Foram encontradas 349.312 questões.
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Casa de vô
Todo avô toma remédio, usa dentadura e tira soneca
depois do almoço. O meu, não.
Não toma pílula nem xarope. E, à tarde, fica acordado,
brincando comigo. Dentadura? Isso ele usa. Mas, de
resto é diferente.
Minha avó também não é igual às outras. Enquanto toda
avó borda e faz bolo de chocolate, ela só costura para
fazer remendos nas roupas e só cozinha no final de
semana. E quase nunca está em casa. De calça
comprida (enquanto todas as avós do mundo usam
saia), sai cedinho para trabalhar e nos deixa sozinhos.
Ao cair da tarde, na garagem vazia, enquanto o
papagaio e os cachorros conversam misturando latidos,
uivos e risadas, ele espalha alguns pedacinhos de papel
pelo chão. É a brincadeira do Pisei.
− Hã? Como assim? − pergunto. Essa é nova.
Vovô explica sua invenção:
− Memorize onde estão os papéis. Feche os olhos e
comece a caminhar. Tente pisar em cima deles. Pode ir
perguntando "Pisei?" para facilitar. Ganha o jogo quem
pisar em mais pedaços.
Eu começo.
− Pisei? − pergunto, dando o primeiro passo, apertando
os olhos.
− Não! − Pisei? − insisto mais uma vez, depois de
caminhar um tiquinho.
− Não! Ouço um barulho de chaves. Vovó chega do
trabalho. Diz "Oi". Sei que é para mim, mas não posso
abrir os olhos para responder. É quebra de regra.
− Tudo bem, vó? Quer brincar de Pisei? − convido.
− Agora não, minha riqueza. Vovó vai descansar.
Vovô continua a me guiar, já sentado na cadeira de
praia, lendo o jornal. Não vi, mas escutei o barulho dela
sendo armada e das folhas nas mãos dele.
Sigo.
− Pisei?
E nada.
Sinto meus pés tropeçarem em algo. Abro os olhos.
Vovô, à minha frente, de braços abertos, pronto para um
abraço de vitória.
− Mas eu não pisei em nenhum papelzinho, vô, digo,
meio desanimada, mas, já engalfinhada e feliz, nos
braços dele.
− O vento foi levando tudo para o cantinho do portão, ele
explica, sorrindo.
− E por que o senhor não me avisou? A gente poderia ter
colado os pedacinhos no chão e recomeçado...
− Porque eu queria que a brincadeira terminasse com
você perto de mim.
Texto Adaptado
VICHESSI, Beatriz. Casa de vô. In: Nova Escola
− Contos (Leitor
Iniciante). São Paulo: Nova Escola, 2010. Disponível em:
https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/CxpHhuwPTXCPgcx
nC2mpdYvJzjcqsBFzQ8wyZPA2uYwXtGhQjwKKV7aDuKFz/contos-leit
oriniciante.pdf . Acesso em: 31 dez. 2025.
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Casa de vô
Todo avô toma remédio, usa dentadura e tira soneca
depois do almoço. O meu, não.
Não toma pílula nem xarope. E, à tarde, fica acordado,
brincando comigo. Dentadura? Isso ele usa. Mas, de
resto é diferente.
Minha avó também não é igual às outras. Enquanto toda
avó borda e faz bolo de chocolate, ela só costura para
fazer remendos nas roupas e só cozinha no final de
semana. E quase nunca está em casa. De calça
comprida (enquanto todas as avós do mundo usam
saia), sai cedinho para trabalhar e nos deixa sozinhos.
Ao cair da tarde, na garagem vazia, enquanto o
papagaio e os cachorros conversam misturando latidos,
uivos e risadas, ele espalha alguns pedacinhos de papel
pelo chão. É a brincadeira do Pisei.
− Hã? Como assim? − pergunto. Essa é nova.
Vovô explica sua invenção:
− Memorize onde estão os papéis. Feche os olhos e
comece a caminhar. Tente pisar em cima deles. Pode ir
perguntando "Pisei?" para facilitar. Ganha o jogo quem
pisar em mais pedaços.
Eu começo.
− Pisei? − pergunto, dando o primeiro passo, apertando
os olhos.
− Não! − Pisei? − insisto mais uma vez, depois de
caminhar um tiquinho.
− Não! Ouço um barulho de chaves. Vovó chega do
trabalho. Diz "Oi". Sei que é para mim, mas não posso
abrir os olhos para responder. É quebra de regra.
− Tudo bem, vó? Quer brincar de Pisei? − convido.
− Agora não, minha riqueza. Vovó vai descansar.
Vovô continua a me guiar, já sentado na cadeira de
praia, lendo o jornal. Não vi, mas escutei o barulho dela
sendo armada e das folhas nas mãos dele.
Sigo.
− Pisei?
E nada.
Sinto meus pés tropeçarem em algo. Abro os olhos.
Vovô, à minha frente, de braços abertos, pronto para um
abraço de vitória.
− Mas eu não pisei em nenhum papelzinho, vô, digo,
meio desanimada, mas, já engalfinhada e feliz, nos
braços dele.
− O vento foi levando tudo para o cantinho do portão, ele
explica, sorrindo.
− E por que o senhor não me avisou? A gente poderia ter
colado os pedacinhos no chão e recomeçado...
− Porque eu queria que a brincadeira terminasse com
você perto de mim.
Texto Adaptado
VICHESSI, Beatriz. Casa de vô. In: Nova Escola
− Contos (Leitor
Iniciante). São Paulo: Nova Escola, 2010. Disponível em:
https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/CxpHhuwPTXCPgcx
nC2mpdYvJzjcqsBFzQ8wyZPA2uYwXtGhQjwKKV7aDuKFz/contos-leit
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Casa de vô
Todo avô toma remédio, usa dentadura e tira soneca
depois do almoço. O meu, não.
Não toma pílula nem xarope. E, à tarde, fica acordado,
brincando comigo. Dentadura? Isso ele usa. Mas, de
resto é diferente.
Minha avó também não é igual às outras. Enquanto toda
avó borda e faz bolo de chocolate, ela só costura para
fazer remendos nas roupas e só cozinha no final de
semana. E quase nunca está em casa. De calça
comprida (enquanto todas as avós do mundo usam
saia), sai cedinho para trabalhar e nos deixa sozinhos.
Ao cair da tarde, na garagem vazia, enquanto o
papagaio e os cachorros conversam misturando latidos,
uivos e risadas, ele espalha alguns pedacinhos de papel
pelo chão. É a brincadeira do Pisei.
− Hã? Como assim? − pergunto. Essa é nova.
Vovô explica sua invenção:
− Memorize onde estão os papéis. Feche os olhos e
comece a caminhar. Tente pisar em cima deles. Pode ir
perguntando "Pisei?" para facilitar. Ganha o jogo quem
pisar em mais pedaços.
Eu começo.
− Pisei? − pergunto, dando o primeiro passo, apertando
os olhos.
− Não! − Pisei? − insisto mais uma vez, depois de
caminhar um tiquinho.
− Não! Ouço um barulho de chaves. Vovó chega do
trabalho. Diz "Oi". Sei que é para mim, mas não posso
abrir os olhos para responder. É quebra de regra.
− Tudo bem, vó? Quer brincar de Pisei? − convido.
− Agora não, minha riqueza. Vovó vai descansar.
Vovô continua a me guiar, já sentado na cadeira de
praia, lendo o jornal. Não vi, mas escutei o barulho dela
sendo armada e das folhas nas mãos dele.
Sigo.
− Pisei?
E nada.
Sinto meus pés tropeçarem em algo. Abro os olhos.
Vovô, à minha frente, de braços abertos, pronto para um
abraço de vitória.
− Mas eu não pisei em nenhum papelzinho, vô, digo,
meio desanimada, mas, já engalfinhada e feliz, nos
braços dele.
− O vento foi levando tudo para o cantinho do portão, ele
explica, sorrindo.
− E por que o senhor não me avisou? A gente poderia ter
colado os pedacinhos no chão e recomeçado...
− Porque eu queria que a brincadeira terminasse com
você perto de mim.
Texto Adaptado
VICHESSI, Beatriz. Casa de vô. In: Nova Escola
− Contos (Leitor
Iniciante). São Paulo: Nova Escola, 2010. Disponível em:
https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/CxpHhuwPTXCPgcx
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brincando comigo. Dentadura? Isso ele usa. Mas, de
resto é diferente.
Minha avó também não é igual às outras. Enquanto toda
avó borda e faz bolo de chocolate, ela só costura para
fazer remendos nas roupas e só cozinha no final de
semana. E quase nunca está em casa. De calça
comprida (enquanto todas as avós do mundo usam
saia), sai cedinho para trabalhar e nos deixa sozinhos.
Ao cair da tarde, na garagem vazia, enquanto o
papagaio e os cachorros conversam misturando latidos,
uivos e risadas, ele espalha alguns pedacinhos de papel
pelo chão. É a brincadeira do Pisei.
− Hã? Como assim? − pergunto. Essa é nova.
Vovô explica sua invenção:
− Memorize onde estão os papéis. Feche os olhos e
comece a caminhar. Tente pisar em cima deles. Pode ir
perguntando "Pisei?" para facilitar. Ganha o jogo quem
pisar em mais pedaços.
Eu começo.
− Pisei? − pergunto, dando o primeiro passo, apertando
os olhos.
− Não! − Pisei? − insisto mais uma vez, depois de
caminhar um tiquinho.
− Não! Ouço um barulho de chaves. Vovó chega do
trabalho. Diz "Oi". Sei que é para mim, mas não posso
abrir os olhos para responder. É quebra de regra.
− Tudo bem, vó? Quer brincar de Pisei? − convido.
− Agora não, minha riqueza. Vovó vai descansar.
Vovô continua a me guiar, já sentado na cadeira de
praia, lendo o jornal. Não vi, mas escutei o barulho dela
sendo armada e das folhas nas mãos dele.
Sigo.
− Pisei?
E nada.
Sinto meus pés tropeçarem em algo. Abro os olhos.
Vovô, à minha frente, de braços abertos, pronto para um
abraço de vitória.
− Mas eu não pisei em nenhum papelzinho, vô, digo,
meio desanimada, mas, já engalfinhada e feliz, nos
braços dele.
− O vento foi levando tudo para o cantinho do portão, ele
explica, sorrindo.
− E por que o senhor não me avisou? A gente poderia ter
colado os pedacinhos no chão e recomeçado...
− Porque eu queria que a brincadeira terminasse com
você perto de mim.
Texto Adaptado
VICHESSI, Beatriz. Casa de vô. In: Nova Escola
− Contos (Leitor
Iniciante). São Paulo: Nova Escola, 2010. Disponível em:
https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/CxpHhuwPTXCPgcx
nC2mpdYvJzjcqsBFzQ8wyZPA2uYwXtGhQjwKKV7aDuKFz/contos-leit
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O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Casa de vô
Todo avô toma remédio, usa dentadura e tira soneca
depois do almoço. O meu, não.
Não toma pílula nem xarope. E, à tarde, fica acordado,
brincando comigo. Dentadura? Isso ele usa. Mas, de
resto é diferente.
Minha avó também não é igual às outras. Enquanto toda
avó borda e faz bolo de chocolate, ela só costura para
fazer remendos nas roupas e só cozinha no final de
semana. E quase nunca está em casa. De calça
comprida (enquanto todas as avós do mundo usam
saia), sai cedinho para trabalhar e nos deixa sozinhos.
Ao cair da tarde, na garagem vazia, enquanto o
papagaio e os cachorros conversam misturando latidos,
uivos e risadas, ele espalha alguns pedacinhos de papel
pelo chão. É a brincadeira do Pisei.
− Hã? Como assim? − pergunto. Essa é nova.
Vovô explica sua invenção:
− Memorize onde estão os papéis. Feche os olhos e
comece a caminhar. Tente pisar em cima deles. Pode ir
perguntando "Pisei?" para facilitar. Ganha o jogo quem
pisar em mais pedaços.
Eu começo.
− Pisei? − pergunto, dando o primeiro passo, apertando
os olhos.
− Não! − Pisei? − insisto mais uma vez, depois de
caminhar um tiquinho.
− Não! Ouço um barulho de chaves. Vovó chega do
trabalho. Diz "Oi". Sei que é para mim, mas não posso
abrir os olhos para responder. É quebra de regra.
− Tudo bem, vó? Quer brincar de Pisei? − convido.
− Agora não, minha riqueza. Vovó vai descansar.
Vovô continua a me guiar, já sentado na cadeira de
praia, lendo o jornal. Não vi, mas escutei o barulho dela
sendo armada e das folhas nas mãos dele.
Sigo.
− Pisei?
E nada.
Sinto meus pés tropeçarem em algo. Abro os olhos.
Vovô, à minha frente, de braços abertos, pronto para um
abraço de vitória.
− Mas eu não pisei em nenhum papelzinho, vô, digo,
meio desanimada, mas, já engalfinhada e feliz, nos
braços dele.
− O vento foi levando tudo para o cantinho do portão, ele
explica, sorrindo.
− E por que o senhor não me avisou? A gente poderia ter
colado os pedacinhos no chão e recomeçado...
− Porque eu queria que a brincadeira terminasse com
você perto de mim.
Texto Adaptado
VICHESSI, Beatriz. Casa de vô. In: Nova Escola
− Contos (Leitor
Iniciante). São Paulo: Nova Escola, 2010. Disponível em:
https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/CxpHhuwPTXCPgcx
nC2mpdYvJzjcqsBFzQ8wyZPA2uYwXtGhQjwKKV7aDuKFz/contos-leit
oriniciante.pdf . Acesso em: 31 dez. 2025.
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Questão presente nas seguintes provas
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Moinho de Sonhos
A mulher e o menino iam montados no cavalo; o homem
ia ao lado, a pé. Andavam sem rumo havia semanas, até
que deram numa aldeia à beira de um rio, onde as
oliveiras vicejavam.
Fizeram uma pausa e, como a gente ali era hospitaleira e
a oferta de serviço abundante, resolveram ficar. O
homem arranjou emprego num moinho próximo à aldeia.
A mulher se juntou a outras que colhiam azeitonas em
terras ao redor de um castelo. Levou consigo o menino
que, no meio do caminho, achou um velho cabo de
vassoura e fez dele o seu cavalo. Deu-lhe o nome de
Rocinante.
Ao chegar aos olivais, o pequeno encontrou o filho de
outra colhedeira − um garoto que se exibia com um
escudo e uma espada de pau.
Os dois se observaram à distância. Cada um se manteve
junto à sua mãe, sem saber como se libertar dela.
Vigiavam-se. Era preciso coragem para se acercar. Mas
meninos são assim: se há abismos, inventam pontes.
De súbito, estavam frente a frente. Puseram-se a
conversar, embora um e outro continuassem na sua.
Logo esse já sabia o nome daquele: o menino
recém-chegado se chamava Alonso; o outro, Sancho.
Começaram a se misturar:
− Deixa eu brincar com seu cavalo? − pediu Sancho.
−
Só se você me emprestar sua espada, respondeu
Alonso.
Iam se entendendo, apesar de assustados com a
felicidade da nova companhia.
Avançaram na entrega:
− Tá vendo aquele moinho gigante? − apontou Alonso.
Meu pai sozinho é que faz ele girar.
− Seu pai deve ter braços enormes, disse Sancho.
− Tem! Mas nem precisava, respondeu Alonso. Ele move
o moinho com um sopro.
Sancho achou graça. Também tinha uma proeza a
contar:
− Tá vendo o castelo ali? − apontou. Meu pai disse que o
dono tem tanta terra que o céu não dá para cobrir ela
toda.
− E se a gente esticasse o céu como uma lona e
cobrisse o que está faltando? − propôs Alonso.
− Seria legal, disse Sancho. Mas ia dar um trabalhão.
− Temos de crescer primeiro.
− Bom, enquanto a gente cresce, vamos pensar num
jeito de subir até o céu! − disse Alonso.
− Vamos! − concordou Sancho.
Sentaram-se na relva. O cavalo, a espada e o escudo
entre os dois. Um sopro de vento passou por eles.
Já eram amigos: moviam juntos o mesmo sonho.
CARRASCOZA, João Anzanello. Moinho de sonhos. Histórias de
Amor e Morte (blog), 21 mar. 2016. Disponível em:
https://historiasdeamoremorte.wordpress.com/2016/03/21/moinho-de-s
onhos-joao-anzanello-carrascoza/ . Acesso em: 31 dez. 2025.
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Moinho de Sonhos
A mulher e o menino iam montados no cavalo; o homem
ia ao lado, a pé. Andavam sem rumo havia semanas, até
que deram numa aldeia à beira de um rio, onde as
oliveiras vicejavam.
Fizeram uma pausa e, como a gente ali era hospitaleira e
a oferta de serviço abundante, resolveram ficar. O
homem arranjou emprego num moinho próximo à aldeia.
A mulher se juntou a outras que colhiam azeitonas em
terras ao redor de um castelo. Levou consigo o menino
que, no meio do caminho, achou um velho cabo de
vassoura e fez dele o seu cavalo. Deu-lhe o nome de
Rocinante.
Ao chegar aos olivais, o pequeno encontrou o filho de
outra colhedeira − um garoto que se exibia com um
escudo e uma espada de pau.
Os dois se observaram à distância. Cada um se manteve
junto à sua mãe, sem saber como se libertar dela.
Vigiavam-se. Era preciso coragem para se acercar. Mas
meninos são assim: se há abismos, inventam pontes.
De súbito, estavam frente a frente. Puseram-se a
conversar, embora um e outro continuassem na sua.
Logo esse já sabia o nome daquele: o menino
recém-chegado se chamava Alonso; o outro, Sancho.
Começaram a se misturar:
− Deixa eu brincar com seu cavalo? − pediu Sancho.
−
Só se você me emprestar sua espada, respondeu
Alonso.
Iam se entendendo, apesar de assustados com a
felicidade da nova companhia.
Avançaram na entrega:
− Tá vendo aquele moinho gigante? − apontou Alonso.
Meu pai sozinho é que faz ele girar.
− Seu pai deve ter braços enormes, disse Sancho.
− Tem! Mas nem precisava, respondeu Alonso. Ele move
o moinho com um sopro.
Sancho achou graça. Também tinha uma proeza a
contar:
− Tá vendo o castelo ali? − apontou. Meu pai disse que o
dono tem tanta terra que o céu não dá para cobrir ela
toda.
− E se a gente esticasse o céu como uma lona e
cobrisse o que está faltando? − propôs Alonso.
− Seria legal, disse Sancho. Mas ia dar um trabalhão.
− Temos de crescer primeiro.
− Bom, enquanto a gente cresce, vamos pensar num
jeito de subir até o céu! − disse Alonso.
− Vamos! − concordou Sancho.
Sentaram-se na relva. O cavalo, a espada e o escudo
entre os dois. Um sopro de vento passou por eles.
Já eram amigos: moviam juntos o mesmo sonho.
CARRASCOZA, João Anzanello. Moinho de sonhos. Histórias de
Amor e Morte (blog), 21 mar. 2016. Disponível em:
https://historiasdeamoremorte.wordpress.com/2016/03/21/moinho-de-s
onhos-joao-anzanello-carrascoza/ . Acesso em: 31 dez. 2025.
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Moinho de Sonhos
A mulher e o menino iam montados no cavalo; o homem
ia ao lado, a pé. Andavam sem rumo havia semanas, até
que deram numa aldeia à beira de um rio, onde as
oliveiras vicejavam.
Fizeram uma pausa e, como a gente ali era hospitaleira e
a oferta de serviço abundante, resolveram ficar. O
homem arranjou emprego num moinho próximo à aldeia.
A mulher se juntou a outras que colhiam azeitonas em
terras ao redor de um castelo. Levou consigo o menino
que, no meio do caminho, achou um velho cabo de
vassoura e fez dele o seu cavalo. Deu-lhe o nome de
Rocinante.
Ao chegar aos olivais, o pequeno encontrou o filho de
outra colhedeira − um garoto que se exibia com um
escudo e uma espada de pau.
Os dois se observaram à distância. Cada um se manteve
junto à sua mãe, sem saber como se libertar dela.
Vigiavam-se. Era preciso coragem para se acercar. Mas
meninos são assim: se há abismos, inventam pontes.
De súbito, estavam frente a frente. Puseram-se a
conversar, embora um e outro continuassem na sua.
Logo esse já sabia o nome daquele: o menino
recém-chegado se chamava Alonso; o outro, Sancho.
Começaram a se misturar:
− Deixa eu brincar com seu cavalo? − pediu Sancho.
−
Só se você me emprestar sua espada, respondeu
Alonso.
Iam se entendendo, apesar de assustados com a
felicidade da nova companhia.
Avançaram na entrega:
− Tá vendo aquele moinho gigante? − apontou Alonso.
Meu pai sozinho é que faz ele girar.
− Seu pai deve ter braços enormes, disse Sancho.
− Tem! Mas nem precisava, respondeu Alonso. Ele move
o moinho com um sopro.
Sancho achou graça. Também tinha uma proeza a
contar:
− Tá vendo o castelo ali? − apontou. Meu pai disse que o
dono tem tanta terra que o céu não dá para cobrir ela
toda.
− E se a gente esticasse o céu como uma lona e
cobrisse o que está faltando? − propôs Alonso.
− Seria legal, disse Sancho. Mas ia dar um trabalhão.
− Temos de crescer primeiro.
− Bom, enquanto a gente cresce, vamos pensar num
jeito de subir até o céu! − disse Alonso.
− Vamos! − concordou Sancho.
Sentaram-se na relva. O cavalo, a espada e o escudo
entre os dois. Um sopro de vento passou por eles.
Já eram amigos: moviam juntos o mesmo sonho.
CARRASCOZA, João Anzanello. Moinho de sonhos. Histórias de
Amor e Morte (blog), 21 mar. 2016. Disponível em:
https://historiasdeamoremorte.wordpress.com/2016/03/21/moinho-de-s
onhos-joao-anzanello-carrascoza/ . Acesso em: 31 dez. 2025.
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O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Moinho de Sonhos
A mulher e o menino iam montados no cavalo; o homem
ia ao lado, a pé. Andavam sem rumo havia semanas, até
que deram numa aldeia à beira de um rio, onde as
oliveiras vicejavam.
Fizeram uma pausa e, como a gente ali era hospitaleira e
a oferta de serviço abundante, resolveram ficar. O
homem arranjou emprego num moinho próximo à aldeia.
A mulher se juntou a outras que colhiam azeitonas em
terras ao redor de um castelo. Levou consigo o menino
que, no meio do caminho, achou um velho cabo de
vassoura e fez dele o seu cavalo. Deu-lhe o nome de
Rocinante.
Ao chegar aos olivais, o pequeno encontrou o filho de
outra colhedeira − um garoto que se exibia com um
escudo e uma espada de pau.
Os dois se observaram à distância. Cada um se manteve
junto à sua mãe, sem saber como se libertar dela.
Vigiavam-se. Era preciso coragem para se acercar. Mas
meninos são assim: se há abismos, inventam pontes.
De súbito, estavam frente a frente. Puseram-se a
conversar, embora um e outro continuassem na sua.
Logo esse já sabia o nome daquele: o menino
recém-chegado se chamava Alonso; o outro, Sancho.
Começaram a se misturar:
− Deixa eu brincar com seu cavalo? − pediu Sancho.
−
Só se você me emprestar sua espada, respondeu
Alonso.
Iam se entendendo, apesar de assustados com a
felicidade da nova companhia.
Avançaram na entrega:
− Tá vendo aquele moinho gigante? − apontou Alonso.
Meu pai sozinho é que faz ele girar.
− Seu pai deve ter braços enormes, disse Sancho.
− Tem! Mas nem precisava, respondeu Alonso. Ele move
o moinho com um sopro.
Sancho achou graça. Também tinha uma proeza a
contar:
− Tá vendo o castelo ali? − apontou. Meu pai disse que o
dono tem tanta terra que o céu não dá para cobrir ela
toda.
− E se a gente esticasse o céu como uma lona e
cobrisse o que está faltando? − propôs Alonso.
− Seria legal, disse Sancho. Mas ia dar um trabalhão.
− Temos de crescer primeiro.
− Bom, enquanto a gente cresce, vamos pensar num
jeito de subir até o céu! − disse Alonso.
− Vamos! − concordou Sancho.
Sentaram-se na relva. O cavalo, a espada e o escudo
entre os dois. Um sopro de vento passou por eles.
Já eram amigos: moviam juntos o mesmo sonho.
CARRASCOZA, João Anzanello. Moinho de sonhos. Histórias de
Amor e Morte (blog), 21 mar. 2016. Disponível em:
https://historiasdeamoremorte.wordpress.com/2016/03/21/moinho-de-s
onhos-joao-anzanello-carrascoza/ . Acesso em: 31 dez. 2025.
"Mas meninos são assim: se há abismos, inventam pontes."
"Já eram amigos: moviam juntos o mesmo sonho."
Considerando o uso dos dois-pontos, analise as afirmativas abaixo e assinale a alternativa CORRETA.
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O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Moinho de Sonhos
A mulher e o menino iam montados no cavalo; o homem
ia ao lado, a pé. Andavam sem rumo havia semanas, até
que deram numa aldeia à beira de um rio, onde as
oliveiras vicejavam.
Fizeram uma pausa e, como a gente ali era hospitaleira e
a oferta de serviço abundante, resolveram ficar. O
homem arranjou emprego num moinho próximo à aldeia.
A mulher se juntou a outras que colhiam azeitonas em
terras ao redor de um castelo. Levou consigo o menino
que, no meio do caminho, achou um velho cabo de
vassoura e fez dele o seu cavalo. Deu-lhe o nome de
Rocinante.
Ao chegar aos olivais, o pequeno encontrou o filho de
outra colhedeira − um garoto que se exibia com um
escudo e uma espada de pau.
Os dois se observaram à distância. Cada um se manteve
junto à sua mãe, sem saber como se libertar dela.
Vigiavam-se. Era preciso coragem para se acercar. Mas
meninos são assim: se há abismos, inventam pontes.
De súbito, estavam frente a frente. Puseram-se a
conversar, embora um e outro continuassem na sua.
Logo esse já sabia o nome daquele: o menino
recém-chegado se chamava Alonso; o outro, Sancho.
Começaram a se misturar:
− Deixa eu brincar com seu cavalo? − pediu Sancho.
−
Só se você me emprestar sua espada, respondeu
Alonso.
Iam se entendendo, apesar de assustados com a
felicidade da nova companhia.
Avançaram na entrega:
− Tá vendo aquele moinho gigante? − apontou Alonso.
Meu pai sozinho é que faz ele girar.
− Seu pai deve ter braços enormes, disse Sancho.
− Tem! Mas nem precisava, respondeu Alonso. Ele move
o moinho com um sopro.
Sancho achou graça. Também tinha uma proeza a
contar:
− Tá vendo o castelo ali? − apontou. Meu pai disse que o
dono tem tanta terra que o céu não dá para cobrir ela
toda.
− E se a gente esticasse o céu como uma lona e
cobrisse o que está faltando? − propôs Alonso.
− Seria legal, disse Sancho. Mas ia dar um trabalhão.
− Temos de crescer primeiro.
− Bom, enquanto a gente cresce, vamos pensar num
jeito de subir até o céu! − disse Alonso.
− Vamos! − concordou Sancho.
Sentaram-se na relva. O cavalo, a espada e o escudo
entre os dois. Um sopro de vento passou por eles.
Já eram amigos: moviam juntos o mesmo sonho.
CARRASCOZA, João Anzanello. Moinho de sonhos. Histórias de
Amor e Morte (blog), 21 mar. 2016. Disponível em:
https://historiasdeamoremorte.wordpress.com/2016/03/21/moinho-de-s
onhos-joao-anzanello-carrascoza/ . Acesso em: 31 dez. 2025.
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