade, mas que existem mil pessoas do outro lado da tela cujo trabalho é minar a autorregulação que você tem.
CHOWN, E.; NASCIMENTO, F. Tecnologias digitais que interferem no pensar e viver. São Paulo: Ideias & Letras, 2024 (adaptado).
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Os feeds, seja o feed algorítmico de vídeos do TikTok ou o feed de notícias do Facebook, evoluíram para um tipo de corrida
armamentista onde o objetivo é o engajamento de usuários. Afinal, por causa dessa competição, os aplicativos exigem
altos volumes de conteúdo que eles tentam customizar para desejos individuais. A atenção voluntária é associada à
vontade, e é empregada para nos ajudar a alcançar nossos objetivos. Os feeds das redes sociais são pensados para distrair
o usuário a ponto de frustrar sua vontade de fazer algo diferente ou ser produtivo. Sempre existe mais um vídeo fofinho
de gato ou outra história política pensada para provocar revolta. Esses aplicativos estão aprendendo a como frustrar sua
força de vontade, e cada vez que você clica no botão de “curtir” ou no ícone de coração, você está lhes ensinando como.
As linhas do tempo se tornam irresistíveis, uma vez que exploram o vício comportamental, e metáforas digitais efetivas
podem ser um componente crucial de tal engenharia comportamental. Parece que não são pessoas que carecem de força
de vontade, mas que existem mil pessoas do outro lado da tela cujo trabalho é minar a autorregulação que você tem.
CHOWN, E.; NASCIMENTO, F. Tecnologias digitais que interferem no pensar e viver. São Paulo: Ideias & Letras, 2024 (adaptado).
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Os feeds, seja o feed algorítmico de vídeos do TikTok ou o feed de notícias do Facebook, evoluíram para um tipo de corrida
armamentista onde o objetivo é o engajamento de usuários. Afinal, por causa dessa competição, os aplicativos exigem
altos volumes de conteúdo que eles tentam customizar para desejos individuais. A atenção voluntária é associada à
vontade, e é empregada para nos ajudar a alcançar nossos objetivos. Os feeds das redes sociais são pensados para distrair
o usuário a ponto de frustrar sua vontade de fazer algo diferente ou ser produtivo. Sempre existe mais um vídeo fofinho
de gato ou outra história política pensada para provocar revolta. Esses aplicativos estão aprendendo a como frustrar sua
força de vontade, e cada vez que você clica no botão de “curtir” ou no ícone de coração, você está lhes ensinando como.
As linhas do tempo se tornam irresistíveis, uma vez que exploram o vício comportamental, e metáforas digitais efetivas
podem ser um componente crucial de tal engenharia comportamental. Parece que não são pessoas que carecem de força
de vontade, mas que existem mil pessoas do outro lado da tela cujo trabalho é minar a autorregulação que você tem.
CHOWN, E.; NASCIMENTO, F. Tecnologias digitais que interferem no pensar e viver. São Paulo: Ideias & Letras, 2024 (adaptado).
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