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Disciplina: Atualidades e Conhecimentos Gerais
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: MEC
O Fórum Social Mundial de Porto Alegre começou como uma paródia birrenta da reunião dos ricos e poderosos em Davos.
Uma malcriação, uma inconseqüência de crianças. Pelo menos foi assim que a nossa grande imprensa o viu, no início.
A repercussão internacional do Fórum e a sua própria expansão de ano para ano acabaram aos poucos com o desprezo da grande mídia, que continua neoliberal de coração mas, ultimamente, disposta a examinar as opções.
Mas persiste a idéia de que em Davos se reúne gente grande e aqui, menores chorões. Lá, questões concretas, aqui, abstrações sortidas levando a nada. Mas sabe qual vai ser o assunto dominante nos escaninhos de Davos, mesmo que não conste dos debates oficiais? O déficit norte-americano agravado pela guerra e o efeito arrasador do seu financiamento sobre as economias e o equilíbrio cambial de todo o mundo. Ou sobre o futuro imediato de um capitalismo refém da mais etérea abstração de todas, a do custo arbitrário de um dinheiro que nunca desce à terra.
Enquanto isso, em Porto Alegre, se estará discutindo, entre algumas criancices, o uso do chão, a boa manutenção do planeta, a preservação da água e a justa distribuição do pão. E a realidade mais concreta de todas: a vida humana, como protegê-la e como dignificá-la. Porto Alegre, dez a zero.
Luis Fernando Verissimo. O fórum concreto e o fórum abstrato. In:
O Estado de S. Paulo, “Caderno 2”, 27/1/2005, p. D10 (com adaptações).
A partir do texto acima e considerando aspectos marcantes da realidade mundial contemporânea, julgue o item subseqüente.
Infere-se do texto que uma decisão política, como a da invasão do Iraque, tomada por Washington e apoiada por outros países, repercute intensamente na economia, quer por ampliar a capacidade de acumulação de países ricos, como a dos Estados Unidos da América (EUA), quer por favorecer o equilíbrio entre receita e despesa das contas públicas desses países.
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Disciplina: Administração Financeira e Orçamentária
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: MEC
Com relação à doutrina e à legislação aplicáveis à administração orçamentária e financeira pública, julgue o item seguinte.
A lei de diretrizes orçamentárias para 2005 define o subtítulo como o menor nível de categoria de programação, que é utilizado, especialmente, para especificar a localização física da ação.
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Disciplina: Atualidades e Conhecimentos Gerais
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: MEC
O Fórum Social Mundial de Porto Alegre começou como uma paródia birrenta da reunião dos ricos e poderosos em Davos.
Uma malcriação, uma inconseqüência de crianças. Pelo menos foi assim que a nossa grande imprensa o viu, no início.
A repercussão internacional do Fórum e a sua própria expansão de ano para ano acabaram aos poucos com o desprezo da grande mídia, que continua neoliberal de coração mas, ultimamente, disposta a examinar as opções.
Mas persiste a idéia de que em Davos se reúne gente grande e aqui, menores chorões. Lá, questões concretas, aqui, abstrações sortidas levando a nada. Mas sabe qual vai ser o assunto dominante nos escaninhos de Davos, mesmo que não conste dos debates oficiais? O déficit norte-americano agravado pela guerra e o efeito arrasador do seu financiamento sobre as economias e o equilíbrio cambial de todo o mundo. Ou sobre o futuro imediato de um capitalismo refém da mais etérea abstração de todas, a do custo arbitrário de um dinheiro que nunca desce à terra.
Enquanto isso, em Porto Alegre, se estará discutindo, entre algumas criancices, o uso do chão, a boa manutenção do planeta, a preservação da água e a justa distribuição do pão. E a realidade mais concreta de todas: a vida humana, como protegê-la e como dignificá-la. Porto Alegre, dez a zero.
Luis Fernando Verissimo. O fórum concreto e o fórum abstrato. In:
O Estado de S. Paulo, “Caderno 2”, 27/1/2005, p. D10 (com adaptações).
A partir do texto acima e considerando aspectos marcantes da realidade mundial contemporânea, julgue o item subseqüente.
A referência ao sistema econômico como “refém da mais etérea abstração de todas, a do custo arbitrário de um dinheiro que nunca desce à terra”, expressa a convicção do autor do texto de que o capitalismo de base financeira há muito perdeu sua hegemonia e foi substituído pela força arrasadora dos capitais diretamente envolvidos na produção.
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Texto III
No ano passado, um físico colega meu, Lawrence Krauss, visitou minha universidade. Krauss é um conhecido popularizador de ciência, autor de livros como A Física de Jornada das Estrelas. Saímos para almoçar e a conversa caiu no tema do criacionismo. Krauss foi categórico: “Só o ato de debater com criacionistas lhes dá uma credibilidade que não merecem”.
Eu discordei. “Larry, acho que essa atitude radical só piora as coisas. Se cientistas, sempre prontos a debater entre si, não se dignarem a ir a público para expor as limitações do criacionismo, como iremos vencer?” “Perda de tempo”, replicou. “Eles não estão dispostos a ouvir. É pregar para surdos.”
“É verdade que existe uma minoria radical que não vai mesmo mudar de idéia”, respondi. “Mas a maioria das pessoas é razoável. Se argumentos claros forem apresentados, acho que irão ouvir sim. Ninguém quer ser chamado de burro ou se sentir roubado de sua fé. Porque é isso, percebe? As pessoas acham que, quanto mais a ciência avança, menos justificativa têm para acreditar em Deus. E isso é algo que poucos podem suportar.”
O argumento-chave do criacionismo e do design inteligente é que a evolução não pode ser definitivamente provada com os dados que existem, os fósseis de espécies extintas. Segundo a teoria, os indivíduos de uma população têm variações genéticas.
Essas raras mutações ocorrem por acaso. A complexidade observada nas espécies é produto da seleção natural, que favorece as variações mais bem adaptadas ao ambiente. Os criacionistas dizem que existem buracos demais, que a complexidade do ser humano não pode ser explicada apenas por mutações e seleção natural. Somos, segundo eles, produto de um criador, que tinha planos bem claros.
O design inteligente vai contra a premissa fundamental da ciência, a sua objetividade por meio da validação empírica.
Cientistas propõem teorias. Essas teorias são passíveis de verificação. A genética provou a origem comum do gene. Jamais teremos todas as respostas, mas temos muitas. E cada vez mais. Invocar Deus para preencher lacunas em nosso conhecimento não avança o saber. É preciso ter coragem para aceitar nossas limitações.
Marcelo Gleiser. O desafio criacionista. In: Folha de S. Paulo.
“Micro/Macro”, 23/1/2005, p. 9 (com adaptações).
Com referência às idéias e às estruturas do texto, julgue o item seguinte.
Na linha, “a teoria” é a teoria criacionista.
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Disciplina: Administração Financeira e Orçamentária
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: MEC
Com relação à doutrina e à legislação aplicáveis à administração orçamentária e financeira pública, julgue o item seguinte.
O princípio tributário da anterioridade é a expressão constitucional, de modo genérico, de que nenhum tributo será cobrado em cada exercício sem prévia autorização orçamentária.
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Considerando os conceitos e aplicações da matemática financeira, julgue o item subseqüente.
Considere que um comprador deseje adquirir, dentro de três meses, uma televisão que custe R$ 3.000,00 e disponha, para isso, de R$ 1.000,00 ao final de cada mês, aplicados à taxa de 5% ao mês (juros compostos). Nessa situação, o valor disponível ao final do período de três meses será superior ao valor da televisão em R$ 152,50.
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Disciplina: Administração Financeira e Orçamentária
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: MEC
Com relação à doutrina e à legislação aplicáveis à administração orçamentária e financeira pública, julgue o item seguinte.
O plano plurianual se consubstancia em uma lei que constitui um instrumento normatizador do planejamento de médio prazo, contendo as macroorientações do governo federal, determinantes para o setor público e indicativas para o setor privado.
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Com relação à janela ilustrada acima, julgue o item seguinte.
A janela pode ter sido executada clicando-se opção existente em menu da janela do Outlook Express 6 ilustrada abaixo.

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Texto I
A decisão do governo estadual de fechar escolas rurais com reduzido número de alunos provocou imediata reação das comunidades atingidas e deflagrou uma polêmica nos meios educacionais. Deve o Estado continuar investindo em uma estrutura escolar que atende meia dúzia de crianças quando pode deslocá-las para uma escola maior em outro centro? Do ponto de vista econômico, ninguém pode ter dúvidas de que a atitude mais racional é garantir transporte para que essas crianças completem seus estudos em escolas maiores. Mas a questão educacional é mais complexa. Se uma só dessas crianças desistir de estudar por causa da alteração, a medida já se constituirá em fracasso, pois a verdadeira prioridade da educação tem de ser o aluno.
Embora a secretaria de educação insista em que o chamado programa de nucleação ainda está em estudos e que as soluções serão compartilhadas com as comunidades, os moradores de pequenas localidades têm motivos para se preocupar. O encaminhamento das crianças para escolas distantes, ainda que a prefeitura ou o estado ofereçam transporte adequado, é sempre um desestímulo à continuidade dos estudos.
Evidentemente, cada caso deve ser examinado separadamente. Parece mesmo absurdo que uma escola pública seja colocada em funcionamento para atender a apenas um aluno. Mas é fundamental reconhecer que esse aluno merece total atenção do Estado, não pode ter sua formação interrompida nem dificultada. Tanto a Constituição Federal quanto a estadual garantem a educação como direito de todos e dever do Estado e da família, assegurando, ainda, igualdade de condições para o acesso e a permanência na escola.
São esses fatores que devem ser levados em conta na decisão de fechar ou não uma escola pequena no meio rural.
Não basta ao poder público oferecer vagas em uma escola maior em outra localidade, se não levar em conta o tempo que o aluno despenderá para se locomover ou até mesmo as condições emocionais da família para ficar longe da criança por determinado período do dia.
O argumento da sociabilidade é relativo. Ainda que seja saudável para a criança conviver com grupos maiores, também pode ser mais produtivo do ponto de vista da aprendizagem estudar em uma turma pequena, que pode receber melhor acompanhamento dos professores. Há ainda um derradeiro fator que não pode ser desconsiderado: a escola, por menor que seja, é sempre um ponto de referência cultural para a comunidade.
Existe até uma máxima que merece reflexão em um momento em que se discute o fechamento de pequenas escolas no meio rural: uma sociedade que não constrói escolas acaba tendo que construir presídios.
A verdadeira prioridade. In: Zero Hora. Editoriais, 23/1/2005, p. 12 (com adaptações).
Texto II
Qualquer debate sobre o fechamento ou não de escolas com menos de 50 alunos — ou de 40, 20 ou 10 — precisa começar pela difícil tarefa de separar a paixão da razão. Fechar escolas é impopular, triste, assustador, aparentemente contraditório com a prioridade à educação, que qualquer governo tem de dar. Mas, às vezes, isso é necessário, até para qualificar a educação. Por mais legítimas que sejam as preocupações das comunidades que têm escolas ameaçadas de fechamento, não dá para fugir de uma avaliação serena da conveniência de manter uma estrutura funcionando de forma precária ou transferir os poucos alunos para outra instituição.
Não se trata só de pensar em dinheiro, mas de racionalização do uso dos recursos e de como se pode oferecer ensino de qualidade.
Nos últimos anos, dezenas de escolas foram fechadas no interior de estados, por escassez de alunos. A esse processo deu-se o nome de nucleação. O objetivo era evitar que crianças de quatro séries diferentes estudassem na mesma sala, com professora única tendo de se multiplicar para ministrar conteúdos distintos. Transferidas para escolas maiores, crianças que até então só conheciam giz e quadro-negro passaram a conviver com bibliotecas, laboratórios e recursos audiovisuais.
Não é o fechamento de uma escola de três ou quatro alunos que produz o êxodo rural. Foram as migrações e a (saudável) redução do número de filhos por família que provocaram o fechamento de dezenas de escolas nos últimos anos. O que o poder público precisa garantir é transporte para que essas crianças freqüentem a escola mais próxima.
Para evitar o êxodo, é necessário muito mais do que negar às crianças do campo o contato com os colegas da cidade.
Políticas públicas que tornem atrativa a agricultura familiar e programas para levar energia aos confins do estado podem ser muito mais eficazes.
Rosane de Oliveira. Fechar escolas. In: Zero Hora, 23/1/2005, p. 10 (com adaptações).
Com base no texto I e II, julgue o próximo item.
Nos dois textos, a política de nucleação é apresentada como um fato, ou seja, como uma política implementada pelos governos estaduais e avaliada pelo governo federal.
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Disciplina: Administração Financeira e Orçamentária
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: MEC
Com relação à doutrina e à legislação aplicáveis à administração orçamentária e financeira pública, julgue o item seguinte.
O denominado orçamento de desempenho, conceito difundido a partir da segunda metade do século passado, é o que apresenta os propósitos e objetivos para os quais os créditos se fazem necessários, os custos dos programas propostos para atingir os objetivos e dados quantitativos que meçam as realizações e o trabalho levado a efeito em cada programa.
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