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Considere que 60% de R$ 1.650,00 foi dividido em 3 partes inversamente proporcionais aos números 4, 8 e 12. Nesse caso, é correto concluir que a maior parte dessa divisão é igual a
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Uma loja remarcou seus preços no mês passado com acréscimo de 5% sobre os preços praticados. Neste mês, tornou a remarcar, aumentando os preços em 8%. Com base nessas informações, assinale a opção correta.
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As inovações trazidas pelo Capital acarretaram uma “revolução cultural” na Amazônia brasileira. Para o empreendedor, a terra tem um valor de acumulação, 4 quantitativo, ao passo que, para o posseiro, ela tem um valor qualitativo. Para o capitalista recém-chegado à Amazônia, a terra vale o que ela pode produzir para fins de exportação. 7 Aos olhos do colono e do indígena, a terra é o instrumento que garante sua sobrevivência. Do mesmo modo, o conceito de propriedade também é modificado: para o empresário, a 10 posse jurídica precede a posse física; para os nativos e camponeses que habitam a Amazônia, a posse jurídica não existe. Para eles, a simples presença do indivíduo na terra 13 define sua propriedade sobre ela. Ora, duas concepções econômico-culturais tão distintas não poderiam coexistir sem choques. Instaura-se na Amazônia, então, uma espécie de 16 crise de significação, advinda de um violento choque cultural. De um momento para o outro, homens que viviam apartados da cultura do branco ou que, em casos extremos, não 19 dominavam a língua dos brancos, tornam-se economicamente operacionáveis, uma mercadoria como outra qualquer. É a lógica do capitalismo.
Na relação entre o dominante e o dominado, segundo o intelectual Baudrillard (1975), existe uma reciprocidade, não no sentido moderno e psicológico da relação biunívoca 25 entre dois sujeitos individualizados, ou seja, no contexto do individualismo/altruísmo que circunscreve nossa moral, mas no sentido de que há uma relação de troca e de obrigação, em 28 que a especificação dos termos de troca como sujeitos autônomos ainda não foi estabelecida.
Hilda Gomes Dutra Magalhães. Relações de poder na literatura da Amazônia legal. Cuiabá: Ed. UFMT, 2002 (com adaptações).
Assinale a opção correta quanto a idéias do texto I.
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O berro do cordeiro em Nova York (1995) é o livro mais engajado da escritora Teresa Albues. Nesse livro, a autora mato-grossense apresenta, além da psicologia da dominação e da árdua luta do personagem para recuperar sua liberdade, os tipos de contratos de espoliação da força de trabalho do homem simples da região, representado, no texto, por Venâncio. O principal deles é o que se chama de “aviamento”. Trata-se de um “contrato” comum na Amazônia brasileira, já descrito, no início do século, pelo escritor português Ferreira de Castro, no romance A Selva, e que perdura até nossos dias. Nesse tipo de relação de trabalho, tem-se, de um lado, o indígena ou o camponês analfabeto da região ou do Nordeste do país e, de outro, as leis do capitalismo, representadas pelo fazendeiro ou pelas empresas nacionais ou internacionais. Entre eles, estabelece-se uma relação de trabalho que, na verdade, dissimula uma situação de escravidão branca, já que o empregado fica eternamente ligado ao patrão, por uma dívida que não pára de crescer, ao mesmo tempo em que é enganado sobre as condições do “contrato” relativas a transporte, moradia etc., passando a levar uma vida miserável.
Em O berro do cordeiro em Nova York, o personagem Venâncio é apresentado como um animal: de cão que fareja a própria a morte torna-se, no final da narrativa, um morcego. Nesse contexto, a palavra “ morcego” remete à idéia de que o personagem não pode mais ser livre, estando aprisionado, para sempre, no domínio da noite, da fantasia, da loucura.
Teresa Albues, colocando em relevo o drama de Venâncio e sua luta pela sobrevivência, testemunha uma faceta da realidade dos seres humanos perdidos nas imensas fazendas não apenas do Mato Grosso mas de toda a Amazônia brasileira.
Idem, ibidem.
Julgue os itens a seguir, relativamente a aspectos interpretativos do texto II.
I De acordo com os escritor Ferreira de Castro, o contrato de trabalho denominado “aviamento” é uma forma de escravidão branca que persiste até hoje na Amazônia brasileira.
II A literatura luso-brasileira citada no texto enfoca as relações de poder no Brasil e em Portugal, respectivamente.
III Há, na referência ao contexto brasileiro, a idéia de “exploração” como reflexo de poder proveniente seja de organizações do país seja da esfera internacional.
IV A dramatização/ficção — na literatura enfocada no texto — relativa a distúrbios socioeconômicos aponta a entrada do Capital na região Norte do país.
V As condições para a existência da “escravidão branca” — característica do “aviamento” — são, conforme o texto, a loucura bem como a dívida sempre crescente do trabalhador com o patrão.
A quantidade de itens certos é igual a
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As inovações!$ ^{(a} !$ trazidas pelo Capital acarretaram uma “revolução cultural” na Amazônia brasileira. Para o empreendedor, a terra tem um valor de acumulação, 4 quantitativo, ao passo que, para o posseiro, ela tem um valor qualitativo. Para o capitalista recém-chegado à Amazônia, a terra vale o que ela pode produzir para fins de exportação. 7 Aos olhos do colono e do indígena, a terra é o instrumento que garante sua sobrevivência. Do mesmo modo, o conceito de propriedade também é modificado: para o empresário, a 10 posse jurídica precede a posse física; para os nativos e camponeses que habitam a Amazônia, a posse jurídica não existe. Para eles, a simples!$ ^{(b} !$ presença do indivíduo na terra 13 define sua propriedade sobre ela. Ora, duas concepções econômico-culturais tão distintas não poderiam coexistir sem choques. Instaura-se na Amazônia, então, uma espécie de 16 crise de significação, advinda de um violento choque cultural. De um momento para o outro, homens que viviam apartados!$ ^{(c} !$ da cultura do branco ou que, em casos extremos, não 19 dominavam a língua dos brancos, tornam-se economicamente operacionáveis, uma mercadoria como outra qualquer. É a lógica do capitalismo.
Na relação entre o dominante e o dominado, segundo o intelectual Baudrillard (1975), existe uma reciprocidade, não no sentido moderno e psicológico da relação biunívoca 25 entre dois sujeitos individualizados, ou seja, no contexto do individualismo/altruísmo que circunscreve nossa moral,!$ ^{(d} !$ mas no sentido de que há uma relação de troca e de obrigação, em 28 que a especificação dos termos de troca como sujeitos autônomos ainda não foi estabelecida.
Hilda Gomes Dutra Magalhães. Relações de poder na literatura da Amazônia legal. Cuiabá: Ed. UFMT, 2002 (com adaptações).
Assinale a opção correta quanto a aspectos sintático-semânticos do texto I.
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O berro do cordeiro em Nova York (1995) é o livro mais engajado da escritora Teresa Albues. Nesse livro, a autora mato-grossense apresenta, além da psicologia da dominação e da árdua luta do personagem para recuperar sua liberdade, os tipos de contratos de espoliação da força de trabalho do homem simples da região, representado, no texto, por Venâncio. O principal deles é o que se chama de “aviamento”. Trata-se de um “contrato” comum na Amazônia brasileira, já descrito, no início do século, pelo escritor português Ferreira de Castro, no romance A Selva, e que perdura até nossos dias. Nesse tipo de relação de trabalho, tem-se, de um lado, o indígena ou o camponês analfabeto da região ou do Nordeste do país e, de outro, as leis do capitalismo, representadas pelo fazendeiro ou pelas empresas nacionais ou internacionais. Entre eles, estabelece-se uma relação de trabalho que, na verdade, dissimula uma situação de escravidão branca, já que o empregado fica eternamente ligado ao patrão, por uma dívida que não pára de crescer, ao mesmo tempo em que é enganado sobre as condições do “contrato” relativas a transporte, moradia etc., passando a levar uma vida miserável.
Em O berro do cordeiro em Nova York, o personagem Venâncio é apresentado como um animal: de cão que fareja a própria a morte torna-se, no final da narrativa, um morcego. Nesse contexto, a palavra “ morcego” remete à idéia de que o personagem não pode mais ser livre, estando aprisionado, para sempre, no domínio da noite, da fantasia, da loucura.
Teresa Albues, colocando em relevo o drama de Venâncio e sua luta pela sobrevivência, testemunha uma faceta da realidade dos seres humanos perdidos nas imensas fazendas não apenas do Mato Grosso mas de toda a Amazônia brasileira.
Idem, ibidem.
Assinale a opção correta a respeito de aspectos gramaticais do texto II.
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Chibé, nossa marca registrada
O paraense autêntico é o papa-chibé, um termo que é aceito com orgulho.
Alfredo da Mata, em seu Vocabulário da Região Amazônica (Manaus, 1938), define chibé como vocábulo tupi, composto de che (eu) e ibe ou tibe (caldo). Já Ermano Stradelli registra-o como cimé ou cimé-ciré, esclarecendo que 7 se trata de “bebida feita com água”, em que foi desmanchada e deixada tufar uma pequena quantidade de farinha de mandioca.
Segundo o professor Dr. Camilo Vianna, da Universidade Federal do Pará, o chibé constitui, na maioria das vezes, o único alimento do caboclo, principalmente durante certas atividades que lhe são peculiares.
Sem dúvida, o chibé é a mais paraense das comidas (ou bebidas), e a expressão “paraense papa-chibé” — talvez a mais expressiva na rica tradição indígena que marca o nosso cotidiano — é uma das marcas registradas do nosso povo.
Annamaria B. Rodrigues. Internet: (com adaptações).
Assinale a opção correta com relação às idéias do texto III.
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A região amazônica brasileira vem sofrendo um processo desordenado de ocupação humana, o que afeta seus ecossistemas e a vida econômica e cultural de seus habitantes humanos mais antigos, em especial a dos povos indígenas. Assim , quando se considera o conceito de “desenvolvimento sustentável” para a Amazônia, é fundamental encará-la como muito mais do que um santuário de formas de vida selvagem, tanto animal como vegetal, e levar em conta as demandas de sua população, principalmente aquelas associadas à sua subsistência.
Doris Sayago et al. (orgs.). Amazônia: cenas e cenários. Brasília: Universidade de Brasília, 2004 (com adaptações).
Com relação ao texto, julgue os itens a seguir.
I Há idéia no texto de que o processo de ocupação da região amazônica registrou um aumento gradativo; hoje totalmente controlado com o desenvolvimento da região.
II De acordo com o texto, todos os seres humanos são agentes da ocupação e causadores dos problemas evidenciados na região amazônica.
III Há idéia no texto de que os habitantes de faixa etária avançada são os mais prejudicados com o aumento populacional da Amazônia.
IV No texto, está implícita a idéia de que a subsistência da população da região amazônica brasileira é um fator importante na definição do conceito de desenvolvimento sustentável.
V Há no texto referência à beleza e ao misticismo da floresta como elementos negativos, o que é reforçado com o emprego de “santuário”.
A quantidade de itens certos é igual a
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O termo meio ambiente só entrou na agenda dos governos dos estados da região Amazônica graças à forte pressão de organismos nacionais e internacionais preocupados com o ritmo acelerado do desmatamento para a expansão da malha viária e da fronteira agrícola e com as queimadas freqüentes, conseqüência do modelo de desenvolvimento adotado para a região e que procurava integrá-la ao restante do país.
Todos os estados da região Amazônica procuraram estruturar seus órgãos de meio ambiente, mesmo que obedecendo a arranjos institucionais diferenciados. Quanto ao estado do Pará, por exemplo, a Lei n.º 5.887, de 9/5/1995, dispõe sobre a Política Estadual de Meio Ambiente e cria o Fundo Estadual do Meio Ambiente (FEMA ).
Maria Augusta A. Bursztyn et al. Aspectoslegais e institucionais da gestão ambiental na Amazônia. In: Doris Sayago et al. (orgs). Amazônia; cenas e cenários. Brasília: EdUnB, 2004.
Julgue os próximos itens, relativos a aspectos gramaticais do texto acima.
I Em “à forte pressão de organismos nacionais e internacionais” (R.2-3), o emprego de acento indicativo da crase é facultativo, visto que a expressão deve ser interpretada com sentido genérico.
II Os vocábulos “ritmo” (R.4) e “meio” (R.1) registram, respectivamente, encontro consonantal e encontro vocálico, que, em se tratando da ortografia oficial, não podem ser separados, no caso de partição da palavra.
III Em “integrá-la” (R.7), o emprego de acento gráfico equivale ao emprego evidenciado no vocábulo “viária” (R.5).
IV No texto, as vírgulas relativas à estrutura de citação da lei (R.12-14) são obrigatórias e foram empregadas com correção, assim como no seguinte trecho: consoante o Art. 1.º, da Lei n.º 5.887, de 9/5/1995, a Política Estadual de Meio Ambiente (...).
Assinale a opção correta.
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As inovações trazidas pelo Capital acarretaram uma “revolução cultural” na Amazônia brasileira. Para o empreendedor, a terra tem um valor de acumulação, 4 quantitativo, ao passo que, para o posseiro, ela tem um valor qualitativo. Para o capitalista recém-chegado à Amazônia, a terra vale o que ela pode produzir para fins de exportação. 7 Aos olhos do colono e do indígena, a terra é o instrumento que garante sua sobrevivência. Do mesmo modo, o conceito de propriedade também é modificado: para o empresário, a 10 posse jurídica precede a posse física; para os nativos e camponeses que habitam a Amazônia, a posse jurídica não existe. Para eles, a simples presença do indivíduo na terra 13 define sua propriedade sobre ela. Ora, duas concepções econômico-culturais tão distintas não poderiam coexistir sem choques. Instaura-se na Amazônia, então, uma espécie de 16 crise de significação, advinda de um violento choque cultural. De um momento para o outro, homens que viviam apartados da cultura do branco ou que, em casos extremos, não 19 dominavam a língua dos brancos, tornam-se economicamente operacionáveis, uma mercadoria como outra qualquer. É a lógica do capitalismo.
Na relação entre o dominante e o dominado, segundo o intelectual Baudrillard (1975), existe uma reciprocidade, não no sentido moderno e psicológico da relação biunívoca 25 entre dois sujeitos individualizados, ou seja, no contexto do individualismo/altruísmo que circunscreve nossa moral, mas no sentido de que há uma relação de troca e de obrigação, em 28 que a especificação dos termos de troca como sujeitos autônomos ainda não foi estabelecida.
Hilda Gomes Dutra Magalhães. Relações de poder na literatura da Amazônia legal. Cuiabá: Ed. UFMT, 2002 (com adaptações).
Acerca da classificação e do emprego das palavras no texto I, assinale a opção correta.
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