Foram encontradas 76 questões.
Instrução: As questões de números 01 a 10 referem-se ao texto abaixo.
Socorro, barata!
- Meu marido costuma perguntar-me: para onde estás olhando? Brinca que se uma manada
- de elefantes estiver marchando na calçada eu casualmente estarei reparando em alguma folhinha
- caída. Há uma exceção: tudo isso altera-se radicalmente quando o assunto é barata.
- A simples presença desse inseto dito inofensivo torna-me uma observadora ninja. Não há ruído
- dele que escape aos meus ouvidos apurados, e os olhos são capazes de visão noturna. Entre a
- percepção e o ataque de pânico costuma não haver lapso. Ondas de calafrios me percorrem e
- fico em pânico de que a barata me toque.
- Graças a essa fraqueza, sinto empatia com o drama dos pequenos, que gritam apavorados
- ao serem obrigados a aproximar-se do Papai Noel, de um cachorro ou do que for seu objeto
- fóbico. Isso acontece porque no começo da vida temos dificuldade de diferenciar onde termina o
- eu e começa o outro, assim como o que vem de dentro e de fora do corpo. Também nem sempre
- é fácil distinguir os adultos amorosos e confiáveis dos monstros. Já na escuridão, sentem-se
- diluídos, sem contornos, o que é fonte dos terrores noturnos. Para todos esses males, temer uma
- figura facilmente encontrável organiza a geografia do perigo, tornando-o mais passível de
- controle: se o medo se focar no cachorro da vizinha, que sempre late quando passamos, ou no
- Papai Noel de shopping, basta evitá-los e estaremos seguros. O pequeno apavorado não tira os
- olhos do monstro, mantendo-o na mira.
- Meu problema com as baratas é comum entre as mulheres que, tradicionalmente confinadas,
- partilharam o destino das crianças. A privacidade da casa era um não lugar, sua voz não fazia
- diferença, seu pensamento não era chamado a participar. Nunca sabiam bem quem eram, pois a
- identidade não vinha dali. Reinavam, mas num território de exílio dos homens públicos, em
- contato com a roupa suja dos patriarcas, em sentido real e figurado. Longe dos ritos sociais, que
- protegem e organizam o corpo e as ideias, convivendo com as fraquezas, doenças e vilanias dos
- que se bancam fortes e ________ lá fora, elas sentiam medo. A barata, forma __________ da
- sujeira imune mesmo à limpeza mais __________, é o pesadelo da mulher. Representa seu
- trabalho repetido de Sísifo, o castigo da sujeira invencível. Como todo objeto fóbico, deve ser
- próximo e assíduo.
- Frágeis como crianças, em seu mundo isento dos direitos civis e cheio de deveres servis, as
- fêmeas elegeram na barata um perigo que pode ser mapeado e combatido. Hoje isso não faria
- mais sentido, pois também somos uma figura pública, mas continuamos em pânico. Talvez ainda
- estejamos marcadas pelo longo período de dependência. Para mim, pelo menos, nada no mundo
- parece tão reconfortante quanto a paz que se instala uma vez que o monstro, de borco, cessa de
- espernear para sempre.
(Fonte: Zero Hora. Sábado, 3 de janeiro de 2015 – Adaptado. Disponível em:
http://wp.clicrbs.com.br/opiniaozh/page/2/?topo=13%2C1%2C1%2C%2C%2C13)
Considere as seguintes ocorrências da palavra que:
1. Linha 01.
2. Linha 05.
3. Linha 07.
4. Linha 15.
5. Linha 18.
Em quais ocorrências a palavra que é pronome relativo?
Provas
Instrução: As questões de números 01 a 10 referem-se ao texto abaixo.
Socorro, barata!
- Meu marido costuma perguntar-me: para onde estás olhando? Brinca que se uma manada
- de elefantes estiver marchando na calçada eu casualmente estarei reparando em alguma folhinha
- caída. Há uma exceção: tudo isso altera-se radicalmente quando o assunto é barata.
- A simples presença desse inseto dito inofensivo torna-me uma observadora ninja. Não há ruído
- dele que escape aos meus ouvidos apurados, e os olhos são capazes de visão noturna. Entre a
- percepção e o ataque de pânico costuma não haver lapso. Ondas de calafrios me percorrem e
- fico em pânico de que a barata me toque.
- Graças a essa fraqueza, sinto empatia com o drama dos pequenos, que gritam apavorados
- ao serem obrigados a aproximar-se do Papai Noel, de um cachorro ou do que for seu objeto
- fóbico. Isso acontece porque no começo da vida temos dificuldade de diferenciar onde termina o
- eu e começa o outro, assim como o que vem de dentro e de fora do corpo. Também nem sempre
- é fácil distinguir os adultos amorosos e confiáveis dos monstros. Já na escuridão, sentem-se
- diluídos, sem contornos, o que é fonte dos terrores noturnos. Para todos esses males, temer uma
- figura facilmente encontrável organiza a geografia do perigo, tornando-o mais passível de
- controle: se o medo se focar no cachorro da vizinha, que sempre late quando passamos, ou no
- Papai Noel de shopping, basta evitá-los e estaremos seguros. O pequeno apavorado não tira os
- olhos do monstro, mantendo-o na mira.
- Meu problema com as baratas é comum entre as mulheres que, tradicionalmente confinadas,
- partilharam o destino das crianças. A privacidade da casa era um não lugar, sua voz não fazia
- diferença, seu pensamento não era chamado a participar. Nunca sabiam bem quem eram, pois a
- identidade não vinha dali. Reinavam, mas num território de exílio dos homens públicos, em
- contato com a roupa suja dos patriarcas, em sentido real e figurado. Longe dos ritos sociais, que
- protegem e organizam o corpo e as ideias, convivendo com as fraquezas, doenças e vilanias dos
- que se bancam fortes e ________ lá fora, elas sentiam medo. A barata, forma __________ da
- sujeira imune mesmo à limpeza mais __________, é o pesadelo da mulher. Representa seu
- trabalho repetido de Sísifo, o castigo da sujeira invencível. Como todo objeto fóbico, deve ser
- próximo e assíduo.
- Frágeis como crianças, em seu mundo isento dos direitos civis e cheio de deveres servis, as
- fêmeas elegeram na barata um perigo que pode ser mapeado e combatido. Hoje isso não faria
- mais sentido, pois também somos uma figura pública, mas continuamos em pânico. Talvez ainda
- estejamos marcadas pelo longo período de dependência. Para mim, pelo menos, nada no mundo
- parece tão reconfortante quanto a paz que se instala uma vez que o monstro, de borco, cessa de
- espernear para sempre.
(Fonte: Zero Hora. Sábado, 3 de janeiro de 2015 – Adaptado. Disponível em:
http://wp.clicrbs.com.br/opiniaozh/page/2/?topo=13%2C1%2C1%2C%2C%2C13)
Observe as seguintes frases, retiradas do texto.
I. Ondas de calafrios me percorrem (l.06).
II. Meu problema com as baratas é comum entre as mulheres (l.18).
III. as fêmeas elegeram na barata um perigo que pode ser mapeado e combatido. (l.28-29).
Quais NÃO poderiam ser passadas para a voz passiva?
Provas
Instrução: As questões de números 01 a 10 referem-se ao texto abaixo.
Socorro, barata!
- Meu marido costuma perguntar-me: para onde estás olhando? Brinca que se uma manada
- de elefantes estiver marchando na calçada eu casualmente estarei reparando em alguma folhinha
- caída. Há uma exceção: tudo isso altera-se radicalmente quando o assunto é barata.
- A simples presença desse inseto dito inofensivo torna-me uma observadora ninja. Não há ruído
- dele que escape aos meus ouvidos apurados, e os olhos são capazes de visão noturna. Entre a
- percepção e o ataque de pânico costuma não haver lapso. Ondas de calafrios me percorrem e
- fico em pânico de que a barata me toque.
- Graças a essa fraqueza, sinto empatia com o drama dos pequenos, que gritam apavorados
- ao serem obrigados a aproximar-se do Papai Noel, de um cachorro ou do que for seu objeto
- fóbico. Isso acontece porque no começo da vida temos dificuldade de diferenciar onde termina o
- eu e começa o outro, assim como o que vem de dentro e de fora do corpo. Também nem sempre
- é fácil distinguir os adultos amorosos e confiáveis dos monstros. Já na escuridão, sentem-se
- diluídos, sem contornos, o que é fonte dos terrores noturnos. Para todos esses males, temer uma
- figura facilmente encontrável organiza a geografia do perigo, tornando-o mais passível de
- controle: se o medo se focar no cachorro da vizinha, que sempre late quando passamos, ou no
- Papai Noel de shopping, basta evitá-los e estaremos seguros. O pequeno apavorado não tira os
- olhos do monstro, mantendo-o na mira.
- Meu problema com as baratas é comum entre as mulheres que, tradicionalmente confinadas,
- partilharam o destino das crianças. A privacidade da casa era um não lugar, sua voz não fazia
- diferença, seu pensamento não era chamado a participar. Nunca sabiam bem quem eram, pois a
- identidade não vinha dali. Reinavam, mas num território de exílio dos homens públicos, em
- contato com a roupa suja dos patriarcas, em sentido real e figurado. Longe dos ritos sociais, que
- protegem e organizam o corpo e as ideias, convivendo com as fraquezas, doenças e vilanias dos
- que se bancam fortes e ________ lá fora, elas sentiam medo. A barata, forma __________ da
- sujeira imune mesmo à limpeza mais __________, é o pesadelo da mulher. Representa seu
- trabalho repetido de Sísifo, o castigo da sujeira invencível. Como todo objeto fóbico, deve ser
- próximo e assíduo.
- Frágeis como crianças, em seu mundo isento dos direitos civis e cheio de deveres servis, as
- fêmeas elegeram na barata um perigo que pode ser mapeado e combatido. Hoje isso não faria
- mais sentido, pois também somos uma figura pública, mas continuamos em pânico. Talvez ainda
- estejamos marcadas pelo longo período de dependência. Para mim, pelo menos, nada no mundo
- parece tão reconfortante quanto a paz que se instala uma vez que o monstro, de borco, cessa de
- espernear para sempre.
(Fonte: Zero Hora. Sábado, 3 de janeiro de 2015 – Adaptado. Disponível em:
http://wp.clicrbs.com.br/opiniaozh/page/2/?topo=13%2C1%2C1%2C%2C%2C13)
Analise as afirmações feitas a respeito de palavras do texto que recebem acento gráfico.
I. As palavras ‘ruído’ e ‘diluídos’ são acentuadas em razão da mesma regra.
II. Os vocábulos ‘pública’ e ‘é’, sem o acento gráfico, continuam a constituir palavras da língua portuguesa, porém assumem outra classe gramatical.
III. ‘Frágeis’ e ‘assíduo’ são acentuadas por serem paroxítonas terminadas em ditongo.
Quais estão corretas?
Provas
Instrução: As questões de números 01 a 10 referem-se ao texto abaixo.
Socorro, barata!
- Meu marido costuma perguntar-me: para onde estás olhando? Brinca que se uma manada
- de elefantes estiver marchando na calçada eu casualmente estarei reparando em alguma folhinha
- caída. Há uma exceção: tudo isso altera-se radicalmente quando o assunto é barata.
- A simples presença desse inseto dito inofensivo torna-me uma observadora ninja. Não há ruído
- dele que escape aos meus ouvidos apurados, e os olhos são capazes de visão noturna. Entre a
- percepção e o ataque de pânico costuma não haver lapso. Ondas de calafrios me percorrem e
- fico em pânico de que a barata me toque.
- Graças a essa fraqueza, sinto empatia com o drama dos pequenos, que gritam apavorados
- ao serem obrigados a aproximar-se do Papai Noel, de um cachorro ou do que for seu objeto
- fóbico. Isso acontece porque no começo da vida temos dificuldade de diferenciar onde termina o
- eu e começa o outro, assim como o que vem de dentro e de fora do corpo. Também nem sempre
- é fácil distinguir os adultos amorosos e confiáveis dos monstros. Já na escuridão, sentem-se
- diluídos, sem contornos, o que é fonte dos terrores noturnos. Para todos esses males, temer uma
- figura facilmente encontrável organiza a geografia do perigo, tornando-o mais passível de
- controle: se o medo se focar no cachorro da vizinha, que sempre late quando passamos, ou no
- Papai Noel de shopping, basta evitá-los e estaremos seguros. O pequeno apavorado não tira os
- olhos do monstro, mantendo-o na mira.
- Meu problema com as baratas é comum entre as mulheres que, tradicionalmente confinadas,
- partilharam o destino das crianças. A privacidade da casa era um não lugar, sua voz não fazia
- diferença, seu pensamento não era chamado a participar. Nunca sabiam bem quem eram, pois a
- identidade não vinha dali. Reinavam, mas num território de exílio dos homens públicos, em
- contato com a roupa suja dos patriarcas, em sentido real e figurado. Longe dos ritos sociais, que
- protegem e organizam o corpo e as ideias, convivendo com as fraquezas, doenças e vilanias dos
- que se bancam fortes e ________ lá fora, elas sentiam medo. A barata, forma __________ da
- sujeira imune mesmo à limpeza mais __________, é o pesadelo da mulher. Representa seu
- trabalho repetido de Sísifo, o castigo da sujeira invencível. Como todo objeto fóbico, deve ser
- próximo e assíduo.
- Frágeis como crianças, em seu mundo isento dos direitos civis e cheio de deveres servis, as
- fêmeas elegeram na barata um perigo que pode ser mapeado e combatido. Hoje isso não faria
- mais sentido, pois também somos uma figura pública, mas continuamos em pânico. Talvez ainda
- estejamos marcadas pelo longo período de dependência. Para mim, pelo menos, nada no mundo
- parece tão reconfortante quanto a paz que se instala uma vez que o monstro, de borco, cessa de
- espernear para sempre.
(Fonte: Zero Hora. Sábado, 3 de janeiro de 2015 – Adaptado. Disponível em:
http://wp.clicrbs.com.br/opiniaozh/page/2/?topo=13%2C1%2C1%2C%2C%2C13)
Sobre o uso de pronomes no texto, analise as seguintes assertivas:
I. O pronome ‘isso’ (l.10) refere-se ao fato de a autora sentir empatia com o drama dos pequenos, expresso na linha 08.
II. O pronome ‘o’, em ‘tornando-o’ (l.15), faz referência ao medo que se torna passível de controle (l.15).
III. O pronome ‘o’, em ‘mantendo-o’ (l.17), refere-se a ‘monstro’, mencionado, também, na mesma linha.
Quais estão INCORRETAS?
Provas
Instrução: As questões de números 01 a 10 referem-se ao texto abaixo.
Socorro, barata!
- Meu marido costuma perguntar-me: para onde estás olhando? Brinca que se uma manada
- de elefantes estiver marchando na calçada eu casualmente estarei reparando em alguma folhinha
- caída. Há uma exceção: tudo isso altera-se radicalmente quando o assunto é barata.
- A simples presença desse inseto dito inofensivo torna-me uma observadora ninja. Não há ruído
- dele que escape aos meus ouvidos apurados, e os olhos são capazes de visão noturna. Entre a
- percepção e o ataque de pânico costuma não haver lapso. Ondas de calafrios me percorrem e
- fico em pânico de que a barata me toque.
- Graças a essa fraqueza, sinto empatia com o drama dos pequenos, que gritam apavorados
- ao serem obrigados a aproximar-se do Papai Noel, de um cachorro ou do que for seu objeto
- fóbico. Isso acontece porque no começo da vida temos dificuldade de diferenciar onde termina o
- eu e começa o outro, assim como o que vem de dentro e de fora do corpo. Também nem sempre
- é fácil distinguir os adultos amorosos e confiáveis dos monstros. Já na escuridão, sentem-se
- diluídos, sem contornos, o que é fonte dos terrores noturnos. Para todos esses males, temer uma
- figura facilmente encontrável organiza a geografia do perigo, tornando-o mais passível de
- controle: se o medo se focar no cachorro da vizinha, que sempre late quando passamos, ou no
- Papai Noel de shopping, basta evitá-los e estaremos seguros. O pequeno apavorado não tira os
- olhos do monstro, mantendo-o na mira.
- Meu problema com as baratas é comum entre as mulheres que, tradicionalmente confinadas,
- partilharam o destino das crianças. A privacidade da casa era um não lugar, sua voz não fazia
- diferença, seu pensamento não era chamado a participar. Nunca sabiam bem quem eram, pois a
- identidade não vinha dali. Reinavam, mas num território de exílio dos homens públicos, em
- contato com a roupa suja dos patriarcas, em sentido real e figurado. Longe dos ritos sociais, que
- protegem e organizam o corpo e as ideias, convivendo com as fraquezas, doenças e vilanias dos
- que se bancam fortes e ________ lá fora, elas sentiam medo. A barata, forma __________ da
- sujeira imune mesmo à limpeza mais __________, é o pesadelo da mulher. Representa seu
- trabalho repetido de Sísifo, o castigo da sujeira invencível. Como todo objeto fóbico, deve ser
- próximo e assíduo.
- Frágeis como crianças, em seu mundo isento dos direitos civis e cheio de deveres servis, as
- fêmeas elegeram na barata um perigo que pode ser mapeado e combatido. Hoje isso não faria
- mais sentido, pois também somos uma figura pública, mas continuamos em pânico. Talvez ainda
- estejamos marcadas pelo longo período de dependência. Para mim, pelo menos, nada no mundo
- parece tão reconfortante quanto a paz que se instala uma vez que o monstro, de borco, cessa de
- espernear para sempre.
(Fonte: Zero Hora. Sábado, 3 de janeiro de 2015 – Adaptado. Disponível em:
http://wp.clicrbs.com.br/opiniaozh/page/2/?topo=13%2C1%2C1%2C%2C%2C13)
De acordo com o texto, é INCORRETO afirmar que:
Provas
Instrução: As questões de números 01 a 10 referem-se ao texto abaixo.
Socorro, barata!
- Meu marido costuma perguntar-me: para onde estás olhando? Brinca que se uma manada
- de elefantes estiver marchando na calçada eu casualmente estarei reparando em alguma folhinha
- caída. Há uma exceção: tudo isso altera-se radicalmente quando o assunto é barata.
- A simples presença desse inseto dito inofensivo torna-me uma observadora ninja. Não há ruído
- dele que escape aos meus ouvidos apurados, e os olhos são capazes de visão noturna. Entre a
- percepção e o ataque de pânico costuma não haver lapso. Ondas de calafrios me percorrem e
- fico em pânico de que a barata me toque.
- Graças a essa fraqueza, sinto empatia com o drama dos pequenos, que gritam apavorados
- ao serem obrigados a aproximar-se do Papai Noel, de um cachorro ou do que for seu objeto
- fóbico. Isso acontece porque no começo da vida temos dificuldade de diferenciar onde termina o
- eu e começa o outro, assim como o que vem de dentro e de fora do corpo. Também nem sempre
- é fácil distinguir os adultos amorosos e confiáveis dos monstros. Já na escuridão, sentem-se
- diluídos, sem contornos, o que é fonte dos terrores noturnos. Para todos esses males, temer uma
- figura facilmente encontrável organiza a geografia do perigo, tornando-o mais passível de
- controle: se o medo se focar no cachorro da vizinha, que sempre late quando passamos, ou no
- Papai Noel de shopping, basta evitá-los e estaremos seguros. O pequeno apavorado não tira os
- olhos do monstro, mantendo-o na mira.
- Meu problema com as baratas é comum entre as mulheres que, tradicionalmente confinadas,
- partilharam o destino das crianças. A privacidade da casa era um não lugar, sua voz não fazia
- diferença, seu pensamento não era chamado a participar. Nunca sabiam bem quem eram, pois a
- identidade não vinha dali. Reinavam, mas num território de exílio dos homens públicos, em
- contato com a roupa suja dos patriarcas, em sentido real e figurado. Longe dos ritos sociais, que
- protegem e organizam o corpo e as ideias, convivendo com as fraquezas, doenças e vilanias dos
- que se bancam fortes e ________ lá fora, elas sentiam medo. A barata, forma __________ da
- sujeira imune mesmo à limpeza mais __________, é o pesadelo da mulher. Representa seu
- trabalho repetido de Sísifo, o castigo da sujeira invencível. Como todo objeto fóbico, deve ser
- próximo e assíduo.
- Frágeis como crianças, em seu mundo isento dos direitos civis e cheio de deveres servis, as
- fêmeas elegeram na barata um perigo que pode ser mapeado e combatido. Hoje isso não faria
- mais sentido, pois também somos uma figura pública, mas continuamos em pânico. Talvez ainda
- estejamos marcadas pelo longo período de dependência. Para mim, pelo menos, nada no mundo
- parece tão reconfortante quanto a paz que se instala uma vez que o monstro, de borco, cessa de
- espernear para sempre.
(Fonte: Zero Hora. Sábado, 3 de janeiro de 2015 – Adaptado. Disponível em:
http://wp.clicrbs.com.br/opiniaozh/page/2/?topo=13%2C1%2C1%2C%2C%2C13)
Considerando as ideias do texto, analise as seguintes assertivas:
I. No primeiro parágrafo, a autora descreve a si mesma como uma ótima observadora quando está na presença de uma barata. No entanto, afirma que o medo continua sempre ao seu lado nesses momentos.
II. A autora relaciona a figura da barata com o homem de antigamente, que fazia a mulher viver com medo.
III. É possível relacionar o sentimento de medo pela barata como o castigo da sujeira infindável dentro de sua própria casa.
Quais estão corretas?
Provas
Instrução: As questões de números 01 a 10 referem-se ao texto abaixo.
Socorro, barata!
- Meu marido costuma perguntar-me: para onde estás olhando? Brinca que se uma manada
- de elefantes estiver marchando na calçada eu casualmente estarei reparando em alguma folhinha
- caída. Há uma exceção: tudo isso altera-se radicalmente quando o assunto é barata.
- A simples presença desse inseto dito inofensivo torna-me uma observadora ninja. Não há ruído
- dele que escape aos meus ouvidos apurados, e os olhos são capazes de visão noturna. Entre a
- percepção e o ataque de pânico costuma não haver lapso. Ondas de calafrios me percorrem e
- fico em pânico de que a barata me toque.
- Graças a essa fraqueza, sinto empatia com o drama dos pequenos, que gritam apavorados
- ao serem obrigados a aproximar-se do Papai Noel, de um cachorro ou do que for seu objeto
- fóbico. Isso acontece porque no começo da vida temos dificuldade de diferenciar onde termina o
- eu e começa o outro, assim como o que vem de dentro e de fora do corpo. Também nem sempre
- é fácil distinguir os adultos amorosos e confiáveis dos monstros. Já na escuridão, sentem-se
- diluídos, sem contornos, o que é fonte dos terrores noturnos. Para todos esses males, temer uma
- figura facilmente encontrável organiza a geografia do perigo, tornando-o mais passível de
- controle: se o medo se focar no cachorro da vizinha, que sempre late quando passamos, ou no
- Papai Noel de shopping, basta evitá-los e estaremos seguros. O pequeno apavorado não tira os
- olhos do monstro, mantendo-o na mira.
- Meu problema com as baratas é comum entre as mulheres que, tradicionalmente confinadas,
- partilharam o destino das crianças. A privacidade da casa era um não lugar, sua voz não fazia
- diferença, seu pensamento não era chamado a participar. Nunca sabiam bem quem eram, pois a
- identidade não vinha dali. Reinavam, mas num território de exílio dos homens públicos, em
- contato com a roupa suja dos patriarcas, em sentido real e figurado. Longe dos ritos sociais, que
- protegem e organizam o corpo e as ideias, convivendo com as fraquezas, doenças e vilanias dos
- que se bancam fortes e ________ lá fora, elas sentiam medo. A barata, forma __________ da
- sujeira imune mesmo à limpeza mais __________, é o pesadelo da mulher. Representa seu
- trabalho repetido de Sísifo, o castigo da sujeira invencível. Como todo objeto fóbico, deve ser
- próximo e assíduo.
- Frágeis como crianças, em seu mundo isento dos direitos civis e cheio de deveres servis, as
- fêmeas elegeram na barata um perigo que pode ser mapeado e combatido. Hoje isso não faria
- mais sentido, pois também somos uma figura pública, mas continuamos em pânico. Talvez ainda
- estejamos marcadas pelo longo período de dependência. Para mim, pelo menos, nada no mundo
- parece tão reconfortante quanto a paz que se instala uma vez que o monstro, de borco, cessa de
- espernear para sempre.
(Fonte: Zero Hora. Sábado, 3 de janeiro de 2015 – Adaptado. Disponível em:
http://wp.clicrbs.com.br/opiniaozh/page/2/?topo=13%2C1%2C1%2C%2C%2C13)
As lacunas das linhas 24 (duas ocorrências) e 25, considerando o sentido do texto, ficam correta e respectivamente preenchidas por:
Provas
INSTRUÇÕES
Para a resolução das questões desta prova, considere os seguintes detalhes: (1) o mouse está configurado para uma pessoa que o utiliza com a mão direita (destro) e usa, com maior frequência, o botão esquerdo, que possui as funcionalidades de seleção ou de arrastar normal, entre outras. O botão da direita serve para ativar o menu de contexto ou de arrastar especial; (2) os botões do mouse estão devidamente configurados com a velocidade de duplo clique; (3) os programas utilizados nesta prova foram instalados com todas as suas configurações padrão, entretanto, caso tenham sido realizadas alterações que impactem a resolução da questão, elas serão alertadas no texto da questão ou mostradas visualmente, se necessário; e (4), no enunciado e nas respostas de algumas questões, existem palavras que foram digitadas entre aspas, apenas para destacá-las. Nesse caso, para resolver as questões, desconsidere as aspas e atente somente para o texto propriamente dito.
Vários meios físicos podem ser utilizados como forma de transmissão guiada nas redes de comunicação. Porém, o _________ se destaca pelas seguintes características: o fio de cobre é envolvido por material isolante e este por uma malha sólida entrelaçada de blindagem, podendo ainda ser utilizado em transmissões digitais e analógicas se estender por distâncias mais longas em velocidades mais altas.
Assinale a alternativa que preenche corretamente a lacuna do trecho acima.
Provas
INSTRUÇÕES
Para a resolução das questões desta prova, considere os seguintes detalhes: (1) o mouse está configurado para uma pessoa que o utiliza com a mão direita (destro) e usa, com maior frequência, o botão esquerdo, que possui as funcionalidades de seleção ou de arrastar normal, entre outras. O botão da direita serve para ativar o menu de contexto ou de arrastar especial; (2) os botões do mouse estão devidamente configurados com a velocidade de duplo clique; (3) os programas utilizados nesta prova foram instalados com todas as suas configurações padrão, entretanto, caso tenham sido realizadas alterações que impactem a resolução da questão, elas serão alertadas no texto da questão ou mostradas visualmente, se necessário; e (4), no enunciado e nas respostas de algumas questões, existem palavras que foram digitadas entre aspas, apenas para destacá-las. Nesse caso, para resolver as questões, desconsidere as aspas e atente somente para o texto propriamente dito.
Sobre o hardware de computadores PC, analise as seguintes assertivas:
I. O ventilador auxiliar (cooler) existente no interior da fonte de alimentação do PC move o ar do ambiente externo para dentro do gabinete.
II. IDE e SATA são padrões de interface de discos rígidos.
III. AM2, LGA 775 e 478 são formatos de suporte (socket) para processadores.
Quais estão corretas?
Provas
INSTRUÇÕES
Para a resolução das questões desta prova, considere os seguintes detalhes: (1) o mouse está configurado para uma pessoa que o utiliza com a mão direita (destro) e usa, com maior frequência, o botão esquerdo, que possui as funcionalidades de seleção ou de arrastar normal, entre outras. O botão da direita serve para ativar o menu de contexto ou de arrastar especial; (2) os botões do mouse estão devidamente configurados com a velocidade de duplo clique; (3) os programas utilizados nesta prova foram instalados com todas as suas configurações padrão, entretanto, caso tenham sido realizadas alterações que impactem a resolução da questão, elas serão alertadas no texto da questão ou mostradas visualmente, se necessário; e (4), no enunciado e nas respostas de algumas questões, existem palavras que foram digitadas entre aspas, apenas para destacá-las. Nesse caso, para resolver as questões, desconsidere as aspas e atente somente para o texto propriamente dito.
A figura a seguir apresenta os itens de configuração do MS Internet Explorer 8, a partir da seleção “Ferramentas”, depois “Opções da Internet” na barra de menus.

No item Histórico de navegação, clicando-se no botão Configurações com o botão esquerdo do mouse, é possível:
I. Especificar quantos dias as páginas ficam no Histórico.
II. Verificar se há versões mais novas das páginas armazenadas diariamente.
III. Estabelecer a quota em disco para os arquivos temporários.
Quais estão corretas?
Provas
Caderno Container