Paciente de 38 anos, com hidradenite supurativa severa
(grau III de Hurley) na região perineal e glútea há 10
anos, apresenta múltiplos trajetos fistulosos, abscessos
recidivantes e fibrose extensa, com importante limitação
funcional e dor refratária ao tratamento clínico máximo
(incluindo antibióticos prolongados e terapia biológica).
Qual a abordagem cirúrgica de escolha para controle da
doença a longo prazo?
Um homem de 25 anos é trazido ao pronto-socorro vítima
de atropelamento. À admissão, ele está consciente, mas
agitado. Seus sinais vitais são: PA: 100 x 60 mmHg,
FC: 135 bpm, FR: 28 irpm, SpO2
: 92%. O exame físico
revela extremidades frias e pegajosas, um abdome
distendido e doloroso, e uma fratura exposta de fêmur
esquerdo. Após 30 minutos, o paciente torna-se sonolento, sua PA cai para 80 x 40 mmHg e sua FC sobe para
150 bpm, mantendo extremidades frias.
A rápida deterioração clínica desse paciente é uma manifestação clássica de um ciclo fisiopatológico conhecido
como tríade letal do trauma.
Assinale a alternativa que apresenta corretamente os
três componentes inter-relacionados dessa tríade.
Homem de 28 anos, vítima de facada em hemitórax
direito, chega ao pronto-socorro com dor torácica, dispneia e saturação de O2
em 84%. Após estabilização inicial, é submetido à drenagem pleural com saída de sangue. Poucos minutos após o término do procedimento, o
paciente volta a apresentar queda da saturação e piora
da dispneia.
A figura a seguir ilustra o sistema de drenagem utilizado:
Qual é o erro representado na montagem do sistema de
drenagem torácica que justifica a falha do procedimento?
Paciente do sexo masculino, 55 anos, chega ao ambulatório queixando-se de saliência e desconforto na região
lombar esquerda, que se torna mais evidente quando ele
carrega peso. Ao exame físico, com o paciente em ortosta-se, observa-se uma protrusão de aproximadamente
3 cm na região lombar superior. A saliência reduz-se
espontaneamente com o decúbito dorsal. O paciente não
tem histórico de cirurgias prévias.
Considerando a localização anatômica e a apresentação clínica, qual é o diagnóstico mais provável e através
de qual estrutura anatômica específica essa hérnia se
manifesta?
Um paciente foi submetido a fechamento de parede
abdominal após ficar dias com abdome aberto para controle de danos devido a um trauma abdominal complexo.
No segundo dia de pós-operatório na UTI, ele apresenta
piora progressiva, com aumento da demanda por noradrenalina. A mensuração da pressão intra-abdominal
(PIA) é de 28 mmHg. O paciente está oligúrico, com
acidose metabólica e requer níveis crescentes de PEEP
para manter a oxigenação. O ecocardiograma à beira do
leito mostra uma redução significativa no débito cardíaco.
A hipertensão intra-abdominal (HIA) grave, conforme
documentada nesse caso, desencadeia uma série de
efeitos sistêmicos. Assinale a alternativa que apresenta corretamente a relação fisiopatológica entre a HIA e as disfunções orgânicas
observadas.
Um homem de 30 anos é trazido ao pronto-socorro vítima de ferimento por arma branca. O orifício de entrada
localiza-se no 9o
espaço intercostal esquerdo, na linha
hemiclavicular. À admissão, ele está taquicárdico
(FC: 120 bpm), hipotenso (PA: 85 x 50 mmHg) e taquipneico (FR: 28 irpm). O abdome está doloroso e timpânico
à percussão. A ausculta cardíaca revela bulhas hipofonéticas. Foi instalado um dreno de tórax no 5o
EIA, linha axilar média, com drenagem inicial de 1.500 mL de sangue.
Diante do quadro de instabilidade hemodinâmica e da
localização do ferimento, qual a conduta imediata mais
adequada?
Paciente de 25 anos é admitido com história de diarreia
sanguinolenta, urgência evacuatória e dor abdominal
cólica há 4 meses. Foi submetido à colonoscopia, que
revelou mucosa friável, com múltiplas úlceras aftoides e
áreas de mucosa saudável entre as lesões, acometendo
o íleo terminal e o cólon ascendente. O cólon esquerdo
e o reto estavam poupados. O laudo histopatológico descreve inflamação transmural focal e granulomas epitelioides não caseosos. Com base nos achados endoscópicos e histopatológicos,
qual é o diagnóstico mais provável?
Paciente de 65 anos, sexo masculino, é admitido com
história de obstipação progressiva há 4 semanas, evoluindo para parada total da eliminação de gases e fezes
há 3 dias, associada à dor abdominal em cólica e distensão. Mantém-se estável clinicamente e sem peritonite. Ao
toque retal, identifica-se uma massa endurecida e estenosante e intransponível a 5 cm da margem anal. A tomografia de abdome confirma um tumor retal extraperitoneal
inferior causando obstrução, com distensão de todo o
cólon (da região retossigmoide ao ceco), mas com alças
delgadas sem dilatação. Sem pneumoperitônio. Não há
evidências de metástases à distância.
Paciente de 35 anos relata epigastralgia e pirose há um
mês. Foi submetido à endoscopia digestiva alta, que identificou um segmento de mucosa de aspecto colunar, cor
salmão, no esôfago distal, com extensão máxima inferior
a 1 cm acima da transição esofagogástrica. O resultado
histopatológico das biópsias evidencia metaplasia intestinal sem displasia.
Considerando os achados endoscópicos e histológicos,
qual é a conduta mais adequada?
Paciente do sexo masculino, 58 anos, com histórico de
cirrose hepática etílica (child-pugh B), MELD 17, hipertensão portal e varizes esofágicas de grosso calibre, é
admitido no pronto-socorro com hematêmese maciça.
A endoscopia digestiva alta confirma sangramento ativo
de varizes esofágicas, sendo realizado tratamento com
ligadura elástica com sucesso inicial. O paciente teve
outros episódios semelhantes nos últimos meses. Apesar
da terapia vasoativa contínua e antibioticoterapia, o
paciente apresenta ressangramento em menos de
48 horas após o controle inicial.
Qual é a próxima conduta de escolha para o controle do
sangramento nesse cenário?