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382072 Ano: 2012
Disciplina: Direito Constitucional
Banca: FUNDATEC
Orgão: Câm. Porto Alegre-RS
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Considerando os termos da Lei Orgânica do Município de Porto Alegre, analise as seguintes afirmativas sobre as comissões da Câmara Municipal:

I. Todas as comissões serão temporárias.

II. Na constituição de cada comissão deverá ser observada a representação proporcional dos partidos políticos ou dos blocos parlamentares.

III. As comissões parlamentares de inquérito terão poderes próprios das autoridades judiciais.

Quais estão corretas?

 

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381103 Ano: 2012
Disciplina: Legislação Municipal
Banca: FUNDATEC
Orgão: Câm. Porto Alegre-RS
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Considerando os termos fixados pela Lei Complementar nº 611/2009, do Município de Porto Alegre, que dispõe sobre a elaboração, redação, alteração e consolidação das leis, analise as seguintes afirmações:
I. São atributos da lei a concisão, a simplicidade, a uniformidade, a imperatividade e a precisão.
II. A alteração de lei poderá ser feita mediante nova redação, acréscimo revogação de dispositivos.
III. Os projetos de consolidação não poderão conter alterações.
Quais estão corretas?
 

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379750 Ano: 2012
Disciplina: Português
Banca: FUNDATEC
Orgão: Câm. Porto Alegre-RS
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No dia que vem por aí
É difícil não sentir esperança. A vida parece ter sido feita para isso. Em vez de um tempo contínuo e inacabável, dentro do qual a nossa existência teria o ritmo dos bichos, habitamos um tempo fragmentado, dividido, que se encerra e recomeça por ciclos – de uma hora, de um dia, de um ano(b). Esses períodos definem a nossa existência e ajudam a dar sentido a ela. Eles fomentam a esperança.
Lembro de uma conversa, já antiga, em que alguém me explicava, do fundo de uma grande tristeza, o alento que recebia de cada manhã. “Hoje”, ela me disse, “eu posso ser totalmente diferente do que fui ontem, mudar a minha vida, mudar eu mesma e começar do zero. Cada novo dia me apresenta a possibilidade de ser outra pessoa e deixar a dor para trás.” Essa não é uma definição soberba(d) de estar vivo? Andamos tão presos ao passado que ignoramos a possibilidade de mudança embutida no futuro. Começar de novo é a maior delas – para todos nós.
Houve um tempo, quando criança, em que eu costumava me imaginar um homem feito. Teria 25 ou 30 anos, seria veterinário ou agrônomo, seria casado com uma mulher com cabelos de índia e olhos de jabuticaba e viveria, com ela e três filhos, numa casinha rural rodeada de colinas, com cerca de madeira e chaminé, como as crianças costumam desenhar. Nesse cenário idílico, que nunca se materializou, eu seria feliz, destemido e generoso, como os heróis dos livros. Sobretudo, eu estaria pronto, teria me tornado um adulto perfeito – e os adultos, toda criança sabe, não têm medos ou dúvidas.
Os anos se passaram e, a cada 12 meses, a criança que eu era se confronta com o adulto que eu sou. A conversa nem sempre é tranquila, mas é fundamental que ela aconteça. O cara que eu me tornei deve satisfações à criança que eu fui. Tem de lidar com os sonhos dela e com as ilusões que ela engendrava sobre o futuro. O homem tem de contar para o menino que as coisas não são como ele sonhava, que a gente não faz a vida exatamente como quer, mas que, nem por isso, deixamos de ser dignos e bons. É importante que a criança dentro de nós saiba, também, que nunca estamos realmente prontos, nunca crescemos inteiramente, e que as nossas dores – e essa é a pior parte da conversa – não somem quando ficamos adultos. Seguem conosco, mesmo não sendo parte de nós. São como espinhos na nossa carne(e), e é preciso arrancá-los. Existe, afinal, a esperança de viver sem eles no ano que vem, na semana que vem, amanhã(b).
A moça com cabelos de índia e olhos de jabuticaba tomou outras formas ao longo do tempo. Foi loira, teve olhos castanhos, cabelos crespos. Mas, em cada mulher real, havia algo da Eva infantil, primordial, que eu procurava como se fosse uma resposta absoluta. Aí há outra complexidade que o menino não previra. Parece não haver uma mulher na nossa história, mas várias. Parece não haver uma única resposta, uma única possibilidade. Também nesse terreno (o do amor), podemos tentar, recomeçar, sonhar, sofrer – ter alegrias e surpresas, enormes.
Então, eu penso, que venha o Ano Novo.
Que venham os velhos e novos amigos. Que o amor encontre o seu lugar na nossa vida e que saibamos reconhecê-lo, preservá-lo ou deixá-lo morrer, quando for preciso. Que o ano nos traga coragem para fazer coisas novas, coragem também para lidar com as coisas antigas que deixamos de lado. Que neste ano a gente se encontre – uns aos outros e a nós mesmos – de um jeito que produza mudança e transformação. Sem auto-indulgência, sem auto-piedade, sem mi-mi-mi. Que 2012 venha para alegrar a criança que fomos e nos ajudar a sermos os adultos que merecemos ser – no novo ano, na próxima semana, no dia que vem por aí.
(Fonte: Ivan Martins – Revista Época – 28/12/11 – disponível em www.revistaepoca.com.br – adaptação)
Assinale a alternativa INCORRETA sobre o significado de expressões retiradas do texto.
 

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378211 Ano: 2012
Disciplina: Português
Banca: FUNDATEC
Orgão: Câm. Porto Alegre-RS
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No dia que vem por aí
É difícil não sentir esperança. A vida parece ter sido feita para isso. Em vez de um tempo contínuo e inacabável, dentro do qual a nossa existência teria o ritmo dos bichos, habitamos um tempo fragmentado, dividido, que se encerra e recomeça por ciclos – de uma hora, de um dia, de um ano. Esses períodos definem a nossa existência e ajudam a dar sentido a ela. Eles fomentam a esperança.
Lembro de uma conversa, já antiga, em que alguém me explicava, do fundo de uma grande tristeza, o alento que recebia de cada manhã. “Hoje”, ela me disse, “eu posso ser totalmente diferente do que fui ontem, mudar a minha vida, mudar eu mesma e começar do zero. Cada novo dia me apresenta a possibilidade de ser outra pessoa e deixar a dor para trás.” Essa não é uma definição soberba de estar vivo? Andamos tão presos ao passado que ignoramos a possibilidade de mudança embutida no futuro. Começar de novo é a maior delas – para todos nós.
Houve um tempo, quando criança, em que eu costumava me imaginar um homem feito. Teria 25 ou 30 anos, seria veterinário ou agrônomo, seria casado com uma mulher com cabelos de índia e olhos de jabuticaba e viveria, com ela e três filhos, numa casinha rural rodeada de colinas, com cerca de madeira e chaminé, como as crianças costumam desenhar. Nesse cenário idílico, que nunca se materializou, eu seria feliz, destemido e generoso, como os heróis dos livros. Sobretudo, eu estaria pronto, teria me tornado um adulto perfeito – e os adultos, toda criança sabe, não têm medos ou dúvidas.
Os anos se passaram e, a cada 12 meses, a criança que eu era se confronta com o adulto que eu sou. A conversa nem sempre é tranquila, mas é fundamental que ela aconteça. O cara que eu me tornei deve satisfações à criança que eu fui. Tem de lidar com os sonhos dela e com as ilusões que ela engendrava sobre o futuro. O homem tem de contar para o menino que as coisas não são como ele sonhava, que a gente não faz a vida exatamente como quer, mas que, nem por isso, deixamos de ser dignos e bons. É importante que a criança dentro de nós saiba, também, que nunca estamos realmente prontos, nunca crescemos inteiramente, e que as nossas dores – e essa é a pior parte da conversa – não somem quando ficamos adultos. Seguem conosco, mesmo não sendo parte de nós. São como espinhos na nossa carne, e é preciso arrancá-los. Existe, afinal, a esperança de viver sem eles no ano que vem, na semana que vem, amanhã.
A moça com cabelos de índia e olhos de jabuticaba tomou outras formas ao longo do tempo. Foi loira, teve olhos castanhos, cabelos crespos. Mas, em cada mulher real, havia algo da Eva infantil, primordial, que eu procurava como se fosse uma resposta absoluta. Aí há outra complexidade que o menino não previra. Parece não haver uma mulher na nossa história, mas várias. Parece não haver uma única resposta, uma única possibilidade. Também nesse terreno (o do amor), podemos tentar, recomeçar, sonhar, sofrer – ter alegrias e surpresas, enormes.
Então, eu penso, que venha o Ano Novo.
Que venham os velhos e novos amigos. Que o amor encontre o seu lugar na nossa vida e que saibamos reconhecê-lo, preservá-lo ou deixá-lo morrer, quando for preciso. Que o ano nos traga coragem para fazer coisas novas, coragem também para lidar com as coisas antigas que deixamos de lado. Que neste ano a gente se encontre – uns aos outros e a nós mesmos – de um jeito que produza mudança e transformação. Sem auto-indulgência, sem auto-piedade, sem mi-mi-mi. Que 2012 venha para alegrar a criança que fomos e nos ajudar a sermos os adultos que merecemos ser – no novo ano, na próxima semana, no dia que vem por aí.
(Fonte: Ivan Martins – Revista Época – 28/12/11 – disponível em www.revistaepoca.com.br – adaptação)
Considerando as relações semânticas estabelecidas pelos nexos linguísticos, analise as assertivas a seguir:
I. A oração “Andamos tão presos ao passado que ignoramos...” expressa uma relação de consequência.
II. Na linha 17, em “a gente não faz a vida exatamente como quer”, a relação é de conformidade e poderíamos substituir a conjunção “como” por “consoante”, fazendo as necessárias alterações, sem prejuízo da relação semântica.
III. A oração reduzida “mesmo não sendo parte de nós.” tem uma relação de condição com sua oração principal e poderia ser expandida para “contanto que fosse parte de nós”.
Quais estão corretas?
 

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372900 Ano: 2012
Disciplina: Português
Banca: FUNDATEC
Orgão: Câm. Porto Alegre-RS
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O lado bom do fim do mundo
Na hora da virada, muita gente veio me desejar um feliz 2012 rindo da lenda (será?) de que o mundo finalmente iria acabar, então seria melhor enfiar o pé na jaca, fazer tudo o que se tem vontade e dar um adeus definitivo às convenções. Como não foi marcado nenhum dia para esse cataclisma, ele pode acontecer em fevereiro — no meio do Carnaval, o que seria de péssimo gosto — em agosto, novembro ou 12.12.2012 — são muitas as especulações, mas ninguém sabe mesmo ao certo a data exata desse aguardado acontecimento.
Ficamos naquela ansiedade de não acreditar que uma coisa horrorosa como essa estaria para acontecer, mas, no fundo, no fundo, todo mundo tem uma pulguinha atrás da orelha: por que, durante tantos séculos, as pessoas acreditaram que o fim se daria em 2012? Alguns dizem que a culpa é o calendário maia, que não marcaria os anos depois de 2012; outros, de Nostradamus.
Já ouvi alguém dizer que o mundo acabaria mesmo em 2022, ano em que um tal cometa se colidiria com a Terra. Seria uma grande pena que começassem a acreditar nessa história, porque ando achando divertido viver como se fosse o último ano — e olha que ele mal começou.
Se o mundo vai acabar, para que continuar aquele casamento meia-boca ou seguir abrindo mão de pães e doces em nome da duríssima dieta de água e alface? E para que guardar na conta aquele dinheiro que pagaria as tão sonhadas férias em Bali ou Miami? Miami é modo de dizer, porque ninguém merece, às vésperas do fim do mundo, sair do Brasil para continuar nele.
Nesses últimos dias que nos restam, eu não perderia meu tempo colocando para fora todos os sapos que tivemos que engolir ao longo dos outros anos. Sempre imaginei que teria vontade de “dizer umas verdades” para certas pessoas, mas, definitivamente, o tempo é curto para dar espaço à raiva, à mágoa e ao ressentimento. Na contagem regressiva, esqueci essas criaturas, que alívio.
Como tudo pode ir para os ares amanhã ou depois, por que não dizer de uma vez por todas à pessoa amada como ela é importante para você, que seu coração para cada vez que você a vê, que você nunca imaginou que fosse amar tanto alguém do que jeito que a amou — enfim, dizer essas coisas que fariam qualquer um sair correndo em dias normais, em que o mundo não acaba? Como não teríamos mais tempo para fazer joguinhos de ama-escorrega, a verdade do coração poderia ser revelada nua e cruamente, sem grandes danos para o futuro, que, aliás, não existiria mais.
A vantagem do fim do mundo talvez não seja fazer tudo aquilo de que se tem vontade, até porque, provavelmente, a polícia e as autoridades tomariam medidas enérgicas e cercariam as casas e as fronteiras para colocar uma certa ordem no Apocalipse. O lado bom é poder, finalmente, dizer o que se sente, porque o ser humano pode ter inventado a Internet, a pílula e o foguete, mas ainda não resolveu seu maior medo, que, ao contrário do que se pensa por aí, não é o de morrer.
É o medo de não ser amado.
(Fonte: Bruno Astuto – Revista Época – 01/01/12 – disponível em www.revistaepoca.com.br)
Considerando o emprego correto dos sinais de pontuação, analise as assertivas a seguir, assinalando V, para as verdadeiras, e F, para as falsas:
( ) O emprego dos travessões na linha 03, assim como na linha 09, deve-se à separação de expressões de caráter explicativo, e estes sinais de pontuação poderiam ser substituídos por vírgulas, sem prejuízo da correção gramatical.
( ) O emprego do ponto e vírgula na linha 07 deve-se à separação de orações em um período composto.
( ) O emprego do travessão na linha 18 deve-se à separação de orações em um período composto.
( ) O uso das aspas na linha 15 deve-se ao emprego de expressão formal, divergente do tom coloquial do texto.
A sequência correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
 

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371369 Ano: 2012
Disciplina: Direito Constitucional
Banca: FUNDATEC
Orgão: Câm. Porto Alegre-RS
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Nos termos fixados pela Lei Orgânica do Município de Porto Alegre, o processo legislativo compreende a elaboração de:

 

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371310 Ano: 2012
Disciplina: Português
Banca: FUNDATEC
Orgão: Câm. Porto Alegre-RS
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No dia que vem por aí
É difícil não sentir esperança. A vida parece ter sido feita para isso. Em vez de um tempo contínuo e inacabável, dentro do qual a nossa existência teria o ritmo dos bichos, habitamos um tempo fragmentado, dividido, que se encerra e recomeça por ciclos – de uma hora, de um dia, de um ano. Esses períodos definem a nossa existência e ajudam a dar sentido a ela. Eles fomentam a esperança.
Lembro de uma conversa, já antiga, em que alguém me explicava, do fundo de uma grande tristeza, o alento que recebia de cada manhã. “Hoje”, ela me disse, “eu posso ser totalmente diferente do que fui ontem, mudar a minha vida, mudar eu mesma e começar do zero. Cada novo dia me apresenta a possibilidade de ser outra pessoa e deixar a dor para trás.” Essa não é uma definição soberba de estar vivo? Andamos tão presos ao passado que ignoramos a possibilidade de mudança embutida no futuro. Começar de novo é a maior delas – para todos nós.
Houve um tempo, quando criança, em que eu costumava me imaginar um homem feito. Teria 25 ou 30 anos, seria veterinário ou agrônomo, seria casado com uma mulher com cabelos de índia e olhos de jabuticaba e viveria, com ela e três filhos, numa casinha rural rodeada de colinas, com cerca de madeira e chaminé, como as crianças costumam desenhar. Nesse cenário idílico, que nunca se materializou, eu seria feliz, destemido e generoso, como os heróis dos livros. Sobretudo, eu estaria pronto, teria me tornado um adulto perfeito – e os adultos, toda criança sabe, não têm medos ou dúvidas.
Os anos se passaram e, a cada 12 meses, a criança que eu era se confronta com o adulto que eu sou. A conversa nem sempre é tranquila, mas é fundamental que ela aconteça. O cara que eu me tornei deve satisfações à criança que eu fui. Tem de lidar com os sonhos dela e com as ilusões que ela engendrava sobre o futuro. O homem tem de contar para o menino que as coisas não são como ele sonhava, que a gente não faz a vida exatamente como quer, mas que, nem por isso, deixamos de ser dignos e bons. É importante que a criança dentro de nós saiba, também, que nunca estamos realmente prontos, nunca crescemos inteiramente, e que as nossas dores – e essa é a pior parte da conversa – não somem quando ficamos adultos. Seguem conosco, mesmo não sendo parte de nós. São como espinhos na nossa carne, e é preciso arrancá-los. Existe, afinal, a esperança de viver sem eles no ano que vem, na semana que vem, amanhã.
A moça com cabelos de índia e olhos de jabuticaba tomou outras formas ao longo do tempo. Foi loira, teve olhos castanhos, cabelos crespos. Mas, em cada mulher real, havia algo da Eva infantil, primordial, que eu procurava como se fosse uma resposta absoluta. Aí há outra complexidade que o menino não previra. Parece não haver uma mulher na nossa história, mas várias. Parece não haver uma única resposta, uma única possibilidade. Também nesse terreno (o do amor), podemos tentar, recomeçar, sonhar, sofrer – ter alegrias e surpresas, enormes.
Então, eu penso, que venha o Ano Novo.
Que venham os velhos e novos amigos. Que o amor encontre o seu lugar na nossa vida e que saibamos reconhecê-lo, preservá-lo ou deixá-lo morrer, quando for preciso. Que o ano nos traga coragem para fazer coisas novas, coragem também para lidar com as coisas antigas que deixamos de lado. Que neste ano a gente se encontre – uns aos outros e a nós mesmos – de um jeito que produza mudança e transformação. Sem auto-indulgência, sem auto-piedade, sem mi-mi-mi. Que 2012 venha para alegrar a criança que fomos e nos ajudar a sermos os adultos que merecemos ser – no novo ano, na próxima semana, no dia que vem por aí.
(Fonte: Ivan Martins – Revista Época – 28/12/11 – disponível em www.revistaepoca.com.br – adaptação)
Assinale a alternativa cujo vocábulo NÃO poderia substituir a forma verbal “engendrava”, pois acarretaria alteração do sentido original do texto.
 

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371271 Ano: 2012
Disciplina: Direito Constitucional
Banca: FUNDATEC
Orgão: Câm. Porto Alegre-RS
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Considerando os termos da Lei Orgânica do Município de Porto Alegre, analise as seguintes afirmativas:

I. A lei especificará os cargos e funções cujos ocupantes, ao assumi-los e deixá-los, devem declarar os bens que compõem seu patrimônio, sendo vedado estender esta exigência aos detentores de funções diretivas e empregos da administração indireta.

II. A lei não poderá autorizar a contratação de pessoal por tempo determinado.

III. A lei reservará percentual de cargos e empregos públicos para as pessoas portadoras de deficiência e definirá os critérios de sua admissão.

Quais estão corretas?

 

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371212 Ano: 2012
Disciplina: Português
Banca: FUNDATEC
Orgão: Câm. Porto Alegre-RS
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No dia que vem por aí
É difícil não sentir esperança. A vida parece ter sido feita para isso. Em vez de um tempo contínuo e inacabável, dentro do qual a nossa existência teria o ritmo dos bichos, habitamos um tempo fragmentado, dividido, que se encerra e recomeça por ciclos – de uma hora, de um dia, de um ano. Esses períodos definem a nossa existência e ajudam a dar sentido a ela. Eles fomentam a esperança.
Lembro de uma conversa, já antiga, em que alguém me explicava, do fundo de uma grande tristeza, o alento que recebia de cada manhã. “Hoje”, ela me disse, “eu posso ser totalmente diferente do que fui ontem, mudar a minha vida, mudar eu mesma e começar do zero. Cada novo dia me apresenta a possibilidade de ser outra pessoa e deixar a dor para trás.” Essa não é uma definição soberba de estar vivo? Andamos tão presos ao passado que ignoramos a possibilidade de mudança embutida no futuro. Começar de novo é a maior delas – para todos nós.
Houve um tempo, quando criança, em que eu costumava me imaginar um homem feito. Teria 25 ou 30 anos, seria veterinário ou agrônomo, seria casado com uma mulher com cabelos de índia e olhos de jabuticaba e viveria, com ela e três filhos, numa casinha rural rodeada de colinas, com cerca de madeira e chaminé, como as crianças costumam desenhar. Nesse cenário idílico, que nunca se materializou, eu seria feliz, destemido e generoso, como os heróis dos livros. Sobretudo, eu estaria pronto, teria me tornado um adulto perfeito – e os adultos, toda criança sabe, não têm medos ou dúvidas.
Os anos se passaram e, a cada 12 meses, a criança que eu era se confronta com o adulto que eu sou. A conversa nem sempre é tranquila, mas é fundamental que ela aconteça. O cara que eu me tornei deve satisfações à criança que eu fui. Tem de lidar com os sonhos dela e com as ilusões que ela engendrava sobre o futuro. O homem tem de contar para o menino que as coisas não são como ele sonhava, que a gente não faz a vida exatamente como quer, mas que, nem por isso, deixamos de ser dignos e bons. É importante que a criança dentro de nós saiba, também, que nunca estamos realmente prontos, nunca crescemos inteiramente, e que as nossas dores – e essa é a pior parte da conversa – não somem quando ficamos adultos. Seguem conosco, mesmo não sendo parte de nós. São como espinhos na nossa carne, e é preciso arrancá-los. Existe, afinal, a esperança de viver sem eles no ano que vem, na semana que vem, amanhã.
A moça com cabelos de índia e olhos de jabuticaba tomou outras formas ao longo do tempo. Foi loira, teve olhos castanhos, cabelos crespos. Mas, em cada mulher real, havia algo da Eva infantil, primordial, que eu procurava como se fosse uma resposta absoluta. Aí há outra complexidade que o menino não previra. Parece não haver uma mulher na nossa história, mas várias. Parece não haver uma única resposta, uma única possibilidade. Também nesse terreno (o do amor), podemos tentar, recomeçar, sonhar, sofrer – ter alegrias e surpresas, enormes.
Então, eu penso, que venha o Ano Novo.
Que venham os velhos e novos amigos. Que o amor encontre o seu lugar na nossa vida e que saibamos reconhecê-lo, preservá-lo ou deixá-lo morrer, quando for preciso. Que o ano nos traga coragem para fazer coisas novas, coragem também para lidar com as coisas antigas que deixamos de lado. Que neste ano a gente se encontre – uns aos outros e a nós mesmos – de um jeito que produza mudança e transformação. Sem auto-indulgência, sem auto-piedade, sem mi-mi-mi. Que 2012 venha para alegrar a criança que fomos e nos ajudar a sermos os adultos que merecemos ser – no novo ano, na próxima semana, no dia que vem por aí.
(Fonte: Ivan Martins – Revista Época – 28/12/11 – disponível em www.revistaepoca.com.br – adaptação)
Analise as assertivas a seguir a respeito do emprego dos pronomes.
I. Na linha 20, em “arrancá-los”, o pronome é colocado em posição enclítica, em virtude da presença de um infinitivo não flexionado.
II. Em “a esperança de viver sem eles”, caso substituíssemos “viver” por “perder”, poderíamos empregar o pronome “lhes” em posição enclítica.
III. Em “Que o ano nos traga”, o pronome “nos” poderia, de acordo com a norma culta, ser utilizado em posição enclítica, sem prejuízo da correção gramatical.
Quais estão corretas?
 

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370695 Ano: 2012
Disciplina: Português
Banca: FUNDATEC
Orgão: Câm. Porto Alegre-RS
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O lado bom do fim do mundo
Na hora da virada, muita gente veio me desejar um feliz 2012 rindo da lenda (será?) de que o mundo finalmente iria acabar, então seria melhor enfiar o pé na jaca, fazer tudo o que se tem vontade e dar um adeus definitivo às convenções. Como não foi marcado nenhum dia para esse cataclisma, ele pode acontecer em fevereiro — no meio do Carnaval, o que seria de péssimo gosto — em agosto, novembro ou 12.12.2012 — são muitas as especulações, mas ninguém sabe mesmo ao certo a data exata desse aguardado acontecimento.
Ficamos naquela ansiedade de não acreditar(a) que uma coisa horrorosa como essa estaria para acontecer, mas, no fundo, no fundo, todo mundo tem uma pulguinha atrás da orelha: por que, durante tantos séculos, as pessoas acreditaram que o fim se daria em 2012? Alguns dizem que a culpa é o calendário maia, que não marcaria os anos depois de 2012; outros, de Nostradamus.
Já ouvi alguém dizer que o mundo acabaria mesmo em 2022, ano em que um tal cometa se colidiria com a Terra. Seria uma grande pena que começassem a acreditar nessa história, porque ando achando divertido viver como se fosse o último ano — e olha que ele mal começou.
Se o mundo vai acabar, para que continuar aquele casamento meia-boca ou seguir abrindo mão de pães e doces em nome da duríssima dieta de água e alface? E para que guardar na conta aquele dinheiro que pagaria as tão sonhadas férias em Bali ou Miami? Miami é modo de dizer, porque ninguém merece, às vésperas do fim do mundo, sair do Brasil para continuar nele.
Nesses últimos dias que nos restam, eu não perderia meu tempo colocando para fora todos os sapos que tivemos que engolir ao longo dos outros anos. Sempre imaginei que teria vontade de “dizer umas verdades” para certas pessoas, mas, definitivamente, o tempo é curto para dar espaço à raiva, à mágoa e ao ressentimento. Na contagem regressiva, esqueci essas criaturas, que alívio.
Como tudo pode ir para os ares amanhã ou depois, por que não dizer de uma vez por todas à pessoa amada como ela é importante para você, que seu coração para cada vez que você a vê, que você nunca imaginou que fosse amar tanto alguém do que jeito que a amou — enfim, dizer essas coisas que fariam qualquer um sair correndo em dias normais, em que o mundo não acaba? Como não teríamos mais tempo para fazer joguinhos de ama-escorrega(b), a verdade do coração poderia ser revelada nua e cruamente, sem grandes danos para o futuro(c), que, aliás, não existiria mais.
A vantagem do fim do mundo talvez não seja fazer tudo aquilo de que se tem vontade(d), até porque, provavelmente, a polícia e as autoridades tomariam medidas enérgicas e cercariam as casas e as fronteiras para colocar uma certa ordem no Apocalipse. O lado bom é poder, finalmente, dizer o que se sente, porque o ser humano pode ter inventado a Internet, a pílula e o foguete, mas ainda não resolveu seu maior medo, que, ao contrário do que se pensa por aí, não é o de morrer.
É o medo de não ser amado(e).
(Fonte: Bruno Astuto – Revista Época – 01/01/12 – disponível em www.revistaepoca.com.br)
Assinale a alternativa cujos termos sublinhados NÃO exercem a função de complemento nominal.
 

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