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Apraxia e disartria são distúrbios adquiridos da fala de origem neurológica. As condições etiológicas incluem acidentes vasculares cerebrais, doenças neurodegenerativas, traumas e tumores. Apesar de ambos alterarem a fala, apresentam características e quadros distintos, o que permite diferenciá-los.
Em relação a tais distúrbios, analise as afirmativas a seguir.
I. A dificuldade na apraxia de fala é acompanhada de fraqueza ou lentidão significante ou incoordenação da musculatura da fala nos movimentos reflexos ou automáticos. Dessa forma, a avaliação deve verificar os movimentos isolados e alternados, envolvendo a musculatura da face e a inteligibilidade da fala.
II. Apesar dos quadros variáveis, a maior parte dos pacientes com apraxia de fala apresenta características que são mais comumente observadas, como imprecisão na articulação das consoantes, monoaltura, monointensidade e velocidade lenta de fala.
III. A conduta terapêutica nas disartrias deve incluir os princípios do tratamento neuromuscular em sessões estruturadas, durante as quais as estratégias de maximização da fala deverão ser reforçadas. Os princípios da aprendizagem motora referem-se à prática, estruturando-a em quantidade; distribuição; variabilidade; e, programação/planejamento.
Está correto o que se afirma em
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As neoplasias de cabeça e pescoço representam um problema de saúde pública, devido à alta incidência, prevalência e mortalidade. Os tumores de boca e orofaringe estão entre os mais frequentes, sendo o tabagismo e o etilismo importantes fatores etiológicos. A atuação fonoaudiológica inclui a anamnese detalhada, assim como o exame físico, que deve fornecer informações sobre a consistência dos tecidos, mudança de textura, características físicas da massa, seus limites e sua relação com outras estruturas anatômicas.
Sobre tal temática, assinale a afirmativa correta.
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Sendo a faringe a via comum às funções respiratória e digestiva, é necessário que haja uma estrutura ou organização capaz de bloquear as vias aéreas durante a deglutição. Estudos videofluoroscópicos evidenciam um significativo número de estruturas e funções interdependentes, capazes de proteger as vias aéreas.
Considerando os mecanismos de proteção de vias aéreas e a biomecânica da deglutição, assinale a afirmativa correta.
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A afasia é um distúrbio da linguagem que pode comprometer tanto a compreensão quanto a expressão, dificultando a interação do indivíduo com o meio no qual está inserido. O estudo sobre as alterações de linguagem de etiologia neurológica é antigo e praticamente todos os sintomas da afasia foram descritos antes do século XX. Na avaliação das afasias, cabe ao fonoaudiólogo investigar amplamente as manifestações, assim como a inter-relação entre elas, considerando os modelos de processamento da linguagem e os subprocessos de cada atividade específica. Assim, a análise minuciosa do quadro clínico permite ao fonoaudiólogo realizar um planejamento terapêutico adequado.
Em relação às manifestações que podem ocorrer nos quadros afásicos, assinale a afirmativa correta.
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A implantação de programas de Triagem Auditiva Neonatal Universal (TANU) é uma forma de viabilizar o diagnóstico precoce da deficiência auditiva, a fim de minimizar os efeitos negativos no desenvolvimento infantil. Quanto mais cedo for realizado o diagnóstico da deficiência auditiva, seguido da adaptação de dispositivos de amplificação sonora e da habilitação ou reabilitação auditiva, mais favoráveis serão os resultados no desenvolvimento auditivo e de linguagem.
Em relação à etiologia da perda auditiva em recém-nascidos, analise as afirmativas a seguir.
I. A perda auditiva pode ser de origem genética ou adquirida. No caso das adquiridas, as causas poderiam ser evitadas como infecções ocorridas durante a gestação; meningite; e, uso de medicamentos ototóxicos.
II. Em recém-nascidos e lactentes, a perda auditiva pode ocorrer por causas pré-natais; herança genética; síndromes genéticas; malformações da orelha interna; infecções congênitas pelo vírus da rubéola; citomegalovírus; herpes; toxoplasmose; sífilis; e também pelo uso de substâncias teratogênicas durante a gestação; perinatais; anóxia; prematuridade; peso abaixo de 1.500 gramas; hiperbilirrubinemia; traumatismo craniano; trauma sonoro; ou pós-natais; causas metabólicas como hipotireoidismo e diabetes; infecções virais como rubéola; varicela-zoster; influenza; caxumba; citomegalovírus; dentre outros; labirintite e meningite bacteriana; encefalite; e, otite média crônica. Há outras causas menos frequentes, como doenças autoimunes; acidose tubular renal; neoplasias; trauma craniano; trauma acústico; e, utilização de drogas ototóxicas aminoglicosídeos; diuréticos de alça; cisplatina; dentre outras.
III. A prematuridade é um indicador de risco que, geralmente, aparece associado ao baixo peso ao nascimento, tornando-se difícil separar completamente os dois fatores. Em geral, os prematuros apresentam baixo peso somado a várias outras intercorrências que podem resultar em perda auditiva.
Está correto o que se afirma em
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A disartria é um distúrbio de fala de origem neurológica resultante de alterações no controle muscular dos mecanismos envolvidos na produção da fala, ocasionando alterações na emissão oral. Existem vários tipos de disartria, de acordo com o local da lesão. Cada um deles apresenta características próprias que envolvem o desempenho inadequado das estruturas pulmonares, laríngeas, faríngeas e da cavidade oral que, juntas, correspondem às bases fonoarticulatórias, responsáveis pela produção de uma fala inteligível.
Sobre os tipos de disartria, assinale a afirmativa correta.
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Sabe-se que o desenvolvimento da linguagem tem como pré-requisito a integridade anatomofisiológica do sistema auditivo periférico e central. Assim, não detectar precocemente a perda auditiva causa impacto na aquisição da linguagem e na socialização da criança. O diagnóstico da perda auditiva, quando realizado no primeiro ano de vida, período de maturação e plasticidade funcional do sistema nervoso central, possibilita a intervenção precoce, favorecendo a prevenção de futuras alterações, assim como um prognóstico mais favorável.
Em relação às emissões otoacústicas, analise as afirmativas a seguir.
I. Emissões otoacústicas são energias sonoras de fraca intensidade, amplificadas na cóclea pela contração das células ciliadas externas, podendo ser captadas no meato acústico externo.
II. As emissões otoacústicas evocadas classificam-se em: produto de distorção – evocadas por estímulo acústico breve de espectro amplo que abrange um gama de frequências – clique ou tone burst; transitórias – evocadas por dois tons puros simultâneos (F1 e F2) que, por intermodulação, produzem como resposta um produto de distorção (2F1- F2); estímulo-frequência – evocadas por sinal contínuo de fraca intensidade na frequência do estímulo apresentado, sendo menos usadas clinicamente.
III. Recém-nascidos com fatores de risco para deficiência auditiva, independente de serem a termo ou pré-termo têm maiores possibilidades de terem deficiência auditiva sensorioneural. Há relação entre a presença de emissões otoacústicas e idade gestacional para ambas as orelhas, ou seja, quanto menor a idade gestacional, maior a chance de ter emissões otoacústicas transientes ausentes.
Está correto o que se afirma em
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Os valores de normalidade da pressão arterial parcial do gás carbônico (PaCO2) variam entre 35 e 45 mmHg; correta interpretação exige um raciocínio fisiológico muito mais sofisticado que constatar, simplesmente, que o seu valor está abaixo, acima, ou dentro da faixa de normalidade. Hipocapnia e hipercapnia são os termos utilizados para denotar redução e elevação da PaCO2, respectivamente. Além disso, é grande o embaraço em compreender os processos fisiológicos e fisiopatológicos “representados” pelos valores dos gases sanguíneos e dos eletrólitos obtidos. Ao se formar, portanto, um hiato entre a clínica do paciente e os resultados gasométricos obtidos, subutiliza-se o uso da gasometria arterial. Os resultados da gasometria arterial nos permitem avaliar quatro processos fisiológicos que devem ser aferidos, sistematicamente.
Sobre os processos envolvidos; analise-os.
I. Ventilação alveolar.
II. Trocas gasosas.
III. Transporte de oxigênio.
IV. Equilíbrio ácido-base.
Está correto o que se afirma em
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O conceito de reabilitação cardiovascular engloba a multidisciplinaridade e a busca pela capacidade funcional ideal do indivíduo não apenas do ponto de vista clínico e físico, mas também psicológico e laboral. Apesar de parecer precoce discorrer sobre esse assunto na fase aguda da doença, o processo de reabilitação visto dessa forma, desde suas fases iniciais, é imprescindível para o melhor alcance dos objetivos em longo prazo. Pela grande heterogeneidade clínica dos pacientes em fase aguda, com modificações no quadro clínico e da terapêutica medicamentosa que podem ser diárias, a fase 1 de reabilitação requer maior individualização de sua prescrição. Apesar dessa necessidade de individualização, há limites de prescrição predeterminados para essa fase que são bastante aceitos como seguros e amplamente utilizados na prática clínica, embora possam ser considerados muito subjetivos e generalizados. Na fase 1 de reabilitação, é fundamental que o fisioterapeuta avalie, ao início de cada terapia, o estado clínico e hemodinâmico do paciente, o que inclui o estado de consciência e a presença de dor, não apenas relacionada à dor isquêmica, mas também algias relacionadas aos procedimentos cirúrgicos e hemodinâmicos, titulação de drogas vasoativas e balanço hídrico. Todos esses fatores se relacionam com o sucesso das terapias e reconhecê-los é fundamental para minimizar os riscos durante essas terapias. Algumas contraindicações para o seu início são bem estabelecidas e devem ser respeitadas.
São recomendações do American College of Sports Medicine para prescrição do exercício na fase 1 de reabilitação cardiovascular, sobre a intensidade dos exercícios, EXCETO:
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Lesões por Esforços Repetitivos (LER) designam os distúrbios musculoesqueléticos ocupacionais de origem multifatorial complexa. Ocupam o primeiro lugar nas estatísticas de doenças profissionais nos países industrializados. LER resulta de um desequilíbrio entre as exigências das tarefas realizadas no trabalho e as capacidades funcionais individuais para responder a tais exigências. Os desequilíbrios são modulados pelas características da organização do trabalho, que constitui alvo das medidas de transformação das condições geradoras do adoecimento. Os distúrbios musculoesqueléticos dizem respeito a uma gama de doenças inflamatórias e degenerativas do aparelho locomotor.
Sobre tais doenças, marque V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas.
( ) Inflamações dos tendões dos antebraços, punhos, ombros, em trabalhadores que realizam trabalho repetitivo e/ou adotam postura estática por exigência da tarefa.
( ) Mialgias, dores e perturbações funcionais dos músculos na região do ombro e pescoço, principalmente, em trabalhadores que adotam, por exigência da tarefa, posturas estáticas prolongadas nessa região.
( ) Compressão dos nervos na região do punho.
( ) Degenerações na coluna cervical.
A sequência está correta em
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