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Foram encontradas 120 questões.

3337402 Ano: 2022
Disciplina: Português
Banca: FCC
Orgão: DPE-AM

Para responder à questão, baseie-se no texto abaixo.

Instintos e (des)civilização

Quão robusta é a ordem civilizatória ocidental? A julgar pelo século XX e mesmo sem levar em conta as duas guerras mundiais, talvez menos do que pareça. O padrão é conhecido: situações de conflito armado, morticínios, cataclismos naturais, migrações dramáticas, colapsos econômicos agudos. São fatos que revelam a fragilidade da fina superfície de civilidade e decoro sobre a qual assenta a nossa civilização.

Sob o impacto do abalo provocado por desastres como esses, o comportamento das pessoas sofre uma drástica mutação: enquanto alguns, em geral poucos, agem de forma solidária e até mesmo heroica, a maior parte da população atingida regride a um estado de violência e selvageria no qual a lógica do “salve-se quem puder” deságua na rápida escalada dos furtos, assaltos, saques, crimes e vandalismo. Quase que num piscar de olhos, o cordato cidadão civilizado se transforma em besta feroz, capaz das piores atrocidades.

Como entender esse perturbador fenômeno? A interpretação usual propõe um modelo conhecido: o ser humano no fundo é um animal selvagem e terrível. Remova os sustentáculos elementares da ordem civilizada; dispa a camisa de força social; suspenda, ainda que brevemente, a vigilância e a ameaça de punição aos infratores do código legal, e, em pouco tempo, retrocedemos ao “estado natural” e à “guerra de todos contra todos”. Os episódios de regressão à barbárie seriam, em suma, o psiquismo arcaico do animal humano posto a nu. É essa uma tese tão aceita quanto controversa: o que vem à tona não é mais o homem natural e primitivo; trata-se agora do “descivilizado”, livre das amarras civilizatórias e preso a um novo psiquismo violento. A “natureza” que já fora expelida traz agora, em seu retorno, as marcas e as feridas de sua violenta expulsão.

(Adaptado de: GIANNETTI, Eduardo. Trópicos utópicos. São Paulo: Companhia das Letras, 2016, p. 125-126)

Considere as seguintes orações:

I. Temos instintos violentos.

II. Esses instintos são da nossa natureza.

III. A civilização busca refrear esses instintos.

Essas três orações articulam-se com correção, coesão e coerência num período único em:

 

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3337401 Ano: 2022
Disciplina: Português
Banca: FCC
Orgão: DPE-AM

Para responder à questão, baseie-se no texto abaixo.

Instintos e (des)civilização

Quão robusta é a ordem civilizatória ocidental? A julgar pelo século XX e mesmo sem levar em conta as duas guerras mundiais, talvez menos do que pareça. O padrão é conhecido: situações de conflito armado, morticínios, cataclismos naturais, migrações dramáticas, colapsos econômicos agudos. São fatos que revelam a fragilidade da fina superfície de civilidade e decoro sobre a qual assenta a nossa civilização.

Sob o impacto do abalo provocado por desastres como esses, o comportamento das pessoas sofre uma drástica mutação: enquanto alguns, em geral poucos, agem de forma solidária e até mesmo heroica, a maior parte da população atingida regride a um estado de violência e selvageria no qual a lógica do “salve-se quem puder” deságua na rápida escalada dos furtos, assaltos, saques, crimes e vandalismo. Quase que num piscar de olhos, o cordato cidadão civilizado se transforma em besta feroz, capaz das piores atrocidades.

Como entender esse perturbador fenômeno? A interpretação usual propõe um modelo conhecido: o ser humano no fundo é um animal selvagem e terrível. Remova os sustentáculos elementares da ordem civilizada; dispa a camisa de força social; suspenda, ainda que brevemente, a vigilância e a ameaça de punição aos infratores do código legal, e, em pouco tempo, retrocedemos ao “estado natural” e à “guerra de todos contra todos”. Os episódios de regressão à barbárie seriam, em suma, o psiquismo arcaico do animal humano posto a nu. É essa uma tese tão aceita quanto controversa: o que vem à tona não é mais o homem natural e primitivo; trata-se agora do “descivilizado”, livre das amarras civilizatórias e preso a um novo psiquismo violento. A “natureza” que já fora expelida traz agora, em seu retorno, as marcas e as feridas de sua violenta expulsão.

(Adaptado de: GIANNETTI, Eduardo. Trópicos utópicos. São Paulo: Companhia das Letras, 2016, p. 125-126)

A supressão da vírgula altera o sentido da frase:

 

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3337400 Ano: 2022
Disciplina: Português
Banca: FCC
Orgão: DPE-AM

Para responder à questão, baseie-se no texto abaixo.

Instintos e (des)civilização

Quão robusta é a ordem civilizatória ocidental? A julgar pelo século XX e mesmo sem levar em conta as duas guerras mundiais, talvez menos do que pareça. O padrão é conhecido: situações de conflito armado, morticínios, cataclismos naturais, migrações dramáticas, colapsos econômicos agudos. São fatos que revelam a fragilidade da fina superfície de civilidade e decoro sobre a qual assenta a nossa civilização.

Sob o impacto do abalo provocado por desastres como esses, o comportamento das pessoas sofre uma drástica mutação: enquanto alguns, em geral poucos, agem de forma solidária e até mesmo heroica, a maior parte da população atingida regride a um estado de violência e selvageria no qual a lógica do “salve-se quem puder” deságua na rápida escalada dos furtos, assaltos, saques, crimes e vandalismo. Quase que num piscar de olhos, o cordato cidadão civilizado se transforma em besta feroz, capaz das piores atrocidades.

Como entender esse perturbador fenômeno? A interpretação usual propõe um modelo conhecido: o ser humano no fundo é um animal selvagem e terrível. Remova os sustentáculos elementares da ordem civilizada; dispa a camisa de força social; suspenda, ainda que brevemente, a vigilância e a ameaça de punição aos infratores do código legal, e, em pouco tempo, retrocedemos ao “estado natural” e à “guerra de todos contra todos”. Os episódios de regressão à barbárie seriam, em suma, o psiquismo arcaico do animal humano posto a nu. É essa uma tese tão aceita quanto controversa: o que vem à tona não é mais o homem natural e primitivo; trata-se agora do “descivilizado”, livre das amarras civilizatórias e preso a um novo psiquismo violento. A “natureza” que já fora expelida traz agora, em seu retorno, as marcas e as feridas de sua violenta expulsão.

(Adaptado de: GIANNETTI, Eduardo. Trópicos utópicos. São Paulo: Companhia das Letras, 2016, p. 125-126)

Todos os verbos estão adequadamente flexionados na frase:

 

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3337399 Ano: 2022
Disciplina: Português
Banca: FCC
Orgão: DPE-AM

Para responder à questão, baseie-se no texto abaixo.

Instintos e (des)civilização

Quão robusta é a ordem civilizatória ocidental? A julgar pelo século XX e mesmo sem levar em conta as duas guerras mundiais, talvez menos do que pareça. O padrão é conhecido: situações de conflito armado, morticínios, cataclismos naturais, migrações dramáticas, colapsos econômicos agudos. São fatos que revelam a fragilidade da fina superfície de civilidade e decoro sobre a qual assenta a nossa civilização.

Sob o impacto do abalo provocado por desastres como esses, o comportamento das pessoas sofre uma drástica mutação: enquanto alguns, em geral poucos, agem de forma solidária e até mesmo heroica, a maior parte da população atingida regride a um estado de violência e selvageria no qual a lógica do “salve-se quem puder” deságua na rápida escalada dos furtos, assaltos, saques, crimes e vandalismo. Quase que num piscar de olhos, o cordato cidadão civilizado se transforma em besta feroz, capaz das piores atrocidades.

Como entender esse perturbador fenômeno? A interpretação usual propõe um modelo conhecido: o ser humano no fundo é um animal selvagem e terrível. Remova os sustentáculos elementares da ordem civilizada; dispa a camisa de força social; suspenda, ainda que brevemente, a vigilância e a ameaça de punição aos infratores do código legal, e, em pouco tempo, retrocedemos ao “estado natural” e à “guerra de todos contra todos”. Os episódios de regressão à barbárie seriam, em suma, o psiquismo arcaico do animal humano posto a nu. É essa uma tese tão aceita quanto controversa: o que vem à tona não é mais o homem natural e primitivo; trata-se agora do “descivilizado”, livre das amarras civilizatórias e preso a um novo psiquismo violento. A “natureza” que já fora expelida traz agora, em seu retorno, as marcas e as feridas de sua violenta expulsão.

(Adaptado de: GIANNETTI, Eduardo. Trópicos utópicos. São Paulo: Companhia das Letras, 2016, p. 125-126)

Considerando-se o contexto, traduz-se adequadamente o sentido de um segmento do texto em:

 

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3337398 Ano: 2022
Disciplina: Português
Banca: FCC
Orgão: DPE-AM

Para responder à questão, baseie-se no texto abaixo.

Instintos e (des)civilização

Quão robusta é a ordem civilizatória ocidental? A julgar pelo século XX e mesmo sem levar em conta as duas guerras mundiais, talvez menos do que pareça. O padrão é conhecido: situações de conflito armado, morticínios, cataclismos naturais, migrações dramáticas, colapsos econômicos agudos. São fatos que revelam a fragilidade da fina superfície de civilidade e decoro sobre a qual assenta a nossa civilização.

Sob o impacto do abalo provocado por desastres como esses, o comportamento das pessoas sofre uma drástica mutação: enquanto alguns, em geral poucos, agem de forma solidária e até mesmo heroica, a maior parte da população atingida regride a um estado de violência e selvageria no qual a lógica do “salve-se quem puder” deságua na rápida escalada dos furtos, assaltos, saques, crimes e vandalismo. Quase que num piscar de olhos, o cordato cidadão civilizado se transforma em besta feroz, capaz das piores atrocidades.

Como entender esse perturbador fenômeno? A interpretação usual propõe um modelo conhecido: o ser humano no fundo é um animal selvagem e terrível. Remova os sustentáculos elementares da ordem civilizada; dispa a camisa de força social; suspenda, ainda que brevemente, a vigilância e a ameaça de punição aos infratores do código legal, e, em pouco tempo, retrocedemos ao “estado natural” e à “guerra de todos contra todos”. Os episódios de regressão à barbárie seriam, em suma, o psiquismo arcaico do animal humano posto a nu. É essa uma tese tão aceita quanto controversa: o que vem à tona não é mais o homem natural e primitivo; trata-se agora do “descivilizado”, livre das amarras civilizatórias e preso a um novo psiquismo violento. A “natureza” que já fora expelida traz agora, em seu retorno, as marcas e as feridas de sua violenta expulsão.

(Adaptado de: GIANNETTI, Eduardo. Trópicos utópicos. São Paulo: Companhia das Letras, 2016, p. 125-126)

Expressões como “salve-se quem puder” (2º parágrafo) e “guerra de todos contra todos” (3º parágrafo) estão sendo utilizadas para qualificar

 

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3337397 Ano: 2022
Disciplina: Português
Banca: FCC
Orgão: DPE-AM

Para responder à questão, baseie-se no texto abaixo.

Instintos e (des)civilização

Quão robusta é a ordem civilizatória ocidental? A julgar pelo século XX e mesmo sem levar em conta as duas guerras mundiais, talvez menos do que pareça. O padrão é conhecido: situações de conflito armado, morticínios, cataclismos naturais, migrações dramáticas, colapsos econômicos agudos. São fatos que revelam a fragilidade da fina superfície de civilidade e decoro sobre a qual assenta a nossa civilização.

Sob o impacto do abalo provocado por desastres como esses, o comportamento das pessoas sofre uma drástica mutação: enquanto alguns, em geral poucos, agem de forma solidária e até mesmo heroica, a maior parte da população atingida regride a um estado de violência e selvageria no qual a lógica do “salve-se quem puder” deságua na rápida escalada dos furtos, assaltos, saques, crimes e vandalismo. Quase que num piscar de olhos, o cordato cidadão civilizado se transforma em besta feroz, capaz das piores atrocidades.

Como entender esse perturbador fenômeno? A interpretação usual propõe um modelo conhecido: o ser humano no fundo é um animal selvagem e terrível. Remova os sustentáculos elementares da ordem civilizada; dispa a camisa de força social; suspenda, ainda que brevemente, a vigilância e a ameaça de punição aos infratores do código legal, e, em pouco tempo, retrocedemos ao “estado natural” e à “guerra de todos contra todos”. Os episódios de regressão à barbárie seriam, em suma, o psiquismo arcaico do animal humano posto a nu. É essa uma tese tão aceita quanto controversa: o que vem à tona não é mais o homem natural e primitivo; trata-se agora do “descivilizado”, livre das amarras civilizatórias e preso a um novo psiquismo violento. A “natureza” que já fora expelida traz agora, em seu retorno, as marcas e as feridas de sua violenta expulsão.

(Adaptado de: GIANNETTI, Eduardo. Trópicos utópicos. São Paulo: Companhia das Letras, 2016, p. 125-126)

Defende-se no texto a tese de que a ordem civilizatória ocidental, em nosso tempo,

 

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3337396 Ano: 2022
Disciplina: Português
Banca: FCC
Orgão: DPE-AM

Para responder à questão, baseie-se no texto abaixo.

Solo para flauta

Escrever. Tenho que escrever. Neste momento é necessário, mas não se trata de necessidade. Domingo, por exemplo, não tenho obrigação de escrever, e entretanto escrevo. Quando entro em férias, escrevo mais que quando em atividade remunerada. Donde viria isso, essa compulsão inefável e cruel de que sou vítima e cúmplice desde garotinho? Não me consta que um operário sinta prazer em trabalhar durante a telenovela das oito. No entanto, eu trabalho vendo novela de TV. Tenho sempre um caderninho de apontamentos e uma esferográfica. Não desligo de minha atividade nem mesmo durante os comerciais.

Neste momento, luto contra uma sonolência que me visita em horas mais ou menos previsíveis. Tem ela afinidade com o desfalecimento. Estando em convalescença, minado o meu organismo pela ingestão de produtos químicos, o sono se aproxima com promessas de recuperação, mas eu recuso a sua meiga imposição. Não me agrada dormir no sentido em que as pessoas geralmente dormem, obedientes à tirania do relógio e à ordem das atividades sociais produtivas. Ser noturno, encontro então uma doçura que poucos reconhecem e aproveitam, na penumbra, na surdina, no radioso silêncio. Escrevo.

Haverá ainda alguma compreensão para uma literatura de sutilezas, de constituição tênue, quase tão somente cores e sons macios, sigilosos? Ah, quanta saudade tenho da aurora da minha vida...Era feliz o mundo exterior, o grato espanto de saber que Deus povoara o mundo com felicidades ingênuas...

Escrevo, escrevo. Continuarei.

(Adaptado de: OLIVEIRA, José Carlos. Os sabiás da crônica. Antologia. Org. Augusto Massi. Belo Horizonte: Autêntica, 2021, p. 307-308)

A frase Luto contra uma sonolência que me visita em horas mais ou menos previsíveis ganha uma nova e correta redação, na qual se mantém seu sentido básico, em:

 

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3337395 Ano: 2022
Disciplina: Português
Banca: FCC
Orgão: DPE-AM

Para responder à questão, baseie-se no texto abaixo.

Solo para flauta

Escrever. Tenho que escrever. Neste momento é necessário, mas não se trata de necessidade. Domingo, por exemplo, não tenho obrigação de escrever, e entretanto escrevo. Quando entro em férias, escrevo mais que quando em atividade remunerada. Donde viria isso, essa compulsão inefável e cruel de que sou vítima e cúmplice desde garotinho? Não me consta que um operário sinta prazer em trabalhar durante a telenovela das oito. No entanto, eu trabalho vendo novela de TV. Tenho sempre um caderninho de apontamentos e uma esferográfica. Não desligo de minha atividade nem mesmo durante os comerciais.

Neste momento, luto contra uma sonolência que me visita em horas mais ou menos previsíveis. Tem ela afinidade com o desfalecimento. Estando em convalescença, minado o meu organismo pela ingestão de produtos químicos, o sono se aproxima com promessas de recuperação, mas eu recuso a sua meiga imposição. Não me agrada dormir no sentido em que as pessoas geralmente dormem, obedientes à tirania do relógio e à ordem das atividades sociais produtivas. Ser noturno, encontro então uma doçura que poucos reconhecem e aproveitam, na penumbra, na surdina, no radioso silêncio. Escrevo.

Haverá ainda alguma compreensão para uma literatura de sutilezas, de constituição tênue, quase tão somente cores e sons macios, sigilosos? Ah, quanta saudade tenho da aurora da minha vida...Era feliz o mundo exterior, o grato espanto de saber que Deus povoara o mundo com felicidades ingênuas...

Escrevo, escrevo. Continuarei.

(Adaptado de: OLIVEIRA, José Carlos. Os sabiás da crônica. Antologia. Org. Augusto Massi. Belo Horizonte: Autêntica, 2021, p. 307-308)

Transpondo-se para a voz passiva a construção Deus povoara o mundo com felicidades ingênuas, a forma verbal resultante deverá ser

 

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3337394 Ano: 2022
Disciplina: Português
Banca: FCC
Orgão: DPE-AM

Para responder à questão, baseie-se no texto abaixo.

Solo para flauta

Escrever. Tenho que escrever. Neste momento é necessário, mas não se trata de necessidade. Domingo, por exemplo, não tenho obrigação de escrever, e entretanto escrevo. Quando entro em férias, escrevo mais que quando em atividade remunerada. Donde viria isso, essa compulsão inefável e cruel de que sou vítima e cúmplice desde garotinho? Não me consta que um operário sinta prazer em trabalhar durante a telenovela das oito. No entanto, eu trabalho vendo novela de TV. Tenho sempre um caderninho de apontamentos e uma esferográfica. Não desligo de minha atividade nem mesmo durante os comerciais.

Neste momento, luto contra uma sonolência que me visita em horas mais ou menos previsíveis. Tem ela afinidade com o desfalecimento. Estando em convalescença, minado o meu organismo pela ingestão de produtos químicos, o sono se aproxima com promessas de recuperação, mas eu recuso a sua meiga imposição. Não me agrada dormir no sentido em que as pessoas geralmente dormem, obedientes à tirania do relógio e à ordem das atividades sociais produtivas. Ser noturno, encontro então uma doçura que poucos reconhecem e aproveitam, na penumbra, na surdina, no radioso silêncio. Escrevo.

Haverá ainda alguma compreensão para uma literatura de sutilezas, de constituição tênue, quase tão somente cores e sons macios, sigilosos? Ah, quanta saudade tenho da aurora da minha vida...Era feliz o mundo exterior, o grato espanto de saber que Deus povoara o mundo com felicidades ingênuas...

Escrevo, escrevo. Continuarei.

(Adaptado de: OLIVEIRA, José Carlos. Os sabiás da crônica. Antologia. Org. Augusto Massi. Belo Horizonte: Autêntica, 2021, p. 307-308)

Está correto o emprego do elemento sublinhado na frase:

 

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3337393 Ano: 2022
Disciplina: Português
Banca: FCC
Orgão: DPE-AM

Para responder à questão, baseie-se no texto abaixo.

Solo para flauta

Escrever. Tenho que escrever. Neste momento é necessário, mas não se trata de necessidade. Domingo, por exemplo, não tenho obrigação de escrever, e entretanto escrevo. Quando entro em férias, escrevo mais que quando em atividade remunerada. Donde viria isso, essa compulsão inefável e cruel de que sou vítima e cúmplice desde garotinho? Não me consta que um operário sinta prazer em trabalhar durante a telenovela das oito. No entanto, eu trabalho vendo novela de TV. Tenho sempre um caderninho de apontamentos e uma esferográfica. Não desligo de minha atividade nem mesmo durante os comerciais.

Neste momento, luto contra uma sonolência que me visita em horas mais ou menos previsíveis. Tem ela afinidade com o desfalecimento. Estando em convalescença, minado o meu organismo pela ingestão de produtos químicos, o sono se aproxima com promessas de recuperação, mas eu recuso a sua meiga imposição. Não me agrada dormir no sentido em que as pessoas geralmente dormem, obedientes à tirania do relógio e à ordem das atividades sociais produtivas. Ser noturno, encontro então uma doçura que poucos reconhecem e aproveitam, na penumbra, na surdina, no radioso silêncio. Escrevo.

Haverá ainda alguma compreensão para uma literatura de sutilezas, de constituição tênue, quase tão somente cores e sons macios, sigilosos? Ah, quanta saudade tenho da aurora da minha vida...Era feliz o mundo exterior, o grato espanto de saber que Deus povoara o mundo com felicidades ingênuas...

Escrevo, escrevo. Continuarei.

(Adaptado de: OLIVEIRA, José Carlos. Os sabiás da crônica. Antologia. Org. Augusto Massi. Belo Horizonte: Autêntica, 2021, p. 307-308)

As normas de concordância verbal estão plenamente respeitadas na frase:

 

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