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A oferta de Educação Bilíngue no Brasil, conforme a Lei nº 13.146/15, capítulo IV, reconhece o desenvolvimento da língua brasileira de sinais (Libras) como a primeira língua (L1) e a Língua Portuguesa, em sua modalidade escrita, como segunda língua (L2). Configura-se educação bilíngue aquela que, utilizando-se de duas (ou mais) línguas, ensina por meio das línguas e não apenas as línguas. Sendo assim, o documento que garante o bilinguismo (Libras e a modalidade escrita da Língua Portuguesa) é a Lei nº 10.436/02, em seu 1º e 4º artigos. Sabe- se que a Libras tornou-se disciplina curricular obrigatória nos cursos de formação de professores, entretanto, existe também no Decreto nº 5.626/05, artigo 13, o apontamento da disciplina de Ensino da Modalidade Escrita da Língua Portuguesa como Segunda Língua (L2) para Pessoas Surdas e, apesar dela não ser usual, está prevista. Sendo assim, os professores que irão trabalhar com as crianças, jovens e adultos Surdos precisam entender as singularidades linguísticas desses indivíduos enquanto L1 e L2. Considerando o artigo 13 do Decreto supracitado essa matéria deve ser incluída como disciplina curricular em quais cursos?
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Silva (2001) ao analisar a escrita de estudantes Surdos e como se dá a construção de sentidos, no que cerne a interferência da sintaxe da Libras na Língua Portuguesa escrita, conclui que, na maioria das vezes, ocorre(m):
I. não correspondência direta entre itens lexicais das duas línguas;
II. falta de oportunidades para vivenciar exercícios que permitam que os surdos se apropriem da estrutura da Língua Portuguesa escrita, marcada por sujeito, verbo e objeto;
III. estruturas lexicais diferentes, visto na demanda de duas ou mais palavras em português que em libras podem vir expressas em apenas um sinal;
IV. limitações do código escrito que trazem dificuldades porque não recobrem a riqueza de elementos prosódicos da Libras.
Assinale somente as alternativas CORRETAS:
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De acordo com Quadros & Karnopp (2004) “A língua de sinais brasileira apresenta certa flexibilidade na ordem das palavras. Portanto, determinar a sua ordem básica não é tão trivial” (p.135). Dessa forma, as autoras afirmam que existem sentenças que obedecem a ordenação SVO, mas também, outras, que podem obedecer às ordens OSV e SOV, dentre outras possibilidades. Alguns parâmetros fonológicos da Libras estabelecem tipos de sentenças. Assim, observe as sentenças abaixo para responder à questão:






Qual é a sequência das sentenças apresentadas acima?
I. 1- negativa; 2- afirmativa; 3- interrogativa.
II. 1- interrogativa; 2- exclamativa;3- negativa.
III.4- exclamativa; 5- negativa; 6- interrogativa.
IV.4- afirmativa; 5- negativa; 6- exclamativa.
V. 1- exclamativa; 2- afirmativa; 3- negativa.
Agora, aponte a alternativa CORRETA:
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A sintaxe espacial da Língua Brasileira de Sinais configura-se como um campo de investigação da Teoria da Gramática no que se refere a capacidade da linguagem humana (Quadros e Karnopp, 2004), assim, é ela que estuda a estrutura da frase na língua. Na Libras é possível encontrarmos alguns tipos de construções, mas “[...] parece haver uma ordenação mais básica que as demais, ou seja, a ordem Sujeito-Verbo-Objeto” (p. 139). As autoras determinam que uma dessas construções é gramatical, desta forma, observe as frases abaixo e escolha as alternativas que NÃO obedecem a ordem mais básica na língua brasileira de sinais.

Imagens in: QUADROS, R. M. de & KARNOPP, L. Língua de sinais brasileira: estudos linguísticos. ArtMed: Porto Alegre, 2004. p. 139,140, 141.
Assinale a alternativa CORRETA:
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Vieira (2014, p. 38), apoiada em alguns conceitos desenvolvidos por Bakhtin, afirma que “os processos de comunicação verbal somente podem ser plenamente compreendidos pela perspectiva discursiva e enunciativa”. Nesse contexto, ressalta a necessidade de que crianças e jovens Surdos apropriem-se da Língua de Sinais desde mais tenra idade. Para que isso ocorra, existem aspectos importantes que devem ser considerados. A partir das afirmações acima, assinale com V as alternativas verdadeiras e com F as alternativas falsas, de acordo com as ideias da autora.
( ) Como sujeitos nos formamos por diversas vozes, ou seja, somos seres polifônicos. Isso significa que o que falamos, escrevemos ou pensamos é composto de outras falas, pensamentos ou vozes.
( ) Para se apropriar da língua as crianças e jovens surdos devem estar imersos no fluxo discursivo, com diferentes interlocutores, que se comuniquem em Libras, preferencialmente surdos.
( ) Os sujeitos são constituídos nas ações sociais concretas. Dessa forma, um sujeito dialógico é ativo-responsivo, participante do diálogo, que carrega uma infinidade de vozes que intervêm na sua relação com os outros e na formação da sua consciência.
( ) É pelos signos criados nos grupos socialmente organizados que a consciência adquire forma e existência, uma vez que são os signos que lhe conferem sentido, o alimento e a matéria de seu desenvolvimento.
( ) A língua é transmitida aos indivíduos, sob uma forma pronta para uso. Dessa forma, os itens lexicais ou unidades linguísticas devem ser priorizados, para que a aquisição linguística ocorra gradativamente, respeitando a faixa etária da criança,que deve ter a oportunidade de compreender tudo que é dito a ela.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA:
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Segundo Quadros e Karnopp (2004) na sintaxe espacial da Língua Brasileira de Sinais os verbos são divididos em pelo menos duas categorias: os com concordância e os sem concordância. Observe os verbos abaixo:








Cargo: Tradutor e Intérprete de Linguagem de Sinais - Edital nº 118/2018
Agora os classifique conforme a concordância.
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Campos (2013) afirma que: “A cultura surda, uma das características do ser surdo, vem tentando representar, na teoria cultural contemporânea, a possibilidade de fazer parte do povo surdo em diferentes trajetórias na história cultural, comunidades, língua de sinais, arte surda, identidade e subjetividade surda. Política surda, presença de intérpretes de língua de sinais, pedagogia surda, escola de surdos, experiências visuais, enfim a diferença como sujeito e forma de cultura”. (p. 48)
A autora remete-se a Perlin (2004) e Quadros (2005) para relacionar a identidade, a cultura e a subjetividade. Nesse contexto cita que existem diferentes formas de inclusão. Uma delas é:
“Aquela que os surdos estão inseridos dentro da escola com colegas ouvintes, mas tem-se naquele espaço a cultura surda com metodologias/currículos adaptados à experiência visual. As aulas são ministradas por professores surdos, professores bilíngues. Também há professores ouvintes que precisam do acompanhamento dos ILS para interpretação dos conteúdos e mediação entre os alunos surdos”. (p. 49)
Escolha a alternativa CORRETA, que denomina, segundo Campos (2013), o tipo de inclusão acima descrita:
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Nas frases abaixo identifique, na sequência, quais são os pronomes apresentados.
1
2
3
4
5
6 
Aponte a alternativa CORRETA:
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Quadros e Karnopp (2004, p. 86) dizem que “Morfologia é o estudo da estrutura interna das palavras ou dos sinais, assim como das regras que determinam a formação das palavras”. Na Língua Brasileira de Sinais, para a criação de novos sinais, as unidades mínimas com significado são combinadas gerando um novo sinal. Existem algumas possibilidades de formação de palavras/sinais como a derivação de nomes de verbos, a formação de compostos, a incorporação de numeral, a incorporação da negação, entre outras. Observe os sinais abaixo e na sequência que aparecem, identifique qual é o mecanismo morfológico de criação deles?

Imagens in: QUADROS, R. M. de & KARNOPP, L. Língua de sinais brasileira: estudos linguísticos. ArtMed: Porto Alegre, 2004. p. 104, 105, 107, 110.
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Magalhães (2007), em seu texto sobre a atuação de tradutores e intérpretes em diversas situações e menciona que: “Na interpretação simultânea ou consecutiva, não há regras inquebráveis. O objetivo central é comunicar” (p. 97). O autor faz referência à atuação em dupla, revezamento durante o evento, períodos de troca a cada 20 ou 30 minutos e sobre a tradução simultânea. Ele salienta que:
[...] não é só arte e improviso. É também ciência e método. Requer a mais absoluta concentração, sem perder de vista qualquer elemento periférico de comunicação: os gestos do colega, a reação da plateia, o texto dos slides, a linguagem corporal do palestrante. Na busca entre uma palavra e outra, está a todo momento aplicando um grande número de táticas, conscientes ou inconscientes” (p. 137). Em outro texto, bem difundido na área de tradutores e intérpretes de língua de sinais no Brasil, de autoria de Quadros (2004) ela define o que é tradução- interpretação simultânea. Assinale a resposta CORRETA:
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