Há, no Brasil, uma naturalização do fracasso escolar, fazendo com que a sociedade aceite que um perfil específico de estudante passe pela escola sem aprender, sendo reprovado diversas vezes até desistir. Essa situação já existia em 2019 e se agravou com a pandemia. “Essa cultura do fracasso escolar acaba por excluir sempre os mesmos estudantes, que já sofrem outras violações de direitos dentro e fora da escola”, explica Ítalo Dutra, chefe de educação do UNICEF no Brasil.
(Disponível em: https://www.unicef.org/brazil/comunicados-de-imprensa/cultura-do-fracasso-escolar-afeta-milhoes-de-estudantes-e-desigualdade- se-agrava-na-pandemia. Acesso em: 28/04/2022.)
É possível afirmar que se o aluno é obrigado à escola por força de Lei, a escola parece não ser obrigada ao aluno, que acredita cumprir a sua parte disponibilizando uma vaga, proporcionando-lhe, assim, o mesmo ponto de partida na escolarização, mas não cumpre seu papel social. Uma das explicações da problemática de fracasso escolar proposta por Magda Soares é encontrada na ideologia: