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Texto 1
Antes do Oeste Catarinense: aspectos da vida econômica e social de uma região
Os anos 1916 e 1917 demarcaram um momento de inflexão na história do que hoje denominamos região Oeste Catarinense. O fim da Guerra do Contestado (1916), a assinatura do Acordo de Limites entre os Estados de Santa Catarina e do Paraná (1916), a criação do município de Chapecó (1917) e, ainda nesse mesmo ano, o início de uma política sistemática por parte do governo catarinense de colonização do Oeste com famílias oriundas, em sua grande maioria, de descendentes de imigrantes europeus das “velhas colônias” do Estado do Rio Grande do Sul, trouxeram, com efeito, mudanças significativas na história da região nas décadas seguintes.
Sabemos, todavia, que essa região se encontrava já povoada por grupos sociais (indígenas e não indígenas), atraídos pela extração da erva-mate ou de madeiras, pela criação de gado ou por outra atividade qualquer que aquele espaço pudesse oferecer como forma de sobrevivência.
Com relação ao ingresso do colonizador europeu nessa região onde hoje é o Oeste Catarinense, não se tem notícia que tenha havido ali aldeamentos indígenas organizados pela Companhia de Jesus nos séculos XVII e XVIII. Todavia, pode-se dizer que esse espaço territorial se constituía, senão como área de atuação (extração da erva-mate e criação de gado, por exemplo) ao menos como área de influência das missões que existiram no seu entorno – Guairá, Tapes, Sete Povos e outras estabelecidas a ocidente dos rios Paraná e Uruguai –, todas vinculadas à Diocese de Assunção no Paraguai. Ao longo do século XVII, atraídos por essas aldeias, vieram também os bandeirantes paulistas para capturar os indígenas e vendê-los como escravos nos mercados coloniais americanos.
Além disso, esse espaço podia servir, e de fato serviu, posteriormente, como refúgio àqueles que buscavam, por algum motivo, escapar ao controle do estado, sobretudo nos momentos críticos, como foi o caso da Revolução Federalista (1893-1896) e da Guerra do Contestado (1912-1916).
A organização econômica, social e cultural desses diferentes grupos deve ser compreendida na lenta e complexa relação entre as formas tradicionais de vida dos antigos moradores com as mudanças que se apresentaram – sobretudo a chegada dos novos colonos – a partir daquele marco histórico referido (1916-1917). O uso da terra e de seus bens naturais, as relações de trabalho, o comércio, a estruturação da família e da sociedade, além de todo o sistema de práticas culturais e mítico-religiosas que ordenavam a vida daquelas pessoas têm de ser percebidos num tempo mais longo, de lentas transformações, que se constituíram na segunda metade do século XIX e subsistiram nas primeiras décadas do século XX.
A frágil presença do poder estatal nesse espaço em todas as suas esferas (política, fazendária, comunicação, segurança, saúde, educação e justiça) comprometia o ideal de segurança (tanto interna quanto externa) e de unidade nacional pensados por Getúlio Vargas. Por isso, em 1943, ele mandou criar o Território do Iguaçu, que abrangia, grosso modo, o oeste dos Estados do Paraná e de Santa Catarina. Com efeito, somente depois da extinção do referido Território, em 1946, é que os dois Estados da federação empreenderam políticas mais abrangentes e eficazes de expansão dos seus órgãos e agentes naquele sertão.
DA SILVA, A.; DA ROSA, A. Disponível em: https://ri.ufs.br/bitstream/riufs/1588/1/AntesOesteCatarinense.pdf. Acesso em: 13 de dez. 2022. Fragmento adaptado.
Leia a frase a seguir:
“O uso da terra e de seus bens naturais, as relações de trabalho, o comércio, a estruturação da família e da sociedade, além de todo o sistema de práticas culturais e mítico-religiosas que ordenavam a vida daquelas pessoas têm de ser percebidos num tempo mais longo, de lentas transformações, que se constituíram na segunda metade do século XIX e subsistiram nas primeiras décadas do século XX.”
Assinale a alternativa correta.
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Texto 1
Antes do Oeste Catarinense: aspectos da vida econômica e social de uma região
Os anos 1916 e 1917 demarcaram um momento de inflexão na história do que hoje denominamos região Oeste Catarinense. O fim da Guerra do Contestado (1916), a assinatura do Acordo de Limites entre os Estados de Santa Catarina e do Paraná (1916), a criação do município de Chapecó (1917) e, ainda nesse mesmo ano, o início de uma política sistemática por parte do governo catarinense de colonização do Oeste com famílias oriundas, em sua grande maioria, de descendentes de imigrantes europeus das “velhas colônias” do Estado do Rio Grande do Sul, trouxeram, com efeito, mudanças significativas na história da região nas décadas seguintes.
Sabemos, todavia, que essa região se encontrava já povoada por grupos sociais (indígenas e não indígenas), atraídos pela extração da erva-mate ou de madeiras, pela criação de gado ou por outra atividade qualquer que aquele espaço pudesse oferecer como forma de sobrevivência.
Com relação ao ingresso do colonizador europeu nessa região onde hoje é o Oeste Catarinense, não se tem notícia que tenha havido ali aldeamentos indígenas organizados pela Companhia de Jesus nos séculos XVII e XVIII. Todavia, pode-se dizer que esse espaço territorial se constituía, senão como área de atuação (extração da erva-mate e criação de gado, por exemplo) ao menos como área de influência das missões que existiram no seu entorno – Guairá, Tapes, Sete Povos e outras estabelecidas a ocidente dos rios Paraná e Uruguai –, todas vinculadas à Diocese de Assunção no Paraguai. Ao longo do século XVII, atraídos por essas aldeias, vieram também os bandeirantes paulistas para capturar os indígenas e vendê-los como escravos nos mercados coloniais americanos.
Além disso, esse espaço podia servir, e de fato serviu, posteriormente, como refúgio àqueles que buscavam, por algum motivo, escapar ao controle do estado, sobretudo nos momentos críticos, como foi o caso da Revolução Federalista (1893-1896) e da Guerra do Contestado (1912-1916).
A organização econômica, social e cultural desses diferentes grupos deve ser compreendida na lenta e complexa relação entre as formas tradicionais de vida dos antigos moradores com as mudanças que se apresentaram – sobretudo a chegada dos novos colonos – a partir daquele marco histórico referido (1916-1917). O uso da terra e de seus bens naturais, as relações de trabalho, o comércio, a estruturação da família e da sociedade, além de todo o sistema de práticas culturais e mítico-religiosas que ordenavam a vida daquelas pessoas têm de ser percebidos num tempo mais longo, de lentas transformações, que se constituíram na segunda metade do século XIX e subsistiram nas primeiras décadas do século XX.
A frágil presença do poder estatal nesse espaço em todas as suas esferas (política, fazendária, comunicação, segurança, saúde, educação e justiça) comprometia o ideal de segurança (tanto interna quanto externa) e de unidade nacional pensados por Getúlio Vargas. Por isso, em 1943, ele mandou criar o Território do Iguaçu, que abrangia, grosso modo, o oeste dos Estados do Paraná e de Santa Catarina. Com efeito, somente depois da extinção do referido Território, em 1946, é que os dois Estados da federação empreenderam políticas mais abrangentes e eficazes de expansão dos seus órgãos e agentes naquele sertão.
DA SILVA, A.; DA ROSA, A. Disponível em: https://ri.ufs.br/bitstream/riufs/1588/1/AntesOesteCatarinense.pdf. Acesso em: 13 de dez. 2022. Fragmento adaptado.
Assinale a pergunta que tem resposta no texto 1.
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Texto 1
Antes do Oeste Catarinense: aspectos da vida econômica e social de uma região
Os anos 1916 e 1917 demarcaram um momento de inflexão na história do que hoje denominamos região Oeste Catarinense. O fim da Guerra do Contestado (1916), a assinatura do Acordo de Limites entre os Estados de Santa Catarina e do Paraná (1916), a criação do município de Chapecó (1917) e, ainda nesse mesmo ano, o início de uma política sistemática por parte do governo catarinense de colonização do Oeste com famílias oriundas, em sua grande maioria, de descendentes de imigrantes europeus das “velhas colônias” do Estado do Rio Grande do Sul, trouxeram, com efeito, mudanças significativas na história da região nas décadas seguintes.
Sabemos, todavia, que essa região se encontrava já povoada por grupos sociais (indígenas e não indígenas), atraídos pela extração da erva-mate ou de madeiras, pela criação de gado ou por outra atividade qualquer que aquele espaço pudesse oferecer como forma de sobrevivência.
Com relação ao ingresso do colonizador europeu nessa região onde hoje é o Oeste Catarinense, não se tem notícia que tenha havido ali aldeamentos indígenas organizados pela Companhia de Jesus nos séculos XVII e XVIII. Todavia, pode-se dizer que esse espaço territorial se constituía, senão como área de atuação (extração da erva-mate e criação de gado, por exemplo) ao menos como área de influência das missões que existiram no seu entorno – Guairá, Tapes, Sete Povos e outras estabelecidas a ocidente dos rios Paraná e Uruguai –, todas vinculadas à Diocese de Assunção no Paraguai. Ao longo do século XVII, atraídos por essas aldeias, vieram também os bandeirantes paulistas para capturar os indígenas e vendê-los como escravos nos mercados coloniais americanos.
Além disso, esse espaço podia servir, e de fato serviu, posteriormente, como refúgio àqueles que buscavam, por algum motivo, escapar ao controle do estado, sobretudo nos momentos críticos, como foi o caso da Revolução Federalista (1893-1896) e da Guerra do Contestado (1912-1916).
A organização econômica, social e cultural desses diferentes grupos deve ser compreendida na lenta e complexa relação entre as formas tradicionais de vida dos antigos moradores com as mudanças que se apresentaram – sobretudo a chegada dos novos colonos – a partir daquele marco histórico referido (1916-1917). O uso da terra e de seus bens naturais, as relações de trabalho, o comércio, a estruturação da família e da sociedade, além de todo o sistema de práticas culturais e mítico-religiosas que ordenavam a vida daquelas pessoas têm de ser percebidos num tempo mais longo, de lentas transformações, que se constituíram na segunda metade do século XIX e subsistiram nas primeiras décadas do século XX.
A frágil presença do poder estatal nesse espaço em todas as suas esferas (política, fazendária, comunicação, segurança, saúde, educação e justiça) comprometia o ideal de segurança (tanto interna quanto externa) e de unidade nacional pensados por Getúlio Vargas. Por isso, em 1943, ele mandou criar o Território do Iguaçu, que abrangia, grosso modo, o oeste dos Estados do Paraná e de Santa Catarina. Com efeito, somente depois da extinção do referido Território, em 1946, é que os dois Estados da federação empreenderam políticas mais abrangentes e eficazes de expansão dos seus órgãos e agentes naquele sertão.
DA SILVA, A.; DA ROSA, A. Disponível em: https://ri.ufs.br/bitstream/riufs/1588/1/AntesOesteCatarinense.pdf. Acesso em: 13 de dez. 2022. Fragmento adaptado.
Após o fim da Guerra do Contestado em 1916 e a definição dos limites entre Paraná e Santa Catarina, qual foi o principal fator de mudanças significativas na história da região Oeste Catarinense?
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Texto 1
Antes do Oeste Catarinense: aspectos da vida econômica e social de uma região
Os anos 1916 e 1917 demarcaram um momento de inflexão na história do que hoje denominamos região Oeste Catarinense. O fim da Guerra do Contestado (1916), a assinatura do Acordo de Limites entre os Estados de Santa Catarina e do Paraná (1916), a criação do município de Chapecó (1917) e, ainda nesse mesmo ano, o início de uma política sistemática por parte do governo catarinense de colonização do Oeste com famílias oriundas, em sua grande maioria, de descendentes de imigrantes europeus das “velhas colônias” do Estado do Rio Grande do Sul, trouxeram, com efeito, mudanças significativas na história da região nas décadas seguintes.
Sabemos, todavia, que essa região se encontrava já povoada por grupos sociais (indígenas e não indígenas), atraídos pela extração da erva-mate ou de madeiras, pela criação de gado ou por outra atividade qualquer que aquele espaço pudesse oferecer como forma de sobrevivência.
Com relação ao ingresso do colonizador europeu nessa região onde hoje é o Oeste Catarinense, não se tem notícia que tenha havido ali aldeamentos indígenas organizados pela Companhia de Jesus nos séculos XVII e XVIII. Todavia, pode-se dizer que esse espaço territorial se constituía, senão como área de atuação (extração da erva-mate e criação de gado, por exemplo) ao menos como área de influência das missões que existiram no seu entorno – Guairá, Tapes, Sete Povos e outras estabelecidas a ocidente dos rios Paraná e Uruguai –, todas vinculadas à Diocese de Assunção no Paraguai. Ao longo do século XVII, atraídos por essas aldeias, vieram também os bandeirantes paulistas para capturar os indígenas e vendê-los como escravos nos mercados coloniais americanos.
Além disso, esse espaço podia servir, e de fato serviu, posteriormente, como refúgio àqueles que buscavam, por algum motivo, escapar ao controle do estado, sobretudo nos momentos críticos, como foi o caso da Revolução Federalista (1893-1896) e da Guerra do Contestado (1912-1916).
A organização econômica, social e cultural desses diferentes grupos deve ser compreendida na lenta e complexa relação entre as formas tradicionais de vida dos antigos moradores com as mudanças que se apresentaram – sobretudo a chegada dos novos colonos – a partir daquele marco histórico referido (1916-1917). O uso da terra e de seus bens naturais, as relações de trabalho, o comércio, a estruturação da família e da sociedade, além de todo o sistema de práticas culturais e mítico-religiosas que ordenavam a vida daquelas pessoas têm de ser percebidos num tempo mais longo, de lentas transformações, que se constituíram na segunda metade do século XIX e subsistiram nas primeiras décadas do século XX.
A frágil presença do poder estatal nesse espaço em todas as suas esferas (política, fazendária, comunicação, segurança, saúde, educação e justiça) comprometia o ideal de segurança (tanto interna quanto externa) e de unidade nacional pensados por Getúlio Vargas. Por isso, em 1943, ele mandou criar o Território do Iguaçu, que abrangia, grosso modo, o oeste dos Estados do Paraná e de Santa Catarina. Com efeito, somente depois da extinção do referido Território, em 1946, é que os dois Estados da federação empreenderam políticas mais abrangentes e eficazes de expansão dos seus órgãos e agentes naquele sertão.
DA SILVA, A.; DA ROSA, A. Disponível em: https://ri.ufs.br/bitstream/riufs/1588/1/AntesOesteCatarinense.pdf. Acesso em: 13 de dez. 2022. Fragmento adaptado.
Considerando o texto 1, é correto o que se afirma sobre a região Oeste Catarinense:
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Assinale a alternativa correta quanto à ortografia.
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Disciplina: Direito Constitucional
Banca: FEPESE
Orgão: Pref. Águas Chapecó-SC
- Organização do EstadoIntervenção Federal e EstadualIntervenção da União nos Estados e no Distrito Federal
- Organização do EstadoIntervenção Federal e EstadualIntervenção dos Estados nos Municípios
De acordo com a Constituição Federal, é correto afirmar.
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Disciplina: Direito Administrativo
Banca: FEPESE
Orgão: Pref. Águas Chapecó-SC
No procedimento de desapropriação indireta, a recomposição da perda decorrente do atraso no efetivo pagamento da indenização fixada pela decisão mérito é denominada:
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Disciplina: Direito Administrativo
Banca: FEPESE
Orgão: Pref. Águas Chapecó-SC
Assinale a alternativa correta de acordo com a Lei de Improbidade Administrativa.
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Qual nome da ciência que estuda teorias e métodos de organização e tratamento de documentos, e sua conversão em potencial de informação?
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Disciplina: Direito do Trabalho
Banca: FEPESE
Orgão: Pref. Águas Chapecó-SC
Quem pode utilizar a Carteira de Trabalho e Previdência Social (CTPS) na forma Digital?
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