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Leia o texto e responda à questão.
Como Darwin explica a evolução das línguas
Para o filósofo americano Daniel Cloud, a seleção artificial está por trás da evolução das línguas, do significado das palavras e do vocabulário.
Em seu segundo livro, The Domestication of Language (A Domesticação da Linguagem, em tradução livre), lançado em dezembro nos Estados Unidos, Cloud conta como os termos que usamos sobrevivem ou desaparecem de acordo com as rígidas leis da seleção artificial. A evolução não perdoa substantivos ou adjetivos mal adaptados.
Por que o senhor acredita que temos com a linguagem a mesma relação que desenvolvemos com nossos cães? A ideia da domesticação das palavras rondava minha mente há anos, desde que li Darwin. [...] Nossas línguas são, em parte, produto da invenção humana: decidimos como ela é e será. No entanto, nossa linguagem não foi deliberadamente inventada por um grupo de pessoas. [...] Escolhemos entre diversas variantes sutilmente diferentes, inconscientemente moldando nossos cães da maneira que nós quisemos. Com a linguagem parece acontecer o mesmo.
[...]
Ou seja, o tipo de palavras que alguém usa revela também informações pessoais. Como esse componente social se encaixa em sua teoria de domesticação e evolução da linguagem? Conscientemente as pessoas se esforçam para tornar seu dialeto distinto de seus vizinhos por razões políticas. [...] A linguagem está ligada à identidade e ao contrato social estabelecido entre grupos diferentes. [...] Muitos preconceitos de classe são preconceitos linguísticos e vice-versa, mas explicar isso é difícil. Costumamos pensar nas maneiras de falar apenas como „certas" ou „erradas".
(Disponível: http://veja.abril.com.br. Acesso em 11/02/2015,
adaptado)
“No entanto, nossa linguagem não foi deliberadamente inventada por um grupo de pessoas.”
Considerando o sentido global do texto, é CORRETO afirmar que o conector destacado
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Leia o texto e responda à questão.
Como Darwin explica a evolução das línguas
Para o filósofo americano Daniel Cloud, a seleção artificial está por trás da evolução das línguas, do significado das palavras e do vocabulário.
Em seu segundo livro, The Domestication of Language (A Domesticação da Linguagem, em tradução livre), lançado em dezembro nos Estados Unidos, Cloud conta como os termos que usamos sobrevivem ou desaparecem de acordo com as rígidas leis da seleção artificial. A evolução não perdoa substantivos ou adjetivos mal adaptados.
Por que o senhor acredita que temos com a linguagem a mesma relação que desenvolvemos com nossos cães? A ideia da domesticação das palavras rondava minha mente há anos, desde que li Darwin. [...] Nossas línguas são, em parte, produto da invenção humana: decidimos como ela é e será. No entanto, nossa linguagem não foi deliberadamente inventada por um grupo de pessoas. [...] Escolhemos entre diversas variantes sutilmente diferentes, inconscientemente moldando nossos cães da maneira que nós quisemos. Com a linguagem parece acontecer o mesmo.
[...]
Ou seja, o tipo de palavras que alguém usa revela também informações pessoais. Como esse componente social se encaixa em sua teoria de domesticação e evolução da linguagem? Conscientemente as pessoas se esforçam para tornar seu dialeto distinto de seus vizinhos por razões políticas. [...] A linguagem está ligada à identidade e ao contrato social estabelecido entre grupos diferentes. [...] Muitos preconceitos de classe são preconceitos linguísticos e vice-versa, mas explicar isso é difícil. Costumamos pensar nas maneiras de falar apenas como „certas" ou „erradas".
(Disponível: http://veja.abril.com.br. Acesso em 11/02/2015,
adaptado)
O texto, publicado originalmente na veja.abril.com.br, é um(a)
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A noção de gênero é múltipla quando se considera as diferentes escolas funcionalistas. Para Bakhtin, “A classificação das formas do enunciado deve apoiar-se sobre uma classificação das formas de comunicação verbal”.
(Marxismo e Filosofia da Linguagem, 2006, p. 42)
Tendo em conta a noção de gênero para Bakhtin, é CORRETO afirmar:
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Pesquisas variacionistas com dados sobre o português brasileiro têm demonstrado que o uso do sujeito indeterminado pelos falantes, em grande medida, não reflete as estratégias descritas pelas gramáticas normativas. Isso significa dizer que, atualmente, o falante tem preferido usar outras estratégias para expressar a indeterminação do sujeito.
Considerando essa realidade da língua, assinale a opção que apresenta uma construção com sujeito indeterminado não aceita pela tradição normativa.
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Leia o texto e responda à questão.
“(...) meu corpo
Nordestino
Mais que isso
Maranhense
Mais que isso
São-luisense
Mais que isso
Ferreirense
Newtoniense
Alzirense
Meu corpo nascido numa porta-e-janela da rua
dos prazeres (...)”
(Gullar, F. Poema Sujo. Ed. Olympio, 2013, p 40).
A valorização da forma é um aspecto que fundamenta a ideia de que é a „mensagem pela mensagem" que caracteriza a função estética ou a função poética da linguagem. É esse aspecto (...) que acentua e valida o recurso à multissignificação das palavras, que estimula os novos efeitos de sentido (...).
(ANTUNES, I. Território das Palavras: estudo do léxico em sala de
aula. Parábola, 2012, p. 125).
Relacionando os processos de formação de palavras utilizados no trecho do poema com a temática do próprio poema, é CORRETO afirmar que a intencionalidade
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Leia o texto e responda à questão.
“(...) meu corpo
Nordestino
Mais que isso
Maranhense
Mais que isso
São-luisense
Mais que isso
Ferreirense
Newtoniense
Alzirense
Meu corpo nascido numa porta-e-janela da rua
dos prazeres (...)”
(Gullar, F. Poema Sujo. Ed. Olympio, 2013, p 40).
No trecho do Poema Sujo, Ferreira Gullar lança mão de dois processos de formação de palavras. Considerando as palavras destacadas, são eles, respectivamente:
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Com relação ao ensino de língua materna em sala de aula e a variação linguística, pode-se afirmar que a escola
I. deve ter como objetivo primeiro ampliar a competência comunicativa do aluno, reconhecendo e utilizando, para tanto, a pluralidade de normas da língua materna.
II. tem o dever de reconhecer a variação linguística, muito embora tenha de dedicar maior tempo ao ensino da norma-padrão.
III. deve reconhecer a variação linguística, e ajudar o aluno a compreender que a escolha entre os modos de falar é aleatória.
IV. não é obrigada a reconhecer a variação e deve primar pelo bom uso da língua portuguesa, independente do contexto de uso.
V. deve ter uma visão ponderada sobre a língua: deve compreendê-la tanto como um sistema em potência, conjunto abstrato de signos e de regras, como um sistema-em-função, vinculado às circunstâncias concretas de uso.
É CORRETO o que se afirma apenas em:
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Com relação à competência comunicativa, noção tão cara aos estudos sociolinguísticos, em especial à educação em língua materna, é CORRETO o que se afirma na alternativa:
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Segundo a professora Stella Maris Bortoni-Ricardo, autora de uma expressiva produção científico-educacional na área da sociolinguística, um dos princípios fundamentais para a aplicação da sociolinguística ao processo educacional, principalmente, no que concerne ao ensino/aprendizagem da língua materna, é
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“Ao desenvolver o ensino de língua materna e trabalhar especificamente com o ensino de gramática, é conveniente que o professor tenha em mente que há vários tipos de gramática e que seu trabalho com cada um desses tipos pode resultar em atividades completamente distintas para o atendimento de objetivos bem diversos.”
(TRAVAGLIA, 1966).
Relacionando o texto de Travaglia com o texto de Luís Fernando Veríssimo, pode-se afirmar que o alvo da crítica de Veríssimo é o ensino da irrelevância, que deixa de ampliar a competência comunicativa do aluno, para tomar como referência, principalmente, a gramática
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