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3761087 Ano: 2025
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: DIRENS Aeronáutica
Orgão: EEAr

Tomando por base a afirmação a seguir, de Afrânio Coutinho, a respeito da não existência de conflito entre a Literatura e a vida, assinale a alternativa que parece opor-se ao pensamento do autor.

“Através das obras literárias tomamos contato com a vida, nas suas verdades eternas, comuns a todos os homens e lugares, porque são as verdades da mesma condição humana."

 

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3761083 Ano: 2025
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: DIRENS Aeronáutica
Orgão: EEAr

Leia o Texto “A Literatura”, de Afrânio Coutinho e responda ao que se pede.

A literatura, como toda arte, é uma transfiguração do real, é a realidade recriada através do espírito do artista e retransmitida através da língua para as formas, que são os gêneros, e com os quais ele toma corpo e nova realidade. Passa, então a viver outra vida, autônoma, independentemente do autor e da experiência de realidade de onde proveio. Os fatos que lhe deram às vezes origem perderam a realidade primitiva e adquiriram outra, graças à imaginação do artista. São agora fatos de outra natureza, diferente dos fatos naturais objetivados pela ciência ou pela história ou pelo social.

O artista literário cria ou recria um mundo de verdades que não são mensuráveis pelos mesmos padrões das verdades factuais. Os fatos que manipulam não têm comparação com os da realidade concreta. São as verdades humanas gerais, que traduzem antes um sentimento da experiência, uma compreensão e um julgamento das coisas humanas, um sentido da vida, e que fornecem um retrato vivo e insinuante da vida, o qual sugere antes que esgota o quadro (...).

Assinale a alternativa que sintetiza o que expressa o texto.

 

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Leia o poema a seguir, de Gregório de Matos, antes de responder à questão

Aos afetos, e lágrimas derramadas na ausência da dama a quem queria bem

Ardor em firme Coração nascido;

pranto por belos olhos derramado;

incêndio em mares de água disfarçado;

rio de neve em fogo convertido:

Tu, que em um peito abrasas escondido;

tu, que em um rosto corres desatado;

quando fogo, em cristais aprisionado;

quando cristal, em chamas derretido:

Se és fogo, como passas brandamente?

Se és neve, como queimas com porfia?

Mas ai, que andou Amor em ti prudente!

Pois, para temperar a tirania,

como quis que aqui fosse a neve ardente,

permitiu parecesse a chama fria.

Acerca do poema, é CORRETO afirmar que:

I. A poesia de Gregório de Matos se divide em lírico-amorosa, sacra, satírica e erótica. O poema em questão é erótico.

II. O poema apresenta dois elementos da natureza, o fogo e a água. O primeiro refere-se ao ardor e o segundo pode se referir tanto ao pranto quanto à contenção da paixão do eu-lírico.

III. As palavras que se referem, nas primeiras e segundas estrofes, ao fogo são “ardor”, “incêndio”, “abrasas”, “chamas” e a própria palavra “fogo”.

Assinale a alternativa CORRETA:

 

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Leia o poema a seguir:

O destro Cupido um dia

Extraiu mimosas cores

De frescos lírios, e rosas,

De jasmins, e de outras flores.

Com as mais delgadas penas

Usa de uma, e de outra tinta,

E nos ângulos do cobre

A quatro belezas pinta.

Por fazer pensar a todos

No seu liso centro escreve

Um letreiro, que pergunta:

"Este espaço a quem se deve?"

Vênus, que viu a pintura,

E leu a letra engenhosa,

Pôs por baixo "Eu dele cedo;

Dê-se a Marília formosa."

Gonzaga, Tomás Antônio. Marília de Dirceu, Lira XXVI, parte I.

Sobre o poema, é CORRETO afirmar que:

 

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Leia o fragmento a seguir de Quarto de despejo, diário de uma favela, de Carolina Maria de Jesus, antes de responder à questão

“Os meninos tomaram café e foram a aula. Eles estão alegres porque hoje teve café. Só quem passa fome é que dá valor a comida.

Eu e a Vera fomos catar papel. Passei no Frigorífico para pegar linguiça. Contei 9 mulheres na fila. Eu tenho a mania de observar tudo, contar tudo, marcar os fatos.

Encontrei muito papel nas ruas. Ganhei 20 cruzeiros. Fui no bar tomar uma média. Uma para mim e outra para a Vera. Gastei 11 cruzeiros. Fiquei catando papel até as 11 e meia. Ganhei 50 cruzeiros.

[...]

... Nós somos pobres, viemos para as margens do rio.

As margens do rio são os lugares do lixo e dos marginais. Gente da favela é considerado marginais. Não mais se vê os corvos voando as margens do rio, perto dos lixos. Os homens desempregados substituíram os corvos.

Quando eu fui catar papel encontrei um preto. Estava rasgado e sujo que dava pena. Nos seus trajes rotos ele podia representar-se como diretor do sindicato dos miseráveis. O seu olhar era um olhar angustiado como se olhasse o mundo com desprezo. Indigno para um ser humano. Estava comendo uns doces que a fábrica havia jogado na lama. Ele limpava o barro e comia os doces. Não estava embriagado, mas vacilava no andar. Cambaleava. Estava tonto de fome!”

Fonte: Jesus, 2020, p. 55-56.

Analise as informações a seguir sobre a obra Quarto de despejo: diário de uma favelada, de Carolina Maria de Jesus, preenchendo a coluna da esquerda com V, se a afirmativa for VERDADEIRA, e F, se for FALSA:

( ) A favela, a partir da visão apresentada no livro e da sua escritora, é o “quarto de despejo” de uma cidade.

( ) O livro é um diário, cujo narrador é autor e personagem; a narrativa não tem cunho autobiográfico.

( ) Em muitas partes do livro, há o rompimento com a formalidade da língua portuguesa, a norma padrão.

( ) O livro é um diário, pois quem escreve é a mesma pessoa que viveu as histórias contadas. Ele é narrado em primeira pessoa, portanto o ponto de vista apresentado é a do narrador.

( ) Quarto de despejo não pode ser considerado um livro que trata das desigualdades racial, de gênero e de classe.

Assinale a alternativa que contém a sequência CORRETA de V e F, de cima para baixo:

 

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Leia o fragmento a seguir de Quarto de despejo, diário de uma favela, de Carolina Maria de Jesus, antes de responder à questão

“Os meninos tomaram café e foram a aula. Eles estão alegres porque hoje teve café. Só quem passa fome é que dá valor a comida.

Eu e a Vera fomos catar papel. Passei no Frigorífico para pegar linguiça. Contei 9 mulheres na fila. Eu tenho a mania de observar tudo, contar tudo, marcar os fatos.

Encontrei muito papel nas ruas. Ganhei 20 cruzeiros. Fui no bar tomar uma média. Uma para mim e outra para a Vera. Gastei 11 cruzeiros. Fiquei catando papel até as 11 e meia. Ganhei 50 cruzeiros.

[...]

... Nós somos pobres, viemos para as margens do rio.

As margens do rio são os lugares do lixo e dos marginais. Gente da favela é considerado marginais. Não mais se vê os corvos voando as margens do rio, perto dos lixos. Os homens desempregados substituíram os corvos.

Quando eu fui catar papel encontrei um preto. Estava rasgado e sujo que dava pena. Nos seus trajes rotos ele podia representar-se como diretor do sindicato dos miseráveis. O seu olhar era um olhar angustiado como se olhasse o mundo com desprezo. Indigno para um ser humano. Estava comendo uns doces que a fábrica havia jogado na lama. Ele limpava o barro e comia os doces. Não estava embriagado, mas vacilava no andar. Cambaleava. Estava tonto de fome!”

Fonte: Jesus, 2020, p. 55-56.

No trecho destacado em negrito, ocorre a palavra marginal, no plural. No contexto do livro e no que foi posto no fragmento, sobre “marginais”, na favela do Canindé, podemos afirmar que:

I. “Marginais” não se refere apenas ao local de pessoas marginalizadas pela miséria cotidiana, mas também a alguns que vivem à margem da lei.

II. Apesar de a narrativa se referir às pessoas que são marginalizadas em vários aspectos, na Favela do Canindé não há a presença de marginais.

III. Os “marginais” fazem referência apenas aos catadores de lixo da favela do Canindé.

Assinale a alternativa CORRETA:

 

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Leia o fragmento a seguir de Quarto de despejo, diário de uma favela, de Carolina Maria de Jesus, antes de responder à questão

“Os meninos tomaram café e foram a aula. Eles estão alegres porque hoje teve café. Só quem passa fome é que dá valor a comida.

Eu e a Vera fomos catar papel. Passei no Frigorífico para pegar linguiça. Contei 9 mulheres na fila. Eu tenho a mania de observar tudo, contar tudo, marcar os fatos.

Encontrei muito papel nas ruas. Ganhei 20 cruzeiros. Fui no bar tomar uma média. Uma para mim e outra para a Vera. Gastei 11 cruzeiros. Fiquei catando papel até as 11 e meia. Ganhei 50 cruzeiros.

[...]

... Nós somos pobres, viemos para as margens do rio.

As margens do rio são os lugares do lixo e dos marginais. Gente da favela é considerado marginais. Não mais se vê os corvos voando as margens do rio, perto dos lixos. Os homens desempregados substituíram os corvos.

Quando eu fui catar papel encontrei um preto. Estava rasgado e sujo que dava pena. Nos seus trajes rotos ele podia representar-se como diretor do sindicato dos miseráveis. O seu olhar era um olhar angustiado como se olhasse o mundo com desprezo. Indigno para um ser humano. Estava comendo uns doces que a fábrica havia jogado na lama. Ele limpava o barro e comia os doces. Não estava embriagado, mas vacilava no andar. Cambaleava. Estava tonto de fome!”

Fonte: Jesus, 2020, p. 55-56.

Sobre o fragmento e outras informações presentes no livro, é INCORRETO afirmar que:

 

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O excerto a seguir, também extraído de Memórias Póstumas de Brás Cubas, serve de base para a presente questão:

“Algum tempo hesitei se devia abrir estas memórias pelo princípio ou pelo fim, isto é, se poria em primeiro lugar o meu nascimento ou a minha morte. Suposto o uso vulgar seja começar pelo nascimento, duas considerações me levaram a adotar diferente método: a primeira é que eu não sou propriamente um autor defunto, mas um defunto autor, para quem a campa foi outro berço; a segunda é que o escrito ficaria assim mais galante e mais novo. Moisés, que também contou a sua morte, não a pôs no introito, mas no cabo: diferença radical entre este livro e o Pentateuco.”

ASSIS, Machado de. Memórias póstumas de Brás Cubas. São Paulo: Ática, 2008, p. 19,

Sobre o fragmento acima, assinale a alternativa CORRETA:

 

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Tenha em conta o excerto a seguir, extraído de Memórias póstumas de Brás Cubas:

O Senão do Livro

Começo a arrepender-me deste livro. Não que ele me canse; eu não tenho o que fazer; e, realmente, expedir alguns magros capítulos para esse mundo sempre é tarefa que distrai um pouco da eternidade. Mas o livro é enfadonho, cheira a sepulcro, traz certa contração cadavérica; vício grave, e aliás ínfimo, porque o maior defeito deste livro és tu, leitor. Tu tens pressa de envelhecer, e o livro anda devagar; tu amas a narração direta e nutrida, o estilo regular e fluente, e este livro e o meu estilo são como os ébrios, guinam à direita e à esquerda, andam e param, resmungam, urram, gargalham, ameaçam o céu, escorregam e caem…[...]

A/SIS, Machado de. Memórias póstumas de Brás Cubas. São Paulo: Ática, 2008, Cap. LXXI.

Marque a alternativa CORRETA sobre o excerto de texto acima e sobre o seu autor:

 

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Considere as três estrofes a seguir, extraídas da quarta parte do poema O Navio Negreiro, de Castro Alves:

IV

Era um sonho dantesco… O tombadilho

Que das luzernas avermelha o brilho.

Em sangue a se banhar.

Tinir de ferros… estalar de açoite …

Legiões de homens negros como a noite,

Horrendos a dançar…

Negras mulheres, suspendendo às tetas

Magras crianças, cujas bocas pretas

Rega o sangue das mães:

Outras moças, mas nuas e espantadas,

No turbilhão de espectros arrastadas,

Em ânsia e mágoa vãs!

E ri-se a orquestra, irônica, estridente...

E da ronda fantástica a serpente

Faz doudas espirais...

Se o velho arqueja... se no chão resvala,

Ouvem-se gritos... o chicote estala.

E voam mais e mais...

ALVES, Castro. O Navio Negreiro. In: Obra completa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1986, p. 280)

Analise – com base nas estrofes – as afirmativas a seguir:

I. A palavra “sonho” não está sendo usada no seu sentido literal, pois, associado a ela, há o qualificativo “dantesco”. A ideia desenvolvida é mais de um pesadelo, em contraposição a um sonho.

II. O poema descreve acontecimentos apavorantes vividos pelos escravos. As cenas são cruéis: os negros são golpeados pelo açoite, o sangue que deles é vertido mancha o tombadilho do navio.

III. “E ri-se a orquestra”, na última estrofe, está relacionado, metaforicamente, aos que dão chicotadas e sorriem ironicamente do sofrimento que causam em quem as recebe.

IV. A serpente, no poema, refere-se ao movimento do açoite no ar. Desse modo, ela pode, assim como o açoite, ser associada ao que faz mal, causa dor, sofrimento.

Assinale a alternativa CORRETA:

 

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