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1503414 Ano: 2019
Disciplina: Português
Banca: Col.Mil. Curitiba
Orgão: Col.Mil. Curitiba

Leia o texto II e responda aos itens de 5 a 13.


Texto II


"Que tempo lazarento: como o clima explica o curitibano"

01 Choveu tanto aqui

Que até caiu

Outro pingo no ï

(Álvaro Posselt, poeta curitibano, em um inspirado haikai sobre o clima da cidade)

05 Falar do tempo em Curitiba não é só uma forma de puxar papo. De dizer algo quando não se

tem nada a dizer. É item de primeira necessidade. Tomando emprestado o bordão de uma rádio, aqui,

“em 20 minutos, tudo pode mudar”. Levo ou não o guarda-chuva? Tenho de seguir o conselho de

mamãe: pegar o casaquinho para sair no sereno? Em se tratando de Curitiba, sempre é útil perguntar:

vai fazer sol? Ou será que vai chover?

10 Se bem que essa pergunta é retórica. Vai chover. Sempre chove. Pelo menos nesses tempos. E

que tempo la-za-ren-to! O tempo úmido e instável talvez explique Curitiba e sua gente. Afinal, ele é

tão ou mais curitibano que o lazarento. O termo, a expressão idiomática, que fique claro.

Tanto quanto a vina, o penal, o loki, o piá, a japona e os daís que usamos para encadear as boas histórias.

Tá bom, as ruins também.

15 Mas voltemos ao tempo. Nosso clima é mesmo lazarento. Um punhadinho de dias de sol num

mês inteiro?! Em pleno verão?! Tá de brincadeira?! A verdade é que a gente nem devia reclamar. Já

tínhamos de estar acostumados. Sempre foi assim.

Duvida? Em 2014, para promover as delícias do país tropical abençoado por Deus (e atrair

estrangeiros para a Copa do Mundo), a Embratur lançou uma ferramenta on-line para mostrar

20 quantos dias de sol por ano fazia em cada cidade do planeta. A ideia era mostrar como o Brasil era

ensolarado. Mas deu ruim. Pelo menos por aqui. Curitiba ficou atrás até de Londres. Veja bem: da

Londres mundialmente famosa pelo seu clima… sem querer ofender… lazarento! Pior para nós: de

cada três dias, apenas um tem céu completamente aberto na capital das araucárias.

Tenho para mim que o cacique Tindiquera era um gozador. Pudera: o índio entregaria assim

25 de mão beijada as suas melhores terras para o homem branco? Reza a lenda que foi ele que guiou os

portugueses desbravadores do Primeiro Planalto, escolheu um local, fincou uma estaca no chão, e

disse: “É aqui! Construam sua cidade aqui”. E deve ter pensado, rindo: “Perdeu, cara-pálida”.

Agora já era. Aqui está Curitiba, erguida ao redor daquela estaca. Em meio àquele brejo.

Bafejada pela umidade do mar que sobe a serra e vira nuvem. Na esquina onde o vento faz a curva e

30 se dão os encontros furtivos das frentes frias com o ar amazônico. Resumo da ópera-bufa: chuva e

umidade sobre nossas cabeças.

E por falar em bufa, lembrei-me dos bufos. Traduzindo da terminologia zoológica: sapos.

Curitiba foi conhecida por muito tempo como Sapolândia, a terra dos sapos. Darwin explica:

adaptação evolutiva ao ambiente. Um ambiente, no nosso caso, „pra" lá de úmido. Paraíso dos

35 batráquios. E até há não muito tempo, eles pulavam aos montes nos quintais das casas. Cada família

tinha o seu bufo de estimação.

Porém, a cidade foi crescendo e ficando metida demais para se orgulhar da velha alcunha. E os

sapos sumiram. Mas não é que dia desses, em meio a um dos dilúvios que nos acometeram neste

verão molhado, um senhor bufo pensou que a Rua XV tinha voltado a ser um aprazível banhado e

40 reapareceu todo faceiro em pleno calçadão? Senhor sapo, obrigado por nos lembrar o que Curitiba é

em essência: água. Muita água.

Não tem jeito mesmo. Queiramos ou não, isso nos afeta. “Eu sou eu e minha circunstância”, já

dizia Ortega y Gasset. E nossa circunstância é a umidade inevitável. Mas talvez até tenha um lado bom. Chuvinha:

bom para ficar em casa. Quem sabe não seja por isso que o curitibano é um sujeito

45 tão família, tão apegado aos seus.

Alguém pode contrapor: “Nada a ver; nosso clima é úmido e o curitibano é seco”. É o que

muitos dizem. Pode ser que seja a lei da compensação. Mas também dizem que isso está mudando.

Como o tempo.

Talvez o mais certo seja dizer que somos como nosso clima. Não, lazarentos, não! Se bem que

50 tem uns lazarentos por aí… Mas isso não vem ao caso. O fato é que por vezes somos fechados, como

o tempo. Mas, do mesmo jeito que por trás das nuvens do céu curitibano há um sol (acreditem, ele

existe!), atrás da nossa fama de antipáticos se esconde o calor humano."

"Viram? Não é que em Curitiba falar do tempo não é só um jeito de dizer algo quando não se

tem nada a dizer? E, aproveitando que vocês ainda estão aí, digam-me uma coisa: será que hoje vai

55 chover?"


Fernando Martins


Adaptado. Disponível em:< https://www.gazetadopovo.com.br/vozes/fernando-martins/que-tempolazarento-como-o-clima-explica-o-curitibano/> Acesso em 10 outubro 2019.

De acordo com o texto II e levando em consideração os vocábulos destacados no texto – lazarento (linha 12), vina, penal, loki, piá, japona, daís (linha 13) – marque a assertiva correta.

 

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1503413 Ano: 2019
Disciplina: Português
Banca: Col.Mil. Curitiba
Orgão: Col.Mil. Curitiba

Leia o texto II e responda aos itens de 5 a 13.


Texto II


"Que tempo lazarento: como o clima explica o curitibano"

01 Choveu tanto aqui

Que até caiu

Outro pingo no ï

(Álvaro Posselt, poeta curitibano, em um inspirado haikai sobre o clima da cidade)

05 Falar do tempo em Curitiba não é só uma forma de puxar papo. De dizer algo quando não se

tem nada a dizer. É item de primeira necessidade. Tomando emprestado o bordão de uma rádio, aqui,

“em 20 minutos, tudo pode mudar”. Levo ou não o guarda-chuva? Tenho de seguir o conselho de

mamãe: pegar o casaquinho para sair no sereno? Em se tratando de Curitiba, sempre é útil perguntar:

vai fazer sol? Ou será que vai chover?

10 Se bem que essa pergunta é retórica. Vai chover. Sempre chove. Pelo menos nesses tempos. E

que tempo la-za-ren-to! O tempo úmido e instável talvez explique Curitiba e sua gente. Afinal, ele é

tão ou mais curitibano que o lazarento. O termo, a expressão idiomática, que fique claro.

Tanto quanto a vina, o penal, o loki, o piá, a japona e os daís que usamos para encadear as boas histórias.

Tá bom, as ruins também.

15 Mas voltemos ao tempo. Nosso clima é mesmo lazarento. Um punhadinho de dias de sol num

mês inteiro?! Em pleno verão?! Tá de brincadeira?! A verdade é que a gente nem devia reclamar. Já

tínhamos de estar acostumados. Sempre foi assim.

Duvida? Em 2014, para promover as delícias do país tropical abençoado por Deus (e atrair

estrangeiros para a Copa do Mundo), a Embratur lançou uma ferramenta on-line para mostrar

20 quantos dias de sol por ano fazia em cada cidade do planeta. A ideia era mostrar como o Brasil era

ensolarado. Mas deu ruim. Pelo menos por aqui. Curitiba ficou atrás até de Londres. Veja bem: da

Londres mundialmente famosa pelo seu clima… sem querer ofender… lazarento! Pior para nós: de

cada três dias, apenas um tem céu completamente aberto na capital das araucárias.

Tenho para mim que o cacique Tindiquera era um gozador. Pudera: o índio entregaria assim

25 de mão beijada as suas melhores terras para o homem branco? Reza a lenda que foi ele que guiou os

portugueses desbravadores do Primeiro Planalto, escolheu um local, fincou uma estaca no chão, e

disse: “É aqui! Construam sua cidade aqui”. E deve ter pensado, rindo: “Perdeu, cara-pálida”.

Agora já era. Aqui está Curitiba, erguida ao redor daquela estaca. Em meio àquele brejo.

Bafejada pela umidade do mar que sobe a serra e vira nuvem. Na esquina onde o vento faz a curva e

30 se dão os encontros furtivos das frentes frias com o ar amazônico. Resumo da ópera-bufa: chuva e

umidade sobre nossas cabeças.

E por falar em bufa, lembrei-me dos bufos. Traduzindo da terminologia zoológica: sapos.

Curitiba foi conhecida por muito tempo como Sapolândia, a terra dos sapos. Darwin explica:

adaptação evolutiva ao ambiente. Um ambiente, no nosso caso, „pra" lá de úmido. Paraíso dos

35 batráquios. E até há não muito tempo, eles pulavam aos montes nos quintais das casas. Cada família

tinha o seu bufo de estimação.

Porém, a cidade foi crescendo e ficando metida demais para se orgulhar da velha alcunha. E os

sapos sumiram. Mas não é que dia desses, em meio a um dos dilúvios que nos acometeram neste

verão molhado, um senhor bufo pensou que a Rua XV tinha voltado a ser um aprazível banhado e

40 reapareceu todo faceiro em pleno calçadão? Senhor sapo, obrigado por nos lembrar o que Curitiba é

em essência: água. Muita água.

Não tem jeito mesmo. Queiramos ou não, isso nos afeta. “Eu sou eu e minha circunstância”, já

dizia Ortega y Gasset. E nossa circunstância é a umidade inevitável. Mas talvez até tenha um lado bom. Chuvinha:

bom para ficar em casa. Quem sabe não seja por isso que o curitibano é um sujeito

45 tão família, tão apegado aos seus.

Alguém pode contrapor: “Nada a ver; nosso clima é úmido e o curitibano é seco”. É o que

muitos dizem. Pode ser que seja a lei da compensação. Mas também dizem que isso está mudando.

Como o tempo.

Talvez o mais certo seja dizer que somos como nosso clima. Não, lazarentos, não! Se bem que

50 tem uns lazarentos por aí… Mas isso não vem ao caso. O fato é que por vezes somos fechados, como

o tempo. Mas, do mesmo jeito que por trás das nuvens do céu curitibano há um sol (acreditem, ele

existe!), atrás da nossa fama de antipáticos se esconde o calor humano."

"Viram? Não é que em Curitiba falar do tempo não é só um jeito de dizer algo quando não se

tem nada a dizer? E, aproveitando que vocês ainda estão aí, digam-me uma coisa: será que hoje vai

55 chover?"


Fernando Martins


Adaptado. Disponível em:< https://www.gazetadopovo.com.br/vozes/fernando-martins/que-tempolazarento-como-o-clima-explica-o-curitibano/> Acesso em 10 outubro 2019.

Assinale a afirmativa que descreve uma das principais ideias defendidas no texto II.

 

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1503412 Ano: 2019
Disciplina: Português
Banca: Col.Mil. Curitiba
Orgão: Col.Mil. Curitiba

Leia o texto I e responda aos itens de 1 a 4.


Texto I

A menina e a tempestade

01 A garota costumava caminhar todos os dias até a escola. Uma tarde de tempestade, ela

começou a demorar muito; os ventos sopravam cada vez com mais força, os trovões e raios

sacudiam a vizinhança.

A mãe, preocupada, telefonou para a escola, e informaram que a menina já havia saído.

05 Ao ver que ela não chegava, colocou uma capa de chuva, e saiu – imaginando que a filha

devia estar paralisada de medo, escondida talvez na casa de um vizinho, chorando, e esperando

a tempestade passar.

Para sua tranquilidade, assim que dobrou a esquina, viu a menina andando lentamente

em direção a casa; mas parava cada vez que caía um raio, olhava para o céu, e sorria.

10 A mãe chegou correndo, colocou a menina debaixo de sua capa, e perguntou por que ela

tinha demorado tanto.

“Você não está vendo os flashes?”, disse a criança. “Deus está tirando fotos de mim”.



Paulo Coelho

Disponível em:<http://g1.globo.com/platb/paulocoelho/2010/07/08/a-menina-e-a-tempestade/> Acesso em 10 Outubro 2019.

O fragmento “Ao ver que ela não chegava, colocou uma capa de chuva, e saiu – imaginando que a filha devia estar paralisada de medo, escondida talvez na casa de um vizinho, chorando, esperando a tempestade passar.” (linhas 5 - 7) apresenta:

 

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1503411 Ano: 2019
Disciplina: Português
Banca: Col.Mil. Curitiba
Orgão: Col.Mil. Curitiba

Leia o texto I e responda aos itens de 1 a 4.


Texto I

A menina e a tempestade

01 A garota costumava caminhar todos os dias até a escola. Uma tarde de tempestade, ela

começou a demorar muito; os ventos sopravam cada vez com mais força, os trovões e raios

sacudiam a vizinhança.

A mãe, preocupada, telefonou para a escola, e informaram que a menina já havia saído.

05 Ao ver que ela não chegava, colocou uma capa de chuva, e saiu – imaginando que a filha

devia estar paralisada de medo, escondida talvez na casa de um vizinho, chorando, e esperando

a tempestade passar.

Para sua tranquilidade, assim que dobrou a esquina, viu a menina andando lentamente

em direção a casa; mas parava cada vez que caía um raio, olhava para o céu, e sorria.

10 A mãe chegou correndo, colocou a menina debaixo de sua capa, e perguntou por que ela

tinha demorado tanto.

“Você não está vendo os flashes?”, disse a criança. “Deus está tirando fotos de mim”.



Paulo Coelho

Disponível em:<http://g1.globo.com/platb/paulocoelho/2010/07/08/a-menina-e-a-tempestade/> Acesso em 10 Outubro 2019.

Leia os fragmentos do texto I a seguir:

I. “Ao ver que ela não chegava” (linha 5)

II. “imaginando que a filha devia estar paralisada de medo” (linhas 5-6)

III. “assim que dobrou a esquina” (linha 8)

IV. “mas parava cada vez que caía um raio” (linha 9)

V. “e perguntou por que ela tinha demorado tanto”. (linhas 10-11)

Quais fragmentos possuem elementos coesivos em negrito de mesmo valor do destacado em:

“[...] informaram que a menina já havia saído” (linha 4)?

 

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1503410 Ano: 2019
Disciplina: Português
Banca: Col.Mil. Curitiba
Orgão: Col.Mil. Curitiba

Leia o texto I e responda aos itens de 1 a 4.


Texto I

A menina e a tempestade

01 A garota costumava caminhar todos os dias até a escola. Uma tarde de tempestade, ela

começou a demorar muito; os ventos sopravam cada vez com mais força, os trovões e raios

sacudiam a vizinhança.

A mãe, preocupada, telefonou para a escola, e informaram que a menina já havia saído.

05 Ao ver que ela não chegava, colocou uma capa de chuva, e saiu – imaginando que a filha

devia estar paralisada de medo, escondida talvez na casa de um vizinho, chorando, e esperando

a tempestade passar.

Para sua tranquilidade, assim que dobrou a esquina, viu a menina andando lentamente

em direção a casa; mas parava cada vez que caía um raio, olhava para o céu, e sorria.

10 A mãe chegou correndo, colocou a menina debaixo de sua capa, e perguntou por que ela

tinha demorado tanto.

“Você não está vendo os flashes?”, disse a criança. “Deus está tirando fotos de mim”.



Paulo Coelho

Disponível em:<http://g1.globo.com/platb/paulocoelho/2010/07/08/a-menina-e-a-tempestade/> Acesso em 10 Outubro 2019.

Com base no texto I, marque a alternativa que melhor expressa a conclusão do texto.

 

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1503409 Ano: 2019
Disciplina: Português
Banca: Col.Mil. Curitiba
Orgão: Col.Mil. Curitiba

Leia o texto I e responda aos itens de 1 a 4.


Texto I

A menina e a tempestade

01 A garota costumava caminhar todos os dias até a escola. Uma tarde de tempestade, ela

começou a demorar muito; os ventos sopravam cada vez com mais força, os trovões e raios

sacudiam a vizinhança.

A mãe, preocupada, telefonou para a escola, e informaram que a menina já havia saído.

05 Ao ver que ela não chegava, colocou uma capa de chuva, e saiu – imaginando que a filha

devia estar paralisada de medo, escondida talvez na casa de um vizinho, chorando, e esperando

a tempestade passar.

Para sua tranquilidade, assim que dobrou a esquina, viu a menina andando lentamente

em direção a casa; mas parava cada vez que caía um raio, olhava para o céu, e sorria.

10 A mãe chegou correndo, colocou a menina debaixo de sua capa, e perguntou por que ela

tinha demorado tanto.

“Você não está vendo os flashes?”, disse a criança. “Deus está tirando fotos de mim”.



Paulo Coelho

Disponível em:<http://g1.globo.com/platb/paulocoelho/2010/07/08/a-menina-e-a-tempestade/> Acesso em 10 Outubro 2019.

O texto I apresenta um fato ocorrido sob as perspectivas da mãe e da filha. Em relação à impressão das duas personagens, as palavras que melhor expressam a reação da mãe e da filha, respectivamente, são:

 

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1503408 Ano: 2019
Disciplina: Português
Banca: Col.Mil. Curitiba
Orgão: Col.Mil. Curitiba
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Leia o texto III e responda os itens de 14 a 18.

Texto III

William Kamkwamba e o sonho de construir um moinho de vento

01___William Kamkwamba é o nome de um verdadeiro vencedor. Nascido no Malawi, país da África

Oriental, passou a infância apenas naquela terra, sem nunca ter tido contato com nenhuma

tecnologia como celulares, computadores, internet, sequer energia elétrica. Porém, com muita

determinação e empenho, William construiu uma máquina que mudou sua vida e de toda a

05 comunidade.

William foi criado em uma família com 7 crianças, sendo ele o único menino. Era uma família

muito pobre e todos eram camponeses. Plantavam milho, sendo por meio dessa monocultura que

conseguiam o seu pouco sustento. Porém, em 2001, houve uma seca terrível, acabando com a

10 plantação e ocasionando uma grande temporada de fome na região.

Esse período gerou problemas para o estudo de William. No Malawi, a partir do segundo dia de

aula é preciso pagar matrícula, e a falta de dinheiro ocasionada pela seca e fome o obrigaram a sair

da escola. Contudo, ele estava determinado a continuar aprendendo e, mesmo sem dinheiro para

frequentar aulas, com a ajuda de uma professora, começou a pegar livros emprestados da

15 biblioteca da escola. Adorava, principalmente, os de ciência, especificamente sobre física. Não

possuía domínio da língua inglesa, então, apenas analisava os diagramas e figuras para aprender as

palavras ao redor. Foi assim que sua vida mudou.

Lendo um livro chamado Using Energy, William aprendeu sobre a tecnologia do moinho, que

pode gerar eletricidade a partir do bombeamento de água. Ele percebeu que bombear água

20 significa irrigação e irrigação era uma defesa contra a fome que o povo de Malawi estava

passando. Determinado, ele disse: “Vou construir um moinho sozinho!”. Apesar da euforia e da

pouca idade, apenas 14 anos, percebeu que não tinha os materiais necessários para tal. Foi até um

PVC, um quadro e um dínamo de bicicleta.

25___Começou a construção. Todos em Malawi o achavam louco, inclusive sua mãe, e tentavam

desencorajá-lo. Porém, o sonho de levar eletricidade e irrigação para seu povo ia além dos limites

racionais e continuou a montagem. Quando finalizada, acendeu uma lâmpada, depois quatro, com

interruptores e até um disjuntor. Os moradores da região faziam fila em sua casa para conhecer o

invento, depois vieram os jornalistas, palestras ao redor do mundo e a criação de um projeto

30 chamado Moving Windmills Project para mobilizar a comunidade internacional a levar projetos

sociais e investimentos para seu país.

Em 2008, William foi convidado para estudar na African Leadership Academy, uma

universidade cujo objetivo é preparar os líderes africanos do futuro. A história desse rapaz está

registrada no filme “O menino que descobriu o vento”, da NetFlix, e nos diz muito sobre

35 motivação, não desistir de nossos sonhos, mesmo que as adversidades sejam de uma proporção

incrível em relação a todas as oportunidades.

Texto adaptado. Disponível em: https://www.techtudo.com.br/artigos/noticia/2010/12/william-kamkwamba-e-o-sonho-de-construir-um-moinho-de-vento.html Acesso em 21 Agosto de 2019.

Acerca do texto III, analise os itens a seguir:

I. Em: “Contudo, ele estava determinado...” (linha 12), o termo em destaque expressa oposição em relação ao fragmento anterior e poderia ser substituído por “todavia”.

II. Em: “Não possuía domínio da língua inglesa, então, apenas analisava...” (linhas 14-15), é possível substituir o conectivo em destaque por “por isso”, uma vez que ambos expressam uma conclusão de um fragmento anterior.

III. Em: “Ele percebeu que bombear água significa irrigação” (linhas 18-19), o termo em destaque refere-se a William.

IV. Em: “Todos em Malawi o achavam louco, inclusive sua mãe, e tentavam desencorajá-lo.” (linhas 24- 25), os dois termos destacados referem-se a William e são empregados a fim de evitar a repetição de seu nome.

V. Em: “Quando finalizada, acendeu uma lâmpada” (linha 26), o termo em destaque tem valor condicional e pode ser substituído, com as devidas adaptações, pelo conectivo “se”.

Selecione a alternativa que contém o(s) item(ns) considerado(s) incorreto(s).

 

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Questão presente nas seguintes provas
1503407 Ano: 2019
Disciplina: Português
Banca: Col.Mil. Curitiba
Orgão: Col.Mil. Curitiba
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Leia o texto II e responda os itens de 8 a 13.

O texto a seguir é uma narração sobre Nya, uma menina do Sul do Sudão, um país africano. Leia-o.

Texto II


Uma longa caminhada até a água

01___A ida era fácil. Na ida, o grande pote de plástico continha apenas ar. Alta para os seus 11 anos, Nya

podia trocar a alça de uma mão para outra, balançar o pote ao seu lado, ou agarrá-lo com os dois braços.

Podia até mesmo arrastá-lo atrás de si, provocando solavancos no chão e levantando uma pequena

nuvem de poeira a cada passo.

05___Havia pouco peso na ida. Havia apenas calor. Era provável que ela levasse metade da manhã se não

parasse no caminho. Calor. Tempo. E espinhos.

Havia sempre tanta vida em volta da lagoa: outras pessoas, principalmente mulheres e meninas que

vinham encher seus próprios potes; muitos tipos de pássaros, o bater das asas, trinados e gorjeios;

rebanhos de gado conduzidos aos bons pastos pelos garotos que cuidavam deles.

10___Nya pegou a cuia que estava amarrada à alça do pote plástico. Desamarrou-a, enfiou-a na água

lamacenta marrom e bebeu. Foram necessárias duas cuias cheias para refrescá-la.

Ela encheu o pote até a boca. Depois voltou a amarrar a cuia no lugar e tirou do bolso a almofadinha

de pano circular. A almofadinha foi posta no alto de sua cabeça, seguida pelo pesado pote de água, que

ela manteria no lugar com uma das mãos.

15___Com a água equilibrada na cabeça e o pé ferido por um espinho, Nya sabia que voltar para casa

levaria mais tempo do que chegar ali. Mas ela estaria lá por volta do meio-dia, se tudo corresse bem.

Quando finalmente chegou, a mãe de Nya pegou o pote plástico de sua mão e derramou toda a água

em três grandes jarros. [...] Tendo ficado em casa apenas o tempo suficiente para comer, Nya faria agora

sua segunda viagem à lagoa. Ida e volta, ida e volta, quase um dia inteiro só caminhando. Essa era a

20 rotina dela durante sete meses do ano. Diariamente. Todo santo dia.

Havia um grande lago a três dias de caminhada da aldeia de Nya. Todo ano, quando as chuvas

cessavam e a lagoa perto da aldeia secava, a família dela mudava-se de casa para um acampamento

perto desse grande lago.

Devido a brigas frequentes, a família de Nya não morava perto do lago o ano todo. A tribo Nuer

25 brigava com a rival Dinka por causa das terras em volta do lago. Homens e meninos eram feridos e até

mesmo mortos quando os dois grupos entravam em choque. Então Nya e o resto de sua aldeia viviam

junto ao lago apenas durante os cinco meses da estação seca, quando as tribos estavam ocupadas demais

em sobreviver e as disputas diminuíam com frequência.

A tarefa de Nya no acampamento era a mesma que em casa: ir buscar água. Com as mãos, ela cavava um

30 buraco que ficasse tão fundo quanto o comprimento do seu braço. medida que cavava, o barro

ficava mais e mais úmido, até que a água começava a escorrer no fundo do buraco.

A água que enchia o buraco era suja, mais lama que líquido. Ela levava um longo tempo para encher

algumas cuias. Nya ficava agachada junto ao buraco, esperando.

Esperando pela água. Ali, por horas a cada vez. E todo dia durante cinco longos meses, até que as

35 chuvas voltassem a cair e ela e sua família pudessem retornar para casa.


Adaptado. PARK, Linda Sue. Uma longa caminhada até a água. Tradução de George Schlesinger. São Paulo: Editora WMF Martins Fontes, 2016.

Releia o seguinte fragmento:

“A ida era fácil. Na ida, o grande pote de plástico continha apenas ar.” (linha 1)

Elementos coesivos são usados a fim de evitar a repetição de palavras ou expressões em um texto. Com base na afirmação, sabe-se que esses períodos poderiam ser resumidos em um só.

Realizando as adequações necessárias, qual conector substitui a expressão adverbial “na ida” sem que haja alteração das relações lógico-discursivas presentes no fragmento?

 

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Questão presente nas seguintes provas
1503406 Ano: 2019
Disciplina: Português
Banca: Col.Mil. Curitiba
Orgão: Col.Mil. Curitiba
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Leia o texto II e responda os itens de 8 a 13.

O texto a seguir é uma narração sobre Nya, uma menina do Sul do Sudão, um país africano. Leia-o.

Texto II


Uma longa caminhada até a água

01___A ida era fácil. Na ida, o grande pote de plástico continha apenas ar. Alta para os seus 11 anos, Nya

podia trocar a alça de uma mão para outra, balançar o pote ao seu lado, ou agarrá-lo com os dois braços.

Podia até mesmo arrastá-lo atrás de si, provocando solavancos no chão e levantando uma pequena

nuvem de poeira a cada passo.

05___Havia pouco peso na ida. Havia apenas calor. Era provável que ela levasse metade da manhã se não

parasse no caminho. Calor. Tempo. E espinhos.

Havia sempre tanta vida em volta da lagoa: outras pessoas, principalmente mulheres e meninas que

vinham encher seus próprios potes; muitos tipos de pássaros, o bater das asas, trinados e gorjeios;

rebanhos de gado conduzidos aos bons pastos pelos garotos que cuidavam deles.

10___Nya pegou a cuia que estava amarrada à alça do pote plástico. Desamarrou-a, enfiou-a na água

lamacenta marrom e bebeu. Foram necessárias duas cuias cheias para refrescá-la.

Ela encheu o pote até a boca. Depois voltou a amarrar a cuia no lugar e tirou do bolso a almofadinha

de pano circular. A almofadinha foi posta no alto de sua cabeça, seguida pelo pesado pote de água, que

ela manteria no lugar com uma das mãos.

15___Com a água equilibrada na cabeça e o pé ferido por um espinho, Nya sabia que voltar para casa

levaria mais tempo do que chegar ali. Mas ela estaria lá por volta do meio-dia, se tudo corresse bem.

Quando finalmente chegou, a mãe de Nya pegou o pote plástico de sua mão e derramou toda a água

em três grandes jarros. [...] Tendo ficado em casa apenas o tempo suficiente para comer, Nya faria agora

sua segunda viagem à lagoa. Ida e volta, ida e volta, quase um dia inteiro só caminhando. Essa era a

20 rotina dela durante sete meses do ano. Diariamente. Todo santo dia.

Havia um grande lago a três dias de caminhada da aldeia de Nya. Todo ano, quando as chuvas

cessavam e a lagoa perto da aldeia secava, a família dela mudava-se de casa para um acampamento

perto desse grande lago.

Devido a brigas frequentes, a família de Nya não morava perto do lago o ano todo. A tribo Nuer

25 brigava com a rival Dinka por causa das terras em volta do lago. Homens e meninos eram feridos e até

mesmo mortos quando os dois grupos entravam em choque. Então Nya e o resto de sua aldeia viviam

junto ao lago apenas durante os cinco meses da estação seca, quando as tribos estavam ocupadas demais

em sobreviver e as disputas diminuíam com frequência.

A tarefa de Nya no acampamento era a mesma que em casa: ir buscar água. Com as mãos, ela cavava um

30 buraco que ficasse tão fundo quanto o comprimento do seu braço. medida que cavava, o barro

ficava mais e mais úmido, até que a água começava a escorrer no fundo do buraco.

A água que enchia o buraco era suja, mais lama que líquido. Ela levava um longo tempo para encher

algumas cuias. Nya ficava agachada junto ao buraco, esperando.

Esperando pela água. Ali, por horas a cada vez. E todo dia durante cinco longos meses, até que as

35 chuvas voltassem a cair e ela e sua família pudessem retornar para casa.


Adaptado. PARK, Linda Sue. Uma longa caminhada até a água. Tradução de George Schlesinger. São Paulo: Editora WMF Martins Fontes, 2016.

Releia os seguintes fragmentos:

“Calor. Tempo. E espinhos.” (linha 6)

“Essa era a rotina dela durante sete meses do ano. Diariamente. Todo santo dia.” (linhas 19-20)

O ponto-final foi empregado com a finalidade de:

I. marcar o final das frases.

II. separar elementos de uma lista, pois há uma série de emoções citadas.

III. auxiliar a intenção do autor de dar ênfase aos elementos citados.

IV. introduzir a explicação do enunciado anterior.

Completa corretamente o enunciado o contido em:

 

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1503405 Ano: 2019
Disciplina: Português
Banca: Col.Mil. Curitiba
Orgão: Col.Mil. Curitiba
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Leia o texto II e responda os itens de 8 a 13.

O texto a seguir é uma narração sobre Nya, uma menina do Sul do Sudão, um país africano. Leia-o.

Texto II


Uma longa caminhada até a água

01___A ida era fácil. Na ida, o grande pote de plástico continha apenas ar. Alta para os seus 11 anos, Nya

podia trocar a alça de uma mão para outra, balançar o pote ao seu lado, ou agarrá-lo com os dois braços.

Podia até mesmo arrastá-lo atrás de si, provocando solavancos no chão e levantando uma pequena

nuvem de poeira a cada passo.

05___Havia pouco peso na ida. Havia apenas calor. Era provável que ela levasse metade da manhã se não

parasse no caminho. Calor. Tempo. E espinhos.

Havia sempre tanta vida em volta da lagoa: outras pessoas, principalmente mulheres e meninas que

vinham encher seus próprios potes; muitos tipos de pássaros, o bater das asas, trinados e gorjeios;

rebanhos de gado conduzidos aos bons pastos pelos garotos que cuidavam deles.

10___Nya pegou a cuia que estava amarrada à alça do pote plástico. Desamarrou-a, enfiou-a na água

lamacenta marrom e bebeu. Foram necessárias duas cuias cheias para refrescá-la.

Ela encheu o pote até a boca. Depois voltou a amarrar a cuia no lugar e tirou do bolso a almofadinha

de pano circular. A almofadinha foi posta no alto de sua cabeça, seguida pelo pesado pote de água, que

ela manteria no lugar com uma das mãos.

15___Com a água equilibrada na cabeça e o pé ferido por um espinho, Nya sabia que voltar para casa

levaria mais tempo do que chegar ali. Mas ela estaria lá por volta do meio-dia, se tudo corresse bem.

Quando finalmente chegou, a mãe de Nya pegou o pote plástico de sua mão e derramou toda a água

em três grandes jarros. [...] Tendo ficado em casa apenas o tempo suficiente para comer, Nya faria agora

sua segunda viagem à lagoa. Ida e volta, ida e volta, quase um dia inteiro só caminhando. Essa era a

20 rotina dela durante sete meses do ano. Diariamente. Todo santo dia.

Havia um grande lago a três dias de caminhada da aldeia de Nya. Todo ano, quando as chuvas

cessavam e a lagoa perto da aldeia secava, a família dela mudava-se de casa para um acampamento

perto desse grande lago.

Devido a brigas frequentes, a família de Nya não morava perto do lago o ano todo. A tribo Nuer

25 brigava com a rival Dinka por causa das terras em volta do lago. Homens e meninos eram feridos e até

mesmo mortos quando os dois grupos entravam em choque. Então Nya e o resto de sua aldeia viviam

junto ao lago apenas durante os cinco meses da estação seca, quando as tribos estavam ocupadas demais

em sobreviver e as disputas diminuíam com frequência.

A tarefa de Nya no acampamento era a mesma que em casa: ir buscar água. Com as mãos, ela cavava um

30 buraco que ficasse tão fundo quanto o comprimento do seu braço. medida que cavava, o barro

ficava mais e mais úmido, até que a água começava a escorrer no fundo do buraco.

A água que enchia o buraco era suja, mais lama que líquido. Ela levava um longo tempo para encher

algumas cuias. Nya ficava agachada junto ao buraco, esperando.

Esperando pela água. Ali, por horas a cada vez. E todo dia durante cinco longos meses, até que as

35 chuvas voltassem a cair e ela e sua família pudessem retornar para casa.


Adaptado. PARK, Linda Sue. Uma longa caminhada até a água. Tradução de George Schlesinger. São Paulo: Editora WMF Martins Fontes, 2016.

Acerca do texto II, analise as assertivas abaixo.

I. Os pronomes “seu”, em – “seu lado”, e “o”, em “ou agarrá-lo” – (linha 2) são, respectivamente, possessivo e pessoal oblíquo e ambos se referem ao mesmo termo.

II. “Desamarrou-a, enfiou-a na água...”, os termos em destaque (linha 10), referem-se à palavra “cuia”.

III. “A almofadinha foi posta no alto de sua cabeça, seguida pelo pesado pote de água, que ela manteria no lugar com uma das mãos” (linhas 13-14) os termos em destaque referem-se à personagem Nya.

IV. Nya faria agora sua segunda viagem à lagoa.” (linhas 18-19) – o termo em destaque refere-se à “viagem”.

Assinale a alternativa que contém a numeração das assertivas corretas.

 

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