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Analise as afirmativas sobre termos da oração, assinalando V para as verdadeiras e F para as falsas.

(_)  Sujeito e predicado são termos essenciais de uma oração é uma afirmativa correta.

(_) Os objetos direto e indireto são termos essenciais de uma oração é uma afirmativa correta.

(_) Adjuntos adverbiais são termos acessórios de uma oração é uma afirmativa correta.

(_) Predicativos do sujeito e do objeto são termos acessórios de uma oração é uma afirmativa correta.

Marque a alternativa que apresenta a sequência certa:

 

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Analise o texto abaixo. 

O avanço tecnológico tem transformado rapidamente a forma como nos comunicamos. Novas plataformas digitais surgem a cada instante, permitindo que a informação circule em escala global. Entretanto, esse dinamismo não elimina os desafios relacionados à compartilhados.

A velocidade com que notícias falsas se propagam é proporcional à dificuldade que os leitores encontram para avaliar criticamente o que recebem. Por isso, embora o acesso à informação seja um direito fundamental, tal acesso pode gerar riscos quando não acompanhado de formação adequada. Outro aspecto importante é que a responsabilidade de verificar a origem das notícias cabe somente aos órgãos governamentais.

Nesse contexto, torna-se indispensável que cada cidadão desenvolva competências de leitura crítica. Afinal, de nada adianta a rapidez no compartilhamento de dados se o sujeito não for capaz de distinguir o que contribui para o conhecimento do que apenas alimenta a desinformação. Assim, a construção de uma sociedade mais consciente depende da participação conjunta de indivíduos, instituições de ensino, órgãos reguladores e meios de comunicação.

Com base no texto apresentado e as relações de coesão e coerência, analise as afirmativas a seguir 

I - O emprego de "Entretanto" (parágrafo 1) estabelece relação de contraste, reforçando a ideia de que o dinamismo das plataformas não resolve todos os problemas.

II - O trecho "Outro aspecto importante é que a responsabilidade de verificar a origem das notícias cabe somente aos órgãos governamentais" (parágrafo 2) compromete a coerência do texto, pois contradiz o que se afirma no parágrafo 3.

III - A expressão "Nesse contexto" (parágrafo 3) retoma globalmente os argumentos anteriores e contribui para a progressão lógica do texto.

IV - A construção do texto apresenta falhas de coesão, já que não há conectores adequados entre os parágrafos, o que compromete a compreensão.

Assinale a alternativa correta:
 

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Leia atentamente o texto-base a seguir.

Em um tempo em que a informação circula velozmente, é comum confundir a rapidez da notícia com a profundidade da análise. Multiplicam-se opiniões que, em sua superfície, parecem consistentes, mas que se desfazem quando submetidas a exame mais rigoroso. Nesse cenário, o leitor é convidado a distinguir entre aquilo que apenas impressiona e aquilo que verdadeiramente esclarece. Afinal, a facilidade de acesso ao dado não garante, por si só, a construção de conhecimento sólido; exige-se reflexão crítica, que não se confunde com mera acumulação de informações.

Com base no texto, assinale a alternativa correta. 


 

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3993141 Ano: 2025
Disciplina: Português
Banca: AMAUC
Orgão: Pref. Alto Bela Vista-SC
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A oralidade, quando utilizada como proposta didática para o trabalho escolar com a língua materna, tem sido um tema recorrente na interface entre linguagem e educação nos últimos anos. Apesar da produção acadêmica ainda ser limitada em comparação com as práticas de escrita, a oralidade tem sido destacada como um fator relevante para a socialização e para a participação cidadã. Nesse sentido, ampliar as capacidades linguísticas dos alunos na oralidade constitui um dos objetivos centrais da educação linguística (Bagno; Rangel, 2005).
Considerando a importância da oralidade no ensino de Língua Portuguesa em uma perspectiva contemporânea, identifique a alternativa incorreta.
 

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3993140 Ano: 2025
Disciplina: Português
Banca: AMAUC
Orgão: Pref. Alto Bela Vista-SC
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O domínio da língua inglesa é indispensável para compreender o mercado de entretenimento e a cultura global. Além de ampliar as oportunidades profissionais, a fluência no idioma possibilita um acesso mais amplo a diferentes culturas, visto que o inglês é uma língua globalizada e utilizada por grande parte dos países, ainda que não seja oficial em muitos deles. Assim, valorizar e investir na aprendizagem do inglês significa investir em um futuro com oportunidades mais amplas e qualificadas.

Considerando o exposto, analise e julgue as proposições relacionadas à aprendizagem da língua inglesa.

I.O ensino de inglês deve priorizar exclusivamente os sotaques e padrões linguísticos dos países hegemônicos, como Estados Unidos e Inglaterra, pois são eles que garantem uma comunicação adequada e evitam a dispersão cultural provocada por variedades consideradas inferiores.
II.No ensino de Língua Estrangeira, como o inglês, o eixo da oralidade é ampliado, passando a incluir práticas de linguagem voltadas tanto à compreensão (escuta) quanto à produção oral (fala), realizadas com ou sem interação presencial.
III.Os conhecimentos linguísticos estão relacionados à análise e à reflexão sobre a língua, sempre de modo contextualizado, articulado e a serviço das práticas de oralidade, leitura e escrita.
IV.A BNCC estabelece que o ensino de leitura em língua inglesa deve promover a construção de significados por meio da compreensão e interpretação de diversos gêneros textuais que circulam socialmente, reforçando que o aprendizado ocorre em contato com usos reais da língua.

É correto o que se afirma em:
 

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3993139 Ano: 2025
Disciplina: Português
Banca: AMAUC
Orgão: Pref. Alto Bela Vista-SC
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O conceito,___________ textual, refere-se à presença de múltiplas vozes dentro de um mesmo texto.
Essa dominação foi introduzida por Mikhail Bakhtin para caracterizar romances literários em que os personagens expressam ideias e posições divergentes. Essa multiplicidade de vozes pode se manifestar de diversas formas: entre personagens, entre narrador e personagens, por meio de referências culturais ou até entre diferentes argumentos. Para identificá-la, é preciso observar se o texto privilegia uma voz dominante ou se mantém um equilíbrio entre várias perspectivas.
Considerando os conceitos sobre dialogismo, polifonia, discurso, enunciado, enunciação, complete a lacuna acima com o conceito apropriado.
 

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3993135 Ano: 2025
Disciplina: Português
Banca: AMAUC
Orgão: Pref. Alto Bela Vista-SC
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Os ombros que sustentam o futuro: o papel inadiável dos professores
Enquanto a educação insiste no trabalho lento, complexo e crítico, os pensadores digitais vendem a promessa de atalhos imediatos.
Clarice Lispector, em "Os desastres de Sofia", descreveu um professor de ombros contraídos, como se carregasse em silêncio um peso invisível e hercúleo. Carlos Drummond de Andrade, por sua vez, lembrou que "os ombros suportam o mundo e ele não pesa mais que a mão de uma criança". Essas duas imagens ficcionais — a primeira marcada pela fragilidade; a segunda, pela resistência — ajudam a compreender a condição atual da docência no Brasil: um ofício em que responsabilidade e carga simbólica se acumulam de forma desproporcional, quase sempre sem o reconhecimento justo e necessário.
Ao professor se exige muito: excelência pedagógica, inovação permanente, domínio de novas tecnologias, sensibilidade para lidar com a diversidade crescente e paciência para gerir conflitos que muitas vezes extrapolam os limites ou as origens da sala de aula. Espera-se que ele seja transmissor de saberes, mediador de relações, cuidador, psicólogo, burocrata e, ainda, mantenha-se entusiasmado diante de turmas cada vez mais numerosas e inclusivas. Em troca, recebe salários que não condizem com a centralidade de sua função — e, muitas vezes, em escolas com bibliotecas desatualizadas, laboratórios inexistentes e recursos básicos negados. Não raro, convive com a invisibilidade social de um esforço que sustenta o país no cotidiano e com a desvalorização pública. Ainda assim, o magistério se sustenta na teimosa persistência de quem acredita que ensinar é mais do que cumprir tarefas: é formar sujeitos capazes de interpretar e corrigir algumas mazelas do mundo.
Esse descompasso entre o que se exige e o que se oferece tem efeitos concretos e preocupantes. Pesquisas recentes alertam que 40% dos estudantes já não nutrem admiração por seus professores, e que o prestígio da carreira vem caindo vertiginosamente entre os jovens. A projeção é de que, em 2050, o Brasil enfrentará um déficit significativo de docentes. O problema não é apenas educacional: é estrutural, civilizatório, democrático. Uma sociedade que não atrai nem retém seus educadores abdica de seu futuro.
Sem professores bem formados, quem garantirá a circulação crítica do conhecimento para a meninada? Quem ensinará a desconfiar das aparências, a ler para além das manchetes, a debater sem ódio e com profundidade?
A esse quadro se soma um contexto político e cultural que agrava o peso sobre os ombros docentes: a voz crítica e política do professor — talvez sua ferramenta basilar — vem sendo sistematicamente contestada, tolhida, vigiada. De um lado, setores conservadores buscam controlar cada palavra em nome de uma suposta 'neutralidade' que, na prática, sufoca a reflexão. De outro, há correntes progressistas que exigem adesões automáticas, transformando o ato de ensinar em prova de alinhamento ideológico. O resultado é a mesma limitação: um professor obrigado a justificar cada gesto, como se ensinar fosse, em si, um ato suspeito ou de barganha.
Em paralelo, cresce a concorrência desleal com influenciadores digitais e coaches que, em vídeos de poucos minutos, oferecem fórmulas fáceis de sucesso e de prosperidade. Enquanto a educação insiste no trabalho lento, complexo e crítico, os pensadores digitais vendem a promessa de atalhos imediatos.
No mercado da atenção, que recompensa a superficialidade monetizada, a fala docente parece deslocada e marginal. Mas é justamente essa insistência na complexidade, no esforço da leitura atenta, na escuta paciente, que revela o valor inegociável do professor: ele não compete com a velocidade da rede e, ao contrário, oferece a profundidade que ela recusa.
Vivemos em tempos de redes sociais virulentas e hostis, de manipulação de imagens e verdades inventadas, de polarização crescente e obtusa e de analfabetismo funcional que se expande silenciosamente. Nesse cenário caótico, a tarefa do professor ganha ainda mais relevância: ele é um dos poucos agentes sociais capazes de reintroduzir a dúvida, de cultivar a consciência da coletividade e de indicar que o conhecimento não se reduz a slogans e a cortes de Instagram. O espaço escolar, mesmo com todas as limitações e precariedades, continua sendo um dos últimos lugares em que é possível aprender a conviver com a diferença e com o pensamento analítico, a negociar sentidos e a arquitetar futuros mais justos.
Por isso, homenagear os professores não é ato protocolar, nem gesto meramente simbólico. É uma exigência civilizatória e política. Significa reivindicar condições concretas de valorização: salários compatíveis com a importância da carreira, ambientes escolares equipados, formação continuada em tempo adequado que dialogue com os desafios atuais e, sobretudo, a proteção inegociável da liberdade de cátedra. Mais do que agradecê-los, trata-se de compartilhar o peso que hoje recai desproporcionalmente sobre apenas os seus ombros.
Os ombros contraídos lamentados por Clarice e os ombros universais sugeridos por Drummond se encontram, todos os dias, nos professores que entram em sala de aula. Sustentam o peso de um país em formação e, ao mesmo tempo, a esperança de que esse país seja mais razoável, igualitário, mais consciente de sua coletividade, menos insano e injusto. O futuro do Brasil repousa nesses ombros — contraídos, teimosos, cansados, mas resistentes porque ainda parecem dispostos a não vergar. Nossa homenagem, portanto, não deve ser apenas palavra terna: deve ser compromisso político, republicano e transformador.
https://revistaeducacao.com.br/2025/10/21/papel-inadiavel-professores/
"A esse quadro se soma um contexto político e cultural que agrava o peso sobre os ombros docentes: a voz crítica e política do professor — talvez sua ferramenta basilar — vem sendo sistematicamente contestada, tolhida, vigiada." Com base na fonologia e na fonética, assinale V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas.

(__)O vocábulo 'quadro' apresenta, em sua estrutura fonológica, um encontro consonantal formado por duas consoantes distintas, e um dígrafo consonantal representado pelas letras 'qu', que correspondem a um único fonema; já o vocábulo 'sua' contém um encontro vocálico inseparável.
(__)O vocábulo 'ferramenta' apresenta, em sua estrutura fonológica, um dígrafo consonantal, formado por duas letras que representam um único fonema, e também um dígrafo vocálico, no qual duas letras produzem um único som vocálico.
(__)O vocábulo 'contestada' apresenta um encontro consonantal disjunto e um dígrafo vocálico.
(__) O vocábulo 'sistematicamente' possui igualmente o mesmo número de letras e fonemas. Já o vocábulo 'tolhida' apresenta número de letras diferente do número de fonemas.

A sequência que preenche corretamente os itens acima, de cima para baixo, é:
 

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3993134 Ano: 2025
Disciplina: Português
Banca: AMAUC
Orgão: Pref. Alto Bela Vista-SC
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Os ombros que sustentam o futuro: o papel inadiável dos professores
Enquanto a educação insiste no trabalho lento, complexo e crítico, os pensadores digitais vendem a promessa de atalhos imediatos.
Clarice Lispector, em "Os desastres de Sofia", descreveu um professor de ombros contraídos, como se carregasse em silêncio um peso invisível e hercúleo. Carlos Drummond de Andrade, por sua vez, lembrou que "os ombros suportam o mundo e ele não pesa mais que a mão de uma criança". Essas duas imagens ficcionais — a primeira marcada pela fragilidade; a segunda, pela resistência — ajudam a compreender a condição atual da docência no Brasil: um ofício em que responsabilidade e carga simbólica se acumulam de forma desproporcional, quase sempre sem o reconhecimento justo e necessário.
Ao professor se exige muito: excelência pedagógica, inovação permanente, domínio de novas tecnologias, sensibilidade para lidar com a diversidade crescente e paciência para gerir conflitos que muitas vezes extrapolam os limites ou as origens da sala de aula. Espera-se que ele seja transmissor de saberes, mediador de relações, cuidador, psicólogo, burocrata e, ainda, mantenha-se entusiasmado diante de turmas cada vez mais numerosas e inclusivas. Em troca, recebe salários que não condizem com a centralidade de sua função — e, muitas vezes, em escolas com bibliotecas desatualizadas, laboratórios inexistentes e recursos básicos negados. Não raro, convive com a invisibilidade social de um esforço que sustenta o país no cotidiano e com a desvalorização pública. Ainda assim, o magistério se sustenta na teimosa persistência de quem acredita que ensinar é mais do que cumprir tarefas: é formar sujeitos capazes de interpretar e corrigir algumas mazelas do mundo.
Esse descompasso entre o que se exige e o que se oferece tem efeitos concretos e preocupantes. Pesquisas recentes alertam que 40% dos estudantes já não nutrem admiração por seus professores, e que o prestígio da carreira vem caindo vertiginosamente entre os jovens. A projeção é de que, em 2050, o Brasil enfrentará um déficit significativo de docentes. O problema não é apenas educacional: é estrutural, civilizatório, democrático. Uma sociedade que não atrai nem retém seus educadores abdica de seu futuro.
Sem professores bem formados, quem garantirá a circulação crítica do conhecimento para a meninada? Quem ensinará a desconfiar das aparências, a ler para além das manchetes, a debater sem ódio e com profundidade?
A esse quadro se soma um contexto político e cultural que agrava o peso sobre os ombros docentes: a voz crítica e política do professor — talvez sua ferramenta basilar — vem sendo sistematicamente contestada, tolhida, vigiada. De um lado, setores conservadores buscam controlar cada palavra em nome de uma suposta 'neutralidade' que, na prática, sufoca a reflexão. De outro, há correntes progressistas que exigem adesões automáticas, transformando o ato de ensinar em prova de alinhamento ideológico. O resultado é a mesma limitação: um professor obrigado a justificar cada gesto, como se ensinar fosse, em si, um ato suspeito ou de barganha.
Em paralelo, cresce a concorrência desleal com influenciadores digitais e coaches que, em vídeos de poucos minutos, oferecem fórmulas fáceis de sucesso e de prosperidade. Enquanto a educação insiste no trabalho lento, complexo e crítico, os pensadores digitais vendem a promessa de atalhos imediatos.
No mercado da atenção, que recompensa a superficialidade monetizada, a fala docente parece deslocada e marginal. Mas é justamente essa insistência na complexidade, no esforço da leitura atenta, na escuta paciente, que revela o valor inegociável do professor: ele não compete com a velocidade da rede e, ao contrário, oferece a profundidade que ela recusa.
Vivemos em tempos de redes sociais virulentas e hostis, de manipulação de imagens e verdades inventadas, de polarização crescente e obtusa e de analfabetismo funcional que se expande silenciosamente. Nesse cenário caótico, a tarefa do professor ganha ainda mais relevância: ele é um dos poucos agentes sociais capazes de reintroduzir a dúvida, de cultivar a consciência da coletividade e de indicar que o conhecimento não se reduz a slogans e a cortes de Instagram. O espaço escolar, mesmo com todas as limitações e precariedades, continua sendo um dos últimos lugares em que é possível aprender a conviver com a diferença e com o pensamento analítico, a negociar sentidos e a arquitetar futuros mais justos.
Por isso, homenagear os professores não é ato protocolar, nem gesto meramente simbólico. É uma exigência civilizatória e política. Significa reivindicar condições concretas de valorização: salários compatíveis com a importância da carreira, ambientes escolares equipados, formação continuada em tempo adequado que dialogue com os desafios atuais e, sobretudo, a proteção inegociável da liberdade de cátedra. Mais do que agradecê-los, trata-se de compartilhar o peso que hoje recai desproporcionalmente sobre apenas os seus ombros.
Os ombros contraídos lamentados por Clarice e os ombros universais sugeridos por Drummond se encontram, todos os dias, nos professores que entram em sala de aula. Sustentam o peso de um país em formação e, ao mesmo tempo, a esperança de que esse país seja mais razoável, igualitário, mais consciente de sua coletividade, menos insano e injusto. O futuro do Brasil repousa nesses ombros — contraídos, teimosos, cansados, mas resistentes porque ainda parecem dispostos a não vergar. Nossa homenagem, portanto, não deve ser apenas palavra terna: deve ser compromisso político, republicano e transformador.
https://revistaeducacao.com.br/2025/10/21/papel-inadiavel-professores/
"Sustentam o peso de um país em formação e, ao mesmo tempo, a esperança de que esse país seja mais razoável, igualitário, mais consciente de sua coletividade, menos insano e injusto."
A formação de palavras envolve um conjunto de processos morfossintáticos que possibilitam a criação de novas unidades a partir de morfemas lexicais. Os prefixos apresentam maior independência que os sufixos, pois geralmente derivam de advérbios ou preposições que possuem ou já possuíram autonomia na língua. Por sua vez, a derivação sufixal permite a formação de novos substantivos, adjetivos, verbos e até advérbios. Considerando o emprego dos prefixos e sufixos nos vocábulos presentes no trecho, julgue as afirmativas:

I.O vocábulo 'injusto' apresenta um prefixo que indica negação, enquanto o prefixo na palavra 'incinerar' indica mudança de estado.
II.O vocábulo 'igualitário' apresenta sufixo em sua formação, assim como os vocábulos 'gigante','agorinha' e 'melado'.
III.O vocábulo 'esperança' é formado por derivação parassintética, assim como os vocábulos 'envilecer' e 'ajoelhar'.
IV.O vocábulo 'insano', ao contrário de 'injusto', não possui prefixo, pois é formado pelo radical 'insan', que já contém o sentido de 'doença' ou 'desequilíbrio'; a vogal final 'o' funciona apenas como desinência de gênero.

É correto o que se afirma em:
 

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3993133 Ano: 2025
Disciplina: Português
Banca: AMAUC
Orgão: Pref. Alto Bela Vista-SC
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Os ombros que sustentam o futuro: o papel inadiável dos professores
Enquanto a educação insiste no trabalho lento, complexo e crítico, os pensadores digitais vendem a promessa de atalhos imediatos.
Clarice Lispector, em "Os desastres de Sofia", descreveu um professor de ombros contraídos, como se carregasse em silêncio um peso invisível e hercúleo. Carlos Drummond de Andrade, por sua vez, lembrou que "os ombros suportam o mundo e ele não pesa mais que a mão de uma criança". Essas duas imagens ficcionais — a primeira marcada pela fragilidade; a segunda, pela resistência — ajudam a compreender a condição atual da docência no Brasil: um ofício em que responsabilidade e carga simbólica se acumulam de forma desproporcional, quase sempre sem o reconhecimento justo e necessário.
Ao professor se exige muito: excelência pedagógica, inovação permanente, domínio de novas tecnologias, sensibilidade para lidar com a diversidade crescente e paciência para gerir conflitos que muitas vezes extrapolam os limites ou as origens da sala de aula. Espera-se que ele seja transmissor de saberes, mediador de relações, cuidador, psicólogo, burocrata e, ainda, mantenha-se entusiasmado diante de turmas cada vez mais numerosas e inclusivas. Em troca, recebe salários que não condizem com a centralidade de sua função — e, muitas vezes, em escolas com bibliotecas desatualizadas, laboratórios inexistentes e recursos básicos negados. Não raro, convive com a invisibilidade social de um esforço que sustenta o país no cotidiano e com a desvalorização pública. Ainda assim, o magistério se sustenta na teimosa persistência de quem acredita que ensinar é mais do que cumprir tarefas: é formar sujeitos capazes de interpretar e corrigir algumas mazelas do mundo.
Esse descompasso entre o que se exige e o que se oferece tem efeitos concretos e preocupantes. Pesquisas recentes alertam que 40% dos estudantes já não nutrem admiração por seus professores, e que o prestígio da carreira vem caindo vertiginosamente entre os jovens. A projeção é de que, em 2050, o Brasil enfrentará um déficit significativo de docentes. O problema não é apenas educacional: é estrutural, civilizatório, democrático. Uma sociedade que não atrai nem retém seus educadores abdica de seu futuro.
Sem professores bem formados, quem garantirá a circulação crítica do conhecimento para a meninada? Quem ensinará a desconfiar das aparências, a ler para além das manchetes, a debater sem ódio e com profundidade?
A esse quadro se soma um contexto político e cultural que agrava o peso sobre os ombros docentes: a voz crítica e política do professor — talvez sua ferramenta basilar — vem sendo sistematicamente contestada, tolhida, vigiada. De um lado, setores conservadores buscam controlar cada palavra em nome de uma suposta 'neutralidade' que, na prática, sufoca a reflexão. De outro, há correntes progressistas que exigem adesões automáticas, transformando o ato de ensinar em prova de alinhamento ideológico. O resultado é a mesma limitação: um professor obrigado a justificar cada gesto, como se ensinar fosse, em si, um ato suspeito ou de barganha.
Em paralelo, cresce a concorrência desleal com influenciadores digitais e coaches que, em vídeos de poucos minutos, oferecem fórmulas fáceis de sucesso e de prosperidade. Enquanto a educação insiste no trabalho lento, complexo e crítico, os pensadores digitais vendem a promessa de atalhos imediatos.
No mercado da atenção, que recompensa a superficialidade monetizada, a fala docente parece deslocada e marginal. Mas é justamente essa insistência na complexidade, no esforço da leitura atenta, na escuta paciente, que revela o valor inegociável do professor: ele não compete com a velocidade da rede e, ao contrário, oferece a profundidade que ela recusa.
Vivemos em tempos de redes sociais virulentas e hostis, de manipulação de imagens e verdades inventadas, de polarização crescente e obtusa e de analfabetismo funcional que se expande silenciosamente. Nesse cenário caótico, a tarefa do professor ganha ainda mais relevância: ele é um dos poucos agentes sociais capazes de reintroduzir a dúvida, de cultivar a consciência da coletividade e de indicar que o conhecimento não se reduz a slogans e a cortes de Instagram. O espaço escolar, mesmo com todas as limitações e precariedades, continua sendo um dos últimos lugares em que é possível aprender a conviver com a diferença e com o pensamento analítico, a negociar sentidos e a arquitetar futuros mais justos.
Por isso, homenagear os professores não é ato protocolar, nem gesto meramente simbólico. É uma exigência civilizatória e política. Significa reivindicar condições concretas de valorização: salários compatíveis com a importância da carreira, ambientes escolares equipados, formação continuada em tempo adequado que dialogue com os desafios atuais e, sobretudo, a proteção inegociável da liberdade de cátedra. Mais do que agradecê-los, trata-se de compartilhar o peso que hoje recai desproporcionalmente sobre apenas os seus ombros.
Os ombros contraídos lamentados por Clarice e os ombros universais sugeridos por Drummond se encontram, todos os dias, nos professores que entram em sala de aula. Sustentam o peso de um país em formação e, ao mesmo tempo, a esperança de que esse país seja mais razoável, igualitário, mais consciente de sua coletividade, menos insano e injusto. O futuro do Brasil repousa nesses ombros — contraídos, teimosos, cansados, mas resistentes porque ainda parecem dispostos a não vergar. Nossa homenagem, portanto, não deve ser apenas palavra terna: deve ser compromisso político, republicano e transformador.
https://revistaeducacao.com.br/2025/10/21/papel-inadiavel-professores/
"Espera-se que ele seja transmissor de saberes, mediador de relações, cuidador, psicólogo, burocrata e, ainda, mantenha-se entusiasmado diante de turmas cada vez mais numerosas e inclusivas."
Analisando sintaticamente a oração que precede o verbo'esperar' é correto afirmar que:
 

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3993132 Ano: 2025
Disciplina: Português
Banca: AMAUC
Orgão: Pref. Alto Bela Vista-SC
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Os ombros que sustentam o futuro: o papel inadiável dos professores
Enquanto a educação insiste no trabalho lento, complexo e crítico, os pensadores digitais vendem a promessa de atalhos imediatos.
Clarice Lispector, em "Os desastres de Sofia", descreveu um professor de ombros contraídos, como se carregasse em silêncio um peso invisível e hercúleo. Carlos Drummond de Andrade, por sua vez, lembrou que "os ombros suportam o mundo e ele não pesa mais que a mão de uma criança". Essas duas imagens ficcionais — a primeira marcada pela fragilidade; a segunda, pela resistência — ajudam a compreender a condição atual da docência no Brasil: um ofício em que responsabilidade e carga simbólica se acumulam de forma desproporcional, quase sempre sem o reconhecimento justo e necessário.
Ao professor se exige muito: excelência pedagógica, inovação permanente, domínio de novas tecnologias, sensibilidade para lidar com a diversidade crescente e paciência para gerir conflitos que muitas vezes extrapolam os limites ou as origens da sala de aula. Espera-se que ele seja transmissor de saberes, mediador de relações, cuidador, psicólogo, burocrata e, ainda, mantenha-se entusiasmado diante de turmas cada vez mais numerosas e inclusivas. Em troca, recebe salários que não condizem com a centralidade de sua função — e, muitas vezes, em escolas com bibliotecas desatualizadas, laboratórios inexistentes e recursos básicos negados. Não raro, convive com a invisibilidade social de um esforço que sustenta o país no cotidiano e com a desvalorização pública. Ainda assim, o magistério se sustenta na teimosa persistência de quem acredita que ensinar é mais do que cumprir tarefas: é formar sujeitos capazes de interpretar e corrigir algumas mazelas do mundo.
Esse descompasso entre o que se exige e o que se oferece tem efeitos concretos e preocupantes. Pesquisas recentes alertam que 40% dos estudantes já não nutrem admiração por seus professores, e que o prestígio da carreira vem caindo vertiginosamente entre os jovens. A projeção é de que, em 2050, o Brasil enfrentará um déficit significativo de docentes. O problema não é apenas educacional: é estrutural, civilizatório, democrático. Uma sociedade que não atrai nem retém seus educadores abdica de seu futuro.
Sem professores bem formados, quem garantirá a circulação crítica do conhecimento para a meninada? Quem ensinará a desconfiar das aparências, a ler para além das manchetes, a debater sem ódio e com profundidade?
A esse quadro se soma um contexto político e cultural que agrava o peso sobre os ombros docentes: a voz crítica e política do professor — talvez sua ferramenta basilar — vem sendo sistematicamente contestada, tolhida, vigiada. De um lado, setores conservadores buscam controlar cada palavra em nome de uma suposta 'neutralidade' que, na prática, sufoca a reflexão. De outro, há correntes progressistas que exigem adesões automáticas, transformando o ato de ensinar em prova de alinhamento ideológico. O resultado é a mesma limitação: um professor obrigado a justificar cada gesto, como se ensinar fosse, em si, um ato suspeito ou de barganha.
Em paralelo, cresce a concorrência desleal com influenciadores digitais e coaches que, em vídeos de poucos minutos, oferecem fórmulas fáceis de sucesso e de prosperidade. Enquanto a educação insiste no trabalho lento, complexo e crítico, os pensadores digitais vendem a promessa de atalhos imediatos.
No mercado da atenção, que recompensa a superficialidade monetizada, a fala docente parece deslocada e marginal. Mas é justamente essa insistência na complexidade, no esforço da leitura atenta, na escuta paciente, que revela o valor inegociável do professor: ele não compete com a velocidade da rede e, ao contrário, oferece a profundidade que ela recusa.
Vivemos em tempos de redes sociais virulentas e hostis, de manipulação de imagens e verdades inventadas, de polarização crescente e obtusa e de analfabetismo funcional que se expande silenciosamente. Nesse cenário caótico, a tarefa do professor ganha ainda mais relevância: ele é um dos poucos agentes sociais capazes de reintroduzir a dúvida, de cultivar a consciência da coletividade e de indicar que o conhecimento não se reduz a slogans e a cortes de Instagram. O espaço escolar, mesmo com todas as limitações e precariedades, continua sendo um dos últimos lugares em que é possível aprender a conviver com a diferença e com o pensamento analítico, a negociar sentidos e a arquitetar futuros mais justos.
Por isso, homenagear os professores não é ato protocolar, nem gesto meramente simbólico. É uma exigência civilizatória e política. Significa reivindicar condições concretas de valorização: salários compatíveis com a importância da carreira, ambientes escolares equipados, formação continuada em tempo adequado que dialogue com os desafios atuais e, sobretudo, a proteção inegociável da liberdade de cátedra. Mais do que agradecê-los, trata-se de compartilhar o peso que hoje recai desproporcionalmente sobre apenas os seus ombros.
Os ombros contraídos lamentados por Clarice e os ombros universais sugeridos por Drummond se encontram, todos os dias, nos professores que entram em sala de aula. Sustentam o peso de um país em formação e, ao mesmo tempo, a esperança de que esse país seja mais razoável, igualitário, mais consciente de sua coletividade, menos insano e injusto. O futuro do Brasil repousa nesses ombros — contraídos, teimosos, cansados, mas resistentes porque ainda parecem dispostos a não vergar. Nossa homenagem, portanto, não deve ser apenas palavra terna: deve ser compromisso político, republicano e transformador.
https://revistaeducacao.com.br/2025/10/21/papel-inadiavel-professores/
"Em troca, recebe salários que não condizem com a centralidade de sua função — e, muitas vezes, em escolas com bibliotecas desatualizadas, laboratórios inexistentes e recursos básicos negados. Não raro, convive com a invisibilidade social de um esforço que sustenta o país no cotidiano e com a desvalorização pública. Ainda assim, o magistério se sustenta na teimosa persistência de quem acredita que ensinar é mais do que cumprir tarefas: é formar sujeitos capazes de interpretar e corrigir algumas mazelas do mundo"

Com base nas classes gramaticais dos vocábulos extraídos do texto, marque V para as afirmativas verdadeiras ou F para as falsas.

(__)Todos vocábulos destacados a seguir são formados pela fusão de uma preposição com um artigo: na teimosia; do mundo; de um esforço.
(__)O vocábulo 'ensinar', na expressão 'ensinar é mais do que cumprir', funciona como substantivo e atua como núcleo do sujeito do verbo 'ser'.
(__)O verbo 'condizer' está corretamente empregado no presente do indicativo, assim como em sua flexão para a 1ª pessoa do singular na mesma forma de tempo e modo, como em: 'Condigo perfeitamente com o que você disse'.
(__)O vocábulo 'raro' atua com valor de adjetivo, assim como os vocábulos 'inexistentes' e 'negados'.

A sequência que preenche os itens acima, de cima para baixo, é:
 

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