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320613 Ano: 2012
Disciplina: Português
Banca: FUNIVERSA
Orgão: IFB

A Apple fatura vendendo iPhones, iPads e

computadores Macs. A Microsoft fatura vendendo licenças do

sistema Windows ou consoles do videogame XBox 360. O

Google ganha dinheiro com anúncios atrelados a seu serviço

de busca. E o Facebook ganha dinheiro apenas com suas

informações. É o que você posta, escreve, joga, compartilha,

lê, comenta, curte e cutuca que levou a empresa a lucrar

US$ 1 bilhão em 2011. Isso pode transformá-la, agora, na

sétima companhia de tecnologia mais valiosa do mundo.

Quem conseguiu transformar essas informações em

dinheiro foi o jovem americano Mark Zuckerberg, fundador e

principal executivo da empresa. Com apenas 27 anos, ele é

hoje um dos homens mais ricos e influentes do mundo. O

Facebook, criado em 2004 no alojamento de estudantes da

Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, inventou um

negócio com base na oferta de espaço digital (ilimitado e

gratuito) para que os consumidores se relacionem. Em troca,

os dados sobre tudo o que esses consumidores fazem —

tudo o que você faz! — são vendidos às empresas

interessadas em se relacionar com eles, na forma de

anúncios publicitários. Oitenta e cinco por cento do

faturamento de US$ 3,7 bilhões obtido pelo Facebook no ano

passado veio assim. Sistemas inteligentes analisam rios de

dados gerados pelas ações dos usuários e criam cestas de

perfis para quem quiser explorá-los. Como funciona? O

Facebook calcula, por exemplo, quantas mulheres

paulistanas entre 20 e 30 anos acabaram de mudar seu

status de relacionamento para noiva, oferece essa

informação a uma produtora de festas e cria um anúncio para

sair na coluna lateral do perfil das noivas. Da mesma forma,

se alguém curte uma página de comida saudável, pode ser o

cliente ideal para anúncios de vegetais orgânicos. Se posta

vídeos de futebol, se menciona livros de economia, se

comenta sobre mergulhos, se publica fotos das Ilhas Fiji —

as possibilidades de exploração comercial das informações

são infinitas, e todas elas são armazenadas nos bancos de

dados do Facebook. Com o passar do tempo, eles se tornam

verdadeiros oceanos de dados nos quais as empresas

podem pescar o que desejarem saber acerca dos

consumidores.

Até que ponto uma companhia de internet tem o

direito de acompanhar a vida pessoal dos usuários para

desenvolver estratégias de marketing com base nelas? O

Facebook já enfrentou críticas e foi levado aos tribunais pela

forma como atropela os direitos de seus usuários e faz uso

pouco transparente das informações que eles colocam no

site.

Nos últimos anos, as políticas de privacidade e de

direitos dos usuários sofreram várias mudanças unilaterais

por parte do Facebook, sempre na mesma direção — a

publicação indiscriminada das informações que as pessoas

colocam em seus perfis e das mensagens que trocam com

seus amigos no interior do site, e mesmo fora dele.

O objetivo de Zuckerberg com essas constantes

reduções do espaço privado é manter os internautas mais

tempo em suas páginas, conversando e vasculhando os

perfis uns dos outros. Ele percebeu muito cedo, ainda na

universidade, que a maioria de nós temos uma curiosidade

ilimitada sobre os outros e um desejo irrefreável de conversar

e partilhar novidades sobre nós mesmos. Zuckerberg vem

ajudando a moldar uma geração inteira que ficou conhecida

como posto, logo existo — gente incapaz de usufruir um

momento privado sem a antecipação do prazer de partilhá-lo

on-line. É a geração que tem necessidade de colocar no ar,

pelo Facebook, tudo o que faz no dia a dia.

Internet: http://revistaepoca.globo.com (com adaptações). Acesso em 17/3/2012.

Assinale a alternativa que reescreve passagem do texto e preserva a correção gramatical e o sentido original.

 

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320612 Ano: 2012
Disciplina: Português
Banca: FUNIVERSA
Orgão: IFB

A Apple fatura vendendo iPhones, iPads e

computadores Macs. A Microsoft fatura vendendo licenças do

sistema Windows ou consoles do videogame XBox 360. O

Google ganha dinheiro com anúncios atrelados a seu serviço

de busca. E o Facebook ganha dinheiro apenas com suas

informações. É o que você posta, escreve, joga, compartilha,

lê, comenta, curte e cutuca que levou a empresa a lucrar

US$ 1 bilhão em 2011. Isso pode transformá-la, agora, na

sétima companhia de tecnologia mais valiosa do mundo.

Quem conseguiu transformar essas informações em

dinheiro foi o jovem americano Mark Zuckerberg, fundador e

principal executivo da empresa. Com apenas 27 anos, ele é

hoje um dos homens mais ricos e influentes do mundo. O

Facebook, criado em 2004 no alojamento de estudantes da

Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, inventou um

negócio com base na oferta de espaço digital (ilimitado e

gratuito) para que os consumidores se relacionem. Em troca,

os dados sobre tudo o que esses consumidores fazem —

tudo o que você faz! — são vendidos às empresas

interessadas em se relacionar com eles, na forma de

anúncios publicitários. Oitenta e cinco por cento do

faturamento de US$ 3,7 bilhões obtido pelo Facebook no ano

passado veio assim. Sistemas inteligentes analisam rios de

dados gerados pelas ações dos usuários e criam cestas de

perfis para quem quiser explorá-los. Como funciona? O

Facebook calcula, por exemplo, quantas mulheres

paulistanas entre 20 e 30 anos acabaram de mudar seu

status de relacionamento para noiva, oferece essa

informação a uma produtora de festas e cria um anúncio para

sair na coluna lateral do perfil das noivas. Da mesma forma,

se alguém curte uma página de comida saudável, pode ser o

cliente ideal para anúncios de vegetais orgânicos. Se posta

vídeos de futebol, se menciona livros de economia, se

comenta sobre mergulhos, se publica fotos das Ilhas Fiji —

as possibilidades de exploração comercial das informações

são infinitas, e todas elas são armazenadas nos bancos de

dados do Facebook. Com o passar do tempo, eles se tornam

verdadeiros oceanos de dados nos quais as empresas

podem pescar o que desejarem saber acerca dos

consumidores.

Até que ponto uma companhia de internet tem o

direito de acompanhar a vida pessoal dos usuários para

desenvolver estratégias de marketing com base nelas? O

Facebook já enfrentou críticas e foi levado aos tribunais pela

forma como atropela os direitos de seus usuários e faz uso

pouco transparente das informações que eles colocam no

site.

Nos últimos anos, as políticas de privacidade e de

direitos dos usuários sofreram várias mudanças unilaterais

por parte do Facebook, sempre na mesma direção — a

publicação indiscriminada das informações que as pessoas

colocam em seus perfis e das mensagens que trocam com

seus amigos no interior do site, e mesmo fora dele.

O objetivo de Zuckerberg com essas constantes

reduções do espaço privado é manter os internautas mais

tempo em suas páginas, conversando e vasculhando os

perfis uns dos outros. Ele percebeu muito cedo, ainda na

universidade, que a maioria de nós temos uma curiosidade

ilimitada sobre os outros e um desejo irrefreável de conversar

e partilhar novidades sobre nós mesmos. Zuckerberg vem

ajudando a moldar uma geração inteira que ficou conhecida

como posto, logo existo — gente incapaz de usufruir um

momento privado sem a antecipação do prazer de partilhá-lo

on-line. É a geração que tem necessidade de colocar no ar,

pelo Facebook, tudo o que faz no dia a dia.

Internet: http://revistaepoca.globo.com (com adaptações). Acesso em 17/3/2012.

Em cada uma das alternativas a seguir, há um fragmento do texto seguido de uma afirmação a ele relacionada a ser julgada. Assinale aquela em que a afirmação está correta.

 

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320611 Ano: 2012
Disciplina: Português
Banca: FUNIVERSA
Orgão: IFB

Uma faísca safira, um frêmito de asas, e o minúsculo

pássaro — ou seria um inseto? — some como miragem

fugaz. Reaparece instantes depois, agora num ângulo

melhor. É pássaro mesmo, um dervixe do tamanho do meu

polegar com asas que batem 80 vertiginosas vezes por

segundo, produzindo um zumbido quase inaudível. As penas

da cauda, à guisa de leme, delicadamente orientam o voo em

três direções. Ele fita a trombeta de uma vistosa flor

alaranjada e do bico fino como agulha projeta uma língua

delgada feito linha. Um raio de sol ricocheteia de suas penas

iridescentes. A cor refletida deslumbra como uma pedra

preciosa contra uma janela ensolarada. Não admira que os

beija-flores sejam tão queridos e que tanta gente já tenha

tropeçado ao tentar descrevê-los. Nem mesmo circunspectos

cientistas resistem a termos como “belo”, “magnífico”,

“exótico”.

Surpresa maior é o fato de o aparentemente frágil

beija-flor ser uma das mais resistentes criaturas do reino

animal. Cerca de 330 espécies prosperam em ambientes

diversos, muitos deles brutais: do Alasca à Argentina, do

deserto do Arizona à costa de Nova Scotia, da Amazônia à

linha nevada acima dos 4,5 mil metros nos Andes

(misteriosamente, essas aves só são encontradas no Novo

Mundo).

“Eles vivem no limite do que é possível aos

vertebrados, e com maestria”, diz Karl Schuchmann,

ornitólogo do Instituto Zoológico Alexander Koenig e do

Fundo Brehm, na Alemanha. Schuchmann ouviu falar de um

beija-flor que viveu 17 anos em cativeiro. “Imagine a

resistência de um organismo de 5 ou 6 gramas para viver

tanto tempo!”, diz ele, espantado. Em média, o minúsculo

coração de um beija-flor bate cerca de 500 vezes por minuto

(em repouso!). Assim, o coração desse pequeno cativo teria

batido meio bilhão de vezes, quase o dobro do total de uma

pessoa de 70 anos.

O beija-flor tornou-se a obra-prima da

microengenharia da natureza. Aperfeiçoou sua habilidade de

parar no ar há dezenas de milhões de anos para competir por

parte das flores do Novo Mundo. “Eles são uma ponte entre o

mundo das aves e o dos insetos”, diz Doug Altshuler, da

Universidade da Califórnia em Riverside. Altshuler, que

estuda o voo dos beija-flores, examinou os movimentos das

asas do pássaro. Em virtude da necessidade de sugar néctar

de poucos em poucos minutos, os beija-flores competem

desafiando e ameaçando uns aos outros. Postam-se face a

face no ar, rodopiam, mergulham na direção da grama e

voam de ré, em danças de dominância que terminam tão

subitamente quanto começam.

Internet: http://viajeaqui.abril.com.br (com adaptações). Acesso em 2/12/2011.

Quanto ao texto, assinale a alternativa correta.

 

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320607 Ano: 2012
Disciplina: Português
Banca: FUNIVERSA
Orgão: IFB

Uma faísca safira, um frêmito de asas, e o minúsculo

pássaro — ou seria um inseto? — some como miragem

fugaz. Reaparece instantes depois, agora num ângulo

melhor. É pássaro mesmo, um dervixe do tamanho do meu

polegar com asas que batem 80 vertiginosas vezes por

segundo, produzindo um zumbido quase inaudível. As penas

da cauda, à guisa de leme, delicadamente orientam o voo em

três direções. Ele fita a trombeta de uma vistosa flor

alaranjada e do bico fino como agulha projeta uma língua

delgada feito linha. Um raio de sol ricocheteia de suas penas

iridescentes. A cor refletida deslumbra como uma pedra

preciosa contra uma janela ensolarada. Não admira que os

beija-flores sejam tão queridos e que tanta gente já tenha

tropeçado ao tentar descrevê-los. Nem mesmo circunspectos

cientistas resistem a termos como “belo”, “magnífico”,

“exótico”.

Surpresa maior é o fato de o aparentemente frágil

beija-flor ser uma das mais resistentes criaturas do reino

animal. Cerca de 330 espécies prosperam em ambientes

diversos, muitos deles brutais: do Alasca à Argentina, do

deserto do Arizona à costa de Nova Scotia, da Amazônia à

linha nevada acima dos 4,5 mil metros nos Andes

(misteriosamente, essas aves só são encontradas no Novo

Mundo).

“Eles vivem no limite do que é possível aos

vertebrados, e com maestria”, diz Karl Schuchmann,

ornitólogo do Instituto Zoológico Alexander Koenig e do

Fundo Brehm, na Alemanha. Schuchmann ouviu falar de um

beija-flor que viveu 17 anos em cativeiro. “Imagine a

resistência de um organismo de 5 ou 6 gramas para viver

tanto tempo!”, diz ele, espantado. Em média, o minúsculo

coração de um beija-flor bate cerca de 500 vezes por minuto

(em repouso!). Assim, o coração desse pequeno cativo teria

batido meio bilhão de vezes, quase o dobro do total de uma

pessoa de 70 anos.

O beija-flor tornou-se a obra-prima da

microengenharia da natureza. Aperfeiçoou sua habilidade de

parar no ar há dezenas de milhões de anos para competir por

parte das flores do Novo Mundo. “Eles são uma ponte entre o

mundo das aves e o dos insetos”, diz Doug Altshuler, da

Universidade da Califórnia em Riverside. Altshuler, que

estuda o voo dos beija-flores, examinou os movimentos das

asas do pássaro. Em virtude da necessidade de sugar néctar

de poucos em poucos minutos, os beija-flores competem

desafiando e ameaçando uns aos outros. Postam-se face a

face no ar, rodopiam, mergulham na direção da grama e

voam de ré, em danças de dominância que terminam tão

subitamente quanto começam.

Internet: http://viajeaqui.abril.com.br (com adaptações). Acesso em 2/12/2011.

Assinale a alternativa correta em relação ao texto.

 

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320603 Ano: 2012
Disciplina: Português
Banca: FUNIVERSA
Orgão: IFB

A Apple fatura vendendo iPhones, iPads e

computadores Macs. A Microsoft fatura vendendo licenças do

sistema Windows ou consoles do videogame XBox 360. O

Google ganha dinheiro com anúncios atrelados a seu serviço

de busca. E o Facebook ganha dinheiro apenas com suas

informações. É o que você posta, escreve, joga, compartilha,

lê, comenta, curte e cutuca que levou a empresa a lucrar

US$ 1 bilhão em 2011. Isso pode transformá-la, agora, na

sétima companhia de tecnologia mais valiosa do mundo.

Quem conseguiu transformar essas informações em

dinheiro foi o jovem americano Mark Zuckerberg, fundador e

principal executivo da empresa. Com apenas 27 anos, ele é

hoje um dos homens mais ricos e influentes do mundo. O

Facebook, criado em 2004 no alojamento de estudantes da

Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, inventou um

negócio com base na oferta de espaço digital (ilimitado e

gratuito) para que os consumidores se relacionem. Em troca,

os dados sobre tudo o que esses consumidores fazem —

tudo o que você faz! — são vendidos às empresas

interessadas em se relacionar com eles, na forma de

anúncios publicitários. Oitenta e cinco por cento do

faturamento de US$ 3,7 bilhões obtido pelo Facebook no ano

passado veio assim. Sistemas inteligentes analisam rios de

dados gerados pelas ações dos usuários e criam cestas de

perfis para quem quiser explorá-los. Como funciona? O

Facebook calcula, por exemplo, quantas mulheres

paulistanas entre 20 e 30 anos acabaram de mudar seu

status de relacionamento para noiva, oferece essa

informação a uma produtora de festas e cria um anúncio para

sair na coluna lateral do perfil das noivas. Da mesma forma,

se alguém curte uma página de comida saudável, pode ser o

cliente ideal para anúncios de vegetais orgânicos. Se posta

vídeos de futebol, se menciona livros de economia, se

comenta sobre mergulhos, se publica fotos das Ilhas Fiji —

as possibilidades de exploração comercial das informações

são infinitas, e todas elas são armazenadas nos bancos de

dados do Facebook. Com o passar do tempo, eles se tornam

verdadeiros oceanos de dados nos quais as empresas

podem pescar o que desejarem saber acerca dos

consumidores.

Até que ponto uma companhia de internet tem o

direito de acompanhar a vida pessoal dos usuários para

desenvolver estratégias de marketing com base nelas? O

Facebook já enfrentou críticas e foi levado aos tribunais pela

forma como atropela os direitos de seus usuários e faz uso

pouco transparente das informações que eles colocam no

site.

Nos últimos anos, as políticas de privacidade e de

direitos dos usuários sofreram várias mudanças unilaterais

por parte do Facebook, sempre na mesma direção — a

publicação indiscriminada das informações que as pessoas

colocam em seus perfis e das mensagens que trocam com

seus amigos no interior do site, e mesmo fora dele.

O objetivo de Zuckerberg com essas constantes

reduções do espaço privado é manter os internautas mais

tempo em suas páginas, conversando e vasculhando os

perfis uns dos outros. Ele percebeu muito cedo, ainda na

universidade, que a maioria de nós temos uma curiosidade

ilimitada sobre os outros e um desejo irrefreável de conversar

e partilhar novidades sobre nós mesmos. Zuckerberg vem

ajudando a moldar uma geração inteira que ficou conhecida

como posto, logo existo — gente incapaz de usufruir um

momento privado sem a antecipação do prazer de partilhá-lo

on-line. É a geração que tem necessidade de colocar no ar,

pelo Facebook, tudo o que faz no dia a dia.

Internet: http://revistaepoca.globo.com (com adaptações). Acesso em 17/3/2012.

O texto é um recorte de uma matéria publicada na revista Época, em fevereiro de 2012. O trecho a seguir foi adaptado e também faz parte dessa mesma matéria.

“A banalidade e a efemeridade sempre fizeram parte da condição humana”, diz o filósofo Luiz Felipe Pondé. A internet só escancarou essa debilidade. Acredita Pondé que a exposição extrema nas redes sociais tem mais a ver com narcisismo do que com qualquer nova noção de privacidade. “As pessoas escrevem besteiras no Facebook para serem vistas. É só uma questão de autoestima”, diz ele.

Nas alternativas a seguir, há argumentos retirados do texto em estudo. Assinale aquela cujo argumento não serve como respaldo à conclusão do filósofo Luiz Felipe Pondé.

 

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320600 Ano: 2012
Disciplina: Português
Banca: FUNIVERSA
Orgão: IFB

A violência intrafamiliar e institucional sempre afetou a

saúde e a qualidade de vida de milhares de crianças e jovens

no Brasil. Em nosso país, formas agressivas e cruéis de se

relacionar são frequentemente usadas por pais, educadores

e responsáveis por abrigos ou internatos como estratégias

para educar e para corrigir erros de comportamento de

crianças e adolescentes. Mas está reconhecido

cientificamente que essa mentalidade e esse tipo de atuação,

além de serem contraproducentes, são nocivos. Bater, ferir,

violar, menosprezar, negligenciar e abusar são verbos que

não devem ser usados no trato da infância e da adolescência

por vários motivos:

• muitos estudos mostram que a violência, da qual a

pessoa é vítima nos primeiros anos de vida, deixa sequelas

por toda a existência;

• a criança e o jovem não são objeto ou propriedade dos

pais ou de qualquer adulto; e sim, sujeitos de direitos

especiais reconhecidos pela Constituição brasileira e pelo

Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA);

• essa violência que ocorre silenciosamente dentro das

famílias e na sociedade, como se fosse um fenômeno banal,

é potencializadora da violência social em geral;

• as pessoas vítimas de violência na infância podem

repeti-la quando se tornam adultas, especialmente com seus

próprios filhos ou com outras crianças e adolescentes com os

quais se relacionam socialmente.

Enfim, quando a violência é uma forma de relação que

se estabelece no interior das famílias ou na convivência

social, é preciso denunciá-la e “desnaturalizá-la”, tratando-a

como um problema a ser resolvido, buscando formas

“civilizadas” de trabalhar com os conflitos. Nunca é demais

lembrar que os conflitos são normais e até desejáveis na

sociedade, pois indicam a pluralidade de visões, de desejos e

projetos. O mal, portanto, não está em expressá-los, mas em

suprimir a oportunidade do debate, do diálogo e do exercício

da tolerância. No caso das crianças e dos adolescentes,

geralmente os pais, responsáveis e adultos tendem a acabar

com as divergências de ideias e de comportamentos e com o

conflito de gerações por meio da dominação adultocêntrica,

da imposição de sua vontade, ou por meio de gestos e ações

violentos.

Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Assistência à Saúde. Notificação de maus-tratos contra crianças e adolescentes pelos profissionais de saúde: um passo a mais na cidadania em saúde. Brasília: Ministério da Saúde, 2002, p. 10-1 (com adaptações).

Assinale a alternativa que reescreve passagem do texto com preservação da correção gramatical e do sentido original.

 

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Questão presente nas seguintes provas
320596 Ano: 2012
Disciplina: Português
Banca: FUNIVERSA
Orgão: IFB

A Apple fatura vendendo iPhones, iPads e

computadores Macs. A Microsoft fatura vendendo licenças do

sistema Windows ou consoles do videogame XBox 360. O

Google ganha dinheiro com anúncios atrelados a seu serviço

de busca. E o Facebook ganha dinheiro apenas com suas

informações. É o que você posta, escreve, joga, compartilha,

lê, comenta, curte e cutuca que levou a empresa a lucrar

US$ 1 bilhão em 2011. Isso pode transformá-la, agora, na

sétima companhia de tecnologia mais valiosa do mundo.

Quem conseguiu transformar essas informações em

dinheiro foi o jovem americano Mark Zuckerberg, fundador e

principal executivo da empresa. Com apenas 27 anos, ele é

hoje um dos homens mais ricos e influentes do mundo. O

Facebook, criado em 2004 no alojamento de estudantes da

Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, inventou um

negócio com base na oferta de espaço digital (ilimitado e

gratuito) para que os consumidores se relacionem. Em troca,

os dados sobre tudo o que esses consumidores fazem —

tudo o que você faz! — são vendidos às empresas

interessadas em se relacionar com eles, na forma de

anúncios publicitários. Oitenta e cinco por cento do

faturamento de US$ 3,7 bilhões obtido pelo Facebook no ano

passado veio assim. Sistemas inteligentes analisam rios de

dados gerados pelas ações dos usuários e criam cestas de

perfis para quem quiser explorá-los. Como funciona? O

Facebook calcula, por exemplo, quantas mulheres

paulistanas entre 20 e 30 anos acabaram de mudar seu

status de relacionamento para noiva, oferece essa

informação a uma produtora de festas e cria um anúncio para

sair na coluna lateral do perfil das noivas. Da mesma forma,

se alguém curte uma página de comida saudável, pode ser o

cliente ideal para anúncios de vegetais orgânicos. Se posta

vídeos de futebol, se menciona livros de economia, se

comenta sobre mergulhos, se publica fotos das Ilhas Fiji —

as possibilidades de exploração comercial das informações

são infinitas, e todas elas são armazenadas nos bancos de

dados do Facebook. Com o passar do tempo, eles se tornam

verdadeiros oceanos de dados nos quais as empresas

podem pescar o que desejarem saber acerca dos

consumidores.

Até que ponto uma companhia de internet tem o

direito de acompanhar a vida pessoal dos usuários para

desenvolver estratégias de marketing com base nelas? O

Facebook já enfrentou críticas e foi levado aos tribunais pela

forma como atropela os direitos de seus usuários e faz uso

pouco transparente das informações que eles colocam no

site.

Nos últimos anos, as políticas de privacidade e de

direitos dos usuários sofreram várias mudanças unilaterais

por parte do Facebook, sempre na mesma direção — a

publicação indiscriminada das informações que as pessoas

colocam em seus perfis e das mensagens que trocam com

seus amigos no interior do site, e mesmo fora dele.

O objetivo de Zuckerberg com essas constantes

reduções do espaço privado é manter os internautas mais

tempo em suas páginas, conversando e vasculhando os

perfis uns dos outros. Ele percebeu muito cedo, ainda na

universidade, que a maioria de nós temos uma curiosidade

ilimitada sobre os outros e um desejo irrefreável de conversar

e partilhar novidades sobre nós mesmos. Zuckerberg vem

ajudando a moldar uma geração inteira que ficou conhecida

como posto, logo existo — gente incapaz de usufruir um

momento privado sem a antecipação do prazer de partilhá-lo

on-line. É a geração que tem necessidade de colocar no ar,

pelo Facebook, tudo o que faz no dia a dia.

Internet: http://revistaepoca.globo.com (com adaptações). Acesso em 17/3/2012.

Assinale a alternativa que interpreta adequadamente ideias do texto.

 

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320880 Ano: 2012
Disciplina: Pedagogia
Banca: FUNIVERSA
Orgão: IFB
O dever do Estado para com a educação escolar pública será efetivado mediante a garantia de:

Questão Anulada

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320687 Ano: 2012
Disciplina: Redação Oficial
Banca: FUNIVERSA
Orgão: IFB
A respeito de comunicação oficial, assinale a alternativa incorreta.

Questão Anulada

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320681 Ano: 2012
Disciplina: Engenharia Civil
Banca: FUNIVERSA
Orgão: IFB
Provas:
Em atenção aos procedimentos licitatórios previstos na legislação pertinente, assinale a alternativa correta.
Questão Anulada

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