Foram encontradas 630 questões.
Nas orações abaixo, observa-se a ocorrência de voz passiva na seguinte alternativa:
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Leia o texto seguinte para responder às questões 23 e 24.
Mais e melhores neurônios
A boa ciência experimental obriga pesquisadores a rever teorias e noções que antes pareciam consensuais. No momento, a neurobiologia passa por uma dessas revisões, com a derrocada do antigo princípio de que células cerebrais (neurônios) não poderiam ser repostas pelo organismo adulto. Nessa visão ultrapassada do cérebro, o envelhecimento do órgão equivaleria necessariamente a decadência, na forma de perda progressiva de suas células.
O cérebro não apenas produz novos neurônios como surgem agora indicações de que tanto o aprendizado quanto o exercício físico podem estimular essa forma de regeneração, conhecida como neurogênese.
Transcorreram duas décadas entre a descoberta da neurogênese em camundongos e a do mesmo fenômeno em seres humanos. O tema atrai enorme atenção por conta de seu potencial de tratar doenças degenerativas e lesões no cérebro de idosos, como o mal de Alzheimer e derrames.
Dois grupos norte-americanos se debruçaram sobre essa forma de regeneração, obtendo resultados diferenciados, mas não inconciliáveis. Uma equipe, da Universidade Princeton, verificou que a reposição aumenta quando camundongos são submetidos a tarefas de aprendizado intenso. Outra, do Instituto Salk, constatou resultado semelhante com exercícios físicos continuados.
As pesquisas estão na edição de março da "Nature Neuroscience". Um terceiro artigo na publicação especula que os dois tipos de estímulo para a neurogênese - aprendizado e exercício - podem se complementar, como ocorre na exploração de um novo ambiente. Nessa situação, o animal se movimenta muito para reconhecer o terreno e, ao mesmo tempo, tem de memorizá-lo. Numa palavra, aprender.
A ciência aprende com seus experimentos mais engenhosos e a humanidade, com a ciência. Não só a sobreviver, mas a viver mais, e melhor.
Folha de São Paulo, editorial
Nos trechos: “Uma equipe, da Universidade Princeton, verificou que a reposição aumenta...” e “Um terceiro artigo na publicação especula que os dois tipos de estímulo...” As orações em destaque classificam-se como:
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Leia o texto a seguir para responder às questões de 19 a 21.
Fofoca: uma obra sem autor
O próprio som da palavra dá a ela um certo ar de frivolidade. Fofoca, mexerico, coisa sem importância. Difamação é crime, mas fofoca é só uma brincadeira. O que seria da vida sem um bom diz-que-me-diz-que, não?
Não. Dispenso fofocas e fofoqueiros. Quando alguém se aproxima de mim, segura no meu braço e olha para o lado antes de começar a falar, já sei que vem aí uma lama que não me diz respeito. [...]
A fofoca nasce da boca de quem? Ninguém sabe. Ouviu-se falar. É uma afirmação sem fonte, uma suspeita sem indício, uma leviandade órfã de pai e mãe. Quem fabrica uma fofoca quer ter a sensação de poder. Poder o quê? Poder divulgar algo seu, ver seu “trabalho” passado adiante, provocando reações, mobilizando pessoas. Quem dera o criador da fofoca pudesse contribuir para a sociedade com um quadro, um projeto de arquitetura, um plano educacional, mas sem talento para tanto, ele gera boatos.
Quem faz intrigas sobre a vida alheia quer ter algo de sua autoria, uma obra que se alastre e cresça, que se torne pública e que seja muito comentada. Algo que lhe dê continuidade. É por isso que fofocar é uma tentação. Porque nos dá, por poucos minutos, a sensação de ser portador de uma informação valiosa que está sendo gentilmente dividida com os outros. [...] Fofocas podem provocar lesões emocionais. Por mais inocente ou absurda, sempre deixa um rastro de desconfiança. Onde há fumaça há fogo, acreditam todos, o que transforma toda fofoca numa verdade em potencial. Não há fofoca que compense. Se for mesmo verdade, é uma bala perdida. Se for mentira, é um tiro pelas costas.
MEDEIROS, Martha. Almas gêmeas, 20 set. 1999. Disponível em:
https://armazemdetexto.blogspot.com/2017/12/texto-fofoca-uma-obra-sem-autor-martha.html
Acesso em abril de 2022.
No trecho: “É por isso que fofocar é uma tentação”, o elemento textual “isso” estabelece no contexto a coesão:
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Ao apresentar as diferentes escolas literárias aos alunos, é importante que o(a) professor(a) aborde algumas questões centrais a elas relacionadas.
Assinale a alternativa que apresenta, pela ordem, a relação correta entre as escolas literárias e seus aspectos e características centrais.
A- Parnasianismo
B- Classicismo
C- Simbolismo
D- Romantismo
E- Humanismo
( ) Nasce como uma tentativa de representar, por meio da arte, a transcendência humana sobre os aspectos materiais. Sua poesia pretende ser a tradução dos estados mais profundos do ser humano, aqueles que se enraízam no inconsciente, encarado como um lugar fora do alcance da Razão. Assim, o espiritualismo funcionava como forma de abordagem de um mundo que se supunha existir para além da realidade visível e concreta.
( ) Corresponde a um período de transição entre uma atitude teocêntrica e outra mais antropocêntrica. Por isso, a arte desse período é marcada pela convivência de elementos espiritualistas (teocêntricos) e terrenos (antropocêntricos).
( ) O caráter básico desse estilo de época é a influência do modelo greco-latino, da qual se originou a atitude racionalista, que via a razão como um bem supremo a ser atingido e cultivado. Do racionalismo, advém a busca do equilíbrio entre técnica (forma) e inspiração (conteúdo), e a presença da harmonia e da clareza na obra de arte, como consequência de uma sociedade crente em si mesma, porque otimista quanto ao presente e quanto ao futuro do homem.
( ) Proclama a liberdade individual do artista como uma de suas características fundamentais. Sendo assim, a expressão livre de sentimentos conferiu aos escritores desse período a alcunha de sentimentalistas e individualistas, associando-os à manifestação de uma imaginação intensa, permeada pela atividade noturna e sonhadora. Em decorrência disso, a fuga da realidade se fez presente de modo marcante nas obras literárias do período.
( ) Os autores desse período deixaram transparecer no conjunto das obras uma opção bem definida pelo descritivismo, uma concepção bastante tradicional em seu respeito à forma (metro, rima, ritmo) e a contenção dos sentimentos. Tudo isso garantia aos poemas, muitas vezes, um tom impessoal.
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Há, na Língua Portuguesa, muitos processos pelos quais se formam palavras as quais utilizamos em nosso cotidiano. Marque a opção que indica correta e respectivamente o processo de formação das palavras: democracia, imperdoável, embora.
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Leia o texto a seguir e analise os termos destacados:
Inimigos
O apelido de Maria Teresa, para Norberto, era “Quequinha”. Depois do casamento, sempre que queria contar para os outros uma da sua mulher, o Norberto pegava sua mão, carinhosamente, e começava:
— Pois a Quequinha…
E a Quequinha, dengosa, protestava:
— Ora, Beto!
Com o passar do tempo, o Norberto deixou de chamar a Maria Teresa de Quequinha; se ela estivesse ao seu lado e ele quisesse se referir a ela, dizia:
— A mulher aqui…
Ou, às vezes:
— Esta mulherzinha…
Mas nunca mais de Quequinha.
(O tempo, o tempo. O amor tem mil inimigos, mas o pior deles é o tempo. O tempo ataca em silêncio. O tempo usa armas químicas.)
Com o tempo, Norberto passou a tratar a mulher por “Ela”.
— Ela odeia o Charles Bronson.
— Ah, não gosto mesmo.
Deve-se dizer que o Norberto, a esta altura, embora a chamasse de Ela, ainda usava um vago gesto da mão para indicá-la. Pior foi quando passou a dizer “essa aí” e apontar com o queixo.
— Essa aí…
E apontava com o queixo, até curvando a boca com um certo desdém.
(O tempo, o tempo. O tempo captura o amor e não o mata na hora. Vai tirando uma asa, depois a outra...)
Hoje, quando quer contar alguma coisa da mulher, o Norberto nem olha na sua direção. Faz um meneio de lado com a cabeça e diz:
— Aquilo…
VERISSIMO, Luis Fernando. Novas comédias da vida privada. Porto Alegre: L&PM, 1996. p.70-71.
Julgue VERDADEIRAS (V) OU FALSAS (F) as afirmações acerca do emprego das palavras destacadas no texto:
( ) A combinação entre o pronome demonstrativo e o diminutivo na expressão “esta mulherzinha”, apesar de manter o caráter afetuoso, dá início ao processo de impessoalização no modo como Quequinha é tratada por Beto.
( ) O pronome demonstrativo esta indica um referente próximo e estabelece, no interior do texto, uma coesão sequencial. O pronome ela, por sua vez, é generalizante e pode se referir a qualquer mulher.
( ) O fato de o pronome pessoal “Ela” aparecer em maiúscula (“Deve-se dizer que o Norberto, a esta altura, embora a chamasse de Ela, ...”) sugere que ele é empregado como um nome, e não como um pronome, o que torna ainda mais evidente a despersonalização da mulher.
( ) O uso depreciativo do pronome demonstrativo essa (“essa aí”) indica que Norberto faz uma imagem negativa da esposa e revela certo grau de afastamento entre ambos.
( ) No final do texto, o uso do pronome demonstrativo aquilo para identificar Quequinha revela sua transformação em um objeto desprezível, pois se trata de um pronome neutro, que apaga até o gênero feminino da personagem.
Assinale a sequência CORRETA:
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O ensino da Literatura compreende abordagens de tópicos de natureza sócio-histórico-cultural, aos quais estão atreladas as questões literárias propriamente ditas. Ao trabalhar, por exemplo, a obra Triste fim de Policarpo Quaresma, de Lima Barreto, seria importante refletir a respeito de uma série de questões muito relevantes.
Assinale a alternativa em que são citadas tais questões nesta obra de Lima Barreto:
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Faça a leitura do texto abaixo para responder as questões 4 e 5.
Galos, noites e quintais
(Belchior)
Quando eu não tinha o olhar lacrimoso
Que hoje eu trago e tenho
Quando adoçava o meu pranto e meu sono
No bagaço de cana do engenho
Quando eu ganhava esse mundo de meu Deus
Fazendo eu mesmo o meu caminho
Por entre as fileiras do milho verde
Que ondeia, com saudade do verde marinho
Eu era alegre como um rio
Um bicho, um bando de pardais
Como um galo, quando havia...
Quando havia galos, noites e quintais
[...]
No verso “Eu era alegre como um rio”, pode-se afirmar:
I. Há uma linguagem denotativa.
II. Há uma figura de linguagem: Comparação.
III. Trata-se de uma linguagem conotativa.
Está(ão) CORRETA(S):
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O texto a seguir refere-se às questões 1 e 2.
O que é alopecia, condição que causa perda de cabelo (e não é piada)
Durante o Oscar 2022, Will Smith, que levou a estatueta de Melhor Ator para a casa, deu um tapa na cara de Chris Rock, após o comediante fazer uma piada sobre a esposa do ator, Jada Pinkett-Smith, que ficou careca por sofrer de uma condição chamada alopecia.
A alopecia, também conhecida como calvície, é definida como a ausência, rarefação (menor quantidade de fios) ou queda dos cabelos e pelos do corpo. De acordo com a Biblioteca Virtual em Saúde do Ministério da Saúde, o problema pode ser transitório ou definitivo, podendo ocorrer de forma local, regional ou total.
A condição tende a afetar mais os homens, quando a queda dos cabelos está diretamente associada à presença dos hormônios sexuais masculinos, principalmente a testosterona. Como as mulheres produzem menos esse hormônio, a ocorrência da calvície nelas é mais rara e, normalmente, menos drástica.
(Redação da Revista Galileu- 28 de março de 2022 – adaptado)
No trecho do texto anterior: “A condição tende a afetar mais os homens, quando a queda dos cabelos está diretamente associada à presença dos hormônios sexuais masculinos...” o uso da crase, segundo a sua regra de aplicação, ocorre por estar diante de:
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Leia o texto abaixo e responda as questões:
Lygia Fagundes Telles e uma aula de horror em “Venha ver o pôr do sol”
No dia 3 de abril de 2022, o Brasil perdeu uma de suas principais vozes literárias. Consagrada por crítica e público, lida tanto nas universidades quanto nas escolas e traduzida para inúmeros idiomas, a paulistana Lygia Fagundes Telles deixa uma obra de imenso valor, composta por coletâneas de contos e romances que figuram em qualquer lista de melhores títulos da literatura brasileira no século 20.
Marcas reconhecidas dessa produção são a profundidade psicológica de personagens, a dedicação às filigranas da escrita e o teor político subjacente à composição ficcional. Mas outras características de Telles são igualmente importantes, como a expressão do sobrenatural, do mágico e, por que não?, do horror.
(OSCAR NESTAREZ - Revista Galileu - 14 ABR 2022) - adaptado
O verbete “filigranas”, grafado no texto anterior, pode ter o seu significado, nesse contexto, compreendido como:
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