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Consideremos também que, dentre os desejos, há os que são naturais e os que são inúteis; dentre os naturais, há uns que
são necessários e outros, apenas naturais; dentre os necessários, há alguns que são fundamentais para a felicidade, outros,
para o bem-estar corporal, outros, ainda, para a própria vida. E o conhecimento seguro dos desejos leva a direcionar toda
escolha e toda recusa para a saúde do corpo e para a serenidade do espírito, visto que esta é a finalidade da vida feliz:
em razão desse fim praticamos todas as nossas ações, para nos afastarmos da dor e do medo.
EPICURO. Carta sobre a felicidade (a Meneceu). São Paulo: Unesp, 2002.
Ao correlacionar o texto com o contexto atual das redes sociais, o ensino da filosofia colabora na
EPICURO. Carta sobre a felicidade (a Meneceu). São Paulo: Unesp, 2002.
Ao correlacionar o texto com o contexto atual das redes sociais, o ensino da filosofia colabora na
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TEXTO 1
O totalitarismo neoliberal
O totalitarismo neoliberal pratica, como dissemos, uma outra
forma de imperialismo e, não tendo o Estado nacional como
enclave territorial do capital, não precisa de nacionalismos
extremados. Sua grande novidade está em definir todas as
esferas sociais e políticas não apenas como organizações, mas
como um tipo determinado de organização que percorre a
sociedade de ponta a ponta e de cima a baixo: a empresa –
a escola é uma empresa, o hospital é uma empresa, o centro
cultural é uma empresa. Eis por que o Estado é concebido
como empresa, sendo por isso espelho da sociedade, e não o
contrário, como nos antigos totalitarismos. Vai além: encobre
o desemprego estrutural por meio da chamada uberização
do trabalho e por isso define o indivíduo não como membro
de uma classe social, mas como um empreendimento, uma
empresa individual ou “capital humano”, ou como empresário
de si mesmo, destinado à competição mortal em todas as
organizações, dominado pelo princípio universal da concorrência
disfarçada sob o nome de meritocracia (é o que chamo de
neocalvinismo). O salário não é visto como tal, e sim como
renda individual, e a educação é considerada um investimento
para que a criança e o jovem aprendam a desempenhar
comportamentos competitivos. Dessa maneira, desde o
nascimento até a entrada no mercado de trabalho, o indivíduo é
treinado para ser um investimento bem-sucedido e a interiorizar
a culpa quando não vence a competição, desencadeando ódios,
ressentimentos e violências de todo tipo, particularmente
contra imigrantes, migrantes, negros, índios, idosos, mendigos,
sofredores mentais, LGBTQ+, destroçando a percepção de si
como membro ou parte de uma classe social, destruindo formas
de solidariedade e desencadeando práticas de extermínio.
CHAUÍ, M. Anacronismo e Irrupción, n. 18, maio-out. 2020.
TEXTO 2
Após a exposição dos conceitos de meritocracia, capital humano
e empreendedor de si, um professor de filosofia apresentou os
seguintes dados para os estudantes da 3ª série do Ensino Médio:
• Desigualdade na ocupação de cargos gerenciais: em 2019,
os homens ocupavam 62,6% dos cargos gerenciais no Brasil,
enquanto as mulheres representavam apenas 37,4%.
• Diferença salarial por gênero: em 2019, os homens recebiam,
em média, R$ 3 946,00, enquanto as mulheres ganhavam
R$ 2 680,00, resultando em uma diferença salarial de 47,24%.
• Empreendedorismo por raça e gênero: entre os
28,6 milhões de empreendedores existentes no Brasil,
9,8 milhões são homens negros e 8,7 milhões são
brancos; 5 milhões são mulheres brancas e 4,7 milhões
são negras; além disso, 39% das mulheres brancas têm
o Ensino Superior completo, enquanto 45% dos homens
negros têm apenas o Ensino Fundamental ou menos.
O perfil do empreendedorismo por raça/cor e gênero no Brasil.
Disponível em: www.sebrae.com.br.
Acesso em: 24 maio 2025.
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TEXTO 1
O totalitarismo neoliberal
O totalitarismo neoliberal pratica, como dissemos, uma outra
forma de imperialismo e, não tendo o Estado nacional como
enclave territorial do capital, não precisa de nacionalismos
extremados. Sua grande novidade está em definir todas as
esferas sociais e políticas não apenas como organizações, mas
como um tipo determinado de organização que percorre a
sociedade de ponta a ponta e de cima a baixo: a empresa –
a escola é uma empresa, o hospital é uma empresa, o centro
cultural é uma empresa. Eis por que o Estado é concebido
como empresa, sendo por isso espelho da sociedade, e não o
contrário, como nos antigos totalitarismos. Vai além: encobre
o desemprego estrutural por meio da chamada uberização
do trabalho e por isso define o indivíduo não como membro
de uma classe social, mas como um empreendimento, uma
empresa individual ou “capital humano”, ou como empresário
de si mesmo, destinado à competição mortal em todas as
organizações, dominado pelo princípio universal da concorrência
disfarçada sob o nome de meritocracia (é o que chamo de
neocalvinismo). O salário não é visto como tal, e sim como
renda individual, e a educação é considerada um investimento
para que a criança e o jovem aprendam a desempenhar
comportamentos competitivos. Dessa maneira, desde o
nascimento até a entrada no mercado de trabalho, o indivíduo é
treinado para ser um investimento bem-sucedido e a interiorizar
a culpa quando não vence a competição, desencadeando ódios,
ressentimentos e violências de todo tipo, particularmente
contra imigrantes, migrantes, negros, índios, idosos, mendigos,
sofredores mentais, LGBTQ+, destroçando a percepção de si
como membro ou parte de uma classe social, destruindo formas
de solidariedade e desencadeando práticas de extermínio.
CHAUÍ, M. Anacronismo e Irrupción, n. 18, maio-out. 2020.
TEXTO 2
Após a exposição dos conceitos de meritocracia, capital humano
e empreendedor de si, um professor de filosofia apresentou os
seguintes dados para os estudantes da 3ª série do Ensino Médio:
• Desigualdade na ocupação de cargos gerenciais: em 2019,
os homens ocupavam 62,6% dos cargos gerenciais no Brasil,
enquanto as mulheres representavam apenas 37,4%.
• Diferença salarial por gênero: em 2019, os homens recebiam,
em média, R$ 3 946,00, enquanto as mulheres ganhavam
R$ 2 680,00, resultando em uma diferença salarial de 47,24%.
• Empreendedorismo por raça e gênero: entre os
28,6 milhões de empreendedores existentes no Brasil,
9,8 milhões são homens negros e 8,7 milhões são
brancos; 5 milhões são mulheres brancas e 4,7 milhões
são negras; além disso, 39% das mulheres brancas têm
o Ensino Superior completo, enquanto 45% dos homens
negros têm apenas o Ensino Fundamental ou menos.
O perfil do empreendedorismo por raça/cor e gênero no Brasil.
Disponível em: www.sebrae.com.br.
Acesso em: 24 maio 2025.
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Epicuro considerava a Filosofia não como instrução e aquisição passiva de informações, mas como uma atividade que, através
de um generoso sentimento, a philia (amizade), ultrapassa a dimensão da sabedoria contemplativa e se expande em amor à
humanidade. O logos filosófico traz a verdade iluminadora: é o discurso que se faz pharmakon, remédio que dissolve crenças
e superstições – fonte do medo e dos males da alma.
MATOS, O. Filosofia: a polifonia da razão. São Paulo: Scipione, 1997.
Com base no texto, podemos afirmar que a Filosofia de Epicuro concebe como tarefa primeira da Filosofia:
MATOS, O. Filosofia: a polifonia da razão. São Paulo: Scipione, 1997.
Com base no texto, podemos afirmar que a Filosofia de Epicuro concebe como tarefa primeira da Filosofia:
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Segundo bell hooks, a violência de gênero, especialmente a
direcionada às mulheres, está intrinsecamente ligada a um
sistema patriarcal de desigualdade e dominação. A partir
de uma lente interseccional, bell hooks argumenta que o
machismo, a supremacia branca e as desigualdades de classe
não atuam isoladamente, mas se entrelaçam e se reforçam,
intensificando a violência sofrida por mulheres, em especial as
mulheres negras, que se encontram na intersecção de múltiplas
opressões. Esses sistemas de poder são usados para controlar e
subjugar, e a violência simbólica, perpetrada pela cultura e suas
representações, normaliza e agrava a desigualdade de gênero,
tornando-se ainda mais perniciosa ao invisibilizar as experiências
de violência de quem já enfrenta preconceitos acumulados.
Em seu livro Ensinando a transgredir: a educação como prática
da liberdade (2013), enfatiza a importância da educação como
um processo de transformação e de libertação, desafiando as
estruturas de poder e as formas tradicionais de ensino. Para
a autora, a educação deve ser uma prática política que incite
a reflexão crítica, o engajamento e a busca por justiça social.
Nesse contexto, pode-se afirmar que, para bell hooks, a educação libertadora deve considerar aspectos como
Nesse contexto, pode-se afirmar que, para bell hooks, a educação libertadora deve considerar aspectos como
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Em uma escola pública de Ensino Médio, após episódios
de comentários sexistas entre os estudantes, a professora
de filosofia propõe rodas de conversa para discutir as
causas estruturais da violência de gênero. Inspirada na
obra Ensinando a transgredir: a educação como prática da
liberdade (2013), de bell hooks, essa professora organiza
debates mediados pelos próprios estudantes, com o objetivo
de tornar a sala de aula um espaço democrático e crítico.
Durante a atividade, ela compartilha sua motivação: “Fazer
da sala de aula um contexto democrático onde todos sintam
a responsabilidade de contribuir é um objetivo central da
pedagogia transformadora”. Com base nesse princípio,
os estudantes elaboram perguntas e hipóteses a partir de
suas vivências, promovendo reflexões coletivas e construindo
estratégias para enfrentar a desigualdade de gênero.
Caracteriza-se como conclusão compatível com a análise crítica desenvolvida pelos estudantes, promovendo também sua autonomia intelectual, a
Caracteriza-se como conclusão compatível com a análise crítica desenvolvida pelos estudantes, promovendo também sua autonomia intelectual, a
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No ano 2000, irrequieto com a descoberta de que havia
muitos endereços eletrônicos em seu nome, Umberto Eco
comentou que “o princípio da desconfiança deveria estar
implícito para qualquer um que tenha experimentado
um chat”, advertindo que “não basta apenas desconfiar
de mensagens cuja procedência exata desconhecemos,
mas também das mensagens de nossos correspondentes
habituais, pois um vírus poderia ter nos enviado a mensagem
fatal em nome deles”. E assevera: “um jornal que publicasse,
por definição, apenas notícias falsas, não mereceria ser
comprado (a não ser com intenção cômica)”, porque “jornais
têm um pacto implícito de veracidade, que não pode ser
violado salvo dissolução de qualquer contrato social”.
Por fim, o autor questiona: “o que acontecerá se o principal
instrumento da comunicação do novo milênio não for capaz
de instaurar e controlar a observância deste pacto?”
ECO, U. Pape Satàn aleppe: crônicas de uma sociedade
líquida. Rio de Janeiro: Record, 2017 (adaptado).
Um professor de filosofia, com base nas citações de Umberto Eco, elabora um plano de aula no qual pretende conduzir seus estudantes ao questionamento acerca da veracidade das informações que são repassadas nas redes sociais. Pensando na temática, no objeto e no objetivo da sua proposta, qual recurso didático é adequado para compor esse plano de aula?
ECO, U. Pape Satàn aleppe: crônicas de uma sociedade
líquida. Rio de Janeiro: Record, 2017 (adaptado).
Um professor de filosofia, com base nas citações de Umberto Eco, elabora um plano de aula no qual pretende conduzir seus estudantes ao questionamento acerca da veracidade das informações que são repassadas nas redes sociais. Pensando na temática, no objeto e no objetivo da sua proposta, qual recurso didático é adequado para compor esse plano de aula?
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O sofista é um professor de técnicas, de política, de virtude e de sabedoria, portanto, alguém que julga possuir conhecimentos
e ser capaz de transmiti-los. Eis porque as preleções dos sofistas eram aulas em que alguma coisa era ensinada. As preleções
eram solilóquios ou monólogos. Além disso, os sofistas eram céticos. O sim e o não dependem apenas dos argumentos para
persuadir alguém a manter ou mudar de opinião. Diferentemente dos sofistas, Sócrates não se apresenta como professor.
Pergunta, não responde. Indaga, não ensina. Não faz preleções, mas introduz o diálogo como forma da busca da verdade.
CHAUÍ, M. Introdução à história da filosofia: dos pré-socráticos a Aristóteles. São Paulo: Brasiliense, 1994 (adaptado).
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O sofista é um professor de técnicas, de política, de virtude e de sabedoria, portanto, alguém que julga possuir conhecimentos
e ser capaz de transmiti-los. Eis porque as preleções dos sofistas eram aulas em que alguma coisa era ensinada. As preleções
eram solilóquios ou monólogos. Além disso, os sofistas eram céticos. O sim e o não dependem apenas dos argumentos para
persuadir alguém a manter ou mudar de opinião. Diferentemente dos sofistas, Sócrates não se apresenta como professor.
Pergunta, não responde. Indaga, não ensina. Não faz preleções, mas introduz o diálogo como forma da busca da verdade.
CHAUÍ, M. Introdução à história da filosofia: dos pré-socráticos a Aristóteles. São Paulo: Brasiliense, 1994 (adaptado).
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A crítica de Sócrates ao saber, aparentemente negativa,
tem dupla significação. De um lado, supõe que o saber e
a verdade devem ser engendrados pelo próprio indivíduo.
Por isso Sócrates afirma que se contenta, na discussão com
outrem, em desempenhar o papel de parteiro. Ele mesmo não
sabe nada e não ensina nada, mas contenta-se em questionar,
e são suas questões, suas interrogações, que auxiliam seus
interlocutores a parir “sua” verdade. Essa imagem nos permite
entender bem que é na alma que se encontra o saber e que
ao indivíduo cabe descobri-la, até que ele descubra, graças
a Sócrates, que seu saber era vazio. Na perspectiva de seu
próprio pensamento, Platão exprimirá miticamente essa ideia,
dizendo que todo conhecimento é reminiscência de uma visão
que a alma teve em uma existência anterior.
HADOT, P. O que é a filosofia antiga? São Paulo: Loyola, 1999 (adaptado).
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