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Foram encontradas 4.889 questões.

3739301 Ano: 2025
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: VUNESP
Orgão: SEDUC-SP
De acordo com o Currículo Paulista: ensino fundamental (2019), “o trabalho com textos da literatura [está] voltado à formação do leitor literário”.
Nesse sentido, a formação desse sujeito leitor
 

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3739289 Ano: 2025
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: VUNESP
Orgão: SEDUC-SP
As Estrelas
Lá, nas celestes regiões distantes,
No fundo melancólico da Esfera,
Nos caminhos da eterna Primavera
Do amor, eis as estrelas palpitantes.
Quantos mistérios andarão errantes,
Quantas almas em busca da Quimera,
Lá, das estrelas nessa paz austera
Soluçarão, nos altos céus radiantes.
Finas flores de pérolas e pratas,
Das estrelas serenas se desata
Toda a caudal das ilusões insanas.
Quem sabe, pelos tempos esquecidos,
Se as estrelas não são ais perdidos
Das primitivas legiões humanas?!
(Cruz e Sousa. Broquéis; Faróis; Últimos Sonetos, 2008)
De acordo com o Currículo Paulista: etapa ensino médio (2020), o contato com as obras da tradição literária permite que “... sejam aprofundadas as relações com os períodos históricos, artísticos e culturais”.
Portanto, a partir do poema de Cruz e Souza, esse aprofundamento poderia ocorrer por meio de
 

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3739287 Ano: 2025
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: VUNESP
Orgão: SEDUC-SP
As Estrelas
Lá, nas celestes regiões distantes,
No fundo melancólico da Esfera,
Nos caminhos da eterna Primavera
Do amor, eis as estrelas palpitantes.
Quantos mistérios andarão errantes,
Quantas almas em busca da Quimera,
Lá, das estrelas nessa paz austera
Soluçarão, nos altos céus radiantes.
Finas flores de pérolas e pratas,
Das estrelas serenas se desata
Toda a caudal das ilusões insanas.
Quem sabe, pelos tempos esquecidos,
Se as estrelas não são ais perdidos
Das primitivas legiões humanas?!
(Cruz e Sousa. Broquéis; Faróis; Últimos Sonetos, 2008)
De acordo com a análise da poética de Cruz e Souza feita por Alfredo Bosi (História concisa da literatura brasileira, 2015), a leitura de As Estrelas permite concluir corretamente que
 

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Texto 2

Vozes-mulheres

A voz de minha bisavó
ecoou criança
nos porões do navio.
ecoou lamentos
de uma infância perdida.

A voz de minha avó
ecoou obediência
aos brancos-donos de tudo.

A voz de minha mãe
ecoou baixinho revolta
no fundo das cozinhas alheias
debaixo das trouxas
roupagens sujas dos brancos

pelo caminho empoeirado
rumo à favela.

A minha voz ainda
ecoa versos perplexos
com rimas de sangue
e
fome.

A voz de minha filha
recolhe todas as nossas vozes
recolhe em si
as vozes mudas caladas
engasgadas nas gargantas.
A voz de minha filha
recolhe em si
a fala e o ato.
O ontem – o hoje – o agora.
Na voz de minha filha
se fará ouvir a ressonância
o eco da vida-liberdade.

Disponível em: https://www.culturagenial.com/poemas-de-conceicao-evaristo/ Acesso em: 7/04/2025

O texto 2 é um poema da escritora mineira Conceição Evaristo. Nele se reflete uma visão de mundo da autora segundo a qual
 

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3732777 Ano: 2025
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: MS CONCURSOS
Orgão: Pref. Santana Parnaíba-SP
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Reproduzimos aqui, algumas passagens do romance O Cortiço, de Aluísio Azevedo. Relacione as colunas e destaque a alternativa pertinente.

Coluna I.
A- João Romão.
B- Bertoleza.
C- Miranda.
D- Jerônimo.
E- Rita Baiana.

Coluna II.
1- “...Negociante português, estabelecido na Rua do Hospício com uma loja de fazendas por atacado.”
2- “... A força de touro (...) e talvez, principalmente, a grande seriedade do seu caráter e a pureza austera dos seus costumes.”
3- “E, no entanto, adorava o amigo, tinha por ele o fanatismo irracional das caboclas do Amazonas pelo branco a que se escravizam, (...) são capazes de matarse para poupar ao seu ídolo a vergonha do seu amor”.
4- “Ela saltou em meio da roda, com os braços na cintura, rebolando as ilhargas e bamboleando a cabeça, (...) como numa sofreguidão de gozo carnal, num requebrado luxurioso que a punha ofegante.”
5- Deixando de pagar todas as vezes que podia e nunca deixando de receber, enganando os fregueses, roubando nos pesos e nas medidas.
 

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Leia o texto a seguir para responder à questão:
Do inconsciente consciente
Bem! isso de não guardar nomes não sei se acontece a todo mundo... Aliás, só posso dar testemunho pessoal sobre mim mesmo. Qualquer confissão não passa de um testemunho pessoal sobre a natureza humana.
Convém no entanto citar o que li há tempos, num livro póstumo e hoje inencontrável de Antero de Quental, publicado com o título infeliz de Raios de extinta luz:
“Se queres conhecer o homem e o mundo,
Não desvias de ti o olhar profundo.
Mas foge de te ouvir e de te ver,
Se a ti mesmo tu queres conhecer.”
Mas o assunto desta crônica era sobre o esquecimento.
Na verdade nunca me esqueço de nenhum nome nem de nenhuma cara. Só que não sei distribuir os nomes pelas caras.
Quanto à observação inconsciente, não sei se com as mulheres é tão inconsciente assim... Porque (desculpe o leitor se cito a mim próprio depois de Antero) lembro agora um quarteto do meu Espelho mágico:
“Ah, quem me dera, ante o espetáculo do mundo
Sem mais hesitações e sem maior fadiga,
Esse instantâneo olhar, incisivo e profundo,
Com que julga a mulher as toilettes da amiga!”
(Mario Quintana, Da preguiça como método de trabalho)
De acordo com a habilidade EF69LP48 do do Currículo do Ensino Fundamental II de Itatiba, espera-se que os alunos interpretem “em poemas, efeitos produzidos pelo uso de recursos expressivos sonoros (estrofação, rimas, aliterações etc)”.

No caso dos versos de Quental e de Quintana, fica evidente nas estrofes transcritas o recurso a
 

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Considere as seguintes obras representativas da prosa literária potiguar:

I

Opúsculo Humanitário, de Nísia Floresta.

II

A Princesa de Bambuluá, de Câmara Cascudo.

III

Rua da Estrela, de Nei Leandro de Castro.

IV

Francisca, de Ana Cláudia Trigueiro.

Analise as afirmativas, relacionando obras e autores indicados em cada item, e assinale a opção correta.

 

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A literatura brasileira, ao longo dos séculos, tem sido reflexo das transformações sociais, históricas e culturais do país. Diversos são os autores que contribuíram, em diferentes momentos e com distintas abordagens, para a problematização de temas como gênero, identidade, relações de poder e construção social da subjetividade, revelando a complexidade da experiência humana e a necessidade de uma abordagem inclusiva no ensino de literatura.

A partir dessas considerações, analise as descrições a seguir:

I

Suas obras inovaram a estrutura narrativa ao usar a ironia como ferramenta de crítica social, desestabilizando discursos dominantes sobre classe e poder. No conto “Pílades e Orestes”, a relação entre os personagens é apresentada com forte carga emocional e interdependência, cabendo ao leitor crítico interpretar se o que os une é o amor, o desejo ou o interesse.

II

Em um romance naturalista considerado pioneiro na abordagem de temas transgressores à época, o autor expõe o preconceito e a violência contra corpos dissidentes em uma sociedade rigidamente normatizada. A obra retrata a relação entre um marinheiro e um jovem grumete, sendo uma das primeiras manifestações literárias a tensionar os limites das convenções sociais do século XIX.

III

Explorou de forma intensa e subjetiva as experiências afetivas e existenciais de personagens marginalizados, frequentemente atravessados pela fluidez do desejo e pela incerteza identitária. Seus contos tornaram-se referência na literatura queer brasileira ao problematizar o não pertencimento e a angústia da exclusão.

IV

Construiu narrativas que evidenciam a opressão e a busca por autonomia feminina, utilizando personagens femininas que transitam entre o desejo e a repressão social. No romance As Meninas, o entrelaçamento de perspectivas evidencia conflitos de gênero e poder durante a ditadura militar.

V

Sua literatura flerta com o fantástico e com a exploração de arquétipos femininos, em um universo em que o feminino ora se impõe como resistência, ora se vê subjugado pelo patriarcado. No conto “A Moça Tecelã”, apresenta um olhar sensível sobre a complexidade das relações interpessoais e as imposições sobre as mulheres.

VI

Em sua obra Amora, revisita e ressignifica experiências femininas e queer por meio de contos que desafiam a heteronormatividade e evidenciam a pluralidade da experiência de ser mulher no Brasil contemporâneo.

As descrições acima referem-se, respectivamente, aos seguintes autores e às suas obras:

 

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Considere a coletânea de excertos a seguir:

Fio partido

Fugir à mágoa terrena,

E ao sonho, que faz sofrer,

Deixar o mundo sem pena

Será morrer?

[...]

Jesus, este voo infindo,

Há de me amparar nos braços,

Enquanto eu direi sorrindo

Quebrei meus laços!

(Auta de Souza)

Trovas

Um passarinho no laço

Prendi com satisfação...

Qualquer dia estou prendendo

Teu amor na minha mão.

Outro dia, meu amigo,

Um rico mimo te dei...

Peço agora que me voltes

O beijo que te mandei.

(Palmyra Wanderley)

Meu poema parnasiano nº 1

“Que linda manhã parnasiana...

Que vontade de escrever versos metrificados

Contadinhos nos dedos…

Chamar de reserva todas as rimas

Em - or - para rimar com amor...

Todas as rimas em - ade - pra rimar com saudade...

Todas as rimas em - uz - pra rimar com Jesus, cruz, luz...

Enfeitar de flores de afeto um soneto ajustadinho

Todo trancado na sua chave de ouro...

Remexo os velhos livros...

“Ah! que saudades eu tenho

Da aurora da minha vida

Da minha infância querida...”

Zim... (ligaram um dínamo de milhares de cavalos

E as polias giram e as máquinas abafam o último verso da quadrinha...)”

(Jorge Fernandes)

Um poema é um poema é um poema

um seridó é um seridó é um seridó

um potengi é um potengi é um potengi

o fluminense é o fluminense é o fluminense

um abc é um santa cruz é um são paulo é o abc

um flamengo é um vasco é botafogo fogo fogofogo

uma cidade é uma cidade é um rio natal caicó de janeiro

um poema é um poema é um poema é um poema/processo

um três é um quatro é um cinco é um seis é um sete é um oito

(Moacy Cirne)

A poesia potiguar, segundo proposta sistematizada por Constância Lima Duarte e Diva Cunha, na obra Literatura do Rio Grande do Norte, percorre quatro grandes fases: formação, transição, modernismo e vertentes contemporâneas. A partir dos excertos colacionados, é possível observar transformações temáticas e formais nesse percurso histórico-literário. Com base nesses versos e em aspectos de cada fase, assinale a opção correta.

 

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A relação entre literatura e identidade nacional foi amplamente discutida por Antonio Candido. Na obra Formação da Literatura Brasileira, o autor argumenta que a literatura nacional só se consolida em determinado período no qual se estabelece um sistema literário autônomo.

Considerando essa perspectiva, assinale a opção que associa, corretamente, o estilo de época e sua relação com a questão da identidade nacional.

 

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