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4034743 Ano: 2026
Disciplina: Serviço Social
Banca: CETREDE
Orgão: Pref. Caridade-CE
Direito à educação: o que significa, na prática, garantir vaga para todos?
      Quando se fala em direito à educação, é comum imaginar uma sala de aula com carteiras alinhadas, um quadro na frente e um professor disposto a ensinar. Em muitos discursos oficiais, “garantir o direito” aparece resumido a uma frase: “há vaga para todas as crianças em idade escolar”. Mas basta olhar com um pouco mais de cuidado para perceber que, entre ter vaga na escola e, de fato, aprender, existe um longo caminho.
        Garantir vaga é o ponto de partida, não a linha de chegada. No papel, o município pode afirmar que todas as crianças estão matriculadas. Na prática, porém, é preciso perguntar: todas conseguem chegar à escola todos os dias? Em áreas rurais, o transporte escolar pode significar caminhões adaptados, estradas de terra e trajetos longos. Nas periferias urbanas, o problema pode ser a distância a pé, a insegurança no caminho, o custo do ônibus. A vaga existe, mas o acesso até ela nem sempre é simples.
        Outra dimensão é a permanência. Uma criança que chega à escola, mas sente fome, pode até ocupar uma carteira, mas dificilmente conseguirá se concentrar. A merenda escolar, muitas vezes vista apenas como um detalhe administrativo, é, na vida real, o que mantém alguns estudantes de pé. Há também quem precise trabalhar para ajudar em casa; nesse caso, conciliar estudos e jornada de trabalho transforma o direito à educação em um malabarismo diário.
      Quando se fala em “vaga para todos”, é preciso incluir aqueles que historicamente foram deixados de fora: estudantes com deficiência, pessoas que moram em áreas de difícil acesso, jovens e adultos que não concluíram o ensino básico na idade “esperada”. Não basta abrir uma sala e colocar todos juntos. É necessário pensar em acessibilidade, adaptações curriculares, materiais diferenciados, profissionais de apoio, horários flexíveis. A igualdade de direito não significa tratar todos da mesma forma, e sim garantir que cada um tenha condições reais de aprender.
       A qualidade do ensino é outra peça indispensável. Um prédio com infiltrações, banheiros quebrados, biblioteca trancada e aulas constantemente interrompidas não cumpre o que o direito à educação promete. Professores sem formação adequada, turmas superlotadas e falta de materiais didáticos também transformam a vaga em uma promessa pela metade. A presença física na escola é importante, mas não adianta sentar-se na carteira e sair de lá sem compreender o que foi ensinado.
         Por fim, garantir vaga significa ouvir quem ocupa essas vagas. Estudantes que não se sentem respeitados, que sofrem preconceito, que não se reconhecem nos conteúdos trabalhados podem até estar oficialmente “dentro” da escola, mas, subjetivamente, continuam do lado de fora. Uma escola que não escuta suas vozes corre o risco de ser apenas um prédio com gente dentro, e não um espaço de formação.
       Direito à educação, portanto, não se esgota na matrícula ou na lista de chamada preenchida. Significa assegurar acesso, permanência e aprendizagem em condições dignas, para pessoas diferentes, em realidades variadas. Entre o discurso bonito dos documentos e o cotidiano nem sempre bonito das salas de aula, há um trabalho silencioso e contínuo que define se a vaga é um número em uma planilha ou uma oportunidade real de transformar vidas.
Fonte: BANCA EXAMINADORA
No parágrafo que trata da qualidade do ensino, a expressão “promessa pela metade” refere-se à
 

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4034742 Ano: 2026
Disciplina: Serviço Social
Banca: CETREDE
Orgão: Pref. Caridade-CE
Direito à educação: o que significa, na prática, garantir vaga para todos?
      Quando se fala em direito à educação, é comum imaginar uma sala de aula com carteiras alinhadas, um quadro na frente e um professor disposto a ensinar. Em muitos discursos oficiais, “garantir o direito” aparece resumido a uma frase: “há vaga para todas as crianças em idade escolar”. Mas basta olhar com um pouco mais de cuidado para perceber que, entre ter vaga na escola e, de fato, aprender, existe um longo caminho.
        Garantir vaga é o ponto de partida, não a linha de chegada. No papel, o município pode afirmar que todas as crianças estão matriculadas. Na prática, porém, é preciso perguntar: todas conseguem chegar à escola todos os dias? Em áreas rurais, o transporte escolar pode significar caminhões adaptados, estradas de terra e trajetos longos. Nas periferias urbanas, o problema pode ser a distância a pé, a insegurança no caminho, o custo do ônibus. A vaga existe, mas o acesso até ela nem sempre é simples.
        Outra dimensão é a permanência. Uma criança que chega à escola, mas sente fome, pode até ocupar uma carteira, mas dificilmente conseguirá se concentrar. A merenda escolar, muitas vezes vista apenas como um detalhe administrativo, é, na vida real, o que mantém alguns estudantes de pé. Há também quem precise trabalhar para ajudar em casa; nesse caso, conciliar estudos e jornada de trabalho transforma o direito à educação em um malabarismo diário.
      Quando se fala em “vaga para todos”, é preciso incluir aqueles que historicamente foram deixados de fora: estudantes com deficiência, pessoas que moram em áreas de difícil acesso, jovens e adultos que não concluíram o ensino básico na idade “esperada”. Não basta abrir uma sala e colocar todos juntos. É necessário pensar em acessibilidade, adaptações curriculares, materiais diferenciados, profissionais de apoio, horários flexíveis. A igualdade de direito não significa tratar todos da mesma forma, e sim garantir que cada um tenha condições reais de aprender.
       A qualidade do ensino é outra peça indispensável. Um prédio com infiltrações, banheiros quebrados, biblioteca trancada e aulas constantemente interrompidas não cumpre o que o direito à educação promete. Professores sem formação adequada, turmas superlotadas e falta de materiais didáticos também transformam a vaga em uma promessa pela metade. A presença física na escola é importante, mas não adianta sentar-se na carteira e sair de lá sem compreender o que foi ensinado.
         Por fim, garantir vaga significa ouvir quem ocupa essas vagas. Estudantes que não se sentem respeitados, que sofrem preconceito, que não se reconhecem nos conteúdos trabalhados podem até estar oficialmente “dentro” da escola, mas, subjetivamente, continuam do lado de fora. Uma escola que não escuta suas vozes corre o risco de ser apenas um prédio com gente dentro, e não um espaço de formação.
       Direito à educação, portanto, não se esgota na matrícula ou na lista de chamada preenchida. Significa assegurar acesso, permanência e aprendizagem em condições dignas, para pessoas diferentes, em realidades variadas. Entre o discurso bonito dos documentos e o cotidiano nem sempre bonito das salas de aula, há um trabalho silencioso e contínuo que define se a vaga é um número em uma planilha ou uma oportunidade real de transformar vidas.
Fonte: BANCA EXAMINADORA
Quando o autor afirma que “é preciso incluir aqueles que historicamente foram deixados de fora”, ele se refere, entre outros, a
 

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4034675 Ano: 2026
Disciplina: Serviço Social
Banca: CETREDE
Orgão: Pref. Caridade-CE
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Diante do relato de um estudante sobre agressões sofridas em casa, o cuidador deve adotar procedimentos de proteção e cuidado, sendo adequada a ação que
 

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4034674 Ano: 2026
Disciplina: Serviço Social
Banca: CETREDE
Orgão: Pref. Caridade-CE
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Ao visitar um Centro de Referência Especializado de Assistência Social, o cuidador precisa compreender seu papel na proteção de direitos, assim sendo
 

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4034673 Ano: 2026
Disciplina: Serviço Social
Banca: CETREDE
Orgão: Pref. Caridade-CE
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Em reunião no Centro de Referência de Assistência Social sobre o acompanhamento de um estudante, a atuação do cuidador, alinhada ao SUAS, é a que
 

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4034671 Ano: 2026
Disciplina: Serviço Social
Banca: CETREDE
Orgão: Pref. Caridade-CE
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A Proteção Social Especial, também inserida no Sistema Único de Assistência Social, lida com violações de direitos que exigem acompanhamento mais intenso. Em relação a programas, projetos e serviços a Proteção Social Especial,
 

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4034670 Ano: 2026
Disciplina: Serviço Social
Banca: CETREDE
Orgão: Pref. Caridade-CE
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Na Proteção Social Básica do SUAS, o cuidador deve conhecer seus serviços, projetos e benefícios. A Proteção Social Básica do SUAS,
 

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4034669 Ano: 2026
Disciplina: Serviço Social
Banca: CETREDE
Orgão: Pref. Caridade-CE
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Observando o Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos marque a afirmação CORRETA.
 

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4034668 Ano: 2026
Disciplina: Serviço Social
Banca: CETREDE
Orgão: Pref. Caridade-CE
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Em formação continuada sobre violência contra crianças, o cuidador deve demonstrar compreensão sobre proteção e rede de encaminhamento, sendo adequada a ação que
 

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4033050 Ano: 2026
Disciplina: Serviço Social
Banca: COTEC
Orgão: Pref. Jequitaí-MG
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O financiamento das políticas sociais no Brasil é marcado por tensões entre a garantia de direitos e o ajuste fiscal neoliberal. O fundo público desempenha um papel central na reprodução do capital e no financiamento da seguridade social. Acerca do fundo público e orçamento social, preencha com V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas:

( ) O fundo público é constituído exclusivamente por doações de entidades filantrópicas e organismos internacionais, sem participação de tributos pagos pela classe trabalhadora.
( ) A Desvinculação de Receitas da União (DRU) permite ao governo desviar parte dos recursos que seriam destinados à Seguridade Social para o pagamento de juros da dívida pública.
( ) O orçamento da Seguridade Social é composto por receitas provenientes das contribuições sociais (como COFINS e CSLL) e de recursos dos entes federados.
( ) No capitalismo contemporâneo, o fundo público é utilizado apenas para o financiamento de políticas sociais, não havendo aporte de recursos para o setor financeiro ou produtivo privado.

Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA dos itens acima, de cima para baixo:
 

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