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Foram encontradas 76 questões.

1438944 Ano: 2015
Disciplina: Direito Constitucional
Banca: FUNDATEC
Orgão: CRA-RS
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De acordo com o Art. 153, da Constituição Federal, é de competência da União instituir impostos. Assinale a alternativa que NÃO está de acordo com o referido artigo.

 

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1438943 Ano: 2015
Disciplina: Direito Constitucional
Banca: FUNDATEC
Orgão: CRA-RS
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Com relação ao Art. 8º, da Constituição Federal, que versa sobre a livre associação profissional ou sindical, analise as seguintes assertivas:

I. Cabe ao sindicato a defesa dos direitos e interesses coletivos ou individuais da categoria, com exceção das questões judiciais e administrativas.

II. Não é obrigatória a participação dos sindicatos nas negociações coletivas de trabalho.

III. O aposentado filiado tem direito a votar e ser votado nas organizações sindicais.

IV. Ninguém será obrigado a filiar-se. Entretanto, se ocorrer filiação, deverá manter-se filiado por no mínimo dois anos.

Quais estão corretas?

 

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1438942 Ano: 2015
Disciplina: Informática
Banca: FUNDATEC
Orgão: CRA-RS
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Tratando-se do editor de textos Microsoft Word 2013 (Português), existe um atalho para abrir a aba “Substituir” da janela “Localizar e substituir”. Trata-se da tecla (ou teclas concomitantes):

 

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1438941 Ano: 2015
Disciplina: Informática
Banca: FUNDATEC
Orgão: CRA-RS
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Para responder às questões 15 a 18, considere a Figura 02.


enunciado 1438941-1

Figura 02: Utilização do Microsoft Excel 2013.

Qual seria o resultado da fórmula =MÉDIA(J2:K13)?

 

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1438940 Ano: 2015
Disciplina: Informática
Banca: FUNDATEC
Orgão: CRA-RS
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Para a resolução das questões desta prova, considere os seguintes detalhes: (1) o mouse está configurado para uma pessoa que o utiliza com a mão direita (destro) e usa, com maior frequência, o botão esquerdo, que possui as funcionalidades de seleção ou de arrastar normal, entre outras. O botão da direita serve para ativar o menu de contexto ou de arrastar especial; (2) os botões do mouse estão devidamente configurados com a velocidade de duplo clique; (3) os programas utilizados nesta prova foram instalados com todas as suas configurações padrão, entretanto, caso tenham sido realizadas alterações que impactem a resolução da questão, elas serão alertadas no texto da questão ou mostradas visualmente, se necessário; (4) no enunciado e nas respostas de algumas questões, existem palavras que foram digitadas entre aspas, apenas para destacá-las. Nesse caso, para resolver as questões, desconsidere as aspas e atente somente para o texto propriamente dito; e (5) para resolver as questões desta prova considere, apenas, os recursos disponibilizados para os candidatos, tais como essas orientações, os textos introdutórios das questões, os enunciados propriamente ditos e os dados e informações disponíveis nas Figuras das questões, se houver.

Para responder às questões 13 e 14, observe a Figura 01.


enunciado 1438940-1

Figura 01: Utilização de CPU, memória, entre outros recursos – Windows 8.1 Pro (Obs.: O

título da janela foi retirado).

Com a janela (mostrada na Figura 01) ativa, o que ocorre se forem pressionadas, concomitantemente, as teclas Alt e F4?

 

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1438939 Ano: 2015
Disciplina: Português
Banca: FUNDATEC
Orgão: CRA-RS
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Instrução: As questões de números 01 a 10 referem-se ao texto abaixo.

Socorro, barata!

  1. Meu marido costuma perguntar-me: para onde estás olhando? Brinca que se uma manada
  2. de elefantes estiver marchando na calçada eu casualmente estarei reparando em alguma folhinha
  3. caída. Há uma exceção: tudo isso altera-se radicalmente quando o assunto é barata.
  4. A simples presença desse inseto dito inofensivo torna-me uma observadora ninja. Não há ruído
  5. dele que escape aos meus ouvidos apurados, e os olhos são capazes de visão noturna. Entre a
  6. percepção e o ataque de pânico costuma não haver lapso. Ondas de calafrios me percorrem e
  7. fico em pânico de que a barata me toque.
  8. Graças a essa fraqueza, sinto empatia com o drama dos pequenos, que gritam apavorados
  9. ao serem obrigados a aproximar-se do Papai Noel, de um cachorro ou do que for seu objeto
  10. fóbico. Isso acontece porque no começo da vida temos dificuldade de diferenciar onde termina o
  11. eu e começa o outro, assim como o que vem de dentro e de fora do corpo. Também nem sempre
  12. é fácil distinguir os adultos amorosos e confiáveis dos monstros. Já na escuridão, sentem-se
  13. diluídos, sem contornos, o que é fonte dos terrores noturnos. Para todos esses males, temer uma
  14. figura facilmente encontrável organiza a geografia do perigo, tornando-o mais passível de
  15. controle: se o medo se focar no cachorro da vizinha, que sempre late quando passamos, ou no
  16. Papai Noel de shopping, basta evitá-los e estaremos seguros. O pequeno apavorado não tira os
  17. olhos do monstro, mantendo-o na mira.
  18. Meu problema com as baratas é comum entre as mulheres que, tradicionalmente confinadas,
  19. partilharam o destino das crianças. A privacidade da casa era um não lugar, sua voz não fazia
  20. diferença, seu pensamento não era chamado a participar. Nunca sabiam bem quem eram, pois a
  21. identidade não vinha dali. Reinavam, mas num território de exílio dos homens públicos, em
  22. contato com a roupa suja dos patriarcas, em sentido real e figurado. Longe dos ritos sociais, que
  23. protegem e organizam o corpo e as ideias, convivendo com as fraquezas, doenças e vilanias dos
  24. que se bancam fortes e ________ lá fora, elas sentiam medo. A barata, forma __________ da
  25. sujeira imune mesmo à limpeza mais __________, é o pesadelo da mulher. Representa seu
  26. trabalho repetido de Sísifo, o castigo da sujeira invencível. Como todo objeto fóbico, deve ser
  27. próximo e assíduo.
  28. Frágeis como crianças, em seu mundo isento dos direitos civis e cheio de deveres servis, as
  29. fêmeas elegeram na barata um perigo que pode ser mapeado e combatido. Hoje isso não faria
  30. mais sentido, pois também somos uma figura pública, mas continuamos em pânico. Talvez ainda
  31. estejamos marcadas pelo longo período de dependência. Para mim, pelo menos, nada no mundo
  32. parece tão reconfortante quanto a paz que se instala uma vez que o monstro, de borco, cessa de
  33. espernear para sempre.

(Fonte: Zero Hora. Sábado, 3 de janeiro de 2015 – Adaptado. Disponível em:

http://wp.clicrbs.com.br/opiniaozh/page/2/?topo=13%2C1%2C1%2C%2C%2C13)

Na frase “Ondas de calafrios me percorrem e fico em pânico de que a barata me toque.” (l.06 e 07), o elemento coesivo e tem a função de unir:

 

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1438938 Ano: 2015
Disciplina: Português
Banca: FUNDATEC
Orgão: CRA-RS
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Instrução: As questões de números 01 a 10 referem-se ao texto abaixo.

Socorro, barata!

  1. Meu marido costuma perguntar-me: para onde estás olhando? Brinca que se uma manada
  2. de elefantes estiver marchando na calçada eu casualmente estarei reparando em alguma folhinha
  3. caída. Há uma exceção: tudo isso altera-se radicalmente quando o assunto é barata.
  4. A simples presença desse inseto dito inofensivo torna-me uma observadora ninja. Não há ruído
  5. dele que escape aos meus ouvidos apurados, e os olhos são capazes de visão noturna. Entre a
  6. percepção e o ataque de pânico costuma não haver lapso. Ondas de calafrios me percorrem e
  7. fico em pânico de que a barata me toque.
  8. Graças a essa fraqueza, sinto empatia com o drama dos pequenos, que gritam apavorados
  9. ao serem obrigados a aproximar-se do Papai Noel, de um cachorro ou do que for seu objeto
  10. fóbico. Isso acontece porque no começo da vida temos dificuldade de diferenciar onde termina o
  11. eu e começa o outro, assim como o que vem de dentro e de fora do corpo. Também nem sempre
  12. é fácil distinguir os adultos amorosos e confiáveis dos monstros. Já na escuridão, sentem-se
  13. diluídos, sem contornos, o que é fonte dos terrores noturnos. Para todos esses males, temer uma
  14. figura facilmente encontrável organiza a geografia do perigo, tornando-o mais passível de
  15. controle: se o medo se focar no cachorro da vizinha, que sempre late quando passamos, ou no
  16. Papai Noel de shopping, basta evitá-los e estaremos seguros. O pequeno apavorado não tira os
  17. olhos do monstro, mantendo-o na mira.
  18. Meu problema com as baratas é comum entre as mulheres que, tradicionalmente confinadas,
  19. partilharam o destino das crianças. A privacidade da casa era um não lugar, sua voz não fazia
  20. diferença, seu pensamento não era chamado a participar. Nunca sabiam bem quem eram, pois a
  21. identidade não vinha dali. Reinavam, mas num território de exílio dos homens públicos, em
  22. contato com a roupa suja dos patriarcas, em sentido real e figurado. Longe dos ritos sociais, que
  23. protegem e organizam o corpo e as ideias, convivendo com as fraquezas, doenças e vilanias dos
  24. que se bancam fortes e ________ lá fora, elas sentiam medo. A barata, forma __________ da
  25. sujeira imune mesmo à limpeza mais __________, é o pesadelo da mulher. Representa seu
  26. trabalho repetido de Sísifo, o castigo da sujeira invencível. Como todo objeto fóbico, deve ser
  27. próximo e assíduo.
  28. Frágeis como crianças, em seu mundo isento dos direitos civis e cheio de deveres servis, as
  29. fêmeas elegeram na barata um perigo que pode ser mapeado e combatido. Hoje isso não faria
  30. mais sentido, pois também somos uma figura pública, mas continuamos em pânico. Talvez ainda
  31. estejamos marcadas pelo longo período de dependência. Para mim, pelo menos, nada no mundo
  32. parece tão reconfortante quanto a paz que se instala uma vez que o monstro, de borco, cessa de
  33. espernear para sempre.

(Fonte: Zero Hora. Sábado, 3 de janeiro de 2015 – Adaptado. Disponível em:

http://wp.clicrbs.com.br/opiniaozh/page/2/?topo=13%2C1%2C1%2C%2C%2C13)

Relacione a Coluna 1 com a Coluna 2, a respeito do emprego da vírgula e de suas ocorrências no texto.

Coluna 1

1. Linha 05.

2. Linha 12.

3. Linha 13 (primeira ocorrência).

4. Linha 30 (primeira ocorrência).

Coluna 2

( ) Separa orações coordenadas.

( ) Separa orações subordinadas.

( ) Separa uma oração adverbial deslocada.

( ) Separa termos de mesmo valor sintático.

A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:

 

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1438937 Ano: 2015
Disciplina: Português
Banca: FUNDATEC
Orgão: CRA-RS
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Instrução: As questões de números 01 a 10 referem-se ao texto abaixo.

Socorro, barata!

  1. Meu marido costuma perguntar-me: para onde estás olhando? Brinca que se uma manada
  2. de elefantes estiver marchando na calçada eu casualmente estarei reparando em alguma folhinha
  3. caída. Há uma exceção: tudo isso altera-se radicalmente quando o assunto é barata.
  4. A simples presença desse inseto dito inofensivo torna-me uma observadora ninja. Não há ruído
  5. dele que escape aos meus ouvidos apurados, e os olhos são capazes de visão noturna. Entre a
  6. percepção e o ataque de pânico costuma não haver lapso. Ondas de calafrios me percorrem e
  7. fico em pânico de que a barata me toque.
  8. Graças a essa fraqueza, sinto empatia com o drama dos pequenos, que gritam apavorados
  9. ao serem obrigados a aproximar-se do Papai Noel, de um cachorro ou do que for seu objeto
  10. fóbico. Isso acontece porque no começo da vida temos dificuldade de diferenciar onde termina o
  11. eu e começa o outro, assim como o que vem de dentro e de fora do corpo. Também nem sempre
  12. é fácil distinguir os adultos amorosos e confiáveis dos monstros. Já na escuridão, sentem-se
  13. diluídos, sem contornos, o que é fonte dos terrores noturnos. Para todos esses males, temer uma
  14. figura facilmente encontrável organiza a geografia do perigo, tornando-o mais passível de
  15. controle: se o medo se focar no cachorro da vizinha, que sempre late quando passamos, ou no
  16. Papai Noel de shopping, basta evitá-los e estaremos seguros. O pequeno apavorado não tira os
  17. olhos do monstro, mantendo-o na mira.
  18. Meu problema com as baratas é comum entre as mulheres que, tradicionalmente confinadas,
  19. partilharam o destino das crianças. A privacidade da casa era um não lugar, sua voz não fazia
  20. diferença, seu pensamento não era chamado a participar. Nunca sabiam bem quem eram, pois a
  21. identidade não vinha dali. Reinavam, mas num território de exílio dos homens públicos, em
  22. contato com a roupa suja dos patriarcas, em sentido real e figurado. Longe dos ritos sociais, que
  23. protegem e organizam o corpo e as ideias, convivendo com as fraquezas, doenças e vilanias dos
  24. que se bancam fortes e ________ lá fora, elas sentiam medo. A barata, forma __________ da
  25. sujeira imune mesmo à limpeza mais __________, é o pesadelo da mulher. Representa seu
  26. trabalho repetido de Sísifo, o castigo da sujeira invencível. Como todo objeto fóbico, deve ser
  27. próximo e assíduo.
  28. Frágeis como crianças, em seu mundo isento dos direitos civis e cheio de deveres servis, as
  29. fêmeas elegeram na barata um perigo que pode ser mapeado e combatido. Hoje isso não faria
  30. mais sentido, pois também somos uma figura pública, mas continuamos em pânico. Talvez ainda
  31. estejamos marcadas pelo longo período de dependência. Para mim, pelo menos, nada no mundo
  32. parece tão reconfortante quanto a paz que se instala uma vez que o monstro, de borco, cessa de
  33. espernear para sempre.

(Fonte: Zero Hora. Sábado, 3 de janeiro de 2015 – Adaptado. Disponível em:

http://wp.clicrbs.com.br/opiniaozh/page/2/?topo=13%2C1%2C1%2C%2C%2C13)

Analise as seguintes afirmações sobre a relação entre letras e fonemas em palavras do texto, assinalando V, se verdadeiras, ou F, se falsas.

( ) A letra z em ‘voz’ e ‘vizinha’ representa fonemas diferentes, assim como a letra x em ‘exílio’ e ‘próximo’.

( ) As palavras ‘pensamento’ e ‘identidade’ possuem, cada uma delas, igual número de letras e de fonemas.

( ) Os segmentos destacados em ‘pequeno’ e exceção representam, cada um deles, um único fonema.

A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:

 

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Questão presente nas seguintes provas
1438936 Ano: 2015
Disciplina: Português
Banca: FUNDATEC
Orgão: CRA-RS
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Instrução: As questões de números 01 a 10 referem-se ao texto abaixo.

Socorro, barata!

  1. Meu marido costuma perguntar-me: para onde estás olhando? Brinca que se uma manada
  2. de elefantes estiver marchando na calçada eu casualmente estarei reparando em alguma folhinha
  3. caída. Há uma exceção: tudo isso altera-se radicalmente quando o assunto é barata.
  4. A simples presença desse inseto dito inofensivo torna-me uma observadora ninja. Não há ruído
  5. dele que escape aos meus ouvidos apurados, e os olhos são capazes de visão noturna. Entre a
  6. percepção e o ataque de pânico costuma não haver lapso. Ondas de calafrios me percorrem e
  7. fico em pânico de que a barata me toque.
  8. Graças a essa fraqueza, sinto empatia com o drama dos pequenos, que gritam apavorados
  9. ao serem obrigados a aproximar-se do Papai Noel, de um cachorro ou do que for seu objeto
  10. fóbico. Isso acontece porque no começo da vida temos dificuldade de diferenciar onde termina o
  11. eu e começa o outro, assim como o que vem de dentro e de fora do corpo. Também nem sempre
  12. é fácil distinguir os adultos amorosos e confiáveis dos monstros. Já na escuridão, sentem-se
  13. diluídos, sem contornos, o que é fonte dos terrores noturnos. Para todos esses males, temer uma
  14. figura facilmente encontrável organiza a geografia do perigo, tornando-o mais passível de
  15. controle: se o medo se focar no cachorro da vizinha, que sempre late quando passamos, ou no
  16. Papai Noel de shopping, basta evitá-los e estaremos seguros. O pequeno apavorado não tira os
  17. olhos do monstro, mantendo-o na mira.
  18. Meu problema com as baratas é comum entre as mulheres que, tradicionalmente confinadas,
  19. partilharam o destino das crianças. A privacidade da casa era um não lugar, sua voz não fazia
  20. diferença, seu pensamento não era chamado a participar. Nunca sabiam bem quem eram, pois a
  21. identidade não vinha dali. Reinavam, mas num território de exílio dos homens públicos, em
  22. contato com a roupa suja dos patriarcas, em sentido real e figurado. Longe dos ritos sociais, que
  23. protegem e organizam o corpo e as ideias, convivendo com as fraquezas, doenças e vilanias dos
  24. que se bancam fortes e ________ lá fora, elas sentiam medo. A barata, forma __________ da
  25. sujeira imune mesmo à limpeza mais __________, é o pesadelo da mulher. Representa seu
  26. trabalho repetido de Sísifo, o castigo da sujeira invencível. Como todo objeto fóbico, deve ser
  27. próximo e assíduo.
  28. Frágeis como crianças, em seu mundo isento dos direitos civis e cheio de deveres servis, as
  29. fêmeas elegeram na barata um perigo que pode ser mapeado e combatido. Hoje isso não faria
  30. mais sentido, pois também somos uma figura pública, mas continuamos em pânico. Talvez ainda
  31. estejamos marcadas pelo longo período de dependência. Para mim, pelo menos, nada no mundo
  32. parece tão reconfortante quanto a paz que se instala uma vez que o monstro, de borco, cessa de
  33. espernear para sempre.

(Fonte: Zero Hora. Sábado, 3 de janeiro de 2015 – Adaptado. Disponível em:

http://wp.clicrbs.com.br/opiniaozh/page/2/?topo=13%2C1%2C1%2C%2C%2C13)

Assinale a alternativa cuja proposta de substituição de ‘lapso’ (l.06) e ‘vilanias’ (l.23), respectivamente, não provocaria qualquer alteração ao período em que estão inseridas.

 

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1438935 Ano: 2015
Disciplina: Português
Banca: FUNDATEC
Orgão: CRA-RS
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Instrução: As questões de números 01 a 10 referem-se ao texto abaixo.

Socorro, barata!

  1. Meu marido costuma perguntar-me: para onde estás olhando? Brinca que se uma manada
  2. de elefantes estiver marchando na calçada eu casualmente estarei reparando em alguma folhinha
  3. caída. Há uma exceção: tudo isso altera-se radicalmente quando o assunto é barata.
  4. A simples presença desse inseto dito inofensivo torna-me uma observadora ninja. Não há ruído
  5. dele que escape aos meus ouvidos apurados, e os olhos são capazes de visão noturna. Entre a
  6. percepção e o ataque de pânico costuma não haver lapso. Ondas de calafrios me percorrem e
  7. fico em pânico de que a barata me toque.
  8. Graças a essa fraqueza, sinto empatia com o drama dos pequenos, que gritam apavorados
  9. ao serem obrigados a aproximar-se do Papai Noel, de um cachorro ou do que for seu objeto
  10. fóbico. Isso acontece porque no começo da vida temos dificuldade de diferenciar onde termina o
  11. eu e começa o outro, assim como o que vem de dentro e de fora do corpo. Também nem sempre
  12. é fácil distinguir os adultos amorosos e confiáveis dos monstros. Já na escuridão, sentem-se
  13. diluídos, sem contornos, o que é fonte dos terrores noturnos. Para todos esses males, temer uma
  14. figura facilmente encontrável organiza a geografia do perigo, tornando-o mais passível de
  15. controle: se o medo se focar no cachorro da vizinha, que sempre late quando passamos, ou no
  16. Papai Noel de shopping, basta evitá-los e estaremos seguros. O pequeno apavorado não tira os
  17. olhos do monstro, mantendo-o na mira.
  18. Meu problema com as baratas é comum entre as mulheres que, tradicionalmente confinadas,
  19. partilharam o destino das crianças. A privacidade da casa era um não lugar, sua voz não fazia
  20. diferença, seu pensamento não era chamado a participar. Nunca sabiam bem quem eram, pois a
  21. identidade não vinha dali. Reinavam, mas num território de exílio dos homens públicos, em
  22. contato com a roupa suja dos patriarcas, em sentido real e figurado. Longe dos ritos sociais, que
  23. protegem e organizam o corpo e as ideias, convivendo com as fraquezas, doenças e vilanias dos
  24. que se bancam fortes e ________ lá fora, elas sentiam medo. A barata, forma __________ da
  25. sujeira imune mesmo à limpeza mais __________, é o pesadelo da mulher. Representa seu
  26. trabalho repetido de Sísifo, o castigo da sujeira invencível. Como todo objeto fóbico, deve ser
  27. próximo e assíduo.
  28. Frágeis como crianças, em seu mundo isento dos direitos civis e cheio de deveres servis, as
  29. fêmeas elegeram na barata um perigo que pode ser mapeado e combatido. Hoje isso não faria
  30. mais sentido, pois também somos uma figura pública, mas continuamos em pânico. Talvez ainda
  31. estejamos marcadas pelo longo período de dependência. Para mim, pelo menos, nada no mundo
  32. parece tão reconfortante quanto a paz que se instala uma vez que o monstro, de borco, cessa de
  33. espernear para sempre.

(Fonte: Zero Hora. Sábado, 3 de janeiro de 2015 – Adaptado. Disponível em:

http://wp.clicrbs.com.br/opiniaozh/page/2/?topo=13%2C1%2C1%2C%2C%2C13)

Analise as seguintes propostas de alterações no texto:

I. A palavra ‘onde’ (l.01) devia ser substituída por ‘aonde’ para deixar a frase correta.

II. Se a palavra ‘limpeza’ (l.25) fosse alterada para ‘inseticida’, não acarretaria incorreção sintática na frase em que está inserida.

III. O verbo ‘cessa’ (l.32) poderia ser substituído pelo ‘para’ sem provocar alteração semântica ou sintática.

Quais estão corretas?

 

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