Magna Concursos

Foram encontradas 348.828 questões.

3993198 Ano: 2025
Disciplina: Português
Banca: IDEAP
Orgão: Pref. Monte Alegre Minas-MG
Provas:
Leia o texto abaixo para responder à questão.

UM LUGAR AO SOL
Érico Veríssimo 


    Entraram na casa vizinha.
    Fernanda sentia sempre uma opressão quando se via na sala da casa de D. Magnólia. Tudo ali tinha um ar tão triste, tão sombrio, tão doentio... Os móveis eram escuros. A Bíblia encadernada de couro negro em cima da mesa. (D. Magnólia era metodista.) Quadros nas paredes com legendas tiradas das Escrituras. Um cheiro de defumação. E – o mais horrível de tudo – no canto da sala, a figura daquele homem sentado, vencido, daquele homem enorme, magro, amarelo, roído pelo câncer. 
    Era Orozimbo, o marido de D. Mag. Quando lhe falava, Fernanda tinha a impressão desagradável de que estava falando com um morto.
    A luz da sala estava apagada. Entrava pelas janelas uma fraca claridade que vinha das lâmpadas da rua.
    Fernanda sentiu logo a presença de Orozimbo. Cumprimentou:
    - Boa noite, seu Zimbo!
    E a voz dele, fraca, doente, mas mesmo assim profunda, incoerentemente musical, respondeu:
    - Boa noite!
    Entraram no quarto de Lu. D. Mag acendeu a luz e retirou-se, fechando a porta. Fernanda viu a menina a chorar estendida na cama, de borco, com a cabeça mergulhada no travesseiro. Ajoelhou-se junto dela, passou-lhe a mão pelos cabelos.
    - Então, bobinha. Por que é que está chorando?
    Lu soluçava sem responder. E depois, como Fernanda insistisse muito na pergunta, explodiu:
    - Eu... eu... queria... fazer... uma fantasia... e... e... essa besta não quer....
    - Não diga assim, Lu. Ela é sua mãe.
    - Besta! Isso que ela é.
    D. Mag chorava no corredor. Por que Deus a castigava assim, dando-lhe uma filha desobediente e blasfema? Não era ela uma boa cristã? Não ia todos os domingos ao culto? Não lhe bastavam os trabalhos que passara com o marido nos primeiros tempos do casamento, quando ele andava na pândega com outras mulheres? Não chegava o que ela sofria agora que ele estava doente e vivia ali no canto, derrotado, a falar na morte, a queixar-se da vida, a atormentá-la a todo o instante? Não bastava a trabalheira que ela tinha de pedalar a Singer todo o dia para ganhar dinheiro para o sustento da casa? Para ganhar dinheiro para dar vestidos e educação àquela ingrata?
    Fernanda passava a mão pela cabeça de Lu e lhe dizia de mansinho:
    - Não vê que não é direito você ir ao baile de carnaval quando seu pai está tão doente? Não vê que sua gente é pobre e que você precisa ter muito juízo?
    Lu explodiu de novo, sentando-se na cama:
    - Eu tenho ódio dela. Tenho ódio dele. Dos dois!
    Fernanda se pôs de pé.
    - Você não sabe o que está dizendo! Ódio de seu pai, de sua mãe?
    Lu tornou a cair de borco. Sua voz saía abafada debaixo do travesseiro.
    - Ódio, ódio, ódio.
    Sim: tinha raiva dos pais. Porque eles não queriam que ela fosse feliz, que tivesse um namorado, que frequentasse os cinemas, os bailes. Que culpa tinha de ter nascido pobre? Que culpa tinha da doença do pai ou das ideias religiosas da mãe? Era moça, queria aproveitar a vida. Um dia a velhice chegava e tudo ficava perdido para sempre. Não havia moças que tinham automóveis, que cantavam no rádio, que viajavam, que dançavam, que possuíam vestidos bonitos? Então? Ela era acaso aleijada? Não. Era um monstro de feia? Também não. Por que não havia de ser feliz? Oh! Deus podia matá-la, podia castigá-la, mas ela não sufocaria por mais tempo aquela raiva.
    - Vamos – murmurou Fernanda – faça uma forcinha. Pelo menos finja. Não vê que sua mãe sofre, seu pai sofre?
    Lu resistia. Obstinava-se. Havia de fazer a fantasia, havia de ir aos bailes do Cassino, nem que para isso tivesse de fugir.
    Fernanda por fim cansou. Sentou-se na cama, passou a mão pela testa. Ela trazia um filho no ventre. Talvez uma filha. Hoje fazia parte de seu ser: amanhã poderia haver uma separação tremenda como a que ela estava vendo... Teria o mundo entre ela e a sua criaturinha. Um milhão de desentendimentos, de conflitos, de interesses em choque....
    - Então Lu, não quer ser boazinha?
    Lu ergueu-se. Tinha uns olhos verdes muito grandes.
    Era fina de corpo e suas mãos, longas e brancas.
    Fernanda contemplou-a com simpatia e pena. Lu tomou-lhe das mãos e, com olhos vermelhos de chorar, perguntou:
    - Tu achas que eu sou má? Achas? Será que nem tu, nem tu me compreendes?
    Encostou a cabeça no peito da outra e desatou de novo o choro.
    Cinco minutos depois Fernanda saiu do quarto.
    D. Mag esperava-a no meio da sala. Nos seus olhos espantados havia uma interrogação ansiosa. Apesar de estarem na penumbra, Fernanda viu a dor que os velava.
    Aproximou-se dela, bateu-lhe no ombro.
    - Não faça caso, D. Mag... Isso passa. Amanhã quando ela voltar da escola e estiver mais calma, eu passo um sermão nela. Por hoje, lhe peço: não diga mais nada. Deixe... Essas criaturinhas são assim. Quanto mais confiança se dá, mais elas incomodam...
    Enquanto falava, Fernanda ouvia, horrorizada, a respiração arquejante do doente no seu canto escuro.
    - Bom, deixe ajudar a mamãe a lavar os pratos.
    Deu boa-noite e voltou para casa.
Um lugar ao sol. Rio de Janeiro, Globo, 1978.
(Dona Mag=Dona Magnólia)     
Como D. Magnólia reage à rebeldia da filha Lu?
 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
3993197 Ano: 2025
Disciplina: Português
Banca: IDEAP
Orgão: Pref. Monte Alegre Minas-MG
Provas:
Leia o texto abaixo para responder à questão.

UM LUGAR AO SOL
Érico Veríssimo 


    Entraram na casa vizinha.
    Fernanda sentia sempre uma opressão quando se via na sala da casa de D. Magnólia. Tudo ali tinha um ar tão triste, tão sombrio, tão doentio... Os móveis eram escuros. A Bíblia encadernada de couro negro em cima da mesa. (D. Magnólia era metodista.) Quadros nas paredes com legendas tiradas das Escrituras. Um cheiro de defumação. E – o mais horrível de tudo – no canto da sala, a figura daquele homem sentado, vencido, daquele homem enorme, magro, amarelo, roído pelo câncer. 
    Era Orozimbo, o marido de D. Mag. Quando lhe falava, Fernanda tinha a impressão desagradável de que estava falando com um morto.
    A luz da sala estava apagada. Entrava pelas janelas uma fraca claridade que vinha das lâmpadas da rua.
    Fernanda sentiu logo a presença de Orozimbo. Cumprimentou:
    - Boa noite, seu Zimbo!
    E a voz dele, fraca, doente, mas mesmo assim profunda, incoerentemente musical, respondeu:
    - Boa noite!
    Entraram no quarto de Lu. D. Mag acendeu a luz e retirou-se, fechando a porta. Fernanda viu a menina a chorar estendida na cama, de borco, com a cabeça mergulhada no travesseiro. Ajoelhou-se junto dela, passou-lhe a mão pelos cabelos.
    - Então, bobinha. Por que é que está chorando?
    Lu soluçava sem responder. E depois, como Fernanda insistisse muito na pergunta, explodiu:
    - Eu... eu... queria... fazer... uma fantasia... e... e... essa besta não quer....
    - Não diga assim, Lu. Ela é sua mãe.
    - Besta! Isso que ela é.
    D. Mag chorava no corredor. Por que Deus a castigava assim, dando-lhe uma filha desobediente e blasfema? Não era ela uma boa cristã? Não ia todos os domingos ao culto? Não lhe bastavam os trabalhos que passara com o marido nos primeiros tempos do casamento, quando ele andava na pândega com outras mulheres? Não chegava o que ela sofria agora que ele estava doente e vivia ali no canto, derrotado, a falar na morte, a queixar-se da vida, a atormentá-la a todo o instante? Não bastava a trabalheira que ela tinha de pedalar a Singer todo o dia para ganhar dinheiro para o sustento da casa? Para ganhar dinheiro para dar vestidos e educação àquela ingrata?
    Fernanda passava a mão pela cabeça de Lu e lhe dizia de mansinho:
    - Não vê que não é direito você ir ao baile de carnaval quando seu pai está tão doente? Não vê que sua gente é pobre e que você precisa ter muito juízo?
    Lu explodiu de novo, sentando-se na cama:
    - Eu tenho ódio dela. Tenho ódio dele. Dos dois!
    Fernanda se pôs de pé.
    - Você não sabe o que está dizendo! Ódio de seu pai, de sua mãe?
    Lu tornou a cair de borco. Sua voz saía abafada debaixo do travesseiro.
    - Ódio, ódio, ódio.
    Sim: tinha raiva dos pais. Porque eles não queriam que ela fosse feliz, que tivesse um namorado, que frequentasse os cinemas, os bailes. Que culpa tinha de ter nascido pobre? Que culpa tinha da doença do pai ou das ideias religiosas da mãe? Era moça, queria aproveitar a vida. Um dia a velhice chegava e tudo ficava perdido para sempre. Não havia moças que tinham automóveis, que cantavam no rádio, que viajavam, que dançavam, que possuíam vestidos bonitos? Então? Ela era acaso aleijada? Não. Era um monstro de feia? Também não. Por que não havia de ser feliz? Oh! Deus podia matá-la, podia castigá-la, mas ela não sufocaria por mais tempo aquela raiva.
    - Vamos – murmurou Fernanda – faça uma forcinha. Pelo menos finja. Não vê que sua mãe sofre, seu pai sofre?
    Lu resistia. Obstinava-se. Havia de fazer a fantasia, havia de ir aos bailes do Cassino, nem que para isso tivesse de fugir.
    Fernanda por fim cansou. Sentou-se na cama, passou a mão pela testa. Ela trazia um filho no ventre. Talvez uma filha. Hoje fazia parte de seu ser: amanhã poderia haver uma separação tremenda como a que ela estava vendo... Teria o mundo entre ela e a sua criaturinha. Um milhão de desentendimentos, de conflitos, de interesses em choque....
    - Então Lu, não quer ser boazinha?
    Lu ergueu-se. Tinha uns olhos verdes muito grandes.
    Era fina de corpo e suas mãos, longas e brancas.
    Fernanda contemplou-a com simpatia e pena. Lu tomou-lhe das mãos e, com olhos vermelhos de chorar, perguntou:
    - Tu achas que eu sou má? Achas? Será que nem tu, nem tu me compreendes?
    Encostou a cabeça no peito da outra e desatou de novo o choro.
    Cinco minutos depois Fernanda saiu do quarto.
    D. Mag esperava-a no meio da sala. Nos seus olhos espantados havia uma interrogação ansiosa. Apesar de estarem na penumbra, Fernanda viu a dor que os velava.
    Aproximou-se dela, bateu-lhe no ombro.
    - Não faça caso, D. Mag... Isso passa. Amanhã quando ela voltar da escola e estiver mais calma, eu passo um sermão nela. Por hoje, lhe peço: não diga mais nada. Deixe... Essas criaturinhas são assim. Quanto mais confiança se dá, mais elas incomodam...
    Enquanto falava, Fernanda ouvia, horrorizada, a respiração arquejante do doente no seu canto escuro.
    - Bom, deixe ajudar a mamãe a lavar os pratos.
    Deu boa-noite e voltou para casa.
Um lugar ao sol. Rio de Janeiro, Globo, 1978.
(Dona Mag=Dona Magnólia)     
Por que Lu está chorando na cama?
 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
3993196 Ano: 2025
Disciplina: Português
Banca: IDEAP
Orgão: Pref. Monte Alegre Minas-MG
Provas:
Leia o texto abaixo para responder à questão.

UM LUGAR AO SOL
Érico Veríssimo 


    Entraram na casa vizinha.
    Fernanda sentia sempre uma opressão quando se via na sala da casa de D. Magnólia. Tudo ali tinha um ar tão triste, tão sombrio, tão doentio... Os móveis eram escuros. A Bíblia encadernada de couro negro em cima da mesa. (D. Magnólia era metodista.) Quadros nas paredes com legendas tiradas das Escrituras. Um cheiro de defumação. E – o mais horrível de tudo – no canto da sala, a figura daquele homem sentado, vencido, daquele homem enorme, magro, amarelo, roído pelo câncer. 
    Era Orozimbo, o marido de D. Mag. Quando lhe falava, Fernanda tinha a impressão desagradável de que estava falando com um morto.
    A luz da sala estava apagada. Entrava pelas janelas uma fraca claridade que vinha das lâmpadas da rua.
    Fernanda sentiu logo a presença de Orozimbo. Cumprimentou:
    - Boa noite, seu Zimbo!
    E a voz dele, fraca, doente, mas mesmo assim profunda, incoerentemente musical, respondeu:
    - Boa noite!
    Entraram no quarto de Lu. D. Mag acendeu a luz e retirou-se, fechando a porta. Fernanda viu a menina a chorar estendida na cama, de borco, com a cabeça mergulhada no travesseiro. Ajoelhou-se junto dela, passou-lhe a mão pelos cabelos.
    - Então, bobinha. Por que é que está chorando?
    Lu soluçava sem responder. E depois, como Fernanda insistisse muito na pergunta, explodiu:
    - Eu... eu... queria... fazer... uma fantasia... e... e... essa besta não quer....
    - Não diga assim, Lu. Ela é sua mãe.
    - Besta! Isso que ela é.
    D. Mag chorava no corredor. Por que Deus a castigava assim, dando-lhe uma filha desobediente e blasfema? Não era ela uma boa cristã? Não ia todos os domingos ao culto? Não lhe bastavam os trabalhos que passara com o marido nos primeiros tempos do casamento, quando ele andava na pândega com outras mulheres? Não chegava o que ela sofria agora que ele estava doente e vivia ali no canto, derrotado, a falar na morte, a queixar-se da vida, a atormentá-la a todo o instante? Não bastava a trabalheira que ela tinha de pedalar a Singer todo o dia para ganhar dinheiro para o sustento da casa? Para ganhar dinheiro para dar vestidos e educação àquela ingrata?
    Fernanda passava a mão pela cabeça de Lu e lhe dizia de mansinho:
    - Não vê que não é direito você ir ao baile de carnaval quando seu pai está tão doente? Não vê que sua gente é pobre e que você precisa ter muito juízo?
    Lu explodiu de novo, sentando-se na cama:
    - Eu tenho ódio dela. Tenho ódio dele. Dos dois!
    Fernanda se pôs de pé.
    - Você não sabe o que está dizendo! Ódio de seu pai, de sua mãe?
    Lu tornou a cair de borco. Sua voz saía abafada debaixo do travesseiro.
    - Ódio, ódio, ódio.
    Sim: tinha raiva dos pais. Porque eles não queriam que ela fosse feliz, que tivesse um namorado, que frequentasse os cinemas, os bailes. Que culpa tinha de ter nascido pobre? Que culpa tinha da doença do pai ou das ideias religiosas da mãe? Era moça, queria aproveitar a vida. Um dia a velhice chegava e tudo ficava perdido para sempre. Não havia moças que tinham automóveis, que cantavam no rádio, que viajavam, que dançavam, que possuíam vestidos bonitos? Então? Ela era acaso aleijada? Não. Era um monstro de feia? Também não. Por que não havia de ser feliz? Oh! Deus podia matá-la, podia castigá-la, mas ela não sufocaria por mais tempo aquela raiva.
    - Vamos – murmurou Fernanda – faça uma forcinha. Pelo menos finja. Não vê que sua mãe sofre, seu pai sofre?
    Lu resistia. Obstinava-se. Havia de fazer a fantasia, havia de ir aos bailes do Cassino, nem que para isso tivesse de fugir.
    Fernanda por fim cansou. Sentou-se na cama, passou a mão pela testa. Ela trazia um filho no ventre. Talvez uma filha. Hoje fazia parte de seu ser: amanhã poderia haver uma separação tremenda como a que ela estava vendo... Teria o mundo entre ela e a sua criaturinha. Um milhão de desentendimentos, de conflitos, de interesses em choque....
    - Então Lu, não quer ser boazinha?
    Lu ergueu-se. Tinha uns olhos verdes muito grandes.
    Era fina de corpo e suas mãos, longas e brancas.
    Fernanda contemplou-a com simpatia e pena. Lu tomou-lhe das mãos e, com olhos vermelhos de chorar, perguntou:
    - Tu achas que eu sou má? Achas? Será que nem tu, nem tu me compreendes?
    Encostou a cabeça no peito da outra e desatou de novo o choro.
    Cinco minutos depois Fernanda saiu do quarto.
    D. Mag esperava-a no meio da sala. Nos seus olhos espantados havia uma interrogação ansiosa. Apesar de estarem na penumbra, Fernanda viu a dor que os velava.
    Aproximou-se dela, bateu-lhe no ombro.
    - Não faça caso, D. Mag... Isso passa. Amanhã quando ela voltar da escola e estiver mais calma, eu passo um sermão nela. Por hoje, lhe peço: não diga mais nada. Deixe... Essas criaturinhas são assim. Quanto mais confiança se dá, mais elas incomodam...
    Enquanto falava, Fernanda ouvia, horrorizada, a respiração arquejante do doente no seu canto escuro.
    - Bom, deixe ajudar a mamãe a lavar os pratos.
    Deu boa-noite e voltou para casa.
Um lugar ao sol. Rio de Janeiro, Globo, 1978.
(Dona Mag=Dona Magnólia)     
Qual é a principal razão da opressão sentida por Fernanda ao estar na casa de D. Magnólia?
 

Provas

Questão presente nas seguintes provas

Leia o texto a seguir.

A educação é, sem dúvida, um dos pilares do desenvolvimento de qualquer sociedade e deve ser valorizada. Investir em escolas, professores e recursos didáticos significa preparar cidadãos capazes de atuar de maneira crítica e responsável.

Entretanto, muitas vezes, o discurso em defesa da educação é acompanhado de práticas políticas contraditórias. Não raramente, os mesmos que a enaltecem em seus pronunciamentos oficiais são os que reduzem verbas destinadas ao setor.

É importante ressaltar que a educação precisa ser valorizada porque é importante para a sociedade. Logo, a construção de uma sociedade mais justa dependerá de uma escola que seja democrática, acessível a todos e que ofereça condições de aprendizado de qualidade, na qual a educação tenha realmente valor.

A respeito da qualidade textual e dos aspectos de leitura e produção presentes no texto, assinale a alternativa correta:

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
A partir da leitura do texto-base, analise as afirmativas que seguem o texto.

A leitura, mais do que decifrar códigos, é um exercício de posicionamento diante do mundo. Quem lê não apenas absorve informações, mas as relaciona com suas experiências, questiona o que está posto e constrói sentidos que ultrapassam o texto. No entanto, em uma sociedade marcada pelo imediatismo e pelo consumo acelerado de conteúdos, o ato de ler tende a ser reduzido a uma prática superficial, em que se busca apenas a informação rápida, sem reflexão.

Nesse contexto, formar leitores críticos exige um trabalho constante de valorização da leitura como prática social e não apenas como habilidade escolar. O texto, seja qual for o gênero literário, deve ser compreendido como espaço de diálogo, em que múltiplas vozes se cruzam e se confrontam.

Por isso, também escrever não é apenas combinar palavras de forma correta, mas construir uma voz autoral capaz de dialogar com diferentes perspectivas, questionar desigualdades e propor novas formas de compreender a realidade. A escola, portanto, tem papel fundamental em criar condições para que leitura e escrita se tornem instrumentos de emancipação.

I - O autor defende que ler vai além da decodificação de palavras, pois envolve interpretação, reflexão e diálogo com o mundo.

II - O texto critica o uso das tecnologias digitais, sugerindo que apenas os textos literários formam leitores críticos.

III - A leitura é apresentada como prática social, capaz de favorecer a construção de sentidos e o posicionamento crítico.

IV - Escrever é visto, no texto, como ato de expressar apenas informações objetivas, sem espaço para subjetividade ou reflexão.

Assinale a alternativa correta:
 

Provas

Questão presente nas seguintes provas

Analise as assertivas abaixo.

I - Os verbos cantar é regular, pois segue os padrões de conjugação sem alteração da raiz.

II - O verbo fazer é regular, pois mantém a raiz em todas as conjugações

III - O verbo ver é regular, pois mantém a raiz em todas as conjugações.

IV - O verbo partir é irregular, pois muda a terminação de acordo com a pessoa do discurso.

Assinale a alternativa correta:

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas

Analise as afirmativas sobre acentuação.

I - A palavra “tábua” é acentuada por ser uma proparoxítona.

II - A palavra “pôde” recebe acento para diferenciar se da palavra “pode”; trata-se, portanto, de caso de acentuação diacrítica (diferencial).

III - A palavra “baú” é acentuada por regra especial dos hiatos, já que o “u” é tônico, forma sílaba sozinho e não vem seguido de “s”.

IV - A palavra “hífens” recebe acento porque é um monossílabo tônico terminado em “ens”.

Assinale a alternativa correta:

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas

Leia o texto a seguir.

As mudanças sociais pelas quais passa o mundo contemporâneo exigem do cidadão não apenas o conhecimento técnico, mas também a habilidade de lidar com diferentes contextos culturais. Observa-se que muitas pessoas aspiram a cargos de prestígio, embora nem sempre estejam preparadas para enfrentá-los. A sociedade cobra daqueles que se candidatam a funções públicas não só competência, como também ética. Contudo, há quem insista em discursos que não correspondem àquilo que praticam, e essa incoerência acaba por afetar a confiança que a população deposita em seus representantes. Assim, requer-se dos governantes atitudes firmes, bem como se espera deles a consciência de que seus atos influem diretamente na vida coletiva.

Com base no texto e nas normas da sintaxe de regência e concordância verbal e nominal, assinale a alternativa que não está correta.

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas

Leia as frases a seguir, cada uma com uma figura de linguagem.

I - Aquela menina é uma flor no jardim da vida.

II - Corri tanto que minhas pernas eram asas.

III - Os sinos gritavam anunciando o fim do ano.

IV - Ele disse que estava calmo, mas sua voz tremia feito folha ao vento.

Sobre os recursos expressivos utilizados, é correto afirmar que:

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
De acordo com as regras do Novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, assinale a alternativa em que todas as palavras estão grafadas corretamente:
 

Provas

Questão presente nas seguintes provas