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Em Produção textual, análise de gêneros e compreensão (MARCUSCHI, 2010), o autor 9.organiza um quadro geral das categorias analíticas, contemplando aspectos como gênero textual, tipo textual, domínio discursivo e suporte. Observe o quadro a seguir e a notícia veiculada pelo site Uol.

(MARCUSCHI, Luiz Antônio. Produção textual, análise de gêneros e compreensão. São Paulo: Parábola, 2010).
Crise afugenta cientistas e transfere pesquisas do Brasil: "Na penúria"
O pesquisador Sérgio Teixeira Ferreira é chefe do Laboratório de Doenças Neurodegenerativas do Instituto de Bioquímica Médica da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro). Atualmente, ele se divide entre o Rio e a cidade de Kingston, no Canadá, onde sua mulher e principal parceira nas pesquisas sobre a doença de Alzheimer, a neurocientista Fernanda De Felice, está em missão científica. "Ela aproveitou um momento muito complicado da ciência no Brasil para fazer essa opção de sair por um período para tentar fazer fora o que não conseguia fazer aqui", afirma.
Nos últimos meses, a equipe de Ferreira perdeu sete pesquisadores (dois doutores e cinco alunos de doutorado) e outros dois já avisaram que devem sair entre setembro e outubro. Todos foram para o exterior. "O meu laboratório não aguenta mais um ano na situação atual", acrescenta Ferreira, que lidera um grupo de pesquisadores reconhecido internacionalmente por suas descobertas na busca por novos tratamentos contra o Alzheimer. "Estamos em uma absoluta penúria”.
“Vários desses estudantes estão saindo para fazer experimentos no exterior porque nós não temos material de pesquisa no Brasil." A saída do país de profissionais altamente qualificados, movimento que ficou conhecido como "fuga de cérebros", é apenas uma das facetas dos problemas enfrentados por quem atua na área de ciência e tecnologia no Brasil. A equipe da UFRJ é vítima da falta de recursos que atinge o setor e que se agravou com os recentes cortes no orçamento anunciados pelo governo como reação à crise econômica.
Disponível em: < https://noticias.uol.com.br/
ciencia/ultimas noticias/redacao/2017/06/12/crise afugenta cientistas e transfere pesquisas do brasil na penuria.htm /> Acesso em: 10 nov. 2017
Considerando o quadro e o texto acima, analise as seguintes afirmações:
I. No que diz respeito ao conceito de suporte, para Marcuschi, a homepage é um gênero bem estabelecido, mas o site é um suporte e não um gênero. A homepage institucional carrega uma série de gêneros. Assim sendo, o site ‘https://noticias.uol.com.br/’ é um suporte. Há uma tendência de vê-lo como serviço da atividade comunicativa.
II. Com relação ao conceito de gênero, é correto afirmar que se estabelece na relação dicotômica entre fala e escrita, uma vez que: 1) é histórico e sociocomunicativo, tendo origem em práticas sociais; 2) estabiliza determinadas rotinas de realização; 3) tende a ter uma forma característica, ainda que não possa ser definido apenas pelo aspecto formal; 4) é maleável em decorrência de sua funcionalidade. Logo, “Crise afugenta cientistas e transfere pesquisa no Brasil: ‘na penúria’” classifica-se como gênero textual notícia, apresentando uso preponderante do registro formal da língua.
III. No que concerne ao tipo textual, pode-se dizer que corresponde a uma espécie de construção teórica, definida por aspectos lexicais, sintáticos, tempos verbais, relações lógicas e estilo, realizando-se mais como modos textuais ou sequências retóricas do que como textos materializados. Um mesmo texto poderá apresentar vários tipos textuais, tais como: narração, argumentação, exposição, descrição e injunção. Quando predomina um modo num dado texto concreto, dizemos que esse texto é narrativo, ou argumentativo, por exemplo. No texto “Crise afugenta cientistas e transfere pesquisa no Brasil: ‘na penúria’”, predomina o tipo textual injuntivo.
Esá(ão) correta(s) a(s) afirmativa(s)
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Em A coerência textual, Koch e Travaglia (2004) retomam a proposta de Van Dijk e Kintsch 8.sobre diversos tipos de coerência (semântica, sintática, estilística e pragmática), uma vez que essa divisão possibilita sistematizar aspectos associados ao fator de textualidade estudado pela obra. No tocante à coerência sintática, que nada mais é do que um aspecto da coesão que auxilia no estabelecimento da articulação pontual das ideias, os autores apontam alguns mecanismos de construção frasal que contribuem favoravelmente à composição do enunciado.
Em relação as ideias expostas, a frase que apresenta formulação adequada é:
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Na Gramática Pedagógica do Português Brasileiro (BAGNO, 2012), o autor discute alguns 4.conceitos elaborados por Ferdinand de Saussure (1986). Identifique, a partir das ponderações de Bagno (2012), quais dentre as afirmações abaixo vão ao encontro dos pressupostos saussureanos:
I. Língua (Langue) é um sistema abstrato, homogêneo, composto de todas as realizações potenciais de expressão, formado por unidades que se opõem entre si, compartilhado por todos os falantes de um grupo social; é invariável, pois não pode ser alterado por nenhum falante individual. É graças a essa visão que o estruturalismo pôde elaborar conceitos como os de fonema, morfema, sema e lexema.
II. Fala (Parole): manifestações individuais, particulares, heterogêneas, das potencialidades do sistema; apresenta variação, mas essa variação não prejudica a intercompreensão dos falantes, pois todos reconhecem que, por trás das formas variantes, existe, num nível mais abstrato, uma forma comum, geral. Os fones e os alofones estão presentes na fala, onde há variação.
III. O termo “significado” refere um conceito abstrato, ao passo que a palavra “significante” indica a realização audível desse conceito, sendo, portanto, variável de uma língua para outra. Quando, por exemplo, um carioca pronuncia a palavra TIA como [´t∫ia] e um pernambucano como [`tia], essa diferença está apenas no nível do significante, por não envolver mudança de significado. Por isso, a fonologia estruturalista diz que não existe o fonema / t∫/ em português, mas em inglês, sim, porque ele serve para distinguir palavras diferentes, como cash e catch.
IV. Todo falante do Português Brasileiro reconhece os significados diferentes para Março e marcho. Dessa forma, o par mínimo em oposição /s/ - /∫/ ocorre somente em nível fonético, assim como ocorre em [‘basta] e [‘basta].
Estão corretas as afirmativas
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Em Iniciação à sintaxe (AZEREDO, 2013), o autor realiza um estudo sobre a estrutura sintagmática do Português.
Com base na obra, é correto afirmar que,
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Considerando o emprego do hífen, conforme O Novo Acordo da Língua Portuguesa (SILVA, 5.2014), firmado em 1° de janeiro de 2016.
O revide ao (1) foi liderado pelo secretário (2), do instituto. A notícia foi (3), mas o diretor (4) fez questão de comunicá-la mediante uma (5) do folheto institucional.
As palavras que completam, correta e respectivamente, são:
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Em Nada na língua é por acaso: por uma pedagogia da variação linguística, Marcos Bagno estabelece uma clara distinção entre as abordagens normativa e descritiva. A primeira busca prescrever instruções mediante regras que, na maioria das vezes, seguem critérios de cunho social e não linguístico. A segunda, por sua vez, efetua um trabalho de definição, classificação e interpretação em que não há a intenção de julgar, mas sim de compreender os fenômenos observados. Tanto nessa obra quanto em publicações posteriores, como na Gramática pedagógica do português brasileiro, o autor fundamenta seu posicionamento em uma visão descritiva. Adotando tal perspectiva, leia a seguir “O poeta da Roça”, de Patativa do Assaré.
Sou fio das mata, cantô da mão grossa,
Trabaio na roça, de inverno e de estio.
A minha chupana é tapada de barro,
Só fumo cigarro de paia de mio.
Trabaio na roça, de inverno e de estio.
A minha chupana é tapada de barro,
Só fumo cigarro de paia de mio.
Sou poeta das brenha, não faço o papé
De argum menestré, ou errante cantô
Que veve vagando, com sua viola,
Cantando, pachola, à percura de amô.
De argum menestré, ou errante cantô
Que veve vagando, com sua viola,
Cantando, pachola, à percura de amô.
Não tenho sabença, pois nunca estudei,
Apenas eu sei o meu nome assiná.
Meu pai, coitadinho! vivia sem cobre,
E o fio do pobre não pode estudá.
Apenas eu sei o meu nome assiná.
Meu pai, coitadinho! vivia sem cobre,
E o fio do pobre não pode estudá.
Meu verso rastero, singelo e sem graça,
Não entra na praça, no rico salão,
Meu verso só entra no campo e na roça
Nas pobre paioça, da serra ao sertão.
Não entra na praça, no rico salão,
Meu verso só entra no campo e na roça
Nas pobre paioça, da serra ao sertão.
Só canto o buliço da vida apertada,
Da lida pesada, das roça e dos eito.
E às vez, recordando feliz mocidade,
Canto uma sodade que mora em meu peito.
Da lida pesada, das roça e dos eito.
E às vez, recordando feliz mocidade,
Canto uma sodade que mora em meu peito.
[...]
(ASSARÉ, Patativa do. Cante lá que eu canto cá: filosofia de um trovador nordestino. Petrópolis: Vozes, 2004.).
Considerando as ponderações de Bagno (2012) e o poema acima, analise as seguintes afirmações:
I. As palavras sublinhadas no texto apresentam uma apócope muito difundida no português brasileiro, a qual corresponde à supressão da consoante em final de palavra. Ainda que o texto possibilite identificar o enunciador como falante de alguma variedade rural ou como um indivíduo pouco escolarizado, o fenômeno também pode ser observado na fala urbana de sujeitos mais letrados, em situações nas quais não há um alto monitoramento estilístico.
II. As palavras “trabaio”, “paia”, “fio” e “mio” têm uma grafia que representa o processo da vocalização (deslaterização/despalatização) de [
] em [i]. Por sua vez, a expressão “Sou poeta das brenha” revela um desvio de flexão e concordância nominal, tendo em vista que “brenha” significa mata espessa, virgem e deveria obrigatoriamente ser escrita no plural, independentemente do seu determinante.
] em [i]. Por sua vez, a expressão “Sou poeta das brenha” revela um desvio de flexão e concordância nominal, tendo em vista que “brenha” significa mata espessa, virgem e deveria obrigatoriamente ser escrita no plural, independentemente do seu determinante.
III. As palavras “percura” e “argum” registram, na forma escrita, um processo fonético/fonológico denominado rotacismo, e a palavra “veve”, um abaixamento vocálico.
Estão corretas as afirmativas
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De acordo com Morais (2007), não há, na língua portuguesa, correspondência total entre 2.letras e fonemas. O fonema /s/, por exemplo, pode ser grafado com c, s, ss, ç, x, sc, sç, xc. Essa é uma das muitas particularidades da língua escrita que dificulta o processo de ensino-aprendizagem da ortografia da Língua Portuguesa. Além dessas questões de ordem fonêmico-ortográfica do idioma, há outros fenômenos linguísticos que, de acordo com Ilari e Basso (2014), constituem casos de variação diastrática, tais como: (a) queda e nasalização da vogal átona inicial, (b) queda de material fonético à vogal tônica; (c) perda da distinção entre vogal e ditongo antes de palatal; (d) monotongação de ditongos crescentes em posição final; (e) uso de [j] por [
].
].
Refletindo sobre a relação entre som e letra, mediante uma análise linguística voltada para o ensino, verifique as seguintes afirmações:
I. Na relação em que uma unidade sonora corresponde a mais de uma unidade gráfica e que uma unidade gráfica representa mais de uma unidade sonora, mostra-se uma regularidade de acordo com a posição da unidade gráfica ou sonora na palavra, como por exemplo, em “massa” e “zebra”. Essa forma de correspondência, quando se apresenta regular, é passível de ser aprendida mediante uma regra, segundo alguns autores. Contudo, há outros tipos de correspondências existentes que não permitem tal sistematização, pois dependem do conhecimento prévio da escrita da palavra.
II. Com respeito aos fenômenos de variação diastrática citados no enunciado, são exemplos, respectivamente: a- incelença por excelência; b- figo por fígado, Ciço por Cícero; c- pexe por peixe; d-sustança por substância; d- foia por folha. Do ponto de vista pedagógico, os alunos que chegam à escola falando uma variante que inclui esses fenômenos precisam aprender variedades de prestígio como uma espécie de língua estrangeira.
III. No sistema linguístico do Português Brasileiro, o som de /s/ pode ser representado por vários grafemas, e, embora exista a sistematicidade em algumas palavras, não há regra para as grafias de “seguro”, “assíduo”, “cidade” e “auxílio”, pois tal formalização é arbitrária. Mas não é arbitrária a produção vocálica, uma vez que ela se define no grafema: em posição tônica, é superior ao número de grafemas (sete); em posição pretônica, iguala- se ao número de letras (cinco); e, em posição átona, é inferior ao número de letras (três). Ensinar considerando a relação som–letra é essencial no processo de construção do saber fonêmico-ortográfico.
Está(ão) correta(s), a(s) afirmativa(s)
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The term “learning styles” has been used to describe an individual’s natural, habitual and 34.preferred way of absorbing, processing and retaining new information and skills. One of the following options below can be considered a learning style. Which is is?
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1884200
Ano: 2017
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: IF-SUL
Orgão: IF-SUL
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: IF-SUL
Orgão: IF-SUL
Provas:
Em Versos, sons e ritmos, Norma Goldstein (2006) efetua uma exposição didática dos principais recursos sonoros e figurativos empregados no processo de composição poemática. Para exemplificar diferentes possibilidades associadas ao uso da rima, a autora analisa as estrofes a seguir, retiradas de poemas elaborados por autores canônicos da literatura brasileira:
A instabilidade das cousas do mundo
Gregório de Matos
Nasce o Sol, e não dura mais que um dia,
Depois da Luz se segue a noite escura,
Em tristes sombras morre a formosura,
Em contínuas tristezas a alegria.
Depois da Luz se segue a noite escura,
Em tristes sombras morre a formosura,
Em contínuas tristezas a alegria.
Um Beijo
Olavo Bilac
Foste o beijo melhor da minha vida,
ou talvez o pior...Glória e tormento,
contigo à luz subi do firmamento,
contigo fui pela infernal descida!
ou talvez o pior...Glória e tormento,
contigo à luz subi do firmamento,
contigo fui pela infernal descida!
Poemeto irônico
Manuel Bandeira
Manuel Bandeira
O que tu chamas tua paixão,
É tão somente curiosidade
E os teus desejos ferventes vão
Batendo asas na irrealidade.
É tão somente curiosidade
E os teus desejos ferventes vão
Batendo asas na irrealidade.
Examinando os excertos acima à luz das considerações da autora, é INCORRETO afirmar:
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Após estabelecerem uma distinção entre figurativização (uso preponderante de palavras ou 11.expressões referentes a aspectos perceptíveis no mundo natural ou construído pelo homem) e tematização (emprego predominante de termos que ordenam e categorizam, de modo abstrato e conceitual, os elementos da realidade), Fiorin e Savioli (2007) indicam modos possíveis de se combinar figuras e temas, destacando quatro recursos que contribuem na efetivação desse intento: a antítese, o oxímoro (ou paradoxo), a prosopopeia e a sinestesia. A fim de ilustrarem a aplicação de tais recursos, os autores analisam os enunciados transcritos a seguir:
I. As máquinas são adoradas porque são belas, e apreciadas porque conferem poder; são odiadas porque são feias, e detestadas por imporem a escravidão.
(Bertrand Russel)
II. Nasce a manhã, a luz tem cheiro... Ei-la que assoma
Pelo ar sutil... Tem cheiro a luz, a manhã nasce...
Oh sonora audição colorida do aroma!
Pelo ar sutil... Tem cheiro a luz, a manhã nasce...
Oh sonora audição colorida do aroma!
(Alphonsus de Guimaraens)
III. Hão de chorar por ela os cinamomos,
Murchando as flores ao tombar do dia.
Dos laranjais hão de cair os pomos.
Lembrando-se daquela que os colhia.
As estrelas dirão: - “Ai, nada somos.
Pois ela morreu silente e fria...”
Murchando as flores ao tombar do dia.
Dos laranjais hão de cair os pomos.
Lembrando-se daquela que os colhia.
As estrelas dirão: - “Ai, nada somos.
Pois ela morreu silente e fria...”
(Alphonsus de Guimaraens)
IV. Comerás o pão com o suor do teu rosto. Esse pão custará lágrimas.
( Fiorin e Savioli)
V. Duas coisas prega hoje a igreja a todos os mortais: ambas grandes, ambas tristes, ambas temerosas, ambas certas. Mas uma de tal maneira certa e evidente, que não é necessário entendimento para crer; outra de tal maneira certa e dificultosa, que nenhum entendimento basta para alcançar. Uma é presente, outra futura: mas a futura veem-nas os olhos; a presente não a alcança o entendimento. E que duas coisas enigmáticas são estas? Pulvis es, et in pulverem reverteris. Sois pó, e em pó vos haveis de converter.
(Padre Antônio Vieira)
Qual é a correspondência correta quanto ao emprego dos recursos mencionados?
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