Foram encontradas 4.890 questões.
1413416
Ano: 2010
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: VUNESP
Orgão: Pref. São Bernardo do Campo-SP
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: VUNESP
Orgão: Pref. São Bernardo do Campo-SP
Segundo os compêndios de literatura brasileira, são características da linguagem árcade:
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1412930
Ano: 2010
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: DECEx
Orgão: EsFCEx
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: DECEx
Orgão: EsFCEx
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"Porque cada conto traz um componente selado com sua origem: a da estória. E com o modo de se contar a estória: é uma forma breve. E com o modo pelo qual se constrói este seu jeito de ser, economizando meios narrativos, mediante contração de impulsos, condensação de recursos, tensão das fibras do narrar. (...) Além disso, são modos peculiares de uma época da história. (...) Como são também modos peculiares de uma face ou de uma fase da produção desse contista, num tempo determinado, num determinado país."
(GOTLIB, Nadia. Teoria do conto. p. 82).
Na antologia que organizou, Italo Moriconi apresenta um painel sobre o conto brasileiro, utilizando critérios de delimitação temporal por décadas. Nesse sentido, sobre a contística brasileira, analise as afirmativas abaixo e, a seguir, assinale a alternativa correta.
I. Ana Cristina César e Adelia Prado são poetisas que, nos anos 70, romperam barreiras e optaram também pela escrita de narrativas curtas.
II. Os contos publicados nos anos 60 apresentam uma exacerbação do viés erótico e da temática do corpo.
III. Os anos 90 mostram um esgotamento da contística, que se volta para uma revisitação das formas do passado.
IV. A década de 70 foi a década do conto, com intensa produção de autores que apresentavam domínio da técnica narrativa e agilidade na escrita.
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1412154
Ano: 2010
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: IF-SUL
Orgão: IF-SUL
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: IF-SUL
Orgão: IF-SUL
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Considere a afirmativa de Alfredo Bosi (1994) a seguir.
A sua poesia [...] tem dado um exemplo fortemente persuasivo de “volta às próprias coisas” como estrada real para apreender e transformar uma realidade que, opaca e renitente, desafia sem cessar a nossa inteligência. Na esteira de Drummond e de Murilo Mendes, [...] estreou com a preocupação de desbastar suas imagens de toda ganga de resíduos sentimentais ou pitorescos, ficando-lhes nas mãos apenas a sua intuição das formas (de onde o geometrismo de alguns poemas seus) e a sensação aguda dos objetos que delimitam o espaço do homem moderno. (p. 469)
É possível identificar que o crítico refere-se a
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1410924
Ano: 2010
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: IF-SUL
Orgão: IF-SUL
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: IF-SUL
Orgão: IF-SUL
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Texto 1
Conta-se que um determinado professor explicava o conceito saussuriano de signo escrevendo, com uma das mãos, no quadro negro, a palavra “nariz” e apontando, com a outra, para o seu próprio nariz. Ensinava que a palavra escrita é o significante e o órgão para o qual apontava, o significado.
(PIETROFONTE, Antonio Vicente Seraphim; LOPES, Ivã Carlos. A semântica lexical.In: FIORIN,
José Luiz (org.). Introdução à linguística. 4. ed. v. 2. São Paulo: Contexto, 2007. p. 111.)
Texto 2
[...] quando Alice encontra o Chapeleiro Louco e a Lebre de Março para tomar chá eles estão acompanhados de um dormouse. Lewis Carroll faz muitas piadas sobre o comportamento do dormouse: ele dorme e acorda todo tempo, fala enquanto dorme e quase dorme enquanto fala.
O dormouse (Muscardinus avellanarius) é um mamífero roedor da família Gliridae. Existem na Europa, na África e Ásia, algumas espécies são encontradas nas ilhas britânicas. Tem esse nome devido a sua principal característica, o longo período de hibernação: um dormouse dorme até seis meses por ano. [...] A palavra dormouse vem do latim dormire (dormir) como em dormant (adormecido) ou dormitory (dormitório). [...]
Em português, que bicho é esse? O Houaiss registra a palavra glirídeo, “família de roedores do Velho Mundo, conhecidos vulgarmente como arganazes”. Fosse um estudo sobre roedores, dormouse seria, portanto, arganaz. Existem 34 espécies diferentes de dormice, nenhuma no Brasil. Cada um dos tradutores de Carroll escolhe um nome brasileiro para o dormouse: “arganaz”, “caxinguelê”, “leirão”, “marmota”, “ratão do banhado”, “rato silvestre”, “rato do campo”.
O problema é que nenhum desses nomes lembra sono ou dormir e, sem isso, as piadas de Carroll simplesmente não funcionam. Ana Maria Machado, em sua ótima tradução (Ática, 2000), percebeu que a questão não era o bicho mas o nome do bicho e na sua história o dormouse virou “dormundongo”.
(FURTADO, Jorge. Alice através do espelho do tempo. Zero Hora,
13 mar. 2010, p. 4-5. Cultura)
Em relação à concepção de língua, evidencia-se que
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1408123
Ano: 2010
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: IF-SUL
Orgão: IF-SUL
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: IF-SUL
Orgão: IF-SUL
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Observe a seguinte afirmação.
Ao contrário da linguagem de uso prático, onde as palavras são empregadas a partir do significado comum a todas as pessoas, a característica marcante da poesia é a de recriar o significado das palavras, colocando-as num contexto diferente do normal.
(PAIXÃO, Fernando. O que é poesia. 6. ed.
São Paulo: Brasiliense, 1991. p. 14)
O fragmento transcrito revela uma concepção de literatura similar à definida por Jonathan Culler em Teoria literária como:
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1407930
Ano: 2010
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: IF-SUL
Orgão: IF-SUL
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: IF-SUL
Orgão: IF-SUL
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Leia a seguinte afirmação do crítico Alfredo Bosi.
A nação afigura-se ao patriota do século XIX como uma ideia-força que tudo vivifica. Floresce a História, ressurreição do passado e retorno às origens [...]. Acendra-se o culto à língua nativa e ao folclore [...], novas bandeiras para os povos que aspiram à autonomia [...]. Para algumas nações nórdicas e eslavas e, naturalmente, para todas as nações da América, que ignoraram o Renascimento, será este o momento da grande afirmação cultural.
(BOSI, Alfredo. História concisa da literatura brasileira.
36. ed. São Paulo: Cultrix, 1994. p. 95)
Com relação à obra de José de Alencar, tal afirmação evidencia-se mais claramente em:
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1406877
Ano: 2010
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: DECEx
Orgão: EsFCEx
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: DECEx
Orgão: EsFCEx
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Leia o canto abaixo, para responder a questão.
CANTO IV
II
Dormindo estava Paraguaçu formosa,
Onde um claro ribeiro à sombra corre;
Lânguida está, como ela, a branca rosa,
E nas plantas com a calma o vigor morre;
Mas buscando a frescura deleitosa
De um grão maracujá, que ali discorre,
Recostava-se a bela sobre um posto
Que, encobrindo-lhe o mais, descobre o rosto.
III
Respira tão tranqüila, tão serena,
E em langor tão suave adormecida,
Como quem livre de temor, ou pena,
Repousa, dando pausa à doce vida.
Ali passar a ardente sesta ordena
O bravo Jararaca, a quem convida
A frescura do sítio e sombra amada,
E dentro d'água a imagem da latada.
IV
No diáfano reflexo da onda pura
Avistou dentro dágua buliçosa,
Tremulando, a belíssima figura.
Pasma, nem crê que imagem tão formosa
Seja cópia de humana criatura.
E, remirando a face prodigiosa,
Olha de um lado e doutro, e busca atento
Quem seja original deste portento.
V
Enquanto tudo explora com cuidado,
Vai dar cos olhos na gentil donzela;
Fica sem uso dalma arrebatado,
Que toda quanta tem se ocupa em vê-la:
Ambos fora de si, desacordado
Ele mais de observar coisa tão bela,
Ela absorta no sono em que pegara,
Ele encantado a contemplar-lhe a cara.
VI
Quisera bem falar, mas não acerta,
Por mais que dentro em si fazia estudo.
Ela de um seu suspiro olhou desperta;
Ele daquele olhar ficou mais mudo.
Levanta-se a donzela mal coberta,
Tomando a rama por modesto escudo;
Pôs-Ihe os olhos então, porém tão fera,
Como nunca beleza se pudera.
VII
Voa, não corre, pelo denso mato,
A buscar na cabana o seu retiro;
E, indo ele a suspirar, vê num ato,
Em meio ela fugir do seu suspiro.
Nem torna o triste a si por longo trato,
Até que, dando à mágua algum respiro,
Por saber donde habita, ou quem seja ela,
Seguiu voando os passos da donzela.
(DURÃO, Santa Rita. Caramuru. In: CANDIDO, Antonio. Na sala de aula.
São Paulo: Editora Ática, 1988).
A partir da análise de Antonio Candido, pode-se compreender o poema como um antagonismo pendular entre movimento e parada.
Neste caso movimento e parada significam, respectivamente.
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1403037
Ano: 2010
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: DECEx
Orgão: EsFCEx
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: DECEx
Orgão: EsFCEx
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Leia o poema I, para responder a questão.
POEMA I
A minha pátria é como se não fosse, é íntima
Doçura e vontade de chorar; uma criança dormindo
E minha pátria. Por isso, no exílio
Assistindo dormir meu filho
Choro de saudades de minha pátria.
Se me perguntarem o que é a minha pátria, direi:
Não sei. De fato, não sei
Como, por que e quando a minha pátria
Mas sei que a minha pátria é a luz, o sal e a água
Que elaboram e liquefazem a minha mágoa
Em longas lágrimas amargas.
Vontade de beijar os olhos de minha pátria
De niná-la, de passar-lhe a mão pelos cabelos...
Vontade de mudar as cores do vestido (auriverde!) tão feias
De minha pátria, de minha pátria sem sapatos
E sem meias, pátria minha
Tão pobrinha!
(...)
Quero rever-te, pátria minha, e para
Rever-te me esqueci de tudo
Fui cego, estropiado, surdo, mudo
Vi minha humilde morte cara a cara
Rasguei poemas, mulheres, horizontes
Fiquei simples, sem fontes.
Pátria minha... A minha pátria não é florão, nem ostenta
Lábaro não; a minha pátria é desolação
De caminhos, a minha pátria é terra sedenta
(...)
Ponho no vento o ouvido e escuto a brisa
Que brinca em teus cabelos e te alisa
Pátria minha, e perfuma o teu chão...
Que vontade me vem de adormecer-me
Entre teus doces montes, pátria minha
Atento à fome em tuas entranhas
E ao batuque em teu coração.
Não te direi o nome, pátria minha
Teu nome é pátria amada, é patriazinha
Não rima com mãe gentil
Vives em mim como uma filha, que és
Uma ilha de ternura: a Ilha
Brasil, talvez.
(...)
(MORAES, Vinicius de. Pátria minha).
O eu-lírico descreve a pátria de forma subjetiva. E para isso apresenta várias metáforas nas quais declara seus sentimentos. A este respeito, na frase em destaque usa a expressão "Tão pobrinha! ". Sabendo-se que o poeta domina o uso da norma culta, afirma-se corretamente que na estrofe a expressão coloquial serve para:
I. demonstrar a relação íntima que mantém com a pátria.
II. confirmar a ideia de que o Brasil é um país desigual que não dá assistência aos excluídos.
III. declarar de modo carinhoso sua empatia pelos problemas de dependência econômica do Brasil.
IV. reforçar a permanência de traços românticos na poesia brasileira.
Das afirmativas acima, estão corretas, somente:
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1401339
Ano: 2010
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: DECEx
Orgão: EsFCEx
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: DECEx
Orgão: EsFCEx
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Sobre o romance e suas características, assinale a alternativa correta.
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1400513
Ano: 2010
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: DECEx
Orgão: EsFCEx
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: DECEx
Orgão: EsFCEx
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Leia o canto abaixo, para responder a questão.
CANTO IV
II
Dormindo estava Paraguaçu formosa,
Onde um claro ribeiro à sombra corre;
Lânguida está, como ela, a branca rosa,
E nas plantas com a calma o vigor morre;
Mas buscando a frescura deleitosa
De um grão maracujá, que ali discorre,
Recostava-se a bela sobre um posto
Que, encobrindo-lhe o mais, descobre o rosto.
III
Respira tão tranqüila, tão serena,
E em langor tão suave adormecida,
Como quem livre de temor, ou pena,
Repousa, dando pausa à doce vida.
Ali passar a ardente sesta ordena
O bravo Jararaca, a quem convida
A frescura do sítio e sombra amada,
E dentro d'água a imagem da latada.
IV
No diáfano reflexo da onda pura
Avistou dentro dágua buliçosa,
Tremulando, a belíssima figura.
Pasma, nem crê que imagem tão formosa
Seja cópia de humana criatura.
E, remirando a face prodigiosa,
Olha de um lado e doutro, e busca atento
Quem seja original deste portento.
V
Enquanto tudo explora com cuidado,
Vai dar cos olhos na gentil donzela;
Fica sem uso dalma arrebatado,
Que toda quanta tem se ocupa em vê-la:
Ambos fora de si, desacordado
Ele mais de observar coisa tão bela,
Ela absorta no sono em que pegara,
Ele encantado a contemplar-lhe a cara.
VI
Quisera bem falar, mas não acerta,
Por mais que dentro em si fazia estudo.
Ela de um seu suspiro olhou desperta;
Ele daquele olhar ficou mais mudo.
Levanta-se a donzela mal coberta,
Tomando a rama por modesto escudo;
Pôs-Ihe os olhos então, porém tão fera,
Como nunca beleza se pudera.
VII
Voa, não corre, pelo denso mato,
A buscar na cabana o seu retiro;
E, indo ele a suspirar, vê num ato,
Em meio ela fugir do seu suspiro.
Nem torna o triste a si por longo trato,
Até que, dando à mágua algum respiro,
Por saber donde habita, ou quem seja ela,
Seguiu voando os passos da donzela.
(DURÃO, Santa Rita. Caramuru. In: CANDIDO, Antonio. Na sala de aula.
São Paulo: Editora Ática, 1988).
Neste canto de Caramuru, que Antonio Candido denomina como "Sono de Paraguaçu", encontramos a polarização entre os momentos de guerra e os momentos de paz, transfigurada simbolicamente na cena idílica.Nesse contexto, analise as afirmativas abaixo e, a seguir, assinale a alternativa correta.
I. O sono da índia se dá em um típico locus amoems, o que é, ao mesmo tempo, espaço pitoresco americano e lugar idealizado nas literaturas de inspiração clássica.
II. Trata-se de uma situação platônica, onde a perfeição da realidade é vista através de seu reflexo imperfeito.
III. O encontro dos amantes anuncia a guerra entre Caramuru, o invasor, e o bravo guerreiro Jararaca, futuro esposo de Paraguaçu.
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