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O homem nu
(Fernando Sabino)
Ao acordar, disse para a mulher:
— Escuta, minha filha: hoje é dia de pagar a prestação
da televisão, vem aí o sujeito com a conta, na certa. Mas
acontece que ontem eu não trouxe dinheiro da cidade,
estou a nenhum.
— Explique isso ao homem — ponderou a mulher.
— Não gosto dessas coisas. Dá um ar de vigarice, gosto
de cumprir rigorosamente as minhas obrigações.
Escuta: quando ele vier a gente fica quieto aqui dentro,
não faz barulho, para ele pensar que não tem ninguém.
Deixa ele bater até cansar —
amanhã eu pago.
Pouco depois, tendo despido o pijama, dirigiu-se ao
banheiro para tomar um banho, mas a mulher já se
trancara lá dentro. Enquanto esperava, resolveu fazer
um café.
Pôs a água a ferver e abriu a porta de serviço para
apanhar o pão. Como estivesse completamente nu,
olhou com cautela para um lado e para outro antes de
arriscar-se a dar dois passos até o embrulhinho deixado
pelo padeiro sobre o mármore do parapeito. Ainda era
muito cedo, não poderia aparecer ninguém. Mal seus
dedos, porém, tocavam o pão, a porta atrás de si
fechou-se com estrondo, impulsionada pelo vento.
Aterrorizado, precipitou-se até a campainha e, depois de
tocá-la, ficou à espera, olhando ansiosamente ao redor.
Ouviu lá dentro o ruído da água do chuveiro
interromper-se de súbito, mas ninguém veio abrir. Na
certa a mulher pensava que já era o sujeito da televisão.
Bateu com o nó dos dedos:
— Maria! Abre aí, Maria. Sou eu — chamou, em voz
baixa.
Quanto mais batia, mais silêncio fazia lá dentro.
Enquanto isso, ouvia lá embaixo a porta do elevador
fechar-se, viu o ponteiro subir lentamente os andares...
Desta vez, era o homem da televisão! Não era.
Refugiado no lanço de escada entre os andares, esperou
que o elevador passasse, e voltou para a porta de seu
apartamento, sempre a segurar nas mãos nervosas o
embrulho de pão:
— Maria, por favor! Sou eu!
Desta vez não teve tempo de insistir: ouviu passos na
escada, lentos, regulares, vindos lá de baixo... Tomado
de pânico, olhou ao redor, fazendo uma pirueta, e assim
despido, embrulho na mão, parecia executar um ballet
grotesco e mal ensaiado. Os passos na escada se
aproximavam, e ele sem onde se esconder. Correu para o elevador, apertou o botão. Foi o tempo de abrir a porta
e entrar, e a empregada passava, vagarosa, encetando a
subida de mais um lanço de escada.
Ele respirou aliviado, enxugando o suor da testa com o
embrulho do pão. Mas eis que a porta interna do
elevador se fecha e ele começa a descer.
— Ah, isso é que não! — fez o homem nu,
sobressaltado.
E agora? Alguém lá embaixo abriria a porta do elevador
e daria com ele ali, em pelo, podia mesmo ser algum
vizinho conhecido... Percebeu, desorientado, que estava
sendo levado cada vez para mais longe de seu
apartamento, começava a viver um verdadeiro pesadelo
de Kafka, instaurava-se naquele momento o mais
autêntico e desvairado Regime do Terror!
— Isso é que não — repetiu, furioso.
Agarrou-se à porta do elevador e abriu-a com força entre
os andares, obrigando-o a parar. Respirou fundo,
fechando os olhos, para ter a momentânea ilusão de que
sonhava. Depois experimentou apertar o botão de seu
andar. Lá embaixo continuavam a chamar o elevador.
Antes de mais nada: "Emergência: parar". Muito bem. E
agora? Iria subir ou descer? Com cautela desligou a
parada de emergência, largou a porta, enquanto insistia
em fazer o elevador subir. O elevador subiu.
— Maria! Abre esta porta! — gritava, desta vez
esmurrando a porta, já sem nenhuma cautela. Ouviu que
outra porta se abria atrás de si. Voltou-se, acuado,
apoiando o traseiro no batente e tentando inutilmente
cobrir-se com o embrulho de pão. Era a velha do
apartamento vizinho:
— Bom dia, minha senhora — disse ele, confuso. —
Imagine que eu...
A velha, estarrecida, atirou os braços para cima, soltou
um grito:
— Valha-me Deus! O padeiro está nu!
E correu ao telefone para chamar a radiopatrulha:
— Tem um homem pelado aqui na porta!
Outros vizinhos, ouvindo a gritaria, vieram ver o que se
passava:
— É um tarado!
— Olha, que horror!
— Não olha não! Já pra dentro, minha filha!
Maria, a esposa do infeliz, abriu finalmente a porta para
ver o que era. Ele entrou como um foguete e vestiu-se
precipitadamente, sem nem se lembrar do banho.
Poucos minutos depois, restabelecida a calma lá fora,
bateram na porta!
— Deve ser a polícia — disse ele, ainda ofegante, indo
abrir.
Não era: era o cobrador da televisão.
https://cronicabrasileira.org.br/cronicas/15831/o-homem-nu adaptado
(__)Em "Enquanto esperava, resolveu fazer um café. Pôs a água a ferver e abriu a porta..." , as ações do personagem são sequenciais, mostrando a ordem dos acontecimentos.
(__)Em "Pouco depois", "enquanto isso", "desta vez", "antes de mais nada", "agora", garantem continuidade temporal e progressão narrativa.
(__)Os parágrafos e frases não se conectam, tornando impossível acompanhar o fluxo da história, pois há interrupções do narrador para comentários internos.
(__)Em "Sempre a segurar nas mãos nervosas o embrulho de pão", a expressão "sempre" é marcador de intensidade/frequência, indicando que a ação do personagem é constante ou habitual naquele momento de tensão.
A sequência que preenche corretamente os itens acima, de cima para baixo, é:
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O homem nu
(Fernando Sabino)
Ao acordar, disse para a mulher:
— Escuta, minha filha: hoje é dia de pagar a prestação
da televisão, vem aí o sujeito com a conta, na certa. Mas
acontece que ontem eu não trouxe dinheiro da cidade,
estou a nenhum.
— Explique isso ao homem — ponderou a mulher.
— Não gosto dessas coisas. Dá um ar de vigarice, gosto
de cumprir rigorosamente as minhas obrigações.
Escuta: quando ele vier a gente fica quieto aqui dentro,
não faz barulho, para ele pensar que não tem ninguém.
Deixa ele bater até cansar —
amanhã eu pago.
Pouco depois, tendo despido o pijama, dirigiu-se ao
banheiro para tomar um banho, mas a mulher já se
trancara lá dentro. Enquanto esperava, resolveu fazer
um café.
Pôs a água a ferver e abriu a porta de serviço para
apanhar o pão. Como estivesse completamente nu,
olhou com cautela para um lado e para outro antes de
arriscar-se a dar dois passos até o embrulhinho deixado
pelo padeiro sobre o mármore do parapeito. Ainda era
muito cedo, não poderia aparecer ninguém. Mal seus
dedos, porém, tocavam o pão, a porta atrás de si
fechou-se com estrondo, impulsionada pelo vento.
Aterrorizado, precipitou-se até a campainha e, depois de
tocá-la, ficou à espera, olhando ansiosamente ao redor.
Ouviu lá dentro o ruído da água do chuveiro
interromper-se de súbito, mas ninguém veio abrir. Na
certa a mulher pensava que já era o sujeito da televisão.
Bateu com o nó dos dedos:
— Maria! Abre aí, Maria. Sou eu — chamou, em voz
baixa.
Quanto mais batia, mais silêncio fazia lá dentro.
Enquanto isso, ouvia lá embaixo a porta do elevador
fechar-se, viu o ponteiro subir lentamente os andares...
Desta vez, era o homem da televisão! Não era.
Refugiado no lanço de escada entre os andares, esperou
que o elevador passasse, e voltou para a porta de seu
apartamento, sempre a segurar nas mãos nervosas o
embrulho de pão:
— Maria, por favor! Sou eu!
Desta vez não teve tempo de insistir: ouviu passos na
escada, lentos, regulares, vindos lá de baixo... Tomado
de pânico, olhou ao redor, fazendo uma pirueta, e assim
despido, embrulho na mão, parecia executar um ballet
grotesco e mal ensaiado. Os passos na escada se
aproximavam, e ele sem onde se esconder. Correu para o elevador, apertou o botão. Foi o tempo de abrir a porta
e entrar, e a empregada passava, vagarosa, encetando a
subida de mais um lanço de escada.
Ele respirou aliviado, enxugando o suor da testa com o
embrulho do pão. Mas eis que a porta interna do
elevador se fecha e ele começa a descer.
— Ah, isso é que não! — fez o homem nu,
sobressaltado.
E agora? Alguém lá embaixo abriria a porta do elevador
e daria com ele ali, em pelo, podia mesmo ser algum
vizinho conhecido... Percebeu, desorientado, que estava
sendo levado cada vez para mais longe de seu
apartamento, começava a viver um verdadeiro pesadelo
de Kafka, instaurava-se naquele momento o mais
autêntico e desvairado Regime do Terror!
— Isso é que não — repetiu, furioso.
Agarrou-se à porta do elevador e abriu-a com força entre
os andares, obrigando-o a parar. Respirou fundo,
fechando os olhos, para ter a momentânea ilusão de que
sonhava. Depois experimentou apertar o botão de seu
andar. Lá embaixo continuavam a chamar o elevador.
Antes de mais nada: "Emergência: parar". Muito bem. E
agora? Iria subir ou descer? Com cautela desligou a
parada de emergência, largou a porta, enquanto insistia
em fazer o elevador subir. O elevador subiu.
— Maria! Abre esta porta! — gritava, desta vez
esmurrando a porta, já sem nenhuma cautela. Ouviu que
outra porta se abria atrás de si. Voltou-se, acuado,
apoiando o traseiro no batente e tentando inutilmente
cobrir-se com o embrulho de pão. Era a velha do
apartamento vizinho:
— Bom dia, minha senhora — disse ele, confuso. —
Imagine que eu...
A velha, estarrecida, atirou os braços para cima, soltou
um grito:
— Valha-me Deus! O padeiro está nu!
E correu ao telefone para chamar a radiopatrulha:
— Tem um homem pelado aqui na porta!
Outros vizinhos, ouvindo a gritaria, vieram ver o que se
passava:
— É um tarado!
— Olha, que horror!
— Não olha não! Já pra dentro, minha filha!
Maria, a esposa do infeliz, abriu finalmente a porta para
ver o que era. Ele entrou como um foguete e vestiu-se
precipitadamente, sem nem se lembrar do banho.
Poucos minutos depois, restabelecida a calma lá fora,
bateram na porta!
— Deve ser a polícia — disse ele, ainda ofegante, indo
abrir.
Não era: era o cobrador da televisão.
https://cronicabrasileira.org.br/cronicas/15831/o-homem-nu adaptado
O vocábulo 'radiopatrulha' não possui hífen. Analise o uso ou não do hífen nos vocábulos das alternativas e identifique aquela que apresenta pelo menos um termo grafado de forma INCORRETA.
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O homem nu
(Fernando Sabino)
Ao acordar, disse para a mulher:
— Escuta, minha filha: hoje é dia de pagar a prestação
da televisão, vem aí o sujeito com a conta, na certa. Mas
acontece que ontem eu não trouxe dinheiro da cidade,
estou a nenhum.
— Explique isso ao homem — ponderou a mulher.
— Não gosto dessas coisas. Dá um ar de vigarice, gosto
de cumprir rigorosamente as minhas obrigações.
Escuta: quando ele vier a gente fica quieto aqui dentro,
não faz barulho, para ele pensar que não tem ninguém.
Deixa ele bater até cansar —
amanhã eu pago.
Pouco depois, tendo despido o pijama, dirigiu-se ao
banheiro para tomar um banho, mas a mulher já se
trancara lá dentro. Enquanto esperava, resolveu fazer
um café.
Pôs a água a ferver e abriu a porta de serviço para
apanhar o pão. Como estivesse completamente nu,
olhou com cautela para um lado e para outro antes de
arriscar-se a dar dois passos até o embrulhinho deixado
pelo padeiro sobre o mármore do parapeito. Ainda era
muito cedo, não poderia aparecer ninguém. Mal seus
dedos, porém, tocavam o pão, a porta atrás de si
fechou-se com estrondo, impulsionada pelo vento.
Aterrorizado, precipitou-se até a campainha e, depois de
tocá-la, ficou à espera, olhando ansiosamente ao redor.
Ouviu lá dentro o ruído da água do chuveiro
interromper-se de súbito, mas ninguém veio abrir. Na
certa a mulher pensava que já era o sujeito da televisão.
Bateu com o nó dos dedos:
— Maria! Abre aí, Maria. Sou eu — chamou, em voz
baixa.
Quanto mais batia, mais silêncio fazia lá dentro.
Enquanto isso, ouvia lá embaixo a porta do elevador
fechar-se, viu o ponteiro subir lentamente os andares...
Desta vez, era o homem da televisão! Não era.
Refugiado no lanço de escada entre os andares, esperou
que o elevador passasse, e voltou para a porta de seu
apartamento, sempre a segurar nas mãos nervosas o
embrulho de pão:
— Maria, por favor! Sou eu!
Desta vez não teve tempo de insistir: ouviu passos na
escada, lentos, regulares, vindos lá de baixo... Tomado
de pânico, olhou ao redor, fazendo uma pirueta, e assim
despido, embrulho na mão, parecia executar um ballet
grotesco e mal ensaiado. Os passos na escada se
aproximavam, e ele sem onde se esconder. Correu para o elevador, apertou o botão. Foi o tempo de abrir a porta
e entrar, e a empregada passava, vagarosa, encetando a
subida de mais um lanço de escada.
Ele respirou aliviado, enxugando o suor da testa com o
embrulho do pão. Mas eis que a porta interna do
elevador se fecha e ele começa a descer.
— Ah, isso é que não! — fez o homem nu,
sobressaltado.
E agora? Alguém lá embaixo abriria a porta do elevador
e daria com ele ali, em pelo, podia mesmo ser algum
vizinho conhecido... Percebeu, desorientado, que estava
sendo levado cada vez para mais longe de seu
apartamento, começava a viver um verdadeiro pesadelo
de Kafka, instaurava-se naquele momento o mais
autêntico e desvairado Regime do Terror!
— Isso é que não — repetiu, furioso.
Agarrou-se à porta do elevador e abriu-a com força entre
os andares, obrigando-o a parar. Respirou fundo,
fechando os olhos, para ter a momentânea ilusão de que
sonhava. Depois experimentou apertar o botão de seu
andar. Lá embaixo continuavam a chamar o elevador.
Antes de mais nada: "Emergência: parar". Muito bem. E
agora? Iria subir ou descer? Com cautela desligou a
parada de emergência, largou a porta, enquanto insistia
em fazer o elevador subir. O elevador subiu.
— Maria! Abre esta porta! — gritava, desta vez
esmurrando a porta, já sem nenhuma cautela. Ouviu que
outra porta se abria atrás de si. Voltou-se, acuado,
apoiando o traseiro no batente e tentando inutilmente
cobrir-se com o embrulho de pão. Era a velha do
apartamento vizinho:
— Bom dia, minha senhora — disse ele, confuso. —
Imagine que eu...
A velha, estarrecida, atirou os braços para cima, soltou
um grito:
— Valha-me Deus! O padeiro está nu!
E correu ao telefone para chamar a radiopatrulha:
— Tem um homem pelado aqui na porta!
Outros vizinhos, ouvindo a gritaria, vieram ver o que se
passava:
— É um tarado!
— Olha, que horror!
— Não olha não! Já pra dentro, minha filha!
Maria, a esposa do infeliz, abriu finalmente a porta para
ver o que era. Ele entrou como um foguete e vestiu-se
precipitadamente, sem nem se lembrar do banho.
Poucos minutos depois, restabelecida a calma lá fora,
bateram na porta!
— Deve ser a polícia — disse ele, ainda ofegante, indo
abrir.
Não era: era o cobrador da televisão.
https://cronicabrasileira.org.br/cronicas/15831/o-homem-nu adaptado
I.Ontem, assisti à uma cena igual à que assisti na semana passada.
II.Fui à Campinas para o festival de vinho.
III.Sentiu-se à vontade para fazer o comentário sobre o evento.
IV.Quando abordo questões relacionadas a excesso de gastos, refiro-me à Marcela.
O uso do sinal indicativo de crase está correto em:
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O filme Ainda Estou Aqui ganhou grande repercussão no
ano de 2025. A obra alcançou reconhecimento nacional
e internacional, ampliando o interesse do público pelo
cinema brasileiro. Considerando esse contexto, qual
aspecto contribuiu para o destaque do filme junto ao
público e à crítica?
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O julgamento da ovelha
Um cachorro de maus bofes acusou uma pobre
ovelhinha de lhe haver furtado um osso.
— Para que furtaria eu esse osso — alegou ela — se
sou herbívora e um osso para mim vale tanto quanto um
pedaço de pau?
Não quero saber de nada. Você furtou o osso e vou já
levá-la aos tribunais.
E assim fez.
Queixou-se ao gavião penacho e pediu-lhe justiça. O
gavião reuniu o tribunal para julgar a causa, sorteando
para isso doze urubus de papo vazio.
Comparece a ovelha. Fala. Defende-se de forma cabal,
com razões muito irmãs das do cordeirinho que o lobo
em tempos comeu.
Mas o júri, composto de carnívoros gulosos, não quis
saber de nada e deu a sentença:
— Ou entrega o osso já e já, ou condenamos você à
morte!
A ré tremeu: não havia escapatória!... Osso não tinha e
não podia, portanto, restituir; mas tinha a vida e ia
entregá-la em pagamento do que não furtara.
Assim aconteceu. O cachorro sangrou-a, espostejou-a,
reservou para si um quarto e dividiu o restante com os
juízes famintos, a titulo de custas...
https://contobrasileiro.com.br/o-julgamento-da-ovelha-fabula-de-monteir
o-lobato/
A palavra 'pau' termina com 'u'. A seguir, identifique a alternativa que apresenta uma palavra cuja terminação em 'u' está indicada de forma INCORRETA.
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O julgamento da ovelha
Um cachorro de maus bofes acusou uma pobre
ovelhinha de lhe haver furtado um osso.
— Para que furtaria eu esse osso — alegou ela — se
sou herbívora e um osso para mim vale tanto quanto um
pedaço de pau?
Não quero saber de nada. Você furtou o osso e vou já
levá-la aos tribunais.
E assim fez.
Queixou-se ao gavião penacho e pediu-lhe justiça. O
gavião reuniu o tribunal para julgar a causa, sorteando
para isso doze urubus de papo vazio.
Comparece a ovelha. Fala. Defende-se de forma cabal,
com razões muito irmãs das do cordeirinho que o lobo
em tempos comeu.
Mas o júri, composto de carnívoros gulosos, não quis
saber de nada e deu a sentença:
— Ou entrega o osso já e já, ou condenamos você à
morte!
A ré tremeu: não havia escapatória!... Osso não tinha e
não podia, portanto, restituir; mas tinha a vida e ia
entregá-la em pagamento do que não furtara.
Assim aconteceu. O cachorro sangrou-a, espostejou-a,
reservou para si um quarto e dividiu o restante com os
juízes famintos, a titulo de custas...
https://contobrasileiro.com.br/o-julgamento-da-ovelha-fabula-de-monteir
o-lobato/
"Um cachorro de maus bofes acusou uma pobre ovelhinha de lhe haver furtado um osso."
Identifique a alternativa que apresenta a reescrita no plural de forma CORRETA.
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O julgamento da ovelha
Um cachorro de maus bofes acusou uma pobre
ovelhinha de lhe haver furtado um osso.
— Para que furtaria eu esse osso — alegou ela — se
sou herbívora e um osso para mim vale tanto quanto um
pedaço de pau?
Não quero saber de nada. Você furtou o osso e vou já
levá-la aos tribunais.
E assim fez.
Queixou-se ao gavião penacho e pediu-lhe justiça. O
gavião reuniu o tribunal para julgar a causa, sorteando
para isso doze urubus de papo vazio.
Comparece a ovelha. Fala. Defende-se de forma cabal,
com razões muito irmãs das do cordeirinho que o lobo
em tempos comeu.
Mas o júri, composto de carnívoros gulosos, não quis
saber de nada e deu a sentença:
— Ou entrega o osso já e já, ou condenamos você à
morte!
A ré tremeu: não havia escapatória!... Osso não tinha e
não podia, portanto, restituir; mas tinha a vida e ia
entregá-la em pagamento do que não furtara.
Assim aconteceu. O cachorro sangrou-a, espostejou-a,
reservou para si um quarto e dividiu o restante com os
juízes famintos, a titulo de custas...
https://contobrasileiro.com.br/o-julgamento-da-ovelha-fabula-de-monteir
o-lobato/
Analise as afirmativas sobre a classificação das palavras no trecho e identifique a alternativa INCORRETA.
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O julgamento da ovelha
Um cachorro de maus bofes acusou uma pobre
ovelhinha de lhe haver furtado um osso.
— Para que furtaria eu esse osso — alegou ela — se
sou herbívora e um osso para mim vale tanto quanto um
pedaço de pau?
Não quero saber de nada. Você furtou o osso e vou já
levá-la aos tribunais.
E assim fez.
Queixou-se ao gavião penacho e pediu-lhe justiça. O
gavião reuniu o tribunal para julgar a causa, sorteando
para isso doze urubus de papo vazio.
Comparece a ovelha. Fala. Defende-se de forma cabal,
com razões muito irmãs das do cordeirinho que o lobo
em tempos comeu.
Mas o júri, composto de carnívoros gulosos, não quis
saber de nada e deu a sentença:
— Ou entrega o osso já e já, ou condenamos você à
morte!
A ré tremeu: não havia escapatória!... Osso não tinha e
não podia, portanto, restituir; mas tinha a vida e ia
entregá-la em pagamento do que não furtara.
Assim aconteceu. O cachorro sangrou-a, espostejou-a,
reservou para si um quarto e dividiu o restante com os
juízes famintos, a titulo de custas...
https://contobrasileiro.com.br/o-julgamento-da-ovelha-fabula-de-monteir
o-lobato/
Identifique a alternativa CORRETA sobre o desfecho da crônica.
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O julgamento da ovelha
Um cachorro de maus bofes acusou uma pobre
ovelhinha de lhe haver furtado um osso.
— Para que furtaria eu esse osso — alegou ela — se
sou herbívora e um osso para mim vale tanto quanto um
pedaço de pau?
Não quero saber de nada. Você furtou o osso e vou já
levá-la aos tribunais.
E assim fez.
Queixou-se ao gavião penacho e pediu-lhe justiça. O
gavião reuniu o tribunal para julgar a causa, sorteando
para isso doze urubus de papo vazio.
Comparece a ovelha. Fala. Defende-se de forma cabal,
com razões muito irmãs das do cordeirinho que o lobo
em tempos comeu.
Mas o júri, composto de carnívoros gulosos, não quis
saber de nada e deu a sentença:
— Ou entrega o osso já e já, ou condenamos você à
morte!
A ré tremeu: não havia escapatória!... Osso não tinha e
não podia, portanto, restituir; mas tinha a vida e ia
entregá-la em pagamento do que não furtara.
Assim aconteceu. O cachorro sangrou-a, espostejou-a,
reservou para si um quarto e dividiu o restante com os
juízes famintos, a titulo de custas...
https://contobrasileiro.com.br/o-julgamento-da-ovelha-fabula-de-monteir
o-lobato/
"Mas o júri, composto de carnívoros gulosos, não quis saber de nada e deu a sentença."
O júri formado por carnívoros gulosos não aceitou a defesa da ré. A partir disso, identifique a alternativa CORRETA.
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A coruja e a águia
Coruja e águia, depois de muita briga, resolveram fazer
as pazes.
- Basta de guerra - disse a coruja. - O mundo é grande, e
tolice maior que o mundo é andarmos a comer os filhotes
uma da outra.
- Perfeitamente - respondeu a águia. - Também eu não
quero outra coisa.
- Nesse caso combinemos isto: de agora em diante não
comerás nunca os meus filhotes.
- Muito bem. Mas como posso distinguir os teus filhotes?
- Coisa fácil. Sempre que encontrarem uns borrachos
lindos, bem-feitinhos de corpo, alegres, cheios de uma
graça especial que não existe em filhotes de nenhuma
outra ave, já sabes, são os meus.
- Está feito! - concluiu a águia.
Dias depois, andando à caça, a águia encontrou um
ninho com três mostrengos dentro, que piavam de bico
muito aberto.
- Horríveis bichos! - disse ela. - Vê-se logo que não são
os filhos da coruja.
E comeu-os.
Mas eram os filhos da coruja. Ao regressar à toca, a
triste mãe chorou amargamente o desastre e foi ajustar
contas com a rainha das aves.
- Quê? - disse esta, admirada. - eram teus aqueles
mostrenguinhos? Pois, olha, não se pareciam nada com
o retrato que deles me fizeste...
https://www.culturagenial.com/fabulas-monteiro-lobato/#goog_rewarded
"Horríveis bichos! - disse ela. - Vê-se logo que não são os filhos da coruja. E comeu-os."
Considerando o trecho e o texto-base, identifique a afirmativa CORRETA.
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